Mostrar mensagens com a etiqueta 2018. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 2018. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Quinta de Alderiz (2018): 9/10

Para mim foi a grande surpresa da última Festa do Alvarinho de Melgaço.

Antecipando aquilo que - acredito - se tornará um hábito em dois ou três anos (*), a Quinta de Alderiz tinha à venda, além do colheita recente, o 2018 e 2012. O primeiro a um preço muito honesto (€12) e o segundo mais caro (€35), que tem a ver com a quantidade de garrafas disponíveis.

Comprei duas de 2018 e uma não demorou muito a ser aberta.

Claro que precisou de tempo, claro que se revelou melhor no fim do que no início, mas não só valeu bem o dinheiro, como (confesso) no dia seguinte fiz uma encomenda de mais!💚1️⃣8️⃣

À medida que a refeição avançava, o aroma foi abrindo e alguma doçura inicial deu lugar a um vinho com muita estrutura no final. Acidez top.

(* a primeira vez que vi um produtor trazer vinhos antigos para as feiras foi, em 2022, Terras de Conclave)

Ano da produção: 2018
Data de compra: maio 26
Preço de compra: €12
Local de compra: Festa do Alvarinho, Melgaço
Data de consumo: maio 26
Produtor: Casa do Pinheiro/Quinta de Alderiz
Localidade: Alderiz, Monção
Enólogo: João Garrido?
Acidez : ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: bochechas de porco
Pode acompanhar por exemplo:
(39)

domingo, 12 de novembro de 2023

Borges (2018) [2ª prova]: 6/10

Em novembro de 2020 comprei duas garrafas deste Borges 2018.

A primeira foi bebida em dezembro de 2020 e guardei a segunda para 'uns anos mais tarde.'

Foi bebida esta semana.

Ou seja, um vinho de 2018 foi provado cinco anos depois.

A primeira observação, que me parece a mais importante, é que tenho vindo a constatar que estes colheitas, com vários anos, não podem ser bebidos logo após a abertura.

Este foi mais um caso em que a primeira prova, menos de meia hora após a abertura, se revelou uma desilusão: vinho muito fechado, sem força e sem revelar a personalidade da casta.

Parei após o primeiro copo e guardei o restante para a refeição seguinte, 12 horas depois.

E, aí, o Borges já se revelou diferente: já apareceram os sabores secundários, a fruta madura, a revelar um bom envelhecimento.,

Talvez cinco anos tenha sido demais, sobretudo para um colheita sem sofisticação na vinificação, mas, ainda assim, valeu.

Ano da produção: 2018
Data de compra: novembro 2020
Local de compra: Jumbo, Maia
Preço de compra: €8,99
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: Sociedade Vinhos Borges
Localidade: "Monção e Melgaço" [engarrafado em Felgueiras por Sociedade Vinhos Borges, Gondomar]
Enólogo:
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11-13º
Acompanhou: pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(22)

Borges 2016

Borges 2017

Borges 2018

segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Terras de Real (2018) [2ª prova]: 7/10

Bebi pela primeira vez o 2018 no ano seguinte e adorei.

Esta segunda garrafa ficou guardada para beber uns anos depois (neste caso, cinco!) e este foi o momento.

Está um vinho completamente diferente, como aliás seria de esperar, muito mais evoluído, ainda que com alguma 'perda' em boca. No nariz e na acidez manteve a pujança.

Envelheceu bem, mas acredito que se o tivesse bebido ao quarto ano estaria excelente.

Ano da produção: 2018
Data de compra: julho 2019
Local de compra: Feira Alvarinho 2019, Monção
Preço de compra: €8 na Feira 
Data de consumo: outubro 23
Produtor: Leonor da Conceição Rodrigues
Localidade: Real, S. Paio, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º 
Acompanhou: salmonetes fritos
Pode acompanhar por exemplo:
(59)


domingo, 24 de setembro de 2023

S. Caetano (2018): 7/10

Uma das muitas novidades que pude conhecer durante a Festa do Vinho Verde, que por estes dias decorre no Porto (organização Essência do Vinho) foram os vinhos S. Caetano, com origem no Marco de Canavezes.

