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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Soalheiro (2017): 9/10 [3ª prova]

Comecei por provar este Soalheiro em 2018 (e fi-lo por duas vezes - ver ligações em baixo). Uma garrafa ficou guardada para ser aberta agora, quase 10 anos depois.

Embora mantenha a mesma nota, o vinho está diferente. O que perdeu em vivacidade, ganhou em sabores secundários (mais caramelo, mais manga madura, mais figos secos); o que perdeu em acidez, ganhou em complexidade e estrutura (agora enche a boca).

E com tudo isto se prova que um Alvarinho de €10 euros pode nao só aguentar em garrafa meia duzia de anos, como até melhorar em certos aspetos [este esteve 9 anos, e está ótimo, mas talvez 5/6 seja o ideal).


1ª prova - janeiro 18 9/10

2ª prova - maio 18 9/10

3ª prova - julho 26 9/10

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Quinta de Alderiz (2018): 9/10

Para mim foi a grande surpresa da última Festa do Alvarinho de Melgaço.

Antecipando aquilo que - acredito - se tornará um hábito em dois ou três anos (*), a Quinta de Alderiz tinha à venda, além do colheita recente, o 2018 e 2012. O primeiro a um preço muito honesto (€12) e o segundo mais caro (€35), que tem a ver com a quantidade de garrafas disponíveis.

Comprei duas de 2018 e uma não demorou muito a ser aberta.

Claro que precisou de tempo, claro que se revelou melhor no fim do que no início, mas não só valeu bem o dinheiro, como (confesso) no dia seguinte fiz uma encomenda de mais!💚1️⃣8️⃣

À medida que a refeição avançava, o aroma foi abrindo e alguma doçura inicial deu lugar a um vinho com muita estrutura no final. Acidez top.

(* a primeira vez que vi um produtor trazer vinhos antigos para as feiras foi, em 2022, Terras de Conclave)

Ano da produção: 2018
Data de compra: maio 26
Preço de compra: €12
Local de compra: Festa do Alvarinho, Melgaço
Data de consumo: maio 26
Produtor: Casa do Pinheiro/Quinta de Alderiz
Localidade: Alderiz, Monção
Enólogo: João Garrido?
Acidez : ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: bochechas de porco
Pode acompanhar por exemplo:
(39)

sábado, 18 de abril de 2026

Génese Espumante Brut Nature (2024): 9/10

Daqui a duas semanas será lançado oficialmente o primeiro espumante da Vinevinu (o projeto de Manuel e Luís Cerdeira). Sendo Luis autor de alguns dos melhores espumantes de Alvarinho, no seu período Soalheiro, a minha expetativa era enorme.

E posso desde já dizer que não saiu minimamente defraudada: Génese é um espumante de excelência, com uma bolha que só valoriza em vez de atrapalhar e um conjunto de boca riquíssimo, a que não falta a proverbial acidez.

Só não atribuo nota máxima porque sei que, daqui a 5 anos, estará fenomenal.

Relação preço-qualidade: muito boa.

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: abril 26
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor (será lançado a partir de 1 de maio) [€19,95 online]
Dificuldade de aquisição: 
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Vinevinu
Localidade: Prado, Melgaço
Enólogo: Manuel e Luis Cerdeira
Acidez Total (g/dm ): 6.5
Açúcares residuais: Brut Nature
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas têm origem em vinhas situadas acima dos 300 metros de altitude, em Melgaço. Elaborado segundo o método tradicional de fermentação em garrafa, o Génese Brut Nature resulta de um vinho base com estágio parcial em barrica (20%), ao qual se segue uma segunda fermentação em garrafa com estágio de 12 meses"
Informação sobre o local das uvas: Melgaço
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Polvo à galega
(511)


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Gerações (2025): 9/10

Génese, o primeiro vinho de Luís e Manuel Cerdeira, deixou muito boas indicações, mas não era - nem podia ser, numa empresa tão recente - um vinho arrebatador, ao nível de alguns que Luís fez na Soalheiro.

