sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Já existem três espumantes de supermercado!

De um momento para o outro, Mercadona e Continente responderam ao pioneirismo do Pingo Doce que no início de 2022 lançou o primeiro espumante de Alvarinho, produzido por Anselmo Mendes.

Agora Mercadona (em associação com a Provam) e Continente (QM) puseram no mercado duas opções.

No caso do Mercadona, trata-se de um Grande Reserva Bruto, com o nome de Vila Paraíso (€7,80), enquanto o Continente tem o QM Terrae Alvarinho Reserva Espumante Bruto Branco (a €9,99). O do Pingo Doce continua a rondar os €5.

Algumas notas:
- preços muito distintos, sendo que o Vila Paraíso é um Grande Reserva (o Côto de Mamoelas Grande Reserva, também da Provam, custa cerca de €40!), ao contrário dos vinhos tranquilos;
- Mas o Grande Reserva é mais barato do que o do Continente! Não faz sentido.
- Irão outras marcas responder (nomeadamente Auchan e Lidl)?
- Acredito que esta oferta vai ter consequências na venda dos outros espumantes de Alvarinho;


terça-feira, 29 de setembro de 2026

Anselmo Mendes A Torre (2020): 9/10

Quando provei o primeiro A Torre, relativo a 2019, tive imediatamente a perceção de que estávamos perante o melhor Alvarinho que Anselmo Mendes alguma vez produziu. As distinções que recebeu depois, incluindo a de melhor Avarinho alguma produzido em Portugal, só reforçaram essa ideia.

Provei agora o 2020 e no essencial mantenho tudo o que então escrevi. É um vinho extraordinário, quase 'científico', no sentido de ter tudo o que deve ter e na medida certa. E nesse sentido é impossível ser mais equilibrado entre aroma, entrada de boca e acidez final.

Ser um 9/10 e não um 10/10 deve-se não tanto ao facto de custar €50, um preço que aceito, mas sim a uma questão de gosto pessoal: eu gosto que o Alvarinho me deixe arrebatado, que mexa comigo (sobretudo via salinidade e crocância do final) e foi a esse tipo de vinhos que atribuí a nota máxima, até hoje.

Ano da produção: 2020
Data de compra: setembro 26
Preço de compra: €51
Local de compra/prova: Garrafeira Pepe, Porto
Data de consumo: setembro 26
Produtor: Anselmo Mendes 
Localidade: Monção
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/dm): 6,5 g/L
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: " Prensagem muito suave de uvas inteiras desengaçadas. Longa clarificação com frio. Fermentação em barricas usadas de carvalho francês de 400 litros. Estágio em barricas durante 9 meses com bâttonage sobre borras totais"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: arroz de pato no forno
Pode acompanhar, por exemplo: 
(480)


 

domingo, 27 de setembro de 2026

O outro lado do negócio dos vinhos de supermercado

Já aqui chegámos à conclusão de que os produtores de Monção e Melgaço, como as QM, a Provam ou Anselmo Mendes, vendem os Alvarinhos de supermercado a preço de custo (basicamente sem lucro) ou - é uma suposição minha - em cerrtos casos mesmo abaixo dos custos de produção.

O tema é polémico, mas, do ponto de vista destas empresas, não pode ser visto apenas de um lado.

A fotografia abaixo mostra uma prateleira de vinhos no Continente. Aparecem sete referências das Quintas de Melgaço (duas de Anselmo Mendes, duas da Auinta da Lixa e duas da Aveleda, para citar os mais expostos). Ou seja, na marca branca o lucro pode ser quase inexistente (ajuda apenas a esvaziar stocks), mas há uma contrapartida: a parceria com o Continente vai 'empurrar' a venda de outros vinhos do portefólio. E aí está claramente a compensação.



quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Casa de Compostela Terroir Marítimo Reserva (2025): 6/10

A Casa Agrícola de Compostela, em Requião, Famalicão, já tinha 50 anos de história (1974-2024), quando Manuel e Luis Cerdeira fizeram um acordo para alugar a adega e as vinhas, durante 20 anos. Nesse período chegaram a lançar um vinho para assinalar as cinco décadas.

Embora os Cerdeiras tenham o foco em Monção e Melgaço, não podiam ignorar o património vinícola da Casa de Compostela e por isso acabam de por no mercado dois novos vinhos, incluindo um Alvarinho, apresentado como Terroir Marítimo (25 quilómetros em linha reta até ao mar).

A Vinevinu já tinha apresentado outros vinhos sob este conceito de terroir marítimo (ou seja, produzidos em Requião, como o Almanua ou o Guri), mas eram blends. Agora temos um 100% Alvarinho e com o nome da casa.
  
Sobre o vinho: enquanto nas Rias Baixas existem vinhas de Alvarinho em cima do mar (O Rosal, Val do Salnés, por exemplo), em Portugal não temos essa tradição. E, honestamente, tenho dúvidas de que as vinhas em Famalicão ainda sintam o ar da maresia...
Mas este Casa de Compostela tem algumas características próprias: a fruta está claramente menos presente (quer no nariz quer na boca) o que deixa demasiado protagonismo à acidez; talvez se encontrem uns ares de alguma mineralidade.

Relação preço-qualidade: €11,49, para este vinho, é caro. Há 50 melhores e mais baratos.  [curiosidade: encontrei este vinho em sites estrangeiros, mas não em Portugal, a €11,50!!]


Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: Setembro 26
Local de compra/prova: Auchan
Preço de compra: €11,49
Dificuldade de aquisição: só neste supermercado?
Produtor: Vinevinu (não consta do site)
Localidade: Requião, Famalicão
Enólogo: Manuel e Luis Cerdeira
Acidez Total:
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: Requião
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 12º
Acompanhou: salmão no forno
(532)

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cerdeiras (Vinevinu) fazem o primeiro Alvarinho para o supermercado Apolónia

O supermercado Apolónia (3 lojas no Algarve) acabam de lançar o seu primeiro Alvarinho (marca branca).

Eis o que distingue (sem ter provado):

- é produzido pela Vinevinu (Manuel e Luís Cerdeira), que assim se estreia neste segmento; julgo mesmo que é a primeira vez que António Luis Cerdeira faz um vinho de supermercado, pois não me lembro de o ter feito na Soalheiro.

