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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Pequenos Rebentos (2025): 6/10

Os colheitas do ano, geralmente apenas com meia dúzia de meses de estágio em inox, repesentam certamente mais de 90 por cento do vinho produzido em Monção e Melgaço. A sua importância é, pois, indiscutível.

Por isso é que uma 'discussão' sobre se devem ser mais ou menos doces não é irrelevante e ultrapassa em muito o universo da enologia - é uma questão relevante para o consumidor.

Ao longo dos quase 10 anos que leva este projeto o meu gosto evoluiu (atenção, eu não disse 'melhorou'...) e hoje já não aprecio com tanta facilidade vinhos que me parecem ter açúcar a mais. É o caso deste Pequenos Rebentos.

Infelizmente a ficha técnica que o produtor disponibiliza não tem informação sobre o acúcar presente (e essa seria das informações mais relevantes da ficha técnica).

Não falta fruta, a acidez torna-o bastante fresco, mas...

E não tenho dúvidas de que daqui a três ou quatro anos esta doçura estará limada e o vinho será mais equilibrado.

Relação preço-qualidade: o último que bebi (o 2019) custava €9,90, agora o 2025 custa €11,5 na loja do produtor (o que que dizer que segue a linha definida pelo Soalheiro). Mas enquanto o Regueiro Reserva custar menos de €10, como é possível encontrar em muitas garrafeiras, esse é o meu benchmark. Mais uma curiosidade: ainda se encontra o 2023 a €9.90

Ano da produção: 2025
Data de compra e consumo: junho 26
Preço de compra: €22 [€11,5 na loja do produtor]
Local de compra: restaurante Vila Azur, Vila do Conde
Produtor: Márcio Lopes Winemaker
Localidade: Paderne (vinhas 70% Melgaço + 30% Monção) 
Enólogo: Márcio Lopes
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º ?
Acompanhou: joelho de porco e arroz de marisco e peixe (este claramente mais indicado)
Pode acompanhar por exemplo:
(58)

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Verdilhão (2015): 6/10

Os leitores provavelmente conhecem um Alvarinho chamado Verdilhão. Pertence à gama Bando, do Auchan. Mas antes este Verdilhão era um vinho das Caves Campelo em Barcelos (provavelmente terá havido algum acordo na utilização do nome).

Verdilhão (2015) foi o vinho nº 6 na Enciclopédia do Alvarinho!

Na altura comprei duas garrafas e guardei a segunda até agora.

Reforço que foi um vinho que custou €3,99 e que - em caso algum - deveria ter sido guardado tanto tempo. Ou seja, estava à espera naturalmente do pior. Mas não foi o pior aquilo que ele mostrou.

Pelo contrário, bebido em 2026, este 2015 limou arestas (menos álcool), perdeu algum gás (ficou um pouco de pico) e ganhou maturidade. Há, naturalmente, um upgrade na nota então atribuída.

Em resumo, e mais importante: mesmo em neste tipo de Alvarinhos, o mais básicos possíveis, a casta revela capacidade de envelhecer, ainda que a margem seja curta.

(encontrei este vinho em sites polacos e brasileiros, provavelmente continua para exportação)

Ano da produção: 2015
Data de compra: - 2017
Local de compra: Jumbo Maia
Preço de compra: 3,99
Data de consumo: junho 2026
Produtor: Caves Campelo SA
Localidade: Moure, Barcelos
Enólogo: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
(6)


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Quinta do Rol Barrica (2020): 6/10

A madeira, no Alvarinho, é como aqueles amigos que convidamos para a nossa festa de aniversário ou de casamento e se tornam eles próprios protagonistas, abafando tudo e todos.

É evidente que, tal como na metáfora, há amigos que sabem o que beber e o que dizer (👼) mas a madeira tem realmente essa capacidade de - se não for bem 'educada' - se sobrepor.

Educar a madeira é essencialmente trabalho de enólogo e no caso deste Quinta do Rol Barrica 2020 alguma coisa correu menos bem.

Essencialmente temos madeira (eu até gosto do sabor a carvalho no vinho branco), mas temos pouco Alvarinho. A madeira não foi bem educada/trabalhada e tornou-se no protagonista principal da festa.

