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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Deu-La-Deu Sweet: o Alvarinho que não é Alvarinho. Ou é?

Em março a Cooperativa de Monção lançou o Deu-La-Deu Sweet, pensado para “alargar as ocasiões de consumo e atrair novos públicos ao universo do Alvarinho, (...) num contexto de crescente procura por vinhos mais leves, aromáticos e versáteis, associados a momentos de consumo mais descontraídos e a uma abordagem menos tradicional ao vinho”.

Para que não fiquem dúvidas, de acordo com a mesma nota de imprensa enviada à comunicação social, “Com o Deu-La-Deu Sweet, a Adega de Monção responde a esta tendência, propondo um perfil diferenciador dentro da categoria; este vinho recupera essa herança para apresentar uma nova leitura da casta Alvarinho: mais envolvente e versátil, sem perder a identidade que caracteriza a sub-região”.

Durante a Feira de Monção procurei o vinho no stand da Cooperativa, mas não estava disponível. A colaboradora em questão não soube explicar, apenas fiquei a saber que o vinho não estava autorizado (não cumpria certos requisitos, deduzi, sem saber muito bem o quê).

Depois, fui à procura no Coca e percebi uma subtileza. Descubra as diferenças na imagem 😉:
Exato, o vinho não diz, em lado algum, que é Alvarinho.

Fui ao site oficial e a única referência que existe ao vinho (aqui) também é omissa.

Em que ficamos?

Termino com mais uma citação: “Produzido a partir de uvas selecionadas da sub-região de Monção e Melgaço, este novo vinho reforça o posicionamento da Adega de Monção enquanto referência na produção de Alvarinho, valorizando simultaneamente o trabalho dos produtores locais e a singularidade de um território único. (...) É também nossa intenção demonstrar a versatilidade da Adega de Monção, com uma inovação que destaca as potencialidades desta casta”, defende Armando Fontainhas, presidente da direção da Adega de Monção, citado no comunicado.

(irei provar o vinho quando conseguir esclarecer o mistério🙄)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

O top dos Alvarinhos mais vendidos

Penso que é a primeira vez que esta informação está disponível e isso deve-se ao Guia de Vinhos - Região dos Vinhos Verdes, publicado no ano passado por Luís Gradissimo.

O Luís provou 237 vinhos de 46 produtores e pediu-lhes que indicassem o número de garrafas produzidas.

O resultado para o Alvarinho é este (atenção, não estão os Alvarinhos de supermercado e não estão as informações de produtores que não colaboraram com o autor, como as QM ou a Quinta das Pereirinhas, ou não quiseram divulgar os números):

Alguns comentários e informações:
- Honestamente, acho os resultados surpreendentes, porque tinha a ideia de que o Soalheiro seria a marca mais vendida. De boas perceções está o inferno cheio👿;
- Apenas com o Contacto (agora a meias com a Symington) e o Muros Antigos, Anselmo Mendes tem 600,000 garrafas!
- Não estão nos cinco primeiros, mas aparecem logo a seguir: Adega de Monção (100,000), Portal do Fidalgo (60,000) e Regueiro (55,000).
- Ou seja, a Adega de Monção tem dois Alvarinhos com 100,000 ou mais garrafas.
- E já que se fala na Adega: o Muralhas tem uma produção declarada de 3,5 milhões, o que significa que a Adega de Monção tem mais produção do que a soma de todos os outros produtores referenciados no Guia!😵


domingo, 2 de julho de 2023

Deu la Deu (2021): 5/10

A minha relação com o Deu la Deu é a mesma daquele tipo que vai em sentido contrário na autoestrada e pensa que os outros estão errados.

Explicando: se o Deu la Deu é o alvarinho mais vendido/conhecido em Portugal e eu não gosto, o problema não será meu?

Obviamente que não estamos a falar de um mau vinho, mas falta-lhe profundidade na boca, apenas compensada em parte pelo final. 

Do maior produtor de alvarinhos de Portugal espero sempre um colheita mais intenso.