- custa €12,95, o que é mais do que qualquer outro Alvarinho de supermercado e, ironia máxima, mais do que o Gerações que a Vinevinu tem à venda no mesmo Apolónia (€10,95). É, aliás, mais do que o Soalheiro, Contacto, Portal do Fidalgo ou Regueiro, para citar os óbvios

Se era para fazer a diferença, conseguiram, mas (insisto, sem ter provado) parece-me um preço desfasado da realidade.





terça-feira, 22 de setembro de 2026

Os Alvarinhos de supermercado estão mais baratos do que em 2021. Não faz sentido

Em Setembro de 2021 fiz uma ronda pelos supermercados com marcas próprias de Alvarinho e apresentei as contas.

Cinco anos depois voltei a repetir a experiência, cujos resultados tenho apresentado nas últimas semanas, e agora, que a tarefa está concluída, chego à conclusão que sucedeu o impensável: os vinhos estão mais baratos, com uma exceção. 

Bom para o cliente, mas mau para a indústria em geral.

Mais: se usarmos o critério da inflação, usando o IPC de Portugal, o resultado é uma inflação acumulada de aproximadamente 22,3% entre setembro de 2021 e agosto de 2026, o que se deveria ter refletido, de alguma forma, nos preços finais. Ver a coluna da inflação na imagem seguinte:
Este pequeno estudo só dá razão a quem afirma que os produtores, sobretudo os de Monção e Melgaço, estão a vender o vinho aos supermercados sem lucro ou quase. Não tenho a certeza de que assim seja, mas que parece...

PS1 - quatro dos sete custam exatamente €3,79. Parece as gasolineiras nas autoestradas...
PS2 - estes vinhos 'da casa' são muitas vezes incluídos em promoções. Já depois de publicado o texto sobre o Bando, do Auchan, encontrei-o a €5,99. 


sábado, 19 de setembro de 2026

Quinta de Setas O Legado do Doutor (2024): 7/10

Este vinho foi lançado durante a última Feira do Alvarinho de Monção. Apenas 500 garrafas de um vinho que, nestes meses, passou completamente despercebido - nem no Instagram da Quinta de Setas aparece.

Na origem, O Legado do Doutor é uma homenagem dos filhos de Ângelo Gomes Fernandes, médico veterinário da Bairrada, que adquiriu a Quinta de Setas em Monção há cerca de 30 anos.

Sobre o vinho: estagiou em barricas de carvalho francês (nem sei quanto tempo, mas imagino que alguns meses, pelo menos) e a madeira é o elemento mais forte. Não abafa completamente a fruta, mas impõe-se de forma categórica. Boa acidez

Relação qualidade-preço: €20 na Feira competem com os €18 (em supermercado) do Regueiro Barricas. É certo que foram engarrafadas apenas 500 unidades, e que as vendas devem ser a menor das preocupações do produtor, mas eu aconselharia a não passar precisamente dos €18.

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: Feira Alvarinho Monção
Preço de compra: €20 [apenas 500 garrafas]
Dificuldade de aquisição: muito difícil
Produtor: Quinta de Setas
Localidade: Ceivães, Monção
Enólogo: Élio Lara?
Acidez Total:
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "estágio em barricas de carvalho francês"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: partir dos 13º
Acompanhou: bacalhu à Gomes de Sá
(531)




quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Uma vindima farta. Até demais (II)

 Atualização das informações divulgadas a 6/9/26.

1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 10 milhões de quilos [10 mil toneladas] de uvas da casta Alvarinho por parte dos produtores associados. É o maior número de sempre. “Foi um ano excelente. Uma produção muito maior que os anos anteriores, motivada por um ano vitícola muito bom. Soma-se ainda a entrada em produção do emparcelamento de Barroças e Taias e também de Moreira que são duas áreas bastante grandes e com enorme impacto na produção da adega”, disse. O futuro avizinha-se risonho para a Adega. “Vamos ter uma produção enorme. Rondará os oito milhões de garrafas”, gizou Armando Fontainhas. (LINK)


2) Quintas de Melgaço: Este ano, as condições foram favoráveis e a colheita chegou às 900 toneladas de uvas de Alvarinho recebidas pela sociedade Quintas de Melgaço, com uma qualidade considerada excecional. (LINK)

Nas Rias Baixas, a uva Alvarinha deixou de ser a mais bem paga. Agora é a Godello (Gouveio: "Hace ahora cuatro años, el precio de la uva Albariño rompió todos los récords. Entre tres y cuatro euros llegaron a ofrecer algunas bodegas de Rías Baixas por un kilo con el objetivo de atraer a los viticultores, en un contexto en el que las bodegas necesitaban vino y la cosecha no era excesivamente abundante. Cuatro años después la situación ha cambiado radicalmente. Aquellas mismas bodegas son algunas de las que ahora les han comunicado a sus proveedores que no les van a coger la totalidad de su cosecha, provocando el desplome de los precios. «Eu creo que o prezo medio debe estar entre 1,10 e 1,20 euros por quilo», lamenta Julio Reboredo, de la Asociación Agraria de Galicia (Asaga). La Albariña deja así de ser la uva más cara de Galicia en favor de la Godello. Esta variedad mantiene el tirón en Valdeorras, donde se vende a una media de dos euros por kilo, al igual que durante la pasada campaña. (LINK)

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Rascunho 9ª edição (2023): 9/10

Começo com um esclarecimento: ao contrário do que acontece com a generalidade das marcas, e faz sentido em termos de marketing, Rascunho não é o nome de um vinho, mas de vários. Pelo menos de dois: há um Rascunho que é um vinho tranquilo (garrafa normal) e há um Rascunho, colheita tardia, em garrafa pequena (o primeiro vinho a que atribuí 10 pontos). A Quinta de Santiago acha que 'resolve' a confusão que existe (em alguns sites online) numerando as edições (desde a primeira, em 2015). Mas quem pede, por exemplo, um Rascunho 8ª edição?

Este Alvarinho é, si próprio, uma novidade: trata-se de uma edição lançada em 2025, sem ano, mas com engarrafamento em 2023. Mais importante: resulta da mistura de cinco colheitas — 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022, em que, anualmente, era retirada uma parte do vinho para reposição com a nova colheita do ano seguinte (o método solera, que - não é coincidência - é o outro vinho que aqui recebeu 10 pontos). 

A solera parece potenciar um lado salino do Alvarinho, que o torna salivante, sem descaracterizar a casta. Pelo contrário. É beber e chorar por mais 😂.

(A Quinta de Santiago diz que não houve adição de dióxido de enxofre durante a vindima e a vinificação, resultado de uma microvinificação experimental).

