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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Rolan Colheita Selecionada (2023): 8/10

Há muitos anos provei um vinho Rolan, que custou (em mercearia) pouco mais de €3,5 e foi um desastre. 

Agora tive oportunidade de, em restaurante, conhecer o Colheita Selecionada e passei do 8 ao 80 😃.

Um Alvarinho de muita qualidade, que poderia estar perfeitamente na Subregião. Tem aroma, tropicalidade e acidez. Equilibrado.

Relação preço-qualidade: €10,17 na loja do produtor é um excelente preço. O dobro em restaurante. (Elogio: o produtor diz que só produziu 2980 garrafas deste vinho, mas não castigou os compradores por essa opção]
Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: junho 26
Local de compra/prova: restaurante Casa Lau, Cerveira
Preço de compra: €21 no restaurante, €10,17 no produtor
Dificuldade de aquisição: 
Produtor: Adega Rolan
Localidade: Silva, Valença
Enólogo: J. M. Martínez Juste
Acidez Total (g/L):  6,0 g/l ácido tartárico
Açúcar Total gr./dm3: 1,2g/l 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Prensagem suave e decantação de 12 a 24 horas a temperatura controlada entre 12ºC - 16ºC. Fermentação até 15 dias com controlo de temperatura entre 15ºC – 17,5ºC. Estágio em cubas de inox com temperatura controlada e movimento regular das borras durante 2 meses."
Informação sobre o local das uvas: Quinta da Pertigueira, Valença
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 8/9º
Acompanhou: bacalhau à lagareiro
(520)



quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Produtores de alvarinho não querem Valença na subregião

 Agora que a vindima começou, recupero as palavras do presidente da Câmara de Valença, que recentemente revelou que "Valença também produz uvas de muito boa qualidade e muitas dessas uvas vão sobretudo para adegas de Monção e já temos também uvas a seguir para Melgaço”.

Perguntámos à presidente da Associação de Produtores de Alvarinho o que pensam disto.

Joana Santiago foi clara: "Pertencer a uma sub-região não tem por base uma decisão ou vontade política de um município mas prende-se com divisões administrativas de representação cartográfica de fundo, as quais caracterizam uma área geográfica relacionadas com o clima, as castas, os solos, as práticas culturais, a história, etc … Considerando todos estes fatores a APA não vê qualquer fundamento na integração de Valença na sub-região de Monção e Melgaço. Sem prescindir que os vinhos aí produzidos ostentantam o selo DO vinho verde."



sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

Valença quer entrar na subregião. Faz sentido?

O município de Valença deu a conhecer, esta semana, a vontade de integrar a subregião, que assim deixaria de ser apenas Monção e Melgaço. 

O presidente da Câmara diz que já manifestou "esta vontade aos meus colegas Presidentes de Câmara de Monção e de Melgaço. Valença também produz uvas de muito boa qualidade e muitas dessas uvas vão sobretudo para adegas de Monção e já temos também uvas a seguir para Melgaço”, disse José Manuel Carpinteira.

Já a vice-presidente, Ana Paula Xavier, deu uma entrevista em que afirma: “Muitos dos nosso produtores de uva vendem o seu vinho para produtores e engarrafadores de vinho da adega de Monção. Toda aquela fronteira com Monção tem uma boa qualidade de solo e de condições climáticas, porque o que faz a diferenciação é o Monte de Faro. Fazia sentido estes produtores estarem integrados na sub região do Alvarinho."

Compreende-se o interesse de Valença, porque isso significaria um salto em termos de quantidade e prestígio do alvarinho ali produzido.

A minha dúvida é de outro tipo: desconhecendo quantas uvas são realmente vendidas a Monção (e Melgaço?), apenas tenho registo de um produtor devidamente reconhecido nesse concelho, a Quinta Edmun do Val, pelo que a reivindição nasce de cima para baixo, em vez de aparecer organicamente: primeiro é preciso Valença mostrar a qualidade que reivindica ter, para depois, de uma forma quase natural, entrar na 'equipa'.


