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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Nova Zelândia lança campanha mundial para emoji de vinho branco

Os emojis estão na moda e diz-se que é a 'língua' mais falada no mundo, mais do que mandarim.

Mas o seu sistema de criação e gestão é complexo, por estar dependente da boa vontade das grandes tecnológicas que se reunem para decidir anualmente quantas e como serão as novas imagens.

O vinho branco está tão na moda como os emojis, mas não tem um emoji. A mim, vai dar-me jeito...

Para resolver o problema, a Nova Zelância lançou esta semana uma campanha mundial para pressionar a Unicode (o nome do tal consórcio) a criar um emoji.

Porquê a Nova Zelândia? A resposta aqui.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Um (notável) livro sobre o clube de viticultores do Soalheiro

Vários fatores contribuem para que a Quinta do Soalheiro seja o mais importante produtor de alvarinho em Portugal. Entre eles, a visão estratégica e coerente que têm demonstrado, o crescimento sustentado do volume de negócios ou a elevada qualidade de muitos dos seus vinhos (de quase todos...). Um dos segredos está no clube de viticultores, iniciativa pioneira em Portugal (pelo menos com este nível de organização), que é uma fórmula claramente vencedora: em vez de se limitarem a vender os seus vinhos, estes viticultores envolvem-se e são envolvidos no projeto e ajudam a crescer o Soalheiro. Ganham ambos.

Para que os viticultores sejam mais do que meros fornecedores de uva, António Luís e Maria João vêm desenvolvendo diversas politicas de atratividade, que visam o tal nível de comprometimento que garanta o sucesso.

"Manta de Retalhos" é um desses exemplos: é um notável livro de fotografias e pequenos textos que mostra quem são os viticultores do clube (que já é uma associação legalmente constituída, desde 2018).

O projeto inclui também uma exposição fotográfica, que começou pelo Porto (Galeria Fernando Santos), mas - acredito - chegará também a Melgaço (ou a outras zonas de Portugal)




quinta-feira, 4 de maio de 2023

Hidromel de alvarinho

Outra das novidades da Feira de Melgaço deste ano foi um hidromel.

Segundo os responsáveis ("Produtos Inovadores"), é feito com espumante de alvarinho Cortinha Velha e tem 11 graus de álcool.

Provei [€3 o copo) e não gostei.
Não só porque não encontrei a base de alvarinho como porque o resultado final me soube 'a remédio'.
Talvez mereça uma nova prova em momento oportuno.


terça-feira, 2 de maio de 2023

Vermute de alvarinho (Casa de Canhotos)

 A Casa de Canhotos apresentou na Feira do Alvarinho de Melgaço um novo produto: um vermute de alvarinho (15,5º de álcool).

Na Galiza há alguma oferta, mas em Portugal é absoluta novidade. O que se saúda.

O resultado final: trata-se de uma bebida muito agradável, com abundância de ervas aromáticas (maceradas), mas que acabam por anular a essência da casta.

Ou seja, como bebida, a Casa de Canhotos está de parabéns pelo produto; como derivado de alvarinho já tenho as minhas dúvidas (no fundo, se a base fosse um azal, um arinto ou mesmo um loureiro, para falar apenas de castas da zona dos Verdes, o resultado talvez não fosse muito diferente).



domingo, 30 de abril de 2023

Sorvete de espumante de alvarinho

A Feira do Alvarinho de Melgaço, a decorrer nesta altura, revelou diversas novidades, não apenas entre a produção de vinho - e irei referir-me a várias neste espaço.

Começo com uma que me deixou muito agradado: uma gelataria artesanal de Coimbra preparou um sorvete à base do espumante bruto Dona Paterna.

E se noutros casos o produto final deixou algumas dúvidas, neste o resultado é excelente. Um sorvete muito agradável, em que (e isso é o mais importante, nesta perspetiva) o sabor do espumamente surge desde o primeiro contacto e fica no céu da boca depois do final.