Relação qualidade-preço: o preço deste Alvarinho está na média dos vinhos com mais de um ano de estágio em madeira, a qualidade final é que está um pouco abaixo. Quanto a terem sido produzidas apenas 810 garrafas, esse é um ónus do produtor e não do cliente.

Ano da produção: 2020
Data de compra: maio 2026
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €24,35
Dificuldade de aquisição: fácil
Data de consumo: maio 2026
Produtor: Quinta do Rol [não consta do site]
Localidade: Lourinhã, Lisboa
Enólogo: Nuno Silva
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Terminou a fermentação alcoólica em barrica usada de carvalho francês, onde estagiou com as borras finas durante 16 meses. Foram realizadas battonages periódicas. Reposou com as borras finas até ao seu engarrafamento em  junho de 2022. Foram produzidas apenas 810 garrafas"
Informação sobre o local das uvas: Lourinhã
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: superior a 13º
Acompanhou: Arroz de marisco
(516)



quarta-feira, 6 de maio de 2026

Solar das Bouças (2020): 6/10

O contrarrótulo diz que este vinho, com origem em Amares, junto ao Cávado, apresenta um excelente potencial para estagiar na garrafa. Honestamente não senti isso - e já passaram seis anos desde o seu lançamento.

Trata-se de um Alvarinho honesto, com algum (demasiado?) trabalho de adega, mas que se bebe com mediano prazer. Achei-o um pouco alcoólico na boca (13,5º), mas gostei da fruta. 

Acidez curta.

Relação preço-qualidade: um euro menos?

Ano da produção: 2020
Data de compra/prova: novembro 25
Local de compra/prova: Garrafeira Azevedo
Preço de compra: €8,90
Dificuldade de aquisição: médio (em diversas garrafeiras)
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Solar das Bouças, VR Minho
Localidade: Amares
Enólogo: Fernando Moura
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Amares
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Bacalhau na airfryer e batatas
(513)



quinta-feira, 2 de abril de 2026

Antaia Espumante Brut Nature (2023): 6/10

Antaia é a marca do produtor Domingues & Bessada, que lançou um colheita relativo a 2022 no ano seguinte. Dois anos depois surge o primeiro espumante, relativo à vindima de 2023.

[Apesar de ser um produtor novo, com gente nova, e já terem passado alguns meses desde o lançamento deste espumante, não há qualquer referência no site, pelo que a informação é escassa; pelos vistos também há um reserva... Por falar ainda em informação, o QR Code no contrarrótulo já remete para o espumante de 2024]

Gostei do colheita mas nem tanto deste espumante, que tem uma bolha de tal maneira forte que se sobrepõe a quase tudo o resto. Pode haver, admito, quem goste de vinhos assim, eu não.

Só no final é que o aroma se abriu para fruta tropical. Boa acidez.

Relação preço-qualidade: há excelentes espumantes da Subregião na ordem dos €15. Os €14,40, pagos no Solar do Alvarinho, em Melgaço, onde os preços são tradicionalmente mais baixos do que em garrafeiras, são um preço elevado.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: fevereiro 26
Local de compra/prova: Solar do Alvarinho, Melgaço
Preço de compra: €14,40
Dificuldade de aquisição: muito difícil
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Domingues & Bessada (IG Minho)
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais:
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: camarões panados
(509)
 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Ninfa da Teresa (2019): 6/10

João Barbosa começou por produzir, a partir de vinhas no sopé da Serra dos Candeeiros (Rio Maior), um Alvarinho chamado Ninfa, que provei e de que gostei muito. Em 2023 lançou um novo vinho, novamente Alvarinho, com características e preço diferentes. É este Ninfa da Teresa (sua filha).

Embora, como regra, a cor do vinho no copo não me impressione (ou seja, não considero um elemento válido para a decisão sobre a qualidade do vinho), este deixou-me espantado.
Pareceu-me claramente um curtimenta, mas a verdade é que não há, em lado nenhum, informação que o confirme. Não é, portanto. Siga.

Sendo um vinho de 2019, aberto em 2026, esperava uma riqueza de sabores, uma boca complexa e um aroma diversificado. Mas não foi isso que sucedeu. Mesmo aberto uma hora antes, o vinho mostrou-se fechado e tenso.