PS - as declarações dos dois autarcas de Valença têm uma outra consequência: se há produtores de Monção e de Melgaço a comprar (pelos vistos, muitas) uvas nesse concelho, então estamos perante uma ilegalidade e uma acusação que desprestigia a subregião. Tem a palavra a APA.

 

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Edmun do Val Grande Reserva (2008): 5/10

Dir-se-á: quem anda à chuva, molha-se e eu, quando compro uma garrafa de 2008, tenho de estar preparado para o melhor e para o pior.

Talvez assim seja.

Mas, em minha defesa, gostava de dizer o seguinte: quando fiz a encomenda na garrafeira online, não me foi dada opção de escolher o ano (como é sabido, é muito raro encontrar várias colheitas do mesmo vinho disponíveis). Estavam a vender o 2008 e eu comprei. Mais: procurando no Google, é o Grande Reserva de 2008 que ainda surge disponível em várias garrafeiras.

Dito isto, acrescento apenas que, tratando-se de um Grande Reserva (com pelo menos dois anos de estágio], acreditei, embora tivesse consciência que era o alvarinho mais velho que bebi até hoje.

Mas o resultado não foi o esperado. Começou logo com a rolha, que quebrou. E continuou com o 'sabor' a essa mesma rolha. 

Sendo verdade que, mesmo assim, o aroma se mostrou muito agradável (frutas diversas), não é menos certo que fiquei com a sensação de que passou tempo de mais (14 anos?), o que se manifestou também numa acidez desequilibrada. [tinha a garrafa há ano e meia em casa, assumo também a minha parte...]

Termino com esta ideia: fará sentido, para o produtor e até para o comerciante, continuar a vender um vinho de 2008? Para o cliente, pelos vistos, não. Penso que seria mais sensato recolhê-lo. Ou então fui eu que tive azar...

Relação preço-qualidade: a partir desta experiência, obviamente má.

Ano da produção: 2008
Data de compra: março 2021
Preço de compra: €26,95
Local de compra: Decanter
Data de consumo: novembro 22
Produtor: Quinta Edmun do Val [não consta do site]
Localidade: Valença,  Vinho Regional Minho
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm3): ?
Açúcar (g/dm3): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 13º [o produtor sugere enhtre 14º e 16º, só vi depois]
Acompanhou: Cabrito no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(361)


terça-feira, 7 de setembro de 2021

Edmun do Val Sobre Lias (2018): 7/10

Este vinho, segundo o produtor de Valença, estagiou 10 meses sobre as borras (lias, do outro lado do Minho), que foram 'agitadas' periodicamente.

O resultado é um vinho interessante, mas que - acredito - precisa de mais tempo para mostrar o que vale.

Com estas características não é nem nunca será um vinho de sabores primários (frutas...), mas acredito que com o tempo vai tornar-se mais intenso.

Relação preço-qualidade: daqui a uns anos será um excelente preço...

Ano da produção: 2018
Data de compra: agosto 21
Preço de compra: €17,50
Local de compra: Garrafeira Prova Cega, Caminha
Data de consumo: setembro 2021
Produtor e Engarrafador: Quinta Edmun do Val
Localidade: São Julião, Valença
Enólogo: Ollala Ruibal?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º [o produtor aconselha entre 14º e 16º]
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salada de buzios
Pode acompanhar por exemplo:
(303)


domingo, 11 de abril de 2021

Entre 2 Mares (?): 5/10

[como é possível fazer vinhos com uma casta nobre como esta, sem identificação do ano ?]

Trata-se de um alvarinho produzido em Valença pela Adega Edmun do Vale para a empresa Decanter, também em Valença

No nariz é um alvarinho convencional, com aroma agradável, um pouco frutado e algo floral.

Na boca é que as coisas se 'complicam': há demasiada acidez, que não é compensada pelas sensações que o nariz promete.

Há qualquer coisa de cítrico neste vinho, mas no final fica apenas a acidez.

