sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Passo de Gigante (sem data): 6/10

Primeira curiosidade: em lado nenhum se diz que é alvarinho. Só na loja onde foi comprada (e respetivo site) se obteve a informação. O que, tratando-se de um vinho da zona dos Verdes, é anormal.

Segunda curiosidade: o vinho não tem qualquer data. 2021? 22?

Terceira curiosidade: pelas minhas contas é o quarto curtimenta de alvarinho produzido em Portugal (com liderança de Anselmo Mendes, recentemente secundado por Élio Lara).

Finalmente: em prova cega não diria que é alvarinho - nem pelo aroma. Tem boa acidez, é verdade, mas quase todas as castas do Verde a têm. [resta acrescentar que é um vinho de vinificação natural].

Relação preço-qualidade: caro.

Ano da produção: ?
Data de compra: set23
Preço de compra: €19 
Local de compra: Cave Bombarda, Porto
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: João Pedro da Mota Pires
Localidade: Vila Verde (IVV)
Enólogo: Ana Zarricueta e Rui Oliveira
Acidez Total (d/dm3): ?
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: fermentação com as películas durante 13 dias. Estágio 12 meses.
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Robalo no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(408)


domingo, 12 de novembro de 2023

Borges (2018) [2ª prova]: 6/10

Em novembro de 2020 comprei duas garrafas deste Borges 2018.

A primeira foi bebida em dezembro de 2020 e guardei a segunda para 'uns anos mais tarde.'

Foi bebida esta semana.

Ou seja, um vinho de 2018 foi provado cinco anos depois.

A primeira observação, que me parece a mais importante, é que tenho vindo a constatar que estes colheitas, com vários anos, não podem ser bebidos logo após a abertura.

Este foi mais um caso em que a primeira prova, menos de meia hora após a abertura, se revelou uma desilusão: vinho muito fechado, sem força e sem revelar a personalidade da casta.

Parei após o primeiro copo e guardei o restante para a refeição seguinte, 12 horas depois.

E, aí, o Borges já se revelou diferente: já apareceram os sabores secundários, a fruta madura, a revelar um bom envelhecimento.,

Talvez cinco anos tenha sido demais, sobretudo para um colheita sem sofisticação na vinificação, mas, ainda assim, valeu.

Ano da produção: 2018
Data de compra: novembro 2020
Local de compra: Jumbo, Maia
Preço de compra: €8,99
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: Sociedade Vinhos Borges
Localidade: "Monção e Melgaço" [engarrafado em Felgueiras por Sociedade Vinhos Borges, Gondomar]
Enólogo:
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11-13º
Acompanhou: pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(22)

Borges 2016

Borges 2017

Borges 2018

domingo, 5 de novembro de 2023

Encostas de Melgaço Espumante Bruto (2020): 9/10

Começo por dizer que este é o melhor espumante de alvarinho que bebi e classifiquei este ano [sim, porque houve um, com, pelo menos, igual apreciação a que não pude dar classificação). Um 9 quase 10.

2020 foi a primeira produção de espumante da renovada Quinta da Pigarra e acertaram em cheio! Aroma inconfundível, bolha do mais elegante que é possível imaginar, na boca sabores muito evoluídos, como se fosse um reserva em madeira (caramelo, manga madura, frutos secos), e a acidez a corresponder.

Um espumante suave e delicado. 

Relação preço-qualidade: €15 é um excelente preço para um espumante tão bom.

Ano da produção: 2020
Data de compra: nov22
Preço de compra: €15 [online encontrei diversos preços]
Local de compra: feira do espumante de Melgaço
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: Quinta da Pigarra [não existe qualquer informação online, que possa explicar por exemplo que a quinta é de Melgaço, mas o produtor esteja em Famalicão)
Localidade: Famalicão
Enólogo: Jorge Sousa Pinto
Acidez Total (d/dm3): ?
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 9-10º
Acompanhou: douradas grelhadas
Pode acompanhar por exemplo: trata-se de um espumante altamente gastronómico, que pode acompanhar quase toda a gastronomia.
(407)


 

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Castelo de Moinhos (2022): 4/10

O alvarinho do Mercadona, feito na Adega de Monção.

Trata-se de um vinho com pouca intensidade, muito levezinho.

O aroma tem fruta e a acidez é interessante, mas na boca falta profundidade.

Ano da produção: 2022
Data de compra: outubro 23
Local de compra: Mercadona, Vila do Conde
Preço de compra: €3,80
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: [Engarrafado por Adega Cooperativa de Monção]
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: robalos na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(211)

Castelo de Moinhos 2018


segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Terras de Real (2018) [2ª prova]: 7/10

Bebi pela primeira vez o 2018 no ano seguinte e adorei.

