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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Antaia Espumante Brut Nature (2023): 6/10

Antaia é a marca do produtor Domingues & Bessada, que lançou um colheita relativo a 2022 no ano seguinte. Dois anos depois surge o primeiro espumante, relativo à vindima de 2023.

[Apesar de ser um produtor novo, com gente nova, e já terem passado alguns meses desde o lançamento deste espumante, não há qualquer referência no site, pelo que a informação é escassa; pelos vistos também há um reserva... Por falar ainda em informação, o QR Code no contrarrótulo já remete para o espumante de 2024]

Gostei do colheita mas nem tanto deste espumante, que tem uma bolha de tal maneira forte que se sobrepõe a quase tudo o resto. Pode haver, admito, quem goste de vinhos assim, eu não.

Só no final é que o aroma se abriu para fruta tropical. Boa acidez.

Relação preço-qualidade: há excelentes espumantes da Subregião na ordem dos €15. Os €14,40, pagos no Solar do Alvarinho, em Melgaço, onde os preços são tradicionalmente mais baixos do que em garrafeiras, são um preço elevado.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: fevereiro 26
Local de compra/prova: Solar do Alvarinho, Melgaço
Preço de compra: €14,40
Dificuldade de aquisição: muito difícil
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Domingues & Bessada (IG Minho)
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais:
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: camarões panados
(509)
 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Casa do Cerdedo Espumante Bruto (s/d): 8/10

Eu sei que se em França, com muitos dos champanhes, fazem isso, quem sou eu para contestar que um vinho não tenha data? Mas, pelo menos para mim, é importante ter uma orientação. Poderia ser o ano do último degorgement ou a data em que foi posto à venda. Em França diz-se muitas vezes que os champanhes devem ser bebidos até cinco anos depois de serem comprados - e se não há essa informação?

Este Casa do Cerdedo é, portanto, um non-vintage, sem data. 

Contactei, por isso, o produtor (o que nem sempre é possível, até porque alguns não respondem) que me informou que esta garrafa tinha tido o degorgement em outubro de 2025. Ou seja, bebi-a com cinco meses.

Mais me informou Manuel Vergara Vaz que o vinho esteve cerca de 48 meses na garrafa, após a segunda fermentação. Só depois foi feito o degorgement. 

Sobre o vinho: com tanto 'estágio' seria de esperar um vinho evoluído, como se revelou; com uma bolha tranquila, como se verificou; e uma acidez a honrar os pergaminhos da casta. Verdade.

Relação preço-qualidade: pvp de €12??? É saldos. A nota final só podia refletir isso.


Ano da produção: NV
Data de compra/prova: oferta do produtor
Local de compra/prova:
Preço de compra: (pvp €12, segundo o produtor
Dificuldade de aquisição: elevada
Data de consumo: março 2026
Produtor: Casa do Cerdedo / Manuel Vergara Vaz (IG Minho)
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais: 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "A segunda fermentação foi em garrafa e esteve cerca de 48 meses  na garrafa. Depois foi feito o degorgement e essas garrafas foram degorjadas em outubro de 2025. O vinho base não tem barrica"
Informação sobre o local das uvas: Roussas, Melgaço
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Carpaccio de bacalhau
(508)


quarta-feira, 18 de março de 2026

Génese CIMA (2024): 8/10 (ATUAL.)

António (L.) Cerdeira tem explicado que não está interessado em fazer, com o filho Manuel, os mesmos vinhos que fazia no Soalheiro - mesmo que alguns sejam muito bons. Recentemente falou, numa muito concorrida prova na Garage Wines, dos anos em Alvaredo como uma espécie de estágio/aprendizagem e que hoje, com todo esse conhecimento, sabe melhor o que quer fazer.

Génese CIMA é o seu novo vinho, engarrafado em dezembro 25, com 9 meses em barrica nova e 9 meses num ovo de cimento (CI +MA). É um dos primeiros Alvarinhos a usar cimento (ATUALIZO: além do Soalheiro Terramatter alvarinho, com ovo de cimento, madeira de castanho, madeira francesa e inox, e do Soalheiro Mosto Flor alvarinho, desde 2023 fermentado e estagiado no Wiseshape de cimento, há ainda o Soalheiro Germinar Loureiro, em ovo de cimento, com trabalho de borras) 

Esta afinação de adega só podia resultar num vinho diferente, em que a fruta não é protagonista e madeira também não sobressai. É sem dúvida um vinho tenso e com boa textura na boca, não muito expressivo, bastante gastronómico e (acredito) com uma capacidade de envelhecimento que o vai transformar - ganhando um pouco mais de corpo na boca. O Alvarinho está no aroma, vegetal, e na acidez, extensa. Notei uma certa sensação de mineralidade.