Sem contar, e por gentileza do produtor, organizou-se informalmente uma prova vertical do alvarinho. 

Começámos com o 2022 e as impressões não foram as melhores: vinho muito novo, pouco estruturado, demasiado leve.

Mas a seguir saiu o 2018. Completamente diferente. Evolução nítida, acidez bem relacionada com a fruta tropical. Francamente bom.

O 2019 estava muito semelhante, merecedor de elogios.

Ainda provámos o 2017 mas aqui pareceu que já estaria em perda, demasiado tempo em garrafa?

(2016 foi o primeiro ano de produção deste vinho, feito com uvas próprias, na Quinta da Torre).

Em resumo: ainda bem que não nos ficámos pelo 2022!

Relação preço-qualidade: €9 para o 2018 ou 2019 é um preço excelente.

Ano da produção: 2018
Data de compra: 
Preço de compra: €9
Local de compra: provado na Festa do Vinho Verde, Porto,
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: S. Caetano
Localidade: Marco de Canavezes
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm3): 
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol):
Método de vinificação, segundo o produtor: 
Quantidade de garrafas consumidas: 2017, 2018, 2019, 2022
Pontuação: 7/10 (para 2018)
Primeiro copo servido a: 11º ?
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo:
(402)



terça-feira, 19 de setembro de 2023

Côto de Mamoelas Bruto Reserva (2018): 7/10

O que mudou entre a prova deste 2018 e o 2016, que tanto critiquei? É simples: desta feita não encontrei aquilo que me pareceu excesso de gás nem a bolha se mostrou agressiva. E porque quis ter a certeza que assim era, foram abertas duas garrafas, provadas por vários convivas.

Assim sendo, só tenho coisas boas a dizer deste Côto de Mamoelas Bruto Reserva, versão 2018.

Ano da produção: 2018
Data de compra: setembro 2022
Local de compra: Auchan
Preço de compra: €12,49
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: PROVAM
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez: 7,3ºº (total)
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º-10º
Acompanhou: diversas entradas (carne) e arroz de pato
Pode acompanhar por exemplo:
(77)


sábado, 9 de setembro de 2023

Legátu Cardadeiro Escolha do Mário (2018): 7/10

Este Legátu é um vinho que pretende evocar a fundação do Reguendo de Melgaço, pequeno mas interessante hotel em Melgaço que oferece bons vinhos aos consumidores.

Mário Cardadeiro é uma das figuras mais conhecidas do alvarinho de Melgaço, pelo seu dinamismo.

Por tudo isto, e porque Abel Codesso é o enólogo, esperava um vinho de excelência [daí tê-lo escolhido para ser o 400!].

É um vinho bom, sem dúvida, mas não é excelente.

A principal característica é a madeira, onde estagia durante um ano, mas esperava um casamento ainda melhor com a acidez final, que me pareceu média e não penetrante, como gosto.

Só ao terceiro copo senti mais força no vinho, que começou discreto, apesar de aberto com antecedência.

Relação preço-qualidade: percebe-se o preço, para um vinho que está um ano em barricas, mas...

Ano da produção: 2018
Data de compra: junho 2023
Preço de compra: €15
Local de compra: Feira do Alvarinho de Melgaço
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: Reguengo de Melgaço
Localidade: Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total (g/dm3): 6.2 (ácido tartárico)
Açúcar residual: <1.5
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: As uvas são suavemente prensadas antes de entrarem no processo de fermentação em barricas com capacidade de 400 litros. Após permanecer em barrica durante 1 ano, é engarrafado seguindo-se estágio em garrafa.
Aberto quanto tempo antes: 1 hora
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12-13ºº
Acompanhou: arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo: 
(400)


quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Soalheiro Granit (2018): 8/10

Impressiona como a Quinta do Soalheiro consegue fazer vinhos tão diferentes (e não estou a falar de inovação). Basta comparar o clássico Soalheiro com este para perceber que são dois vinhos completamente distintos, feitos com as 'mesmas' uvas da mesma subregião (embora territórios diferentes).

