- Sim, este não é um vinho Alvarinho, mas tem 85% (15 % de trajadura).
- A 3,5 milhões de garrafas por ano (segundo o livro de Luis Gradíssimo, 3 milhões segundo a Adega, números de 2024, os mais recentes), isso significa cerca de 2,23 milhões de litros de Alvarinho. Não há nada de comparável nos vinhos verdes [O Casal Garcia é provavelmente a marca de vinho verde mais vendida, mas não só não há números específicos, como acredito que a presença de Alvarinho será pouco expressiva].
- Num cenário médio de produção (8 000 L/ha), isso significaria 279 hectares só para engarrafar Muralhas!
- E que se fosse só Alvarinho, isso levaria a engarrafar 3 milhões milhões de garrafas de 0,75 L.
- Finalmente, a €5 a garrafa, a Adega de Monção fatura €17,5 milhões só com este vinho, mas há que ter em conta, entre outras, as margens do retalhista (20–40%?) e do distribuidor.
Que vinho é este?
O seu sucesso é explicável se relacionarmos a qualidade com o preço. Acabei de beber o 2024 e confirmei mais uma vez que é um vinho desinteressante (ou melhor, muito leve, com pouca acidez, 6,6 g/L, e 1 g/L de açucar residual), a um preço baixo. Até porque existem Alvarinhos a €5 bem melhores...
Na classificação deste guia, seria no máximo um 5/10.
O seu sucesso também se deve à história: é produzido desde 1974, o que garante uma notoriedade impressionante. São mais de 50 anos a beber Muralhas.

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