Mostrar mensagens com a etiqueta 2020. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 2020. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Quinta do Rol Barrica (2020): 6/10

A madeira, no Alvarinho, é como aqueles amigos que convidamos para a nossa festa de aniversário ou de casamento e se tornam eles próprios protagonistas, abafando tudo e todos.

É evidente que, tal como na metáfora, há amigos que sabem o que beber e o que dizer (👼) mas a madeira tem realmente essa capacidade de - se não for bem 'educada' - se sobrepor.

Educar a madeira é essencialmente trabalho de enólogo e no caso deste Quinta do Rol Barrica 2020 alguma coisa correu menos bem.

Essencialmente temos madeira (eu até gosto do sabor a carvalho no vinho branco), mas temos pouco Alvarinho. A madeira não foi bem educada/trabalhada e tornou-se no protagonista principal da festa.

Relação qualidade-preço: o preço deste Alvarinho está na média dos vinhos com mais de um ano de estágio em madeira, a qualidade final é que está um pouco abaixo. Quanto a terem sido produzidas apenas 810 garrafas, esse é um ónus do produtor e não do cliente.

Ano da produção: 2020
Data de compra: maio 2026
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €24,35
Dificuldade de aquisição: fácil
Data de consumo: maio 2026
Produtor: Quinta do Rol [não consta do site]
Localidade: Lourinhã, Lisboa
Enólogo: Nuno Silva
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Terminou a fermentação alcoólica em barrica usada de carvalho francês, onde estagiou com as borras finas durante 16 meses. Foram realizadas battonages periódicas. Reposou com as borras finas até ao seu engarrafamento em  junho de 2022. Foram produzidas apenas 810 garrafas"
Informação sobre o local das uvas: Lourinhã
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: superior a 13º
Acompanhou: Arroz de marisco
(516)



quarta-feira, 6 de maio de 2026

Solar das Bouças (2020): 6/10

O contrarrótulo diz que este vinho, com origem em Amares, junto ao Cávado, apresenta um excelente potencial para estagiar na garrafa. Honestamente não senti isso - e já passaram seis anos desde o seu lançamento.

Trata-se de um Alvarinho honesto, com algum (demasiado?) trabalho de adega, mas que se bebe com mediano prazer. Achei-o um pouco alcoólico na boca (13,5º), mas gostei da fruta. 

Acidez curta.

Relação preço-qualidade: um euro menos?

Ano da produção: 2020
Data de compra/prova: novembro 25
Local de compra/prova: Garrafeira Azevedo
Preço de compra: €8,90
Dificuldade de aquisição: médio (em diversas garrafeiras)
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Solar das Bouças, VR Minho
Localidade: Amares
Enólogo: Fernando Moura
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Amares
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Bacalhau na airfryer e batatas
(513)



sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Encostas de Melgaço (2020): 8/10

Desde 2017 que os novos proprietários da Quinta da Pigarra, em Melgaço, vêm traçando um caminho que parece sustentado: bons vinhos, a preços decentes.

Começaram com este Encostas de Melgaço (rótulo azul) e com o Único (amarelo) e juntaram, alguns anos depois, um espumante que, desde logo, se tornou uma referência.

Provei agora a colheita de 2020 do rótulo azul e não desiludiu. Pelo contrário. Alguma mineralidade, fruta amadurecida e a acidez que não podia faltar. [Curiosidade: este Encostas de Melgaço 2020 foi distinguido com a Grande Medalha de Ouro no concurso “Os Melhores Verdes 2022”]

Relação preço-qualidade: €9,90 é excelente [nota para o facto de ter comprado em 2025 a colheita de 2020, o que é uma felicidade; agora está esgotado, o que é perfeitamente normal].



Ano da produção: 2020
Data de compra: maio 25
Preço de compra: €9,99
Local de compra: Vinhalvarinho.pt
Data de consumo: janeiro 2026
Produtor e Engarrafador: Quinta da Pigarra
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
[a falta de informação é um dos problemas detetados desde o início, não corrigido entretanto; aparentemente há um site... que não funciona]
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: lulas estufadas
Pode acompanhar por exemplo:
(299)

Encostas de Melgaço 2018

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Reguengo de Melgaço Espumante Reserva Bruto (2020): 8/10

Passaram 7 anos desde que bebi pela primeira vez o espumante do projeto hoteleiro Reguengo de Melgaço. E se na altura não fiquei entusiasmado, beber o 2020 foi uma experiência bastante diferente: um vinho evoluído, que dá mais do que fruta (pastelaria, alguns frutos secos), mantendo uma bolha delicada. A acidez está bem doseada.