Até porque, sendo dos mais baratos da subregião, é, no meu ver, inferior ao seu irmão Pingo Doce Reserva (pelo menos dois euros mais baratos).

Uma coisa é certa: sendo dos vinhos mais vendidos, vale a pena a Adega de Monção mudar?


Ano da produção: 2021
Data de compra: 2022
Local de compra:
Preço de compra: ?
Data de consumo: bebido em casa de maigos
Produtor: Adega Cooperativa de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: Fernando Moura
Acidez: n.d.
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 9º
Acompanhou: cabrito no forno
Pode acompanhar:
(38)


Deu la Deu 2016

Deu la Deu 2017

Deu la deu 2019

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Deu-la-Deu Premium (2018): 5/10

A Adega de Monção diz que este vinho é feito com vinhas velhas, fermentado em barricas de carvalho francês, seguidos de 7 meses em borras finas (battonage) e mais 3 meses de repouso na Adega.

Honestamente, parece-me trabalho a mais para um vinho que não faz a diferença.

Um vinho sem grandes defeitos, é certo, mas poucas virtualidades (a madeira não enriquece o resultado final, a fruta parece apagar-se).

Um alvarinho discreto, em suma.

[Uma opinião muito pessoal: a Adega aposta sobretudo em fazer alvarinhos baratos, sejam eles o surpreendente Adega de Monção seja o clássico Deu-la-Deu, para já não falar dos 4 que faz para grandes superfícies. Mas com quase 2000 produtores, a Adega também se podia distinguir nos segmentos mais exigentes, o que me parece que - ainda? - não acontece]

Análise ao preço: o preço fora da Adega é bastante caro.

Ano da produção: 2018
Data de compra: julho 20
Preço de compra: €10,00 na Adega [€16,40 online]
Local de compra: Adega de Monção
Data de consumo: novembro 2020
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enólogo:
Acidez total: 5,2º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 10º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: linguados grelhados
Pode acompanhar por exemplo:
(271)


domingo, 11 de outubro de 2020

Deu la Deu (2019): 5/10

Este é provavelmente o alvarinho português mais conhecido - mais vendido?

Mas, estranhamente, falta-lhe a vivacidade da fruta que muitos outros alvarinhos (felizmente) têm na região.

E não é - e devia ser - o melhor vinho na relação preço-qualidade.

Ano da produção: 2017
Data de compra: outubro 20
Local de compra: Supermercado Lidl
Preço de compra: €6,49
Data de consumo: outubro 20
Produtor: Adega Cooperativa de Monção
Localidade: Monção
Enólogo:
Acidez: n.d.
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: linguados grelhados
Pode acompanhar: 
(38)

Deu la Deu 2016

Deu la Deu 2017

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Deu la Deu Histórico (2017): 5/10

Este alvarinho é apresentado pelo produtor, a Adega de Monção, como revelando "forte expressão da casta".

Não foi isso que encontraram os comensais que se sentaram à mesa para beber este vinho. 

Encontrámos, isso sim, um vinho que, ao mesmo tempo que revela as incríveis potencialidades de transformação da casta, se afasta daquilo que é um alvarinho clássico.

Não há aqui qualquer crítica: ainda bem que há alvarinhos muito diferentes uns dos outros. Este vinho, muito trabalhado em adega, é diferente por exemplo daquilo que Fernando Moura tem elaborado para a Adega de Monção. Faria sentido fazer um vinho igual?

Mas sendo esta uma página de opinião pessoal, prevalece o gosto de quem escreve. E este não é alvarinho que eu levaria para uma ilha deserta...

A nota atribuída tenta conciliar tudo o que foi dito, com a promessa de provar outra garrafa em breve, para um tira-teimas, e com a perceção de que, daqui a 10 anos, este vinho estará muito melhor.

Análise ao preço: justificado pelo facto de se tratar de uma edição... histórica.

