Mostrar mensagens com a etiqueta supermercado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta supermercado. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Já existem três espumantes de supermercado!

De um momento para o outro, Mercadona e Continente responderam ao pioneirismo do Pingo Doce que no início de 2022 lançou o primeiro espumante de Alvarinho, produzido por Anselmo Mendes.

Agora Mercadona (em associação com a Provam) e Continente (QM) puseram no mercado duas opções.

No caso do Mercadona, trata-se de um Grande Reserva Bruto, com o nome de Vila Paraíso (€7,80), enquanto o Continente tem o QM Terrae Alvarinho Reserva Espumante Bruto Branco (a €9,99). O do Pingo Doce continua a rondar os €5.

Algumas notas:
- preços muito distintos, sendo que o Vila Paraíso é um Grande Reserva (o Côto de Mamoelas Grande Reserva, também da Provam, custa cerca de €40!), ao contrário dos vinhos tranquilos;
- Mas o Grande Reserva é mais barato do que o do Continente! Não faz sentido.
- Irão outras marcas responder (nomeadamente Auchan e Lidl)?
- Acredito que esta oferta vai ter consequências na venda dos outros espumantes de Alvarinho;


domingo, 27 de setembro de 2026

O outro lado do negócio dos vinhos de supermercado

Já aqui chegámos à conclusão de que os produtores de Monção e Melgaço, como as QM, a Provam ou Anselmo Mendes, vendem os Alvarinhos de supermercado a preço de custo (basicamente sem lucro) ou - é uma suposição minha - em cerrtos casos mesmo abaixo dos custos de produção.

O tema é polémico, mas, do ponto de vista destas empresas, não pode ser visto apenas de um lado.

A fotografia abaixo mostra uma prateleira de vinhos no Continente. Aparecem sete referências das Quintas de Melgaço (duas de Anselmo Mendes, duas da Auinta da Lixa e duas da Aveleda, para citar os mais expostos). Ou seja, na marca branca o lucro pode ser quase inexistente (ajuda apenas a esvaziar stocks), mas há uma contrapartida: a parceria com o Continente vai 'empurrar' a venda de outros vinhos do portefólio. E aí está claramente a compensação.



quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cerdeiras (Vinevinu) fazem o primeiro Alvarinho para o supermercado Apolónia

O supermercado Apolónia (3 lojas no Algarve) acabam de lançar o seu primeiro Alvarinho (marca branca).

Eis o que distingue (sem ter provado):

- é produzido pela Vinevinu (Manuel e Luís Cerdeira), que assim se estreia neste segmento; julgo mesmo que é a primeira vez que António Luis Cerdeira faz um vinho de supermercado, pois não me lembro de o ter feito na Soalheiro.

- custa €12,95, o que é mais do que qualquer outro Alvarinho de supermercado e, ironia máxima, mais do que o Gerações que a Vinevinu tem à venda no mesmo Apolónia (€10,95). É, aliás, mais do que o Soalheiro, Contacto, Portal do Fidalgo ou Regueiro, para citar os óbvios

Se era para fazer a diferença, conseguiram, mas (insisto, sem ter provado) parece-me um preço desfasado da realidade.





terça-feira, 22 de setembro de 2026

Os Alvarinhos de supermercado estão mais baratos do que em 2021. Não faz sentido

Em Setembro de 2021 fiz uma ronda pelos supermercados com marcas próprias de Alvarinho e apresentei as contas.

Cinco anos depois voltei a repetir a experiência, cujos resultados tenho apresentado nas últimas semanas, e agora, que a tarefa está concluída, chego à conclusão que sucedeu o impensável: os vinhos estão mais baratos, com uma exceção. 

Bom para o cliente, mas mau para a indústria em geral.

Mais: se usarmos o critério da inflação, usando o IPC de Portugal, o resultado é uma inflação acumulada de aproximadamente 22,3% entre setembro de 2021 e agosto de 2026, o que se deveria ter refletido, de alguma forma, nos preços finais. Ver a coluna da inflação na imagem seguinte:
Este pequeno estudo só dá razão a quem afirma que os produtores, sobretudo os de Monção e Melgaço, estão a vender o vinho aos supermercados sem lucro ou quase. Não tenho a certeza de que assim seja, mas que parece...

