sábado, 17 de janeiro de 2026

Arroz de cabidela - vai um Alvarinho?

Muito mudou, no consumo do vinho Verde e do Alvarinho em particular, desde que se dizia que estes eram vinhos para um fim de tarde ao sol ou para acompanhar mariscos e peixes em geral. Ultimamente os produtores têm acrescentado pizza e sushi, mas para poder afirmar-se como uma das grandes casta brancas do mundo, o universos gastronómico do Alvarinho não pode ficar tão reduzido. 
A casta não é infinita, ok, mas existem tantas formas de a vinificar e enólogos tão criativos que dizer que também combina com carnes brancas não pode ser o máximo da ousadia. Temos de ir mais longe, a começar pelos restaurantes da Subregião.

O meu ponto de partida é este: Alvarinho combina com qualquer coisa. É só escolher o Alvarinho vinificado da forma 'certa'. Um exemplo: recentemente provei o novo curtimenta de Miguel Queimado e, não tendo corrido bem, pela escolha da comida, fiquei com vontade de o provar com um cozido à portuguesa. Por falar nisso, não é a primeira vez que experimento cozido com Alvarinho (neste caso com Regueiro Barricas). Tenho de voltar a tentar.

Desta vez, penso, a ousadia foi ainda mais longe: arroz de cabidela caseiro. Para isso escolhi um vinho com uma boa dose de madeira, no caso o Soalheiro Reserva 2021, aberto três horas antes e um dos meus Alvarinhos de eleição *.

Foi bom, mas não encheu as medidas. Acredito que um Alvarinho mais mineral (ou talvez com mais madeira, como o Nostalgia) possa ter resultados ainda melhores.

Eu continuarei a tentar e a dar conta aqui dos resultados.

Ano da produção: 2021
Data de compra: Abril 2023
Preço de compra: €17
Local de compra: Feira do Alvarinho de Melgaço
Data de consumo: Janeiro 26
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: A. Luis Cerdeira
Acidez Total: 6,4 g/L 
Açúcares residuais (g): seco (2021)
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação: "Fermentação e envelhecimento em barricas de carvalho francês durante um ano. Contacto com borras finas e bâtonnage."
Aberto quanto tempo antes: 3 horas antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: arroz de cabidela
Pode acompanhar por exemplo:
(190)

Soalheiro Reserva 2017

Soalheiro Reserva 2018

(* o 2019 tinha 13º de alcoól e este 12,5º)

Alvarinho sem rótulo: bom ou mau negócio?

É a primeira vez que falo aqui do assunto, mas não a primeira vez - nem segunda... - que ouço falar do tema.

Ofereceram-me uma garrafa de Alvarinho sem rótulo, comprado - supostamente - a um produtor de Melgaço que vende das duas maneiras, com e sem.

Os produtores, sobretudo os mais pequenos, falam da necessidade de escoar o produto, vendendo mais barato (sem rótulo a garrafa pode ter menos um ou dois euros). Percebe-se. Mas, para além de estarem defraudar o Estado, estão, eles próprios, também a depreciar o produto que vendem. Como se estivessem a dizer 'não é grande coisa, até podemos vender sem rótulo'...

Para o consumidor aparentemente é bom, mas apenas se tiver a certeza de que não está a comprar gato por lebre (e não se incomodar com a questão de princípio da fuga aos impostos).

Foi o que aconteceu com esta garrafa que me ofereceram.

Um vinho demasiado doce, quase enjoativo e artificial, sem estrutura na boca e quase sem acidez final. Ainda por cima tinha um pouco de pico, como, por exemplo, os da zona de Amarante. Um vinho que, com rótulo, levaria um 3/10, por ser realmente fraco.

Não sei quanto pagaram pela garrafa (aliás, não sei nada sobre o vinho em causa), sei que era Alvarinho, comprado em Melgaço (e que a rolha, que ainda por cima se se partiu, dizia Alvarinho). E sei que a 4 ou 5 euros foi um mau negócio. Se é para comprar bataro, mais vale ir às grandes superfícies - quase todos os Alvarinhos de supermercado que conheço são bem melhores do que este.

Honestamente não sei o peso que este negócio paralelo tem no mercado dos vinhos Alvarinhos da subregião. Sei que pode dar para ganhar/poupar uns euros, mas no final é sempre um mau negócio.
Seria tema para a Associação de produtores (APA) tomar posição?


quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Uma lista que faltava: as melhores colheitas de alvarinho

 

Nos últimos meses pedimos a diversos enólogos e produtores da subregião que nos indicassem as suas colheitas preferidas, de modo a podermos elaborar uma lista. O resultado aqui está. 2015 e 2019 destacam-se claramente.