[Este é o terceiro Alvarinho da Vinevinu, com duas vindimas. Naturalmente, vai ser preciso esperar algum tempo até que os Cerdeiras ponham no mercado um vinho fora de série; até agora o Gerações é o meu preferido]

Relação preço-qualidade: pelo que percebi o preço anda entre os 17 € e 19 €. Não é um preço excelente, mas parece-me normal para o tipo de vinificação.

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: oferta do produtor
Local de compra/prova: 
Preço de compra: (pvp ronda os €17 e os €19]
Dificuldade de aquisição: média
Data de consumo: março 2026
Produtor: Vinevinu (mas neste momento ainda não consta do site)
Localidade: Melgaço
Enólogo: António Cerdeira e Manuel Cerdeira
Acidez Total (g/dm ): 6.0 
Açúcares residuais:  seco
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Vinificação parcial em ovo de cimento e componente em madeira de carvalho para textura"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: arroz de bacalhau
(507)


quinta-feira, 5 de março de 2026

Martingus (2025): 7/10

Duas notas, antes de irmos ao vinho:

- sou daqueles que acham que devia ser proibido beber Alvarinhos com menos de um ano de estágio ou de garrafa. Este é apenas o segundo 2025 que provo. E, como se vai perceber, por falta de alternativa;

- felizmente há cada vez mais oferta de Alvarinhos, nomeadamente na Subregião, mas talvez haja alguma saturação de vinhos iguais (os tradicionais colheitas do ano ou, como agora se começa a chamar, os clássicos). Os novos produtores devem pensar em se afirmar, além da qualidade, pela diferença.

Juntando tudo, este Martingus é uma completa novidade (o produtor disse-me que a garrafa que trouxe era a primeira a sair para promoção), mas o vinho é esse clássico que todos conhecemos e, penso, gostamos.

Um vinho com bom nariz, fruta na boca e aquela acidez distintiva da casta. Foi bebido demasiado cedo, mas não faltarão oportunidades de voltar a provar o Martingus, daqui a um ano ou dois. Nessa altura, tenho a certeza, a nota será diferente.

Sobre a marca: António Souto produz Alvarinho em, Prado, Melgaço há várias décadas (cerca de 30 toneladas), mas vendia para a Adega de Monção. No ano passado, ele e o enólogo Abel Codesso decidiram reservar uma parcela, conhecida como Martingus, para colocar um vinho novo no mercado.

Relação preço-qualidade: os €9,50 que o produtor indicou são, hoje, o preço de muitos colheitas da Subregião, imediatamente abaixo do Soalheiro. Um preço normal, portanto, mas que demonstra a confiança do produtor na qualidade do vinho posto no mercado.

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: fevereiro 2026
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor (pvp recomendado pelo produtor €9,5]
Dificuldade de aquisição: difícil (há à venda no Solar do Alvarinho em Melgaço)
Data de consumo: março 2026
Produtor: António José Souto + Instagram
Localidade: Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total (g/dm ): 
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Prado fica junto ao Rio Minho
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: filetes de pescada com salada russa
(506)


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Alumiada (2024): 8/10

Estava a almoçar no Restaurante Via Lidador, na Maia, quando percebo que, em várias mesas, se bebe um Alvarinho cujo rótulo não reconheci.

Pedi ao empregado que mo trouxesse e deparo-me com este Alumiada, um vinho produzido em Penso (Melgaço) por Carlos Vilarinho.

Percebendo o meu interesse, o empregado disse-me que, por coincidência, o produtor também estava a almoçar e, portanto, foi dois em um: encontrei um Alvarinho novo e pude obter informações que desconhecia por completo.

Alumiada, uma referência à tradição popular e religiosa alusiva a São Tomé, em Penso, existe desde 2022. Atualmente Vilarinho tem uma produção média de cerca de 4.000 litros, mas revelou-me que, com aquisição de mais 8.000M2 de terreno, prevê aumentar para mais 3.000 litros.

O vinho é um Alvarinho clássico (um colheita), com um aroma bastante intenso, fruta tropical na boca e acidez bem presente, como seria de esperar. Um bom Alvarinho, sem dúvida.