PS1 - quatro dos sete custam exatamente €3,79. Parece as gasolineiras nas autoestradas...
PS2 - estes vinhos 'da casa' são muitas vezes incluídos em promoções. Já depois de publicado o texto sobre o Bando, do Auchan, encontrei-o a €5,99. 


quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Castelo de Moinhos (2025) / Mercadona: 6/10

Provei este Castelo de Moinhos, quando passou a ser produzido pela Provam, e deixei aqui estas notas. Voltei a provar, mas o 2025, e mantenho a avaliação. Tem aroma, tem acidez, tem também um pouco de fruta a mais, como seria de esperar neste tipo de vinho. É um vinho agradável, em suma.

(comprei 20 cêntimos mais barato do que o 2024!)

Ano da produção: 2025
Data de compra: setembro 26
Local de compra: Mercadona, Vila do Conde
Preço de compra: €3,60
Data de consumo: setembro 26
Produtor: [Engarrafado por Provam]
Localidade: Monção
Enólogo: Élio Lara
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º 
Acompanhou: pizza de camarão
Pode acompanhar por exemplo:
(211)

Castelo de Moinhos 2018

Castelo de Moinhos 24 (bebido em 25)


sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Seleção de Enófilos (2025) /Intermarché: 6/10

As Quintas de Melgaço produzem, neste momento, para três dos sete principais supermercados em Portugal. É obra. Continente, Lidl (dois dos três primeiros na quota de mercado) e Intermarché.

Neste contexto, seria um disparate da minha parte procurar diferenças entre eles. Que não existem. É o mesmo vinho.

O que varia então? O preço.

Acontece que o preço deste tipo de vinho (marca branca) é extremamente volátil, pelo que. apesar deste Seleção de Enófilos custar quase mais um euro do que o do Continente, aqui tratava-se de uma promoção. Optei, portanto, por manter a nota.

 

Ano da produção: 2025
Data de compra: agosto 2026
Local de compra: Intermarché de Âncora
Preço de compra: €3,79 (o 2016 custou €3,99!!!!)
Data de consumo: setembro 2026
Produtor: ? "Engarrafado por Quintas de Melgaço"
Localidade: uvas da sub-região, local não identificado
Enólogo: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
(24)

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Pingo Doce (2025): 7/10

Se Anselmo Mendes produz um Alvarinho para o Pingo Doce com uvas de Monção e Melgaço a €3,79 o problema não é certamente do consumidor.

Vem isto a propósito da polémica que estes textos sobre Alvarinhos de supermercado (e outros textos semelhantes, noutras publicações) têm suscitado. Eu percebo o ponto de vista da generalidade dos produtores quando dizem que, assim, o vinho é vendido abaixo do custo ou pelo menos sem margem de lucro ou até quando insinuam que é concorrência desleal, mas isso é algo que eles têm de resolver entre si - lembro que Anselmo Mendes foi até há poucos anos o presidente da Associação de Produtores de Alvarinho. E que este é um guia que se assume virado para o consumidor.


Acresce - e não é nada irrelevante - que este vinho é realmente bom (fresco, equilibrado, boa acidez). 

Em resumo: para o consumidor só há vinhos demasiado baratos se forem maus. Este é bom!

Ano da produção: 2025
Data de compra: agosto 2026
Preço de compra: €3,79 (mais barato do que o 2019!)
Local de compra: Pingo Doce
Data de consumo: agosto 2026
Produtor: Pingo Doce/Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: bacalhau na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(4)



domingo, 23 de agosto de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Portal do Minho (2025) / Lidl: 6/10

Para muitos produtores, nomeadamente da Subregião, estes vinhos de supermercado podem representar concorrência desleal e eu percebo: €3,69 é um preço muito abaixo do que seria o valor comercial de um colheita do ano. 

Já o consumidor agradece poder comprar Alvarinhos de Monção e Melgaço (Vinho Verde DOC, portanto) a menos de €4. [em 2018 comprei este vinho a €3,99!]

Ponto forte: acidez muito bem integrada e constante; ponto fraco: alguma doçura inicial, que felizmente vai desaparecendo.