O vinho foi bebido num restaurante e custou €20. Se pensarmos que terá um pvp a rondar os €15, percebemos que ainda há restaurantes que estimam os (bolsos dos) clientes.

(por falar em preços, como é possível o mesmo espumante custar €23,15 e €13,90 em duas garrafeiras online diferentes)?

Ano da produção: 2020
Data de compra: novembro 2025
Preço de compra: €20,00
Local de compra: Restaurante O Dias, Covas, Cerveira
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: Hotel Rural Reguengo de Melgaço
Localidade: Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez total (g /dm3): 6.6
Açúcares (g /dm3) <0.6
Acidez volátil (g/dm3) <0.24
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Acompanhou: arroz de coelho bravo
Pode acompanhar por exemplo: 
(148)



quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Adega de Monção (2020): 5/10

Quando comprei este vinho pela primeira vez (o 2016) custava menos de €4. Hoje custa €6 na loja da Adega de Monção, aproximando-se assim do Deu-la-Deu.

Embora se perceba a intenção de valorizar o produto, este distinguia-se por ser o mais barato de entre os vinhos produzidos na subregião, em concorrência com os dos supermercados (todos eles feitos também na subregião, mas a custar menos de €4). Ou seja, nesta lógica, os €6 perderam atratividade.

Sendo um vinho próximo daqueles que Pingo Doce e Continente, por exemplo, oferecem, sai claramente a perder na comparação de preço.

Sobre o vinho: os cinco anos em garrafa não lhe trouxeram qualquer ganho. Ficou mais 'macio' mas perdeu frescura.

Ano da produção: 2020
Data de compra: fevereiro 2022
Local de compra: Pingo Doce
Preço de compra: ? (€5,99 na loja)
Data de consumo: maio 2023
Produtor: Adega Cooperativa de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: Fernando Moura
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: caldeirada de peixe
(44)

Adega de Monção 2016

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Casa do Capitão-mor Unfiltered (2020): 8/10

 Trata-se de um vinho produzido com uvas da Quinta de Paços / Casa do Capitão-mor (Monção) e enologia de Henrique Cizeron e Paulo MG Ramos, que se destaca pelo facto de não ter sido filtrado.

O mais curioso é que, mesmo assim, o vinho não parece ter depósito, apresentando-se muito limpo no copo.

Vinho com uma acidez excelente e muito fresco, destaca-se também pela complexidade de sabores, que tanto vão do cheiro de charuto à madeira de carvalho, passando por amêndoa torrada.

Relação qualidade-preço: não consegui saber o preço, mas a produção não ultrapassa as 400 garrafas. Em 2020 foi o primeiro ano.

Ano da produção: 2020
Data de compra: junho 25
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra/prova: Essência do Vinho 2025
Data de consumo: junho 25
Produtor: Quinta de Paços /Casa do Capitão-mor
Localidade: Monção
Enologia: Henrique Cizeron e Paulo MG Ramos
Acidez Total (g/dm): 7,2
Açúcares totais (g/L): 2.0
Teor Alcoólico (%vol): 13,7º
Método de vinificação, segundo o produtor: "fim de fermentação e estágio em barricas de carvalho francês usadas, durante 15 meses com batonnage durante 8 meses, sem trasfegas e engarrafamento sem filtração. Sem estabilização tartárica. Sujeito a deposito. Estágio adicional em garrafa durante 28 meses. A produção das uvas está certificada como “Produção Integrada”."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo: 
(479)


terça-feira, 27 de maio de 2025

Soalheiro Primeiras Vinhas (2020): 9/10

Este 2020 aberto em 2025 revelou-se brutal!

Sofisticação, complexidade, aroma, acidez. Excelente.

É mesmo preciso mudar a mentalidade do consumidor português, relativamente aos alvarinhos de Monçaõ e Melgaço: comprar e guardar em vez de comprar e beber logo.