Luís, sendo um dos mais destacados enólogos de Alvarinho, já não tinha nada a provar na Soalheiro, mas quando deixa tudo e começa do zero as atenções recaiem em si.

Ou seja, a expectativa para os vinhos seguintes era compreensivelmente elevada. 

E foi com este estado de espírito que abri o Gerações, mesmo sabendo que estamos perante um vinho de €12 e que é a edição de 2025 (a única) que temos para provar (como estará daqui a 3 ou 4 anos? o produtor diz que tem uma excelente capacidade de envelhecimento).

O preço precisamente é o primeiro grande argumento deste vinho: para a sua elevada qualidade, €12 é incrível. Daí também a nota atribuída.

Sobre o vinho: para um colheita acabado de lançar já abundam sabores para além da fruta tradicional, o que o torna muito rico e guloso, certamente resultado do contacto com as borras (notei-o um pouco floral e pareceu-me ter encontrado uma ou outra nota petrolada, tipo riesling). A acidez é suave mas persistente.

Ano da produção: 2025
Data de compra: oferta do produtor em dezembro de 2025
Local de compra:
Preço de compra: pvp recomendado €12
Data de consumo: janeiro 2026
Produtor: Vinevinu
Localidade: Monção & Melgaço
Enólogo: Luis Cerdeira e Manuel Cerdeira
Acidez Total (g/dm ) 6,5
Açúcares residuais: Seco
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "casta Alvarinho fermentada em inox e com contacto com as borras fina"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: caldeirada de sardinhas, prato exigente, mas a prova foi superada na perfeição. 
(501)

domingo, 4 de janeiro de 2026

Melpasso (2021): 9/10

Começo por explicar que, tendo chegado a vez do vinho nº 500, a escolha não poderia ser ao calhas. De entre as (muitas) opções ainda disponíveis, selecionei um vinho da Quinta do Soalheiro.

Primeiro porque, na minha opinião, este é o produtor de alvarinho mais marcante do primeiro quarto deste século; segundo, porque é uma casa que está em transição, depois da saída do grande mentor em 2024; finalmente, porque - penso não estar enganado - este é o primeiro vinho novo lançado no pós-Luis Cerdeira.

Mas há ainda uma outra razão: li que era usada a técnica (italiana) do Ripasso e a curiosidade não podia ser maior. Já provei o Alvorone ( as uvas são desidratadas, o que potencia a concentração de açúcares e os ácidos) e adorei. Sendo o Ripasso uma "segunda fermentação" que dá ao vinho um perfil intermédio entre o frescor do Valpolicella Clássico e a potência do Amarone, estavam reunidas as condições, acrescidas pelo facto de a Soalheiro garantir que esta é uma edição única: 1159 garrafas e nada mais. Daí o elevado preço.

As minhas expectativas não saíram defraudadas: o rótulo diz que é um vinho que promete uma nova forma de interpretação do alvarinho. É mesmo verdade. Algo entre um colheita tardia e um estágio em borras. Profundo. Excelente. Final com um pouco de tanino. Guloso.

Testei-o com várias comidas (bacalhau, marisco, doces, frutos secos, queijo da serra) e adaptou-se muito a todos. Talvez menos ao bolo-rei. Um vinho, sem dúvida, muito gastronómico.

Relação preço-qualidade: a nota diz tudo, sendo que já bebi alvarinhos mais caros e não tão bons. 