Relação preço-qualidade: Carlos Vilarinho diz-me que vende o seu Alumiada a €5, o que é um preço notável, e justifica a nota atribuída (no restaurante são três vezes mais, infelizmente o normal). Mas não é fácil encontrar este vinho, já que o produtor não tem uma estrutura organizada em termos comerciais. A alternativa é o site.

Ano da produção: 2024
Data de compra: Jan. 26
Local de compra: Restaurante Via Lidador, Maia
Preço de compra: €5 no produtor e €15 no restaurante (oferta particular)
Dificuldade de aquisição: alta (só via site)
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: Carlos Vilarinho
Localidade: Penso, Melgaço
Enólogo: Paulo Mendes
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: massa com salmão
(504)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Encostas de Melgaço (2020): 8/10

Desde 2017 que os novos proprietários da Quinta da Pigarra, em Melgaço, vêm traçando um caminho que parece sustentado: bons vinhos, a preços decentes.

Começaram com este Encostas de Melgaço (rótulo azul) e com o Único (amarelo) e juntaram, alguns anos depois, um espumante que, desde logo, se tornou uma referência.

Provei agora a colheita de 2020 do rótulo azul e não desiludiu. Pelo contrário. Alguma mineralidade, fruta amadurecida e a acidez que não podia faltar. [Curiosidade: este Encostas de Melgaço 2020 foi distinguido com a Grande Medalha de Ouro no concurso “Os Melhores Verdes 2022”]

Relação preço-qualidade: €9,90 é excelente [nota para o facto de ter comprado em 2025 a colheita de 2020, o que é uma felicidade; agora está esgotado, o que é perfeitamente normal].



Ano da produção: 2020
Data de compra: maio 25
Preço de compra: €9,99
Local de compra: Vinhalvarinho.pt
Data de consumo: janeiro 2026
Produtor e Engarrafador: Quinta da Pigarra
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
[a falta de informação é um dos problemas detetados desde o início, não corrigido entretanto; aparentemente há um site... que não funciona]
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: lulas estufadas
Pode acompanhar por exemplo:
(299)

Encostas de Melgaço 2018

sábado, 17 de janeiro de 2026

Alvarinho sem rótulo: bom ou mau negócio?

É a primeira vez que falo aqui do assunto, mas não a primeira vez - nem segunda... - que ouço falar do tema.

Ofereceram-me uma garrafa de Alvarinho sem rótulo, comprado - supostamente - a um produtor de Melgaço que vende das duas maneiras, com e sem.

Os produtores, sobretudo os mais pequenos, falam da necessidade de escoar o produto, vendendo mais barato (sem rótulo a garrafa pode ter menos um ou dois euros). Percebe-se. Mas, para além de estarem defraudar o Estado, estão, eles próprios, também a depreciar o produto que vendem. Como se estivessem a dizer 'não é grande coisa, até podemos vender sem rótulo'...

Para o consumidor aparentemente é bom, mas apenas se tiver a certeza de que não está a comprar gato por lebre (e não se incomodar com a questão de princípio da fuga aos impostos).

Foi o que aconteceu com esta garrafa que me ofereceram.

Um vinho demasiado doce, quase enjoativo e artificial, sem estrutura na boca e quase sem acidez final. Ainda por cima tinha um pouco de pico, como, por exemplo, os da zona de Amarante. Um vinho que, com rótulo, levaria um 3/10, por ser realmente fraco.

Não sei quanto pagaram pela garrafa (aliás, não sei nada sobre o vinho em causa), sei que era Alvarinho, comprado em Melgaço (e que a rolha, que ainda por cima se se partiu, dizia Alvarinho). E sei que a 4 ou 5 euros foi um mau negócio. Se é para comprar bataro, mais vale ir às grandes superfícies - quase todos os Alvarinhos de supermercado que conheço são bem melhores do que este.

Honestamente não sei o peso que este negócio paralelo tem no mercado dos vinhos Alvarinhos da subregião. Sei que pode dar para ganhar/poupar uns euros, mas no final é sempre um mau negócio.
Seria tema para a Associação de produtores (APA) tomar posição?


domingo, 4 de janeiro de 2026

Melpasso (2021): 9/10

Começo por explicar que, tendo chegado a vez do vinho nº 500, a escolha não poderia ser ao calhas. De entre as (muitas) opções ainda disponíveis, selecionei um vinho da Quinta do Soalheiro.

Primeiro porque, na minha opinião, este é o produtor de alvarinho mais marcante do primeiro quarto deste século; segundo, porque é uma casa que está em transição, depois da saída do grande mentor em 2024; finalmente, porque - penso não estar enganado - este é o primeiro vinho novo lançado no pós-Luis Cerdeira.