Relação preço-qualidade: €27,40 é um preço muito razoável para este vinho (3300 garrafas)


Ano da produção: 2023 (ano de engarrafamento)
Data de compra: setembro 26
Preço de compra: €27,40
Local de compra: Garrafeira Pepe
Data de consumo: setembro26
Produtor: Quinta de Santiago
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez: ?
Açúcar : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Vinho de mínima intervenção. Sem adição de SO₂ à entrada da adega. Prensagem manual, seguida de fermentação alcoólica livre, espontânea e natural e de fermentação malolática em cuba. O vinho estagia posteriormente sem correção de SO₂. Estágio: Mistura de cinco colheitas — 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022. Anualmente, era retirada uma parte do vinho para reposição com a nova colheita do ano seguinte. O estágio decorre sobre as borras totais, com bâtonnage para a sua suspensão e para contribuir para a proteção do vinho."
Informação sobre o local das uvas: Monção
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(167)


Rascunho 2015

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Castelo de Moinhos (2025) / Mercadona: 6/10

Provei este Castelo de Moinhos, quando passou a ser produzido pela Provam, e deixei aqui estas notas. Voltei a provar, mas o 2025, e mantenho a avaliação. Tem aroma, tem acidez, tem também um pouco de fruta a mais, como seria de esperar neste tipo de vinho. É um vinho agradável, em suma.

(comprei 20 cêntimos mais barato do que o 2024!)

Ano da produção: 2025
Data de compra: setembro 26
Local de compra: Mercadona, Vila do Conde
Preço de compra: €3,60
Data de consumo: setembro 26
Produtor: [Engarrafado por Provam]
Localidade: Monção
Enólogo: Élio Lara
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º 
Acompanhou: pizza de camarão
Pode acompanhar por exemplo:
(211)

Castelo de Moinhos 2018

Castelo de Moinhos 24 (bebido em 25)


terça-feira, 8 de setembro de 2026

Ode (2023): 6/10

 Primeiro, algum contexto: este Ode Alvarinho 2023 é um vinho DOC Tejo, lançado pela primeira vez (e última, parece-me) em 2024. Não encontrei registos de uma edição posterior e não consta sequer do site da odewinery.com, onde há vinhos que estão esgotados. Não é o caso.

Sobre o vinho: a 'avaliação' é fácil: se gosta de Alvarinhos com predominância de madeira, este é um bom exemplo. Acidez final de média intensidade.

Relação preço-qualidade: a confirmar-se o valor, talvez esteja no pvp de €35,25 (e não na qualidade do vinho) a razão para não ter havido 2024 ou (ainda?) 2025. Claramente caro, tomando como referência os €18 do Regueiro Barricas.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: dezembro 25
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €29,15 (no site surgia o pvp €35,25, embora tenha encontrado referência a €31) [apenas 1500 garrafas]
Dificuldade de aquisição: acessível em dezembro de 2025
Produtor: Odewinery
Localidade: Cartaxo
Enólogo: Maria Vicente
Acidez Total: 
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "uvas envelhecidas durante 5 meses em barricas de carvalho húngaro de 500 litros"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 12º 
Acompanhou: bacalhau no forno
(530)



domingo, 6 de setembro de 2026

Uma vindima farta. Até demais.

2026 terá sido das melhores vindimas deste século em Monção e Melgaço. A generalidade dos produtores com quem falei nos últimos dias confirmou isso mesmo.


Mas para muitos deles, sobretudo os pequenos produtores que vendem as uvas e não engarrafam, isso tornou-se um pesadelo.
Como a abundância é generalizada, as grandes casas limitaram-se a comprar o que está estabelecido, sem irem além (como era tradicional). Noutros casos, constou-me que estão a oferecer valores ridículos (30 e 40 cêntimos) por cada quilo 'em excesso'.
Falei ontem com um produtor de Melgaço que estava a oferecer 12 mil quilos a quem os quisesse vindimar. Caso contrário, irão ficar na vinha.
Outro produtor dizia-me que se para o ano voltar a ser vindima farta já não tem onde acumular o vinho em stock. Pode haver quem tenha vendido toda a colheita de 2025, mas a maioria ficou com mais vinho do que o habitual (recorde-se que 2025 também foi um ano de recordes).
[Nas Rias Baixas falam em mais 5% do que no ano passado]





sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Seleção de Enófilos (2025) /Intermarché: 6/10

As Quintas de Melgaço produzem, neste momento, para três dos sete principais supermercados em Portugal. É obra. Continente, Lidl (dois dos três primeiros na quota de mercado) e Intermarché.

Neste contexto, seria um disparate da minha parte procurar diferenças entre eles. Que não existem. É o mesmo vinho.

O que varia então? O preço.

Acontece que o preço deste tipo de vinho (marca branca) é extremamente volátil, pelo que. apesar deste Seleção de Enófilos custar quase mais um euro do que o do Continente, aqui tratava-se de uma promoção. Optei, portanto, por manter a nota.

 

Ano da produção: 2025
Data de compra: agosto 2026
Local de compra: Intermarché de Âncora
Preço de compra: €3,79 (o 2016 custou €3,99!!!!)
Data de consumo: setembro 2026
Produtor: ? "Engarrafado por Quintas de Melgaço"
Localidade: uvas da sub-região, local não identificado
Enólogo: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
(24)

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Quinta do Mascanho Grande Reserva (2018): 8/10 [segunda prova]

Se há alguma coisa que os leitores sabem que podem encontrar neste espaço é um conhecimento o mais completo possível da realidade do vinho Alvarinho em Portugal - tambem era melhor que assim não fosse, com quase 10 anos a escrever apenas sobre esse assunto.

Uma das coisas que dá para perceber nesta altura é que existe uma tentação dos novos produtores em elevar o preço do vinho que produzem e, por outro lado, a perceção, por parte de quem já cá anda há muito tempo, de que é preciso ter calma.

Vem isto a propósito deste Quinta do Mascanho Grande Reserva, 2018, que encontrei no Intermarchá de Monção (em maio deste ano) a €14,99.

É um vinho que vale claramente mais (pelo menos mais 4 euros), mas o produtor fez as suas contas e percebeu que fazia sentido metê-lo no mercado em promoção. Liberta espaço na adega e faz dinheiro para pagar as despesas da nova vindima.

Sobre o vinho, remeto para o que escrevi em 2023. Está basicamente igual.