Esta segunda garrafa ficou guardada para beber uns anos depois (neste caso, cinco!) e este foi o momento.

Está um vinho completamente diferente, como aliás seria de esperar, muito mais evoluído, ainda que com alguma 'perda' em boca. No nariz e na acidez manteve a pujança.

Envelheceu bem, mas acredito que se o tivesse bebido ao quarto ano estaria excelente.

Ano da produção: 2018
Data de compra: julho 2019
Local de compra: Feira Alvarinho 2019, Monção
Preço de compra: €8 na Feira 
Data de consumo: outubro 23
Produtor: Leonor da Conceição Rodrigues
Localidade: Real, S. Paio, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º 
Acompanhou: salmonetes fritos
Pode acompanhar por exemplo:
(59)


sábado, 28 de outubro de 2023

Quinta das Pirâmides Premium (2019): 7/10

Este é o quarto alvarinho da Quinta das Pirâmides, Famalicão, que provo.

E claramente é o melhor.

Um alvarinho com aroma muito vincado e com as características da casta muito presentes em boca (perfil mineral, com alguns traços cítricos). Acidez excelente.

[inexplicavelmente, quem compra este vinho não fica a saber que é alvarinho e só através da ficha técnica é que isso se torna claro. Será porque existe um Quinta das Pirâmides alvarinho? Não provei]

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dez22
Preço de compra: €9.61
Local de compra: no produtor
Data de consumo: outubro 2023
Produtor: Darumi
Localidade: Famalicão
Enólogo: ?
Acidez Total (d/dm3): 6.2-6.8 
Açúcar residual: 3.6g
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: salmonetes fritos
Pode acompanhar por exemplo:
(406)




sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Repartido (2021): 9/10

O Repartido 2018 foi um dos melhores vinhos que bebi este ano. Um vinho tão diferente quanto excitante. Fiquei à espera de nova edição, sempre limitada a poucas garrafas, e acabo de encontrar a produção relativa a 2021- acreditem que não foi nada fácil...

No essencial mantém tudo o que de bom escrevi: a técnica de solera permite-lhe uma salinidade que não encontro em qualquer outro alvarinho produzido em Portugal e que, sem surpresa, casa perfeitamente com as características da casta.

Continua a ser um vinho com enologia de Abel Codesso, a partir de uma ideia de dois jovens que têm vários projetos para a produção de vinho.
As uvas são da sub-região, mas desta vez temos um IVV, para não ficar limitado às exigências técnicas da Comissão do Vinho Verde.  

Numa altura em que a subregião parece ter perdido alguma capacidade de inovar e está sobretudo a apostar no que já foi feito, este é realmente um vinho diferente e altamente gastronómico. Mas experimente o leitor bebê-lo ao fim da tarde ou antes da refeição. Vai ter mais uma surpresa.
Ano da produção: 2021
Data de compra: outubro 2023
Preço de compra: Oferecido pelo produtor (preço em garrafeira: €22/€23)
Local de compra: 
Data de consumo: outubro 23
Produtor: Repartido Wines (engarrafado na Provam)
Localidade: uvas da subregião, mas vinho IVV
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total: ?
Açúcares residuais (g): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 10º (parece-me que pede frio)
Acompanhou: caldeirada de petinga
Pode acompanhar por exemplo: também ligou bem com doces;
(370)

terça-feira, 17 de outubro de 2023

Uivo (2022): 5/10

Uivo é um vinho com intervenção mínima na adega, aquilo que hoje se designa por vinhos naturais.

Isso faz dele um vinho melhor ou pior?

Uma coisa é certa, não faz dele um vinho para recordar.

Trata-se de um vinho leve, que explora muito pouco o potencial e as características da casta. O aroma é agradável e a acidez interessante, mas em boca percebe-se que é um vinho frágil (salino?).

Apenas 11 graus de álcool.

[Como costumo fazer, guardei um copo para a refeição seguinte, devidamente arrolhado, mas estava já em perda]

Relação preço-qualidade: por €12 euros há muito melhor, mas não como vinhos naturais.