Por outro lado, há pouco de Alvarinho (talvez em prova cega poucos acertassem), mas isso já seria de esperar, se compensado por outro tipo de qualidades. Mas o vinho, basicamente, não envelheceu nem parece ter evoluido.

Não é sacrifício bebê-lo, mas esperava muito mais.

Relação preço-qualidade: ... portanto, caro.

Ano da produção: 2019
Data de compra: setembro 25
Local de compra: Portugal Vineyards
Preço de compra: €25,95
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: João M. Barbosa
Localidade: Rio Maior (DOC Tejo)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ) 7
Açúcares residuais: 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação em cuba de inox e estágio em barrica. "
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: frango no forno e arroz
(502)


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Quinta da Calçada Reserva (2023): 6/10

Começo pelo preço: este Quinta da Calçada Reserva foi bebido num dos restaurantes do grupo da Quinta da Calçada e custou €30. Do meu ponto de vista faria sentido que os vinhos 'da casa' tivessem preços mais baixos.

Por incrível que possa parecer, não encontrei este vinho à venda online, mas imagino que custe cerca de €15. Caro. Pelo que disse antes, €30 no restaurante é exagerado.

Quanto ao vinho, passa discretamente. Aroma interessante, boca com pouca estrutura e final curto.

Não é sacrifício bebê-lo, mas não marca nem deixou saudades.

Ano da produção: 2023
Data de compra: novembro 2025
Local de compra: Restautante Real by Quinta da Calçada, Porto
Preço de compra: €30
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: Quinta da Calçada, (VV DOC)
Localidade: Amarante
Enólogo: João Cabral de Almeida
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11/12º
Acompanhou: polvo com puré de batata doce
(497)





domingo, 26 de outubro de 2025

Condes de Barcelos Reserva (2024): 6/10

 Este alvarinho custou €6,35 e a este preço não vamos esperar um alvarinho com muita complexidade nem vibrante. Mas também não queremos um vinho enjoativo ou, em alternativa, que pouco tenha pouco alvarinho.

Este Condes de Barcelos Reserva está nesse ponto de equilíbrio.

Precisou de algum tempo para ser revelar, mas no final já se bebeu com relativa satisfação e pode dizer-se que vale bem o dinheiro [se há ou não, nos supermercados, melhor e mais barato - e há! - é outra questão]

Ano da produção: 2024
Data de compra: setembro 25
Preço de compra: €6,35
Local de compra/prova: Braga Wine Experience
Data de consumo: outubro 25
Produtor: Agribarwines
Localidade: Barcelos
Enologia: ?
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Possui estágio de 2 meses sobre borras finas e bâtonnage regulada"
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º 
Acompanhou (prato principal): pargo assado no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
(494)


sábado, 18 de outubro de 2025

Castelo de Moinhos (2024) 6/10

Já aqui tinha dado conta de que a Provam subsituiu a Adega de Monção na produção do Castelo de Moinhos, a marca branca do Mercadona. Faltava provar.

Acabei de abrir uma garrafa da colheita mais recente e a primeira nota é que valeu a pena a troca, o vinho está mais completo, tem aroma, tem acidez, tem também um pouco de fruta a mais e de açucar. 

Por €3,80 é impossível pedir mais e melhor. Ou seja, do meu ponto de vista é um privilégio, que temos em Portugal, podermos beber vinhos a este preço. Ainda por cima, o vinho custa exatamente o mesmo que custava em 2019!

(Outra coisa completamente diferente é se isso valoriza a subregião ou os seus produtores, até porque não sei - alguém sabe? - qual é o peso que a grande distribuição tem na faturação final dos quatro produtores que engarrafam para supermercados; só o Soalheiro não o faz).


