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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

O Alvarinho fora da Sub-região perdeu a 'vergonha'

Quando Jorge Moreira lançou o Poeira branco, que é Alvarinho do Douro (mas não diz), a €30, foi uma ousadia. [A colheita de 2022 custa um pouco de mais €40]

Na altura apenas os Alvarinhos da Sub-região (e poucos!) tinham esse preço [Anselmo Mendes, com o seu Tempo, foi, mais uma vez, pioneiro].

Nos últimos dois/três anos as coisas começaram a mudar, fruto da estabilização da produção da casta um pouco por todo o país e da sua valorização, que todos sentem.

E começaram a aparecer Alvarinhos a preços 'proibitivos' - à partida, quem é que vai dar €50 euros por um Alvarinho fora de Monção e Melgaço? É certo que, na maior parte dos casos, são produções reduzidas, quase de prestígio, que funcionam como marketing e dão notoriedade aos produtores, mas a verdade é que custam €30, €40 ou mais de €50.

(imagem retirada do PortugalVineyards de hoje)

Nesta altura já é relativamente normal ver Alvarinhos produzidos fora da Sub-região a mais de €30, quando, por exemplo, o Soalheiro Reserva não atinge sequer esse patamar. Ou o Sou, da Quinta de Santiago, que se mantém nos €35.

Saúdo, por um lado, a ousadia dos produtores de Portugal que apostaram no Alvarinho, já que pode contribuir para tentar valorizar o produto, mas temo que esta inflação seja artificial. Cá estaremos para ver.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Poeira (2015): 8/10

O Poeira é o melhor alvarinho produzido fora da subregião!

Apenas o preço elevado (muito mais em restaurante, proibitivo) me faz hesitar em atribuir uma nota melhor.

De uma forma geral, é um dos grandes vinhos brancos produzidos em Portugal.

(relativamente ao 2016, provado no ano passado, este 2015 não demonstrou um ganho pelo envelhecimento).

Ano da produção: 2015
Data de compra: 
Preço de compra: €58,00
Local de compra: Bebido no restaurante Caneiro, Arco de Baúlhe
Data de consumo: maio 2021
Produtor: Quinta do Poeira
Localidade: Provesende, Douro
Enólogo: Jorge Moreira
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 14º ?
Passou pelo arejador? Não.
Acompanhou: arroz de polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo: assados, carnes brancas, caça, mariscos confecionados, bacalhau, etc
(248)

Poeira 2016

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Poeira (2016): 8/10

Começa por ser estranho plantar vinhas de alvarinho em plena região do Douro vinhateiro (Quinta do Poeira, Provesende), mas, não sendo original,  essa é só mais uma demonstração das excecionais qualidades que a casta tem para se adaptar. Ainda por cima, fica a saber-se que é "um branco de 'sombra', com uvas provenientes de uma vinha plantada em encosta com exposição norte e muito protegida do sol".
Mas mais 'estranho' é o facto da garrafa não fazer qualquer referência ao alvarinho. É um IGP Duriense, apenas isso. 
Sendo estranho, percebe-se a opção de Jorge Moreira: ele não quis fazer um (grande) alvarinho, quis produzir um (grande) vinho branco.
E conseguiu-o.
É alvarinho?
Nesta fase já não é o mais importante, sendo certo que o terroir e a vinificação (madeira, bem integrada) alteraram profundamente as características da casta. Sabores secundários, muitos, mas nada de frutas a explodir na boca.
Análise ao preço: é um dos alvarinhos mais caros e seguramente o mais caro produzido fora da subregião. Vale a pena? Sim.
Ano da produção: 2016
Data de compra: abril 2020
Preço de compra: €31,00
Local de compra: Yeatman shop
Data de consumo: maio 2020
Produtor: Quinta do Poeira
Localidade: Provesende, Douro
Enólogo: Jorge Moreira
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não.
Acompanhou: risotto de gambas
Pode acompanhar por exemplo: assados, carnes brancas, caça, mariscos confecionados, bacalhau, etc
(248)

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Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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