Ano da produção: 2021
Data de compra: oferta do produtor em dezembro de 2025
Local de compra: 
Preço de compra: (online €45)
Data de consumo: dezembro 2025
Produtor: Quinta do Soalheiro + APRT3
Localidade: Melgaço
Enólogo: APRT3 + Asun Carballo
Acidez Total (g/dm ) 5,4
Açúcares residuais: Seco
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "A vinificação do Melpasso adapta o método italiano Ripasso à realidade do Alvarinho. Parte-se de um vinho base fermentado de forma tradicional, com foco na frescura da casta. Em paralelo, uma fração das uvas é submetida a passificação parcial, concentrando açúcares, acidez e aroma, sendo depois prensada para produzir o Alvorone. As borras resultantes — ricas em compostos fenólicos e aromáticos — são então reutilizadas no processo Ripasso. O vinho base é repassado sobre estas borras, ocorrendo uma segunda maceração e refermentação lenta, que acrescenta estrutura, textura e profundidade. O vinho estagia posteriormente em inox e barricas usadas de carvalho, permitindo o afinamento do perfil sem sobrepor a identidade varietal. Após o estágio, segue-se o repouso em garrafa"
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12/13º
Acompanhou: diversos pratos, nomeadamente bacalhau à Gomes de Sá.
(500)


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Messala (2013): 9/10

Comecámos mal, eu e a garrafa, quando a rolha se partiu a meio. Pensei imediatamente: 'o que queres, um vinho de 2013! Estavas à espera de quê?"

A rolha acabou por sair e, com pouca fá, nem o abri com antecedência suficiente (ainda para mais, perdi o rasto de como chegou até mim).

Mas não podia estar mais enganado: logo no primeiro contacto foi amor à primeira vista. 

Aroma cheio de fruta madura (manga, mamão ananás) e frutos secos, na boca uma estrutura de sabores secundários bem equilibrada e um final com acidez que se prolonga muitos segundos depois.

Só não é um 10/10 porque o último copo já mostrava um pouco mais de acidez. Como se, ao fim de uma hora, se tivesse transformado, mas especificamente nesse aspeto.

O mais importante: é um colheita que nunca foi pensado para durar tanto.

Ano da produção: 2013
Data de compra: ?
Local de compra: ?
Preço de compra: ?
Data de consumo: dezembro 2025
Produtor: Vinhos Dela
Localidade: "Monção e Melgaço"
Enólogo: ?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: bacalhau à Gomes de Sá
(23)




quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Ipiranga (2022): 9/10

Excluindo os vinhos envelhecidos, este é o melhor alvarinho que bebi em 2025.

Não tenho dúvidas em afirmar que é um vinho extraordinário, no aroma (arrebatador), na boca (com um toque sublime de madeira e frutos secos, entre outros) e uma acidez tão equilibrada quando (in)tensa.

Tinha tudo para ser um nota 10.

Infelizmente, do meu ponto de vista, falha em algo imperdoável: a informação. No rótulo há informação a que só se acede com uma lupa (literalmente, a imagem abaixo mostra-o). Com o zoom do telemóvel percebi que foi engarrafado em Melgaço. Mas as uvas são de onde? Porque não é dada essa informação? 

Também não entendo que, sendo um vinho da subregião Monção e Melgaço, isso seja propositadamente ignorado.

Por teimosia, fui procurar o site, mas, em vez de ser simples e intuitivo, é complexo e não consegui aceder à ficha técnica, que imagino que exista.

Alguém que gasta €35 num vinho quer, com muita probabilidade, informação sobre o que está a beber. Eu quero. Isso é respeitar o consumidor.

Relação qualidade-preço: já bebi alvarinhos de €40 euros claramente inferiores a este.

Ano da produção: 2022
Data de compra: seetembro 25
Preço de compra: €35,55 (promoção: €28,95)
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Data de consumo: setembro 25
Produtor: António Braga Wines
Localidade: Uvas de Monção e engarrafado em Melgaço?
Enologia: António Braga
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentado em barricas de 500 Litros e com estágio em borras totais"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar, por exemplo:
(490)




terça-feira, 17 de junho de 2025

Anselmo Mendes A Torre (2019): 9/10

É certo que o Parcela Única é um alvarinho de referência, mas faltava a Anselmo Mendes um vinho topo de gama (Tempo, pelo preço, destaca-se, mas continuava a faltar alguma coisa).