A seguir aos quatro anos destacados viriam 2008, 2011 e 2020.

Aqui ficam os nomes dos que tiveram a amabilidade de participar e as suas escolhas (alguns indicaram colheitas anteriores a 2000, destacando-se 1995 e 1998, mas, como são vinhos quase impossíveis de encontrar, ficaram de fora).

(clicar para aumentar)

sábado, 10 de janeiro de 2026

Pingo Doce Espumante Bruto (2023): 7/10

Em 2020 o Pingo Doce inovou, quando pediu a Anselmo Mendes que fizesse o seu primeiro espumante de Alvarinho. O seu, do Pingo Doce e o seu, de Anselmo Mendes. Custava então €5,99, menos €1 na feira de vinhos.

Ainda hoje continua a ser o único espumante de Alvarinho de marca branca, mas já não é o único de Anselmo nem custa €5,99.

O último a ser lançado no mercado custa, na verdade, €6,99, mas continua a ser um preço incrível: um pesadelo para a concorrência (o Muros Antigos, de Anselmo, custa mais do dobro, por exemplo, sendo que €15 é o preço médio de espumante bruto na subregião), uma grande oportunidade para o público.

Bebi este 2023 no início de 2026 e admito que ainda beneficiaria de mais um ou dois anos em garrafa. Ficou macio, sem perder fulgor, ganhou um pouco de complexidade, num vinho que é se sabe ser simples e óbvio.

Ano da produção: 2023
Data de compra: 2025
Preço de compra: €5,99 
Local de compra: Pingo Doce, Póvoa de Varzim
Data de consumo: janeiro 2026
Produtor e Engarrafador: Anselmo Mendes para Pingo Doce (IG Minho)
Localidade: Penso, Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º/14º
Passou pelo arejador? 
Acompanhou: Leitão
Pode acompanhar por exemplo:
(324)

Pingo Doce Espumante Bruto 2020

Pingo Doce Espumante Bruto 2021


domingo, 4 de janeiro de 2026

Melpasso (2021): 9/10

Começo por explicar que, tendo chegado a vez do vinho nº 500, a escolha não poderia ser ao calhas. De entre as (muitas) opções ainda disponíveis, selecionei um vinho da Quinta do Soalheiro.

Primeiro porque, na minha opinião, este é o produtor de alvarinho mais marcante do primeiro quarto deste século; segundo, porque é uma casa que está em transição, depois da saída do grande mentor em 2024; finalmente, porque - penso não estar enganado - este é o primeiro vinho novo lançado no pós-Luis Cerdeira.

Mas há ainda uma outra razão: li que era usada a técnica (italiana) do Ripasso e a curiosidade não podia ser maior. Já provei o Alvorone ( as uvas são desidratadas, o que potencia a concentração de açúcares e os ácidos) e adorei. Sendo o Ripasso uma "segunda fermentação" que dá ao vinho um perfil intermédio entre o frescor do Valpolicella Clássico e a potência do Amarone, estavam reunidas as condições, acrescidas pelo facto de a Soalheiro garantir que esta é uma edição única: 1159 garrafas e nada mais. Daí o elevado preço.

As minhas expectativas não saíram defraudadas: o rótulo diz que é um vinho que promete uma nova forma de interpretação do alvarinho. É mesmo verdade. Algo entre um colheita tardia e um estágio em borras. Profundo. Excelente. Final com um pouco de tanino. Guloso.

Testei-o com várias comidas (bacalhau, marisco, doces, frutos secos, queijo da serra) e adaptou-se muito a todos. Talvez menos ao bolo-rei. Um vinho, sem dúvida, muito gastronómico.

Relação preço-qualidade: a nota diz tudo, sendo que já bebi alvarinhos mais caros e não tão bons. 

