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domingo, 25 de outubro de 2026

Aviz (2021): 8/10

Aviz é uma referência da Casa do Vale (ou do Valle?) em Cabeceiras de Basto.

As uvas de 2020 foram engarrafadas em 2021 e ficaram 4 anos em garrafa - e essa é mais valia deste vinho: envelheceu muito bem, com várias camadas, mantendo uma base de frita tropical (manga muito madura, por exemplo). Um vinho sofisticado, nada agressivo, e com uma acidez muito boa.

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2021
Data de compra/prova: dezembro 25
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €17,05
Dificuldade de aquisição: fácil
Produtor: Casa do Vale
Localidade: Cabeceiras de Basto (VR Minho)
Enólogo: ?
Acidez Total: ?
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "fermentou em tanques de inox e estagiou em garrafa durante 4 anos"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: partir dos 11º/12º
Acompanhou: arroz de peixe
(536)
 




quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Terras de Conclave Espumante Extra Bruto (2021): 5/10

O leitor é daqueles que gosta de espumantes com uma bolha forte e muito gás (uma sensação carbónica intensa)? Pois, este Terras de Conclave Espumante Extra Bruto é a escolha certa!

Pessoalmente, não gosto. E faço refletir esse desconforto na pontuação atribuída. Mas admito que haja quem goste, daí o aviso.

Em boca, este espumante oferece pouco, sendo percetível um perfil cítrico. Acidez curta. Acresce que é um vinho de 2021, lançado em  2026, mas sem um ganho visível.

Relação preço-qualidade: caro.

Ano da produção: 2021
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho de Monção 2026
Preço de compra: €18
Dificuldade de aquisição: muito difícil 
Produtor: Terras de Conclave
Localidade: Monção
Enólogo: Luis Euclides Rodrigues
Acidez Total: ?
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "..."
Informação sobre o local das uvas: Monção
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: partir dos 11º
Acompanhou: arroz de peixe
(535)



quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Vallado (2024): 6/10

 Penso que existem duas formas de encarar o Alvarinho produzido fora da Subregião ou, no limite, da Região dos Vinhos Verdes: é um desperdício de tempo e dinheiro, porque o resultado final nunca será o mesmo, ou se a casta é tão boa, se é a melhor casta branca portuguesa e uma das melhores do mundo, então é normal que outras regiões queiram também experimentar.

A minha perspetiva é a segunda, embora muitos tenham a noção, como eu, de que realmente o resultado final é deficitário face a Monção e Melgaço.

Muitas vezes dizem-me: 'estás a comparar duas coisas diferentes'. Não acho. Dois Alvarinhos são dois Alvarinhos, sejam feitos em Paderne ou na Vidigueira.

Dito isto, este Vallado, com origem no Douro, é um vinho interessante, ainda que discreto nos sabores que entrega, com boa acidez. É evidente que não podemos esperar um Alvarinho vibrante, mas não desilude.

Relação preço-qualidade: paguei €17,65, que é um preço elevado quando comparado com os vinhos da Subregião. E, lá está, se podemos comparar para uma coisa, podemos comparar para outra. Por €18 compro o Regueiro Primitivo ou o Barricas e fico muito melhor servido. O Palácio da Brejoeira aparece cada vez mais a menos de €20 e está tudo dito.
Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: abril 26
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €17,65
Dificuldade de aquisição: fácil
Produtor: Quinta do Vallado
Localidade: Peso da Régua, Douro
Enólogo: Francisco Olazabal & Francisco Ferreira
Acidez Total: 5,1 g/dm³
Açúcares residuais : < 0,6 g/dm³
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "O vinho estagiou durante 8 meses, 25 % em barricas de 500 L de carvalho francês usadas e o restante em cubas de aço inoxidável."
Informação sobre o local das uvas: vinha de Alvarinho plantada em 2017 na Quinta do Vallado
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 11º
Acompanhou: postas de pescada frita com arroz seco
(533)

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Casa de Compostela Terroir Marítimo Reserva (2025): 6/10

A Casa Agrícola de Compostela, em Requião, Famalicão, já tinha 50 anos de história (1974-2024), quando Manuel e Luis Cerdeira fizeram um acordo para alugar a adega e as vinhas, durante 20 anos. Nesse período chegaram a lançar um vinho para assinalar as cinco décadas.