Ano da produção: 2020
Data de compra: 2021
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra:
Data de consumo: maio 2025
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enologia: António Luis Cerdeira
Acidez Total (g/dm3): 6,9
Açúcar (g/l): seco (residual)
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(67)

Primeiras Vinhas 2016

Primeiras Vinhas 2017

Primeiras Vinhas 2018

terça-feira, 6 de maio de 2025

Exemplar (2020): 9/10

Exemplar é o último alvarinho que Abel Codesso produziu para a Provam e é também o seu melhor vinho nestes anos de gestão da empresa de Monção.

Exemplar ficará, assim, como uma imagem de marca, que Élio Lara tem de saber continuar.

É vinho só de uma parcela, com fermentação integral em madeira, uma parte teve contacto pelicular.

O aroma de alvarinho é profundo e rico, com destaque para a fruta. Mas é na boca que revela a sua complexidade e riqueza. Um vinho cremoso, quase meloso, em que a madeira não assume protagonismo mas enriquece. No fim, a tradicional acidez, muito bem integrada e prolongada.

Relação preço-qualidade: nem sequer é o vinho mais caro da Provam; €30 é um bom preço. E não é por serem menos de 2000 garrafas que tem de custar €50 ou €60...
Ano da produção: 2020
Data de compra: abril 25
Preço de compra: prova na Feira de Melgaço 2025 (€29,90 online)
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho 2025, Melgaço
Data de consumo: abril 25
Produtor: Provam
Localidade: Monção
Enologia: Abel Codesso
Acidez Total (g/dm): 
Açúcar residual (g/L): 
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "."
Quantidade de garrafas consumidas: 
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(475)


terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Tempo (2020): 7/10

Começo por dizer que já provei este vinho várias vezes, ao longo dos últimos anos, mas sempre em circunstâncias que não me habilitavam a poder escrever. Preferi esperar pela possibilidade de ter uma garrafa à frente para o poder fazer.

Estamos perante aquele que foi, durante muitos anos, o alvarinho mais caro no mercado. Nesta altura será o segundo mais caro. Isto é bastante importante, porque - como os leitores regulares sabem - as minhas avaliações têm em conta aquilo que considero ser a relação qualidade-preço.

O produtor tem toda a legimitidade para recomendar um preço de venda, baseado em vários pressupostos (como o número reduzido de garrafas ou a vinificação quase tradicional, como acontece com este Tempo), da mesma forma que o comprador tem de fazer escolhas em face do seu orçamento.

Ora, não tendo eu comprado a garrafa e não sabendo exatamente quanto custa (uma ronda pelas garrafeiras aponta para €80 ou quase), não tenho problemas em afirmar que me parece caro. Não apenas caro em termos absolutos (€80 por um vinho!), mas também termos relativos - a tal relação qualidade-preço.

A crítica especializada não poupa nos elogios ao vinho e tem razão. Mas não é nem de perto o melhor alvarinho que bebi nem o melhor que Anselmo Mendes faz. O Parcela Única é um vinho mais completo e mais estimulante.

Sobre o Tempo, é, como seria de esperar, um vinho muito complexo (o produtor diz que pode aguentar até 20 anos!), com um aroma excelente (figos secos). Muito seco, como o enólogo gosta, há, na boca, fumados e casca de laranja, por exemplo. O final é bom mas não muito longo. [um segundo copo bebido 24 horas depois mostrou um vinho mais aberto e a presença mais acentuada de taninos, certamente em resultado do contacto com as películas].

Ano da produção: 2020
Data de compra: 
Preço de compra: 
Local de compra: 
Data de consumo: fevereiro 25
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l): 5,2
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Metade do lote faz fermentação total com as películas. A outra metade efetua fermentação com o cacho inteiro não desengaçado. Após fermentação os lotes são reunidos em barrica de carvalho francês onde efetuam um estágio de 9 meses com bâttonage regular".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º-12º
Acompanhou: arroz de pato
Pode acompanhar por exemplo:
(468)



sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Quinta das Pereirinhas Grande Reserva (2020): 6/10

O produtor apresenta este Grande Reserva como "um vinho singular no mundo dos vinhos." Já se sabe que cada um diz o que quer nos rótulos e mesmo nas fichas técnicas, mas há algo de verdadeiro na frase: este vinho começa por ser um curtimenta (a cor mostra-o), que depois vai 18 meses para barricas de castanho.

