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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Pássaros Espumante Brut Nature (2024): 7/10

Já aqui tinha dado conta de um novo espumante produzido por Anselmo Mendes, o Pássaros Brut Nature. 

Faltava provar.

Sobre a prova, uma pequena história: comprei uma primeira garrafa e provei. Estranhei. É um espumante tão macio, tão delicado, como não me lembro de encontrar. Honestamente, pensei que pudesse ter perdido força, que houvesse algum problema, e voltei ao supermercado para comprar mais uma garrafa.

Afinal, confirma-se. É mesmo o espumante de Alvarinho mais suave e leve que bebi até hoje. O aroma é ténue, mas a fruta está lá. Na boca, há fruta bem doce, mas é pela acidez que se destaca. É uma espécie de mini-espumante, mas com uma acidez bem personalizada. 

[Gostaria de perceber melhor a vinificação´deste vinho, mas o site de AM ignora a gama Pássaros]

Relação preço-qualidade: €9,75 só não é o espumante de Alvarinho mais barato do mercado porque existe um outro, no Pingo Doce, a €5/€6... feito por Anselmo Mendes.

Ano da produção: 2024
Data de compra: setembro 26
Local de compra/prova: Supermercado Mira Ramos, Arcozelo, Gaia
Preço de compra: €9,75
Dificuldade de aquisição: média
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço (IG Minho)
Enólogo: Abel Codesso?
Acidez Total: ?
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: partir dos 11º
Acompanhou: filetes de salmão
(537)

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Toucas (2024): 7/10

Há sete anos que não provo este Toucas, vinho com uvas de Melgaço, produzido em Monção, pela Lua Cheia, de Ílhavo (que reúne no seu portfolio diversos Alvarinhos).

Olhando para o que escrevi em em 2019, relativamente ao vinho de 2016, não tenho mais a acrescentar: um vinho agradável, com boa acidez e bom preço.

Ano da produção: 2024
Data de compra: setembro 26
Local de compra: no produtor
Preço de compra: €6,61
Data de consumo: outubro 26
Produtor: Lua Cheia /Saven
Localidade: sub região Monção e Melgaço [uvas de Melgaço, engarrafado em Monção por uma empresa de Ílhavo]
Enólogo: Francisco Baptista
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: salada de salmão
Pode acompanhar por exemplo: ?
(197)


terça-feira, 13 de outubro de 2026

Rafaela (2025): 7/10

Rafaela é uma jovem bem disposta e simpática, mas que sabe bem o que quer - não quer ser o que não é nem tem a mania das grandezas. Descomplexada, não deixa de afirmar a sua personalidade, sobretudo quando gosta de ter a última palavra. Causa boa impressão logo à primeira vista.

Traduzindo, Rafaela é um Alvarinho típico da subregião, com alguma fruta, mas sem exageros, um aroma interessante e sobretudo uma acidez muito vincada, que o torna fresco e quase salivante,

[Rafaela é o nome da neta mais velha do fundador da Saven, empresa proprietária da Lua Cheia, produtora de vinhos em diversas zonas de Portugal]

Relação preço-qualidade: €6,26 (no produtor)!!!!

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: setembro 26
Local de compra/prova: Saven
Preço de compra: €6,26
Dificuldade de aquisição: difícil [tive de contactar o produtor]
Produtor: Saven - Lua Cheia (não consta do site)
Localidade: Produzido em Monção, engarrafado em Alijó (Vinho Verde DOC)
Enólogo: ?
Acidez Total: ?
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "..."
Informação sobre o local das uvas: vinhas antigas em Monção
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: partir dos 13º
Acompanhou: salada de búzios
(534)


sábado, 19 de setembro de 2026

Quinta de Setas O Legado do Doutor (2024): 7/10

Este vinho foi lançado durante a última Feira do Alvarinho de Monção. Apenas 500 garrafas de um vinho que, nestes meses, passou completamente despercebido - nem no Instagram da Quinta de Setas aparece.

Na origem, O Legado do Doutor é uma homenagem dos filhos de Ângelo Gomes Fernandes, médico veterinário da Bairrada, que adquiriu a Quinta de Setas em Monção há cerca de 30 anos.