Embora os Cerdeiras tenham o foco em Monção e Melgaço, não podiam ignorar o património vinícola da Casa de Compostela e por isso acabam de por no mercado dois novos vinhos, incluindo um Alvarinho, apresentado como Terroir Marítimo (25 quilómetros em linha reta até ao mar).

A Vinevinu já tinha apresentado outros vinhos sob este conceito de terroir marítimo (ou seja, produzidos em Requião, como o Almanua ou o Guri), mas eram blends. Agora temos um 100% Alvarinho e com o nome da casa.
  
Sobre o vinho: enquanto nas Rias Baixas existem vinhas de Alvarinho em cima do mar (O Rosal, Val do Salnés, por exemplo), em Portugal não temos essa tradição. E, honestamente, tenho dúvidas de que as vinhas em Famalicão ainda sintam o ar da maresia...
Mas este Casa de Compostela tem algumas características próprias: a fruta está claramente menos presente (quer no nariz quer na boca) o que deixa demasiado protagonismo à acidez; talvez se encontrem uns ares de alguma mineralidade.

Relação preço-qualidade: €11,49, para este vinho, é caro. Há 50 melhores e mais baratos.  [curiosidade: encontrei este vinho em sites estrangeiros, mas não em Portugal, a €11,50!!]


Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: Setembro 26
Local de compra/prova: Auchan
Preço de compra: €11,49
Dificuldade de aquisição: só neste supermercado?
Produtor: Vinevinu (não consta do site)
Localidade: Requião, Famalicão
Enólogo: Manuel e Luis Cerdeira
Acidez Total:
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: Requião
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 12º
Acompanhou: salmão no forno
(532)

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Quinta de Monforte (2023): 6/10

 Da Quinta de Monforte em Penafiel, já conhecemos o Grande Reserva Barricas, mas há outro Alvarinho no portefolio.

Estamos a falar de um colheita, vinificado em inox, um vinho despretensioso, que revelou uma interessante amendoa amarga (aniz?) no nariz, mas depois na boca se revelou curto. Alguma fruta, mas sem grande expressão. Boa acidez, em contrapartida. Bebeu-se a edição de 2023, mas não se sentiu um ganho relevante.

Relação preço-qualidade: os €18 em resturante significam um pvp de €13, o que é um ou ou dois euros mais do que as grandes referências da subregião.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: Restaurante 1000 Fronteiras, Vila do Conde
Preço de compra: €18 (pvp €13)
Dificuldade de aquisição: acessível
Produtor: Quinta de Monforte
Localidade: Penafiel
Enólogo: ?
Acidez Total: 6,4g/dm3
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Vinificação de bica aberta, com fermentação e temperatura controlada. Fermentação em cubas de inox com temperatura controlada a 15ºC."
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 10º (melhorou quando subiu um pouco)
Acompanhou: polvo assado
(529)


quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Sorte (2025): 7/10

Nesta página estão identificados quase 530 Alvarinhos e tenho, pelo menos, mais 50 em lista de espera. Alguns já não são produzidos, mas há cada vez mais produto novo. Não será exagerado dizer que existem, nesta altura, 500 marcas no mercado.

Quando um produtor, sobretudo novo, decide lançar (mais) um Alvarinho não pode ignorar este facto. Não vou sentenciar que o mercado está saturado, mas há alguns sintomas de que isso possa vir a acontecer: basta ver as prateleiras dos supermercados e como é difícil meter um novo vinho aí ou nas principais garrafeiras.

Tudo isto vem a propósito de um novo Alvarinho chamado Sorte: que caminho tomar, o do Alvarinho convencional, frutado, aquele que mais é procurado pelo público, mas cuja oferta está 'dominada' pelas principais marcas da Subregião, ou inovar?

Segundo me explicaram os sócios da Sorte Wines, este é um Alvarinho que, feito com uvas de Paderne, Melgaço, não quer ser 'mais do mesmo'. E, sendo esse o objetivo, conseguiram. Falta saber o que dirá o público em geral

Há menos fruta e, quando há, o perfil é mais cítrico, no que resulta num vinho que também oferece um nariz mais vegetal. O ponto forte é a acidez final, mas em boca (ainda) é um pouco curto, com algumas sensações minerais. O resultado global é um vinho equilibrado, que revela o tal lado mais elegante da casta.