Ano da produção: 2017
Data de compra: julho 2020
Preço de compra: €15,00 [€20 online]
Local de compra:Adega de Monção
Data de consumo: setembro 2020
Produtor: Adega Cooperativa de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: Fernando Moura
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 9º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: queijo da serra e enchidos/fumeiro
Pode acompanhar por exemplo:
(262)


quarta-feira, 29 de julho de 2020

Virgem das Dores (2018): 6/10

Este Virgem das Dores tem que se lhe diga: é na verdade um Deu la Deu que a Comissão de Festas da Virgem das Dores em Monção pediu para engarrafar e vende semanalmente, na feira local, aos interessados. É um vinho especial, por isso.
Quanto ao resto, é o Deu la Deu da Adega de Monção que, neste caso, foi bebido a 14 graus de temperatura. E a experiência foi bem agradável. A repetir.
Análise ao preço: um euro mais caro do que o Deu la Deu, por conta da Virgem...
Ano da produção: 2018
Data de compra: julho 2020
Preço de compra: €7
Local de compra: Feira semanal de Monção, stand da Comissão de Festas
Data de consumo: julho 2020
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enólogo:
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 14º
Passou pelo arejador? Não.
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(257)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Deu la Deu Fernando Moura 30 anos (2016): 6/10

Antes de qualquer outra consideração: este é um dos alvarinhos mais minerais que bebi até hoje. Há alguns citrinos, mas com escasso protagonismo na boca. Aqui há pedra e pedra bem trabalhada.
Para quem, como eu, prefere os alvarinhos mais frutados, este não é, portanto, um vinho de chorar por mais.
Outra nota: estou convencido de que abrir este vinho em 2020 ou em 2022 por exemplo não será igual. É claramente um vinho para envelhecer, ainda que sem madeira.
Análise ao preço: foram produzidas 2700 garrafas, o preço tem a ver com isso...
Ano da produção: 2016
Data de compra: dezembro 2019
Preço de compra: €19,50
Local de compra: Garage Wines, Matosinhos
Data de consumo: fevereiro 2020
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: Fernando Moura
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não (foi aberto uma hora antes, mas mantido no frigorífico)
Acompanhou: bacalhau assado no forno com batatas
Pode acompanhar por exemplo: polvo
(233)

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Deu la deu (2017): 5/10 [média atualizada 5/10]

Desta vez ainda gostei menos do que a prova do ano passado, mas decidi manter a nota. Não é um vinho desagradável, mas da Adega Cooperativa de Monção temos de esperar mais. Este Deu la deu 2017 é um vinho sem alegria, sem... nada que verdadeiramente o distinga.
(prefiro, sem margem para dúvidas, o Adega Cooperativa, mais barato mas mais... vinho!)
Ano da produção: 2017
Data de compra: agosto 2018
Local de compra: bebido em restaurante
Preço de compra: €12 [5,99 online]
Data de consumo: agosto 2018
Produtor: Adega Cooperativa de Monção
Localidade: Monção
Enólogo:
Acidez: n.d.
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: bacalhau à lagareiro
Pode acompanhar: carnes brancas grelhadas
(38)

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Deu-la-deu/Reserva (2016?): 3/10

Ácido.
Desconfortável.
Reserva?
Ano da produção: 2016 ? (não encontrei referência na garrafa)
Data de compra: outubro 2017
Local de compra: Minimercado Central de Monção
Preço de compra: €9,49
Data de consumo: dezembro 2017
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enólogo:?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 3/10
Servido a: 12º
Acompanhou:bacalhau assado na brasa
(38)

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Deu la deu (2016): 5/10

O Deu la deu está para os alvarinhos como Planalto para os brancos do Douro ou o Muralhas para os verdes. É um vinho seguro, que não entusiasma mas não desilude. O alvarinho está lá, mas em quantidades pequenas...
Ano da produção: 2016 [não é claro mas deduz-se...]
Data de compra: - 2017
Local de compra: Continente
Preço de compra: €5,89
Data de consumo: Outubro 2017
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
(11)

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