Ano da produção: 2021
Data de compra: oferta do produtor em dezembro de 2025
Local de compra: 
Preço de compra: (online €45)
Data de consumo: dezembro 2025
Produtor: Quinta do Soalheiro + APRT3
Localidade: Melgaço
Enólogo: APRT3 + Asun Carballo
Acidez Total (g/dm ) 5,4
Açúcares residuais: Seco
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "A vinificação do Melpasso adapta o método italiano Ripasso à realidade do Alvarinho. Parte-se de um vinho base fermentado de forma tradicional, com foco na frescura da casta. Em paralelo, uma fração das uvas é submetida a passificação parcial, concentrando açúcares, acidez e aroma, sendo depois prensada para produzir o Alvorone. As borras resultantes — ricas em compostos fenólicos e aromáticos — são então reutilizadas no processo Ripasso. O vinho base é repassado sobre estas borras, ocorrendo uma segunda maceração e refermentação lenta, que acrescenta estrutura, textura e profundidade. O vinho estagia posteriormente em inox e barricas usadas de carvalho, permitindo o afinamento do perfil sem sobrepor a identidade varietal. Após o estágio, segue-se o repouso em garrafa"
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12/13º
Acompanhou: diversos pratos, nomeadamente bacalhau à Gomes de Sá.
(500)


sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Encosta dos Sobrais (2023): 8/10

Agora que se aproxima o vinho nº 500, têm-me pedido para falar das coisas boas e más deste projeto. As más são raras e as boas, muitas. Uma delas é o privilégio de conhecer pequenos produtores da subregião, cujos vinhos raramente estão à venda fora de Monção e Melgaço. E mesmo aí nem sempre são fáceis de encontrar. O Solar, em Melgaço, e o Museu, em Monção, continuam a ser boas opções.

Encosta dos Sobrais é um desses casos. Conheço o seu vinho (um colheita e dois espumantes, um deles magnífico) desde 2018 e continuo a acompanhar o trabalho do produtor (Bento José Abreu) e do enólogo (Abel Codesso).

Chegou a vez de provar o colheita relativo a 2023, que confirmou as expetativas: além do típico aroma, que quase todos os alvarinhos da subregião têm, mostra uma excelente relação entre fruta (sobretudo tropical) e a acidez final, bem prolongada. 

Ano da produção: 2023
Data de compra: 
Local de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor [preço inferior a €10,00]
Data de consumo: janeiro 2026
Produtor: Bento José de Abreu
Localidade: Remoães, Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: 
(98)


terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Alvarinho Monção e Melgaço já pode ser comercializado sem ano de colheita

Penso que o primeiro a 'desafiar' o que sempre esteve estabelecido foi Paulo Rodrigues, na Quinta do Regueiro. O seu Jurássico juntava colheitas de diferentes anos, mas a Comissão dos Vinhos Verdes, para poder usar a denominação Monção e Melgaço, obrigava a que fosse indicado um ano como referência. Ou seja, se o vinho é feito com lotes de 2019, 2022 e 2023, por exemplo, o produtor teria que escolher um ano (ao calhas?) para por no rótulo.

Finalmente a Comissão cedeu e passou a autorizar, a partir deste mês, que vinhos de Monção e Melgaço possam ser feitos de diversos lotes, sem necessidade de indicar um ano em particular.

A decisão de permitir a comercialização de vinhos sem indicação de colheita (frequentemente chamados de NV ou Non-Vintage) aproxima o Vinho Verde de práticas comuns em regiões como Champagne ou o  Vinho do Porto e traz rigor e verdade aos vinhos loteados.

Portanto, para os produtores é bom, até porque podem por exemplo escoar lotes que tenham em abundância (ou, em anos de fraca produção, manterem-se vivos no mercado) e porque dá mais liberdade aos enólogos para afinar determinado vinho.

Para os consumidores a eventual perda de informação nunca é boa. É o que se passa com alguns espumantes da subregião, que não têm qualquer indicação de data. Resultado: não sabemos se estamos a beber um vinho com dois ou seis anos (na região de Champagne muitos produtores resolvem isso com a indicação do ano do degorgement - o último engarrafamento).

Além disso, para colecionadores ou restaurantes, gerir uma garrafeira sem datas de colheita torna-se mais complexo, exigindo um controlo mais rigoroso de rotação de stocks.

A subregião pediu. Agora vamos ver como a vai utilizar.




sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Vale dos Ares Curtimenta (2021): 7/10

Em 2001 Anselmo Mendes lançou o primeiro curtimenta de alvarinho em Portugal, mais um marco que Anselmo deixa na história do alvarinho e da subregião.

Mas este passo não foi seguido, nomeadamente em Monção e Melgaço, onde, até há pouco tempo, apenas existiam duas referências: Gema e Ag.Hora do Soalheiro, que nem se identifica como tal.