Ano da produção: 2022
Data de compra: set23
Preço de compra: €12
Local de compra: Cave Bombarda, Porto
Data de consumo: outubro 2023
Produtor: Folias de Baco
Localidade: Sanfins do Douro, Alijó (IVV)
Enólogo: ?
Acidez Total: ?
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 11º
Método de vinificação, segundo o produtor: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar por exemplo:
(405)


domingo, 15 de outubro de 2023

Bando Verdilhão (2019): 2/10

Em outubro de 2020 comprei duas garrafas deste (então novo) Bando Verdilhão, que a Provam faz para o Auchan, e, bebida a primeira garrafa nessa semana, não tive dúvidas em classificá-lo como o melhor alvarinho de supermercado.

A segunda ficou guardada e foi bebida agora.

Não podia estar pior. Ou melhor, poderia, se fosse vinagre.

Não era vinagre mas perdeu toda a vivacidade, sem fruta, sem acidez. Morto. A rolha estava muito húmida na metade de baixo, seca e sem perda no topo. Difícil de descrever, porque não sabia mal, mas não sabia a nada.

A culpa é certamente minha, que guardei durante três anos um vinho que não tinha condições para tal. Apesar disso, penso continuar a fazê-lo para perceber que alvarinhos podem ou não ser guardados.


Ano da produção: 2019
Data de compra: Outubro 20
Preço de compra: €5,99
Local de compra: Auchan, Maia
Data de consumo: outubro 2023
Produtor: PROVAM (para o Auchan)
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 2/10
Primeiro copo servido a: 11-12º
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo:
(266)

 


terça-feira, 10 de outubro de 2023

Quinta São Gião Barrica (2020): 8/10

Mais uma novidade provada na Festa do Vinho Verde, realizada no Porto em setembro.

Trata-se de um lançamento da Quinta de S. Gião (que muitos conhecem pelo restaurante), um vinho com dois anos de estágio, o primeiro em madeira e outro em inox (sempre com battonage).

Obviamente que se distingue pela madeira, mas vai para além disso: é um vinho bastante evoluído, com um nariz vegetal e um final de acidez bem vincada.

Um excelente vinho.

Relação preço-qualidade: o produtor aponta para um pvp de €25, o mesmo daquele que é a referência do mercado em alvarinhos com reserva e madeira (Soalheiro).

Ano da produção: 2020
Data de compra:
Preço de compra: €25
Local de compra: provado na Festa do Vinho Verde, Porto,
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: Quinta de S. Gião (não referido)
Localidade: Moreira de Cónegos, Guimarães
Enólogo: Fernando Moura (consultor)
Acidez Total: ?
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): ?
Método de vinificação, segundo o produtor: ois anos de estágio, o primeiro em madeira e outro em inox (sempre com battonage).
Quantidade de garrafas consumidas: 1 (prova)
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(404)
 

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Pingo Doce Espumante Bruto (2021): 6/10

Não encontrei diferenças significativas entre este 2021 e o 2020, apenas um ligeiro aumento do preço.

Continua a ser o único espumamente de alvarinho encomendado por um grande (ou pequeno...)  supermercado e continua a ser o único espumante que Anselmo Mendes faz.

Se não estou enganado, é o espumante de alvarinho mais barato do mercado e obviamente que a qualidade há de refletir-se.

Mas, atenção, não é um vinho de Monção & Melgaço. Trata-se de um IG Minho, o que significa que as uvas podem ter vindo de muitos locais (pena não se dizer de onde).

Ano da produção: 2021
Data de compra: setembro 23
Preço de compra: €4,54 [pvp recomendado fora da feira de vinhos €5,99)
Local de compra: Pingo Doce, Póvoa de Varzim
Data de consumo: outubro 23
Produtor e Engarrafador: Anselmo Mendes para Pingo Doce
Localidade: Penso, Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: cabrito no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(324)

Pingo Doce Espumante Bruto 2020

domingo, 1 de outubro de 2023

Vale dos Santos (2022): 6/10

Um produtor da zona de Vila Meã (Amarante) apresentou este alvarinho na recente Festa do Vinho Verde (uvas de produção própria).

Um vinho bastante jovem, como se deduz, sem ambições, fácil de beber, com uma base tropical.

Relação preço-qualidade: foi-nos indicado €9, o que poderá ser um ou dois euros acima da melhor concorrência.



Ano da produção: 2022
Data de compra:
Preço de compra: €9
Local de compra: provado na Festa do Vinho Verde, Porto,
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: dos Santos
Localidade: Vila Meã, Amarante
Enólogo: ?
Acidez Total: <6 g/l
Açúcar residual: <2 g/l
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor:  estágio de seis meses em inox
Quantidade de garrafas consumidas:
Pontuação: 6/10 
Primeiro copo servido a: 10º-12º
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(403)

Quinta de Alderiz Colheita Selecionada (2016): 8/10

Bebi o 2012 em 2018 e fiquei muito bem impressionado.