Ano da produção: 2024
Data de compra: outubro 25
Local de compra: Mercadona, Vila do Conde
Preço de compra: €3,80
Data de consumo: outubro 25
Produtor: [Engarrafado por Provam]
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º (é recomendado 13º]
Acompanhou: caldeirada de sardinha
Pode acompanhar por exemplo:
(211)

Castelo de Moinhos 2018

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Maria Bonita Nostalgia (2023): 6/10 (segunda prova)

 Há menos de um mês provei o Maria Bonita Nostalgia (2023) e não gostei. Logo, ao tirar a rolha, estranhei sinais de humidade à volta do gargalo. Depois, ao provar, confirmei que algo não estaria bem - o vinho estava 'morto', sem expressão na casta e sem acidez. Entendi, assim, não atribuir pontuação, para evitar alguma injustiça, e esperar pela aquisição de uma nova garrafa.

Foi o que aconteceu agora.

Apesar de ser mais um vinho que precisa de bastante tempo para libertar os sabores da barrica, não tem nada a ver com a garrafa anterior.

Não é um grande vinho, mas - sobretudo com algumas horas de abertura ou bem oxigenado - bebe-se com prazer (moderado).

Ano da produção: 2023
Data de compra: outubro 25
Preço de compra: €8,95
Local de compra/prova: Garrafeira D. Chica, Braga
Data de consumo: outubro 25
Produtor: Saven
Localidade: "Vinhas antigas de Monção e Melgaço"; produzido e engarrafado em Monção
Enologia: Francisco Baptista
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): salada fria de salmão e queijo feta
Pode acompanhar, por exemplo:
(491)


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Casa de Compostela Estagiado em Barrica (2022): 6/10

A Casa de Compostela, em Famalicão, destacou-se recentemente na atenção dos apreciadores de alvarinho porque foi aqui que António Luis Cerdeira e o filho Manuel alugaram vinhas (20 anos) e adega para fazerem os seus primeiros vinhos.

Mas a Casa de Compostela tem o seu próprio percurso (e já aqui tinha sido provado o seu colheita) e sinal disso é este vinho (2872 garrafas) que assinala 50 anos de fundação da atividade da Casa Agrícola de Compostela (1974-2024)

Trata-se de um vinho com estágio em madeira, algo relativamente comum na subregião, mas ainda raro no resto da região dos Vinhos Verdes.

Sobre este vinho o que se pode dizer é que espanta pelo aroma e pela forma como entra na boca, mas depois não confirma as boas indicações. Dá a ideia de que a madeira se sobrepôs às características da casta, sendo isso sentido, sobretudo, no final, que é curto.

Relação preço-qualidade: para um alvarinho com 9 meses de estágio os €16 percebem-se; na relação preço-qualidade fica um pouco a dever...

Ano da produção: 2022
Data de compra: fevereiro 25
Preço de compra: €16
Local de compra/prova: Douvicoisas, Vila do Conde
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Casa de Compostela
Localidade: Famalicão (DOCVV)
Enologia: ?
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "estágio em barrica de carvalho francês durante nove meses"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): Pargo no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
(488)



terça-feira, 2 de setembro de 2025

Opção B Reserva Estágio em Barricas (2017): 6/10

Bebi o 2016 em 2023 e agora o 2017 em 2025. E, no essencial, as ideias mantêm-se: um vinho com muita madeira( eu gosto...), mas um pouco curto em boca. Por aqui nada a assinalar de diferennte entre o 2016 e o 2017.

O problema é o preço: este vinho foi comprado no produtor na Essência do Vinho Verde deste ano e custou €25. Esse é o preço do Soalheiro Reserva (o benchmark nesta gama!) e bem mais do que o extraordinário Regueiro Barricas. Ou seja, claramente excessivo. Ainda por cima, encontrei online a €18, o que é uma diferença significativa. Daí a nota cair um ponto - foi comprado no produtor, insisto.

Ano da produção: 2017
Data de compra: junho 25
Preço de compra: €25
Local de compra: Essência do Vinho Verde 25
Data de consumo: setembro 25
Produtor: AB Wines
Localidade: Amarante, Vinho Regional Minho
Enólogo: António Sousa
Acidez Total: 6,6 g/L (2016)
Açúcares residuais (g): 4,7 g/L (2016)
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: Estágio em barricas de carvalho francês (quanto tempo?)
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 14º
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(372)


domingo, 17 de agosto de 2025

Gorro (2021): 6/10

Este Gorro, apresentado como sendo da subregião de Monção e Melgaço, resulta da compra de vinho de Melgaço e engarrafado em Moncorvo pela Portugal Boutique Wines.

