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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cerdeiras (Vinevinu) fazem o primeiro Alvarinho para o supermercado Apolónia

O supermercado Apolónia (3 lojas no Algarve) acabam de lançar o seu primeiro Alvarinho (marca branca).

Eis o que distingue (sem ter provado):

- é produzido pela Vinevinu (Manuel e Luís Cerdeira), que assim se estreia neste segmento; julgo mesmo que é a primeira vez que António Luis Cerdeira faz um vinho de supermercado, pois não me lembro de o ter feito na Soalheiro.

- custa €12,95, o que é mais do que qualquer outro Alvarinho de supermercado e, ironia máxima, mais do que o Gerações que a Vinevinu tem à venda no mesmo Apolónia (€10,95). É, aliás, mais do que o Soalheiro, Contacto, Portal do Fidalgo ou Regueiro, para citar os óbvios

Se era para fazer a diferença, conseguiram, mas (insisto, sem ter provado) parece-me um preço desfasado da realidade.





quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Gerações (2025): 9/10

Génese, o primeiro vinho de Luís e Manuel Cerdeira, deixou muito boas indicações, mas não era - nem podia ser, numa empresa tão recente - um vinho arrebatador, ao nível de alguns que Luís fez na Soalheiro.

Luís, sendo um dos mais destacados enólogos de Alvarinho, já não tinha nada a provar na Soalheiro, mas quando deixa tudo e começa do zero as atenções recaiem em si.

Ou seja, a expectativa para os vinhos seguintes era compreensivelmente elevada. 

E foi com este estado de espírito que abri o Gerações, mesmo sabendo que estamos perante um vinho de €12 e que é a edição de 2025 (a única) que temos para provar (como estará daqui a 3 ou 4 anos? o produtor diz que tem uma excelente capacidade de envelhecimento).

O preço precisamente é o primeiro grande argumento deste vinho: para a sua elevada qualidade, €12 é incrível. Daí também a nota atribuída.

Sobre o vinho: para um colheita acabado de lançar já abundam sabores para além da fruta tradicional, o que o torna muito rico e guloso, certamente resultado do contacto com as borras (notei-o um pouco floral e pareceu-me ter encontrado uma ou outra nota petrolada, tipo riesling). A acidez é suave mas persistente.

Ano da produção: 2025
Data de compra: oferta do produtor em dezembro de 2025
Local de compra:
Preço de compra: pvp recomendado €12
Data de consumo: janeiro 2026
Produtor: Vinevinu
Localidade: Monção & Melgaço
Enólogo: Luis Cerdeira e Manuel Cerdeira
Acidez Total (g/dm ) 6,5
Açúcares residuais: Seco
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "casta Alvarinho fermentada em inox e com contacto com as borras fina"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: caldeirada de sardinhas, prato exigente, mas a prova foi superada na perfeição. 
(501)

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Casa de Compostela Estagiado em Barrica (2022): 6/10

A Casa de Compostela, em Famalicão, destacou-se recentemente na atenção dos apreciadores de alvarinho porque foi aqui que António Luis Cerdeira e o filho Manuel alugaram vinhas (20 anos) e adega para fazerem os seus primeiros vinhos.

Mas a Casa de Compostela tem o seu próprio percurso (e já aqui tinha sido provado o seu colheita) e sinal disso é este vinho (2872 garrafas) que assinala 50 anos de fundação da atividade da Casa Agrícola de Compostela (1974-2024)

Trata-se de um vinho com estágio em madeira, algo relativamente comum na subregião, mas ainda raro no resto da região dos Vinhos Verdes.

Sobre este vinho o que se pode dizer é que espanta pelo aroma e pela forma como entra na boca, mas depois não confirma as boas indicações. Dá a ideia de que a madeira se sobrepôs às características da casta, sendo isso sentido, sobretudo, no final, que é curto.

Relação preço-qualidade: para um alvarinho com 9 meses de estágio os €16 percebem-se; na relação preço-qualidade fica um pouco a dever...