Ano da produção: 2018
Data de compra: maio 26
Preço de compra: €14,99
Local de compra: Intermarché, Monção
Data de consumo: agosto 2026
Produtor: Quinta do Mascanho
Localidade: Ceivães, Monção [este produtor tem vinhas em Monção e Melgaço, de onde, aliás, vem o nome Mascanho]
Enólogo: José António Lourenço?
Acidez Total: (g/dm3) - 6,5º
Açucares residual Seco <1,5 g/dm3
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: "Os anos de estágio em inox, em contacto com borras finas, acrescentam uma nova estrutura e complexidade a este vinho."
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: coelho assado no forno
(384)



domingo, 30 de agosto de 2026

Quinta das Pereirinhas Grande Reserva (2020): 7/10 [segunda prova]

1. Este Grande Reserva é na base um curtimenta - penso que se trata de caso único.

2. O vinho vai depois 18 meses para barricas de castanho, também muito pouco comum (o produtor diz que "foram recuperadas e restauradas e que são utilizadas pela nossa família há mais de 80 anos na elaboração deste vinho de uma forma tradicional.")

3. O vinho que o produtor tem neste momento à venda é o 2020, coisa rara.

4. Finalmente, o preço:  estou a imaginar um vnho destes a ser lançado a pelo menos 30 euros por um produtor inexperiente. João Pereira vende o vinho a €19, sinal de bom senso.

Resta falar do que não pode deixar de ser mais importante: o vinho. Como seria de esperar, o tempo tem vindo a limar os eventuais excessos de acidez e de fruta. A barrica continua super discreta (talvez se esperasse um pouco mais). Diversos sabores terciários, desde caramelo a figos secos, com fruta madura.

Um vinho com algum complexidade, que se tornou suave, sem que isso signifique perder qualidade ou interesse.
Ano da produção: 2020
Data de compra: agosto 26
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra: 
Data de consumo: agosto 26
Produtor: Quinta das Pereirinhas
Localidade: Troviscoso/Monção
Enologia: João Pereira
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "uvas provenientes de uma única parcela, onde maceraram e fermentaram com a pelicula em regime de curtimenta total, finalizando com um estágio longo com batonage em Toneis Velhos de Castanho, que foram recuperados e restaurados e que são utilizados pela nossa família há mais de 80 anos na elaboração deste vinho de uma forma tradicional".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: Douradas grelhadas na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(464)

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Pingo Doce (2025): 7/10

Se Anselmo Mendes produz um Alvarinho para o Pingo Doce com uvas de Monção e Melgaço a €3,79 o problema não é certamente do consumidor.

Vem isto a propósito da polémica que estes textos sobre Alvarinhos de supermercado (e outros textos semelhantes, noutras publicações) têm suscitado. Eu percebo o ponto de vista da generalidade dos produtores quando dizem que, assim, o vinho é vendido abaixo do custo ou pelo menos sem margem de lucro ou até quando insinuam que é concorrência desleal, mas isso é algo que eles têm de resolver entre si - lembro que Anselmo Mendes foi até há poucos anos o presidente da Associação de Produtores de Alvarinho. E que este é um guia que se assume virado para o consumidor.


Acresce - e não é nada irrelevante - que este vinho é realmente bom (fresco, equilibrado, boa acidez). 

Em resumo: para o consumidor só há vinhos demasiado baratos se forem maus. Este é bom!

Ano da produção: 2025
Data de compra: agosto 2026
Preço de compra: €3,79 (mais barato do que o 2019!)
Local de compra: Pingo Doce
Data de consumo: agosto 2026
Produtor: Pingo Doce/Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: bacalhau na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(4)



quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Quinta de Monforte (2023): 6/10

 Da Quinta de Monforte em Penafiel, já conhecemos o Grande Reserva Barricas, mas há outro Alvarinho no portefolio.

Estamos a falar de um colheita, vinificado em inox, um vinho despretensioso, que revelou uma interessante amendoa amarga (aniz?) no nariz, mas depois na boca se revelou curto. Alguma fruta, mas sem grande expressão. Boa acidez, em contrapartida. Bebeu-se a edição de 2023, mas não se sentiu um ganho relevante.

Relação preço-qualidade: os €18 em resturante significam um pvp de €13, o que é um ou ou dois euros mais do que as grandes referências da subregião.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: Restaurante 1000 Fronteiras, Vila do Conde
Preço de compra: €18 (pvp €13)
Dificuldade de aquisição: acessível
Produtor: Quinta de Monforte
Localidade: Penafiel
Enólogo: ?
Acidez Total: 6,4g/dm3
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Vinificação de bica aberta, com fermentação e temperatura controlada. Fermentação em cubas de inox com temperatura controlada a 15ºC."
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 10º (melhorou quando subiu um pouco)
Acompanhou: polvo assado
(529)


domingo, 23 de agosto de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Portal do Minho (2025) / Lidl: 6/10

Para muitos produtores, nomeadamente da Subregião, estes vinhos de supermercado podem representar concorrência desleal e eu percebo: €3,69 é um preço muito abaixo do que seria o valor comercial de um colheita do ano. 

Já o consumidor agradece poder comprar Alvarinhos de Monção e Melgaço (Vinho Verde DOC, portanto) a menos de €4. [em 2018 comprei este vinho a €3,99!]

Ponto forte: acidez muito bem integrada e constante; ponto fraco: alguma doçura inicial, que felizmente vai desaparecendo.

(nota: mais um vinho produzido pelas Quintas de Melgaço, que também produzem o Contemporal, do Continente)

Ano da produção: 2025
Data de compra: Agosto 2026
Local de compra: Lidl
Preço de compra: €3,69 (penso que estaria em promoção, mas, como sabemos, promoções de vinhos no supermercado é normal)
Data de consumo: janeiro 2018
Produtor: Quintas de Melgaço
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: filetes de pescada
(48)

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Sorte (2025): 7/10

Nesta página estão identificados quase 530 Alvarinhos e tenho, pelo menos, mais 50 em lista de espera. Alguns já não são produzidos, mas há cada vez mais produto novo. Não será exagerado dizer que existem, nesta altura, 500 marcas no mercado.

Quando um produtor, sobretudo novo, decide lançar (mais) um Alvarinho não pode ignorar este facto. Não vou sentenciar que o mercado está saturado, mas há alguns sintomas de que isso possa vir a acontecer: basta ver as prateleiras dos supermercados e como é difícil meter um novo vinho aí ou nas principais garrafeiras.

