Mostrar mensagens com a etiqueta 6/10. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 6/10. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Vallado (2024): 6/10

 Penso que existem duas formas de encarar o Alvarinho produzido fora da Subregião ou, no limite, da Região dos Vinhos Verdes: é um desperdício de tempo e dinheiro, porque o resultado final nunca será o mesmo, ou se a casta é tão boa, se é a melhor casta branca portuguesa e uma das melhores do mundo, então é normal que outras regiões queiram também experimentar.

A minha perspetiva é a segunda, embora muitos tenham a noção, como eu, de que realmente o resultado final é deficitário face a Monção e Melgaço.

Muitas vezes dizem-me: 'estás a comparar duas coisas diferentes'. Não acho. Dois Alvarinhos são dois Alvarinhos, sejam feitos em Paderne ou na Vidigueira.

Dito isto, este Vallado, com origem no Douro, é um vinho interessante, ainda que discreto nos sabores que entrega, com boa acidez. É evidente que não podemos esperar um Alvarinho vibrante, mas não desilude.

Relação preço-qualidade: paguei €17,65, que é um preço elevado quando comparado com os vinhos da Subregião. E, lá está, se podemos comparar para uma coisa, podemos comparar para outra. Por €18 compro o Regueiro Primitivo ou o Barricas e fico muito melhor servido. O Palácio da Brejoeira aparece cada vez mais a menos de €20 e está tudo dito.
Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: abril 26
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €17,65
Dificuldade de aquisição: fácil
Produtor: Quinta do Vallado
Localidade: Peso da Régua, Douro
Enólogo: Francisco Olazabal & Francisco Ferreira
Acidez Total: 5,1 g/dm³
Açúcares residuais : < 0,6 g/dm³
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "O vinho estagiou durante 8 meses, 25 % em barricas de 500 L de carvalho francês usadas e o restante em cubas de aço inoxidável."
Informação sobre o local das uvas: vinha de Alvarinho plantada em 2017 na Quinta do Vallado
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 11º
Acompanhou: postas de pescada frita com arroz seco
(533)

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Casa de Compostela Terroir Marítimo Reserva (2025): 6/10

A Casa Agrícola de Compostela, em Requião, Famalicão, já tinha 50 anos de história (1974-2024), quando Manuel e Luis Cerdeira fizeram um acordo para alugar a adega e as vinhas, durante 20 anos. Nesse período chegaram a lançar um vinho para assinalar as cinco décadas.

Embora os Cerdeiras tenham o foco em Monção e Melgaço, não podiam ignorar o património vinícola da Casa de Compostela e por isso acabam de por no mercado dois novos vinhos, incluindo um Alvarinho, apresentado como Terroir Marítimo (25 quilómetros em linha reta até ao mar).

A Vinevinu já tinha apresentado outros vinhos sob este conceito de terroir marítimo (ou seja, produzidos em Requião, como o Almanua ou o Guri), mas eram blends. Agora temos um 100% Alvarinho e com o nome da casa.
  
Sobre o vinho: enquanto nas Rias Baixas existem vinhas de Alvarinho em cima do mar (O Rosal, Val do Salnés, por exemplo), em Portugal não temos essa tradição. E, honestamente, tenho dúvidas de que as vinhas em Famalicão ainda sintam o ar da maresia...
Mas este Casa de Compostela tem algumas características próprias: a fruta está claramente menos presente (quer no nariz quer na boca) o que deixa demasiado protagonismo à acidez; talvez se encontrem uns ares de alguma mineralidade.

Relação preço-qualidade: €11,49, para este vinho, é caro. Há 50 melhores e mais baratos.  [curiosidade: encontrei este vinho em sites estrangeiros, mas não em Portugal, a €11,50!!]


Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: Setembro 26
Local de compra/prova: Auchan
Preço de compra: €11,49
Dificuldade de aquisição: só neste supermercado?
Produtor: Vinevinu (não consta do site)
Localidade: Requião, Famalicão
Enólogo: Manuel e Luis Cerdeira
Acidez Total:
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: Requião
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 12º
Acompanhou: salmão no forno
(532)

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Ode (2023): 6/10

 Primeiro, algum contexto: este Ode Alvarinho 2023 é um vinho DOC Tejo, lançado pela primeira vez (e última, parece-me) em 2024. Não encontrei registos de uma edição posterior e não consta sequer do site da odewinery.com, onde há vinhos que estão esgotados. Não é o caso.

Sobre o vinho: a 'avaliação' é fácil: se gosta de Alvarinhos com predominância de madeira, este é um bom exemplo. Acidez final de média intensidade.

Relação preço-qualidade: a confirmar-se o valor, talvez esteja no pvp de €35,25 (e não na qualidade do vinho) a razão para não ter havido 2024 ou (ainda?) 2025. Claramente caro, tomando como referência os €18 do Regueiro Barricas.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: dezembro 25
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €29,15 (no site surgia o pvp €35,25, embora tenha encontrado referência a €31) [apenas 1500 garrafas]
Dificuldade de aquisição: acessível em dezembro de 2025
Produtor: Odewinery
Localidade: Cartaxo
Enólogo: Maria Vicente
Acidez Total: 
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "uvas envelhecidas durante 5 meses em barricas de carvalho húngaro de 500 litros"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 12º 
Acompanhou: bacalhau no forno
(530)



sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Seleção de Enófilos (2025) /Intermarché: 6/10

As Quintas de Melgaço produzem, neste momento, para três dos sete principais supermercados em Portugal. É obra. Continente, Lidl (dois dos três primeiros na quota de mercado) e Intermarché.

Neste contexto, seria um disparate da minha parte procurar diferenças entre eles. Que não existem. É o mesmo vinho.

O que varia então? O preço.

Acontece que o preço deste tipo de vinho (marca branca) é extremamente volátil, pelo que. apesar deste Seleção de Enófilos custar quase mais um euro do que o do Continente, aqui tratava-se de uma promoção. Optei, portanto, por manter a nota.

 

Ano da produção: 2025
Data de compra: agosto 2026
Local de compra: Intermarché de Âncora
Preço de compra: €3,79 (o 2016 custou €3,99!!!!)
Data de consumo: setembro 2026
Produtor: ? "Engarrafado por Quintas de Melgaço"
Localidade: uvas da sub-região, local não identificado
Enólogo: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
(24)

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Quinta de Monforte (2023): 6/10

 Da Quinta de Monforte em Penafiel, já conhecemos o Grande Reserva Barricas, mas há outro Alvarinho no portefolio.

Estamos a falar de um colheita, vinificado em inox, um vinho despretensioso, que revelou uma interessante amendoa amarga (aniz?) no nariz, mas depois na boca se revelou curto. Alguma fruta, mas sem grande expressão. Boa acidez, em contrapartida. Bebeu-se a edição de 2023, mas não se sentiu um ganho relevante.

Relação preço-qualidade: os €18 em resturante significam um pvp de €13, o que é um ou ou dois euros mais do que as grandes referências da subregião.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: Restaurante 1000 Fronteiras, Vila do Conde
Preço de compra: €18 (pvp €13)
Dificuldade de aquisição: acessível
Produtor: Quinta de Monforte
Localidade: Penafiel
Enólogo: ?
Acidez Total: 6,4g/dm3
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Vinificação de bica aberta, com fermentação e temperatura controlada. Fermentação em cubas de inox com temperatura controlada a 15ºC."
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 10º (melhorou quando subiu um pouco)
Acompanhou: polvo assado
(529)


domingo, 23 de agosto de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Portal do Minho (2025) / Lidl: 6/10

Para muitos produtores, nomeadamente da Subregião, estes vinhos de supermercado podem representar concorrência desleal e eu percebo: €3,69 é um preço muito abaixo do que seria o valor comercial de um colheita do ano. 

Já o consumidor agradece poder comprar Alvarinhos de Monção e Melgaço (Vinho Verde DOC, portanto) a menos de €4. [em 2018 comprei este vinho a €3,99!]