(nota: mais um vinho produzido pelas Quintas de Melgaço, que também produzem o Contemporal, do Continente)

Ano da produção: 2025
Data de compra: Agosto 2026
Local de compra: Lidl
Preço de compra: €3,69 (penso que estaria em promoção, mas, como sabemos, promoções de vinhos no supermercado é normal)
Data de consumo: janeiro 2018
Produtor: Quintas de Melgaço
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: filetes de pescada
(48)

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Contemporal (2025) / Continente: 6/10

O mais importante: comprei este Contemporal a €2.84, aproveitando uma promoção, já que o preço anunciado era €3,79.

Não tenho dados para afirmar se €2,84 paga realmente o conteúdo de uma garrafa, mas - sem querer exagerar😃 - é um preço escandaloso!

Reparem que o vinho é produzido pelas Quintas de Melgaço, com uvas pagas a pelo menos €1,5 o quilo (preço médio da Subregião).

É muito barato? O cliente agradece.

Sobre o vinho: bastante fruta (tropical), como seria de esperar; boa acidez, com um final que ainda se segura alguns segundos

Relação preço qualidade: impossível ser melhor😄.

Ano da produção: 2025
Data de compra: julho 2026
Local de compra: Continente, Vila do Conde
Preço de compra: €2,84 (promoção)
Data de consumo: dezembro 2022
Produtor: Continente /"Engarrafado por Quintas de Melgaço"
Localidade: Melgaço
Acidez:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: robalos na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(8)

Contemporal 2021 (bebido em 2024)

Contemporal 2018 (bebido em 2019) 

Contemporal 2016 (bebido em 2017)


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Tiroliro (2025): 7/10

Casa de Vila Verde, em Lousada, pode não ser uma das referências mais conhecidas na região dos Vinhos Verdes, mas é relevante que produza quatro Alvarinhos, de três marcas diferentes (Pluma, na versão colheita e reserva, Casa de Vila Verde e este Tiroliro). A isso não será alheio o facto de, atualmente, ser a Casa Santos Lima a responsável pela produção e comercialização dos vinhos da "Casa de Vila Verde - Sociedade Agrícola Lda".

Apesar de não ter sido registado nesta página até agora, Tiroliro é um vinho que existe há pelo menos 10 anos. O que agora me fez chamar a atenção foi o facto de ter aparecido (em exclusivo?) no Pingo Doce, nas últimas semanas, a custar €4,49 (alegadamente o preço é €10,99).

Sobre o vinho: para €4,49 é muito bom! 
Trata-se de um vinho de perfil cítrico, com boa acidez e bastante gastronómico. Vale a pena procurar algumas garrafas a este preço, se ainda existirem.

Relação preço-qualidade: tudo dito. Enquanto se mantiver neste preço...

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: Pingo Doce, Póvoa de Varzim
Preço de compra: €4,49 (promoção?)
Dificuldade de aquisição: imagino que seja fácil online, mas, pelo que percebi, não está em todas as lojas Pingo Doce
Produtor: Casa de Vila Verde (VR Minho)
Localidade: Lousada
Enólogo: Manuel Lopo de Carvalho
Acidez Total (g/l ác. tartárico): ?
Açúcar : ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: Lousada?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8º
Acompanhou: arroz de frango
(525)

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Há bons Alvarinhos no supermercado? Bando Verdilhão (2023) / Auchan 6/10

Começo por distinguir Alvarinhos de marca branca, nos supermercados, e Alvarinhos que alguns supermercados vendem em exclusivo: o Auchan tem o Pedra Antiga, o Continente, o Jardim Secreto e o Pingo Doce o Pássaros (a lista não é exaustiva).

Para este contexto, interessam apenas os Alvarinhos de marca branca, no caso o Bando Verdilhão, do Auchan.

Há duas coisas que distinguem este vinho da concorrência: o preço (custa pelo menos o dobro) e o facto de não ser normal, em entradas de gama e vinhos correntes, venderem vinhos com alguma idade (ainda recentemente comprei o 2019!).

É impossível não ter em conta que este vinho custa €7,99. É a marca branca do Auchan, mas posiciona-se muito acima.