Fiquei com a ideia de que daqui a dois ou três anos este vinho irá entregar mais do que agora. Porquê? Porque bebi o último copo no dia seguinte e revelou mais complexidade.

Relação preço-qualidade: um pvp de €15 é um pouco arriscado. Veremos se o produtor tem 'sorte' com a adesão do público.

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor (pvp: €15)
Dificuldade de aquisição: para já apenas nas redes sociais e site do produtor
Produtor: Sorte Wines
Localidade: Esposende (com uvas de Monção e Melgaço)
Enólogo: César Pinacho
Acidez Total (g/l ác. tartárico): 7.2g/L a.t.
Açúcares residuais : [<1,5] g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "as uvas foram suavemente prensadas em cacho inteiro, seguindo-se clarificação do mosto e fermentação alcoólica a temperatura controlada. Estágio de 5 meses em cuba de inox, com permanência sobre borras finas e trabalho de bâtonnage."
Informação sobre o local das uvas: Paderne
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10 
Primeiro copo servido a: 12º (melhorou quando subiu um pouco)
Acompanhou: pizza caseira de fiambre e cogumelos
(528)

 

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Monsão 1261 Dom Afonso III Espumante Bruto (2024): 6/10

Monsão 1261 é um produtor localizado em Monção, que começou com um gin de Alvarinho, lançou depois um primeiro vinho Alvarinho (Monsão 1261) e agora (na última Feira de Monção) surge com um espumante.

Três notas antes de irmos ao vinho:

1) Um mês e meio depois da Feira, não há qualquer informação sobre este empumante no site da empresa ou na sua conta de Instagram. Quanto tempo de estágio, por exemplo?

2) Se, como diz Jancis Robinson, as razões que fazem um grande vinho são três (localização da vinha, localização da vinha e localização da vinha), relativamente a este vinho apenas sabemos que foi engarrafado em Melgaço (é fornecido o código postal 4960-310, que por acaso é também o da Casa de Canhotos ou o de Anselmo Mendes - o enólogo do Monsão 1261).

3) Uma garrafa original, na cor e no formato, é bom marketing.

Sobre o vinho: apresenta uma bolha muito elegante, mas na boca parece mais um extra bruto, tal a acidez. Pouco mais há a dizer.

Relação preço-qualidade: €15 na Feira significa provavelmente um pvp de €18. É caro.

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho de Monção
Preço de compra: €15
Dificuldade de aquisição: muito difícil (edição limitada, segundo o produtor)
Produtor: HDNP Monsão (não consta)
Localidade: Troporiz, Monção
Enólogo: Anselmo Mendes ?
Acidez Total (g/l ác. tartárico): ?
Açúcar : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: frango estufado e bolo de cenoura e laranja
(526)





 


quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Terrunho Notas Soltas (2025): 8/10

Faltava ao portfólio de José Domingues (vinhos Terrunho) um Alvarinho clássico, com privilégio à fruta, no nariz e na boca (notas tropicais, sem dúvida), em harmonia com uma acidez final bem vincada, que chega a ser salina.

Este Notas Soltas resolve o 'problema' e de maneira muito positiva. Um vinho francamente bom, por um preço muito acessível (mas com produção muito reduzida, talvez por ser o primeiro ano)

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho de Monção
Preço de compra: oferta do produtor (pvp a rondar os €11)
Dificuldade de aquisição: difícil (via Facebook?)
Produtor: Terrunho / José Domingues
Localidade: Monção
Enólogo: José Domingues
Acidez Total (g/l ác. tartárico): 6,3
Açúcar : 3 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Vindima manual em caixa de 20 Kg, prensagem da uva, decantação e fermentação em inox com estágio de 5 meses sobre borras totais com battonage. Esteve 1 mês de estágio em garrafa antes e rotular e comercializar"
Informação sobre o local das uvas: Vale do Mouro
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 8º/9º
Acompanhou: arroz de camarão
(524)





terça-feira, 21 de julho de 2026

Conexão (2024): 7/10

Ainda há Alvarinhos diferentes, foi a frase que anotei, no final de provar este Conexão 2024.