Ponto forte: acidez muito bem integrada e constante; ponto fraco: alguma doçura inicial, que felizmente vai desaparecendo.

(nota: mais um vinho produzido pelas Quintas de Melgaço, que também produzem o Contemporal, do Continente)

Ano da produção: 2025
Data de compra: Agosto 2026
Local de compra: Lidl
Preço de compra: €3,69 (penso que estaria em promoção, mas, como sabemos, promoções de vinhos no supermercado é normal)
Data de consumo: janeiro 2018
Produtor: Quintas de Melgaço
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: filetes de pescada
(48)

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Contemporal (2025) / Continente: 6/10

O mais importante: comprei este Contemporal a €2.84, aproveitando uma promoção, já que o preço anunciado era €3,79.

Não tenho dados para afirmar se €2,84 paga realmente o conteúdo de uma garrafa, mas - sem querer exagerar😃 - é um preço escandaloso!

Reparem que o vinho é produzido pelas Quintas de Melgaço, com uvas pagas a pelo menos €1,5 o quilo (preço médio da Subregião).

É muito barato? O cliente agradece.

Sobre o vinho: bastante fruta (tropical), como seria de esperar; boa acidez, com um final que ainda se segura alguns segundos

Relação preço qualidade: impossível ser melhor😄.

Ano da produção: 2025
Data de compra: julho 2026
Local de compra: Continente, Vila do Conde
Preço de compra: €2,84 (promoção)
Data de consumo: dezembro 2022
Produtor: Continente /"Engarrafado por Quintas de Melgaço"
Localidade: Melgaço
Acidez:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: robalos na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(8)

Contemporal 2021 (bebido em 2024)

Contemporal 2018 (bebido em 2019) 

Contemporal 2016 (bebido em 2017)


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Monsão 1261 Dom Afonso III Espumante Bruto (2024): 6/10

Monsão 1261 é um produtor localizado em Monção, que começou com um gin de Alvarinho, lançou depois um primeiro vinho Alvarinho (Monsão 1261) e agora (na última Feira de Monção) surge com um espumante.

Três notas antes de irmos ao vinho:

1) Um mês e meio depois da Feira, não há qualquer informação sobre este empumante no site da empresa ou na sua conta de Instagram. Quanto tempo de estágio, por exemplo?

2) Se, como diz Jancis Robinson, as razões que fazem um grande vinho são três (localização da vinha, localização da vinha e localização da vinha), relativamente a este vinho apenas sabemos que foi engarrafado em Melgaço (é fornecido o código postal 4960-310, que por acaso é também o da Casa de Canhotos ou o de Anselmo Mendes - o enólogo do Monsão 1261).

3) Uma garrafa original, na cor e no formato, é bom marketing.

Sobre o vinho: apresenta uma bolha muito elegante, mas na boca parece mais um extra bruto, tal a acidez. Pouco mais há a dizer.

Relação preço-qualidade: €15 na Feira significa provavelmente um pvp de €18. É caro.

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho de Monção
Preço de compra: €15
Dificuldade de aquisição: muito difícil (edição limitada, segundo o produtor)
Produtor: HDNP Monsão (não consta)
Localidade: Troporiz, Monção
Enólogo: Anselmo Mendes ?
Acidez Total (g/l ác. tartárico): ?
Açúcar : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: frango estufado e bolo de cenoura e laranja
(526)





 


sexta-feira, 19 de junho de 2026

Pequenos Rebentos (2025): 6/10

Os colheitas do ano, geralmente apenas com meia dúzia de meses de estágio em inox, repesentam certamente mais de 90 por cento do vinho produzido em Monção e Melgaço. A sua importância é, pois, indiscutível.

Por isso é que uma 'discussão' sobre se devem ser mais ou menos doces não é irrelevante e ultrapassa em muito o universo da enologia - é uma questão relevante para o consumidor.

Ao longo dos quase 10 anos que leva este projeto o meu gosto evoluiu (atenção, eu não disse 'melhorou'...) e hoje já não aprecio com tanta facilidade vinhos que me parecem ter açúcar a mais. É o caso deste Pequenos Rebentos.

