Quando Jorge Moreira lançou o Poeira branco, que é Alvarinho do Douro (mas não diz), a €30, foi uma ousadia. [A colheita de 2022 custa um pouco de mais €40]
Na altura apenas os Alvarinhos da Sub-região (e poucos!) tinham esse preço [Anselmo Mendes, com o seu Tempo, foi, mais uma vez, pioneiro].
Nos últimos dois/três anos as coisas começaram a mudar, fruto da estabilização da produção da casta um pouco por todo o país e da sua valorização, que todos sentem.
E começaram a aparecer Alvarinhos a preços 'proibitivos' - à partida, quem é que vai dar €50 euros por um Alvarinho fora de Monção e Melgaço? É certo que, na maior parte dos casos, são produções reduzidas, quase de prestígio, que funcionam como marketing e dão notoriedade aos produtores, mas a verdade é que custam €30, €40 ou mais de €50.
Nesta altura já é relativamente normal ver Alvarinhos produzidos fora da Sub-região a mais de €30, quando, por exemplo, o Soalheiro Reserva não atinge sequer esse patamar. Ou o Sou, da Quinta de Santiago, que se mantém nos €35.
Saúdo, por um lado, a ousadia dos produtores de Portugal que apostaram no Alvarinho, já que pode contribuir para tentar valorizar o produto, mas temo que esta inflação seja artificial. Cá estaremos para ver.

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