Ano da produção: 2022
Data de compra: fevereiro 25
Preço de compra: €16
Local de compra/prova: Douvicoisas, Vila do Conde
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Casa de Compostela
Localidade: Famalicão (DOCVV)
Enologia: ?
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "estágio em barrica de carvalho francês durante nove meses"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): Pargo no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
(488)



quarta-feira, 4 de junho de 2025

Soalheiro O Cubo (2022): 8/10

Uma curiosidade, para começar: se o leitor procurar informação sobre etse vinho não vai encontrar... a não ser no site do Soalheiro. Esta será, portanto, a primeira crítica online a um vinho de 2022, resultado daquilo a que Luis Cerdeira chamou a Cave da Inovação e que não teve distribuição/venda ao público. Acabei por o conseguir, solicitando uma garrafa ao produtor (não tenho, também por isso, informação sore o preço).

Outra nota: à semelhança de outras novidades que o Soalheiro lançou em ou até 2023, não houve, até agora, edição posterior.

Sobre o vinho: diz-se que está tudo inventado no vinho e no alvarinho, mas Cerdeira voltou realmente a inovar, com este vinho fermentado numa cuba de vidro (o Cubo): trata-se de um vinho muito salino, tão salino que as papilas gustativas ficam aos saltos! Chega a parecer picante, mas é só perceção. Boa acidez.

O aroma revela-se complexo, quer com fruta tropical madura quer com maçã verde (mais vegetal).

Relação preço-qualidade: como escrevi antes, não sei o preço ao certo, mas deduzo que andará pelos €20 já que o preço deste pack é €45.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 25
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra/prova: 
Data de consumo: junho 25
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enologia: António Luís Cerdeira
Acidez Total (g/dm): 6,5
Açúcar residual (g/L): seco
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "utilizamos uma seleção de uvas de Alvarinho provenientes do vale de Monção e Melgaço, uvas de perfil semelhantes ao nosso Soalheiro Alvarinho Clássico, mas que fermentam e estagiam num recipiente de vidro." 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Bacalhau no forno
Pode acompanhar por exemplo: fiquei com vontade de experimentar com queijos
(478)



sábado, 26 de abril de 2025

Génese (2024): 8/10

Génese é o primeiro alvarinho produzido por António Luís e Manuel Cerdeira, pai e filho, que dão corpo ao projeto Vinevinu.

A Feira de Melgaço, que decorre até amanhã, serviu de montra e de lançamento de um vinho que nunca teria um nascimento fácil: depois de ter inventado praticamente todos os alvarinhos do Soalheiro, que poderia António Luís fazer de novo? Mais do mesmo? Escolher um dos seus filhos anteriores e explorá-lo?

Quem o conhece sabe que isso nunca aconteceria. Por todas as razões e mais uma, este Génese teria de ser um vinho diferente, mesmo tratando-se de um colheita.

E conseguiram-no.

O primeiro passo foi escolher vinhas de altitude, em Estivadas (Melgaço), onde podem ser colhidas a 500 metros - essa é (parte d)a explicação para um vinho que tem apenas 12,2º de alcool (12,5º na garrafa).

Depois a aposta na fermentação malolática, que vai trazer um sabor mais suave e cremoso ao vinho. Apesar de reduzir a acidez málica (própria da uva),  a acidez final está bem presente e até surpreende.

Apesar de ter 20% de barrica, não encontrei sinais de madeira. 

Os Cerdeiras dizem que este é um vinho para boca, para a restauração. Acho que o conseguiram. E, sobretudo, têm um vinho diferenciador, o que não é fácil neste contexto.

Relação preço-qualidade: muito boa.

Ano da produção: 2024
Data de compra: abril 25
Preço de compra: oferta do produtor (€12 online)
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho 2025, Melgaço
Data de consumo: abril 25
Produtor: Vinevinu
Localidade: uvas de Melgaço
Enologia: António Luís e Manuel Cerdeira
Acidez Total (g/dm): 5.4
Açúcar residual (g/L): seco
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "elaborado a partir de vinhas selecionadas no declive da montanha. A vinificação assume o lote entre a fermentação lenta em inox com malolática parcial e o estágio de 20% em Barricas Mixtus, barricas que na sua construção possuem madeiras de origem diferente."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo:
(474)



terça-feira, 5 de novembro de 2024

Génese, o novo vinho de António Luís Cerdeira (e outras novidades)

 Nos últimos dias de outubro, António Luís Cerdeira começou finalmente a dar a conhecer o seu novo projeto, a partir de uma conta de Facebook chamada Vinevinu (o nome da nova empresa).

