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terça-feira, 21 de julho de 2026

Conexão (2024): 7/10

Ainda há Alvarinhos diferentes, foi a frase que anotei, no final de provar este Conexão 2024.

Um vinho que, apesar de ser Monção e Melgaço, tem poucas das características destes vinhos.

Começa logo no aroma, que sugere baunilha, coco e menos fruta (talvez líchia).

Depois, em boca, tem uma entrada poderosa, cheio de sabores terciários, em resultado da madeira bem associada, mas que se esgota rapidamente. Há uma acidez de intensidade média. Um vinho que se poderia descrever como leve, seja isso bom ou mau - mas dificilmente se pode considerar o Alvarinho uma casta que gera vinhos leves (12,5º de álcool). Gostei.

[o produtor, Mendes e Morais, fala em 'terroir' mas não indica onde estão situadas as parcelas que dão origem ao vinho. E se o terroir também é o contexto em que vinho é feito, que sentido faz dizer que foi 'Engarrafado por Eng nº 5066 - quem é? Mais, há uma ficha técnica que não dá qualquer informação sobre a forma de vinificar este vinho]

Relação preço-qualidade: paguei €17,10, mas o produtor indica €19, no seu site. É um pouco caro, muito mais para quem o vir no restaurante a €40!

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: Uncork Wines
Preço de compra: €17,10
Dificuldade de aquisição: fácil, online
Produtor: Mendes e Morais Winemakers
Localidade: Gaia (vinho com origem em Monção e Melgaço)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/L): 5,9
Açúcar residual: <2,5 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Borras finas e Barrica Carvalho usada"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8º
Acompanhou: salmão na brasa
(523)



quinta-feira, 9 de julho de 2026

Sumius Espumante Reserva Bruto Natural (2023): 7/10

Dos quase 40 produtores presentes na última Feira de Monção, pelo menos 30 tinham empumantes à venda. Isto significa que já existe oferta diversificada. Mas sabemos que os portugueses não estão habituados a espumantes monocasta (Murganheira, Vértice, Bairrada, etc) - os hábitos estão, de qualquer forma, a mudar e o mercado irá ajustar-se.

Vem isto a propósito do novo espumante lançado pela Sumius, um Reserva Bruto Natural (zero açúcar adicionado), que foge ao tradicional estereótipo do Alvarinho: a fruta sente-se mais no nariz do que na boca. Os 24 meses em estágio fizeram surgir notas terciárias (notei sobretudo frutos secos). Um vinho claramente para a refeição.

A bolha é elegante e a acidez final de média intensidade. O produtor informa que foram feitas 500 garrafas, sinal da necessidade de perceber o que mercado pretende.

Relação preço-qualidade: os €16 propostos pelo produtor são, grossomodo, o preço normal na subregião para um espumante com estas características


Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor
Dificuldade de aquisição: bastante difícil (via site do produtor)
Produtor: Sumius
Localidade: Tangil, Monção
Enólogo: Patrícia Peixoto
Acidez Total (g/L): 6,5 g/l
Açúcar Total: 1,2 g/l
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "produzido a partir do método tradicional com estágio sobre borras prolongado. Vinhas em cordão Duplo com cepas com mais de 30 Anos. Desengace total da uva, prensagem suave das uvas para evitar demasiada extração. Fermentação a baixa temperatura durante 15 dias"
Informação sobre o local das uvas: Tangil, Monção
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º/10º
Acompanhou: Bolonhesa
(521)


segunda-feira, 22 de junho de 2026

Quinta de Sto. Amaro (2024): 7/10

No início de maio dei aqui conta do aparecimento, na Feira do Alvarinho de Melgaço, de um novo produtor, neste caso de Monção.

Apesar de veterano na viticultura, como produtor  de vinhos está a estrear-se com este 2024. Vinhas novas, que tiveram a primeira vindima precisamente nesse ano e que, acredito, ainda procuram o seu perfil definitivo.

Para já temos um vinho com menos fruta (talvez um pouco cítrico) e mais mineral. A acidez final é curta, principal elemento a corrigir. Não desilude, nem de perto nem de longe (bebe-se com prazer), mas também não é vinho para criar euforias.