Ou seja, mais um exemplo da riqueza da casta e de como é possível diversificar a oferta, mantendo a qualidade.



sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

A melhor garrafeira de alvarinhos

A melhor garrafeira de alvarinhos, tanto quanto é do meu conhecimento, situa-se no centro de Monção... e não é propriamente uma garrafeira, mas uma mercearia que também vende vinhos.

A Saudáveis e Companhia distingue-se:

- pela quantidade (não conheço outro espaço com tantos alvarinhos à venda, dos 10 euros em diante, dos produtores mais conhecidos aos menos);

- pela qualidade (tem à venda os melhores, mesmo que menos conhecidos);

- pela diferença (é lá que encontro muitos dos que não conheço);

- pela ousadia (garrafas magnum de alvarinho afinal não são tão raras)

Um elogio final: há rivalidade entre Monção e Melgaço e isso reflete-se no facto de não ser normal ver produtos de Melgaço à venda em Monção (e vice-versa). Até nisto a Saudáveis e Companhia se afirma pela diferença.


PS - durante anos ouvi dizer, quer em Monção quer em Melgaço, que não valia a pena apostar em vender alvarinhos porque o Museu do Alvarinho e o Solar do Alvarinho, respetivamente, faziam concorrência desleal, ao venderem ao preço indicado pelo produtor. A Saudáveis e Companhia está a menos de 200 metros do Museu...


sábado, 11 de dezembro de 2021

O Guia de Vinhos 2021 de João Paulo Martins dedicado a Monção e Melgaço

Acaba de sair um pequeno mas muito interessante livro de João Paulo Martins (JPMartins) dedicado aos vinhos de Monção e Melgaço (quase só alvarinhos, mas não só).

Trata-se de uma obra pioneira (por exemplo fornece informações sobre os produtores e as colheitas, que muitas vezes não estão disponíveis ao público), que já li duas vezes. Ainda por cima JPMartins é o crítico de vinhos que sigo com mais atenção.

Dito isto, apenas uma nota discordante:

JPMartins excluiu marcas que, sendo feitas com uvas de Monção e Melgado, são engarrafadas fora da subregião, tal como as marcas de supermercado. Segundo explica, quis "abranger apenas produtores-engarrafadores e empresas da própria região e não outros operadores". Percebo e aceito, embora alguns dos casos que ficaram de fora se trate de 'operadores' que compram o produto acabado (produção, engarrafamento e se calhar rotulagem) no próprio viticultor de Monção e Melgaço.

Já tenho mais dificuldade em entender que o livro tenha sido feito apenas com os vinhos que os produtores lhe enviaram e não com 'todos' os que cumprissem aquele critério.

Dir-se-á que os produtores são os primeiros a ter interesse em enviar o máximo de vinhos, mas nem sempre isso é verdade. Pelas mais variadas razões (até pela falta de colaboração do produtor ou apenas por estarem esgotados), alguns podem ficar de fora. E ficaram.

Por isso não será possível encontrar no guia de JPMartins o único 10/10 do Senhor Alvarinho ou aquele que para mim é um dos melhores espumantes da subregião, o Encosta dos Sobrais. Outro exemplo: as Quintas de Melgaço produzem três espumantes e só está o Velha Reserva. Também não está o excelente Dom Ponciano Espumante Extra-Bruto e, para concluir, faltam dois vinhos da Quinta de Soalheiro, o Bruto Nature e o 9%.

Pode ser ingenuidade da minha parte, mas um guia de vinhos de uma determinada região deve tentar ter todos - é pelo menos isso o que persigo nesta página.

Dito isto, que não pretende por em causa a qualidade da obra, insisto nos méritos do livro de JPMartins.

