Mostrar mensagens com a etiqueta Espumante. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espumante. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Sumius Espumante Reserva Bruto Natural (2023): 7/10

Dos quase 40 produtores presentes na última Feira de Monção, pelo menos 30 tinham empumantes à venda. Isto significa que já existe oferta diversificada. Mas sabemos que os portugueses não estão habituados a espumantes monocasta (Murganheira, Vértice, Bairrada, etc) - os hábitos estão, de qualquer forma, a mudar e o mercado irá ajustar-se.

Vem isto a propósito do novo espumante lançado pela Sumius, um Reserva Bruto Natural (zero açúcar adicionado), que foge ao tradicional estereótipo do Alvarinho: a fruta sente-se mais no nariz do que na boca. Os 24 meses em estágio fizeram surgir notas terciárias (notei sobretudo frutos secos). Um vinho claramente para a refeição.

A bolha é elegante e a acidez final de média intensidade. O produtor informa que foram feitas 500 garrafas, sinal da necessidade de perceber o que mercado pretende.

Relação preço-qualidade: os €16 propostos pelo produtor são, grossomodo, o preço normal na subregião para um espumante com estas características


Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor
Dificuldade de aquisição: bastante difícil (via site do produtor)
Produtor: Sumius
Localidade: Tangil, Monção
Enólogo: Patrícia Peixoto
Acidez Total (g/L): 6,5 g/l
Açúcar Total: 1,2 g/l
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "produzido a partir do método tradicional com estágio sobre borras prolongado. Vinhas em cordão Duplo com cepas com mais de 30 Anos. Desengace total da uva, prensagem suave das uvas para evitar demasiada extração. Fermentação a baixa temperatura durante 15 dias"
Informação sobre o local das uvas: Tangil, Monção
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º/10º
Acompanhou: Bolonhesa
(521)


sábado, 18 de abril de 2026

Génese Espumante Brut Nature (2024): 9/10

Daqui a duas semanas será lançado oficialmente o primeiro espumante da Vinevinu (o projeto de Manuel e Luís Cerdeira). Sendo Luis autor de alguns dos melhores espumantes de Alvarinho, no seu período Soalheiro, a minha expetativa era enorme.

E posso desde já dizer que não saiu minimamente defraudada: Génese é um espumante de excelência, com uma bolha que só valoriza em vez de atrapalhar e um conjunto de boca riquíssimo, a que não falta a proverbial acidez.

Só não atribuo nota máxima porque sei que, daqui a 5 anos, estará fenomenal.

Relação preço-qualidade: muito boa.

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: abril 26
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor (será lançado a partir de 1 de maio) [€19,95 online]
Dificuldade de aquisição: 
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Vinevinu
Localidade: Prado, Melgaço
Enólogo: Manuel e Luis Cerdeira
Acidez Total (g/dm ): 6.5
Açúcares residuais: Brut Nature
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas têm origem em vinhas situadas acima dos 300 metros de altitude, em Melgaço. Elaborado segundo o método tradicional de fermentação em garrafa, o Génese Brut Nature resulta de um vinho base com estágio parcial em barrica (20%), ao qual se segue uma segunda fermentação em garrafa com estágio de 12 meses"
Informação sobre o local das uvas: Melgaço
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Polvo à galega
(511)


quinta-feira, 2 de abril de 2026

Antaia Espumante Brut Nature (2023): 6/10

Antaia é a marca do produtor Domingues & Bessada, que lançou um colheita relativo a 2022 no ano seguinte. Dois anos depois surge o primeiro espumante, relativo à vindima de 2023.

[Apesar de ser um produtor novo, com gente nova, e já terem passado alguns meses desde o lançamento deste espumante, não há qualquer referência no site, pelo que a informação é escassa; pelos vistos também há um reserva... Por falar ainda em informação, o QR Code no contrarrótulo já remete para o espumante de 2024]

Gostei do colheita mas nem tanto deste espumante, que tem uma bolha de tal maneira forte que se sobrepõe a quase tudo o resto. Pode haver, admito, quem goste de vinhos assim, eu não.

Só no final é que o aroma se abriu para fruta tropical. Boa acidez.