Mas há ainda uma outra razão: li que era usada a técnica (italiana) do Ripasso e a curiosidade não podia ser maior. Já provei o Alvorone ( as uvas são desidratadas, o que potencia a concentração de açúcares e os ácidos) e adorei. Sendo o Ripasso uma "segunda fermentação" que dá ao vinho um perfil intermédio entre o frescor do Valpolicella Clássico e a potência do Amarone, estavam reunidas as condições, acrescidas pelo facto de a Soalheiro garantir que esta é uma edição única: 1159 garrafas e nada mais. Daí o elevado preço.

As minhas expectativas não saíram defraudadas: o rótulo diz que é um vinho que promete uma nova forma de interpretação do alvarinho. É mesmo verdade. Algo entre um colheita tardia e um estágio em borras. Profundo. Excelente. Final com um pouco de tanino. Guloso.

Testei-o com várias comidas (bacalhau, marisco, doces, frutos secos, queijo da serra) e adaptou-se muito a todos. Talvez menos ao bolo-rei. Um vinho, sem dúvida, muito gastronómico.

Relação preço-qualidade: a nota diz tudo, sendo que já bebi alvarinhos mais caros e não tão bons. 

Ano da produção: 2021
Data de compra: oferta do produtor em dezembro de 2025
Local de compra: 
Preço de compra: (online €45)
Data de consumo: dezembro 2025
Produtor: Quinta do Soalheiro + APRT3
Localidade: Melgaço
Enólogo: APRT3 + Asun Carballo
Acidez Total (g/dm ) 5,4
Açúcares residuais: Seco
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "A vinificação do Melpasso adapta o método italiano Ripasso à realidade do Alvarinho. Parte-se de um vinho base fermentado de forma tradicional, com foco na frescura da casta. Em paralelo, uma fração das uvas é submetida a passificação parcial, concentrando açúcares, acidez e aroma, sendo depois prensada para produzir o Alvorone. As borras resultantes — ricas em compostos fenólicos e aromáticos — são então reutilizadas no processo Ripasso. O vinho base é repassado sobre estas borras, ocorrendo uma segunda maceração e refermentação lenta, que acrescenta estrutura, textura e profundidade. O vinho estagia posteriormente em inox e barricas usadas de carvalho, permitindo o afinamento do perfil sem sobrepor a identidade varietal. Após o estágio, segue-se o repouso em garrafa"
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12/13º
Acompanhou: diversos pratos, nomeadamente bacalhau à Gomes de Sá.
(500)


terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Casa do Cerdedo Reserva (2014): 8/10

Começo por partilhar um 'segredo': Casa do Cerdedo é um daqueles pequenos produtores que. apesar do longo percurso, sempre a fazer vinhos de qualidade, poucos conhecem além-Melgaço. Um percurso consistente, a partir de uma propriedade contígua em Roussas, que Vergara Vaz vem liderando com extraordinária habilidade.

Sobre o vinho: tratando-se de um 2014, o mais indicado teria sido abri-lo meia dúzia de horas antes, pelo menos. Não foi o que fiz, porque não seria isso aconteceria em restaurante. Com menos de uma hora de abertura, revelou-se muito bom, mas ainda algo preso.

Recorri depois a um truque que vi no restaurante G (uma estrela Michelin, em Bragança), o arejador, algo que todos os restaurantes deveriam adoptar, mas que é (ainda não percebi porquê) desprezado: o vinho abriu-se, a boca ficou cheia de fruta, mas já impercetível de identificar. Um 'sumo' extraordinário. O final, de intensidade média, tem a acidez que imagino seria normal um 2014 ter em 2025.

Resultado fnal: simplesmente excelente! 

Ano da produção: 2014
Data de compra: novembro 2025
Local de compra: no produtor
Preço de compra: oferta do produtor (já não está à venda)
Data de consumo: dezembro 2025
Produtor: Casa do Cerdedo
Localidade: Roussas, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: arroz de frango
(498)
(na adega de Roussas, com Manuel Luis Vergara Vaz)

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Reguengo de Melgaço Espumante Reserva Bruto (2020): 8/10

Passaram 7 anos desde que bebi pela primeira vez o espumante do projeto hoteleiro Reguengo de Melgaço. E se na altura não fiquei entusiasmado, beber o 2020 foi uma experiência bastante diferente: um vinho evoluído, que dá mais do que fruta (pastelaria, alguns frutos secos), mantendo uma bolha delicada. A acidez está bem doseada.