Já vou ao vinho, mas queria destacar a questão do preço: paguei pela garrafa €10,57, mas vejo que pode custar mais de €15, o que é uma diferença de quase 50% e um preço claramente inflacionado em termos de qualidade (e a nota que aqui se atribui tem quase sempre a ver, também, com o preço). É preciso ter em conta que, sendo de Monção e Melgaço, este vinho está a concorrer com o Soalheiro, Regueiro ou Portal do Fidalgo, para citar três exemplos óbvios, mais baratos e... melhores.

Estamos perante um alvarinho de perfil mineral, pouca fruta, aqui e ali um pouco de cítricos, que se tornam muito presentes sobretudo no final, para alguns, talvez em demasia.

Ano da produção: 202    
Data de compra: maio 25
Preço de compra: €10,57 no produtor [€17,95 online]
Local de compra/prova: garrafeira Vinh'Alvarinho
Data de consumo: agosto 25
Produtor: Portugal Boutique Wines 
Localidade: Moncorvo, (vinho de Melgaço DOC Vinho Verde)
Enologia: ?
Acidez Total : 7,5 g/dm3
Açúcares residuais (g/L): 1,5 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Decantação a frio durante 2 dias à temperatura de 10 °C, fermentação em cubas de inox com temperatura controlada de 16 °C. Estágio em inox sobre borras finas durante 5 meses."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): cantaril grelhado na brasa
Pode acompanhar, por exemplo:
(486)


quarta-feira, 19 de março de 2025

Bustelo (2023): 6/10

Bustelo é uma nova marca de vinhos verdes, embora tenha começado pela exportação (Inglaterra, Brasil).

Na origem está a Cas’Amaro (produtor de Alenquer, com cinco quintas de Norte a Sul) que adquiriu a Quinta do Bustelo, uma propriedade de 25ha com vinhas, entre o Marco e Amarante.

No mercado há Loureiro, Azal, Arinto e Alvarinho.

E foi este que provei na última edição da Essência do Vinho, onde a Cas'Amaro fez a sua estreia.

Trata-se de um vinho frutado, fresco, por isso agradável. A acidez é média.

Relação qualidade-preço: faço a pergunta do costume - quem é que em Portugal vai comprar este Bustelo, quando tem o Regueiro Reserva ao mesmo preço. Um euro menos e estaria mais adequado.
Ano da produção: 2023
Data de compra:
Preço de compra: €9,50 (segundo o produtor)
Local de compra/prova: Essência do Vinho 2025
Data de consumo: fevereiro 25
Produtor: Cas'Amaro /Quinta do Bustelo
Localidade: Marco de Canavezes
Enologia: Ricardo Santos
Acidez Total (g/l): 5,90g/L
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "O mosto é sujeito a refrigeração até 8ºC e faz a decantação estática durante 2 dias. Após separação das borras, inicia a fermentação que ocorre durante cerca de 3 semanas, a 12-14ºC. Após a fermentação estagia durante 3 meses sobre borras finas, seguindo-se o engarrafamento"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(469)



sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Quinta das Pereirinhas Grande Reserva (2020): 6/10

O produtor apresenta este Grande Reserva como "um vinho singular no mundo dos vinhos." Já se sabe que cada um diz o que quer nos rótulos e mesmo nas fichas técnicas, mas há algo de verdadeiro na frase: este vinho começa por ser um curtimenta (a cor mostra-o), que depois vai 18 meses para barricas de castanho.

Não me parece feliz o resultado. Parece-me que nem é uma coisa nem outra. Não tem a complexidade que se esperava nem se destaca pela sua acidez.

Bebe-se sem sacríficio, mas um Grande Reserva, com este preço, tem de oferecer mais. Haverá o 2021?

[Uma nota que não é, infelizmente, particular a este vinho: a quem interessam os lacres de cera ou sinteticos que cada vez mais aparecem nas garrafas? Ao consumidor? São difíceis de retirar]

Relação preço-qualidade: caro.