Sobre o vinho: estagiou em barricas de carvalho francês (nem sei quanto tempo, mas imagino que alguns meses, pelo menos) e a madeira é o elemento mais forte. Não abafa completamente a fruta, mas impõe-se de forma categórica. Boa acidez

Relação qualidade-preço: €20 na Feira competem com os €18 (em supermercado) do Regueiro Barricas. É certo que foram engarrafadas apenas 500 unidades, e que as vendas devem ser a menor das preocupações do produtor, mas eu aconselharia a não passar precisamente dos €18.

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: Feira Alvarinho Monção
Preço de compra: €20 [apenas 500 garrafas]
Dificuldade de aquisição: muito difícil
Produtor: Quinta de Setas
Localidade: Ceivães, Monção
Enólogo: Élio Lara?
Acidez Total:
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "estágio em barricas de carvalho francês"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: partir dos 13º
Acompanhou: bacalhu à Gomes de Sá
(531)




domingo, 30 de agosto de 2026

Quinta das Pereirinhas Grande Reserva (2020): 7/10 [segunda prova]

1. Este Grande Reserva é na base um curtimenta - penso que se trata de caso único.

2. O vinho vai depois 18 meses para barricas de castanho, também muito pouco comum (o produtor diz que "foram recuperadas e restauradas e que são utilizadas pela nossa família há mais de 80 anos na elaboração deste vinho de uma forma tradicional.")

3. O vinho que o produtor tem neste momento à venda é o 2020, coisa rara.

4. Finalmente, o preço:  estou a imaginar um vnho destes a ser lançado a pelo menos 30 euros por um produtor inexperiente. João Pereira vende o vinho a €19, sinal de bom senso.

Resta falar do que não pode deixar de ser mais importante: o vinho. Como seria de esperar, o tempo tem vindo a limar os eventuais excessos de acidez e de fruta. A barrica continua super discreta (talvez se esperasse um pouco mais). Diversos sabores terciários, desde caramelo a figos secos, com fruta madura.

Um vinho com algum complexidade, que se tornou suave, sem que isso signifique perder qualidade ou interesse.
Ano da produção: 2020
Data de compra: agosto 26
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra: 
Data de consumo: agosto 26
Produtor: Quinta das Pereirinhas
Localidade: Troviscoso/Monção
Enologia: João Pereira
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "uvas provenientes de uma única parcela, onde maceraram e fermentaram com a pelicula em regime de curtimenta total, finalizando com um estágio longo com batonage em Toneis Velhos de Castanho, que foram recuperados e restaurados e que são utilizados pela nossa família há mais de 80 anos na elaboração deste vinho de uma forma tradicional".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: Douradas grelhadas na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(464)

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Pingo Doce (2025): 7/10

Se Anselmo Mendes produz um Alvarinho para o Pingo Doce com uvas de Monção e Melgaço a €3,79 o problema não é certamente do consumidor.

Vem isto a propósito da polémica que estes textos sobre Alvarinhos de supermercado (e outros textos semelhantes, noutras publicações) têm suscitado. Eu percebo o ponto de vista da generalidade dos produtores quando dizem que, assim, o vinho é vendido abaixo do custo ou pelo menos sem margem de lucro ou até quando insinuam que é concorrência desleal, mas isso é algo que eles têm de resolver entre si - lembro que Anselmo Mendes foi até há poucos anos o presidente da Associação de Produtores de Alvarinho. E que este é um guia que se assume virado para o consumidor.


Acresce - e não é nada irrelevante - que este vinho é realmente bom (fresco, equilibrado, boa acidez). 

Em resumo: para o consumidor só há vinhos demasiado baratos se forem maus. Este é bom!

Ano da produção: 2025
Data de compra: agosto 2026
Preço de compra: €3,79 (mais barato do que o 2019!)
Local de compra: Pingo Doce
Data de consumo: agosto 2026
Produtor: Pingo Doce/Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: bacalhau na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(4)



quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Sorte (2025): 7/10

Nesta página estão identificados quase 530 Alvarinhos e tenho, pelo menos, mais 50 em lista de espera. Alguns já não são produzidos, mas há cada vez mais produto novo. Não será exagerado dizer que existem, nesta altura, 500 marcas no mercado.