Agora pude beber o 2016 em 2023 e o resultado foi ainda melhor.

Duas observações:

- embora nãoi seja a entrada de gama da Quinta, não estamos perante um vinho que, na vinificação, seja sofisticado. Se envelhece bem isso deve-se em primeiro lugar à qualidade das próprias uvas.

- apesar de produzir todos os anos este vinho (e já haver por exemplo o 2021), o produtor levou este 2016 para a Feira do Alvarinho de Monção, sinal de que há cada vez mais procura por alvarinhos antigos.

Sobre o vinho, é aquilo que se espera: o alvarinho quando envelhece bem torna-se 'noutra' bebida, tão boa ou melhor do que a que 'original' (ou seja, este 2016 é certamente melhor do que o 2021).

Relação preço-aqualidade: se o 2021 custa €13,90, este 2016 a €14 é um achado.

Ano da produção: 2016
Data de compra: julho2023
Preço de compra: €14
Local de compra: Feira do Alvarinho, Monção
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: Casa do Pinheiro/Quinta de Alderiz
Localidade: Alderiz, Monção
Enólogo: João Garrido?
Acidez : ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar por exemplo: 
(152)


domingo, 24 de setembro de 2023

S. Caetano (2018): 7/10

Uma das muitas novidades que pude conhecer durante a Festa do Vinho Verde, que por estes dias decorre no Porto (organização Essência do Vinho) foram os vinhos S. Caetano, com origem no Marco de Canavezes.

Sem contar, e por gentileza do produtor, organizou-se informalmente uma prova vertical do alvarinho. 

Começámos com o 2022 e as impressões não foram as melhores: vinho muito novo, pouco estruturado, demasiado leve.

Mas a seguir saiu o 2018. Completamente diferente. Evolução nítida, acidez bem relacionada com a fruta tropical. Francamente bom.

O 2019 estava muito semelhante, merecedor de elogios.

Ainda provámos o 2017 mas aqui pareceu que já estaria em perda, demasiado tempo em garrafa?

(2016 foi o primeiro ano de produção deste vinho, feito com uvas próprias, na Quinta da Torre).

Em resumo: ainda bem que não nos ficámos pelo 2022!

Relação preço-qualidade: €9 para o 2018 ou 2019 é um preço excelente.

Ano da produção: 2018
Data de compra: 
Preço de compra: €9
Local de compra: provado na Festa do Vinho Verde, Porto,
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: S. Caetano
Localidade: Marco de Canavezes
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm3): 
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol):
Método de vinificação, segundo o produtor: 
Quantidade de garrafas consumidas: 2017, 2018, 2019, 2022
Pontuação: 7/10 (para 2018)
Primeiro copo servido a: 11º ?
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo:
(402)



terça-feira, 19 de setembro de 2023

Côto de Mamoelas Bruto Reserva (2018): 7/10

O que mudou entre a prova deste 2018 e o 2016, que tanto critiquei? É simples: desta feita não encontrei aquilo que me pareceu excesso de gás nem a bolha se mostrou agressiva. E porque quis ter a certeza que assim era, foram abertas duas garrafas, provadas por vários convivas.

Assim sendo, só tenho coisas boas a dizer deste Côto de Mamoelas Bruto Reserva, versão 2018.

Ano da produção: 2018
Data de compra: setembro 2022
Local de compra: Auchan
Preço de compra: €12,49
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: PROVAM
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez: 7,3ºº (total)
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º-10º
Acompanhou: diversas entradas (carne) e arroz de pato
Pode acompanhar por exemplo:
(77)


sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Molares (2019): 7/10

Este vinho mostrou duas faces.

Uma primeira, bebido logo após ser aberto, mostrou-se agradável, mas parecia um pouco 'morto', o que interpretei como um sinal do envelhecimento (2019).

Ainda assim, havia sinais de um potencial escondido e por isso voltei a bebê-lo ao almoço do dia seguinte, tendo relevado mais personalidade, mais frutas (manga e papaia bem maduras) e uma acidez um pouco mais prolongada.

Valeu.

Relaçã preço-qualidade: muito boa. 

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €9,25
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: Adega Molares
Localidade: Celorico de Basto
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm3): 5,6 g.'l (acidez fixa)
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: Solo xistoso a 200 metros de altitude; Fermentação alcoólica longa em cuba de inox com temperaturas controladas de I8C*.
Aberto quanto tempo antes: menos de 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: pizza caseira
Pode acompanhar por exemplo:
(401)


sábado, 9 de setembro de 2023

Legátu Cardadeiro Escolha do Mário (2018): 7/10

Este Legátu é um vinho que pretende evocar a fundação do Reguendo de Melgaço, pequeno mas interessante hotel em Melgaço que oferece bons vinhos aos consumidores.

