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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Tiroliro (2025): 7/10

Casa de Vila Verde, em Lousada, pode não ser uma das referências mais conhecidas na região dos Vinhos Verdes, mas é relevante que produza quatro Alvarinhos, de três marcas diferentes (Pluma, na versão colheita e reserva, Casa de Vila Verde e este Tiroliro). A isso não será alheio o facto de, atualmente, ser a Casa Santos Lima a responsável pela produção e comercialização dos vinhos da "Casa de Vila Verde - Sociedade Agrícola Lda".

Apesar de não ter sido registado nesta página até agora, Tiroliro é um vinho que existe há pelo menos 10 anos. O que agora me fez chamar a atenção foi o facto de ter aparecido (em exclusivo?) no Pingo Doce, nas últimas semanas, a custar €4,49 (alegadamente o preço é €10,99).

Sobre o vinho: para €4,49 é muito bom! 
Trata-se de um vinho de perfil cítrico, com boa acidez e bastante gastronómico. Vale a pena procurar algumas garrafas a este preço, se ainda existirem.

Relação preço-qualidade: tudo dito. Enquanto se mantiver neste preço...

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: Pingo Doce, Póvoa de Varzim
Preço de compra: €4,49 (promoção?)
Dificuldade de aquisição: imagino que seja fácil online, mas, pelo que percebi, não está em todas as lojas Pingo Doce
Produtor: Casa de Vila Verde (VR Minho)
Localidade: Lousada
Enólogo: Manuel Lopo de Carvalho
Acidez Total (g/l ác. tartárico): ?
Açúcar : ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: Lousada?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8º
Acompanhou: arroz de frango
(525)

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Solar das Bouças (2020): 6/10

O contrarrótulo diz que este vinho, com origem em Amares, junto ao Cávado, apresenta um excelente potencial para estagiar na garrafa. Honestamente não senti isso - e já passaram seis anos desde o seu lançamento.

Trata-se de um Alvarinho honesto, com algum (demasiado?) trabalho de adega, mas que se bebe com mediano prazer. Achei-o um pouco alcoólico na boca (13,5º), mas gostei da fruta. 

Acidez curta.

Relação preço-qualidade: um euro menos?

Ano da produção: 2020
Data de compra/prova: novembro 25
Local de compra/prova: Garrafeira Azevedo
Preço de compra: €8,90
Dificuldade de aquisição: médio (em diversas garrafeiras)
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Solar das Bouças, VR Minho
Localidade: Amares
Enólogo: Fernando Moura
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Amares
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Bacalhau na airfryer e batatas
(513)



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Anégia (2017): 4/10 [2ª prova]

Qual é a probabilidade de um vinho, que neste momento está a ser vendido a pouco mais de 5 euros (já custou mais de €10), envelhecer bem em garrafa durante mais de sete anos? Acho que todos concordarão que é muito baixa.

E foi exatamente isso que aconteceu com este Anégia de 2017.

Dirá o leitor: que culpa tem o vinho se o deixei tanto tempo à espera?

Sim, isso já aconteceu antes, mas este não é o caso. O vinho foi comprado há menos de dois meses e neste momento continua à venda.

Para agravar, sabia a rolha, apesar desta aparentar estar impecável.

Resta acrescentar que o vinho se transformou de tal maneira que já nem parecia alvarinho. Perdeu força, perdeu acidez. Ainda assim, o copo bebido 24 horas depois estava mais aberto e até com mais aromas do que o primeiro.

Em resumo: sem o sabor a rolha, apesar de não ser um grande vinho, não teria sido sacrifício bebê-lo. Comparando com a primeira prova, em 2020, melhorou muito o preço, mas tive o azar da rolha,
Ano da produção: 2017
Data de compra: dezembro 24
Preço de compra: €6,35
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: fevereiro 25
Produtor: Caves Velhas/Enoport Wines
Localidade: não é identificado o local de origem das uvas (Anégia é nome antigo para as terras do Vale do Sousa). Vinho Regional Minho
Enologia: ?
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "...".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 13-14º
Acompanhou: Pescada cozida com legumes
Pode acompanhar por exemplo:
(261)


sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Casa de Vila Pouca (2021): 4/10

Este produtor de Celorico de Basto também produz um reserva de alvarinho que já tive oportunidade de provar e que achei, genericamente, agradável.

