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quinta-feira, 25 de junho de 2026

(alguns) Alvarinhos que já não existem

Têm aparecido novos produtores na Subregião e, principalmente, produtores da zona dos Vinhos Verdes que também fazem Alvarinho. Por isso já vamos quase em 520 referências e chegaremos aos 600 vinhos, com toda a certeza.

Mas também há produtores a fechar as portas ou referências que deixaram de ser produzidas.

Um exemplo, dos sete primeiros vinhos que registei (setembro de 2007), quatro já não existem: Anselmo Mendes deixou de produzir o Momento Ousado, o Prof. Abílio (Melgaço) cansou-se de fazer o Encostas da Cabana, o Verdilhão é agora uma marca do Auchan (Bando Verdilhão) e a Vercope deixou de produzir o Verdegar.

Outros que me parece que deixaram de ser produzidos (e refiro-me apenas a vinhos que provei, com origem em Monção e Melgaço, porque, se recuasse à década de 90 ainda encontraria mais nomes): Quinta do Mentainas, Cané, Coto da Moura, Memória a S. Marcos, Milacrus, Trinta Raios*.

Mais recentemente dei aqui conta do fim da produção do Cêpa Velha, mas acredito que a marca regresse. Não haver quem esteja interessado no valor comercial desta marca é absurdo - falta saber se e como querem vender...

Numa altura em que o Alvarinho está na moda e existe tanta procura, parece um contrassenso certas marcas desaparecerem, mas existem os mais variados fatores, desde o envelhecimento do produtor ao desinteresse dos herdeiros, passando pelo trabalho que dá pôr uma marca cá fora, comparando com as vantagens de entregar o terreno a quem nele possa estar interessado. Noutros casos é apenas negócio (marketing): acabam umas marcas e surgem outras.

* Estas são marcas que deixei de encontrar nas feiras e nas lojas em Monção e Melgaço. Se houver necessidade de atualizar fá-lo-ei com todo o gosto.




terça-feira, 16 de outubro de 2018

Cané (2017): 6/10

Para aqueles que acham a fruta, sobretudo tropical, excessiva e (será possível?) enjoativa, este Cané é uma boa opção.
É uma espécie de alvarinho da subregião light (ou, como já li, 'ligeiramente frutado').
Falta intensidade e, como a fruta não marca na boca, a acidez acaba por sobressair, sem ser desagradável.
No nariz revela sensações de fruta (maçã verde e ameixa).
Análise ao preço: ligeiramente caro.
Ano da produção: 2017
Data de compra: Setembro 2018
Preço de compra: €7,35
Local de compra: Solar do Alvarinho, Melgaço
Data de consumo: outubro 2018
Produtor: Filipe Dinis da Rocha Lobato
Localidade: Remoães, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez: 5.3º [relativo a 2013]
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: piza caseira de atum e legumes
Pode acompanhar por exemplo: pelas características acima descritas, pode funcionar bem como vinho de entrada ou acompanhar um lanche.
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Alvarinhos mais baratos do que os albariños - 18%-24% menos

Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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