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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

Quinta d'Amares Vinesa (2019): 7/10

A Quinta d'Amares tem um alvarinho em gama de entrada (que tem somado prémios), a um preço excelente, pelo que a aposta, neste caso, é fazer um vinho mais elaborado, em que a madeira assume protagonismo e em que surgem outros aromas, não primários da casta. A questão é que protagonismo? Parece-me que os 8 meses em barricas de carvalho francês estão no limite do que seria desejável, o que significa que, com grande probabilidade, uns acharão a madeira no ponto certo e outros talvez em demasia.

Eu gosto de alvarinhos que estagiam em madeira, desde que esta não abafe a identidade da casta, e gostei deste. Parece-me é que a acidez é um pouco curta.

Relação preço-qualidade: custa €15, o que, para uma produção de 2300 garrafas, não é um preço exagerado. [2019 foi a primeira edição, ainda não saiu mais nenhuma].

Ano da produção: 2019
Data de compra: 
Preço de compra: €15 (segundo o produtor)
Local de compra/prova: Essência do Vinho 2025
Data de consumo: fevereiro 25
Produtor: Quinta d'Amares
Localidade: Amares, Braga
Enologia: António Sousa e Diogo Schartt
Acidez Total (g/l): 5,6 g/dm3
Açúcar residual (g/l):  <1,5 g/dm3
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: " A fermentação e estágio de 8 meses com battonage, em barrica de carvalho francês. Lote de 2500 garrafas da colheita 2018."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo:
(468)


terça-feira, 15 de agosto de 2023

Faz falta um concurso de alvarinhos da Subregião

Ao contrário do que acontece do outro lado da fronteira, não existe um concurso de alvarinhos em Portugal e, ainda menos, da chamada Subregião (enquanto não surge a denominação de origem Monção e Melgaço).

Já se sabe que ninguém gosta de concursos até os ganhar mas eles são importantes como forma de valorização das marcas e, neste caso, da casta. Um concurso de vinhos alvarinhos, produzidos na Subregião, seria uma forma de afirmar a qualidade, a importância, a identidade do alvarinho.

Existe uma Associação de Produtores de Alvarinho, que deveria/poderia ter a liderança do processo.

Dir-se-á que existe um concurso dos Vinhos Verdes, mas é no mínimo embaraçoso que, como aconteceu este ano, o vencedor tenha sido um alvarinho... de Amares e o melhor espumante de alvarinho... de Santo Tirso. Na categoria DOC alvarinho, dos oito premiados, só um é da Subregião (Quintas de Melgaço). [as minha sobservações não são contra estes vinhos, entenda-se, mas contra o 'estado das coisas']

Desconheço se a generalidade dos produtores de Monção e Melgaço participam, mas sei que a situação, como está, não prestigia o alvarinho.

(em 2021 um dos vinhos premiados foi este Nórtico... que se vende apenas nos Estados Unidos!)


segunda-feira, 8 de maio de 2023

Sobre os concursos (1)

Falar dos concursos de vinhos é falar de um assunto sensível e que gera sempre discórdia.

É que os concursos estão limitados aos vinhos que os produtores enviam para serem avaliados - se a amostra é pequena a vitória tem um significado, se é grande, outra.

A Comissão dos Vinhos Verdes organiza anualmente o seu concurso (em prova cega, como se impõe), cujos últimos resultados foram conhecidos nos último dias. E ganhou um vinho absolutamente inesperado, digo eu.

O meu ponto é o seguinte: ao contrário do que aconteceu em 2022, o vinho que ganhou é um alvarinho fora da subregião e entre os quatro alvarinhos premiados na categoria mais importante, a 'ouro',  há apenas dois da subregião (Deu la Deu Reserva e o espumante Canhotos Sublime Bruto). A situação não se altera se tomarmos em conta a lista 'prata', mais alargada.

O que é que isto significa? Que a generalidede dos produdores da subregião não concorreu, o que não valoriza o concurso: entre todos os premiados só encontramos três produtores da subregião: Encostas de Melgaço (vencedor no ano passado, agora remetido à segunda lista), Adega de Monção (o referido Deu la Deu e uma aguardente vínica) e Casa de Canhotos.