O mesmo não se passa com este colheita, que surge demasiado leve em boca, sem intensidade; desinteressante, em suma. Salva-se a acidez final.

Acresce a isto um pouco de sabor a rolha (mas pode ter sido azar, só nesta garrafa, por isso não penalizo).

Finalmente, o preço: €14 online é um exagero (mesmo €12 para o colheita de 2022 parece-me caro, quanto mais €14...).

Ano da produção: 2021
Data de compra: set23
Preço de compra: €14 na loja do produtor
Local de compra: DouviCoisas, Vila do Conde
Data de consumo: agosto 24
Produtor: Fernando Carvalho Teixeira
Localidade: Celorico de Basto (Vinho Regional Minho)
Enólogo:?
Acidez Total (d/dm3): 5,4 gramas
Açúcar residual (g/dm3): <1,5
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: fermentação em tanque de aço inoxidável durante 4 semanas. Repousou sobre borras finas durantes sete meses com batonage regular
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: salmão grelhado
Pode acompanhar por exemplo:
(447)




sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Alvorone (2020): 9/10

A Quinta de Soalheiro lançou algumas novidades no ano passado, apresentadas como vindas da sua cave de inovação.

Já tinha provado o Mosto Flor, o Pé Franco, o Revirado e faltava este Alvorone, que resulta da associação entre um grupo de jovens enólogos (APRT3). 

A vinificação deste Alvorone é realmente inovadora, uma vez que associa o alvarinho à técnica de produção dos vinhos amarone italianos: as uvas são desidratadas, o que potencia a concentração de açúcares e os ácidos. E aqui está a chave para este vinho.

Este Alvorone tem semelhanças com os colheitas tardias de alvarinho (especialmente o Rascunho, da Quinta de Santiago), embora as uvas não tenham a chamada podridão nobre (14,5º de álcool).

Há uma acidez quase crocante, que se torna viciante e permite beber este vinho sem acompanhamento. Trata-se de um vinho seco, cujos níveis de açúcar provavelmente ainda podem ser afinados.

Desconheço se a Quinta vai voltar a produzir este vinho, mas, para mim, tem todas as condições para se tornar o símbolo (da imagem de marca) da inovação da Soalheiro.

Relação preço-qualidade: por tudo isto, só posso dizer que vale os €45.
Ano da produção: 2020 
Data de compra: novembro 23
Preço de compra: oferta do produtor [tentei comprar o vinho, incluindo na própria loja, mas ou porque a produção foi prequena ou porque demorei algum tempo, não o encontrei] (pvp recomendado €45)
Local de compra: 
Data de consumo: janeiro 24
Produtor: Quinta do Soalheiro (VR Minho)
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enologia: A. L. Cerdeira
Acidez total (g/dm3): 5,6
Açúcar (g/l) seco
Teor Alcoólico (%vol): 14,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas de Alvarinho sem podridão nobre, tal como no processo de produção do vinho Amarone, são desidratadas para concentrarem os açúcares e os ácidos. Após 3 a 4 semanas são prensadas e o mosto obtido, com uma concentração de açúcares elevada, fermenta e estagia durante um ano em barricas de madeira novas. O vinho é engarrafado após um período mínimo de 6 meses em depósito de inox"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º/12º
Acompanhou: slamão fumado
Pode acompanhar por exemplo: tem um pouco mais de álcool do que o normal, mas pode ser bebido sme qualquer acompanhamento
(416)

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Casa de Vila Pouca Reserva (2021): 5/10

Mesmo aberto com uma hora de antecedência, este Casa de Vila Pouca Reserva mostrou-se muito fechado. 

O aroma é muito ténue e a presença do alvarinho mostra-se discreta.