Relação preço-qualidade: há excelentes espumantes da Subregião na ordem dos €15. Os €14,40, pagos no Solar do Alvarinho, em Melgaço, onde os preços são tradicionalmente mais baixos do que em garrafeiras, são um preço elevado.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: fevereiro 26
Local de compra/prova: Solar do Alvarinho, Melgaço
Preço de compra: €14,40
Dificuldade de aquisição: muito difícil
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Domingues & Bessada (IG Minho)
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais:
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: camarões panados
(509)
 

sexta-feira, 27 de março de 2026

Casa do Cerdedo Espumante Bruto (s/d): 8/10

Eu sei que se em França, com muitos dos champanhes, fazem isso, quem sou eu para contestar que um vinho não tenha data? Mas, pelo menos para mim, é importante ter uma orientação. Poderia ser o ano do último degorgement ou a data em que foi posto à venda. Em França diz-se muitas vezes que os champanhes devem ser bebidos até cinco anos depois de serem comprados - e se não há essa informação?

Este Casa do Cerdedo é, portanto, um non-vintage, sem data. 

Contactei, por isso, o produtor (o que nem sempre é possível, até porque alguns não respondem) que me informou que esta garrafa tinha tido o degorgement em outubro de 2025. Ou seja, bebi-a com cinco meses.

Mais me informou Manuel Vergara Vaz que o vinho esteve cerca de 48 meses na garrafa, após a segunda fermentação. Só depois foi feito o degorgement. 

Sobre o vinho: com tanto 'estágio' seria de esperar um vinho evoluído, como se revelou; com uma bolha tranquila, como se verificou; e uma acidez a honrar os pergaminhos da casta. Verdade.

Relação preço-qualidade: pvp de €12??? É saldos. A nota final só podia refletir isso.


Ano da produção: NV
Data de compra/prova: oferta do produtor
Local de compra/prova:
Preço de compra: (pvp €12, segundo o produtor
Dificuldade de aquisição: elevada
Data de consumo: março 2026
Produtor: Casa do Cerdedo / Manuel Vergara Vaz (IG Minho)
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais: 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "A segunda fermentação foi em garrafa e esteve cerca de 48 meses  na garrafa. Depois foi feito o degorgement e essas garrafas foram degorjadas em outubro de 2025. O vinho base não tem barrica"
Informação sobre o local das uvas: Roussas, Melgaço
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Carpaccio de bacalhau
(508)


sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Espumantes de alvarinho, uma espécie de guia compras para as festas (ou não...)

(apenas um guia de compras, tão subjetivo como qualquer outro; único critério: espumantes que sejam relativamente fáceis de encontrar; atenção que uma procura mais cuidada vai revelar preços bem distintos)

O que levar quando vamos a casa de alguém pela primeira vez?🍾

Regueiro Bruto (insisto: é possível encontrar este vinho a preços completamente diferentes, dependendo da garrafeira)

O que levar, se não queremos gastar mais do que 6 euros?🤑

Pingo Doce Bruto

O que levar, se não queremos gastar muito mais do que 15 euros?💶

Muros Antigos Bruto

O que levar, se não queremos Regueiro Bruto outra vez (e sem gastar muito)?🍼

Soalheiro Nature

O que levar a menos de 20 euros?💰

Encostas de Melgaço Bruto

E algo entre os 20 e os 30 euros?💰💰

Dom Ponciano Extra-Bruto

É uma prenda de anos, temos de caprichar...🎂🥳

Côto de Mamoelas Assemblage Super Reserva




segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Reguengo de Melgaço Espumante Reserva Bruto (2020): 8/10

Passaram 7 anos desde que bebi pela primeira vez o espumante do projeto hoteleiro Reguengo de Melgaço. E se na altura não fiquei entusiasmado, beber o 2020 foi uma experiência bastante diferente: um vinho evoluído, que dá mais do que fruta (pastelaria, alguns frutos secos), mantendo uma bolha delicada. A acidez está bem doseada.

O vinho foi bebido num restaurante e custou €20. Se pensarmos que terá um pvp a rondar os €15, percebemos que ainda há restaurantes que estimam os (bolsos dos) clientes.

(por falar em preços, como é possível o mesmo espumante custar €23,15 e €13,90 em duas garrafeiras online diferentes)?

Ano da produção: 2020
Data de compra: novembro 2025
Preço de compra: €20,00
Local de compra: Restaurante O Dias, Covas, Cerveira
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: Hotel Rural Reguengo de Melgaço
Localidade: Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez total (g /dm3): 6.6
Açúcares (g /dm3) <0.6
Acidez volátil (g/dm3) <0.24
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Acompanhou: arroz de coelho bravo
Pode acompanhar por exemplo: 
(148)



segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Camaleão Espumante Bruto (sem data): 8/10

Começo por dizer que comprei esta garrafa juntamente com a Revista de Vinhos (em dezembro de 2024) e que avalio em função dos €7 que paguei. Já percebi que, online, custa quase o dobro, o que faria necessariamente baixar um ponto na nota atribuída.