O vinho foi bebido num restaurante e custou €20. Se pensarmos que terá um pvp a rondar os €15, percebemos que ainda há restaurantes que estimam os (bolsos dos) clientes.

(por falar em preços, como é possível o mesmo espumante custar €23,15 e €13,90 em duas garrafeiras online diferentes)?

Ano da produção: 2020
Data de compra: novembro 2025
Preço de compra: €20,00
Local de compra: Restaurante O Dias, Covas, Cerveira
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: Hotel Rural Reguengo de Melgaço
Localidade: Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez total (g /dm3): 6.6
Açúcares (g /dm3) <0.6
Acidez volátil (g/dm3) <0.24
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Acompanhou: arroz de coelho bravo
Pode acompanhar por exemplo: 
(148)



domingo, 17 de agosto de 2025

Gorro (2021): 6/10

Este Gorro, apresentado como sendo da subregião de Monção e Melgaço, resulta da compra de vinho de Melgaço e engarrafado em Moncorvo pela Portugal Boutique Wines.

Já vou ao vinho, mas queria destacar a questão do preço: paguei pela garrafa €10,57, mas vejo que pode custar mais de €15, o que é uma diferença de quase 50% e um preço claramente inflacionado em termos de qualidade (e a nota que aqui se atribui tem quase sempre a ver, também, com o preço). É preciso ter em conta que, sendo de Monção e Melgaço, este vinho está a concorrer com o Soalheiro, Regueiro ou Portal do Fidalgo, para citar três exemplos óbvios, mais baratos e... melhores.

Estamos perante um alvarinho de perfil mineral, pouca fruta, aqui e ali um pouco de cítricos, que se tornam muito presentes sobretudo no final, para alguns, talvez em demasia.

Ano da produção: 202    
Data de compra: maio 25
Preço de compra: €10,57 no produtor [€17,95 online]
Local de compra/prova: garrafeira Vinh'Alvarinho
Data de consumo: agosto 25
Produtor: Portugal Boutique Wines 
Localidade: Moncorvo, (vinho de Melgaço DOC Vinho Verde)
Enologia: ?
Acidez Total : 7,5 g/dm3
Açúcares residuais (g/L): 1,5 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Decantação a frio durante 2 dias à temperatura de 10 °C, fermentação em cubas de inox com temperatura controlada de 16 °C. Estágio em inox sobre borras finas durante 5 meses."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): cantaril grelhado na brasa
Pode acompanhar, por exemplo:
(486)


sexta-feira, 18 de julho de 2025

Dom Ponciano Memória Grande Reserva (2017): 8/10

Dom Ponciano, um dos produtores mais qualificados da subregião, surpreendeu na última Feira de Melgaço com a apresentação de um produto de luxo: um grande reserva (de base 2017, mas com lotes de 2016 e 2015), numa caixa de três unidades, com edição limitada, destinada, penso, a colecionadores, e que evoca Ponciano de Abreu, avô de Rui Esteves.


A caixa será posta à venda por €120, o que significa que cada garrafa custaria, se vendida separadamente, €40. Foi o meu caso, por especial deferência de Rui.

Há duas coisas que quero dizer:
- Iniciativas como esta valorizam a subregião, elevando-a para outro nível, sobretudo tratando-se de produtos genuínos e não mero marketing (artificial, portanto). São produtos diferenciadores, que chegam a novos públicos e mostram uma ousadia comercial que se saúda, até por não vir de um dos 'big five' da subregião (Adega de Monção, Soalheiro, Anselmo, QM e Provam);

- Esperava um pouco mais de complexidade neste vinho. É um vinho muito bom (no nariz é fantástico), mas pelo preço esperava que fosse excelente. Em boca mostra-se um pouco mais curto do que seria de esperar.  (apesar de aberto uma hora antes, estava muito melhor no final do que no início da refeição).

Ano da produção: 2017
Data de compra: abril 25
Preço de compra: €40 (uma garrafa do conjunto de três)
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho Melgaço
Data de consumo: julho 25
Produtor: Dom Ponciano (site não está atualizado)
Localidade: Melgaço
Enologia:  José Lourenço
Acidez Total (g/dm): ?
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º/12º
Acompanhou:
Pode acompanhar, por exemplo:
(482)



quarta-feira, 4 de junho de 2025

Soalheiro O Cubo (2022): 8/10

Uma curiosidade, para começar: se o leitor procurar informação sobre etse vinho não vai encontrar... a não ser no site do Soalheiro. Esta será, portanto, a primeira crítica online a um vinho de 2022, resultado daquilo a que Luis Cerdeira chamou a Cave da Inovação e que não teve distribuição/venda ao público. Acabei por o conseguir, solicitando uma garrafa ao produtor (não tenho, também por isso, informação sore o preço).