Consulte os premiados AQUI

Há alvarinhos fora da subregião tão bons como muitos de Monção e Melgaço. Mas são uma minoria. Nesse sentido, este concurso passa (involuntariamente*) uma imagem errada. É um dos problemas dos concursos (nota: 300 amostras este ano, contra 200 no ano anterior, segundo a organização). Culpa apenas dos produtores ou algo precisa de ser repensado no concurso?

* Por falar em imagem errada: no ano passado uma das distinções foi para um vinho, produzido pela Adega de Monção, que não se vende em Portugal. Que sentido faz?


quarta-feira, 12 de abril de 2023

Quinta das Pirâmides Reserva (2021): 6/10

Num primeiro momento este Reserva da Quinta das Pirâmides (o terceiro alvarinho provado deste produtor) mostrou-se muito fechado, com aroma frutado mas de imediato quase só acidez.

Decidi então beber apenas esse primeiro copo e aguardar pelo dia seguinte.

E ainda bem que o fiz.

O vinho mostrou outra capacidade de se ligar com a acidez final, já a mostrar credenciais de ser um reserva, com vários sabores secundários (embora se desconheça a forma de vinificação - apenas inox?).

A nota é a média dos dois momentos.

Relação preço-qualidade: aceitável, para um reserva (bebido algumas horas depois de aberto...)

Ano da produção: 2021
Data de compra: dezembro 2022
Preço de compra: €9,61
Local de compra: no produtor
Data de consumo: abril 23
Produtor: Quinta das Pirâmides
Localidade: Famalicão, Vinho Verde DOC
Enólogo: Gabriela Albuquerque
Acidez Total: (g/dm3) - 8,5 - 8,9
Açucares residual (g): 2.7-3,2
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: ?
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(382)


sábado, 1 de abril de 2023

Só Vinha (2021): 6/10

 Este Só Vinha surgiu há poucos meses no El Corte Inglés, pelo menos tanto quanto me foi dado perceber.

Trata-se de um vinho produzido na zona de Amarante e distribuído por uma garrafeira de Lisboa chamada wineman (curiosamente, há muitos vinhos online, mas não há pormenores sobre este Só Vinha...).

Trata-se de um vinho bastante frutado (de mais?), com um final seco e agradável.

A questão é que este vinho, ao preço a que é vendido, concorre diretamente com o a referência nº1 do mercado para o segmento dos €10, Soalheiro, ou com o Regueiro Reserva, para dar dois exemplos. E fica a perder. Dois euros a menos colocá-lo-iam num patamar mais razoável.

Relação preço-qualidade: caro (já explicado)

Ano da produção: 2021
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €10,99
Local de compra: El Corte Inglés
Data de consumo: março 23
Produtor: wineman
Localidade: [Engarrafado por: Eng. nº 6683, Amarante]
Enólogo: António Sousa
Acidez volátil (g/dm³): ?
Acidez Total (g/dm³): ?
Açúcares residuais (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12/13º
Acompanhou: pataniscas de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(381)


domingo, 19 de fevereiro de 2023

Quinta das Pirâmides Estagiado em Barrica de Carvalho (2020): 6/10

No contrarótulo este nome comprido é substituído por Quinta das Pirâmides Madeira. E é uma boa definição.

Madeira é o que distingue este vinho, talvez em excesso.

Acredito que seja uma questão de gosto e que haja quem o ache muito sugestivo (café, baunilha...) mas entendo que a barrica se sobrepõe às características do alvarinho, sobretudo no final, quando perde alguma força - a acidez apaga-se.

Talvez se possa corrigir em futuras colheitas.

[é o segundo de quatro alvarinhos produzidos por esta quinta em Famalicão]

Relação preço-qualidade: um pouco caro (mas nada se sabe sobre a vinificação; quanto tempo esteve a estagiar nas barricas?]

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 2022
Preço de compra: €10,17
Local de compra: no produtor
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Quinta das Pirâmides
Localidade: Famalicão, Vinho Verde DOC
Enólogo: Gabriela Albuquerque
Acidez Total: (g/dm3) - 7.9 - 8.3
Açucares residual (g): < 2.5
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(374)



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Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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