Quando um produtor, sobretudo novo, decide lançar (mais) um Alvarinho não pode ignorar este facto. Não vou sentenciar que o mercado está saturado, mas há alguns sintomas de que isso possa vir a acontecer: basta ver as prateleiras dos supermercados e como é difícil meter um novo vinho aí ou nas principais garrafeiras.

Tudo isto vem a propósito de um novo Alvarinho chamado Sorte: que caminho tomar, o do Alvarinho convencional, frutado, aquele que mais é procurado pelo público, mas cuja oferta está 'dominada' pelas principais marcas da Subregião, ou inovar?

Segundo me explicaram os sócios da Sorte Wines, este é um Alvarinho que, feito com uvas de Paderne, Melgaço, não quer ser 'mais do mesmo'. E, sendo esse o objetivo, conseguiram. Falta saber o que dirá o público em geral

Há menos fruta e, quando há, o perfil é mais cítrico, no que resulta num vinho que também oferece um nariz mais vegetal. O ponto forte é a acidez final, mas em boca (ainda) é um pouco curto, com algumas sensações minerais. O resultado global é um vinho equilibrado, que revela o tal lado mais elegante da casta.

Fiquei com a ideia de que daqui a dois ou três anos este vinho irá entregar mais do que agora. Porquê? Porque bebi o último copo no dia seguinte e revelou mais complexidade.

Relação preço-qualidade: um pvp de €15 é um pouco arriscado. Veremos se o produtor tem 'sorte' com a adesão do público.

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor (pvp: €15)
Dificuldade de aquisição: para já apenas nas redes sociais e site do produtor
Produtor: Sorte Wines
Localidade: Esposende (com uvas de Monção e Melgaço)
Enólogo: César Pinacho
Acidez Total (g/l ác. tartárico): 7.2g/L a.t.
Açúcares residuais : [<1,5] g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "as uvas foram suavemente prensadas em cacho inteiro, seguindo-se clarificação do mosto e fermentação alcoólica a temperatura controlada. Estágio de 5 meses em cuba de inox, com permanência sobre borras finas e trabalho de bâtonnage."
Informação sobre o local das uvas: Paderne
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10 
Primeiro copo servido a: 12º (melhorou quando subiu um pouco)
Acompanhou: pizza caseira de fiambre e cogumelos
(528)

 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Deu La Deu Sweet (2025): 7/10

Em julho escrevi aqui sobre este vinho, tentando saber se era Alvarinho ou não.

É, confirmei. 100%.

Acontece que por ter uma graduação inferior à permitida por lei para divulgação da mesma casta (apenas 7º de álcool), a palavra Alvarinho não pode, legalmente, aparecer no seu rótulo e contra-rótulo.

Os 7º são portanto a chave da questão. Como o nome diz, o vinho é doce, o que causa estranheza. Mas não é enjoativo e tem muito boa acidez, o que lhe garante frescura.

O 'problema' é como o harmonizar. Tentei várias opções gastronómicas antes de publicar este texto e 
nenhuma (arroz de marisco, bacalhau assado, bolonhesa) resultou. A solução talvez esteja naquilo que a Adega de Monção recomenda: aperitivo e nada mais. Ou então para acompanhar sobremesas. Não experimentei.

Em resumo: boa iniciativa da Adega de Monção, que procura assim responder a um "contexto de crescente procura por vinhos mais leves, aromáticos e versáteis, associados a momentos de consumo mais descontraídos e a uma abordagem menos tradicional ao vinho”.

[Recordo que há um mês provei um espumante de albariño com 7º e foi para sangria!] 

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: Supermercado Coca, Monção
Preço de compra: €8.99
Dificuldade de aquisição: neste momento sem stock, no site da Adega de Monção
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez Total (g/l ác. tartárico): ?
Açúcar : ?
Teor Alcoólico (%vol): 7º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10 (pela ousadia e pelo resultado final)
Primeiro copo servido a: várias temperaturas
Acompanhou: arroz de marisco, bacalhau assado, bolonhesa
(527)



sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Tiroliro (2025): 7/10

Casa de Vila Verde, em Lousada, pode não ser uma das referências mais conhecidas na região dos Vinhos Verdes, mas é relevante que produza quatro Alvarinhos, de três marcas diferentes (Pluma, na versão colheita e reserva, Casa de Vila Verde e este Tiroliro). A isso não será alheio o facto de, atualmente, ser a Casa Santos Lima a responsável pela produção e comercialização dos vinhos da "Casa de Vila Verde - Sociedade Agrícola Lda".