Não me parece feliz o resultado. Parece-me que nem é uma coisa nem outra. Não tem a complexidade que se esperava nem se destaca pela sua acidez.

Bebe-se sem sacríficio, mas um Grande Reserva, com este preço, tem de oferecer mais. Haverá o 2021?

[Uma nota que não é, infelizmente, particular a este vinho: a quem interessam os lacres de cera ou sinteticos que cada vez mais aparecem nas garrafas? Ao consumidor? São difíceis de retirar]

Relação preço-qualidade: caro.

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 24
Preço de compra: €20,61
Local de compra: loja online VinhAlvarinho
Data de consumo: janeiro 25
Produtor: Quinta das Pereirinhas
Localidade: Troviscoso/Monção
Enologia: João Pereira
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "uvas provenientes de uma única parcela, onde maceraram e fermentaram com a pelicula em regime de curtimenta total, finalizando com um estágio longo com batonage em Toneis Velhos de Castanho, que foram recuperados e restaurados e que são utilizados pela nossa família há mais de 80 anos na elaboração deste vinho de uma forma tradicional".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar por exemplo:
(464)


sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Chicane Voyage (I) (2020): 6/10

 Apesar de haver pouca informação, este Voyage tem algumas coisas que merecem ser ditas.

A primeira é que, com uvas plantadas em Vila Nova de Tazem, é o primeiro alvarinho cm origem na região do Dão.

A segunda é que surge como IVV e a única referência a alvarinho aparece neste código L.ALV20 (lote alvarinho, 2020, se bem percebo). Nas lojas online, onde está à venda, é apresentado como alvarinho.

Voyage é o nome do vinho, Chicane a marca criada pelos enólogos Carlos Ferreira e António Teixeira a partir de uvas criadas na Quinta dos Garnachos, Tazem.

E agora o vinho: vale os €17,25 que paguei? Não. Tem um aroma bastante vegetal e uma acidez interessante, mas em boca é mostra-se sem personalidade.

É, como agora se diz, uma interpretação do alvarinho? Claro que sim, com toda a legitimidade. Mas não me convenceram.

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro de 24
Preço de compra: €17,25
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: dezembro de 24
Produtor: Vinhos Chicane
Localidade: Vila Nova de Tazem (IVV)
Enologia: Carlos Ferreira e António Teixeira
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "...".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: bacalhau cozido com legumes
Pode acompanhar por exemplo: 
(461)


terça-feira, 6 de agosto de 2024

Barão do Hospital Espumante Reserva Brut Nature (2020): 8/10

 Um espumante que faz uma boca complexa (intenso, como diz a publicidade, e bem), com a fruta evoluída e uma acidez bem integrada e prolongada. Tudo o que é preciso para ser um excelente espumante.

Relação preço-qualidade: €25 é o preço normal neste tipo de espumantes.



Ano da produção: 2020
Data de compra/prova: julho 2024
Preço de compra: €20 na Feira, €25 pvp
Local de compra: Feira do Alvarinho de Monção 2024
Data de consumo: agosto 24
Produtor: Falua
Localidade: Monção
Enologia: ?
Acidez total: 7º
Açúcares Totais:  AÇÚCARES REDUTORES <2 g/l 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Após prévio arrefecimento a 5ºC, as uvas foram prensadas, suavemente, sem esmagamento nem desengace. O mosto obtido foi clarificado por decantação estática, seguindo-se a fermentação alcoólica, a temperatura controlada, para se obter o vinho base de espumante, o qual permaneceu sobre as borras finas da fermentação durante 1 ano.  Após a tiragem ocorreu a segunda fermentação em garrafa (método champanhes).  O estágio sobre as borras de fermentação foi aproximadamente de 15 meses em garrafa, tendo ocorrido o dégorgement em Julho de 2023.."
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: risotto de alheira
Pode acompanhar por exemplo:
(446)



sexta-feira, 26 de julho de 2024

Gema Curtimenta (2020): 7/10

Mais um curtimenta, desta vez produzido pelos vinhos Gema.