Infelizmente a ficha técnica que o produtor disponibiliza não tem informação sobre o acúcar presente (e essa seria das informações mais relevantes da ficha técnica).

Não falta fruta, a acidez torna-o bastante fresco, mas...

E não tenho dúvidas de que daqui a três ou quatro anos esta doçura estará limada e o vinho será mais equilibrado.

Relação preço-qualidade: o último que bebi (o 2019) custava €9,90, agora o 2025 custa €11,5 na loja do produtor (o que que dizer que segue a linha definida pelo Soalheiro). Mas enquanto o Regueiro Reserva custar menos de €10, como é possível encontrar em muitas garrafeiras, esse é o meu benchmark. Mais uma curiosidade: ainda se encontra o 2023 a €9.90

Ano da produção: 2025
Data de compra e consumo: junho 26
Preço de compra: €22 [€11,5 na loja do produtor]
Local de compra: restaurante Vila Azur, Vila do Conde
Produtor: Márcio Lopes Winemaker
Localidade: Paderne (vinhas 70% Melgaço + 30% Monção) 
Enólogo: Márcio Lopes
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º ?
Acompanhou: joelho de porco e arroz de marisco e peixe (este claramente mais indicado)
Pode acompanhar por exemplo:
(58)

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Verdilhão (2015): 6/10

Os leitores provavelmente conhecem um Alvarinho chamado Verdilhão. Pertence à gama Bando, do Auchan. Mas antes este Verdilhão era um vinho das Caves Campelo em Barcelos (provavelmente terá havido algum acordo na utilização do nome).

Verdilhão (2015) foi o vinho nº 6 na Enciclopédia do Alvarinho!

Na altura comprei duas garrafas e guardei a segunda até agora.

Reforço que foi um vinho que custou €3,99 e que - em caso algum - deveria ter sido guardado tanto tempo. Ou seja, estava à espera naturalmente do pior. Mas não foi o pior aquilo que ele mostrou.

Pelo contrário, bebido em 2026, este 2015 limou arestas (menos álcool), perdeu algum gás (ficou um pouco de pico) e ganhou maturidade. Há, naturalmente, um upgrade na nota então atribuída.

Em resumo, e mais importante: mesmo em neste tipo de Alvarinhos, o mais básicos possíveis, a casta revela capacidade de envelhecer, ainda que a margem seja curta.

(encontrei este vinho em sites polacos e brasileiros, provavelmente continua para exportação)

Ano da produção: 2015
Data de compra: - 2017
Local de compra: Jumbo Maia
Preço de compra: 3,99
Data de consumo: junho 2026
Produtor: Caves Campelo SA
Localidade: Moure, Barcelos
Enólogo: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
(6)


segunda-feira, 1 de junho de 2026

Quinta do Rol Barrica (2020): 6/10

A madeira, no Alvarinho, é como aqueles amigos que convidamos para a nossa festa de aniversário ou de casamento e se tornam eles próprios protagonistas, abafando tudo e todos.

É evidente que, tal como na metáfora, há amigos que sabem o que beber e o que dizer (👼) mas a madeira tem realmente essa capacidade de - se não for bem 'educada' - se sobrepor.

Educar a madeira é essencialmente trabalho de enólogo e no caso deste Quinta do Rol Barrica 2020 alguma coisa correu menos bem.

Essencialmente temos madeira (eu até gosto do sabor a carvalho no vinho branco), mas temos pouco Alvarinho. A madeira não foi bem educada/trabalhada e tornou-se no protagonista principal da festa.

Relação qualidade-preço: o preço deste Alvarinho está na média dos vinhos com mais de um ano de estágio em madeira, a qualidade final é que está um pouco abaixo. Quanto a terem sido produzidas apenas 810 garrafas, esse é um ónus do produtor e não do cliente.