Provam e QM já tinham arriscado no patamar dos €50, fazia sentido que outros produtores, como Anselmo, fizessem o mesmo.

E este ano Anselmo Mendes decidiu resolver esse 'problema', com o lançamento de A Torre (2019), uma seleção das melhores vinhas da Quinta da Torre, que comprou vai para 20 anos, em Monção.

Como seria de esperar, trata-se de um vinho sofisticado, sobretudo na boca, com forte mineralidade. No nariz percebe-se os cítricos característicos da casta, mas na boca são muitas camadas, perfeitamente harmonizadas com a madeira das barricas usadas, que está lá, mas discretamente.

O ponto alto é o final: além de longo, mostra uma acidez vibrante, que o torna fresco e meio salino.

Daqui a 10 anos terá nota 10!

Relação preço-qualidade: é um dos mais caros da subregião (produção pequena), mas também um dos mais distintivos. 

Ano da produção: 2019
Data de compra: abril 25
Preço de compra: oferta (online varia entre os €43 e os €53]
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho Melgaço
Data de consumo: junho 25
Produtor: Anselmo Mendes (alguns meses depois ainda não consta do site da empresa)
Localidade: Monção
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/dm): ?
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentou em barricas usadas durante nove meses, com bâtonnge suave."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: panados e arroz de le
Pode acompanhar, por exemplo: tudo, menos, talvez, carnes vermelhas mal passadas
(480)


terça-feira, 27 de maio de 2025

Soalheiro Primeiras Vinhas (2020): 9/10

Este 2020 aberto em 2025 revelou-se brutal!

Sofisticação, complexidade, aroma, acidez. Excelente.

É mesmo preciso mudar a mentalidade do consumidor português, relativamente aos alvarinhos de Monçaõ e Melgaço: comprar e guardar em vez de comprar e beber logo.

Ano da produção: 2020
Data de compra: 2021
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra:
Data de consumo: maio 2025
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enologia: António Luis Cerdeira
Acidez Total (g/dm3): 6,9
Açúcar (g/l): seco (residual)
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(67)

Primeiras Vinhas 2016

Primeiras Vinhas 2017

Primeiras Vinhas 2018

terça-feira, 6 de maio de 2025

Exemplar (2020): 9/10

Exemplar é o último alvarinho que Abel Codesso produziu para a Provam e é também o seu melhor vinho nestes anos de gestão da empresa de Monção.

Exemplar ficará, assim, como uma imagem de marca, que Élio Lara tem de saber continuar.

É vinho só de uma parcela, com fermentação integral em madeira, uma parte teve contacto pelicular.

O aroma de alvarinho é profundo e rico, com destaque para a fruta. Mas é na boca que revela a sua complexidade e riqueza. Um vinho cremoso, quase meloso, em que a madeira não assume protagonismo mas enriquece. No fim, a tradicional acidez, muito bem integrada e prolongada.

Relação preço-qualidade: nem sequer é o vinho mais caro da Provam; €30 é um bom preço. E não é por serem menos de 2000 garrafas que tem de custar €50 ou €60...
Ano da produção: 2020
Data de compra: abril 25
Preço de compra: prova na Feira de Melgaço 2025 (€29,90 online)
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho 2025, Melgaço
Data de consumo: abril 25
Produtor: Provam
Localidade: Monção
Enologia: Abel Codesso
Acidez Total (g/dm): 
Açúcar residual (g/L): 
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "."
Quantidade de garrafas consumidas: 
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(475)


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Soalheiro (2015): 9/10

Ainda há dias aqui escrevi sobre a capacidade de envelhecimento dos alvarinhos, que depende de vários fatores, a começar pela qualidade das uvas e pela forma como é vinificado, entre outros.

Esta semana decidi abrir um Soalheiro de 2015, que estava guardado à espera de fazer 10 anos (na verdade, os 10 anos apenas se completarão em dezembro deste ano, mês a que foi lançado; não resisti...)