Apesar de não ter sido registado nesta página até agora, Tiroliro é um vinho que existe há pelo menos 10 anos. O que agora me fez chamar a atenção foi o facto de ter aparecido (em exclusivo?) no Pingo Doce, nas últimas semanas, a custar €4,49 (alegadamente o preço é €10,99).

Sobre o vinho: para €4,49 é muito bom! 
Trata-se de um vinho de perfil cítrico, com boa acidez e bastante gastronómico. Vale a pena procurar algumas garrafas a este preço, se ainda existirem.

Relação preço-qualidade: tudo dito. Enquanto se mantiver neste preço...

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: Pingo Doce, Póvoa de Varzim
Preço de compra: €4,49 (promoção?)
Dificuldade de aquisição: imagino que seja fácil online, mas, pelo que percebi, não está em todas as lojas Pingo Doce
Produtor: Casa de Vila Verde (VR Minho)
Localidade: Lousada
Enólogo: Manuel Lopo de Carvalho
Acidez Total (g/l ác. tartárico): ?
Açúcar : ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: Lousada?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8º
Acompanhou: arroz de frango
(525)

terça-feira, 21 de julho de 2026

Conexão (2024): 7/10

Ainda há Alvarinhos diferentes, foi a frase que anotei, no final de provar este Conexão 2024.

Um vinho que, apesar de ser Monção e Melgaço, tem poucas das características destes vinhos.

Começa logo no aroma, que sugere baunilha, coco e menos fruta (talvez líchia).

Depois, em boca, tem uma entrada poderosa, cheio de sabores terciários, em resultado da madeira bem associada, mas que se esgota rapidamente. Há uma acidez de intensidade média. Um vinho que se poderia descrever como leve, seja isso bom ou mau - mas dificilmente se pode considerar o Alvarinho uma casta que gera vinhos leves (12,5º de álcool). Gostei.

[o produtor, Mendes e Morais, fala em 'terroir' mas não indica onde estão situadas as parcelas que dão origem ao vinho. E se o terroir também é o contexto em que vinho é feito, que sentido faz dizer que foi 'Engarrafado por Eng nº 5066 - quem é? Mais, há uma ficha técnica que não dá qualquer informação sobre a forma de vinificar este vinho]

Relação preço-qualidade: paguei €17,10, mas o produtor indica €19, no seu site. É um pouco caro, muito mais para quem o vir no restaurante a €40!

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: Uncork Wines
Preço de compra: €17,10
Dificuldade de aquisição: fácil, online
Produtor: Mendes e Morais Winemakers
Localidade: Gaia (vinho com origem em Monção e Melgaço)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/L): 5,9
Açúcar residual: <2,5 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Borras finas e Barrica Carvalho usada"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8º
Acompanhou: salmão na brasa
(523)



quinta-feira, 9 de julho de 2026

Sumius Espumante Reserva Bruto Natural (2023): 7/10

Dos quase 40 produtores presentes na última Feira de Monção, pelo menos 30 tinham empumantes à venda. Isto significa que já existe oferta diversificada. Mas sabemos que os portugueses não estão habituados a espumantes monocasta (Murganheira, Vértice, Bairrada, etc) - os hábitos estão, de qualquer forma, a mudar e o mercado irá ajustar-se.

Vem isto a propósito do novo espumante lançado pela Sumius, um Reserva Bruto Natural (zero açúcar adicionado), que foge ao tradicional estereótipo do Alvarinho: a fruta sente-se mais no nariz do que na boca. Os 24 meses em estágio fizeram surgir notas terciárias (notei sobretudo frutos secos). Um vinho claramente para a refeição.