Ano da produção: 2024
Data de compra: maio 26
Local de compra/prova: Festa do Alvarinho de Melgaço
Preço de compra:  (oferta do produtor)
Dificuldade de aquisição: muito difícil
Data de consumo: junho 2026
Produtor: Vitivimar
Localidade: Longos Vales, Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Longos Vales
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º
Acompanhou: filetes de pescada e arroz
(519)



terça-feira, 16 de junho de 2026

Herdade da Comporta Private Selection (2022): 7/10

Apesar de existirem albariños em Castela e Leão (frequentemente sob designações Vino de la Tierra, como o Mar de Frades Atlântico, bastante conhecido, até pela garrafa azul) e alguns projetos na Catalunha, é certo dizer que, mais do que em Portugal, do outro lado da fronteira, falar em Albariños, é falar das Rias Baixas (ou, com alguma generosidade, da Galiza em geral).

Em Portugal a casta expandiu-se muito rapidamente e, pegando apenas no exemplo do Alentejo, já estão registados nesta página 15 vinhos diferentes, com mais 5 em lista de espera (incluindo um, Scala Coeli, a custar quase €50!).

Noutras regiões, como a Península de Setúbal, ainda são raros. O Herdade da Comporta 2022, com origem em Álcácer do Sal, é o terceiro a ser registado.

É um vinho bastante agradável, de perfil tropical, com boa acidez (o seu ponto forte, a descair para o salino), em que a casta foi bem tratada.

Relação qualidade-preço: €17 pode ser justificável para a enologia, mas caro quando comparado com os benchmarks de Monção e Melgaço. Sobretudo porque o 2023 está a ser vendido pelo produtor a €12, um preço muito mais razoável. Cada um que tire as suas conclusões.

 

Ano da produção: 2022
Data de compra: dez 25
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €16,95
Dificuldade de aquisição: fácil
Data de consumo: junho 2026
Produtor: Herdade da Comporta
Localidade: Alcácer do Sal (Península de Setúbal)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação em cubas de inox com temperaturas entre os 14º e 15 º C. Estágio em borra fina durante 6 meses."
Informação sobre o local das uvas: Alcácer do Sal
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: risotto de gambas
(518)


sábado, 6 de junho de 2026

Poeira Desalinhados Curtimenta (2019): 7/10

 Antes, algumas observações prévias:

- Jorge Moreira faz um dos melhores Alvarinhos fora da subregião (o Poeira) e seguramente o melhor do Douro. O preço do último lançamento já me parece um exagero (subjetivo), mas o vinho é de muita qualidade.

- Depois disso lançou um mais barato, Pó de Poeira, e mais recentemente (pelo menos nas minhas contas) um Curtimenta (2019). Fora da zona dos vinhos verdes, ninguém tem uma aposta tão estruturada no Alvarinho.

- Curiosamente, Alvarinho é uma palavra que nunca aparece nos vinhos de Jorge Moreira. Alguns sites 'garantem' que a base é Alvarinho, mas muitos outros são omissos. E como não há uma página do produtor... Perguntei a Jorge Moreira, que me confirmou ser um curtimenta de Alvarinho.

E há duas coisas que quero dizer:

- este vinho servido até 16º revelou-se fechado, sem capacidade de expandir a acidez ou genhar outros sabores, apenas agradável.

- o mesmo vinho servido a partir dessa temperatura (chegou aos 19º) foi uma surpresa, com bastante complexidade. 

A questão é: quem vai o servir a mais de 16º? Em que restaurante o serviço terá esse cuidado? O contrarrótulo deveria ser o primeiro a dar essa 'sugestão'.

(Sendo um 2019, também ganhou com o tempo em que esteve no copo, a oxigenar-se)

Relação preço-qualidade: fiquei dividido entre 7/10 do primeiro copo e o 8/10 do segundo. Valeu a primeira impressão, pela falta de informação e, já agora, o próprio preço.

Ano da produção: 2019
Data de compra: maio 2026
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €36,75
Dificuldade de aquisição: fácil
Data de consumo: junho 2026
Produtor: Jorge Moreira
Localidade: Sabrosa, Douro
Enólogo: Jorge Moreira
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Lourinhã
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: Bacalhau assado na brasa
(517)



sábado, 9 de maio de 2026

Casa de Midão (2024): 7/10

É conhecido por ser um dos Alvarinhos mais frutados e tropicais da Subregião, o que acaba por revelar um pouco de doçura. Já gostei mais, reconheço, mas a essência do Alvarinho está lá, com uma acidez magnífica.

Embora eu goste de Alvarinhos com idade, nos restaurantes isso é difícil de encontrar, daí a opção por este 2024, até porque não bebia o Midão há cinco anos. Daqui a meia dúzia de anos estará excelente, acredito.