Tudo isto vem a propósito de um novo Alvarinho chamado Sorte: que caminho tomar, o do Alvarinho convencional, frutado, aquele que mais é procurado pelo público, mas cuja oferta está 'dominada' pelas principais marcas da Subregião, ou inovar?

Segundo me explicaram os sócios da Sorte Wines, este é um Alvarinho que, feito com uvas de Paderne, Melgaço, não quer ser 'mais do mesmo'. E, sendo esse o objetivo, conseguiram. Falta saber o que dirá o público em geral

Há menos fruta e, quando há, o perfil é mais cítrico, no que resulta num vinho que também oferece um nariz mais vegetal. O ponto forte é a acidez final, mas em boca (ainda) é um pouco curto, com algumas sensações minerais. O resultado global é um vinho equilibrado, que revela o tal lado mais elegante da casta.

Fiquei com a ideia de que daqui a dois ou três anos este vinho irá entregar mais do que agora. Porquê? Porque bebi o último copo no dia seguinte e revelou mais complexidade.

Relação preço-qualidade: um pvp de €15 é um pouco arriscado. Veremos se o produtor tem 'sorte' com a adesão do público.

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor (pvp: €15)
Dificuldade de aquisição: para já apenas nas redes sociais e site do produtor
Produtor: Sorte Wines
Localidade: Esposende (com uvas de Monção e Melgaço)
Enólogo: César Pinacho
Acidez Total (g/l ác. tartárico): 7.2g/L a.t.
Açúcares residuais : [<1,5] g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "as uvas foram suavemente prensadas em cacho inteiro, seguindo-se clarificação do mosto e fermentação alcoólica a temperatura controlada. Estágio de 5 meses em cuba de inox, com permanência sobre borras finas e trabalho de bâtonnage."
Informação sobre o local das uvas: Paderne
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10 
Primeiro copo servido a: 12º (melhorou quando subiu um pouco)
Acompanhou: pizza caseira de fiambre e cogumelos
(528)

 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Deu La Deu Sweet (2025): 7/10

Em julho escrevi aqui sobre este vinho, tentando saber se era Alvarinho ou não.

É, confirmei. 100%.

Acontece que por ter uma graduação inferior à permitida por lei para divulgação da mesma casta (apenas 7º de álcool), a palavra Alvarinho não pode, legalmente, aparecer no seu rótulo e contra-rótulo.

Os 7º são portanto a chave da questão. Como o nome diz, o vinho é doce, o que causa estranheza. Mas não é enjoativo e tem muito boa acidez, o que lhe garante frescura.

O 'problema' é como o harmonizar. Tentei várias opções gastronómicas antes de publicar este texto e 
nenhuma (arroz de marisco, bacalhau assado, bolonhesa) resultou. A solução talvez esteja naquilo que a Adega de Monção recomenda: aperitivo e nada mais. Ou então para acompanhar sobremesas. Não experimentei.

Em resumo: boa iniciativa da Adega de Monção, que procura assim responder a um "contexto de crescente procura por vinhos mais leves, aromáticos e versáteis, associados a momentos de consumo mais descontraídos e a uma abordagem menos tradicional ao vinho”.

[Recordo que há um mês provei um espumante de albariño com 7º e foi para sangria!] 

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: Supermercado Coca, Monção
Preço de compra: €8.99
Dificuldade de aquisição: neste momento sem stock, no site da Adega de Monção
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez Total (g/l ác. tartárico): ?
Açúcar : ?
Teor Alcoólico (%vol): 7º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10 (pela ousadia e pelo resultado final)
Primeiro copo servido a: várias temperaturas
Acompanhou: arroz de marisco, bacalhau assado, bolonhesa
(527)



quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Há bons Alvarinhos de supermercado? Contemporal (2025) / Continente: 6/10

O mais importante: comprei este Contemporal a €2.84, aproveitando uma promoção, já que o preço anunciado era €3,79.

Não tenho dados para afirmar se €2,84 paga realmente o conteúdo de uma garrafa, mas - sem querer exagerar😃 - é um preço escandaloso!

Reparem que o vinho é produzido pelas Quintas de Melgaço, com uvas pagas a pelo menos €1,5 o quilo (preço médio da Subregião).

É muito barato? O cliente agradece.

Sobre o vinho: bastante fruta (tropical), como seria de esperar; boa acidez, com um final que ainda se segura alguns segundos

Relação preço qualidade: impossível ser melhor😄.

Ano da produção: 2025
Data de compra: julho 2026
Local de compra: Continente, Vila do Conde
Preço de compra: €2,84 (promoção)
Data de consumo: dezembro 2022
Produtor: Continente /"Engarrafado por Quintas de Melgaço"
Localidade: Melgaço
Acidez:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: robalos na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(8)

Contemporal 2021 (bebido em 2024)

Contemporal 2018 (bebido em 2019) 

Contemporal 2016 (bebido em 2017)


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Monsão 1261 Dom Afonso III Espumante Bruto (2024): 6/10

Monsão 1261 é um produtor localizado em Monção, que começou com um gin de Alvarinho, lançou depois um primeiro vinho Alvarinho (Monsão 1261) e agora (na última Feira de Monção) surge com um espumante.

Três notas antes de irmos ao vinho:

1) Um mês e meio depois da Feira, não há qualquer informação sobre este empumante no site da empresa ou na sua conta de Instagram. Quanto tempo de estágio, por exemplo?

2) Se, como diz Jancis Robinson, as razões que fazem um grande vinho são três (localização da vinha, localização da vinha e localização da vinha), relativamente a este vinho apenas sabemos que foi engarrafado em Melgaço (é fornecido o código postal 4960-310, que por acaso é também o da Casa de Canhotos ou o de Anselmo Mendes - o enólogo do Monsão 1261).

3) Uma garrafa original, na cor e no formato, é bom marketing.

Sobre o vinho: apresenta uma bolha muito elegante, mas na boca parece mais um extra bruto, tal a acidez. Pouco mais há a dizer.

Relação preço-qualidade: €15 na Feira significa provavelmente um pvp de €18. É caro.