E qualitativamente também. Aroma vegeral, com fruta branca. Na boca não há nem podia haver grande complexidade, mas termina salino, como Abel Codesso bem sabe fazer. Acidez muito boa.

Relação preço-qualidade: caro para supermercado, bom como vinho.

Ano da produção: 2023
Data de compra: julho 2026
Preço de compra: €7,99
Local de compra: Auchan, Vila do Conde
Data de consumo: julho 2026
Produtor: PROVAM (para o Auchan)
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10-11º
Acompanhou: salmão fumado
Pode acompanhar por exemplo:
(266)

Bando Verdilhão 2019 (provado em 2026, em 2023 em em 2020)

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Há bons Alvarinhos no supermercado? Cave do Morgado (2024) / Aldi 5/10

A marca branca de Alvarinho do Aldi é o Cave do Morgado, antes produzido e engarrafado pela Adega de Monção, mas agora sob a responsabilidade da Casa de Vila Nova, em Penafiel (é a primeira vez que um supermercado não recorre a um produtor de Monção ou Melgaço para a sua marca branca).

Cave do Morgado 2024 é um vinho frutado, talvez em demasia. Adocicado, talvez em demasia. Acidez final interessante.

Não é sacríficio bebê-lo, mas  - lá está - custa apenas €3,79.

Ano da produção: 2024
Data de compra: julho 2026
Local de compra: supermercado ALDI
Preço de compra: €3,79
Data de consumo: julho 26
Produtor: Casa de Vila Nova (Eng. nº 4606)
Localidade: Penafiel
Enólogo: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
(33)
 

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Pássaros, a resposta do Pingo Doce ao Jardim Secreto (Continente)

Certamente conhecem o fenómeno Jardim Secreto, um Alvarinho produzido pelas QM para o Continente. É habitualmente vendido com 70% de desconto, como podem ler aqui, No ano passado, por exemplo, comprei o colheita 2024 a custar €12,99, mas só paguei €3,89 (desconto de €9,10😎).

O Jardim Secreto do Pingo Doce chama-se Pássaros e tem duas versões: o Reserva e o Reserva de Família.

São vinhos produzidos por Anselmo Mendes e, nesta altura, estão a ser vendidos com 50 por cento de desconto.

Recomendo vivamento o Pássaros Reserva. A €5,99 é de comprar uma caixa e guardar!






sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Bando Verdilhão (2019): 4/10

Uma pergunta para €200 (o mínimo no Jocker😇): o que é suposto esperar de um vinho de supermercado, que custava €5,99, quase sete anos depois de ter sido lançado no mercado?

Antes o contexto: Bando Verdilhão é o nome da marca branca de Alvarinho do Auchan. 2019 foi o primeiro ano (antes havia um vinho chamado Verdilhão, das Caves Campelo, em Barcelos). Em 2020 comprei duas garrafas e bebi de imediato uma delas. Gostei, sinceramente. Guardei a outra garrafa, que abri apenas em 2023, à espera de perceber como iria evoluir. Uma desilusão - o vinho não aguentou a passagem do tempo.

Não é que em 2026 o Auchan continua a vender o 2019? [no mesmo dia encontrei 2019 num Auchan e o 2023 noutro, a 20kms de distância]

Vamos lá à pergunta: o que é suposto esperar de um vinho de supermercado, que custava €5,99, quase sete anos depois de ter sido lançado no mercado e que já em 2023 não estava bom?

Foi exatamente isso que aconteceu. O vinho está demasiado ácido, basicamente só tem acidez e não se bebe com prazer. Para agravar o Auchan passou a vendê-lo a €7,99, mais €2 (sim, tanto custa €7,99 o 2019 como o 2023). Contactei o Auchan para perceber a razão para uma subida tão significativa e foi esta a resposta: "o custo de produção associado à qualidade deste vinho implicou um reposicionamento do respetivo preço para o patamar atualmente praticado. Não obstante, encontram-se previstos, em articulação com o produtor, momentos promocionais ao PVP de 5,99€."