A bolha é elegante e a acidez final de média intensidade. O produtor informa que foram feitas 500 garrafas, sinal da necessidade de perceber o que mercado pretende.

Relação preço-qualidade: os €16 propostos pelo produtor são, grossomodo, o preço normal na subregião para um espumante com estas características


Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor
Dificuldade de aquisição: bastante difícil (via site do produtor)
Produtor: Sumius
Localidade: Tangil, Monção
Enólogo: Patrícia Peixoto
Acidez Total (g/L): 6,5 g/l
Açúcar Total: 1,2 g/l
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "produzido a partir do método tradicional com estágio sobre borras prolongado. Vinhas em cordão Duplo com cepas com mais de 30 Anos. Desengace total da uva, prensagem suave das uvas para evitar demasiada extração. Fermentação a baixa temperatura durante 15 dias"
Informação sobre o local das uvas: Tangil, Monção
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º/10º
Acompanhou: Bolonhesa
(521)


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Quinta de Sto. Amaro (2024): 7/10

No início de maio dei aqui conta do aparecimento, na Feira do Alvarinho de Melgaço, de um novo produtor, neste caso de Monção.

Apesar de veterano na viticultura, como produtor  de vinhos está a estrear-se com este 2024. Vinhas novas, que tiveram a primeira vindima precisamente nesse ano e que, acredito, ainda procuram o seu perfil definitivo.

Para já temos um vinho com menos fruta (talvez um pouco cítrico) e mais mineral. A acidez final é curta, principal elemento a corrigir. Não desilude, nem de perto nem de longe (bebe-se com prazer), mas também não é vinho para criar euforias.

Ano da produção: 2024
Data de compra: maio 26
Local de compra/prova: Festa do Alvarinho de Melgaço
Preço de compra:  (oferta do produtor)
Dificuldade de aquisição: muito difícil
Data de consumo: junho 2026
Produtor: Vitivimar
Localidade: Longos Vales, Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Longos Vales
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º
Acompanhou: filetes de pescada e arroz
(519)



terça-feira, 16 de junho de 2026

Herdade da Comporta Private Selection (2022): 7/10

Apesar de existirem albariños em Castela e Leão (frequentemente sob designações Vino de la Tierra, como o Mar de Frades Atlântico, bastante conhecido, até pela garrafa azul) e alguns projetos na Catalunha, é certo dizer que, mais do que em Portugal, do outro lado da fronteira, falar em Albariños, é falar das Rias Baixas (ou, com alguma generosidade, da Galiza em geral).

Em Portugal a casta expandiu-se muito rapidamente e, pegando apenas no exemplo do Alentejo, já estão registados nesta página 15 vinhos diferentes, com mais 5 em lista de espera (incluindo um, Scala Coeli, a custar quase €50!).

Noutras regiões, como a Península de Setúbal, ainda são raros. O Herdade da Comporta 2022, com origem em Álcácer do Sal, é o terceiro a ser registado.

É um vinho bastante agradável, de perfil tropical, com boa acidez (o seu ponto forte, a descair para o salino), em que a casta foi bem tratada.

Relação qualidade-preço: €17 pode ser justificável para a enologia, mas caro quando comparado com os benchmarks de Monção e Melgaço. Sobretudo porque o 2023 está a ser vendido pelo produtor a €12, um preço muito mais razoável. Cada um que tire as suas conclusões.

 

Ano da produção: 2022
Data de compra: dez 25
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €16,95
Dificuldade de aquisição: fácil
Data de consumo: junho 2026
Produtor: Herdade da Comporta, 
Localidade: Alcácer do Sal (Península de Setúbal)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação em cubas de inox com temperaturas entre os 14º e 15 º C. Estágio em borra fina durante 6 meses."
Informação sobre o local das uvas: Alcácer do Sal
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: risotto de gambas
(518)


sábado, 6 de junho de 2026

Poeira Desalinhados Curtimenta (2019): 7/10

 Antes, algumas observações prévias:

- Jorge Moreira faz um dos melhores Alvarinhos fora da subregião (o Poeira) e seguramente o melhor do Douro. O preço do último lançamento já me parece um exagero (subjetivo), mas o vinho é de muita qualidade.