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho de Monção
Preço de compra: €15
Dificuldade de aquisição: muito difícil (edição limitada, segundo o produtor)
Produtor: HDNP Monsão (não consta)
Localidade: Troporiz, Monção
Enólogo: Anselmo Mendes ?
Acidez Total (g/l ác. tartárico): ?
Açúcar : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: frango estufado e bolo de cenoura e laranja
(526)





 


sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Tiroliro (2025): 7/10

Casa de Vila Verde, em Lousada, pode não ser uma das referências mais conhecidas na região dos Vinhos Verdes, mas é relevante que produza quatro Alvarinhos, de três marcas diferentes (Pluma, na versão colheita e reserva, Casa de Vila Verde e este Tiroliro). A isso não será alheio o facto de, atualmente, ser a Casa Santos Lima a responsável pela produção e comercialização dos vinhos da "Casa de Vila Verde - Sociedade Agrícola Lda".

Apesar de não ter sido registado nesta página até agora, Tiroliro é um vinho que existe há pelo menos 10 anos. O que agora me fez chamar a atenção foi o facto de ter aparecido (em exclusivo?) no Pingo Doce, nas últimas semanas, a custar €4,49 (alegadamente o preço é €10,99).

Sobre o vinho: para €4,49 é muito bom! 
Trata-se de um vinho de perfil cítrico, com boa acidez e bastante gastronómico. Vale a pena procurar algumas garrafas a este preço, se ainda existirem.

Relação preço-qualidade: tudo dito. Enquanto se mantiver neste preço...

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: Pingo Doce, Póvoa de Varzim
Preço de compra: €4,49 (promoção?)
Dificuldade de aquisição: imagino que seja fácil online, mas, pelo que percebi, não está em todas as lojas Pingo Doce
Produtor: Casa de Vila Verde (VR Minho)
Localidade: Lousada
Enólogo: Manuel Lopo de Carvalho
Acidez Total (g/l ác. tartárico): ?
Açúcar : ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: Lousada?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8º
Acompanhou: arroz de frango
(525)

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Terrunho Notas Soltas (2025): 8/10

Faltava ao portfólio de José Domingues (vinhos Terrunho) um Alvarinho clássico, com privilégio à fruta, no nariz e na boca (notas tropicais, sem dúvida), em harmonia com uma acidez final bem vincada, que chega a ser salina.

Este Notas Soltas resolve o 'problema' e de maneira muito positiva. Um vinho francamente bom, por um preço muito acessível (mas com produção muito reduzida, talvez por ser o primeiro ano)

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho de Monção
Preço de compra: oferta do produtor (pvp a rondar os €11)
Dificuldade de aquisição: difícil (via Facebook?)
Produtor: Terrunho / José Domingues
Localidade: Monção
Enólogo: José Domingues
Acidez Total (g/l ác. tartárico): 6,3
Açúcar : 3 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Vindima manual em caixa de 20 Kg, prensagem da uva, decantação e fermentação em inox com estágio de 5 meses sobre borras totais com battonage. Esteve 1 mês de estágio em garrafa antes e rotular e comercializar"
Informação sobre o local das uvas: Vale do Mouro
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 8º/9º
Acompanhou: arroz de camarão
(524)





segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Há bons Alvarinhos no supermercado? Bando Verdilhão (2023) / Auchan 6/10

Começo por distinguir Alvarinhos de marca branca, nos supermercados, e Alvarinhos que alguns supermercados vendem em exclusivo: o Auchan tem o Pedra Antiga, o Continente, o Jardim Secreto e o Pingo Doce o Pássaros (a lista não é exaustiva).

Para este contexto, interessam apenas os Alvarinhos de marca branca, no caso o Bando Verdilhão, do Auchan.

Há duas coisas que distinguem este vinho da concorrência: o preço (custa pelo menos o dobro) e o facto de não ser normal, em entradas de gama e vinhos correntes, venderem vinhos com alguma idade (ainda recentemente comprei o 2019!).

É impossível não ter em conta que este vinho custa €7,99. É a marca branca do Auchan, mas posiciona-se muito acima.

E qualitativamente também. Aroma vegeral, com fruta branca. Na boca não há nem podia haver grande complexidade, mas termina salino, como Abel Codesso bem sabe fazer. Acidez muito boa.

Relação preço-qualidade: caro para supermercado, bom como vinho.

Ano da produção: 2023
Data de compra: julho 2026
Preço de compra: €7,99
Local de compra: Auchan, Vila do Conde
Data de consumo: julho 2026
Produtor: PROVAM (para o Auchan)
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10-11º
Acompanhou: salmão fumado
Pode acompanhar por exemplo:
(266)

Bando Verdilhão 2019 (provado em 2026, em 2023 em em 2020)

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Alvarinhos mais baratos do que os albariños - 18%-24% menos

Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos do outro lado do rio, como é normal ler, e, já agora, em quanto.

Penso que esse estudo nunca foi feito, pelas dificuldades inerentes, algo que a IA veio ajudar a resolver.

Pedi ao Claude que analisasse uma amostra significativa e isso foi conseguido: 49 Alvarinhos numa garrafeira portuguesa especializada (VinhAlvarinho.pt) + 2 de outras garrafeiras para validação cruzada; 39 Albariños entre duas vinotecas galegas/espanholas (GulaGalega.com e Vinissimus.com). Todos gama "standard/entrada" — excluiu Reservas, Grandes Escolhas, cuvées de parcela/barrica e espumosos.

  • A dispersão de preços do Albariño é maior (desvio-padrão 3,08€ vs 2,25€) — a cauda superior da gama "standard" galega (Mar de Frades, Lagar Da Condesa, Pazo de San Mauro, 17-21€) puxa a média para cima mais do que qualquer coisa do lado português.
  • Isto não isola a causa — pode ser margem de retalho diferente, câmbio de escala de produção, notoriedade internacional do Albariño (mais procurado fora de Espanha), ou simplesmente que amostrei lojas ligeiramente diferentes em posicionamento. Para responder a "porquê" precisarias de comparar preço-à-saída-da-adega, não preço de prateleira.

  • Resultado: sim, o Alvarinho português é mais barato — em média cerca de 18-24% menos que o Albariño galego, nesta amostra.
  • (Oportunamente será dado mais um  passo para alargar a amostra)



    terça-feira, 21 de julho de 2026

    Conexão (2024): 7/10

    Ainda há Alvarinhos diferentes, foi a frase que anotei, no final de provar este Conexão 2024.

    Um vinho que, apesar de ser Monção e Melgaço, tem poucas das características destes vinhos.

    Começa logo no aroma, que sugere baunilha, coco e menos fruta (talvez líchia).