Em resumo: como seria de esperar e faz sentido, nem todos os Alvarinhos estão preparados para serem guardados e bebidos 4 ou 5 anos depois. Ainda assim, provei 24 horas depois e tinha um pouco menos de acidez, tornando mais aceitável a prova. Daí a nota final.

Ano da produção: 2019
Data de compra: fevereiro 2026
Preço de compra: €7,99
Local de compra: Auchan, Vila do Conde
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: PROVAM (para o Auchan)
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 3/10
Primeiro copo servido a: 11-12º
Acompanhou: pizza
Pode acompanhar por exemplo:
(266)



sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Soalheiro quase nos €12

Desde junho de 2023 que acompanho o esforço da casa Soalheiro para subir o preço do seu alvarinho clássico. 

Nessa altura o pvp recomendado já era €11,5, mas os retalhistas, sobretudo as grandes superfícies resistiam, colocando o vinho a menos de €10.

Voltei a escrever sobre o assunto há um ano e o título era bem explicativo: "O mercado resiste ao aumento do preço do Soalheiro", já que encontrara o vinho, em dezembro, a €9,99.

Passou um ano e mudou muita coisa.

Desde logo, a distribuidora, que agora é a Garcias.

E, sobretudo, mudou o preço.

Uma ronda, feita entre meados de novembro e início deste mês, pelo El Corte Inglés, Auchan e Continente mostra o Soalheiro clássico a €11,99 (no Pingo Doce não encontrei). Já agora, na Garcias, online, está a €11.95, que é um sinal muito claro da afirmação do preço.

Este assunto é, na minha opinião, bastante relevante porque 1) é difícil começar a pagar mais dois euros pelo mesmo produto; 2) porque estamos a falar da marca de alvarinho com mais notoriedade; 3) porque se fala muito em que os alvarinhos da subregião têm um preço muito abaixo da sua qualidade, mas poucos ousam mexer. Este caso pode inspirar outros produtores.

Acredito que este preço tenha vindo para ficar (exceto promoções pontuais, como feiras do vinho). 

Portanto, agora, Soalheiro a menos de €11 euros só no Coca (Monção e também Melgaço)!😇

(esta imagem foi obida no final de novembro)


sábado, 18 de outubro de 2025

Castelo de Moinhos (2024) 6/10

Já aqui tinha dado conta de que a Provam subsituiu a Adega de Monção na produção do Castelo de Moinhos, a marca branca do Mercadona. Faltava provar.

Acabei de abrir uma garrafa da colheita mais recente e a primeira nota é que valeu a pena a troca, o vinho está mais completo, tem aroma, tem acidez, tem também um pouco de fruta a mais e de açucar. 

Por €3,80 é impossível pedir mais e melhor. Ou seja, do meu ponto de vista é um privilégio, que temos em Portugal, podermos beber vinhos a este preço. Ainda por cima, o vinho custa exatamente o mesmo que custava em 2019!

(Outra coisa completamente diferente é se isso valoriza a subregião ou os seus produtores, até porque não sei - alguém sabe? - qual é o peso que a grande distribuição tem na faturação final dos quatro produtores que engarrafam para supermercados; só o Soalheiro não o faz).


Ano da produção: 2024
Data de compra: outubro 25
Local de compra: Mercadona, Vila do Conde
Preço de compra: €3,80
Data de consumo: outubro 25
Produtor: [Engarrafado por Provam]
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º (é recomendado 13º]
Acompanhou: caldeirada de sardinha
Pode acompanhar por exemplo:
(211)

Castelo de Moinhos 2018

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Provam substitui Adega de Monção no Mercadona

É, certamente, um dos negócios do ano: a Provam passou a produzir e engarrafar a marca branca de alvarinho (e não só, também, alvarinho e trajadura e ainda um verde tinto) que a Mercadona vende em Portugal.

O Castelo de Moinhos era produzido antes pela Adega de Monção.



terça-feira, 1 de abril de 2025

Seleção de Enófilos Reserva (2023): 4/10

Seleção de Enófilos é a marca branca do Intermarché. 

Já existia um Seleção de Enófilos alvarinho (colheita), agora encontrei um Reserva, ambos produzidos pelas Quintas de Melgaço.

A diferença não é muito grande.