Sabe a madeira, mas fiquei na dúvida se é a madeira que salva o vinho ou se a madeira esconde a casta.

(Bebi um segundo copo 24 horas depois e, embora um pouco mais aberto, as diferenças não foram significativas, o que se percebe, porque se trata de um vinho relativamente recente).

Relação preço-qualidade: caro.

Ano da produção: 2021
Data de compra: set23
Preço de compra: €14 [€18 na loja do produtor!]
Local de compra: DouviCoisas, Vila do Conde
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: Fernando Carvalho Teixeira
Localidade: Celorico de Basto (Regional Minho)
Acidez Total (d/dm3): 5,3
Açúcar residual (g/dm3): <1,5
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: Estágio 4 meses em Inox e de 12 meses em Barrica de Carvalho Francês
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(409)




domingo, 24 de setembro de 2023

S. Caetano (2018): 7/10

Uma das muitas novidades que pude conhecer durante a Festa do Vinho Verde, que por estes dias decorre no Porto (organização Essência do Vinho) foram os vinhos S. Caetano, com origem no Marco de Canavezes.

Sem contar, e por gentileza do produtor, organizou-se informalmente uma prova vertical do alvarinho. 

Começámos com o 2022 e as impressões não foram as melhores: vinho muito novo, pouco estruturado, demasiado leve.

Mas a seguir saiu o 2018. Completamente diferente. Evolução nítida, acidez bem relacionada com a fruta tropical. Francamente bom.

O 2019 estava muito semelhante, merecedor de elogios.

Ainda provámos o 2017 mas aqui pareceu que já estaria em perda, demasiado tempo em garrafa?

(2016 foi o primeiro ano de produção deste vinho, feito com uvas próprias, na Quinta da Torre).

Em resumo: ainda bem que não nos ficámos pelo 2022!

Relação preço-qualidade: €9 para o 2018 ou 2019 é um preço excelente.

Ano da produção: 2018
Data de compra: 
Preço de compra: €9
Local de compra: provado na Festa do Vinho Verde, Porto,
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: S. Caetano
Localidade: Marco de Canavezes
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm3): 
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol):
Método de vinificação, segundo o produtor: 
Quantidade de garrafas consumidas: 2017, 2018, 2019, 2022
Pontuação: 7/10 (para 2018)
Primeiro copo servido a: 11º ?
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo:
(402)



sexta-feira, 2 de junho de 2023

Pluma (2021): 6/10

Estamos perante um vinho de €5,99 e, como é sabido, o preço é um critério importante nesta página.

Assim sendo, a questão é: o vinho vale €5,99? Sim!

Não é um vinho com grandes pretensões, mas é agradável, um vinho 'jovem', provavelmente para acompanhar entradas ou petiscos.

O seu ponto forte é o final, com uma acidez muito interessante; 

(Pluma é um vinho produzido pela Casa de Vila Verde que produz pelo menos mais dois alvarinhos, um deles já aqui provado, com o nome da casa).

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2021
Data de compra: maio 2023
Preço de compra: €5,99
Local de compra: Pingo Doce
Data de consumo: maio 23
Produtor: Casa de Vila Verde /Casa Santos Lima
Localidade: Lousada, Vinho Regional Minho
Enólogo: 
Acidez Total (g/dm3): 
Açucares: seco
Teor Alcoólico (%vol): 
Método de vinificação: 
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: filetes de pescada
Pode acompanhar por exemplo:
(388)




quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Sete Tentações (2019): 4/10

Este Sete Tentações posiciona-se numa faixa bastante concorrencial: alvarinhos a menos de 4 euros, que são basicamente as marcas brancas dos hipermercados (Pingo Doce, Continente e Mercadona, pelo menos). Este foi comprado no Auchan, que até agora não tinha essa oferta, mas tanto quanto percebi não é exclusivo, até porque o produtor, em Famalicão, o vende online. Neste hipermercado é uma proposta recente, mas encontrei referências à produção de, pelo menos, 2016.