    Depois, em boca, tem uma entrada poderosa, cheio de sabores terciários, em resultado da madeira bem associada, mas que se esgota rapidamente. Há uma acidez de intensidade média. Um vinho que se poderia descrever como leve, seja isso bom ou mau - mas dificilmente se pode considerar o Alvarinho uma casta que gera vinhos leves (12,5º de álcool). Gostei.

    [o produtor, Mendes e Morais, fala em 'terroir' mas não indica onde estão situadas as parcelas que dão origem ao vinho. E se o terroir também é o contexto em que vinho é feito, que sentido faz dizer que foi 'Engarrafado por Eng nº 5066 - quem é? Mais, há uma ficha técnica que não dá qualquer informação sobre a forma de vinificar este vinho]

    Relação preço-qualidade: paguei €17,10, mas o produtor indica €19, no seu site. É um pouco caro, muito mais para quem o vir no restaurante a €40!

    Ano da produção: 2024
    Data de compra/prova: julho 26
    Local de compra/prova: Uncork Wines
    Preço de compra: €17,10
    Dificuldade de aquisição: fácil, online
    Produtor: Mendes e Morais Winemakers
    Localidade: Gaia (vinho com origem em Monção e Melgaço)
    Enólogo: ?
    Acidez Total (g/L): 5,9
    Açúcar residual: <2,5 g/L
    Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
    Método de vinificação, segundo o produtor: "Borras finas e Barrica Carvalho usada"
    Informação sobre o local das uvas: ?
    Quantidade de garrafas consumidas: 1
    Pontuação: 7/10
    Primeiro copo servido a: 8º
    Acompanhou: salmão na brasa
    (523)



    sexta-feira, 17 de julho de 2026

    Há bons Alvarinhos no supermercado? Cave do Morgado (2024) / Aldi 5/10

    A marca branca de Alvarinho do Aldi é o Cave do Morgado, antes produzido e engarrafado pela Adega de Monção, mas agora sob a responsabilidade da Casa de Vila Nova, em Penafiel (é a primeira vez que um supermercado não recorre a um produtor de Monção ou Melgaço para a sua marca branca).

    Cave do Morgado 2024 é um vinho frutado, talvez em demasia. Adocicado, talvez em demasia. Acidez final interessante.

    Não é sacríficio bebê-lo, mas  - lá está - custa apenas €3,79.

    Ano da produção: 2024
    Data de compra: julho 2026
    Local de compra: supermercado ALDI
    Preço de compra: €3,79
    Data de consumo: julho 26
    Produtor: Casa de Vila Nova (Eng. nº 4606)
    Localidade: Penafiel
    Enólogo: ?
    Quantidade de garrafas consumidas: 1
    Pontuação: 5/10
    (33)
     

    quarta-feira, 15 de julho de 2026

    Como uma garrafa de espumante de albariño acabou a fazer sangria

    Alma Atlántica é uma marca criada pelo super-produtor de albariños Martin Codax. Na última deslocação à Galiza vi um espumante desta referência a menos de €10 euros e comprei uma garrafa - afinal os galegos também fazem espumantes a preços ridículos?😎

    A perplexidade tinha uma explicação e eu só a entendi tarde de mais: pus a garrafa no frigorífico, ficou bem fresquinha e abri. O que meti à boca foi cuspido quase instintivamente - o raio do vinho é doce que até enjoa!

    A razão: um vinho com 7º de álcool (mosto de uva alvarinha parcialmente fermentado, "que provoca un dulzor perfecto para equilibrar la acidez de este varietal. La fermentación tiene lugar en depósitos isobáricos en los que se crean de forma natural las finas burbujas que refuerzan aún más la sensación de frescor").

    Dizem que os jovens gostam assim e eu não tenho elementos para contestar. Sei é que dificilmente alguém da geração que gosta de vinho beberá um albariño destes.

    (o resto ficou para fazer sangria. Foi só juntar fruta...)


     

    terça-feira, 14 de julho de 2026

    TerraVallis (2022): 8/10

     "TerraVallis (...) um sonho a dois, um projeto de família", diz o contrarrótulo desta absoluta novidade no mercado dos Alvarinhos.

    Os dois são Antonina Barbosa e Nuno Torres, ela apresentada como enóloga (além disso, é a admnistradora e enóloga da Falua Vinhos, que, entre outras marcas, tem o Barão do Hospital, em Monção), ele como viticultor (não sei mais). Um casal, que tem agora um novo 'filho', este TerraVallis.

    Gostaria de dar mais informação sobre as origens do vinho, mas apenas há o contrarrótulo: 2927 garrafas desta primeira edição, relativa a 2022. Produzido e engarrafado por TerraVallis Lda, Monção (sede em Barbeita, empresa criada em 2022). Qualquer pesquisa no Google devolve zero resultados, o que é incomum, atualmente.

    Sobre o vinho: muito bom. O primeiro copo revelou madeira, mas curiosamente esse sabor foi desaparecendo, sinal do equilíbrio que o vinho demonstra. Aroma com fruta tropical, madurinha, e uma acidez final muito apetitosa, quase salina.

    Relação preço-qualidade: não sei quanto custa o vinho, que estava à venda no Reserva 1386 por €30. Custará metade, provavelmente, o que é um preço excelente para quem tiver o privilégio de o encontrar à venda (mas trata-se de uma dedução da minha parte, porque, lá está, falta informação).  

    Ano da produção: 2022
    Data de compra/prova: julho 26
    Local de compra/prova:
    Preço de compra: oferta particular
    Dificuldade de aquisição: que eu saiba, apenas no restaurante Reserva 1386, Barbeita, Monção
    Produtor: TerraVallis lda.
    Localidade: Barbeita, Monção
    Enólogo: Antonina Barbosa
    Acidez Total (g/L): ?
    Açúcar Total: ?
    Teor Alcoólico (%vol): 13º
    Método de vinificação, segundo o produtor: "..."
    Informação sobre o local das uvas: ?
    Quantidade de garrafas consumidas: 1
    Pontuação: 8/10
    Primeiro copo servido a: 9º/10º
    Acompanhou: talharim salteado com camarões (japonês)
    (522)


    segunda-feira, 13 de julho de 2026

    Sommeliers sugerem servir o Alvarinho entre 6º e 9º? Produtores discordam

    Durante cinco semanas recolhemos as opiniões de outros tantos sommeliers portugueses quanto à melhor temperatura de serviço do Alvarinho (em três variantes, vinho novo, vinho com 5 ou mais anos de garrafa e vinho com madeira). Resultados aqui.