- Depois disso lançou um mais barato, Pó de Poeira, e mais recentemente (pelo menos nas minhas contas) um Curtimenta (2019). Fora da zona dos vinhos verdes, ninguém tem uma aposta tão estruturada no Alvarinho.

- Curiosamente, Alvarinho é uma palavra que nunca aparece nos vinhos de Jorge Moreira. Alguns sites 'garantem' que a base é Alvarinho, mas muitos outros são omissos. E como não há uma página do produtor... Perguntei a Jorge Moreira, que me confirmou ser um curtimenta de Alvarinho.

E há duas coisas que quero dizer:

- este vinho servido até 16º revelou-se fechado, sem capacidade de expandir a acidez ou genhar outros sabores, apenas agradável.

- o mesmo vinho servido a partir dessa temperatura (chegou aos 19º) foi uma surpresa, com bastante complexidade. 

A questão é: quem vai o servir a mais de 16º? Em que restaurante o serviço terá esse cuidado? O contrarrótulo deveria ser o primeiro a dar essa 'sugestão'.

(Sendo um 2019, também ganhou com o tempo em que esteve no copo, a oxigenar-se)

Relação preço-qualidade: fiquei dividido entre 7/10 do primeiro copo e o 8/10 do segundo. Valeu a primeira impressão, pela falta de informação e, já agora, o próprio preço.

Ano da produção: 2019
Data de compra: maio 2026
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €36,75
Dificuldade de aquisição: fácil
Data de consumo: junho 2026
Produtor: Jorge Moreira
Localidade: Sabrosa, Douro
Enólogo: Jorge Moreira
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Lourinhã
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: Bacalhau assado na brasa
(517)



sábado, 9 de maio de 2026

Casa de Midão (2024): 7/10

É conhecido por ser um dos Alvarinhos mais frutados e tropicais da Subregião, o que acaba por revelar um pouco de doçura. Já gostei mais, reconheço, mas a essência do Alvarinho está lá, com uma acidez magnífica.

Embora eu goste de Alvarinhos com idade, nos restaurantes isso é difícil de encontrar, daí a opção por este 2024, até porque não bebia o Midão há cinco anos. Daqui a meia dúzia de anos estará excelente, acredito.

Uma nota mais: por muito especial que a casta seja, não faz sentido que o mesmo vinho faça uma boa harmonização com um naco de vitela na brasa e legumes e depois com queijo e marmelada. Esteve magnífico com o segundo, apenas razoável com o primeiro, como se compreende.

Curiosidade: o produtor revela que põe no mercado 50,000 garrafas!

Relação preço-qualidade: um vinho que custa ao público cerca menos de €9 é vendido na Adega Sabino a €18. Parece-me exagerado, se a ideia é promover os vinhos da subregião.
Ano da produção: 2024
Data de compra/consumo: maio 2026
Preço de compra: €18
Local de compra: restaurante Sabino, Melgaço
Produtor: Armando Abel Gonçalves/Casa de Midão
Localidade: Paderne, Melgaço
Enólogo: Abel Codesso 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8º/9º
Acompanhou: naco de vitela e legumes
(89)


terça-feira, 21 de abril de 2026

Herdade da Lisboa (2022): 7/10

Este Herdade da Lisboa é produzido na Vidigueira e, pelas informações da vinificação, percebe-se que há muito trabalho de adega e enologia. Talvez o objetivo seja fazer um Alvarinho diferente dos da Subregião e mesmo da zona dos Vinhos Verdes.

Nesse sentido, o resultado foi alcançado. A fruta (cítrica) fica-se pelo nariz, na boca é um vinho que conjuga mineralidade com madeira, terminando com uma frescura muito viva e uma acidez de média duração.

Um vinho para abrir com antecedência e acompanhar comidas de tacho (sendo que surpreendeu na ligação com doces). Ganha em ser servido entre os 10º e os 12º.

Relação preço-qualidade: talvez €5 mais barato fosse perfeito, mas percebe-se o trabalho de adega.