Estamos a falar de um vinho abaixo dos €5, com muitas limitações, sobretudo em boca, onde parece demasiado ácido e com pouca fruta. No nariz não desilude.

Relação preço-qualidade: é um vinho barato (mas não o melhor abaixo dos 5 euros) e a qualidade é fraca.

Ano da produção: 2023
Data de compra: nov 24
Preço de compra: €4,29
Local de compra/prova: Intermarché de Monção
Data de consumo: março 25
Produtor: QM para Intermarché
Localidade: Melgaço
Enologia: ?
Acidez Total (g/l):
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(471)


terça-feira, 8 de outubro de 2024

Pássaros Reserva de Família (2022): 7/10

 Há várias coisas a dizer sobre este vinho:

1) É produzido por Anselmo Mendes, mas não consta do seu site (ao contrário do Pássaros Alvarinho e Loureiro ou do Pássaros Loureiro); 

2) Segundo percebi é vendido em exclusivo, pelo menos em Portugal, pelo Pingo Doce, o mesmo acontecendo com o Pássaros Alvarinho. A ser assim, são quatro os Alvarinhos que Mendes produz para o Pingo Doce (o Alvarinho Pingo Doce, o Espumante e estes dois Pássaros), o que faz desta cadeia de distribuição certamente o seu principal cliente em Portugal e a que tem mais Alvarinhos em exclusivo (há ainda um excelente Reserva, com origem na Adega de Monção, o que dá cinco). Este vinho não consta do site do Pingo Doce.

3) Não consegui perceber quanto custa realmente, mas sei quanto paguei: €9,9 (beneficiando, pelos vistos, de um descontos de 50%). €20 euros é um preço absurdo para este vinho, mas €10 é bastante razoável;

4) Não encontrei qualquer informação sobre a vinificação (quanto tempo em barrica, por exemplo), o que me leva a dizer que um produtor como Anselmo Mendes tem de ter um comportamento a este nivel compatível com o seu prestígio (parece um vinho clandestino, do qual nada temos direito a saber).

5) Agora o vinho: foi aberto uma hora antes, mas mostrou-se fechado, com as notas cítricas muito presas (lima, um pouco de toranja) e a acidez curta; o segundo copo, 16 horas depois, já revelou mais abertura e mais madeira. Mas quem é que abre um vinho com 16 horas de antecedência? Considerei o segundo copo também para a nota.

Ano da produção: 2022
Data de compra: março 2024
Preço de compra: €9,99 (€19,99 antes do desconto)
Local de compra: Pingo Doce
Data de consumo: outubro de 24
Produtor: Anselmo Mendes (não consta do site)
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: lasanha
Pode acompanhar por exemplo:
(452)





quarta-feira, 3 de abril de 2024

Um espumante de alvarinho que custa metade dos outros

No supermercado Coca, de Monção (a loja de referência em termos de preços de alvarinho) o espumante de alvarinho mais barato custa cerca de €10. Penso que nem na Feira do Espumante, de Melgaço, se encontra mais barato.

Mas o espumante de alvarinho mais barato custa metade, pouco mais de €5, marca Pingo Doce.

A minha admiração é a seguinte: os supermercados arrasam na venda de vinhos de marca branca, mas se virmos os preços dos alvarinhos (colheita) a diferença não é assim tão grande: o Adega de Monção bate-se com os preços das marcas brancas, para referir apenas um vinho da subregião (todos à volta de €4). Na zona dos vinhos verdes há ainda outros exemplos.

Ou seja, como se explica uma diferença tão grande (o Pingo Doce custa metade do Bruto Regueiro, no Coca, por exemplo)? O produtor e o distribuidor estão a esmagar margens de lucro e a ganhar cêntimos? Ou são os outros produtores que 'exageram' no preço?

Resta acrescentar, para quem não saiba, que o espumante do Pingo Doce é produzido por Anselmo Mendes, o que só aumenta(ria) o seu valor.



Pássaros Espumante Brut Nature (2024): 7/10

Já aqui tinha dado conta de um novo espumante produzido por Anselmo Mendes , o Pássaros Brut Nature.  Faltava provar. Sobre a prova, uma peq...

Textos mais vistos