Mário Cardadeiro é uma das figuras mais conhecidas do alvarinho de Melgaço, pelo seu dinamismo.

Por tudo isto, e porque Abel Codesso é o enólogo, esperava um vinho de excelência [daí tê-lo escolhido para ser o 400!].

É um vinho bom, sem dúvida, mas não é excelente.

A principal característica é a madeira, onde estagia durante um ano, mas esperava um casamento ainda melhor com a acidez final, que me pareceu média e não penetrante, como gosto.

Só ao terceiro copo senti mais força no vinho, que começou discreto, apesar de aberto com antecedência.

Relação preço-qualidade: percebe-se o preço, para um vinho que está um ano em barricas, mas...

Ano da produção: 2018
Data de compra: junho 2023
Preço de compra: €15
Local de compra: Feira do Alvarinho de Melgaço
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: Reguengo de Melgaço
Localidade: Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total (g/dm3): 6.2 (ácido tartárico)
Açúcar residual: <1.5
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: As uvas são suavemente prensadas antes de entrarem no processo de fermentação em barricas com capacidade de 400 litros. Após permanecer em barrica durante 1 ano, é engarrafado seguindo-se estágio em garrafa.
Aberto quanto tempo antes: 1 hora
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12-13ºº
Acompanhou: arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo: 
(400)


quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Coisas que se escrevem (4) - cássis

 O vinho Família Margaça Touriga Nacional Talhão 01, colheita 2020, e o B Adega de Borge 2022 têm aromas de cássis, na Revista de Vinhos de agosto de 2023. (nunca provei nem nunca vi à venda, confesso)



Soalheiro Granit (2018): 8/10

Impressiona como a Quinta do Soalheiro consegue fazer vinhos tão diferentes (e não estou a falar de inovação). Basta comparar o clássico Soalheiro com este para perceber que são dois vinhos completamente distintos, feitos com as 'mesmas' uvas da mesma subregião (embora territórios diferentes).

Sobre o vinho pouco há a dizer a não ser que continua excelente - esta era o 2018, aberto cinco anos depois (não senti um ganho de envelhecimento mas também não houve qualquer perda). Provalmente estaria igual ao 2022, por exemplo.

Última nota: este é um dos poucos vinhos que assumidamente se afirma como tendo um perfil mineral em toda a produção Monção e Melgaço.

Ano da produção: 2018
Data de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra:
Data de consumo: setembro 2023
Produtor e Engarrafador: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enólogo: A. L. Cerdeira
Acidez total: 6,4º
Açúcar Residual (g/l):
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: salmão grelhado
Pode acompanhar por exemplo: queijo trufado
(90)

Soalheiro Granit 2017

Soalheiro Granit 2018


domingo, 3 de setembro de 2023

Chapeleiro Reserva (2017): 6/10

Este Chapeleiro 2017 foi comprado há ano e meio e, visto agora, deveria ter sido bebido imediatamente. É certo que nada garante que estivesse melhor do que agora, mas a verdade é que com seis anos apresentou-se com perda de fulgor.

A rolha já indiciava que alguma coisa estava menos bem e na boca basicamente só havia madeira. Poucos sabores secundários e acidez muito curta.

Bebê-lo não foi sacríficio, mas podia ter sido melhor, acredito, se bebido dois anos antes.

Relação preço-qualidade: se atendermos a que se trata de um vinho de 2017 (do qual foram produzidas 650 garrafas), os €13,7 foram um preço aceitável.

Ano da produção: 2017
Data de compra: janeiro 2022
Preço de compra: €13,7
Local de compra: Garrafeira Winehouse, Santo Tirso
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: Chapeleiro Vinho Verde
Localidade: Marco de Canavezes
Enólogo: António Sousa?
Acidez Total (g/dm3):
Açúcar residual:
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: fermenta a estagia e barrica de carvalho franc~es durante  12 meses
Aberto quanto tempo antes: 45 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: salmonetes grelhados 
Pode acompanhar por exemplo: [foi feita a experiência de ligação com figos secos, sem bom resultado]
(399)



Quinta de Linhares (2023): 6/10

Pouco a dizer deste colheita produzido em Penafiel: um alvarinho discreto, sem vivacidade, que não se bebe com sacrífício mas a que faltam v...

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