Outra nota: à semelhança de outras novidades que o Soalheiro lançou em ou até 2023, não houve, até agora, edição posterior.

Sobre o vinho: diz-se que está tudo inventado no vinho e no alvarinho, mas Cerdeira voltou realmente a inovar, com este vinho fermentado numa cuba de vidro (o Cubo): trata-se de um vinho muito salino, tão salino que as papilas gustativas ficam aos saltos! Chega a parecer picante, mas é só perceção. Boa acidez.

O aroma revela-se complexo, quer com fruta tropical madura quer com maçã verde (mais vegetal).

Relação preço-qualidade: como escrevi antes, não sei o preço ao certo, mas deduzo que andará pelos €20 já que o preço deste pack é €45.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 25
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra/prova: 
Data de consumo: junho 25
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enologia: António Luís Cerdeira
Acidez Total (g/dm): 6,5
Açúcar residual (g/L): seco
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "utilizamos uma seleção de uvas de Alvarinho provenientes do vale de Monção e Melgaço, uvas de perfil semelhantes ao nosso Soalheiro Alvarinho Clássico, mas que fermentam e estagiam num recipiente de vidro." 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Bacalhau no forno
Pode acompanhar por exemplo: fiquei com vontade de experimentar com queijos
(478)



quarta-feira, 21 de maio de 2025

ADN Anselmo Mendes & Dirk Niepoort (2024): 7/10

Desconheço quando Anselmo Mendes e Dick Niepoort começaram a produzir este alvarinho, a que deram o nome de ADN, mas provei o 2023 e agora o 2024, para confirmar que estamos perante um vinho 'de Verão'. Leve, forte aroma frutado, cítrico, salino.

Quando se juntaram, Anselmo Mendes e Dick Niepoort poderiam ter feito o alvarinho que quisessem. Optaram por um vinho que me parece menos gastronómico e mais de esplanada ao fim da tarde. Refrescante

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2024
Data de compra: maio 25
Preço de compra: €12,90
Local de compra/prova: garrafeira Vinhalvarinho
Data de consumo: maio 25
Produtor: Anselmo Mendes & Dick Niepoort
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes & Dick Niepoort
Acidez Total (g/dm): ?
Açúcar residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas inteiras desengaçadas foram prensadas, e de seguida decantadas a frio durante 48-72h. Foi feita uma longa fermentação a baixas temperaturas entre 14 a 18ºC. Estagiou sobre borras finas durante um período de 4 meses com bâtonnage regular. Vindima manual, fermentação em cuba de inox, estágio de 4 meses em cuba de inox."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Bacalhau assado
Pode acompanhar por exemplo:
(473)

ADN 2023

terça-feira, 13 de maio de 2025

Pequenos Rebentos Espumante Bruto Cuvée (2021): 8/10

É o primeiro espumante de alvarinho que Márcio Lopes produz. E, num mercado que já está muito bem ocupado, Márcio quis fazer algo diferente. Conseguiu-o.

Desde logo por se apresentar como um cuvée, ou seja, quando o suco extraído da primeira prensagem da uva é realizado de forma mais leve, o que, dizem os técnicos, permite conferir maior acidez, riqueza aromática e coloração mais clara.

Depois porque resulta da mistura de vários lotes. 

Finalmente, e mais importante para mim, porque tem uma bolha tão fina que quase parece um vinho tranquilo. Sem tanto gás, é naturalmente mais suave. Segundo o produtor, este cuvée, lançado na última Feira de Melgaço, não fermentou na totalidade, daí ter menos pressão (e, já agora, a rolha também é mais pequena que o habitual).

Devo dizer que, para um espumante, primeiro se estranha, mas depois...

Relação preço-qualidade: €19,5 está dentro daquilo que é o preço normal para um espumante com estas características e qualidade.

Ano da produção: 2021
Data de compra: abril 25
Preço de compra: €15 (€29,90 online)
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho 2025, Melgaço
Data de consumo: maio 25
Produtor: Márcio Lopes Winemaker
Localidade: Melgaço
Enologia: Márcio Lopes
Acidez Total (g/dm): ?
Açúcar residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "100% Alvarinho de Melgaço, com base na mistura de vários lotes. Fez estágio 24 meses com borras finas (70% em barricas + 30% em inox) e 18 meses estágio em garrafa. É um espumante bruto, que não fermentou na totalidade"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo:
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sábado, 26 de abril de 2025

Génese (2024): 8/10

Génese é o primeiro alvarinho produzido por António Luís e Manuel Cerdeira, pai e filho, que dão corpo ao projeto Vinevinu.