PS - também encontrei (pelo menos 8) vinhos na lista de JPMartins que (ainda?) não estão por aqui. Alguns pelo preço (Tempo, Quinta das Pereirinhas Reserva Familiar, Jurássico, Valados de Melgaço 5º Aniversário) e outros por distração ou desconhecimento (Quinta da Pedra, Rebouça Espumante Reserva Bruto Natural, Quinta de Setas, Terrunho D'Além). Vamos tentar corrigir...




sexta-feira, 21 de maio de 2021

Uma escola secundária onde se produz alvarinho!

É capaz de ser a única escola do país a produzir vinho. “E Alvarinho!”, aponta o diretor da Secundária de Paredes, que conseguiu este ano a terceira melhor média entre as escolas públicas."

domingo, 29 de novembro de 2020

Alvarinho, coisa de homens

São mais de 270 alvarinhos registados neste projeto - quantos tiveram mulheres como enólogas? Que me recorde, nenhum; pela consulta das fichas também não cheguei lá.

O alvarinho parece terra de homens, em que 'menina não entra'.

De Anselmo Mendes a António Luis Cerdeira, de Paulo Rodrigues a Abel Codesso, de Miguel Queimado a Jorge Sousa Pinto só encontramos homens!

Há algumas mulheres a produzir alvarinho, como Joana Santiago (Quinta de Santiago), mas quando se trata de criar os vinhos, Joana chama Abel Codesso ou outros enólogos. Leonor Rodrigues é a cara do Terras de Real, mas José António Gonçalves e Abel Codesso os enólogos.

Para quando o primeiro alvarinho feito por uma mulher?



Atualizo a 18/3 Em Monção, serão poucos aqueles que já terão ouvido falar deste grupo. No entanto, a familiaridade ficará mais forte ao explicarmos que a empresa Falua é a filial do grupo em Portugal. À frente desta última, está… Antonina Barbosa, premiada e reconhecida enóloga natural de Monção. https://www.radiovaledominho.com/moncao-vem-ai-um-tubarao-frances-investir-no-alvarinho-traz-moncanense/  


domingo, 2 de agosto de 2020

Pela criação de uma Denominação de Origem

O novo presidente da Associação de Produtores de Alvarinho (APA) de Monção & Melgaço defendeu hoje: "Um dos objetivos da nova direção passa pela criação de uma Denominação de Origem (DO) para o Alvarinho, dentro da região dos vinhos verdes. É um objetivo que poderá demorar dois a três anos, para podermos criar uma sub-região ainda com maior excelência. A DO seria a cereja no topo do bolo", disse hoje à agência Lusa, o enólogo Anselmo Mendes.

A APA representa perto de 80% dos agentes económicos daquela sub-região demarcada centenária, sendo que "os dois grandes agentes económicos da sub-região, a adega cooperativa de Melgaço e as Quintas de Melgaço não integram a associação". Segundo Anselmo Mendes, este ano serão produzidos oito milhões de quilogramas daquela uva. A seleção "das melhores" dá origem a cerca de dois milhões de garrafas de vinho Alvarinho. A exportação representa 10% do total das vendas anuais, sobretudo para mercados da América do Norte e norte da Europa, além de outros países com forte presença de emigrantes portugueses, como a França. "Neste momento, o mercado nórdico é o mais importante para o Alvarinho. Só para o mercado sueco seguem, por ano, 150 mil garrafas", frisou o enólogo. Segundo dados de junho, da CVRVV, as vendas de vinho de Monção e Melgaço "aumentaram 30%" desde a assinatura do acordo que alarga o âmbito da utilização da designação Alvarinho a toda rotulagem da Região dos Vinhos Verdes (RVV). A sub-região de Monção e Melgaço tem uma área total de 45 mil hectares, 1.730 dos quais cultivados com vinha, sendo que a casta Alvarinho ocupa cerca de 1.340 hectares. https://www.rtp.pt/noticias/economia/anselmo-mendes-defende-denominacao-de-origem-para-alvarinho-de-moncao-e-melgaco_n1248986

Alvarinhos mais baratos do que os albariños - 18%-24% menos

Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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