Sobre o vinho pouco há a dizer a não ser que continua excelente - esta era o 2018, aberto cinco anos depois (não senti um ganho de envelhecimento mas também não houve qualquer perda). Provalmente estaria igual ao 2022, por exemplo.

Última nota: este é um dos poucos vinhos que assumidamente se afirma como tendo um perfil mineral em toda a produção Monção e Melgaço.

Ano da produção: 2018
Data de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra:
Data de consumo: setembro 2023
Produtor e Engarrafador: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enólogo: A. L. Cerdeira
Acidez total: 6,4º
Açúcar Residual (g/l):
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: salmão grelhado
Pode acompanhar por exemplo: queijo trufado
(90)

Soalheiro Granit 2017

Soalheiro Granit 2018


segunda-feira, 26 de junho de 2023

Terras de Real Espumante Super Reserva Bruto (2018): 7/10

Um bom espumante, com bolha agradável e textura cremosa.

Não é muito rico ao nível de sabores secundários (os 36 meses de estágio fariam esperar algo mais), mas compensa na acidez que se prolonga agradavelmente na boca.

Relação preço-qualidade: o normal para um super reserva da subregião.


Ano da produção: 2018
Data de compra: maio 2023
Preço de compra: €17
Local de compra: Feira do Alvarinho de Melgaço
Data de consumo: junho 23
Produtor: Terras de Real
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm3): 
Açúcar residual: 
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação:
Aberto quanto tempo antes: 20 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a:10º
Acompanhou: ~filetes de pescada
Pode acompanhar por exemplo:
(391)

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Quinta do Mascanho Grande Reserva (2018): 8/10

O 'problema' destes vinhos, com muito tempo de estágio (colheita de 2018, engarrafada em 2022), é que precisam de tempo para se revelarem plenamente. Esta garrafa foi aberta uma hora antes e não foi suficiente. Como muitas vezes já me aconteceu, no dia seguinte (12 horas depois, devidamente acondicionada) estava ainda melhor, no sentido em que mais sabores secundários se revelaram (frutos secos, por exemplo) e se mostraram mais intensos.

Mas quem é que abre uma garrafa 12 horas antes? No restaurante nem 12 minutos até o primeiro copo ser servido...

Estamos perante um grande vinho, a que só falta um final mais prolongado para ser excecional.

Relação preço-qualidade: €20 euros é um bom preço.

Ano da produção: 2018
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: oferta do produtor [€22,5 online]
Local de compra: 
Data de consumo: maio 23
Produtor: Quinta do Mascanho
Localidade: Ceivães, Monção [este produtor tem vinhas em Monção e Melgaço, de onde, aliás, vem o nome Mascanho]
Enólogo: José António Lourenço?
Acidez Total: (g/dm3) - 6,5º
Açucares residual Seco <1,5 g/dm3
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: "Os anos de estágio em inox, em contacto com borras finas, acrescentam uma nova estrutura e complexidade a este vinho."
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: robalo assado no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(384)



sexta-feira, 17 de março de 2023

Quinta de Sant'Ana Forte do Picoto (2018): 6/10

Este alvarinho produzido em Mafra apresenta-se como vinho biológico (numa produção de apenas 1015 garrafas).

Talvez por ser biológico e já ter cinco anos não esteja na sua melhor forma.

Senti-o um pouco apagado, com boa acidez, é certo, mas com muita primazia da madeira.

Relação preço-qualidade: sei que são apenas 1050 garrafas, mas considero-o caro.