A Feira de Melgaço, que decorre até amanhã, serviu de montra e de lançamento de um vinho que nunca teria um nascimento fácil: depois de ter inventado praticamente todos os alvarinhos do Soalheiro, que poderia António Luís fazer de novo? Mais do mesmo? Escolher um dos seus filhos anteriores e explorá-lo?

Quem o conhece sabe que isso nunca aconteceria. Por todas as razões e mais uma, este Génese teria de ser um vinho diferente, mesmo tratando-se de um colheita.

E conseguiram-no.

O primeiro passo foi escolher vinhas de altitude, em Estivadas (Melgaço), onde podem ser colhidas a 500 metros - essa é (parte d)a explicação para um vinho que tem apenas 12,2º de alcool (12,5º na garrafa).

Depois a aposta na fermentação malolática, que vai trazer um sabor mais suave e cremoso ao vinho. Apesar de reduzir a acidez málica (própria da uva),  a acidez final está bem presente e até surpreende.

Apesar de ter 20% de barrica, não encontrei sinais de madeira. 

Os Cerdeiras dizem que este é um vinho para boca, para a restauração. Acho que o conseguiram. E, sobretudo, têm um vinho diferenciador, o que não é fácil neste contexto.

Relação preço-qualidade: muito boa.

Ano da produção: 2024
Data de compra: abril 25
Preço de compra: oferta do produtor (€12 online)
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho 2025, Melgaço
Data de consumo: abril 25
Produtor: Vinevinu
Localidade: uvas de Melgaço
Enologia: António Luís e Manuel Cerdeira
Acidez Total (g/dm): 5.4
Açúcar residual (g/L): seco
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "elaborado a partir de vinhas selecionadas no declive da montanha. A vinificação assume o lote entre a fermentação lenta em inox com malolática parcial e o estágio de 20% em Barricas Mixtus, barricas que na sua construção possuem madeiras de origem diferente."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo:
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segunda-feira, 14 de abril de 2025

Encostas de Melgaço Espumante Bruto Reserva (2022): 7/10

Da Quinta da Pigarra saem alguns dos melhores vinhos de Melgaço. Dos quatro que nesta altura produzem, faltava provar o Espumante Reserva, lançado na última Feira do Espumante (novembro de 2024).

Antes ainda de ir ao vinho, uma observação: há muitos produtores que se limitam a comunicar via Instagram, mas, para quem já produz milhares de garrafas e tem uma aposta tão clara na qualidade, isso não pode dispensar uma página. Se quisermos saber alguma coisa da Quinta da Pigarra temos de ir ao Instagram, porque o site não existe. E se quisermos ler algum elemento da ficha técnica?

Vamos a um exemplo concreto: paguei €20 pela garrafa na Feira e agora queria saber quanto custa ao público. Não encontrei uma única referência. Salvo melhor opinião, parece-me coisa de amador.

Sobre o vinho: pelo que já disse antes, as expetativas eram altas (vários dos seus vinho receberam um 9/10), mas desta feita não saíram completamente confirmadas. Esperava que fosse excelente e não chega a esse patamar.É na boca que se sente alguma falta de complexidade, de resto quer no aroma quer na bolha quer na acidez final tudo bom.

Relação preço-qualidade: como disse, não sei quanto custa; sei que na Feira custou €20 euros, mas se tivermos em conta que o Espumante Bruto custa agora €18 euros, é difícil imaginar que o Reserva fique a muito menos de €25. Não o encontrei à venda online.
Ano da produção: 2022
Data de compra: nov 24
Preço de compra: €20,00
Local de compra/prova: Feira do Espumante, Melgaço
Data de consumo: abril 25
Produtor: Quinta da Pigarra
Localidade: Melgaço
Enologia: ?
Acidez Total (g/L): 
Açúcar residual (g/L): 
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: filetes polvo com arroz do mesmo
Pode acompanhar por exemplo:
(473)

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Tempo (2020): 7/10

Começo por dizer que já provei este vinho várias vezes, ao longo dos últimos anos, mas sempre em circunstâncias que não me habilitavam a poder escrever. Preferi esperar pela possibilidade de ter uma garrafa à frente para o poder fazer.