Um vinho que, apesar de ser Monção e Melgaço, tem poucas das características destes vinhos.

Começa logo no aroma, que sugere baunilha, coco e menos fruta (talvez líchia).

Depois, em boca, tem uma entrada poderosa, cheio de sabores terciários, em resultado da madeira bem associada, mas que se esgota rapidamente. Há uma acidez de intensidade média. Um vinho que se poderia descrever como leve, seja isso bom ou mau - mas dificilmente se pode considerar o Alvarinho uma casta que gera vinhos leves (12,5º de álcool). Gostei.

[o produtor, Mendes e Morais, fala em 'terroir' mas não indica onde estão situadas as parcelas que dão origem ao vinho. E se o terroir também é o contexto em que vinho é feito, que sentido faz dizer que foi 'Engarrafado por Eng nº 5066 - quem é? Mais, há uma ficha técnica que não dá qualquer informação sobre a forma de vinificar este vinho]

Relação preço-qualidade: paguei €17,10, mas o produtor indica €19, no seu site. É um pouco caro, muito mais para quem o vir no restaurante a €40!

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: Uncork Wines
Preço de compra: €17,10
Dificuldade de aquisição: fácil, online
Produtor: Mendes e Morais Winemakers
Localidade: Gaia (vinho com origem em Monção e Melgaço)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/L): 5,9
Açúcar residual: <2,5 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Borras finas e Barrica Carvalho usada"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8º
Acompanhou: salmão na brasa
(523)



terça-feira, 14 de julho de 2026

TerraVallis (2022): 8/10

 "TerraVallis (...) um sonho a dois, um projeto de família", diz o contrarrótulo desta absoluta novidade no mercado dos Alvarinhos.

Os dois são Antonina Barbosa e Nuno Torres, ela apresentada como enóloga (além disso, é a admnistradora e enóloga da Falua Vinhos, que, entre outras marcas, tem o Barão do Hospital, em Monção), ele como viticultor (não sei mais). Um casal, que tem agora um novo 'filho', este TerraVallis.

Gostaria de dar mais informação sobre as origens do vinho, mas apenas há o contrarrótulo: 2927 garrafas desta primeira edição, relativa a 2022. Produzido e engarrafado por TerraVallis Lda, Monção (sede em Barbeita, empresa criada em 2022). Qualquer pesquisa no Google devolve zero resultados, o que é incomum, atualmente.

Sobre o vinho: muito bom. O primeiro copo revelou madeira, mas curiosamente esse sabor foi desaparecendo, sinal do equilíbrio que o vinho demonstra. Aroma com fruta tropical, madurinha, e uma acidez final muito apetitosa, quase salina.

Relação preço-qualidade: não sei quanto custa o vinho, que estava à venda no Reserva 1386 por €30. Custará metade, provavelmente, o que é um preço excelente para quem tiver o privilégio de o encontrar à venda (mas trata-se de uma dedução da minha parte, porque, lá está, falta informação).  

Ano da produção: 2022
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova:
Preço de compra: oferta particular
Dificuldade de aquisição: que eu saiba, apenas no restaurante Reserva 1386, Barbeita, Monção
Produtor: TerraVallis lda.
Localidade: Barbeita, Monção
Enólogo: Antonina Barbosa
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Total: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "..."
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 9º/10º
Acompanhou: talharim salteado com camarões (japonês)
(522)


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Rolan Colheita Selecionada (2023): 8/10

Há muitos anos provei um vinho Rolan, que custou (em mercearia) pouco mais de €3,5 e foi um desastre. 

Agora tive oportunidade de, em restaurante, conhecer o Colheita Selecionada e passei do 8 ao 80 😃.

Um Alvarinho de muita qualidade, que poderia estar perfeitamente na Subregião. Tem aroma, tropicalidade e acidez. Equilibrado.