Em segundo lugar, uma observação crítica para a falta de informação. É um non-vintage e por isso não tem data de produção, mas, não sendo um champanhe, poderia ter pelo menos o ano em que foi lançado ao público. No contrarrótulo há o endereço online do produtor/enólogo, mas não funciona. E finalmente o produtor/enólogo opta por esta indicação nesse mesmo espaço: "Preparado por João Cabral Almeida". Preparado significa o quê? Em inglês, logo a seguir, diz 'engarrafado por'. 

Sobre o vinho: um espumante acima da média, com a casta bem tratada e bem potenciada. Guloso e muito gastronómico.

Relação preço-qualidade: a €7 é uma verdadeira pechincha!

Ano da produção: ?
Data de compra: dezembro 2024
Local de compra: promoção Revista de Vinhos
Preço de compra: €7
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: João Cabral de Almeida (IG Minho)
Localidade: 
Enólogo: João Cabral de Almeida
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: Bruto
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: cabrito no forno
(495)


 

domingo, 28 de setembro de 2025

Vinhas de Monção Espumante Reserva Bruto Natural (2019): 7/10

Sendo o gigante que é, espanta como a Adega de Monção lidera na produção e provavelmente nas vendas (estou a falar de alvarinho, não do Muralhas) mas não em inovação e em oferta diversificada. Uma das áreas em que ficaram para trás foi nos espumantes, 'ultrapassados' pela Provam, pelo Soalheiro ou pelas Quintas de Melgaço. Até a Quinta de Santiago, muito mais pequena, já apresentou ao mercado um velha reserva, por exemplo.

Nesta altura a Adega de Monção tem um pet nat [uma moda, que não vai durar muito, penso] e este Vinhas de Monção. É francamente pouco.

Poderia, contudo, acontecer que, falhando na diversidade, se distinguissem pela qualidade. Mas não é o caso deste espumante, que se bebe com agrado, mas não com um prazer inaudito (faltam sabores secundários e uma bolha mais delicada, mesmo tratando-se de um 2019 e tendo sido aberto uma hora antes).

Relação preço-qualidade: não vou dizer que €15 é um exagero, mas se compararmos com os €9,99 do Regueiro Bruto (no Coca, de Monção), este vinho da Adega fica claramente a perder.

Ano da produção: 2019
Data de compra: julho 25
Preço de compra: €13 (na Feira) [€15 na loja da Adega]
Local de compra/prova: Feira de Monção 25
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enologia: Fernando Moura
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou (prato principal): arroz de lavagante
Pode acompanhar, por exemplo:
(492)


sábado, 27 de setembro de 2025

Soalheiro Espumante Bruto (sem data): 7/10 (Atualizado)

Bebi este Bruto em 2016 e nunca mais voltei a registar nova colheita.

Este foi oferecido pelo produtor em 2023, mas infelizmente não é possível identificar a data da colheita/produção, por falta de informação - porquê? Falha na rotulagem?

Actualizado com a explicação: é um non-vintage (uvas de vários anos), sem data específica de produção, como acontece com muitos champanhes, por exemplo. Mas podia pelo menos ter o ano de engarrafamento.

Claramente um 8/10, pela capacidade de envelhecer e limar algumas arestas mais agressivas (na bolha), mas com um preço elevado.

Se pensarmos que o Regueiro Bruto, de elevada qualidade, custa menos €6 está tudo dito.

Ano da produção: ?
Data de compra: agost0 2023
Local de compra: oferta do produtor
Preço de compra:  [€18 online]
Data de consumo: setembro 2018
Produtor: Quinta do Soalheiro (IG Minho)
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António Luis Cerdeira
Acidez Total (g/dm ) 7.2
Açúcares residuais: Bruto
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "De acordo com o método tradicional de produção de espumante, este vinho sofre uma segunda fermentação em garrafa. Permanece em cave durante vários meses, garantindo-se uma temperatura baixa e constante. Estas condições vão permitir que o espumante revele toda a elegância da casta que lhe deu origem. Findo este processo de estágio, procede-se ao “dégorgement” por forma a retirar as leveduras da garrafa e a cápsula metálica é substituída por uma rolha tradicional de cortiça, própria para espumantes."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: arroz de lavagante
(66)

Soalheiro Espumante Bruto 2016

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Terras de Conclave Reserva Bruto Natural (2022): 4/10

O pior deste 'trabalho' é quando surgem vinhos maus ou, vá lá, fracos. Não apenas porque tive de pagar por um vinho de que não gostei, mas também porque não é agradável deixar a critica publicamente.