No aroma, frutado, até se apresenta bem, mas na boca 'morre' quase imediatamente, revelando apenas acidez, um pouco excessiva. 

[não faria mais sentido vender a colheita de 2021, por exemplo? Este é um vinho para beber novo]

Relação preço-qualidade: apesar de não ser um bom vinho, vamos dizer que é caro?😁
Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 22
Preço de compra: €3,99
Local de compra: Auchan, Maia
Data de consumo: janeiro 23
Produtor: Castro Vinhos
Localidade: Cavalões, Famalicão, Vinho Regional Minho
Enólogo: Joaquim Vasconcelos?
Acidez Total: ?
Açúcares residuais (g): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação: ?
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 13º 
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(371)

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Quinta do Montinho Reserva (2018): 7/10

Para quem, como eu, gosta de alvarinhos com um pouco de madeira (no caso, 12 meses em carvalho francês), este esteve muito bom.

As frutas tropicais, madurinhas, estão bem ligadas com a barrica e o final é agradável.

A verdade é que sendo um 2018, esperava um pouco mais do envelhecimento (e, portanto, de sabores secundários).

Relação preço-qualidade: estando já fora do mercado, e tendo sido uma oferta do produtor, não consegui determinar o preço, um dos critérios decisivos na atribuição da nota. Poderei reve-la posterioremente.

Ano da produção: 2018
Data de compra: outubro 22
Preço de compra: ?
Local de compra: oferta do produtor
Data de consumo: novembro 22
Produtor: Primórdio - Wines & More, S.A.[engarrafado en Anarante por Primórdio Wines & More]
Localidade: Vila Verde
Enólogo: António Sousa
Acidez Total (g/dm3): ?
Açúcar (g/dm3): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(362)


domingo, 7 de agosto de 2022

Quinta das Arcas Reserva (2017): 7/10

Uma boa surpresa este Reserva da Quinta das Arcas, produzido em Valongo.

Um vinho de cariz tropical, muito agradável, com a madeira sem protagonismos e uma acidez interessante no final.

Relação preço-qualidade: aceitável para um Reserva de 2017.

Ano da produção: 2017
Data de compra: abril 2022
Local de compra: na loja do produtor
Preço de compra: €13,6
Data de consumo: agosto 2022
Produtor: Quinta das Arcas
Localidade: Sobrado, Valongo
Enólogo:  Fernando Machado e Henrique Lopes
Acidez (g/dm3): 6
Açúcar Residual (g/dm3): 1.5
Teor alcoólico: 13,5% Vol
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: linguados fritos com arroz de tomate
Pode acompanhar por exemplo:
(349)


quinta-feira, 5 de maio de 2022

Quinta São Gião Colheita Selecionada (2019): 6/10

Antes de mais: esta Quinta São Gião foi fundada pelo Comendador Joaquim Almeida Freitas, que chegou a ser (co-?)proprietário do restaurante São Gião em Moreira de Cónegos, mesmo ao lado do Estádio Comendador Joaquim Almeida Freitas.

A Quinta mantém-se na família e é de lá que vem este alvarinho interessante. Tem um aroma muito floral, um perfil entre o cítrico e o mineral, mas pouco completo na boca (extingue-se rapidamente).

Relação preço-qualidade: dois euros mais caros dos que os melhores clássicos da subregião.

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: €11
Local de compra: garrafeira Tua Vinharia, Póvoa de Varzim
Data de consumo: maio 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta São Gião
Localidade: Moreira de Cónegos, Guimarães
Enólogo: Fernando Moura e Pedro Campos
Acidez total:
Açúcar Residual: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: filetes de pargo com arroz de açafrão
Pode acompanhar por exemplo: 
(338)





quinta-feira, 14 de abril de 2022

Dom Salvador Espumante Bruto (2019): 4/10

Sendo um produtor de Melgaço, espanta porque é que este espumante não se apresenta como sendo de "Monção e Melgaço", mas antes como "espumante de qualidade de vinho verde", enquadrado no "Regional Minho" - qual a necessidade? Mais espanta que em lado nenhum, na garrafa [acho que procurei em todo o lado...], se apresente como um espumante de alvarinho - e só a informação do site fez com que a dúvida ficasse esclarecida. Há ainda uma terceira nota, igualmente negativa, que registo: sobre o produtor, apenas se diz "preparado por Eng. nº 5368". Sinceramente, não percebo - o que signfica "preparado"? Produzido? Engarrafado? Estas dúvidas também influenciaram, negativamente, a nota atribuída.