Conheço mais dois, mas fora da subregião, nomeadamente o Adega Belém Curtimenta (que recebeu 8/10, a melhor pontuação entre todos) e o 6000 AC, da Adega de Ponte da Barca, vendido a €50...

Esta escassez diz-nos que os produtores não gostam do resultado da técnica ancestral de contacto com as películas e o engaço (mais o estágio em barrica) e que existirá uma eventual rejeição por parte do público: a curtimenta acentua certos sabores do vinho, uma certa adstringência e a sua acidez final. E há muita gente que não gosta de vinhos com uma acidez final marcante.

Miguel Queimado, o mais consistente de todos os pequenos/médios produtores da subregião, lançou este ano o seu Vale dos Ares Curtimenta, relativo a 2021.

A curtimenta sente-se logo no aroma forte, que já não é fácil de identificar, mas é muito agradável. Fruta madura?

Como seria de esperar a curtimenta releva a adstringência e potencia a acidez final, dando lhe frescura/secura mas também intensidade, que se prolonga depois de bebido o vinho.

[A propósito, grande potencial de guarda].

Gostei, sem dúvida, porque gosto de vinhos com final seco e fresco, mas continuo sem perceber se o alvarinho e a curtimenta funcionam para o público em geral.

Relação preço-qualidade: €25 estão dentro do normal para um vinho de nicho ou até mesmo barato se tivermos em conta que é um vinho de 2021 lançado em 2025 - quantos produtores fazem isso? (Já agora, o preço 'respeita' os cerca de €30 do icónico vinho de Anselmo Mendes...).

Se o preço é razoavel e se gostei, porque não uma nota mais alta? É que, ao contrário da maior parte dos alvarinhos, um curtimenta não é para qualquer comida. Eu bebi-o a acompanhar filetes de pescada e não foi muito agradável - parece que o vinho acentuou demasiado o sabor do peixe e do filete. Ou seja, trata-se de um vinho exigente, que não vai com todas as comidas e que cria uma dificuldade a quem o consome (Miguel Queimado diz que acompanha bem comidas 'de Inverno', mais pesadas, com carne, suponho; irei experimentar).
Ano da produção: 2021
Data de compra: novembro 2025
Local de compra: no produtor
Preço de compra: oferta do produtor (pvp €25)
Data de consumo: dezembro 2025
Produtor: Vale dos Ares
Localidade: Monção
Enólogo: Mguel Queimado e Gabriela Albuquerque
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentado integralmente com as películas, em contacto com oxigénio, até terminar. O vinho estagiou durante 24 meses em barricas de castanho e 12 meses em cubas de inox. Antes de ser lançado no mercado estagiou na garrafa durante 12 meses."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: filetes de pescada [péssima ligação, como já disse, que foi retificada parcialmente com figos secos na sobremesa]
(499)




domingo, 21 de dezembro de 2025

"No entiendo como un blanco [albariño] de este nivel cuesta menos de 20 euros". Eu também. Mas ainda bem...

 Leitor regular da Esquire, comecei por ouvir falar deste vinho num artigo que se chamava "Este vino Albariño de 95 puntos Parker cuesta solo 16 € y es una ganga".

Pouco depois, outro jornalista da Esquire incluia o vinho na lista de "10 vinos que deberían costar mucho más y que son perfectos para iniciarse en su estilo", dizendo que "no entiendo como un blanco de este nivel cuesta menos de 20 euros."

Ainda em outubro, a Esquire voltava ao ataque: "El albariño de 95 puntos Parker que desconcierta a los expertos en vino por su precio: “No entiendo que un blanco de este nivel cueste menos de 20 €”.

Fiquei curioso. Até porque se fala muito que os alvarinhos de cá são muito baratos, mas afinal também é fácil encontrar bons albariños a menos de €20.

Encomendei (via Decántalo) uma garrafa de Cíes e custou realmente €17.

E o que temos é realmente um vinho notável, muito evoluído, mais mineral do que frutado, a quem atribuíria facilmente 9 em 10 pontos, pela sua qualidade e pelo seu preço. Para orientar os leitores é um vinho (relativamente) próximo do Soalheiro Reserva (pela madeira) e que rivaliza em Portugal com o Regueiro Barricas.

Mas ainda não falei do melhor: a acidez é incrível, longa, apetitosa, a pedir mais. Só comprei uma garrafa...