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 24
Preço de compra: €20,61
Local de compra: loja online VinhAlvarinho
Data de consumo: janeiro 25
Produtor: Quinta das Pereirinhas
Localidade: Troviscoso/Monção
Enologia: João Pereira
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "uvas provenientes de uma única parcela, onde maceraram e fermentaram com a pelicula em regime de curtimenta total, finalizando com um estágio longo com batonage em Toneis Velhos de Castanho, que foram recuperados e restaurados e que são utilizados pela nossa família há mais de 80 anos na elaboração deste vinho de uma forma tradicional".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar por exemplo:
(464)


sábado, 4 de janeiro de 2025

Dom Ponciano Colheita Selecionada (2013): 6/10 [2ª prova, seis anos depois]

Continua a minha descoberta relativamente à capacidade de envelhecimento do alvarinho, que se sabe ser muita, mas não infinita.

A experiência desta vez é um pouco peculiar: Rui Esteves, dos Dom Ponciano, é o único que vende um alvarinho com mais de 10 anos, no caso o Dom Ponciano Colheita Selecionada 2013. Só por isso merece aplauso, até por estar eu estar convencido de que, cada vez mais, haverá oferta com envelhecimento. Veremos...

A experiência foi interessante porque bebi este 2013 pela primeira vez em 2018 (com cinco anos, portanto) e estava muito bom. Passaram seis anos e voltei a bebê-lo. A convicção é de que está em perda e que não só não vai melhorar como até pode estar no limite do prazo de validade. 

Está mais 'normal' (no sentido de banal), sem aquela vitalidade que antes identifiquei.

Fiz ainda mais uma experiência: bebi-o no dia seguinte e ainda dois dias depois (devidamente acondicionado). E não é que este último copo foi o melhor?!

Ano da produção: 2013
Data de compra: abril de 24
Preço de compra: €15
Local de compra: Feira do Alvarinho de Melgaço
Data de consumo: dezembro de 24
Produtor: Dom Ponciano
Localidade: Paderne, Melgaço
Enologia: 
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "envelhecido em cuba de inox".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(73)




sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Quinta da Pegadinha Escolha (2022): 6/10

Primeiro destaque: pela primeira vez encontrei um rótulo que nos dá verdadeiramente informação em vez do rol de adjetivos, muitos deles apenas tretas, que são habituais em quase todos os vinhos.
Caro leitor, veja como Miguel Lemos, viticultor e proprietário da Quinta, resolveu o problema:
Tem a minha admiração, mesmo não havendo site a suportar o produto!

Sobre o vinho: estamos perante um aroma menos frutado (quando muito cítrico) e mais vegetal.
Em boca não se revela muito personalizado, mas claramente distingue-se pela acidez final, bem marcante.

Relação preço-qualidade: caro. Custou €14,45 e percebo que a produção seja pequena (996 garrafas, segundo o produtor), mas não está ao nível de muitos alvarinhos da (sub)Região de Monção e Melgaço. No final, o cliente, quando vai comprar, tem uma enorme capacidade de escolha; duvido que escolha este, se puder comprar um vinho (vamos dizer igual, para não dizer melhor) a €10 euros (veja-se este exemplo recente)
Ano da produção: 2022
Data de compra: dezembro de 24
Preço de compra: €14,45
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: dezembro de 24
Produtor: Quinta da Pegadinha
Localidade: Barcelos (VV DOC)
Enologia: Miguel Lemos
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "fermentação em inox, estágio em borras finas".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: robalos na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(462)


sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Chicane Voyage (I) (2020): 6/10

 Apesar de haver pouca informação, este Voyage tem algumas coisas que merecem ser ditas.

A primeira é que, com uvas plantadas em Vila Nova de Tazem, é o primeiro alvarinho cm origem na região do Dão.

A segunda é que surge como IVV e a única referência a alvarinho aparece neste código L.ALV20 (lote alvarinho, 2020, se bem percebo). Nas lojas online, onde está à venda, é apresentado como alvarinho.

Voyage é o nome do vinho, Chicane a marca criada pelos enólogos Carlos Ferreira e António Teixeira a partir de uvas criadas na Quinta dos Garnachos, Tazem.