Estamos perante aquele que foi, durante muitos anos, o alvarinho mais caro no mercado. Nesta altura será o segundo mais caro. Isto é bastante importante, porque - como os leitores regulares sabem - as minhas avaliações têm em conta aquilo que considero ser a relação qualidade-preço.

O produtor tem toda a legimitidade para recomendar um preço de venda, baseado em vários pressupostos (como o número reduzido de garrafas ou a vinificação quase tradicional, como acontece com este Tempo), da mesma forma que o comprador tem de fazer escolhas em face do seu orçamento.

Ora, não tendo eu comprado a garrafa e não sabendo exatamente quanto custa (uma ronda pelas garrafeiras aponta para €80 ou quase), não tenho problemas em afirmar que me parece caro. Não apenas caro em termos absolutos (€80 por um vinho!), mas também termos relativos - a tal relação qualidade-preço.

A crítica especializada não poupa nos elogios ao vinho e tem razão. Mas não é nem de perto o melhor alvarinho que bebi nem o melhor que Anselmo Mendes faz. O Parcela Única é um vinho mais completo e mais estimulante.

Sobre o Tempo, é, como seria de esperar, um vinho muito complexo (o produtor diz que pode aguentar até 20 anos!), com um aroma excelente (figos secos). Muito seco, como o enólogo gosta, há, na boca, fumados e casca de laranja, por exemplo. O final é bom mas não muito longo. [um segundo copo bebido 24 horas depois mostrou um vinho mais aberto e a presença mais acentuada de taninos, certamente em resultado do contacto com as películas].

Ano da produção: 2020
Data de compra: 
Preço de compra: 
Local de compra: 
Data de consumo: fevereiro 25
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l): 5,2
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Metade do lote faz fermentação total com as películas. A outra metade efetua fermentação com o cacho inteiro não desengaçado. Após fermentação os lotes são reunidos em barrica de carvalho francês onde efetuam um estágio de 9 meses com bâttonage regular".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º-12º
Acompanhou: arroz de pato
Pode acompanhar por exemplo:
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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Dona Paterna Reserva (2022): 8/10

É indiscutível que a qualidade geral dos alvarinhos produzidos na subregião tem vindo a subir nos últimos anos, sendo isso mais visivel nas categorias superiores.

Bebi o Reserva 2015 em 2018 e, tendo gostado, notei uma ou outra fragilidade.

Este 2022 é excelente (madeira qb, num vinho pujante, cheio de vitalidade). Um dos melhores reservas que bebi este ano. Provavelmente daqui a um ou dois anos ainda estará melhor.

É, pois, natural que o aumento de qualidade seja acompanhado por uma subida de preço.

Relação preço-qualidade: normal.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 24
Preço de compra: oferta do produtor [€24,5 online]
Local de compra: 
Data de consumo: agosto 24
Produtor: Dona Paterna
Localidade: Paderne, Melgaço
Enólogo: Fernando Moura
Acidez Total (d/dm3): 6,7 
Açúcar residual (g/dm3): 6,8
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Produzido a partir das vinhas mais antigas, fermentado e estagiado em casco de carvalho francês durante dez meses."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: Massada de salmão
Pode acompanhar por exemplo: 
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Dona Paterna 2015


sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Regueiro Barricas (2022): 9/10

Em 2019 provei a colheita de 2016 e fiquei muito bem impressionado.

Mais ainda fiquei agora que pude provar o 2022.

É um vinho que precisa de respirar (foi aberto uma hora antes) e de 'aquecer', porque a temperatura a que sai do frigorifico não é a melhor. Quando estava nos 12º/13º revelou-se totalmente.

Relação qualidade-preço: se a revista Esquire, em Espanha, considera o preço deste Barricas "um verdadeiro escândalo", quem sou eu para contrariar?

Ano da produção: 2022
Data de compra: agosto 24
Preço de compra: €19,99 [pelos vistos o preço ainda não subiu...]
Local de compra: Auchan
Data de consumo: agosto 24
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (d/dm3): 7g
Açúcar residual (g/dm3):?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação a temperatura controlada, mantendo o respeito pelos métodos tradicionais; Fermentação em Barricas de 300 litros de carvalho Francês, com estágio de 8 meses, com Batonage."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 8º/9º
Acompanhou: arroz de pato
Pode acompanhar por exemplo: provavelmente poucos ligariam um alvarinho com arroz de pato; este Barricas casou excelentemente, o que quer dizer que temos vinho para uma grande lista de opções.
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Regueiro Barricas 2016

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