Quando isso acontece, a generalidade da crítica especializada opta por não escrever, por 'respeito' aos produtores; eu escrevo, por respeito aos leitores.

Terras de Conclave Reserva Bruto Natural é um espumante demasiado ácido, com pouco aroma e sem frescura na boca. Há uma certa doçura na boca, que parece artificial.

Sendo 'produzido e engarrafado' pelo proprietário e enólogo do projeto Rebouça, que sabe fazer bons espumantes, resta a qualidade das uvas.

Relação qualidade-preço: se pensarmos que o excelente Regueiro Espumante Bruto custa cerca de €12, vemos como estes €15 [€18 online] são demasiado.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 25
Preço de compra: €14,79
Local de compra/prova: Coca, Monção
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Terras de Conclave (não consta do site)
Localidade: Monção
Enologia: Luís Euclides Rodrigues
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "a segunda fermentação ocorre em garrafa, seguida de um longo estágio mínimo de 24 meses antes do dégorgement"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): panados (carnes brancas) com arroz malandro
Pode acompanhar, por exemplo:
(489)


domingo, 10 de agosto de 2025

Quinta de Gomariz Espumante Bruto (2023): 7/10

Até agora provei apenas dois espumantes de alvarinho fora da subregião: o Quinta de Carapeços (Amarante) e este Quinta de Gomariz (Santo Tirso). Existe pelo menos mais um, o Camaleão.

Neste caso, estamos perante um espumante muito leve, elegante, com uma bolha extraordinariamente final. Falta alguma estrutura em boca, que é (pelo menos parcialmente) compensada pela acidez final, muito fresca.

Relação preço-qualidade: tem o preço de um espumoso da subregião, o que não deve ajudar na hora do consumidor decidir.

Ano da produção: 2023
Data de compra: julho 25
Preço de compra: €15 no produtor [€17,95 online]
Local de compra/prova: 
Data de consumo: agosto 25
Produtor: Quinta de Gomariz (não consta do site)
Localidade: Santo Tirso
Enologia: António Sousa
Acidez Total : ?
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º
Acompanhou (prato principal): arroz de berbigão com filetes de pescada
Pode acompanhar, por exemplo: 
(485)



sexta-feira, 11 de julho de 2025

Rebouça Espumante Extra Bruto Super Reserva (2019): 8/10

Luís Euclides Rodrigues levou à Feira de Monção o seu novo espumante, um extra bruto com 38 meses de estágio (poderia porttanto ser um Grande Reserva), que fez o degorgement em janeiro deste ano.

O resultado impressiona, não apenas porque o alvarinho casa muito bem com os espumantes extra brutos (açúcar residual, inferior a 6 gramas por litro, o que potencia a acidez), como porque se sabe que essa vinificação vai evidenciar a complexidade dos sabores (mais brioche do que croissant). 

É o que se verifica com este Rebouça, com uma bolha muito fina, quase invisível, um pouco de madeira (discreta) e cítrico. Final longo e lento.

€20 é uma pechincha!


Ano da produção: 2019
Data de compra: 
Preço de compra: prova em feira (o produtor indica um pvp ridículo de €20! €17 na Feira]
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho Monção
Data de consumo: julho 25
Produtor: Rebouça (não está atualizado)
Localidade: Monção
Enologia: Luís Euclides Rodrigues
Acidez Total (g/dm): ?
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): ?
Método de vinificação, segundo o produtor: "."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou: 
Pode acompanhar, por exemplo: 
(481)



.

terça-feira, 13 de maio de 2025

Pequenos Rebentos Espumante Bruto Cuvée (2021): 8/10

É o primeiro espumante de alvarinho que Márcio Lopes produz. E, num mercado que já está muito bem ocupado, Márcio quis fazer algo diferente. Conseguiu-o.

Desde logo por se apresentar como um cuvée, ou seja, quando o suco extraído da primeira prensagem da uva é realizado de forma mais leve, o que, dizem os técnicos, permite conferir maior acidez, riqueza aromática e coloração mais clara.

Depois porque resulta da mistura de vários lotes. 