Uma vez que, como 'manda' a curtimenta, as uvas passam por uma fermentação em contato com as películas, é normal encontrar um vinho com aroma profundo e todos os sinais, em boca, de um alvarinho da subregião. 

Achei, ainda assim, o final curto, sobretudo com pouca acidez.

Relação preço-qualidade: os vinhos Gema distinguem-se por não serem baratos e €22 por este curtimenta é disso um bom exemplo.

Ano da produção: 2020
Data de compra/prova: julho 2024
Preço de compra: €15 na Feira, €22 pvp
Local de compra: Feira do Alvarinho de Monção 2024
Data de consumo:
Produtor: Gema Wines
Localidade: Monção
Enologia: ?
Acidez total: ?
Açúcares Totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): ?º
Método de vinificação, segundo o produtor: "as uvas passam por uma fermentação em contato com as películas."
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(445)



sexta-feira, 5 de julho de 2024

Adega Belém Curtimenta (2020): 8/10

Antes de mais o projeto da Adega Belém, que usa uvas criadas "no microlima alfacinha da Tapada da Ajuda, no bairro lisboeta da Ajuda", ou seja, uma "vinha urbana do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa".

Agora o vinho: por vezes perguntam-me se também poderia haver o senhor loureiro ou o senhor encruzado, por exemplo. Talvez sim, mas a ideia que tenho é que estaria sempre a beber o 'mesmo' vinho, não no sentido de que os terroirs não sejam diferentes mas sobretudo por causa das formas de  vinificação.

Realmente o alvarinho tem qualquer coisa de especial, por permitir que uvas criadas no centro de Lisboa deem origem a um curtimenta tão bom. Começa logo no aroma, que já denota algum mel e fruta branca. Mas o melhor está guardado para o final, com uma acidez notável, que se prolonga muito mais do que o habitual, mesmo em alvarinhos da subregião. Tem madeira, mas está muito bem integrada (quase escondida). 

Em resumo: se não é o melhor curtimenta de alvarinho, anda lá perto.

(devo ter comprado a última garrafa, o vinho já aparece como esgotado... espero que façam novas edições)

Relação preço-qualidade: excelente (1200 garrafas)

Ano da produção: 2020
Data de compra/prova: junho 2024
Preço de compra: €14.50
Local de compra: Adega Belém online
Data de consumo: julho 24
Produtor: Moreira & Picard
Localidade: Lisboa
Enologia: Catarina Moreira
Acidez total: 5,6 g/l
Açúcares Totais: <1,5 g/l
Teor Alcoólico (%vol): 11,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "desengace total, fermentação espontânea de curtimenta em dorna, estágio de 542 dias em barricas usadas carvalho francês com batonnage"
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Arroz de lavagante
Pode acompanhar por exemplo:
(442)


 

 

domingo, 16 de junho de 2024

Quinta de Setas Espumante Reserva Bruto Natural (2020): 8/10

O maior elogio a este espumante é que poderia ser, sem dúvidas, um super reserva.

É um vinho com uma complexidade pouco habitual em reservas (ou seja, os espumantes mais correntes), oferecendo uma gama de sabores (caramelo, mel, figos secos, manga muito madura) que o tornam delicioso.

Ainda por cima, a bolha é delicada e elegante.

Para ser excelente só lhe falta uma acidez mais prolongada.

Relação qualidade-preço: muito boa, tomando o preço de €15 da Feira como referência.

Ano da produção: 2020
Data de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor [preço na Feira, €15]
Local de compra: Feira do Alvarinho, Melgaço, 2024
Data de consumo: junho 24
Produtor: Ângelo Gomes Fernandes
Localidade: Ceivães, Monção
Enologia: Élio Barreiros
Acidez Total: 6.5 g/(ácido tartárico)/dm3 
Açucares Totais: < 0.5 g/dm3 |
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Estágio em barricas de carvalho francês durante 12 meses.
Após o dégorgement estagia em garrafa durante um período mínimo de 24 meses, em cave com temperatura e humidade controlada".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: risotto de alheira
Pode acompanhar por exemplo:
(438)



quinta-feira, 16 de maio de 2024

Dona Paterna 30º aniversário (2020): 9/10

Seguramente um dos melhores vinhos produzidos até hoje na subregião.