Análise ao preço: não se pode dizer que é caro, mas há melhores a preços mais baixos.

Ano da produção: ?
Data de compra: dezembro 20
Preço de compra: €7,50
Local de compra: Garrafeira Portugal, Valença
Data de consumo: abril 2021
Produtor: Quinta Edmun do Val [mas não consta do site... uma vez que não é marca própria]
Localidade: Valença (Regional Minho)
Enólogo: Olalla Ruibal?
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 9º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: Cavalas grelhadas na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(286)
O que diz o contrarrótulo: "Fundo floral que nos faz recordar os aromas de Valença [???], fresco e saboroso, com uma marcada presença de citrinos. Aveludado e seco. Excelente acidez. Presistente com bom sinal, deixa-nos inesquecíveis sensações"


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Vidigal (2016): 4/10

 As Caves Vidigal, de Leiria,  entenderam que faltava um alvarinho ao seu portfolio. E trataram de o encomendar em Valença, ao produtor registado com o número 2585.

(a quem interessa esta omissão de informação? Ao comprador, certamente não.)

O Vidigal Alvarinho (que não consta da lista de vinhos da empresa, por ter sido descontinuado? O último que se econtra é o 2016, precisamente) não é uma aposta ganha. Um vinho com um aroma interessante, mas na boca falta casta e consistência e prevalece a acidez.

Análise ao preço: há melhores por este preço


Ano da produção: 2016
Data de compra: Outubro 20
Preço de compra: €8,75
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: fevereiro 2020
Produtor: Eng. nº 2585 [Vinho Regional Minho]
Localidade: Valença
Enólogo: 
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 9º 
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salmão no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(269)


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Casal do Souto (2016): 2/10

A rever pelo produtor: vale a pena fazer um alvarinho assim? É completamente desinteressante, pouco ou nada se notando a essência da casta. Excesso de acidez.
[o produtor, na garrafa, revela que faz este vinho com uvas de Valença]
Ano da produção: 2016
Data de compra: maio 2018
Local de compra: Mercearia Mário Torres, Vila do Conde
Preço de compra: ?
Data de consumo: maio 2018
Produtor: Jose António Pinho Maia
Localidade: Vila do Conde [uvas de Valença]
Enólogo?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 2/10
Primeiro copo servido a: 9º
Acompanhou: arroz de cabidela
(94)

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Edmun do Val Reserva (2011): 8/10

Afinal em Valença também se fazem grandes alvarinhos!
Ainda por cima estamos a falar de um Reserva que não só preserva as características da casta como, de certa forma, até as potencia.
Um vinho de 2011 que está na sua plenitude e faz uma refeição excelente.
[uma curiosidade: a empresa, de origem galega, revela que este vinho é Alvarinho (90 %), Loureiro (7%) and Treixadura (3%)]
Ano da produção: 2011
Data de compra: abril 2018
Local de compra: Pingo Doce, Póvoa Varzim
Preço de compra: €11,99
Data de consumo: abril 2017
Produtor: Quinta Edmun do Val
Localidade: Valença
Enólogo: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 9º
Acompanhou: Linguados fritos
(84)

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Rolan (2014): 1/10

Haverá uma boa razão para Valença já não pertencer à subregião que faz os melhores alvarinhos em Portugal? Talvez este Rolan seja uma resposta.
Quando precisamos de fazer um esforço para perceber que é alvarinho está quase tudo dito. Na boca apenas se vislumbra que é um vinho verde.
[Ainda assim, é justo dizer que, sendo uma garrafa de 2014, pode ter havido alguma deterioração. Não vamos 'condenar' Valença por um só exemplar...]



Ano da produção: 2014
Data de compra: janeiro 2019
Local de compra: Supermercado Mário Torres, Vila do Conde
Preço de compra: €3,69
Data de consumo: janeiro 2018
Produtor: Adega Rolan
Localidade: Valença
Enólogo: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 1/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: Salmão grelhado na brasa
(51)

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