As minhas expetativas: em qualquer caso, 10 anos em garrafa transformam um vinho, mas certamente não seria aquele alvarinho vibrante e frutado que é a imagem de marca do clássico da Quinta. Confirmou-se. Estava 'outro' vinho, tão bom quanto o 'anterior', mas bastante diferente: a fruta amadureceu, a acidez evoluiu, ficou um vinho mais complexo e evoluído.

Acima de tudo é notável como um vinho (a menos de €10) de 2015 chega a 2025 neste magnífico estado.

Ano da produção: 2015
Data de compra:
Preço de compra: oferta do produtor em 2018
Local de compra: 
Data de consumo: fevereiro 2025
Produtor: Quinta do Soalheiro,
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enologia: António Luis Cerdeira
Acidez Total (g/dm3): 7
Açúcar (residual) seco
Teor Alcoólico (%vol): 12,8º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Após a prensagem, o mosto obtido decanta durante 48 horas, segue-se a fermentação, a temperatura controlada, usando leveduras pré-seleccionadas para o efeito. O engarrafamento efectua-se após a estabilização do vinho, sendo seguido de um estágio em garrafa. A vinificação do Alvarinho Soalheiro está direccionada para obter um vinho que concentre a qualidade das uvas e permita uma boa evolução após o engarrafamento"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: bacalhau assado no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(45)

Soalheiro 2020
Soalheiro 2021
Soalheiro 2022

Soalheiro 2023


sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Regueiro Barricas (2022): 9/10

Em 2019 provei a colheita de 2016 e fiquei muito bem impressionado.

Mais ainda fiquei agora que pude provar o 2022.

É um vinho que precisa de respirar (foi aberto uma hora antes) e de 'aquecer', porque a temperatura a que sai do frigorifico não é a melhor. Quando estava nos 12º/13º revelou-se totalmente.

Relação qualidade-preço: se a revista Esquire, em Espanha, considera o preço deste Barricas "um verdadeiro escândalo", quem sou eu para contrariar?

Ano da produção: 2022
Data de compra: agosto 24
Preço de compra: €19,99 [pelos vistos o preço ainda não subiu...]
Local de compra: Auchan
Data de consumo: agosto 24
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (d/dm3): 7g
Açúcar residual (g/dm3):?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação a temperatura controlada, mantendo o respeito pelos métodos tradicionais; Fermentação em Barricas de 300 litros de carvalho Francês, com estágio de 8 meses, com Batonage."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 8º/9º
Acompanhou: arroz de pato
Pode acompanhar por exemplo: provavelmente poucos ligariam um alvarinho com arroz de pato; este Barricas casou excelentemente, o que quer dizer que temos vinho para uma grande lista de opções.
(174)

Regueiro Barricas 2016

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Repartido 14.22 (2022): 9/10

 Sobretudo nos últimos anos tenho sido contactado por produtores que se querem iniciar no alvarinho, para algum tipo de 'aconselhamento'.

Se, nos próximos tempos, algum me perguntar o que fazer eu vou responder: comprem a produção Repartido! [sei lá eu se está à venda ou não...]

Para quem não sabe, Repartido é um marca lançada em 2018 por dois jovens, com enologia de Abel Codesso.

Rapidamente se afirmaram como a novidade mais transformadora do alvarinho da subregião (muito embora usem o selo IVV).

[o Repartido Dois Pontos obteve a primeira nota 10, atribuída a um vinho de mesa].

Os seus vinhos dão nova expressão ao alvarinho, potenciando o essencial da casta, mas com ganhos evidentes e surpreendentes.

Este 14.22 (no fundo, a continuação do vinho que lançaram pela primeira vez em 2018) é só mais um exemplo.

[este projeto também parece mostrar que o verdadeiro potencial de Abel Codesso está de alguma forma 'escondido' na Provam]

Relação preço-qualidade: imbatível.