Mas não só: falta alvarinho neste vinho. Mais na boca do que no nariz. Há um lado floral no primeiro contacto, mas apaga-se muito rapidamente na boca, ficando quase só a acidez. A bolha é de intensidade média.

2019 foi a primeira edição deste espumante; acredito que o produtor poderá melhorar e tentar corrigir alguns dos erros aqui apontados; acredito que será uma forma de valorizar a sua marca, respeitando os clientes.

Relação preço-qualidade: os €10,39 no Solar do Alvarinho são mais acessíveis do que os €14,95 que encontrei online, claramente exagerados.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €10,35 
Local de compra: Solar do Alvarinho
Data de consumo: abril 2022
Produtor: Dom Salvador
Localidade: Peso, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salmão na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(336)


sábado, 2 de abril de 2022

Quinta de Lourosa (2018): 5/10

Há pouco alvarinho neste alvarinho produzido em Lousada.

Pela descrição do produtor, fica a saber-se que houve estágio em barrica de carvalho durante seis meses - mas não consegui perceber.

Sem ser um vinho fraco, é vinho que não marca (o final extingue-se rapidamente).

Relação preço-qualidade: por este preço há melhores.

Ano da produção: 2018
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: oferta [€7,99 online]
Local de compra: Garrafeira Arte do Vinho, Gondomar
Data de consumo: abril 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta de Lourosa
Localidade: Lousada, Vinho Regional Minho
Enólogo: Joana de Castro
Acidez total: 6,8º (referente a 2019)
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(332)

domingo, 19 de dezembro de 2021

Casa Grande Sant'Ana (2017): 7/10

Uma surpresa agradável, este alvarinho produzido no Marco de Canavezes.

Aroma personalizado, na boca há uma predominância cítrica mas com espaço para a sensação de outras frutas. Acidez bem integrada.

Sem ser um reserva, consegue surpreender pela capacidade de acompanhar comida que não seja apenas aquela que o vinho branco tradicionalmente segue.

Relação preço-qualidade: acho que o produtor arrisca com este preço próximo dos 10 euros, uma vez que por este valor se compra o Soalheiro ou Regueiro, para dar apenas dois exemplos. Mas o vinho tem qualidade 


Ano da produção: 2017
Data de compra: novembro 21
Preço de compra: €9,49
Local de compra: vinha.pt
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor e Engarrafador: Casa Grande de Sant'Ana (Carlos Lucas)
Localidade: Marco de Canavezes (VR Minho)
Enólogo: Carlos Lucas
Acidez total: 6.2º
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: perú assado
Pode acompanhar por exemplo: carnes brancas no forno ou 'lagareiros'
(317)


terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Quinta do Tamariz (sem data): 2/10

É possível comprar alvarinhos a menos de 5 euros com um mínimo de qualidade (temos alguns exemplos registados - e em alguns casos até bons), mas não é o caso deste Quinta do Tamariz.

Trata-se de um vinho demasiado ácido e com pouco alvarinho (muito pouco aromático e quase sem fruta).

(por que é que não há informação sobre a data de colheita?)

Relação preço-qualidade: às vezes o barato sai 'caro'...

Ano da produção: ?
Data de compra: outubro 21
Preço de compra: €4,25
Local de compra: Preços Baixos, Póvoa de Varzim
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor e Engarrafador: Quinta do Tamariz
Localidade: Barcelos (VR Minho)
Enólogo:
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 2/10
Primeiro copo servido a: 14º 
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo: 
(316)


terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Quinta de Gomariz Colheita Selecionada (2020): 6/10

O maior elogio que se pode fazer a este Quinta de Gomariz é que podia ter sido produzido na subregião.