Uma nota mais: por muito especial que a casta seja, não faz sentido que o mesmo vinho faça uma boa harmonização com um naco de vitela na brasa e legumes e depois com queijo e marmelada. Esteve magnífico com o segundo, apenas razoável com o primeiro, como se compreende.

Curiosidade: o produtor revela que põe no mercado 50,000 garrafas!

Relação preço-qualidade: um vinho que custa ao público cerca menos de €9 é vendido na Adega Sabino a €18. Parece-me exagerado, se a ideia é promover os vinhos da subregião.
Ano da produção: 2024
Data de compra/consumo: maio 2026
Preço de compra: 18
Local de compra: restaurante Sabino, Melgaço
Produtor: Armando Abel Gonçalves/Casa de Midão
Localidade: Paderne, Melgaço
Enólogo: Abel Codesso 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8º/9º
Acompanhou: naco de vitela e legumes
(89)


terça-feira, 21 de abril de 2026

Herdade da Lisboa (2022): 7/10

Este Herdade da Lisboa é produzido na Vidigueira e, pelas informações da vinificação, percebe-se que há muito trabalho de adega e enologia. Talvez o objetivo seja fazer um Alvarinho diferente dos da Subregião e mesmo da zona dos Vinhos Verdes.

Nesse sentido, o resultado foi alcançado. A fruta (cítrica) fica-se pelo nariz, na boca é um vinho que conjuga mineralidade com madeira, terminando com uma frescura muito viva e uma acidez de média duração.

Um vinho para abrir com antecedência e acompanhar comidas de tacho (sendo que surpreendeu na ligação com doces). Ganha em ser servido entre os 10º e os 12º.

Relação preço-qualidade: talvez €5 mais barato fosse perfeito, mas percebe-se o trabalho de adega.

Ano da produção: 2022
Data de compra/prova: janeiro 26
Local de compra/prova: Garrafeira Uncork Wines
Preço de compra: €22,86
Dificuldade de aquisição: médio (em garrafeiras e no site da empresa)
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Família Cardoso / Herdade da Lisboa
Localidade: Vidigueira, Alentejo
Enólogo: Ricardo Xarepe Silva | António Selas
Acidez Total (g/L): 5,5
Açúcar Residual (g/L): 0,6
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "M a c e r a ç ã o  p e l i c u l a r  d u r a n t e  q u a t r o  h o r a s , s e g u i d a  d e            p r e n s a g e m  a  v á c u o  e  d e c a n t a ç ã o  a  f r i o  d o  m o s t o  d u r a n t e  4 8 h .  F e r m e n t a ç ã o  e m  b a r r i c a s  d e  c a r v a l h o   f r a n c ê s  d e  5 0 0 L             d u r a n t e  2 0  d i a s . A p ó s  a  f e r m e n t a ç ã o  a l c o ó l i c a ,  e s t a g i o u       s e i s  m e s e s  s o b r e  a  b o r r a  f i n a  ( s u r l i e s )  c o m  b â t o n n a g e s           p e r i ó d i c a s "

Informação sobre o local das uvas: Vidigueira
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: polvo no forno
(512)


 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Pássaros Reserva de Família (2024): 7/10

Aproveitei a promoção do Pingo Doce e comprei duas garrafas.

O resultado final foi aquele que documentei em 2024, quando o bebi o 2022.

No essencial fica esta ideia: a €9,99 este vinho faz sentido, a €19,99 só com uma arma apontada...

Eis como, desprezado por quem escreve sobre vinhos, o preço é muito relevante.

Ano da produção: 2024
Data de compra: abril 2026
Preço de compra: €9,99 (€19,99 antes do desconto)
Local de compra: Pingo Doce
Data de consumo: abil 26
Produtor: Anselmo Mendes (não consta do site) Pingo Doce
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Arroz de pato
Pode acompanhar por exemplo:
(452)

Pássaros Reserva de Família 2022 (bebido em 24)

quinta-feira, 5 de março de 2026

Martingus (2025): 7/10

Duas notas, antes de irmos ao vinho:

- sou daqueles que acham que devia ser proibido beber Alvarinhos com menos de um ano de estágio ou de garrafa. Este é apenas o segundo 2025 que provo. E, como se vai perceber, por falta de alternativa;

- felizmente há cada vez mais oferta de Alvarinhos, nomeadamente na Subregião, mas talvez haja alguma saturação de vinhos iguais (os tradicionais colheitas do ano ou, como agora se começa a chamar, os clássicos). Os novos produtores devem pensar em se afirmar, além da qualidade, pela diferença.