["Este blanco gallego nace de viñedos muy cuidados, con cepas de entre 30 y 70 años plantadas en suelos graníticos y arenosos que aportan mineralidad y estructura. La fermentación se realiza en depósitos de inoxidable y barricas de 600 y 225 litros, y posteriormente el vino envejece seis meses en barricas muy usadas, un proceso que preserva la frescura y la complejidad sin perder intensidad de fruta. Su producción no llega a las 8.000 botellas"]


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Messala (2013): 9/10

Comecámos mal, eu e a garrafa, quando a rolha se partiu a meio. Pensei imediatamente: 'o que queres, um vinho de 2013! Estavas à espera de quê?"

A rolha acabou por sair e, com pouca fá, nem o abri com antecedência suficiente (ainda para mais, perdi o rasto de como chegou até mim).

Mas não podia estar mais enganado: logo no primeiro contacto foi amor à primeira vista. 

Aroma cheio de fruta madura (manga, mamão ananás) e frutos secos, na boca uma estrutura de sabores secundários bem equilibrada e um final com acidez que se prolonga muitos segundos depois.

Só não é um 10/10 porque o último copo já mostrava um pouco mais de acidez. Como se, ao fim de uma hora, se tivesse transformado, mas especificamente nesse aspeto.

O mais importante: é um colheita que nunca foi pensado para durar tanto.

Ano da produção: 2013
Data de compra: ?
Local de compra: ?
Preço de compra: ?
Data de consumo: dezembro 2025
Produtor: Vinhos Dela
Localidade: "Monção e Melgaço"
Enólogo: ?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: bacalhau à Gomes de Sá
(23)




segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Pequenos Rebentos (2024): 7/10

Já vamos ao vinho, primeiro queria falar-vos do sítio onde o bebi: um novo restaurante em Melgaço, chamado 5Sentidos, liderado pelo chef Álvaro Costa. Como não podia deixar de ser a ligação ao alvarinho é forte, com uma carta muito completa, onde não faltam aquilo que designam por "Os grandes alvarinhos de Melgaço".


Talvez os preços pudessem ser um pouco mais baixos, sobretudo nos colheitas (ter sempre alguns a €15, como forma de promoção do produto local), mas o único reparo que quero fazer é que, se a casa pede sofisticação, a lista de vinhos deveria acompanhar. Com o quê? Com o ano de produção do vinho.

E foi precisamente por não ter essa informação que acabei por beber o último Pequenos Rebentos (2024), que - sem surpresa - me pareceu muito novo. A acidez e a fruta estão lá (o aroma está bem presente), mas daqui a seis meses estará melhor. Daqui a dois anos nem se fala.

Ano da produção: 2024
Data de compra:
Preço de compra: €19.95
Local de compra: Bebido no Restaurante 5Sentidos, Melgaço
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: Márcio Lopes
Localidade: Monção e Melgaço
Enólogo: Márcio Lopes
Acidez Total (g/dm3):
Açúcar residual:
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação segundo o produtor: "os cachos foram desengaçados e as uvas sofreram maceração durante 8 horas, precedida de uma prensagem ligeira e decantação de 48 horas. Fermentou a temperatura controlada (18º-23ºC) durante 15 dias. ," segundo o produtor
Aberto quanto tempo antes: 10 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(58)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Soalheiro quase nos €12

Desde junho de 2023 que acompanho o esforço da casa Soalheiro para subir o preço do seu alvarinho clássico. 

Nessa altura o pvp recomendado já era €11,5, mas os retalhistas, sobretudo as grandes superfícies resistiam, colocando o vinho a menos de €10.

Voltei a escrever sobre o assunto há um ano e o título era bem explicativo: "O mercado resiste ao aumento do preço do Soalheiro", já que encontrara o vinho, em dezembro, a €9,99.

Passou um ano e mudou muita coisa.

Desde logo, a distribuidora, que agora é a Garcias.

E, sobretudo, mudou o preço.

Uma ronda, feita entre meados de novembro e início deste mês, pelo El Corte Inglés, Auchan e Continente mostra o Soalheiro clássico a €11,99 (no Pingo Doce não encontrei). Já agora, na Garcias, online, está a €11.95, que é um sinal muito claro da afirmação do preço.