Ficamos por exemplo a saber que o coração do projeto será em Melgaço ("Temos uma casa ligada à família da minha mulher, antiga, com três andares e 6.000 metros de terreno, onde, devagarinho, não será no próximo ano, queremos construir o nosso projeto da adega. Melgaço é a nossa origem. É a nossa génese. É a nossa casa”, disse ao Jornal de Negócios), mas que haverá uma outra propriedade, em Requião (Famalicão), onde será feito “alvarinho em combinações improváveis”.

Em várias publicações, o pai Cerdeira anuncia que, pelo menos nesta fase, haverá duas marcas: “Almanua é o vinho da descoberta, da criação e da inovação, elaborado em Requião, este novo espaço com marcada influência atlântica. Para este lote o Alvarinho está em ‘blend’ com outras variedades autóctones, plantadas no mesmo local. Génese é o nosso vinho de Monção e Melgaço, vindima 2024, 100% Alvarinho e de vinhas plantadas nos declives da montanha, em Melgaço”. O Almanua será lançado no próximo mês e o Génese em março de 2025.



terça-feira, 16 de julho de 2024

O que se sabe dos planos de Luis Cerdeira

Cerdeira falou à revista britânica Harpers e revelou que:

- o fim da ligação formalizou-se com a venda da sua posição à irmã e à mãe;

- pretende construir uma adega em Melgaço;

- o projeto ainda não tem nome;

- "Em Monção e Melgaço vamos descobrindo muito mais, adquirindo mais conhecimentos sobre os solos e a influência dos solos e das montanhas nas vinhas. Há uma variedade de solos com diferentes idades, pelo que faremos vinhos mais detalhados, expressivos e com novas dimensões";

- Cerdeira quer ir além do Alvarinho para incluir a produção de blends de Loureiro, Avesso e Arinto.


quarta-feira, 3 de julho de 2024

A (pesada) herança que Luís Cerdeira deixa

O Soalheiro sempre foi uma empresa familiar e os - até agora - três sócios (mãe, filha e filho) sempre valorizaram isso. Sempre houve uma complementaridade no trabalho dos dois irmãos Maria João e António Luís, mas Luís era o homem do vinho - e todos sabemos que fez grandes vinhos nestes 30 anos.

Sendo indiscutivelmente um dos melhores enólogos da subregião, acho que não foi isso que fez a diferença: às suas qualidades como enólogo junta(va) duas características raras de compatibilizar - capacidades de gestão e de perceção do que é o negócio, incluindo na área internacional, e ideias muito claras de como comunicar. Não há outra marca na subregião como o Soalheiro, certamente, uma das mais reputadas a nível nacional. Isso deve-se a ele.

Os vinhos que Luís fez no Soalheiro (deveria dizer na Soalheiro...) podem não ser os melhores em termos absolutos, mas são os melhores na relação preço-qualidade entre todos os alvarinhos: o Soalheiro Clássico é a principal marca de alvarinho de Portugal (a única que se vende sozinha, garantem nos suspermercados, e a única que esgota) e o Soalheiro Reserva é indiscutivelmente o melhor alvarinho abaixo dos 30 euros.

Obviamente que o seu próximo projeto só pode ser um sucesso, mas a 'herança' que deixa a Maria João não é nada fácil.




terça-feira, 2 de julho de 2024

António Luís Cerdeira abandona Soalheiro

 É a 'bomba' do ano!

“Após mais de 30 anos dedicados ao Soalheiro e refletindo sobre tudo o que construí junto com a minha família, com uma equipa brilhante e um conjunto de parceiros incríveis onde destaco o Clube de Viticultores, fecho um ciclo deixando nas mãos da minha mãe e irmã a totalidade da empresa e um legado sólido e de futuro. Confio no futuro do Soalheiro e na Gestão capaz de compreender os novos desafios que se levantam.

A chegada recente do meu filho Manuel, após terminar a sua formação de três anos em Viticultura e Enologia em Inglaterra, com vontade de seguir as pisadas da família e abrir novos horizontes, fez-me reviver as lembranças do meu início e dos sonhos que um dia tive, por isso a decisão de nos juntarmos num projeto futuro.