Juntando tudo, este Martingus é uma completa novidade (o produtor disse-me que a garrafa que trouxe era a primeira a sair para promoção), mas o vinho é esse clássico que todos conhecemos e, penso, gostamos.

Um vinho com bom nariz, fruta na boca e aquela acidez distintiva da casta. Foi bebido demasiado cedo, mas não faltarão oportunidades de voltar a provar o Martingus, daqui a um ano ou dois. Nessa altura, tenho a certeza, a nota será diferente.

Sobre a marca: António Souto produz Alvarinho em, Prado, Melgaço há várias décadas (cerca de 30 toneladas), mas vendia para a Adega de Monção. No ano passado, ele e o enólogo Abel Codesso decidiram reservar uma parcela, conhecida como Martingus, para colocar um vinho novo no mercado.

Relação preço-qualidade: os €9,50 que o produtor indicou são, hoje, o preço de muitos colheitas da Subregião, imediatamente abaixo do Soalheiro. Um preço normal, portanto, mas que demonstra a confiança do produtor na qualidade do vinho posto no mercado.

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: fevereiro 2026
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor (pvp recomendado pelo produtor €9,5]
Dificuldade de aquisição: difícil (há à venda no Solar do Alvarinho em Melgaço)
Data de consumo: março 2026
Produtor: António José Souto + Instagram
Localidade: Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total (g/dm ): 
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Prado fica junto ao Rio Minho
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: filetes de pescada com salada russa
(506)


segunda-feira, 2 de março de 2026

Cêpa Vélha (2022): 7/10

A empresa 'Vinhos de Monção Lda', produtora do Cêpa Vélha, foi, como os próprios fazem questão de dizer na garrafa, "a primeira firma [desde 1938] a comercializar o vinho verde da casta Alvarinho". 

Quase a fazer 90 anos, a empresa tem alguns elementos que a distinguem: pouco ou nada se sabe sobre os proprietários e quem é o enólogo, sobre a vinificação e sobre a localização das uvas. Numa altura em que a informação é fundamental, Cêpa Velha está ainda n(a primeira metade d)o século XX: não tem site, não tem redes sociais; não está em feiras, mas encontra-se no mítico Coca (agora também em Melgaço) e em algumas garrafeiras online. Preço imbatível.

[Há uns anos estive na adega, um armazém que se situa na zona industrial de Lagoa, mas não tive a sorte de encontrar alguém responsável]

Cêpa Velha é um vinho feito como se fosse em 1938, dizem os responsáveis. 

E eu acredito, parcialmente. Pouco ou nada de intervenção enológica, resulta num vinho simples (curto na boca), frutado, com alguma acidez. Bebi o 2022 em 2026 e segurou-se bem. Não ganhou nem perdeu com o tempo. Tenho é dúvidas de que um vinho de 1938 pudesse ser bebido em 1942 sem perdas.

Relação preço-qualidade: dificilmente €6,29 não seria um bom/excelente preço.

Ano da produção: 2022
Data de compra: agosto 2025
Local de compra: Coca, em Monção
Preço de compra: €6,29
Dificuldade de aquisição: apenas em Moção e em garrafeiras online
Data de consumo: mar
CEpaço 2026
Produtor: Vinhos de Monção Lda
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: cabrito no forno
Pode acompanhar: 
(124)

Cepa Velha 2017 

Cepa Velha 2018

Cepa Velha 2019

 



domingo, 1 de março de 2026

Quinta de Monforte Grande Reserva Barricas (2023): 7/10

Ainda não há muito tempo seria impensável um produtor de fora da Subregião lançar um Alvarinho como Grande Reserva e custar entre €32 e €40.

O facto de isto agora estar a acontecer é sinal de, pelo menos, duas coisas: estes produtores deixaram de ser sentirem amarrados ao que se passa na Subregião (que, assim, parece ter deixado de ser o benchmark) e não existem apenas clientes para vinhos caros desta casta em Monção e Melgaço.

Em Quinta de Monforte vem de Penafiel e esteve um ano em barrica (100%).

Logicamente, é um vinho de madeira, bem presente, mas com outros sabores terciários (além da fruta muita madura, há mel e um pouco de baunilha, por exemplo). A acidez é de intensidade média.

Nota também para a garrafa, muito distinta, uma forma interessante de introduzir valor e identidade ao produto.