Este assunto é, na minha opinião, bastante relevante porque 1) é difícil começar a pagar mais dois euros pelo mesmo produto; 2) porque estamos a falar da marca de alvarinho com mais notoriedade; 3) porque se fala muito em que os alvarinhos da subregião têm um preço muito abaixo da sua qualidade, mas poucos ousam mexer. Este caso pode inspirar outros produtores.

Acredito que este preço tenha vindo para ficar (exceto promoções pontuais, como feiras do vinho). 

Portanto, agora, Soalheiro a menos de €11 euros só no Coca (Monção e também Melgaço)!😇

(esta imagem foi obida no final de novembro)


terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Casa do Cerdedo Reserva (2014): 8/10

Começo por partilhar um 'segredo': Casa do Cerdedo é um daqueles pequenos produtores que. apesar do longo percurso, sempre a fazer vinhos de qualidade, poucos conhecem além-Melgaço. Um percurso consistente, a partir de uma propriedade contígua em Roussas, que Vergara Vaz vem liderando com extraordinária habilidade.

Sobre o vinho: tratando-se de um 2014, o mais indicado teria sido abri-lo meia dúzia de horas antes, pelo menos. Não foi o que fiz, porque não seria isso aconteceria em restaurante. Com menos de uma hora de abertura, revelou-se muito bom, mas ainda algo preso.

Recorri depois a um truque que vi no restaurante G (uma estrela Michelin, em Bragança), o arejador, algo que todos os restaurantes deveriam adoptar, mas que é (ainda não percebi porquê) desprezado: o vinho abriu-se, a boca ficou cheia de fruta, mas já impercetível de identificar. Um 'sumo' extraordinário. O final, de intensidade média, tem a acidez que imagino seria normal um 2014 ter em 2025.

Resultado fnal: simplesmente excelente! 

Ano da produção: 2014
Data de compra: novembro 2025
Local de compra: no produtor
Preço de compra: oferta do produtor (já não está à venda)
Data de consumo: dezembro 2025
Produtor: Casa do Cerdedo
Localidade: Roussas, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: arroz de frango
(498)
(na adega de Roussas, com Manuel Luis Vergara Vaz)

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Espumantes de alvarinho, uma espécie de guia compras para as festas (ou não...)

(apenas um guia de compras, tão subjetivo como qualquer outro; único critério: espumantes que sejam relativamente fáceis de encontrar; atenção que uma procura mais cuidada vai revelar preços bem distintos)

O que levar quando vamos a casa de alguém pela primeira vez?🍾

Regueiro Bruto (insisto: é possível encontrar este vinho a preços completamente diferentes, dependendo da garrafeira)

O que levar, se não queremos gastar mais do que 6 euros?🤑

Pingo Doce Bruto

O que levar, se não queremos gastar muito mais do que 15 euros?💶

Muros Antigos Bruto

O que levar, se não queremos Regueiro Bruto outra vez (e sem gastar muito)?🍼

Soalheiro Nature

O que levar a menos de 20 euros?💰

Encostas de Melgaço Bruto

E algo entre os 20 e os 30 euros?💰💰

Dom Ponciano Extra-Bruto

É uma prenda de anos, temos de caprichar...🎂🥳

Côto de Mamoelas Assemblage Super Reserva




segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Produtores/enólogos da sub-região provaram o primeiro albariño sem álcool. E disseram de sua justiça...

Havia uma surpresa guardada e completamente inesperada para diversos produtores/enólogos presentes na Feira do Espumante que hoje termina em Melgaço: levei uma garrafa do primeiro alvarinho, feito nas Rias Baixas, sem álcool (o Marieta Sin).
Em prova cega, foram convidados a provar e a deixar uma ou duas frases.
Abel Codesso (Anselmo Mendes, além de outros projetos) tirou a pinta rapidamente, dizendo que "parece água", mas reconheceu "uma acidez brutal". No final reconheceu que se "bebe bem" e que "pelo nariz, não diria que é sem álcool".
João Garrido (Quinta das Pereirinhas, mas não só) relevou a acidez e o muito baixo teor alcoólico, percebendo que seria mais "um sumo de uva".
Paulo Rodrigues (Quinta do Regueiro) mostrou-se "surpreendido" e classificou a experiência como "interessante".
Artur Meleiro (Valados de Melgaço) também não escondeu a surpresa. "Parece um refresco, leve". "Sabe a vinho, mas muito diluido", disse, acrescentando o adjetivo "agradável".
Finalmente Miguel Queimado (Vale dos Ares, contactado na sua adega) destacou o que lhe pareceu ser "demasiado açúcar", quase "enjoativo", mas, como todos os outros, reconheceu que seja porque vai ao encontro de um público jovem (que não bebe vinho), seja porque ajuda a equilibrar os alertas da OMS contra o consumo de vinho, pode ser uma alternativa válida. Até porque, como disse Queimado, "dá destino a uvas" que, de outra forma, poderiam não ter escoamento.
 





segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Quinta da Calçada Reserva (2023): 6/10

Começo pelo preço: este Quinta da Calçada Reserva foi bebido num dos restaurantes do grupo da Quinta da Calçada e custou €30. Do meu ponto de vista faria sentido que os vinhos 'da casa' tivessem preços mais baixos.

Por incrível que possa parecer, não encontrei este vinho à venda online, mas imagino que custe cerca de €15. Caro. Pelo que disse antes, €30 no restaurante é exagerado.

Quanto ao vinho, passa discretamente. Aroma interessante, boca com pouca estrutura e final curto.

Não é sacrifício bebê-lo, mas não marca nem deixou saudades.

Ano da produção: 2023
Data de compra: novembro 2025
Local de compra: Restautante Real by Quinta da Calçada, Porto
Preço de compra: €30
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: Quinta da Calçada, (VV DOC)
Localidade: Amarante
Enólogo: João Cabral de Almeida
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11/12º
Acompanhou: polvo com puré de batata doce
(497)





sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Soalheiro Espumante Bruto Barrica (2019): 8/10

Este 2019 revelou-se macio, rico em sabores secundários (caramelo, baunilha), sem perder autenticidade (toranja, clementina). 

No aroma manteve-se pujante.

Só no final se sentiu um pouco menos de intensidade, o que, bem vistas as coisas, está perfeitamente de acordo com o facto de, sendo um 2019, estar um espumante muito mais 'tranquilo'.

Ano da produção: 2019
Data de compra: agost 23
Local de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor
Data de consumo: novembro 25
Produtor: Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: A. Luis Cerdeira
Acidez: 6,6º
Açúcar residual: Bruto
Acidez volátil (g/dm): 0.38
Vinificação, segundo o produtor: "A fermentação primária ocorre em barricas de carvalho usadas, onde o vinho vai estagiar durante 12 meses. Este estágio dá ao vinho um caráter de aroma mais evolutivo e mais intenso, bem como mais sabor e uma textura duradoura. A fermentação secundária ocorre depois em garrafa. O vinho estagia ainda durante 36 meses na nossa adega a uma temperatura constante e baixa. Findo este processo de estágio, procede-se ao dégorgement por forma a retirar as leveduras da garrafa e a cápsula metálica é substituída por uma rolha tradicional feita de cortiça portuguesa"
Quantidade de garrafas consumidas:
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: Pargo assado no forno
Pode acompanhar por exemplo: muito gastronómico, mesmo para carnes
(217)

Soalheiro Bruto Barrica 2014

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Alv (2021): 5/10

 Ao beber os dois primeiros copos deste alentejano Alv lembrei-me de uma frase do falecido Padre Américo, que dizia 'não existem rapazes maus'. É como acontece com os vinhos, basta ler... No caso em apreço, não quero afirmar que existem vinhos maus, mas alguns não passam de... fracos.

As primeira impressões deste Alv foram realmente muito desinteressantes: o aroma ainda prometia, mas na boca havia muito pouco. O final era demasiado curto e quase sem acidez. Fiquei frustrado.

Como sempre acontece, e por defesa, optei por esperar e voltar a provar na refeição seguinte, 15 horas depois. Melhorou, sem passar do 10.

Isto remete-nos para uma questão mais vasta: porquê fazer um alvarinho no Alentejo se é pior do que a esmagadora maioria dos que se fazem na zona dos Vinhos Verdes (já nem falo da subregião)? Uma coisa é ter a casta pata equilibrar lotes, outra é fazer vinhos extreme, sem qualidade mínima.

Relação qualidade-preço: paguei €7,75, mas num supermercado, por menos dois ou três euros, comprava melhor.