Ano da produção: 2022
Data de compra: julho 24
Preço de compra: Oferecido pelo produtor (preço em garrafeira: €25)
Local de compra:
Data de consumo: agostos 24
Produtor: Repartido Wines (engarrafado na Provam)
Localidade: uvas da subregião, mas vinho IVV
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total: ?
Açúcares residuais (g): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 10º (melhorou à medida em que foi aquecendo]
Acompanhou: polvo à lagareiro
Pode acompanhar por exemplo:
(370)



quinta-feira, 16 de maio de 2024

Dona Paterna 30º aniversário (2020): 9/10

Seguramente um dos melhores vinhos produzidos até hoje na subregião.

Trata-se de um blend de várias colheitas (a mais antiga, 2016), registado na Comissão como 2020. 

Tem dois anos de barrica (o primeiro com battonage) e mais um em garrafa.

O resultado é de excelência, com muita evolução, resultado do envelhecimento e da madeira (mas não 'sabe' a madeira).

Final potente, com a acidez a prolongar-se.

Para mim é o melhor vinho feito até hoje por Fernando Moura, o enólogo que muitos na subregião tratam por mestre.

Relação preço-qualidade: tem um pvp recomendado de €50 euros. Os leitores deste espaço sabem que atribuo muita importãncia ao preço. Por alguma razão este é o primeiro vinho com um preço de €50 ou mais euros a receber nota 9. Porque merece [e neste contexto não faz sentido estar a discutir por exemplo se poderia ser cinco euros mais barato, para se aproximar do Jurássico, por exemplo]. 

Ano da produção: 2020
Data de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor (pvp recomendado: €50]
Local de compra: Feira do Alvarinho, Melgaço, 2024
Data de consumo: maio 24
Produtor: Dona Paterna (não consta do site]
Localidade: Melgaço
Enologia: Fernando Moura
Acidez Total: ?
Açúcar: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Selecionado a partir de um mosto da colheita de 2020, este vinho fermentou e estagiou em barricas usadas de carvalho francês durante dois anos, com
processo de batonnage durante o primeiro ano"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11-12º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(434)


terça-feira, 30 de abril de 2024

Soalheiro [Clássico] (2023): 9/10

Vários fatores justificam esta nota:

- a qualidade intínseca do vinho (e se achei o 2022 um pouco mais doce, este 2023 pareceu-me estar mais equilibrado);

- uma extraordinária relação qualidade-preço, que permite que se beba um vinho francamente bom a pouco mais de €10;

- a persistência do produtor em lançar a nova colheita o mais cedo possível, embora cada um de nós o possa beber o 'mais tarde' que quiser (faz parte da imagem desta marca e isso fá-la distinguir-se dos concorrentes mais diretos); 

O Soalheiro é a marca de alvarinho mais conhecida em Portugal e isso deve-se, penso, à soma de vários elementos, como alguns que enunciei antes.

Ano da produção: 2023
Data de compra: 
Preço de compra: ?
Local de compra: Restaurante Sabino, Melgaço
Data de consumo: abril 24
Produtor: Quinta do Soalheiro,
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enologia: António Luis Cerdeira
Acidez Total (g/dm3): 6,2
Açúcar (residual) seco
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas são vindimadas à mão. Após a prensagem e antes da fermentação, o mosto é clarificado a baixa temperatura. O vinho fermenta em inox e estagia em contacto com as borras finas antes do seu engarrafamento"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou: bacalhau com broa
Pode acompanhar por exemplo:
(45)




sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Alvorone (2020): 9/10

A Quinta de Soalheiro lançou algumas novidades no ano passado, apresentadas como vindas da sua cave de inovação.

Já tinha provado o Mosto Flor, o Pé Franco, o Revirado e faltava este Alvorone, que resulta da associação entre um grupo de jovens enólogos (APRT3). 

A vinificação deste Alvorone é realmente inovadora, uma vez que associa o alvarinho à técnica de produção dos vinhos amarone italianos: as uvas são desidratadas, o que potencia a concentração de açúcares e os ácidos. E aqui está a chave para este vinho.