Ano da produção: 2020
Data de compra: maio 2026
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €24,35
Dificuldade de aquisição: fácil
Data de consumo: maio 2026
Produtor: Quinta do Rol [não consta do site]
Localidade: Lourinhã, Lisboa
Enólogo: Nuno Silva
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Terminou a fermentação alcoólica em barrica usada de carvalho francês, onde estagiou com as borras finas durante 16 meses. Foram realizadas battonages periódicas. Reposou com as borras finas até ao seu engarrafamento em  junho de 2022. Foram produzidas apenas 810 garrafas"
Informação sobre o local das uvas: Lourinhã
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: superior a 13º
Acompanhou: Arroz de marisco
(516)



quarta-feira, 6 de maio de 2026

Solar das Bouças (2020): 6/10

O contrarrótulo diz que este vinho, com origem em Amares, junto ao Cávado, apresenta um excelente potencial para estagiar na garrafa. Honestamente não senti isso - e já passaram seis anos desde o seu lançamento.

Trata-se de um Alvarinho honesto, com algum (demasiado?) trabalho de adega, mas que se bebe com mediano prazer. Achei-o um pouco alcoólico na boca (13,5º), mas gostei da fruta. 

Acidez curta.

Relação preço-qualidade: um euro menos?

Ano da produção: 2020
Data de compra/prova: novembro 25
Local de compra/prova: Garrafeira Azevedo
Preço de compra: €8,90
Dificuldade de aquisição: médio (em diversas garrafeiras)
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Solar das Bouças, VR Minho
Localidade: Amares
Enólogo: Fernando Moura
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Amares
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Bacalhau na airfryer e batatas
(513)



quinta-feira, 2 de abril de 2026

Antaia Espumante Brut Nature (2023): 6/10

Antaia é a marca do produtor Domingues & Bessada, que lançou um colheita relativo a 2022 no ano seguinte. Dois anos depois surge o primeiro espumante, relativo à vindima de 2023.

[Apesar de ser um produtor novo, com gente nova, e já terem passado alguns meses desde o lançamento deste espumante, não há qualquer referência no site, pelo que a informação é escassa; pelos vistos também há um reserva... Por falar ainda em informação, o QR Code no contrarrótulo já remete para o espumante de 2024]

Gostei do colheita mas nem tanto deste espumante, que tem uma bolha de tal maneira forte que se sobrepõe a quase tudo o resto. Pode haver, admito, quem goste de vinhos assim, eu não.

Só no final é que o aroma se abriu para fruta tropical. Boa acidez.

Relação preço-qualidade: há excelentes espumantes da Subregião na ordem dos €15. Os €14,40, pagos no Solar do Alvarinho, em Melgaço, onde os preços são tradicionalmente mais baixos do que em garrafeiras, são um preço elevado.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: fevereiro 26
Local de compra/prova: Solar do Alvarinho, Melgaço
Preço de compra: €14,40
Dificuldade de aquisição: muito difícil
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Domingues & Bessada (IG Minho)
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais:
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: camarões panados
(509)
 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Ninfa da Teresa (2019): 6/10

João Barbosa começou por produzir, a partir de vinhas no sopé da Serra dos Candeeiros (Rio Maior), um Alvarinho chamado Ninfa, que provei e de que gostei muito. Em 2023 lançou um novo vinho, novamente Alvarinho, com características e preço diferentes. É este Ninfa da Teresa (sua filha).

Embora, como regra, a cor do vinho no copo não me impressione (ou seja, não considero um elemento válido para a decisão sobre a qualidade do vinho), este deixou-me espantado.
Pareceu-me claramente um curtimenta, mas a verdade é que não há, em lado nenhum, informação que o confirme. Não é, portanto. Siga.

Sendo um vinho de 2019, aberto em 2026, esperava uma riqueza de sabores, uma boca complexa e um aroma diversificado. Mas não foi isso que sucedeu. Mesmo aberto uma hora antes, o vinho mostrou-se fechado e tenso.

Por outro lado, há pouco de Alvarinho (talvez em prova cega poucos acertassem), mas isso já seria de esperar, se compensado por outro tipo de qualidades. Mas o vinho, basicamente, não envelheceu nem parece ter evoluido.