Ano da produção: 2018
Data de compra: setembro 2022
Preço de compra: €19,9
Local de compra: Granvine
Data de consumo: março 23
Produtor: Quinta de Sant'ana
Localidade: Mafra, VRLisboa
Enólogo: 
Acidez volátil (g/dm3): 
Açúcares residuais: 
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação: "Estagiou 10 meses em barris de carvalho francês usados."
Aberto quanto tempo antes: 45 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 14º
Acompanhou: pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(378)


sábado, 25 de fevereiro de 2023

Cortinha Velha Espumante Extra Bruto Grande Reserva (2018): 7/10

Ainda bem que há cada vez mais oferta de grandes (ou velhas) reservas nos espumantes de alvarinho, este com uma particularidade: é extra bruto (menos de seis gramas por litro, nos açúcares residuais). Se não me engano, é o primeiro a juntar estas características.

O resultado? Francamente, não é o melhor que bebi até hoje.

Não sei se é da opção pelo extra bruto, se é da vinificação [não há informação no site da empresa], mas falta qualquer coisa para ser um grande espumante, pelo menos compatível com o preço.

Tem um aroma muito interessante, a bolha não agride mas depois, em boca, perde alguma força, sobretudo no final.

(terceiro espumante da Cortinha Velha, estão a tornar-se especialistas!)

Relação preço-qualidade: ... por tudo isto, caro.
Ano da produção: 2018
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €29,95
Local de compra: Saudáveis e Companhia
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Cortinha Velha
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez Total: ?
Açúcares residuais (g): - 6g/litro
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: ?
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: arroz de peixe galo com ameijoas
Pode acompanhar por exemplo:
(375)


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Vinha Antiga Escolha (2018): 7/10

Quando provei o 2015 e depois o 2017, este Vinha Antiga não me impressionou (sobretudo o primeiro). Senti que faltava alguma coisa. Abri agora o 2018 e as primeiras impressões foram iguais. Decidi então limitar-me ao primeiro copo e guardar o vinho, devidamente acondicionado, para o beber 24 horas depois. E o resultado foi complemente diferente. Revelou-se um vinho com grande maturidade e equilíbrio, madeira e fruta bem casados e um final muito interessante (já era no primeiro copo).

A nota que decidi atribuir representa uma média desses dois momentos muito diferentes.

Relação preço-qualidade: bom.

Ano da produção: 2018
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €9,90
Local de compra: Saudáveis e Companhia
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Provam
Localidade: Barbeita, Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total: (g/l): 5,3
Açúcares (g/l): < 1,5
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: "Das vinhas mais antigas da Sub-Região, é feita uma criteriosa escolha das
uvas com maior grau de maturação. Estas são exclusivamente transportadas em caixas de 20kg, prensadas inteiras e com maceração pelicular. O mosto é clarificado a 12º C durante 48 horas e fermentado e estagiado em barricas de carvalho francês durante vários meses." (produtor)
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos para o primeiro copo
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: fanecas fritas com arroz e massa com perú 
Pode acompanhar por exemplo:
(27)

Vinha Antiga (2015)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Soalheiro Reserva (2018): 9/10

Não há muito tempo, alguém me desafiou com esta provocação: se o alvarinho é a melhor casta branca de Portugal, não seria normal que os melhores vinhos brancos também fossem de alvarinho?

A questão é complexa, porque ao lotear com várias castas produzem-se grandes vinhos, mas o 'agente provocador' não ficou sem resposta: este Soalheiro Reserva é, nomeadamente, um dos melhores alvarinhos produzidos em Portugal e um dos melhores brancos (monocasta) que conheço.

De uma coisa tenho a certeza: este é o alvarinho que melhor enquadra a madeira. Nesse aspecto é perfeito.