É um vinho de perfil tropical, talvez um pouco 'doce' demais para certas bocas, mas com boa harmonização final (na acidez). Eu gosto.

Relação preço-qualidade: custou mais um €1,5 do que o 2019 e a nota agora atribuída reflete isso mesmo (passou de 7/10 para 6/10).

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 21
Local de compra: Auchan, Maia
Preço de compra: €8,39
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor: Quinta de Gomariz
Localidade: Santo Tirso, Vinho Regional Minho
Enólogo: António Sousa
Acidez:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(34)

domingo, 7 de novembro de 2021

1944 (2018): 4/10

1944 é um alvarinho das Caves Casalinho, marcado por uma significativa mineralidade e pouca expressão das características da casta - nesse sentido, a relação com a acidez fica um pouco desequilibrada.

Relação preço-qualidade: os €4,59 pagos no supermercado são muito diferentes dos €21 que surgem no site da empresa!!!!! €21 seriam um preço completamente irreal.

Ano da produção: 2018
Data de compra: outubro 21
Preço de compra: €4,59
Local de compra: Supermercado E.Leclerc
Data de consumo: novembro 2021
Produtor e Engarrafador: Caves Casalinho
Localidade: Santo Adrião, Vizela (VR Minho)
Enólogo: Nuno Vieira Silva?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 10º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: filetes de pescada com arroz de coentros 
Pode acompanhar por exemplo:
(312)




segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Casa de Compostela (2018): 7/10

Primeira observação: €4,65 é um preço notável. A nota atribuída tem isso em conta (como sempre, aliás, acontece aqui).

Trata-se de um alvarinho que procura as características típicas e tradicionais da subregião (e da casta), mas a que falta alguma expressividade.

O final, marcado pela desejável acidez, é bom; o aroma, 20 minutos após a abertura, revelou-se interessante (talvez estivesse muito frio, quando o primeiro copo foi servido).

Preço-qualidade: muito bom!

Ano da produção: 2018
Data de compra: outubro 21
Preço de compra: € 4,65
Local de compra: Supermercado Preços Baixos, Póvoa de Varzim
Data de consumo: outubro 2021
Produtor e Engarrafador: Casa de Compostela
Localidade: Famalicão
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8-9º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: sardinhas assadas na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(311)


sábado, 25 de setembro de 2021

Quinta de Carapeços Grande Escolha (2019): 8/10

 Duas notas prévias:

- A Quinta de Carapeços, em Amarante, não produz apenas alvarinhos, mas fora da subregião, é já uma das referências a nível nacional, pela aposta nesta casta e originalidade;

- Este Grande Escolha segue uma tendência que surgiu nos últimos dois anos de, em certos vinhos, não se dizer que é alvarinho, quase a testar a recetividade do consumidor.

Sobre o vinho: trata-se obviamente de um vinho com bastante adega, visivel no envelhecimento feito em barricas de carvalho. Alvarinho no aroma, mas na boca é já um vinho diferente, muito agradável e suave, com fruta bem madura e a privilegiar outros paladares indiretos (caramelo, figo seco).

14º graus de teor alcoólico!

Relação preço-qualidade: excelente

Ano da produção: 2019
Data de compra: junho 21
Preço de compra: €10,65 (com promoção;
Local de compra: Garrafeira Portugal Vineyards
Data de consumo: setembro 2021
Produtor e Engarrafador: Quinta de Carapeços
Localidade: Amarante
Enólogo: Jorge Sousa Pinto
Acidez total: 5,2º
Açúcar Residual: 1,5º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º 
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: yakisoba de camarão
Pode acompanhar por exemplo: arroz de tmboril ou peixe galo; arroz de marisco.
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Uma vindima farta. Até demais (II)

 Atualização das informações divulgadas a 6/9/26 . 1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 1 0 milhões de quilos [10 mil tonela...

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