Ano da produção: 2022
Data de compra/prova: janeiro 26
Local de compra/prova: Garrafeira Uncork Wines
Preço de compra: €22,86
Dificuldade de aquisição: médio (em garrafeiras e no site da empresa)
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Família Cardoso / Herdade da Lisboa
Localidade: Vidigueira, Alentejo
Enólogo: Ricardo Xarepe Silva | António Selas
Acidez Total (g/L): 5,5
Açúcar Residual (g/L): 0,6
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "M a c e r a ç ã o  p e l i c u l a r  d u r a n t e  q u a t r o  h o r a s , s e g u i d a  d e            p r e n s a g e m  a  v á c u o  e  d e c a n t a ç ã o  a  f r i o  d o  m o s t o  d u r a n t e  4 8 h .  F e r m e n t a ç ã o  e m  b a r r i c a s  d e  c a r v a l h o   f r a n c ê s  d e  5 0 0 L             d u r a n t e  2 0  d i a s . A p ó s  a  f e r m e n t a ç ã o  a l c o ó l i c a ,  e s t a g i o u       s e i s  m e s e s  s o b r e  a  b o r r a  f i n a  ( s u r l i e s )  c o m  b â t o n n a g e s           p e r i ó d i c a s "

Informação sobre o local das uvas: Vidigueira
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: polvo no forno
(512)


 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Pássaros Reserva de Família (2024): 7/10

Aproveitei a promoção do Pingo Doce e comprei duas garrafas.

O resultado final foi aquele que documentei em 2024, quando o bebi o 2022.

No essencial fica esta ideia: a €9,99 este vinho faz sentido, a €19,99 só com uma arma apontada...

Eis como, desprezado por quem escreve sobre vinhos, o preço é muito relevante.

Ano da produção: 2024
Data de compra: abril 2026
Preço de compra: €9,99 (€19,99 antes do desconto)
Local de compra: Pingo Doce
Data de consumo: abil 26
Produtor: Anselmo Mendes (não consta do site) Pingo Doce
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Arroz de pato
Pode acompanhar por exemplo:
(452)

Pássaros Reserva de Família 2022 (bebido em 24)

quinta-feira, 5 de março de 2026

Martingus (2025): 7/10

Duas notas, antes de irmos ao vinho:

- sou daqueles que acham que devia ser proibido beber Alvarinhos com menos de um ano de estágio ou de garrafa. Este é apenas o segundo 2025 que provo. E, como se vai perceber, por falta de alternativa;

- felizmente há cada vez mais oferta de Alvarinhos, nomeadamente na Subregião, mas talvez haja alguma saturação de vinhos iguais (os tradicionais colheitas do ano ou, como agora se começa a chamar, os clássicos). Os novos produtores devem pensar em se afirmar, além da qualidade, pela diferença.

Juntando tudo, este Martingus é uma completa novidade (o produtor disse-me que a garrafa que trouxe era a primeira a sair para promoção), mas o vinho é esse clássico que todos conhecemos e, penso, gostamos.

Um vinho com bom nariz, fruta na boca e aquela acidez distintiva da casta. Foi bebido demasiado cedo, mas não faltarão oportunidades de voltar a provar o Martingus, daqui a um ano ou dois. Nessa altura, tenho a certeza, a nota será diferente.

Sobre a marca: António Souto produz Alvarinho em, Prado, Melgaço há várias décadas (cerca de 30 toneladas), mas vendia para a Adega de Monção. No ano passado, ele e o enólogo Abel Codesso decidiram reservar uma parcela, conhecida como Martingus, para colocar um vinho novo no mercado.

Relação preço-qualidade: os €9,50 que o produtor indicou são, hoje, o preço de muitos colheitas da Subregião, imediatamente abaixo do Soalheiro. Um preço normal, portanto, mas que demonstra a confiança do produtor na qualidade do vinho posto no mercado.

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: fevereiro 2026
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor (pvp recomendado pelo produtor €9,5]
Dificuldade de aquisição: difícil (há à venda no Solar do Alvarinho em Melgaço)
Data de consumo: março 2026
Produtor: António José Souto + Instagram
Localidade: Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total (g/dm ): 
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Prado fica junto ao Rio Minho
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: filetes de pescada com salada russa
(506)


segunda-feira, 2 de março de 2026

Cêpa Vélha (2022): 7/10

A empresa 'Vinhos de Monção Lda', produtora do Cêpa Vélha, foi, como os próprios fazem questão de dizer na garrafa, "a primeira firma [desde 1938] a comercializar o vinho verde da casta Alvarinho". 