Ano da produção: 2018
Data de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra: 
Data de consumo: fevereiro 23
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António L. Cerdeira
Acidez Total: 6,4 g/L (2021)
Açúcares residuais (g): dry (2021)
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: Fermentação e envelhecimento em barricas de carvalho francês durante um ano. Contacto com borras finas e bâtonnage.
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: arroz de frango
Pode acompanhar por exemplo:
(190)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Repartido (2018): 8/10

O mais certo é o leitor nunca ter ouvido falar deste alvarinho produzido na subregião, do qual foram engarrafadas menos de 2000 unidades, com enologia de Abel Codesso.

Trata-se de um projeto novo (primeira edição), promovido por dois jovens, que encontraram em Codesso o mestre que precisavam para os orientar.

Mas o mais interessante é o tipo de vinho: em Espanha há alguma tradição de vinhos 'solera' (como os xerez) mas em Portugal não. É o primeiro alvarinho feito em Portugal desta forma, estou certo.

'Solera' ou soleira porque as barricas com os vinhos mais antigos ficam em baixo, junto ao solo e as mais recentes em cima. E nessas barricas vão sendo adicionados vinhos mais recentes.

Ou seja, não é um vinho em que a mistura de lotes de diferentes anos se faz ao mesmo tempo (quando se decide criar o vinho, como o Jurássico, por exemplo) mas ao longo de vários anos.

A técnica é original entre nós, mas o resultado não o é menos: estamos perante o primeiro alvarinho de perfil salino, traço que se percebe no aroma e sobretudo na boca. É salivante! O final vai casar na perfeição com a acidez e prolonga-se até querermos mais um pouco.

[uma nota menos positiva: os produtores não fornecem qualquer informação sobre o vinho; quem o comprar fica cheio de dúvidas...; a nota atribuída também reflete essa preocupação]

Relação preço-qualidade: perfeitamente ajustado, face à forma como é desenhado.


Ano da produção: 2018
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €22,55
Local de compra: Garrafeira Garage Wines
Data de consumo: janeiro 23
Produtor: Repartido Wines (engarrafado na Provam)
Localidade: Monção e Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total: ?
Açúcares residuais (g): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º (mas apenas se revelou plenamente a 14º)
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo: ligou muito bem com doces, por exemplo figos secos;
(370)




quinta-feira, 24 de novembro de 2022

Quinta do Montinho Reserva (2018): 7/10

Para quem, como eu, gosta de alvarinhos com um pouco de madeira (no caso, 12 meses em carvalho francês), este esteve muito bom.

As frutas tropicais, madurinhas, estão bem ligadas com a barrica e o final é agradável.

A verdade é que sendo um 2018, esperava um pouco mais do envelhecimento (e, portanto, de sabores secundários).

Relação preço-qualidade: estando já fora do mercado, e tendo sido uma oferta do produtor, não consegui determinar o preço, um dos critérios decisivos na atribuição da nota. Poderei reve-la posterioremente.

Ano da produção: 2018
Data de compra: outubro 22
Preço de compra: ?
Local de compra: oferta do produtor
Data de consumo: novembro 22
Produtor: Primórdio - Wines & More, S.A.[engarrafado en Anarante por Primórdio Wines & More]
Localidade: Vila Verde
Enólogo: António Sousa
Acidez Total (g/dm3): ?
Açúcar (g/dm3): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(362)


domingo, 16 de outubro de 2022

Casa do Barroso Superior (2018): 8/10

 A Casa do Barroso, em Cabeceiras de Basto, é nesta altura - e apesar da sua juventude - um dos produtores de referência fora da subregião.

Produz três vinhos, todos muito bons, e destes três quero destacar o Escolha 2018 que finalmente tive oportunidade de provar. 

Não só envelheceu muito bem, como se mostra um vinho delicado e complexo, rico em sabores secundários, sem perder a matriz da casta. O final (acidez) é puro prazer.

Recomendo vivamente a compra!