Ano da produção: 2021
Data de compra: setembro 2025
Local de compra: Portugal Vineyeards
Preço de compra: €7,75
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: Terra d'Alter (Imparwines)
Localidade: Fronteira (VR Alentejano)
Enólogo: Peter Bright
Acidez Total (g/dm ) 6.0
Açúcares residuais: 0,3
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Uvas vindimadas à mão de vinhas pl antadas em solos calcários. Esmagamento suave, arrefecimento do mosto, seguido de contacto pelicular durante 24 horas. Defecação durante 48 horas, seguida de fermentação prolongada (50 di as) em cuba de inox, à temperatura de 12ºC e permanência sobre as borras finas at é ao engarrafamento"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: frango assado no forno
(496)


sexta-feira, 14 de novembro de 2025

"Como o estágio com as borras está a transformar o Albariño no vinho branco mais surpreendente de Espanha". E em Portugal?

"How Lees Aging Is Transforming Albariño Into Spain’s Most Surprising White Wine" é o título de uma peça da Food & Wine sobre como o contacto com as borras "can do some magical things: It adds roundness and texture to the mouthfeel, helps protect the wine from future oxidation, and can impart a distinctive savory edge to its flavors — think baked bread, nuts, and a kind of overall umami depth." ["acrescenta corpo e textura à sensação na boca, ajuda a proteger o vinho da oxidação futura e pode conferir um toque salgado distinto aos seus sabores — pense em pão cozido, nozes e uma espécie de profundidade umami geral."].Exemplo: O melhor vinho de Espanha, relativo a 2025, tem estágio em borras durante 24 meses!

E em Portugal?

A primeira nota é que ainda há poucos vinhos que se declaram com estágio em borras; nenhum dos big-5 da subregião (Adega de Monção, Soalheiro, Anselmo Mendes, Provam e Quintas de Melgaço) apresenta um vinho com esse designativo.

A segunda é que os produtores hesitam entre o uso da palavra (sobre) lias, que é uma expressão em castelhano, e borras, neste caso acrescentando o adjetivo 'finas'. A Comissão dos Vinhos Verdes regista as duas palavras e até distingue borras finas ("Conjunto de lementos insolúveis dos mostos ou vinhos, que se depositam depois das borras grossas.") de borras grossas ("Elementos insolúveis que, por maior densidade, são os primeiros a depositarem-se nos vinhos e nos mostos, e constituem a camada inferior das borras").

A Quinta de Paços terá sido pioneira em Portugal ao lançar o Casa do Capitão-Mor Alvarinho sobre lias, relativo a 2016. Com uma exceção, todos os conheço são da subregião.

Da lista que se segue, percebe-se que ainda não houve um vinho (dos que apresentam essa designação no rótulo) que me tenha surpreendido.

Todos os vinhos registados que tenham essa designação:







Além destes, há outros vinhos que fazem estágio sobre borras, mas não o anunciam nos rótulos. Um exemplo: o excelente Sou (2018): 8/10 (tem estágio de 9 meses em borras finas)

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Muros Antigos (2012): 7/10

Os leitores desta página sabem, certamente, como me fascina a capacidade de envelhecimento da casta, mesmo quando os vinhos em questão não foram pensados para serem consumidos mais de 5 ou 10 anos depois. Como não existe um 'manual' sobre a capacidade de resistência do alvarinho em vários contextos de enologia, tenho vindo a experimentar e, em certos casos, mesmo a forçar prolongamentos excessivos, à procura de compreender melhor.

Foi o que aconteceu com este Muros Antigos de 2012. E o primeiro sinal veio logo com a rolha. Não tinha perda, mas desfez-se em três bocados. Depois, em boca, mostrou algum 'pico' (estranho...) e um sabor um pouco acre (o aroma também estava contido, mas neste contexto é perfeitamente natural). Salvou-se o final, quase vinho do Porto, com aquela acidez que só o alvarinho proporciona, e que veio confirmar que, bebido entre os cinco e os 10 anos após o lançamento, teria sido extraordinário.

[a nota tenta refletir o equilíbrio entre a qualidade intrínseca do vinho e a forma como o tratei...]

Claro que fiquei com pena, mas são os riscos de quem quer aprender a andar de bicicleta com ela em andamento.🚴💪

Ano da produção: 2012
Data de compra: ?
Preço de compra: ?
Local de compra: ?
Data de consumo: novembro 25
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: "Monção e Melgaço"
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/dm3): ?
Açúcar (g/dm3): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Arroz de polvo
Pode acompanhar por exemplo:
(60)

Arroz de cabidela - vai um Alvarinho?

Muito mudou, no consumo do vinho Verde e do Alvarinho em particular, desde que se dizia que estes eram vinhos para um fim de tarde ao sol ou...

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