Relação preço-qualidade: o produtor sugere um PVP de €32 para este 2023, mas a verdade é que em diversas garrafeiras online encontramos preços muito díspares nas diversas colheitas (um máximo de €41,90!). A produção é muito pequena (1200 garrafas), mas sejamos francos: é muito melhor do que o Soalheiro Reserva ou o Regueiro Barricas, mais baratos?

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: fevereiro 2026
Local de compra/prova: Essência do Vinho, Porto
Preço de compra: pvp recomendado pelo produtor €32
Dificuldade de aquisição: fácil em garrafeiras online
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: Quinta de Monforte
Localidade: Penafiel
Enólogo: Francisco Gonçalves
Acidez Total (g/dm ): 6,6 (2021)
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º 
Método de vinificação, segundo o produtor: "O mosto limpo inicia depois a fermentação com
controlo de temperatura a 17ºC, em cuba de inox. A meio da fermentação, o vinho passa para barricas de carvalho francês novas de 500 litros, onde termina a fermentação e estagia com processo de bâtonnage nas mesmas barricas durante 12 meses. Estágio em garrafa durante 14 meses"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º?
Acompanhou:
(505)



domingo, 15 de fevereiro de 2026

Regueiro Secreto (2015): 7/10

1. Mais um vinho de 2015, o melhor ano dos últimos 30 na subregião.

2. Um vinho que custou, em 2017, €6,95 e que guardei para continuar a testar os limites e a perceber a capacidade de envelhecimento, nomeadamente em garrafa.

3. Um vinho que se revelou, em fevereiro de 2026, muito melhor do que bebido nos dois/três anos seguintes.

4. Ainda assim, um vinho que, nesta altura, já estava em fase descendente. Talvez 5/7 anos tivesse sido o prazo ideal. Maturou, afinou sabores primários, mas perdeu fulgor na boca.

Ou seja, reforço a minha convicção: mesmo quando não recebem grande cuidados na enologia, os Alvarinho estão, em geral, pelo menos 7 anos sempre a melhorar. A partir daí, tudo pode acontecer. Nota: este foi um dos primeiros Alvarinhos de Monção e Melgaço a fazer estágio prolongado sobre borras

Ano da produção: 2015
Data de compra: 2017
Local de compra: Froiz
Preço de compra: €6,95
Data de consumo: fevereiro 26
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Jorge Sousa Braga?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: filetes ed polvo
Pode acompanhar por exemplo:
(28)

Regueiro Secreto Reserva 2016

Regueiro Secreto Reserva 2018

Regueiro Secreto Maceração Pelicular 2020

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Quinta da Porteleira (2022): 7/10

Quinta da Porteleira, em Monção, é uma das grandes propriedades de produção de Alvarinho (diversas parcelas em Badim). Pelos vistos nunca foi marca própria, mas sempre deu vinho (esteve ao cuidado do Solar de Serrade, mais recentemente a cargo Luis Vilaça/Alvaminho; a gerência fez entretanto uma acordo com Anselmo Mendes, que assume a partir de agora a enologia - esta informação foi corrigida e atualziada).

Pelo menos desde 2020 que para a Porteleira está previsto um hotel, que foi recentemente inaugurado: o primeiro cinco estrelas do Alto Minho, que se chama Vinea Collection Hotel e, sendo temático, está dedicado ao Alvarinho.

O hotel ainda não está a 100 por cento, mas o restaurante já funciona (muito boa cozinha, pareceu-me) e o primeiro vinho Quinta da Porteleira já é servido e vendido. O rótulo ainda é provisório e falta o contrarrótulo - qual o teor alcoólico, por exemplo?

Sobre o vinho: trata-se da colheita relativa a 2022, engarrafado após um ano em inox, com battonage. A falta de informação sobre o vinho (no site e no restaurante) é algo que será certamente corrigida em breve. 

Sendo um vinho que resulta leve e equilibrado, já com a fruta amadurecida (manga, por exemplo), bebe-se com prazer. Mas a maior surpresa estava no preço. €10 na loja (€15 no restaurante) parece-me um valor muito atrativo, tendo em conta que estamos num hotel de 5 estrelas, O vinho foi-se revelando ao longo da refeição: veio muito frio, retirou-se o frappé e foi ficando claramente melhor.

Ano da produção: 2022
Data de compra: 
Local de compra: Vinea Colection Hotel, Monção
Preço de compra: €10,00 em loja e €15 no restaurante (oferta)
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: Vinea Colection Hotel
Localidade: Monção
Enólogo: Jose Rodrigues
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): ?
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação em cuba de inox com battonage "
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º/11º
Acompanhou: polvo [lamento, mas não consigo descrever o prato, que estava excelente]
(503)


sábado, 17 de janeiro de 2026

Arroz de cabidela - vai um Alvarinho?