Este Alvorone tem semelhanças com os colheitas tardias de alvarinho (especialmente o Rascunho, da Quinta de Santiago), embora as uvas não tenham a chamada podridão nobre (14,5º de álcool).

Há uma acidez quase crocante, que se torna viciante e permite beber este vinho sem acompanhamento. Trata-se de um vinho seco, cujos níveis de açúcar provavelmente ainda podem ser afinados.

Desconheço se a Quinta vai voltar a produzir este vinho, mas, para mim, tem todas as condições para se tornar o símbolo (da imagem de marca) da inovação da Soalheiro.

Relação preço-qualidade: por tudo isto, só posso dizer que vale os €45.
Ano da produção: 2020 
Data de compra: novembro 23
Preço de compra: oferta do produtor [tentei comprar o vinho, incluindo na própria loja, mas ou porque a produção foi prequena ou porque demorei algum tempo, não o encontrei] (pvp recomendado €45)
Local de compra: 
Data de consumo: janeiro 24
Produtor: Quinta do Soalheiro (VR Minho)
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enologia: A. L. Cerdeira
Acidez total (g/dm3): 5,6
Açúcar (g/l) seco
Teor Alcoólico (%vol): 14,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas de Alvarinho sem podridão nobre, tal como no processo de produção do vinho Amarone, são desidratadas para concentrarem os açúcares e os ácidos. Após 3 a 4 semanas são prensadas e o mosto obtido, com uma concentração de açúcares elevada, fermenta e estagia durante um ano em barricas de madeira novas. O vinho é engarrafado após um período mínimo de 6 meses em depósito de inox"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º/12º
Acompanhou: slamão fumado
Pode acompanhar por exemplo: tem um pouco mais de álcool do que o normal, mas pode ser bebido sme qualquer acompanhamento
(416)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2023

Côto de Mamoelas Assemblage Espumante Super Reserva (2019): 9/10

São muitos os que dizem que Abel Codesso é o melhor enólogo de espumantes de alvarinho e este novo Assemblage confirma-o.
Trata-se de um espumante com 36 meses de estágio (super reserva) mas que resulta da mistura (assemblage) de três colheitas diferentes. Para efeitos de registo na Comissão, ficou o 2019.
O resultado é um vinho muito sofisticado, com muitos recursos no nariz e na boca - por isso também difícil de descrever nas suas características.
Apesar da nota atribuída ser idêntica, este Assemblage não está exatamente ao mesmo nível do Grande Reserva, mas em contrapartida tem um preço muito mais em conta [no Saudáveis e Companhia, de Monção, vi recentemente uma garrafa deste Grande Reserva 2015, esgotadíssimo, a €60!]
A relação preço-qualidade é por isso excelente.
Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 23
Preço de compra: €24,90
Local de compra: Garrafeira Onwine
Data de consumo: dezembro 2023
Produtor: Provam [a informação não consta do site]
Localidade: Monção
Enologia: Abel Codessso
Acidez Total (g/l): -6.5
Açúcar (g/l)  < 0,6
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas previamente selecionadas são cuidadosamente transportadas e prensadas inteiras para obtenção de um mosto de grande qualidade(...). O mosto é clarificado a 12º C durante 48 horas e fermentado a temperatura controlada durante 12-15 dias. Segue-se um período de estágio sobre borras finas de 5 meses. Posteriormente, procede-se ao engarrafamento, fermentação (método clássico) e estágio mínimo de 36 meses, findo o qual se realiza a “remouage” e o “degorgement”".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 10º/11º
Acompanhou: robalo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
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domingo, 5 de novembro de 2023

Encostas de Melgaço Espumante Bruto (2020): 9/10

Começo por dizer que este é o melhor espumante de alvarinho que bebi e classifiquei este ano [sim, porque houve um, com, pelo menos, igual apreciação a que não pude dar classificação). Um 9 quase 10.