Trata-se de um blend de várias colheitas (a mais antiga, 2016), registado na Comissão como 2020. 

Tem dois anos de barrica (o primeiro com battonage) e mais um em garrafa.

O resultado é de excelência, com muita evolução, resultado do envelhecimento e da madeira (mas não 'sabe' a madeira).

Final potente, com a acidez a prolongar-se.

Para mim é o melhor vinho feito até hoje por Fernando Moura, o enólogo que muitos na subregião tratam por mestre.

Relação preço-qualidade: tem um pvp recomendado de €50 euros. Os leitores deste espaço sabem que atribuo muita importãncia ao preço. Por alguma razão este é o primeiro vinho com um preço de €50 ou mais euros a receber nota 9. Porque merece [e neste contexto não faz sentido estar a discutir por exemplo se poderia ser cinco euros mais barato, para se aproximar do Jurássico, por exemplo]. 

Ano da produção: 2020
Data de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor (pvp recomendado: €50]
Local de compra: Feira do Alvarinho, Melgaço, 2024
Data de consumo: maio 24
Produtor: Dona Paterna (não consta do site]
Localidade: Melgaço
Enologia: Fernando Moura
Acidez Total: ?
Açúcar: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Selecionado a partir de um mosto da colheita de 2020, este vinho fermentou e estagiou em barricas usadas de carvalho francês durante dois anos, com
processo de batonnage durante o primeiro ano"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11-12º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(434)


terça-feira, 16 de abril de 2024

Rinha (2020): 8/10

Como Anselmo Mendes descobriu há mais de 30 anos, alvarinho e madeira podem ser grandees companheiros de viagem.

O que é que é suposto acontecer para o casamento resultar? Que a madeira, sobretudo quando elimina alguns excesso de fruta, não se sobreponha às características essenciais da casta e que esse sabor da madeira fique na boca quando a acidez final chegar. 

É o que se sucede com este Rinha 2020, um vinho produzido em Vizela por uma empresa familiar (Manuel Costa & Filhos, Lda,) já na terceira geração (Rita, a enóloga, é neta do fundador, e João, o diretor do negócio internacional, o neto).

Apesar de não haver dúvidas sobre a presença da madeira, distingue-se bem a manga madura e um pouco de papaia ou até de ananás.

[Este Rinha 2020 era um IG Minho, mas o Rinha 2022 já saiu como DOC Vinho Verde]

Relação preço-qualidade: €15 euros parece-me um preço justo.


Ano da produção: 2020
Data de compra: setembro 2023
Preço de compra: €15 (desconheço pvp recomendado)
Local de compra: Festa do Vinho Verde, Porto
Data de consumo: abril 24
Produtor: Manuel Costa  Filhos Lda (IG Minho)
Localidade: Vizela
Enologia: Rita Costa
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "6 meses em caso de carvalho francês"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º (à medida que foi aquecendo na garrafa foi perdendo vigor)
Acompanhou: arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo:
(429)




sábado, 30 de março de 2024

Pequenos Rebentos Viagem ao Princípio do Mundo (2020): 7/10

Começo por avisar que a nota atribuída é claramente mais baixa do que aquela que as revistas da especialidade atribuíram. A explicação é simples (pelo menos para mim): o preço. 

Este vinho vale €60 euros? Na minha opinião, não.

Todos sabemos como há uma dose de subjetividade na fixação do preço do vinho pelo produtor, que tem naturalmente todo o direito de, fazendo as suas contas e previsões, marcar o que entende (aqui são 1000 garrafas, por exemplo).

Da mesma forma, os consumidores também podem e devem fazer as suas 'análises'.

O meu ponto é este: com €60 euros comprava outros vinhos iguais ou melhores (o Sou ou o Ânfora, da Quinta de Santiago, o Parcela Única, o Alvorone, do Soalheiro, o Revirado, etc. para não referir alguns espumantes fantásticos ou os colheitas tardias, que são a minha perdição) e ainda recebia troco.

Sobre o vinho: começa a destacar-se no aroma, que é bastante complexo (e isto é um elogio). Na boca, parece haver um pouco de tudo: de fruta, de mineral, de salino. Gostei da acidez final mas talvez um pouco curta.