Não é sacrifício bebê-lo, mas esperava muito mais.

Relação preço-qualidade: ... portanto, caro.

Ano da produção: 2019
Data de compra: setembro 25
Local de compra: Portugal Vineyards
Preço de compra: €25,95
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: João M. Barbosa
Localidade: Rio Maior (DOC Tejo)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ) 7
Açúcares residuais: 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação em cuba de inox e estágio em barrica. "
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: frango no forno e arroz
(502)


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Quinta da Calçada Reserva (2023): 6/10

Começo pelo preço: este Quinta da Calçada Reserva foi bebido num dos restaurantes do grupo da Quinta da Calçada e custou €30. Do meu ponto de vista faria sentido que os vinhos 'da casa' tivessem preços mais baixos.

Por incrível que possa parecer, não encontrei este vinho à venda online, mas imagino que custe cerca de €15. Caro. Pelo que disse antes, €30 no restaurante é exagerado.

Quanto ao vinho, passa discretamente. Aroma interessante, boca com pouca estrutura e final curto.

Não é sacrifício bebê-lo, mas não marca nem deixou saudades.

Ano da produção: 2023
Data de compra: novembro 2025
Local de compra: Restautante Real by Quinta da Calçada, Porto
Preço de compra: €30
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: Quinta da Calçada, (VV DOC)
Localidade: Amarante
Enólogo: João Cabral de Almeida
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11/12º
Acompanhou: polvo com puré de batata doce
(497)





domingo, 26 de outubro de 2025

Condes de Barcelos Reserva (2024): 6/10

 Este alvarinho custou €6,35 e a este preço não vamos esperar um alvarinho com muita complexidade nem vibrante. Mas também não queremos um vinho enjoativo ou, em alternativa, que pouco tenha pouco alvarinho.

Este Condes de Barcelos Reserva está nesse ponto de equilíbrio.

Precisou de algum tempo para ser revelar, mas no final já se bebeu com relativa satisfação e pode dizer-se que vale bem o dinheiro [se há ou não, nos supermercados, melhor e mais barato - e há! - é outra questão]

Ano da produção: 2024
Data de compra: setembro 25
Preço de compra: €6,35
Local de compra/prova: Braga Wine Experience
Data de consumo: outubro 25
Produtor: Agribarwines
Localidade: Barcelos
Enologia: ?
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Possui estágio de 2 meses sobre borras finas e bâtonnage regulada"
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º 
Acompanhou (prato principal): pargo assado no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
(494)


sábado, 18 de outubro de 2025

Castelo de Moinhos (2024) 6/10

Já aqui tinha dado conta de que a Provam subsituiu a Adega de Monção na produção do Castelo de Moinhos, a marca branca do Mercadona. Faltava provar.

Acabei de abrir uma garrafa da colheita mais recente e a primeira nota é que valeu a pena a troca, o vinho está mais completo, tem aroma, tem acidez, tem também um pouco de fruta a mais e de açucar. 

Por €3,80 é impossível pedir mais e melhor. Ou seja, do meu ponto de vista é um privilégio, que temos em Portugal, podermos beber vinhos a este preço. Ainda por cima, o vinho custa exatamente o mesmo que custava em 2019!

(Outra coisa completamente diferente é se isso valoriza a subregião ou os seus produtores, até porque não sei - alguém sabe? - qual é o peso que a grande distribuição tem na faturação final dos quatro produtores que engarrafam para supermercados; só o Soalheiro não o faz).


Ano da produção: 2024
Data de compra: outubro 25
Local de compra: Mercadona, Vila do Conde
Preço de compra: €3,80
Data de consumo: outubro 25
Produtor: [Engarrafado por Provam]
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º (é recomendado 13º]
Acompanhou: caldeirada de sardinha
Pode acompanhar por exemplo:
(211)

Castelo de Moinhos 2018

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Maria Bonita Nostalgia (2023): 6/10 (segunda prova)

 Há menos de um mês provei o Maria Bonita Nostalgia (2023) e não gostei. Logo, ao tirar a rolha, estranhei sinais de humidade à volta do gargalo. Depois, ao provar, confirmei que algo não estaria bem - o vinho estava 'morto', sem expressão na casta e sem acidez. Entendi, assim, não atribuir pontuação, para evitar alguma injustiça, e esperar pela aquisição de uma nova garrafa.