E agora o vinho: vale os €17,25 que paguei? Não. Tem um aroma bastante vegetal e uma acidez interessante, mas em boca é mostra-se sem personalidade.

É, como agora se diz, uma interpretação do alvarinho? Claro que sim, com toda a legitimidade. Mas não me convenceram.

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro de 24
Preço de compra: €17,25
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: dezembro de 24
Produtor: Vinhos Chicane
Localidade: Vila Nova de Tazem (IVV)
Enologia: Carlos Ferreira e António Teixeira
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "...".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: bacalhau cozido com legumes
Pode acompanhar por exemplo: 
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Borges Estagiado em Barrica (2022): 6/10 [ATUAL.]

Como os leitores saberão, valorizo diversos elementos, além do apreciação intrínseca do vinho.

É o caso deste Borges.

Comecemos pelo preço.

A Sociedade dos Vinhos Borges recomenda um preço de venda ao público de €17,90, que é o preço na loja do distribuidor oficial, mas comprado na loja física custou €20,80. Não percebi.
ATUALIZAÇÂO a 10/1/25: a empresa contactou-me, de uma forma muito correta, e explicou-me que houve uma falha, no momento da compra e emissão da fatura, explicação que eu aceitei.
A origem das uvas: a garrafa não nos dá qualquer informação sobre a origem das uvas, apenas pela leitura da imprensa se fica a saber que vêm da Quinta do Ôro (Felgueiras). Quem compra um alvarinho de quase €20 euros, fora da região Monção e Melgaço, 'exige' mais informação.

Finalmente o vinho: o aroma tropical é intenso, mas depois 'morre' um pouco na boca, onde lhe falta intensidade. Percebe-se a madeira, que está equilibrada, mas também falta que a acidez seja um pouco mais prolongada.

Relação preço-qualidade: se o extraordinário Regueiro Barricas custa mais ou menos o mesmo, concluo que este vinho é caro.

Ano da produção: 2022
Data de compra: fevereiro 24
Preço de compra: €20,80
Local de compra: JMV (Rio Tinto)
Data de consumo: dezembro de 24
Produtor: Vinhos Borges
Localidade: Uvas de Felgueiras?
Enologia: ?
Acidez Total (g/l):  7 g ac.tart (2023)
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "o mosto proveniente das uvas prensadas é arrefecido para 8-12 ºc de forma a decantar. Após decantação o mosto limpo é separado das borras e inicia-se a fermentação com controlo de temperatura (15-17 ºC). No final da fermentação o vinho estagia sobre as borras finas em barricas de carvalho francês durante 5 meses".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: bacalhau assado na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(459)

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Convento do Paraíso (2021): 6/10

Vem de Silves, no Algarve, este alvarinho.

Como seria de esperar, e até de desejar, é bem diferente dos cultivados na subregião ou até no Minho.

Se no nariz percebemos um perfil cítrico, e aqui não há nada de especial, em boca mostra-se com bastante acidez. Um dos vinhos com mais acidez que provei nos últimos tempos. Pessoalmente, gosto deste perfil de vinhos, mas uma das consequências é que essa acidez bem vincada tende a abafar a restante estrutura do vinho (fica curto na boca).

Em suma, um vinho que não é para todos, nem para todas as refeições (evitar doces, por exemplo), mas que se bebe bem sem envelhecimento e a menos 10º de temperatira.

Relação preço-qualidade: menos um euro e seria perfeito. [na loja online já custa €16,95!!!]

[No rótulo é apenas um branco, só no contrarrótulo se diz que é alvarinho, provavelmente porque poucos associarão a casta ao Algarve]

Ano da produção: 2021
Data de compra: maio 24
Preço de compra: €10,76
Local de compra: Garrafeira Soares
Data de consumo: novembro de 24
Produtor: Convento do Paraíso
Localidade: Silves, Algarve
Enologia: ?
Acidez Total (g/l): 6,39 g/l em ácido tartáricop (2019)
Açúcar residual (g/l): 2,1
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação e posterior estágio de 10 meses em inox na presença das borras finas" (colheita de 2019).
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º 
Acompanhou:  bacalhau no forno
Pode acompanhar por exemplo:
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