A partir desta semana a minha relação como sócio, gestor e enólogo do Soalheiro termina e levo na memória todos os momentos que vivi e que tanta gente ajudou a que fossem possíveis. A Enologia, assumindo a perspetiva de continuidade na exigência de qualidade, consistência e inovação, é assumida pela Asun Carballo, enóloga focada e conhecedora com quem tive o prazer de partilhar a Enologia do Soalheiro nestes últimos anos. Confio na continuidade da Gestão com a presença da minha mãe e da minha irmã e o contínuo apoio do Rui Encarnação, que já integra a Gestão do Soalheiro há 3 anos e que vai ficar a gerir a área de clientes.

Criámos juntos uma marca com personalidade e sucesso que nasceu de um sonho do meu pai e é hoje uma marca de referência. Um sonho que é também meu e por isso o Soalheiro continua comigo para sempre.” assina: Luís Cerdeira



sábado, 22 de abril de 2023

Pé Franco (2020): 8/10

Não é o primeiro vinho produzido com vinhas sem enxertia (Luis Pato fez um há muitos anos e há mais alguns, poucos, exemplos), mas é o primeiro alvarinho que mostra como seriam os vinhos antes da chegada da filoxera.

A cor: impressiona. Parece curtimenta, tão alaranjado (aliás, as uvas são desengaçadas e fermentam em contacto com as películas, durante cerca de 2 semanas).

No nariz é intenso, mas adivinha-se logo que há qualquer coisa de diferente.

E a boca confirma isso, percebendo-se  que estamos perante um vinho complexo, onde surgem nozes, avelãs, à mistura com alguma adstringência. A tradicional fruta é pouco percetível. E como explicar que se percebam traços do que parece ser conhaque?

O final é marcante mas não se prolonga.

Em resumo: um vinho diferente, claramente inovador, que testa a plasticidade do alvarinho com enorme sucesso. Excelente.

Relação preço-qualidade: é excelente, mas o preço pode chegar aos €45 euros.

Ano da produção: 2020
Data de compra: março 2023
Preço de compra: €41,95 online 
Local de compra: oferta do produtor
Data de consumo: abril 23
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António Luis Cerdeira
Acidez Total: (g/dm3) - 5,4º
Açucares residual (g/l): seco
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação: "As uvas são desengaçadas e fermentam em contacto com as películas, durante cerca de 2 semanas. Após este período, são prensadas e, já sem as películas, o vinho fica em barrica onde vai terminar a fermentação e estagiar. Ao longo do processo de evolução, a barrica é movimentada de forma a permitir uma batônnage total. Ou seja, ao girar a barrica, as borras finas que estão no fundo misturam-se totalmente com o vinho, o que lhe vai conferir mais estrutura e complexidade."
Aberto quanto tempo antes: 45 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: cabrito assado no forno
Pode acompanhar por exemplo: fez-se a experiência com dois doces, incluindo chocolate, mas não foi a mais satisfatória.
(383)


terça-feira, 28 de março de 2023

Mosto Flor (2021): 7/10

 A Quinta do Soalheiro vem afirmando-se como o produtor mais inovador da subregião. Sinal disso, acaba de lançar três novas produções, que têm um carácter experimental (assumido pelo próprio produtor).

A primeira a ser provada foi este Mosto Flor, "feito a partir das gotas que escorrem naturalmente das uvas de Alvarinho antes da primeira prensagem" (o mosto lágrima).

Duas observações sobre este vinho: 

- não é nem provavelmente virá a ser o melhor vinho feito pela equipa de enologia de António Luis Cerdeira, mas esse também não era o objetivo; 

- para quem gosta de finais com boa acidez, tem aqui um vinho muito interessante. Aliás, o vinho vale sobretudo por esse final, cativante, mas que chega muito rapidamente (passamos quase do aroma ao final, parecendo não ter corpo).

Relação preço-qualidade: em Portugal, nesta altura, já não se lançam vinhos experimentais a menos de 20 euros. Esta exceção merece registo.

Ano da produção: 2021
Data de compra: março 2023
Preço de compra: €14 [pvp]
Local de compra: oferta do produtor
Data de consumo: março 23
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enólogo: António Luís Cerdeira
Acidez volátil (g/dm³): 0.47
Acidez Total (g/dm³): 6.7
Açúcares residuais (g/l): seco 
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação: "Esse mosto, resultado da pressão normal que existe entre
as uvas ao serem introduzidas na prensa, é separado, sujeito a decantação e fermenta em cubas de inox."
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º 
Acompanhou: linguadinhos fritos com arroz de tomate
Pode acompanhar por exemplo:
(380)


domingo, 20 de março de 2022

Soalheiro Ag.hora (2020): 6/10

Este Ag.hora é um vinho feito na Quinta do Soalheiro, numa parceria com um jovem enólogo da Geórgia.