    Quatro dos cinco apontaram temperaturas entre os 6º e 9º C para os alvarinhos com os típicos seis meses em inox, o que contrasta muito com aquilo que os produtores e respetivos enólogos indicam nas fichas técnicas e mesmo contrarrótulos.

    Temos aqui um resumo (já não fui a tempo de incluir no gráfico, mas o Palácio da Brejoeira também indica 12°C na ficha técnica):


    Ou seja, a maioria dos produtores portugueses recomenda uma faixa entre 8°C e 12°C, sendo o intervalo mais comum 10-12°C, longe dos 6º ou 7º dos sommeliers.



    quinta-feira, 9 de julho de 2026

    Sumius Espumante Reserva Bruto Natural (2023): 7/10

    Dos quase 40 produtores presentes na última Feira de Monção, pelo menos 30 tinham empumantes à venda. Isto significa que já existe oferta diversificada. Mas sabemos que os portugueses não estão habituados a espumantes monocasta (Murganheira, Vértice, Bairrada, etc) - os hábitos estão, de qualquer forma, a mudar e o mercado irá ajustar-se.

    Vem isto a propósito do novo espumante lançado pela Sumius, um Reserva Bruto Natural (zero açúcar adicionado), que foge ao tradicional estereótipo do Alvarinho: a fruta sente-se mais no nariz do que na boca. Os 24 meses em estágio fizeram surgir notas terciárias (notei sobretudo frutos secos). Um vinho claramente para a refeição.

    A bolha é elegante e a acidez final de média intensidade. O produtor informa que foram feitas 500 garrafas, sinal da necessidade de perceber o que mercado pretende.

    Relação preço-qualidade: os €16 propostos pelo produtor são, grossomodo, o preço normal na subregião para um espumante com estas características


    Ano da produção: 2023
    Data de compra/prova: julho 26
    Local de compra/prova: 
    Preço de compra: oferta do produtor
    Dificuldade de aquisição: bastante difícil (via site do produtor)
    Produtor: Sumius
    Localidade: Tangil, Monção
    Enólogo: Patrícia Peixoto
    Acidez Total (g/L): 6,5 g/l
    Açúcar Total: 1,2 g/l
    Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
    Método de vinificação, segundo o produtor: "produzido a partir do método tradicional com estágio sobre borras prolongado. Vinhas em cordão Duplo com cepas com mais de 30 Anos. Desengace total da uva, prensagem suave das uvas para evitar demasiada extração. Fermentação a baixa temperatura durante 15 dias"
    Informação sobre o local das uvas: Tangil, Monção
    Quantidade de garrafas consumidas: 1
    Pontuação: 7/10
    Primeiro copo servido a: 9º/10º
    Acompanhou: Bolonhesa
    (521)


    quarta-feira, 8 de julho de 2026

    Deu-La-Deu Sweet: o Alvarinho que não é Alvarinho. Ou é?

    Em março a Cooperativa de Monção lançou o Deu-La-Deu Sweet, pensado para “alargar as ocasiões de consumo e atrair novos públicos ao universo do Alvarinho, (...) num contexto de crescente procura por vinhos mais leves, aromáticos e versáteis, associados a momentos de consumo mais descontraídos e a uma abordagem menos tradicional ao vinho”.

    Para que não fiquem dúvidas, de acordo com a mesma nota de imprensa enviada à comunicação social, “Com o Deu-La-Deu Sweet, a Adega de Monção responde a esta tendência, propondo um perfil diferenciador dentro da categoria; este vinho recupera essa herança para apresentar uma nova leitura da casta Alvarinho: mais envolvente e versátil, sem perder a identidade que caracteriza a sub-região”.

    Durante a Feira de Monção procurei o vinho no stand da Cooperativa, mas não estava disponível. A colaboradora em questão não soube explicar, apenas fiquei a saber que o vinho não estava autorizado (não cumpria certos requisitos, deduzi, sem saber muito bem o quê).

    Depois, fui à procura no Coca e percebi uma subtileza. Descubra as diferenças na imagem 😉:
    Exato, o vinho não diz, em lado algum, que é Alvarinho.

    Fui ao site oficial e a única referência que existe ao vinho (aqui) também é omissa.

    Em que ficamos?

    Termino com mais uma citação: “Produzido a partir de uvas selecionadas da sub-região de Monção e Melgaço, este novo vinho reforça o posicionamento da Adega de Monção enquanto referência na produção de Alvarinho, valorizando simultaneamente o trabalho dos produtores locais e a singularidade de um território único. (...) É também nossa intenção demonstrar a versatilidade da Adega de Monção, com uma inovação que destaca as potencialidades desta casta”, defende Armando Fontainhas, presidente da direção da Adega de Monção, citado no comunicado.

    (irei provar o vinho quando conseguir esclarecer o mistério🙄)

    terça-feira, 7 de julho de 2026

    Sommeliers sugerem servir o Alvarinho entre 6º e 9º

     Ao longo das últimas cinco semanas, cinco conhecidos sommeliers deixaram aqui as suas opiniões sobre qual a melhor tempeatura para servir o Alvarinho.

    Respondendo ao desafio proposto por esta página, os resultados foram, genericamente, estes:


    SommelierAlvarinho
    colheita
    (ano/ano
    anterior)
    Alvarinho
    com ≥5 anos
    em garrafa
    Alvarinho
    com madeira
    Alexandre Gonçalves6–8 ºC8–11 ºC    8–10 ºC
    David Teixeira6–9 ºC10–12 ºC    8–10 ºC (podendo ir até 12 ºC)
    Fernando Silva6–9 ºC9–12 ºC    8–10 ºC
    Manuel Moreira10–12 ºC12–14 ºC    14–16 ºC
    Rodolfo Tristão6–8 ºC8–10 ºC    10–12 ºC


    A principal conclusão é que existe um forte consenso para servir os Alvarinhos jovens entre 6 e 9 ºC, enquanto as opiniões começam a divergir à medida que o vinho ganha complexidade (envelhecimento ou estágio em madeira). Manuel Moreira destaca-se claramente por defender temperaturas de serviço bastante mais elevadas, aproximando o Alvarinho de práticas habitualmente reservadas a grandes vinhos brancos de guarda.







    Já existem três espumantes de supermercado!

    De um momento para o outro, Mercadona e Continente responderam ao pioneirismo do Pingo Doce que no início de 2022 lançou o primeiro espumant...

    Textos mais vistos