Foi o que aconteceu agora.

Apesar de ser mais um vinho que precisa de bastante tempo para libertar os sabores da barrica, não tem nada a ver com a garrafa anterior.

Não é um grande vinho, mas - sobretudo com algumas horas de abertura ou bem oxigenado - bebe-se com prazer (moderado).

Ano da produção: 2023
Data de compra: outubro 25
Preço de compra: €8,95
Local de compra/prova: Garrafeira D. Chica, Braga
Data de consumo: outubro 25
Produtor: Saven
Localidade: "Vinhas antigas de Monção e Melgaço"; produzido e engarrafado em Monção
Enologia: Francisco Baptista
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): salada fria de salmão e queijo feta
Pode acompanhar, por exemplo:
(491)


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Casa de Compostela Estagiado em Barrica (2022): 6/10

A Casa de Compostela, em Famalicão, destacou-se recentemente na atenção dos apreciadores de alvarinho porque foi aqui que António Luis Cerdeira e o filho Manuel alugaram vinhas (20 anos) e adega para fazerem os seus primeiros vinhos.

Mas a Casa de Compostela tem o seu próprio percurso (e já aqui tinha sido provado o seu colheita) e sinal disso é este vinho (2872 garrafas) que assinala 50 anos de fundação da atividade da Casa Agrícola de Compostela (1974-2024)

Trata-se de um vinho com estágio em madeira, algo relativamente comum na subregião, mas ainda raro no resto da região dos Vinhos Verdes.

Sobre este vinho o que se pode dizer é que espanta pelo aroma e pela forma como entra na boca, mas depois não confirma as boas indicações. Dá a ideia de que a madeira se sobrepôs às características da casta, sendo isso sentido, sobretudo, no final, que é curto.

Relação preço-qualidade: para um alvarinho com 9 meses de estágio os €16 percebem-se; na relação preço-qualidade fica um pouco a dever...

Ano da produção: 2022
Data de compra: fevereiro 25
Preço de compra: €16
Local de compra/prova: Douvicoisas, Vila do Conde
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Casa de Compostela
Localidade: Famalicão (DOCVV)
Enologia: ?
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "estágio em barrica de carvalho francês durante nove meses"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): Pargo no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
(488)



terça-feira, 2 de setembro de 2025

Opção B Reserva Estágio em Barricas (2017): 6/10

Bebi o 2016 em 2023 e agora o 2017 em 2025. E, no essencial, as ideias mantêm-se: um vinho com muita madeira( eu gosto...), mas um pouco curto em boca. Por aqui nada a assinalar de diferennte entre o 2016 e o 2017.

O problema é o preço: este vinho foi comprado no produtor na Essência do Vinho Verde deste ano e custou €25. Esse é o preço do Soalheiro Reserva (o benchmark nesta gama!) e bem mais do que o extraordinário Regueiro Barricas. Ou seja, claramente excessivo. Ainda por cima, encontrei online a €18, o que é uma diferença significativa. Daí a nota cair um ponto - foi comprado no produtor, insisto.

Ano da produção: 2017
Data de compra: junho 25
Preço de compra: €25
Local de compra: Essência do Vinho Verde 25
Data de consumo: setembro 25
Produtor: AB Wines
Localidade: Amarante, Vinho Regional Minho
Enólogo: António Sousa
Acidez Total: 6,6 g/L (2016)
Açúcares residuais (g): 4,7 g/L (2016)
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: Estágio em barricas de carvalho francês (quanto tempo?)
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 14º
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(372)


Pássaros Espumante Brut Nature (2024): 7/10

Já aqui tinha dado conta de um novo espumante produzido por Anselmo Mendes , o Pássaros Brut Nature.  Faltava provar. Sobre a prova, uma peq...

Textos mais vistos