2020 foi a primeira produção de espumante da renovada Quinta da Pigarra e acertaram em cheio! Aroma inconfundível, bolha do mais elegante que é possível imaginar, na boca sabores muito evoluídos, como se fosse um reserva em madeira (caramelo, manga madura, frutos secos), e a acidez a corresponder.

Um espumante suave e delicado. 

Relação preço-qualidade: €15 é um excelente preço para um espumante tão bom.

Ano da produção: 2020
Data de compra: nov22
Preço de compra: €15 [online encontrei diversos preços]
Local de compra: feira do espumante de Melgaço
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: Quinta da Pigarra [não existe qualquer informação online, que possa explicar por exemplo que a quinta é de Melgaço, mas o produtor esteja em Famalicão)
Localidade: Famalicão
Enólogo: Jorge Sousa Pinto
Acidez Total (d/dm3): ?
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 9-10º
Acompanhou: douradas grelhadas
Pode acompanhar por exemplo: trata-se de um espumante altamente gastronómico, que pode acompanhar quase toda a gastronomia.
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sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Repartido (2021): 9/10

O Repartido 2018 foi um dos melhores vinhos que bebi este ano. Um vinho tão diferente quanto excitante. Fiquei à espera de nova edição, sempre limitada a poucas garrafas, e acabo de encontrar a produção relativa a 2021- acreditem que não foi nada fácil...

No essencial mantém tudo o que de bom escrevi: a técnica de solera permite-lhe uma salinidade que não encontro em qualquer outro alvarinho produzido em Portugal e que, sem surpresa, casa perfeitamente com as características da casta.

Continua a ser um vinho com enologia de Abel Codesso, a partir de uma ideia de dois jovens que têm vários projetos para a produção de vinho.
As uvas são da sub-região, mas desta vez temos um IVV, para não ficar limitado às exigências técnicas da Comissão do Vinho Verde.  

Numa altura em que a subregião parece ter perdido alguma capacidade de inovar e está sobretudo a apostar no que já foi feito, este é realmente um vinho diferente e altamente gastronómico. Mas experimente o leitor bebê-lo ao fim da tarde ou antes da refeição. Vai ter mais uma surpresa.
Ano da produção: 2021
Data de compra: outubro 2023
Preço de compra: Oferecido pelo produtor (preço em garrafeira: €22/€23)
Local de compra: 
Data de consumo: outubro 23
Produtor: Repartido Wines (engarrafado na Provam)
Localidade: uvas da subregião, mas vinho IVV
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total: ?
Açúcares residuais (g): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 10º (parece-me que pede frio)
Acompanhou: caldeirada de petinga
Pode acompanhar por exemplo: também ligou bem com doces;
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terça-feira, 16 de maio de 2023

Jurássico II: 9/10

Não há qualquer dúvida de que se trata de um vinho extraordinário, muito gastronómico e com capacidade de envelhecimento.

A fórmula encontrada por Paulo Rodrigues (neste caso, são lotes de vinhos das colheitas de 2007, 2008, 2009 e 2010, conservados em inox) resulta em cheio.

A minha única dúvida é o preço: valerá €45 euros (em garrafeira) ou cerca de €70 em restaurante, mesmo tratando-se de uma produção inferior a 2000 garrafas, numeradas? Optei por manter a nota que atribuo pela qualidade do vinho, sem desconto (de 1 ponto) pelo preço.

Ano da produção: 2020?
Data de compra: maio 2023
Preço de compra: €?
Local de compra: Restaurante Grade, Leça da Palmeira
Data de consumo: maio 23
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total: (g/dm3) 8º
Açucares residual: seco
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: " lotes de vinhos das colheitas de 2007, 2008, 2009 e 2010, conservados em inox, e separados por anos"
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º?
Acompanhou: atum braseado
Pode acompanhar por exemplo: tirando cozido á portuguesa, pode acompanhar tudo, até tripas à moda do Porto!
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Jurássico I


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Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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