Trata-se de um vinho que, embora baseado na tradição, se apresenta muito experimental face a tudo o que conhecemos do alvarinho em Portugal ("a vinificação foi inspirada no estilo georgiano. O vinho que fermentou com leveduras espontâneas em Terracotta ficou em contacto com as peliculas por um período de três meses antes de ser cuidadosamente prensado numa prensa vertical. Após o estagiado em barricas usadas de carvalho", diz o Soalheiro).

Quem já bebeu 'vinho americano', muito tradicional no Norte, encontrará algumas semelhanças, sinal dessa base tradicional que o vinho reclama.

Mas apesar de se apresentar interessante no nariz, é um pouco adstringente e a acidez final 'morre' muito rapidamente, por falta de 'acompanhamento'.

Além do mais, é caro.

Por isso, admitindo estar enganado, acredito que possa continuar a ser produzido, mas em poucas quantidades e com um perfil pouco comercial.

Relação preço-qualidade: caro.

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €21 na loja da Quinta [€25 online]
Local de compra: Loja da Quinta
Data de consumo: março 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: A. L. Cerdeira e Gio Chezhia
Acidez total: 4.9º
Açúcar Residual (g/l): seco
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador?
Acompanhou: linguados grelhados
Pode acompanhar por exemplo: O produtor recomenda pratos bem diferentes daqueles que estamos habituados a ver ligados ao alvarinho, como por exemplo borrego, ou que incluam molho de natas ou cogumelos
(330)






quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Aqui Começa Portugal (2020): 6/10

Aqui Começa Portugal é uma iniciativa de um empresário do lugar de Cevide, Melgaço, onde se situa o marco nº1 de Portugal.

O desafio foi feito à equipa Soalheiro, tendo resultado um vinho que se distingue pelo facto de não ter sido filtrado ["este alvarinho foi criado tal como os primeiros alvarinhos"] e de ter muito depósito - basicamente é um vinho que está sempre turvo [O Pequeno Rebentos à Moda Antiga, de Márcio loprs, também não foi filtrado, mas quase não tem depósito].

O resultado é curioso: apesar dos 13º, parece levezinho, quase sangria de alvarinho, sem acidez.

Tem uma entrada em boca muito boa mas não passa disso, extingue-se rapidamente, mas falta o 'final', tão típico dos alvarinhos.

Relação preço-qualidade: um euro acima.

Ano da produção: 2020
Data de compra: junho 21
Preço de compra: € 9,11 
Local de compra: Solar do Alvarinho, Melgaço
Data de consumo: outubro 2021
Produtor e Engarrafador: Vinusoalleirus [Soalheiro] 
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António L. Cerdeira
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: robalo no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(310)



segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Alumni UTAD (2017): 7/10

Alumni UTAD é uma espécie de blend dos vários alvarinhos que António Luís Cerdeira criou nestes 25 anos de Soalheiro. Só por isso já se percebe que não é um vinho onde a fruta prevaleça.
Estamos perante um vinho de aroma complexo com múltiplas sensações.
Na boca mantém essas características, parecendo por vezes um vinho mais mineral e claramente sem madeira.
Acredito que irá envelhecer em grande forma e que ganha em ser servido a mais do que os 11/12 graus de temperatura da praxe.
Análise ao preço: elevado, em consequência de ser uma edição limitada. Penso que será o vinho mais caro da Quinta (mas não, necessariamente, o melhor).
Ano da produção: 2017
Data de compra:
Local de compra: Prova privativa na Quinta do Soalheiro
Preço de compra: €17 (à venda apenas na Quinta e na UTAD)
Data de consumo: outubro 2019
Produtor: Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: A. Luis Cerdeira
Acidez:
Quantidade de garrafas consumidas:
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8/9º
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(218)

Pingo Doce Reserva (2019): 6/10

Em 2020, o Pingo Doce  abriu uma 'brecha' na sua relação com Anselmo Mendes e colocou no mercado o primeiro Reserva de Alvarinho, em...

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