Muito mudou, no consumo do vinho Verde e do Alvarinho em particular, desde que se dizia que estes eram vinhos para um fim de tarde ao sol ou para acompanhar mariscos e peixes em geral. Ultimamente os produtores têm acrescentado pizza e sushi, mas para poder afirmar-se como uma das grandes casta brancas do mundo, o universos gastronómico do Alvarinho não pode ficar tão reduzido. 
A casta não é infinita, ok, mas existem tantas formas de a vinificar e enólogos tão criativos que dizer que também combina com carnes brancas não pode ser o máximo da ousadia. Temos de ir mais longe, a começar pelos restaurantes da Subregião.

O meu ponto de partida é este: Alvarinho combina com qualquer coisa. É só escolher o Alvarinho vinificado da forma 'certa'. Um exemplo: recentemente provei o novo curtimenta de Miguel Queimado e, não tendo corrido bem, pela escolha da comida, fiquei com vontade de o provar com um cozido à portuguesa. Por falar nisso, não é a primeira vez que experimento cozido com Alvarinho (neste caso com Regueiro Barricas). Tenho de voltar a tentar.

Desta vez, penso, a ousadia foi ainda mais longe: arroz de cabidela caseiro. Para isso escolhi um vinho com uma boa dose de madeira, no caso o Soalheiro Reserva 2021, aberto três horas antes e um dos meus Alvarinhos de eleição *.

Foi bom, mas não encheu as medidas. Acredito que um Alvarinho mais mineral (ou talvez com mais madeira, como o Nostalgia) possa ter resultados ainda melhores.

Eu continuarei a tentar e a dar conta aqui dos resultados.

Ano da produção: 2021
Data de compra: Abril 2023
Preço de compra: €17
Local de compra: Feira do Alvarinho de Melgaço
Data de consumo: Janeiro 26
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: A. Luis Cerdeira
Acidez Total: 6,4 g/L 
Açúcares residuais (g): seco (2021)
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação: "Fermentação e envelhecimento em barricas de carvalho francês durante um ano. Contacto com borras finas e bâtonnage."
Aberto quanto tempo antes: 3 horas antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: arroz de cabidela
Pode acompanhar por exemplo:
(190)

Soalheiro Reserva 2017

Soalheiro Reserva 2018

(* o 2019 tinha 13º de alcoól e este 12,5º)

sábado, 10 de janeiro de 2026

Pingo Doce Espumante Bruto (2023): 7/10

Em 2020 o Pingo Doce inovou, quando pediu a Anselmo Mendes que fizesse o seu primeiro espumante de Alvarinho. O seu, do Pingo Doce e o seu, de Anselmo Mendes. Custava então €5,99, menos €1 na feira de vinhos.

Ainda hoje continua a ser o único espumante de Alvarinho de marca branca, mas já não é o único de Anselmo nem custa €5,99.

O último a ser lançado no mercado custa, na verdade, €6,99, mas continua a ser um preço incrível: um pesadelo para a concorrência (o Muros Antigos, de Anselmo, custa mais do dobro, por exemplo, sendo que €15 é o preço médio de espumante bruto na subregião), uma grande oportunidade para o público.

Bebi este 2023 no início de 2026 e admito que ainda beneficiaria de mais um ou dois anos em garrafa. Ficou macio, sem perder fulgor, ganhou um pouco de complexidade, num vinho que é se sabe ser simples e óbvio.

Ano da produção: 2023
Data de compra: 2025
Preço de compra: €5,99 
Local de compra: Pingo Doce, Póvoa de Varzim
Data de consumo: janeiro 2026
Produtor e Engarrafador: Anselmo Mendes para Pingo Doce (IG Minho)
Localidade: Penso, Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º/14º
Passou pelo arejador? 
Acompanhou: Leitão
Pode acompanhar por exemplo:
(324)

Pingo Doce Espumante Bruto 2020

Pingo Doce Espumante Bruto 2021


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Vale dos Ares Curtimenta (2021): 7/10

Em 2001 Anselmo Mendes lançou o primeiro curtimenta de alvarinho em Portugal, mais um marco que Anselmo deixa na história do alvarinho e da subregião.

Mas este passo não foi seguido, nomeadamente em Monção e Melgaço, onde, até há pouco tempo, apenas existiam duas referências: Gema e Ag.Hora do Soalheiro, que nem se identifica como tal.