[nota final: este é mais um vinho com lacre de cera na rolha, uma moda cada vez mais comum. Para mim, como consumidor, esse lacre é uma chatice]

Relação preço-qualidade: tudo dito.

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 2023
Preço de compra: oferta particular [€59,90 pvp recomendado, mas já o encontrei a muito mais]
Local de compra: 
Data de consumo: março 24
Produtor: Márcio Lopes Winemaker
Localidade: Melgaço
Enologia: Márcio Lopes
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "este vinho macerou e fermentou nas peliculas durante aproximadamente 30 dias, com posterior estágio com as borras totais durante 18 meses, em barricas de Jerez, com véu de flor. Estágio de 18 meses em garrafa"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo:
(427)





quarta-feira, 6 de março de 2024

Quinta de Santa Cristina Grande Reserva (2020): 8/10

Gosto de alvarinhos com madeira, desde que a madeira encontre o equilíbrio com as características da casta: não gosto que se sobreponha mas também não aprecio que seja tão discreta que (quase) não se perceba.

Por isso gostei muito deste Quinta de Santa Cristina Grande Reserva.

Um vinho muito equilibrado, com boa madeira, a valorizar a casta.

Relação preço-qualidade: tem o preço do Soalheiro Reserva, a referência neste segmento. Poderia portanto ser um ou dois euros mais barato.

Ano da produção: 2020
Data de compra:
Preço de compra: €24,90 
Local de compra: provado na Essência do Vinho 2024
Data de consumo: fevereiro 24
Produtor: Garantia das Quintas,
Localidade: Celorico de Basto IG Minho
Enologia: Jorge Sousa Pinto
Acidez Total (g/l): 5,8 g/dm3 (tartárico)
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Estagiou durante 7 meses em barrica de carvalho francês usado com “batonnage” no primeiro mês"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(424)


sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Alvorone (2020): 9/10

A Quinta de Soalheiro lançou algumas novidades no ano passado, apresentadas como vindas da sua cave de inovação.

Já tinha provado o Mosto Flor, o Pé Franco, o Revirado e faltava este Alvorone, que resulta da associação entre um grupo de jovens enólogos (APRT3). 

A vinificação deste Alvorone é realmente inovadora, uma vez que associa o alvarinho à técnica de produção dos vinhos amarone italianos: as uvas são desidratadas, o que potencia a concentração de açúcares e os ácidos. E aqui está a chave para este vinho.

Este Alvorone tem semelhanças com os colheitas tardias de alvarinho (especialmente o Rascunho, da Quinta de Santiago), embora as uvas não tenham a chamada podridão nobre (14,5º de álcool).

Há uma acidez quase crocante, que se torna viciante e permite beber este vinho sem acompanhamento. Trata-se de um vinho seco, cujos níveis de açúcar provavelmente ainda podem ser afinados.

Desconheço se a Quinta vai voltar a produzir este vinho, mas, para mim, tem todas as condições para se tornar o símbolo (da imagem de marca) da inovação da Soalheiro.

Relação preço-qualidade: por tudo isto, só posso dizer que vale os €45.
Ano da produção: 2020 
Data de compra: novembro 23
Preço de compra: oferta do produtor [tentei comprar o vinho, incluindo na própria loja, mas ou porque a produção foi prequena ou porque demorei algum tempo, não o encontrei] (pvp recomendado €45)
Local de compra: 
Data de consumo: janeiro 24
Produtor: Quinta do Soalheiro (VR Minho)
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enologia: A. L. Cerdeira
Acidez total (g/dm3): 5,6
Açúcar (g/l) seco
Teor Alcoólico (%vol): 14,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas de Alvarinho sem podridão nobre, tal como no processo de produção do vinho Amarone, são desidratadas para concentrarem os açúcares e os ácidos. Após 3 a 4 semanas são prensadas e o mosto obtido, com uma concentração de açúcares elevada, fermenta e estagia durante um ano em barricas de madeira novas. O vinho é engarrafado após um período mínimo de 6 meses em depósito de inox"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º/12º
Acompanhou: slamão fumado
Pode acompanhar por exemplo: tem um pouco mais de álcool do que o normal, mas pode ser bebido sme qualquer acompanhamento
(416)

Alvarinhos mais baratos do que os albariños - 18%-24% menos

Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

Textos mais vistos