Quase a fazer 90 anos, a empresa tem alguns elementos que a distinguem: pouco ou nada se sabe sobre os proprietários e quem é o enólogo, sobre a vinificação e sobre a localização das uvas. Numa altura em que a informação é fundamental, Cêpa Velha está ainda n(a primeira metade d)o século XX: não tem site, não tem redes sociais; não está em feiras, mas encontra-se no mítico Coca (agora também em Melgaço) e em algumas garrafeiras online. Preço imbatível.

[Há uns anos estive na adega, um armazém que se situa na zona industrial de Lagoa, mas não tive a sorte de encontrar alguém responsável]

Cêpa Velha é um vinho feito como se fosse em 1938, dizem os responsáveis. 

E eu acredito, parcialmente. Pouco ou nada de intervenção enológica, resulta num vinho simples (curto na boca), frutado, com alguma acidez. Bebi o 2022 em 2026 e segurou-se bem. Não ganhou nem perdeu com o tempo. Tenho é dúvidas de que um vinho de 1938 pudesse ser bebido em 1942 sem perdas.

Relação preço-qualidade: dificilmente €6,29 não seria um bom/excelente preço.

Ano da produção: 2022
Data de compra: agosto 2025
Local de compra: Coca, em Monção
Preço de compra: €6,29
Dificuldade de aquisição: apenas em Moção e em garrafeiras online
Data de consumo: mar
CEpaço 2026
Produtor: Vinhos de Monção Lda
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: cabrito no forno
Pode acompanhar: 
(124)

Cepa Velha 2017 

Cepa Velha 2018

Cepa Velha 2019

 



domingo, 1 de março de 2026

Quinta de Monforte Grande Reserva Barricas (2023): 7/10

Ainda não há muito tempo seria impensável um produtor de fora da Subregião lançar um Alvarinho como Grande Reserva e custar entre €32 e €40.

O facto de isto agora estar a acontecer é sinal de, pelo menos, duas coisas: estes produtores deixaram de ser sentirem amarrados ao que se passa na Subregião (que, assim, parece ter deixado de ser o benchmark) e não existem apenas clientes para vinhos caros desta casta em Monção e Melgaço.

Em Quinta de Monforte vem de Penafiel e esteve um ano em barrica (100%).

Logicamente, é um vinho de madeira, bem presente, mas com outros sabores terciários (além da fruta muita madura, há mel e um pouco de baunilha, por exemplo). A acidez é de intensidade média.

Nota também para a garrafa, muito distinta, uma forma interessante de introduzir valor e identidade ao produto.

Relação preço-qualidade: o produtor sugere um PVP de €32 para este 2023, mas a verdade é que em diversas garrafeiras online encontramos preços muito díspares nas diversas colheitas (um máximo de €41,90!). A produção é muito pequena (1200 garrafas), mas sejamos francos: é muito melhor do que o Soalheiro Reserva ou o Regueiro Barricas, mais baratos?

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: fevereiro 2026
Local de compra/prova: Essência do Vinho, Porto
Preço de compra: pvp recomendado pelo produtor €32
Dificuldade de aquisição: fácil em garrafeiras online
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: Quinta de Monforte
Localidade: Penafiel
Enólogo: Francisco Gonçalves
Acidez Total (g/dm ): 6,6 (2021)
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º 
Método de vinificação, segundo o produtor: "O mosto limpo inicia depois a fermentação com
controlo de temperatura a 17ºC, em cuba de inox. A meio da fermentação, o vinho passa para barricas de carvalho francês novas de 500 litros, onde termina a fermentação e estagia com processo de bâtonnage nas mesmas barricas durante 12 meses. Estágio em garrafa durante 14 meses"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º?
Acompanhou:
(505)



Pássaros Espumante Brut Nature (2024): 7/10

Já aqui tinha dado conta de um novo espumante produzido por Anselmo Mendes , o Pássaros Brut Nature.  Faltava provar. Sobre a prova, uma peq...

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