Conheço mais dois, mas fora da subregião, nomeadamente o Adega Belém Curtimenta (que recebeu 8/10, a melhor pontuação entre todos) e o 6000 AC, da Adega de Ponte da Barca, vendido a €50...

Esta escassez diz-nos que os produtores não gostam do resultado da técnica ancestral de contacto com as películas e o engaço (mais o estágio em barrica) e que existirá uma eventual rejeição por parte do público: a curtimenta acentua certos sabores do vinho, uma certa adstringência e a sua acidez final. E há muita gente que não gosta de vinhos com uma acidez final marcante.

Miguel Queimado, o mais consistente de todos os pequenos/médios produtores da subregião, lançou este ano o seu Vale dos Ares Curtimenta, relativo a 2021.

A curtimenta sente-se logo no aroma forte, que já não é fácil de identificar, mas é muito agradável. Fruta madura?

Como seria de esperar a curtimenta releva a adstringência e potencia a acidez final, dando lhe frescura/secura mas também intensidade, que se prolonga depois de bebido o vinho.

[A propósito, grande potencial de guarda].

Gostei, sem dúvida, porque gosto de vinhos com final seco e fresco, mas continuo sem perceber se o alvarinho e a curtimenta funcionam para o público em geral.

Relação preço-qualidade: €25 estão dentro do normal para um vinho de nicho ou até mesmo barato se tivermos em conta que é um vinho de 2021 lançado em 2025 - quantos produtores fazem isso? (Já agora, o preço 'respeita' os cerca de €30 do icónico vinho de Anselmo Mendes...).

Se o preço é razoavel e se gostei, porque não uma nota mais alta? É que, ao contrário da maior parte dos alvarinhos, um curtimenta não é para qualquer comida. Eu bebi-o a acompanhar filetes de pescada e não foi muito agradável - parece que o vinho acentuou demasiado o sabor do peixe e do filete. Ou seja, trata-se de um vinho exigente, que não vai com todas as comidas e que cria uma dificuldade a quem o consome (Miguel Queimado diz que acompanha bem comidas 'de Inverno', mais pesadas, com carne, suponho; irei experimentar).
Ano da produção: 2021
Data de compra: novembro 2025
Local de compra: no produtor
Preço de compra: oferta do produtor (pvp €25)
Data de consumo: dezembro 2025
Produtor: Vale dos Ares
Localidade: Monção
Enólogo: Mguel Queimado e Gabriela Albuquerque
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentado integralmente com as películas, em contacto com oxigénio, até terminar. O vinho estagiou durante 24 meses em barricas de castanho e 12 meses em cubas de inox. Antes de ser lançado no mercado estagiou na garrafa durante 12 meses."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: filetes de pescada [péssima ligação, como já disse, que foi retificada parcialmente com figos secos na sobremesa]
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Pequenos Rebentos (2024): 7/10

Já vamos ao vinho, primeiro queria falar-vos do sítio onde o bebi: um novo restaurante em Melgaço, chamado 5Sentidos, liderado pelo chef Álvaro Costa. Como não podia deixar de ser a ligação ao alvarinho é forte, com uma carta muito completa, onde não faltam aquilo que designam por "Os grandes alvarinhos de Melgaço".


Talvez os preços pudessem ser um pouco mais baixos, sobretudo nos colheitas (ter sempre alguns a €15, como forma de promoção do produto local), mas o único reparo que quero fazer é que, se a casa pede sofisticação, a lista de vinhos deveria acompanhar. Com o quê? Com o ano de produção do vinho.

E foi precisamente por não ter essa informação que acabei por beber o último Pequenos Rebentos (2024), que - sem surpresa - me pareceu muito novo. A acidez e a fruta estão lá (o aroma está bem presente), mas daqui a seis meses estará melhor. Daqui a dois anos nem se fala.

Ano da produção: 2024
Data de compra:
Preço de compra: €19.95
Local de compra: Bebido no Restaurante 5Sentidos, Melgaço
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: Márcio Lopes
Localidade: Monção e Melgaço
Enólogo: Márcio Lopes
Acidez Total (g/dm3):
Açúcar residual:
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação segundo o produtor: "os cachos foram desengaçados e as uvas sofreram maceração durante 8 horas, precedida de uma prensagem ligeira e decantação de 48 horas. Fermentou a temperatura controlada (18º-23ºC) durante 15 dias. ," segundo o produtor
Aberto quanto tempo antes: 10 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(58)

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Muros Antigos (2012): 7/10

Os leitores desta página sabem, certamente, como me fascina a capacidade de envelhecimento da casta, mesmo quando os vinhos em questão não foram pensados para serem consumidos mais de 5 ou 10 anos depois. Como não existe um 'manual' sobre a capacidade de resistência do alvarinho em vários contextos de enologia, tenho vindo a experimentar e, em certos casos, mesmo a forçar prolongamentos excessivos, à procura de compreender melhor.