Relação preço-qualidade: o preço no produtor é excelente

Ano da produção: 2018
Data de compra: setembro 22
Preço de compra: €14 no produtor
Local de compra: no produtor
Data de consumo: outubro 22
Produtor: Casa do Barroso [o site não inclui informação detalhada sobre os vinhos]
Localidade: Cabeceiras de Basto
Enólogo: 
Acidez Total (g/dm3): ?
Açúcar (g/dm3): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: postas de robalo grelhadas
Pode acompanhar por exemplo: tem elevado potencial gastronómico, incluindo carnes (forno, estufadas)
(358)


terça-feira, 27 de setembro de 2022

Arca Nova Colheita Selecionada (2018): 7/10

Este Arca Nova Colheita Selecionada 2018 envelheceu na garrafa e envelheceu bem.
A fruta, tropical, está bem madura e ainda surgem figos secos ou caramelo.
Por vezes até parece que há madeira, mas o produtor garante que não.
Boa acidez.

Relação preço-qualidade: boa.
Ano da produção: 2018
Data de compra: julho 22
Preço de compra: €10
Local de compra: loja do produtor
Data de consumo: setembro 2022
Produtor: Quinta das Arcas
Localidade: Valongo
Enólogo: Fernando Machado e Henrique Lopes
Acidez Total ((g/dm3): 6
Açúcar (g/dm3): - 1,5
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: garoupa assada no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(355)


domingo, 25 de setembro de 2022

Anselmo Mendes Parcela Única (2018): 8/10

Voltei ao Parcela Única, melhorando a nota que atribuí ao 2016 e 2017, fruto também da aprendizagem que fui fazendo nestes cinco anos (o 2016 foi bebido 'demasiado cedo', admito...).

Na essência mantenho as últimas observações que fiz sobre este que é o vinho mais aplaudido de Anselmo Mendes: muito equilibrado (incluindo a introdução da madeira) e complexo, promove bem a casta (quer nos sabores cítricos quer sobretudo no aroma), mas sem a vivacidade que encontramos na quase totalidade dos alvarinhos. Talvez por isso o final seja um pouco mais curto do que gostaria. Ainda assim, será um vinho que, daqui a 10 anos, estará ainda melhor.

Nas provas anteriores 'penalizei' o custo deste vinho, estando agora mais 'tolerante' aos €30. Essa é a grande diferença.

Ano da produção: 2018
Data de compra: setembro 22
Preço de compra: €30
Local de compra: Granvine
Data de consumo: setembro 2022
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Monção
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l ): 6,8
Açúcar (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: linguados fritos com arroz de tomate
Pode acompanhar por exemplo: carnes brancas no forno?
(40)

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Adega de Troporiz (2018): 6/10

 No essencial mantenho o que escrevi quando bebi o 2015.

Trata-se de um alvarinho simples, sem pretensões (basta ver o preço).

Uma nota (sobre um tema que me interessa particularmente): o segundo copo, bebido 48 horas depois (devidamente acondicionado) estava bem melhor, como se tivesse perdido algum excesso de acidez e mostrasse um envelhecimento mais afirmativo.

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2018
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €5,49
Local de compra: Mercearia Central de Monção
Data de consumo: setembro 2022
Produtor: Pedro Martins
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez Total (g/l ): 
Açúcar (g/l): 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: salmão no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(101)

sábado, 2 de abril de 2022

Quinta de Lourosa (2018): 5/10

Há pouco alvarinho neste alvarinho produzido em Lousada.

Pela descrição do produtor, fica a saber-se que houve estágio em barrica de carvalho durante seis meses - mas não consegui perceber.

Sem ser um vinho fraco, é vinho que não marca (o final extingue-se rapidamente).

Relação preço-qualidade: por este preço há melhores.

Ano da produção: 2018
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: oferta [€7,99 online]
Local de compra: Garrafeira Arte do Vinho, Gondomar
Data de consumo: abril 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta de Lourosa
Localidade: Lousada, Vinho Regional Minho
Enólogo: Joana de Castro
Acidez total: 6,8º (referente a 2019)
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(332)

Alvarinhos mais baratos do que os albariños - 18%-24% menos

Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

Textos mais vistos