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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Ipiranga (2022): 9/10

Excluindo os vinhos envelhecidos, este é o melhor alvarinho que bebi em 2025.

Não tenho dúvidas em afirmar que é um vinho extraordinário, no aroma (arrebatador), na boca (com um toque sublime de madeira e frutos secos, entre outros) e uma acidez tão equilibrada quando (in)tensa.

Tinha tudo para ser um nota 10.

Infelizmente, do meu ponto de vista, falha em algo imperdoável: a informação. No rótulo há informação a que só se acede com uma lupa (literalmente, a imagem abaixo mostra-o). Com o zoom do telemóvel percebi que foi engarrafado em Melgaço. Mas as uvas são de onde? Porque não é dada essa informação? 

Também não entendo que, sendo um vinho da subregião Monção e Melgaço, isso seja propositadamente ignorado.

Por teimosia, fui procurar o site, mas, em vez de ser simples e intuitivo, é complexo e não consegui aceder à ficha técnica, que imagino que exista.

Alguém que gasta €35 num vinho quer, com muita probabilidade, informação sobre o que está a beber. Eu quero. Isso é respeitar o consumidor.

Relação qualidade-preço: já bebi alvarinhos de €40 euros claramente inferiores a este.

Ano da produção: 2022
Data de compra: seetembro 25
Preço de compra: €35,55 (promoção: €28,95)
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Data de consumo: setembro 25
Produtor: António Braga Wines
Localidade: Uvas de Monção e engarrafado em Melgaço?
Enologia: António Braga
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentado em barricas de 500 Litros e com estágio em borras totais"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar, por exemplo:
(490)




quarta-feira, 19 de maio de 2021

Morgadio da Torre (2019): 5/10

Pode um alvarinho produzido fora da subregião ser melhor do que um de Monção & Melgaço?

Não é fácil, mas acontece.

Este Morgadio da Torre, produzido pela Sogrape, é um exemplo disso.

Trata-se de um vinho em que os sinais de alvarinho são ténues, agravado por uma acidez pouco simpática - estremeci um pouco ao beber o primeiro copo! Depois, vá lá, melhorou...

[A Sogrape não fornece qualquer informação sobre a origem das uvas, apenas diz que é um vinho produzido na subregião; quem tem medo de consumidores informados?]

Análise ao preço: há muitos alvarinhos da subregião que são melhores e a preços mais baixos!

Ano da produção: 2019
Data de compra: abril21
Preço de compra: €9,99
Local de compra: garrafeira Granvine
Data de consumo: maio 2021
Produtor: e Engarrafador: Sogrape
Localidade: Monção & Melgaço
Enólogo: António Braga
Acidez total: 6,7º
Açúcares totais: 0,9 g/L ±0,5
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 9º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: caldeirada de peixe
Pode acompanhar por exemplo:
(291)


quinta-feira, 2 de maio de 2019

Azevedo Reserva (2018) 6/10

O mais recente Azevedo é uma estreia.
Também por isso, penso, é um vinho que tem caminho para melhorar.
Trata-se de um vinho de perfil frutado (há damascos, mas há também manga), com traços de caramelo.
Na boca é um vinho bastante agradável, mas senti que a casta 'morre' muito cedo e no fim só fica a acidez.
(não fica claro, do meu ponto de vista, a vantagem de ser um 'Reserva')
Análise ao preço: aceitável.
Ano da produção: 2018
Data de compra: abril 2019
Preço de compra: oferecido pelo produtor
Local de compra: €6,79 "P.V.P. recomendado – indicativo e não vinculativo"
Data de consumo: abril 2019
Produtor: Sogrape
Localidade: Quinta de Azevedo, Barcelos (Vinho regional Minho)
Enólogo: António Braga
Acidez: 5.3º (total)
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: salmonete na brasa com legumes
Pode acompanhar por exemplo: cabrito no forno;
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