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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Muros Antigos (2012): 7/10

Os leitores desta página sabem, certamente, como me fascina a capacidade de envelhecimento da casta, mesmo quando os vinhos em questão não foram pensados para serem consumidos mais de 5 ou 10 anos depois. Como não existe um 'manual' sobre a capacidade de resistência do alvarinho em vários contextos de enologia, tenho vindo a experimentar e, em certos casos, mesmo a forçar prolongamentos excessivos, à procura de compreender melhor.

Foi o que aconteceu com este Muros Antigos de 2012. E o primeiro sinal veio logo com a rolha. Não tinha perda, mas desfez-se em três bocados. Depois, em boca, mostrou algum 'pico' (estranho...) e um sabor um pouco acre (o aroma também estava contido, mas neste contexto é perfeitamente natural). Salvou-se o final, quase vinho do Porto, com aquela acidez que só o alvarinho proporciona, e que veio confirmar que, bebido entre os cinco e os 10 anos após o lançamento, teria sido extraordinário.

[a nota tenta refletir o equilíbrio entre a qualidade intrínseca do vinho e a forma como o tratei...]

Claro que fiquei com pena, mas são os riscos de quem quer aprender a andar de bicicleta com ela em andamento.🚴💪

Ano da produção: 2012
Data de compra: ?
Preço de compra: ?
Local de compra: ?
Data de consumo: novembro 25
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: "Monção e Melgaço"
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/dm3): ?
Açúcar (g/dm3): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Arroz de polvo
Pode acompanhar por exemplo:
(60)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Soalheiro (2015): 9/10

Ainda há dias aqui escrevi sobre a capacidade de envelhecimento dos alvarinhos, que depende de vários fatores, a começar pela qualidade das uvas e pela forma como é vinificado, entre outros.

Esta semana decidi abrir um Soalheiro de 2015, que estava guardado à espera de fazer 10 anos (na verdade, os 10 anos apenas se completarão em dezembro deste ano, mês a que foi lançado; não resisti...)

As minhas expetativas: em qualquer caso, 10 anos em garrafa transformam um vinho, mas certamente não seria aquele alvarinho vibrante e frutado que é a imagem de marca do clássico da Quinta. Confirmou-se. Estava 'outro' vinho, tão bom quanto o 'anterior', mas bastante diferente: a fruta amadureceu, a acidez evoluiu, ficou um vinho mais complexo e evoluído.

Acima de tudo é notável como um vinho (a menos de €10) de 2015 chega a 2025 neste magnífico estado.

Ano da produção: 2015
Data de compra:
Preço de compra: oferta do produtor em 2018
Local de compra: 
Data de consumo: fevereiro 2025
Produtor: Quinta do Soalheiro,
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enologia: António Luis Cerdeira
Acidez Total (g/dm3): 7
Açúcar (residual) seco
Teor Alcoólico (%vol): 12,8º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Após a prensagem, o mosto obtido decanta durante 48 horas, segue-se a fermentação, a temperatura controlada, usando leveduras pré-seleccionadas para o efeito. O engarrafamento efectua-se após a estabilização do vinho, sendo seguido de um estágio em garrafa. A vinificação do Alvarinho Soalheiro está direccionada para obter um vinho que concentre a qualidade das uvas e permita uma boa evolução após o engarrafamento"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: bacalhau assado no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(45)

Soalheiro 2020
Soalheiro 2021
Soalheiro 2022

Soalheiro 2023


sábado, 4 de janeiro de 2025

Dom Ponciano Colheita Selecionada (2013): 6/10 [2ª prova, seis anos depois]

Continua a minha descoberta relativamente à capacidade de envelhecimento do alvarinho, que se sabe ser muita, mas não infinita.

A experiência desta vez é um pouco peculiar: Rui Esteves, dos Dom Ponciano, é o único que vende um alvarinho com mais de 10 anos, no caso o Dom Ponciano Colheita Selecionada 2013. Só por isso merece aplauso, até por estar eu estar convencido de que, cada vez mais, haverá oferta com envelhecimento. Veremos...

A experiência foi interessante porque bebi este 2013 pela primeira vez em 2018 (com cinco anos, portanto) e estava muito bom. Passaram seis anos e voltei a bebê-lo. A convicção é de que está em perda e que não só não vai melhorar como até pode estar no limite do prazo de validade. 

Está mais 'normal' (no sentido de banal), sem aquela vitalidade que antes identifiquei.

Fiz ainda mais uma experiência: bebi-o no dia seguinte e ainda dois dias depois (devidamente acondicionado). E não é que este último copo foi o melhor?!

Ano da produção: 2013
Data de compra: abril de 24
Preço de compra: €15
Local de compra: Feira do Alvarinho de Melgaço
Data de consumo: dezembro de 24
Produtor: Dom Ponciano
Localidade: Paderne, Melgaço
Enologia: 
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "envelhecido em cuba de inox".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(73)




segunda-feira, 6 de março de 2023

Deu la Deu Reserva (2017): 6/10

Há cinco meses bebi o 2020 e não só mantenho, agora, a mesma nota, como, em termos de características, não vejo grandes diferenças.

É normal, dirão alguns leitores, já que se trata do mesmo vinho.

Mas eu esperava que o 2017, como vários anos em garrafa, tivesse envelhecido, o que não aconteceu.

Ano da produção: 2017
Data de compra: ?
Preço de compra: ? [€14,99 pvp]
Local de compra: oferta particular dez 22
Data de consumo: março 23
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: Fernando Moura?
Acidez Total (g/dm3): 4,5º (2020)
Açúcar [redutor](g/dm3): menor 5 (2020)
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: lulas estufadas com arroz
Pode acompanhar por exemplo:
(38)

Deu la deu Reserva (2020)
Deu la deu Reserva (2017) [prova em 2020]
Deu la deu Reserva (2016)

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Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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