Relação preço-qualidade: €10,17 na loja do produtor é um excelente preço. O dobro em restaurante. (Elogio: o produtor diz que só produziu 2980 garrafas deste vinho, mas não castigou os compradores por essa opção]
Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: junho 26
Local de compra/prova: restaurante Casa Lau, Cerveira
Preço de compra: €21 no restaurante, €10,17 no produtor
Dificuldade de aquisição: 
Produtor: Adega Rolan
Localidade: Silva, Valença
Enólogo: J. M. Martínez Juste
Acidez Total (g/L):  6,0 g/l ácido tartárico
Açúcar Total gr./dm3: 1,2g/l 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Prensagem suave e decantação de 12 a 24 horas a temperatura controlada entre 12ºC - 16ºC. Fermentação até 15 dias com controlo de temperatura entre 15ºC – 17,5ºC. Estágio em cubas de inox com temperatura controlada e movimento regular das borras durante 2 meses."
Informação sobre o local das uvas: Quinta da Pertigueira, Valença
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 8/9º
Acompanhou: bacalhau à lagareiro
(520)



sexta-feira, 19 de junho de 2026

Pequenos Rebentos (2025): 6/10

Os colheitas do ano, geralmente apenas com meia dúzia de meses de estágio em inox, repesentam certamente mais de 90 por cento do vinho produzido em Monção e Melgaço. A sua importância é, pois, indiscutível.

Por isso é que uma 'discussão' sobre se devem ser mais ou menos doces não é irrelevante e ultrapassa em muito o universo da enologia - é uma questão relevante para o consumidor.

Ao longo dos quase 10 anos que leva este projeto o meu gosto evoluiu (atenção, eu não disse 'melhorou'...) e hoje já não aprecio com tanta facilidade vinhos que me parecem ter açúcar a mais. É o caso deste Pequenos Rebentos.

Infelizmente a ficha técnica que o produtor disponibiliza não tem informação sobre o acúcar presente (e essa seria das informações mais relevantes da ficha técnica).

Não falta fruta, a acidez torna-o bastante fresco, mas...

E não tenho dúvidas de que daqui a três ou quatro anos esta doçura estará limada e o vinho será mais equilibrado.

Relação preço-qualidade: o último que bebi (o 2019) custava €9,90, agora o 2025 custa €11,5 na loja do produtor (o que que dizer que segue a linha definida pelo Soalheiro). Mas enquanto o Regueiro Reserva custar menos de €10, como é possível encontrar em muitas garrafeiras, esse é o meu benchmark. Mais uma curiosidade: ainda se encontra o 2023 a €9.90

Ano da produção: 2025
Data de compra e consumo: junho 26
Preço de compra: €22 [€11,5 na loja do produtor]
Local de compra: restaurante Vila Azur, Vila do Conde
Produtor: Márcio Lopes Winemaker
Localidade: Paderne (vinhas 70% Melgaço + 30% Monção) 
Enólogo: Márcio Lopes
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º ?
Acompanhou: joelho de porco e arroz de marisco e peixe (este claramente mais indicado)
Pode acompanhar por exemplo:
(58)

terça-feira, 16 de junho de 2026

Herdade da Comporta Private Selection (2022): 7/10

Apesar de existirem albariños em Castela e Leão (frequentemente sob designações Vino de la Tierra, como o Mar de Frades Atlântico, bastante conhecido, até pela garrafa azul) e alguns projetos na Catalunha, é certo dizer que, mais do que em Portugal, do outro lado da fronteira, falar em Albariños, é falar das Rias Baixas (ou, com alguma generosidade, da Galiza em geral).

Em Portugal a casta expandiu-se muito rapidamente e, pegando apenas no exemplo do Alentejo, já estão registados nesta página 15 vinhos diferentes, com mais 5 em lista de espera (incluindo um, Scala Coeli, a custar quase €50!).

Noutras regiões, como a Península de Setúbal, ainda são raros. O Herdade da Comporta 2022, com origem em Álcácer do Sal, é o terceiro a ser registado.

É um vinho bastante agradável, de perfil tropical, com boa acidez (o seu ponto forte, a descair para o salino), em que a casta foi bem tratada.

Relação qualidade-preço: €17 pode ser justificável para a enologia, mas caro quando comparado com os benchmarks de Monção e Melgaço. Sobretudo porque o 2023 está a ser vendido pelo produtor a €12, um preço muito mais razoável. Cada um que tire as suas conclusões.