Foi o que aconteceu com este Muros Antigos de 2012. E o primeiro sinal veio logo com a rolha. Não tinha perda, mas desfez-se em três bocados. Depois, em boca, mostrou algum 'pico' (estranho...) e um sabor um pouco acre (o aroma também estava contido, mas neste contexto é perfeitamente natural). Salvou-se o final, quase vinho do Porto, com aquela acidez que só o alvarinho proporciona, e que veio confirmar que, bebido entre os cinco e os 10 anos após o lançamento, teria sido extraordinário.

[a nota tenta refletir o equilíbrio entre a qualidade intrínseca do vinho e a forma como o tratei...]

Claro que fiquei com pena, mas são os riscos de quem quer aprender a andar de bicicleta com ela em andamento.🚴💪

Ano da produção: 2012
Data de compra: ?
Preço de compra: ?
Local de compra: ?
Data de consumo: novembro 25
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: "Monção e Melgaço"
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/dm3): ?
Açúcar (g/dm3): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Arroz de polvo
Pode acompanhar por exemplo:
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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Portas de Monção Reserva Barrica (2023): 7/10

 Há quase 20 anos existia um vinho, produzido pela PROVAM, chamado Portas de Monção.

A marca continuou no portefólio, mas adormecida. Até que a empresa MCunha decidiu relançá-la, em duas versões, este Reserva Barrica e um colheita.

Relativamente ao Reserva Barrica, foi aberto uma hora antes, mas revelou-se muito fechado, demasiado tenso, a esconder a pluralidade da casta. Desconfiei. Guardei devidamente a garrafa e no dia seguinte voltei a bebê-lo. Revelou-se bastante diferente. Abriu, soltou-se, mostrou a madeira, mostrou a fruta (tropical).

Relação qualidade-preço: muito boa.
Ano da produção: 2023
Data de compra: setembro 25
Preço de compra: €12,05 
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Data de consumo: outubro 25
Produtor: Provam (distribuido por MCunha Vinhos]
Localidade: Monção
Enologia: Èlio Lara
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "fermentado e estagiado em barricas de carvalho Francês que expressa as características mais genuínas da casta, numa envolvência equilibrada com a madeira."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º {segundo copo servido 15 horas depois]
Acompanhou (prato principal): caldeirada de peixe
Pode acompanhar, por exemplo:
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domingo, 28 de setembro de 2025

Vinhas de Monção Espumante Reserva Bruto Natural (2019): 7/10

Sendo o gigante que é, espanta como a Adega de Monção lidera na produção e provavelmente nas vendas (estou a falar de alvarinho, não do Muralhas) mas não em inovação e em oferta diversificada. Uma das áreas em que ficaram para trás foi nos espumantes, 'ultrapassados' pela Provam, pelo Soalheiro ou pelas Quintas de Melgaço. Até a Quinta de Santiago, muito mais pequena, já apresentou ao mercado um velha reserva, por exemplo.

Nesta altura a Adega de Monção tem um pet nat [uma moda, que não vai durar muito, penso] e este Vinhas de Monção. É francamente pouco.

Poderia, contudo, acontecer que, falhando na diversidade, se distinguissem pela qualidade. Mas não é o caso deste espumante, que se bebe com agrado, mas não com um prazer inaudito (faltam sabores secundários e uma bolha mais delicada, mesmo tratando-se de um 2019 e tendo sido aberto uma hora antes).

Relação preço-qualidade: não vou dizer que €15 é um exagero, mas se compararmos com os €9,99 do Regueiro Bruto (no Coca, de Monção), este vinho da Adega fica claramente a perder.

Ano da produção: 2019
Data de compra: julho 25
Preço de compra: €13 (na Feira) [€15 na loja da Adega]
Local de compra/prova: Feira de Monção 25
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enologia: Fernando Moura
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou (prato principal): arroz de lavagante
Pode acompanhar, por exemplo:
(492)


Alvarinhos mais baratos do que os albariños - 18%-24% menos

Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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