 

Ano da produção: 2022
Data de compra: dez 25
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €16,95
Dificuldade de aquisição: fácil
Data de consumo: junho 2026
Produtor: Herdade da Comporta, 
Localidade: Alcácer do Sal (Península de Setúbal)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação em cubas de inox com temperaturas entre os 14º e 15 º C. Estágio em borra fina durante 6 meses."
Informação sobre o local das uvas: Alcácer do Sal
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: risotto de gambas
(518)


quarta-feira, 13 de maio de 2026

Quinta de Alderiz (2018): 9/10

Para mim foi a grande surpresa da última Festa do Alvarinho de Melgaço.

Antecipando aquilo que - acredito - se tornará um hábito em dois ou três anos (*), a Quinta de Alderiz tinha à venda, além do colheita recente, o 2018 e 2012. O primeiro a um preço muito honesto (€12) e o segundo mais caro (€35), que tem a ver com a quantidade de garrafas disponíveis.

Comprei duas de 2018 e uma não demorou muito a ser aberta.

Claro que precisou de tempo, claro que se revelou melhor no fim do que no início, mas não só valeu bem o dinheiro, como (confesso) no dia seguinte fiz uma encomenda de mais!💚1️⃣8️⃣

À medida que a refeição avançava, o aroma foi abrindo e alguma doçura inicial deu lugar a um vinho com muita estrutura no final. Acidez top.

(* a primeira vez que vi um produtor trazer vinhos antigos para as feiras foi, em 2022, Terras de Conclave)

Ano da produção: 2018
Data de compra: maio 26
Preço de compra: €12
Local de compra: Festa do Alvarinho, Melgaço
Data de consumo: maio 26
Produtor: Casa do Pinheiro/Quinta de Alderiz
Localidade: Alderiz, Monção
Enólogo: João Garrido?
Acidez : ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: bochechas de porco
Pode acompanhar por exemplo:
(39)

sábado, 18 de abril de 2026

Génese Espumante Brut Nature (2024): 9/10

Daqui a duas semanas será lançado oficialmente o primeiro espumante da Vinevinu (o projeto de Manuel e Luís Cerdeira). Sendo Luis autor de alguns dos melhores espumantes de Alvarinho, no seu período Soalheiro, a minha expetativa era enorme.

E posso desde já dizer que não saiu minimamente defraudada: Génese é um espumante de excelência, com uma bolha que só valoriza em vez de atrapalhar e um conjunto de boca riquíssimo, a que não falta a proverbial acidez.

Só não atribuo nota máxima porque sei que, daqui a 5 anos, estará fenomenal.

Relação preço-qualidade: muito boa.

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: abril 26
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor (será lançado a partir de 1 de maio) [€19,95 online]
Dificuldade de aquisição: 
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Vinevinu
Localidade: Prado, Melgaço
Enólogo: Manuel e Luis Cerdeira
Acidez Total (g/dm ): 6.5
Açúcares residuais: Brut Nature
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas têm origem em vinhas situadas acima dos 300 metros de altitude, em Melgaço. Elaborado segundo o método tradicional de fermentação em garrafa, o Génese Brut Nature resulta de um vinho base com estágio parcial em barrica (20%), ao qual se segue uma segunda fermentação em garrafa com estágio de 12 meses"
Informação sobre o local das uvas: Melgaço
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Polvo à galega
(511)


quinta-feira, 2 de abril de 2026

Antaia Espumante Brut Nature (2023): 6/10

Antaia é a marca do produtor Domingues & Bessada, que lançou um colheita relativo a 2022 no ano seguinte. Dois anos depois surge o primeiro espumante, relativo à vindima de 2023.

[Apesar de ser um produtor novo, com gente nova, e já terem passado alguns meses desde o lançamento deste espumante, não há qualquer referência no site, pelo que a informação é escassa; pelos vistos também há um reserva... Por falar ainda em informação, o QR Code no contrarrótulo já remete para o espumante de 2024]

Gostei do colheita mas nem tanto deste espumante, que tem uma bolha de tal maneira forte que se sobrepõe a quase tudo o resto. Pode haver, admito, quem goste de vinhos assim, eu não.

Só no final é que o aroma se abriu para fruta tropical. Boa acidez.

Relação preço-qualidade: há excelentes espumantes da Subregião na ordem dos €15. Os €14,40, pagos no Solar do Alvarinho, em Melgaço, onde os preços são tradicionalmente mais baixos do que em garrafeiras, são um preço elevado.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: fevereiro 26
Local de compra/prova: Solar do Alvarinho, Melgaço
Preço de compra: €14,40
Dificuldade de aquisição: muito difícil
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Domingues & Bessada (IG Minho)
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais:
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: camarões panados
(509)
 

quarta-feira, 18 de março de 2026

Génese CIMA (2024): 8/10 (ATUAL.)

António (L.) Cerdeira tem explicado que não está interessado em fazer, com o filho Manuel, os mesmos vinhos que fazia no Soalheiro - mesmo que alguns sejam muito bons. Recentemente falou, numa muito concorrida prova na Garage Wines, dos anos em Alvaredo como uma espécie de estágio/aprendizagem e que hoje, com todo esse conhecimento, sabe melhor o que quer fazer.

Génese CIMA é o seu novo vinho, engarrafado em dezembro 25, com 9 meses em barrica nova e 9 meses num ovo de cimento (CI +MA). É um dos primeiros Alvarinhos a usar cimento (ATUALIZO: além do Soalheiro Terramatter alvarinho, com ovo de cimento, madeira de castanho, madeira francesa e inox, e do Soalheiro Mosto Flor alvarinho, desde 2023 fermentado e estagiado no Wiseshape de cimento, há ainda o Soalheiro Germinar Loureiro, em ovo de cimento, com trabalho de borras) 

Esta afinação de adega só podia resultar num vinho diferente, em que a fruta não é protagonista e madeira também não sobressai. É sem dúvida um vinho tenso e com boa textura na boca, não muito expressivo, bastante gastronómico e (acredito) com uma capacidade de envelhecimento que o vai transformar - ganhando um pouco mais de corpo na boca. O Alvarinho está no aroma, vegetal, e na acidez, extensa. Notei uma certa sensação de mineralidade.

[Este é o terceiro Alvarinho da Vinevinu, com duas vindimas. Naturalmente, vai ser preciso esperar algum tempo até que os Cerdeiras ponham no mercado um vinho fora de série; até agora o Gerações é o meu preferido]

Relação preço-qualidade: pelo que percebi o preço anda entre os 17 € e 19 €. Não é um preço excelente, mas parece-me normal para o tipo de vinificação.

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: oferta do produtor
Local de compra/prova: 
Preço de compra: (pvp ronda os €17 e os €19]
Dificuldade de aquisição: média
Data de consumo: março 2026
Produtor: Vinevinu (mas neste momento ainda não consta do site)
Localidade: Melgaço
Enólogo: António Cerdeira e Manuel Cerdeira
Acidez Total (g/dm ): 6.0 
Açúcares residuais:  seco
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Vinificação parcial em ovo de cimento e componente em madeira de carvalho para textura"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: arroz de bacalhau
(507)


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Quinta da Porteleira (2022): 7/10

Quinta da Porteleira, em Monção, é uma das grandes propriedades de produção de Alvarinho (diversas parcelas em Badim). Pelos vistos nunca foi marca própria, mas sempre deu vinho (esteve ao cuidado do Solar de Serrade, mais recentemente a cargo Luis Vilaça/Alvaminho; a gerência fez entretanto uma acordo com Anselmo Mendes, que assume a partir de agora a enologia - esta informação foi corrigida e atualziada).

Pelo menos desde 2020 que para a Porteleira está previsto um hotel, que foi recentemente inaugurado: o primeiro cinco estrelas do Alto Minho, que se chama Vinea Collection Hotel e, sendo temático, está dedicado ao Alvarinho.

O hotel ainda não está a 100 por cento, mas o restaurante já funciona (muito boa cozinha, pareceu-me) e o primeiro vinho Quinta da Porteleira já é servido e vendido. O rótulo ainda é provisório e falta o contrarrótulo - qual o teor alcoólico, por exemplo?

Sobre o vinho: trata-se da colheita relativa a 2022, engarrafado após um ano em inox, com battonage. A falta de informação sobre o vinho (no site e no restaurante) é algo que será certamente corrigida em breve. 

Sendo um vinho que resulta leve e equilibrado, já com a fruta amadurecida (manga, por exemplo), bebe-se com prazer. Mas a maior surpresa estava no preço. €10 na loja (€15 no restaurante) parece-me um valor muito atrativo, tendo em conta que estamos num hotel de 5 estrelas, O vinho foi-se revelando ao longo da refeição: veio muito frio, retirou-se o frappé e foi ficando claramente melhor.

Ano da produção: 2022
Data de compra: 
Local de compra: Vinea Colection Hotel, Monção
Preço de compra: €10,00 em loja e €15 no restaurante (oferta)
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: Vinea Colection Hotel
Localidade: Monção
Enólogo: Jose Rodrigues
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): ?
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação em cuba de inox com battonage "
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º/11º
Acompanhou: polvo [lamento, mas não consigo descrever o prato, que estava excelente]
(503)


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Gerações (2025): 9/10

Génese, o primeiro vinho de Luís e Manuel Cerdeira, deixou muito boas indicações, mas não era - nem podia ser, numa empresa tão recente - um vinho arrebatador, ao nível de alguns que Luís fez na Soalheiro.

Luís, sendo um dos mais destacados enólogos de Alvarinho, já não tinha nada a provar na Soalheiro, mas quando deixa tudo e começa do zero as atenções recaiem em si.

Ou seja, a expectativa para os vinhos seguintes era compreensivelmente elevada. 

E foi com este estado de espírito que abri o Gerações, mesmo sabendo que estamos perante um vinho de €12 e que é a edição de 2025 (a única) que temos para provar (como estará daqui a 3 ou 4 anos? o produtor diz que tem uma excelente capacidade de envelhecimento).

O preço precisamente é o primeiro grande argumento deste vinho: para a sua elevada qualidade, €12 é incrível. Daí também a nota atribuída.

Sobre o vinho: para um colheita acabado de lançar já abundam sabores para além da fruta tradicional, o que o torna muito rico e guloso, certamente resultado do contacto com as borras (notei-o um pouco floral e pareceu-me ter encontrado uma ou outra nota petrolada, tipo riesling). A acidez é suave mas persistente.

Ano da produção: 2025
Data de compra: oferta do produtor em dezembro de 2025
Local de compra:
Preço de compra: pvp recomendado €12
Data de consumo: janeiro 2026
Produtor: Vinevinu
Localidade: Monção & Melgaço
Enólogo: Luis Cerdeira e Manuel Cerdeira
Acidez Total (g/dm ) 6,5
Açúcares residuais: Seco
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "casta Alvarinho fermentada em inox e com contacto com as borras fina"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: caldeirada de sardinhas, prato exigente, mas a prova foi superada na perfeição. 
(501)

segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Quinta da Calçada Reserva (2023): 6/10

Começo pelo preço: este Quinta da Calçada Reserva foi bebido num dos restaurantes do grupo da Quinta da Calçada e custou €30. Do meu ponto de vista faria sentido que os vinhos 'da casa' tivessem preços mais baixos.

Por incrível que possa parecer, não encontrei este vinho à venda online, mas imagino que custe cerca de €15. Caro. Pelo que disse antes, €30 no restaurante é exagerado.

Quanto ao vinho, passa discretamente. Aroma interessante, boca com pouca estrutura e final curto.

Não é sacrifício bebê-lo, mas não marca nem deixou saudades.

Ano da produção: 2023
Data de compra: novembro 2025
Local de compra: Restautante Real by Quinta da Calçada, Porto
Preço de compra: €30
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: Quinta da Calçada, (VV DOC)
Localidade: Amarante
Enólogo: João Cabral de Almeida
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11/12º
Acompanhou: polvo com puré de batata doce
(497)





Pingo Doce Reserva (2019): 6/10

Em 2020, o Pingo Doce  abriu uma 'brecha' na sua relação com Anselmo Mendes e colocou no mercado o primeiro Reserva de Alvarinho, em...

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