Finalmente, e mais importante para mim, porque tem uma bolha tão fina que quase parece um vinho tranquilo. Sem tanto gás, é naturalmente mais suave. Segundo o produtor, este cuvée, lançado na última Feira de Melgaço, não fermentou na totalidade, daí ter menos pressão (e, já agora, a rolha também é mais pequena que o habitual).

Devo dizer que, para um espumante, primeiro se estranha, mas depois...

Relação preço-qualidade: €19,5 está dentro daquilo que é o preço normal para um espumante com estas características e qualidade.

Ano da produção: 2021
Data de compra: abril 25
Preço de compra: €15 (€29,90 online)
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho 2025, Melgaço
Data de consumo: maio 25
Produtor: Márcio Lopes Winemaker
Localidade: Melgaço
Enologia: Márcio Lopes
Acidez Total (g/dm): ?
Açúcar residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "100% Alvarinho de Melgaço, com base na mistura de vários lotes. Fez estágio 24 meses com borras finas (70% em barricas + 30% em inox) e 18 meses estágio em garrafa. É um espumante bruto, que não fermentou na totalidade"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo:
(476)


segunda-feira, 14 de abril de 2025

Encostas de Melgaço Espumante Bruto Reserva (2022): 7/10

Da Quinta da Pigarra saem alguns dos melhores vinhos de Melgaço. Dos quatro que nesta altura produzem, faltava provar o Espumante Reserva, lançado na última Feira do Espumante (novembro de 2024).

Antes ainda de ir ao vinho, uma observação: há muitos produtores que se limitam a comunicar via Instagram, mas, para quem já produz milhares de garrafas e tem uma aposta tão clara na qualidade, isso não pode dispensar uma página. Se quisermos saber alguma coisa da Quinta da Pigarra temos de ir ao Instagram, porque o site não existe. E se quisermos ler algum elemento da ficha técnica?

Vamos a um exemplo concreto: paguei €20 pela garrafa na Feira e agora queria saber quanto custa ao público. Não encontrei uma única referência. Salvo melhor opinião, parece-me coisa de amador.

Sobre o vinho: pelo que já disse antes, as expetativas eram altas (vários dos seus vinho receberam um 9/10), mas desta feita não saíram completamente confirmadas. Esperava que fosse excelente e não chega a esse patamar.É na boca que se sente alguma falta de complexidade, de resto quer no aroma quer na bolha quer na acidez final tudo bom.

Relação preço-qualidade: como disse, não sei quanto custa; sei que na Feira custou €20 euros, mas se tivermos em conta que o Espumante Bruto custa agora €18 euros, é difícil imaginar que o Reserva fique a muito menos de €25. Não o encontrei à venda online.
Ano da produção: 2022
Data de compra: nov 24
Preço de compra: €20,00
Local de compra/prova: Feira do Espumante, Melgaço
Data de consumo: abril 25
Produtor: Quinta da Pigarra
Localidade: Melgaço
Enologia: ?
Acidez Total (g/L): 
Açúcar residual (g/L): 
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: filetes polvo com arroz do mesmo
Pode acompanhar por exemplo:
(473)

sábado, 14 de dezembro de 2024

Quinta de Santiago Espumante Bruto Velha Reserva (2017): 8/10

Só muito recentemente os apreciadores de alvarinho (e, sem exagero, penso. muitos dos produtores) perceberam o potencial de guarda do alvarinho, seja para vinhos tranquilos seja para espumantes - ou colheitas tardias. 

Daqui a alguns anos saber-se-á muito mais do que hoje sobre quantos anos pode um vinho destes 'aguentar' sem começar a perder qualidades - como se imagina, a validade não é infinita.

Vem isto a propósito deste Velha Reserva (estágio em garrafa de pelo menos 36 meses) da Quinta de Santiago, se não estou enganado, o primeiro que produziram.

Abri-o com mais de uma hora de antecedência, tendo o cuidado de preservar ao máximo o gás carbónico. E mesmo assim, revelou-se muito fechado. Foi abrindo ao longo da refeição e estava bem melhor no final. Mas fiquei com a ideia de que deveria ter sido bebido um ou dois anos antes.

Relação preço-qualidade: paguei €30 e esse é, mais ou menos, o preço em garrafeira, hoje (2017 e 2018). Acho que há uma boa relação, que seria melhor se bebido quando foi lançado.

Ano da produção: 2017
Data de compra: abril de 24
Preço de compra: €30
Local de compra: Saudáveis e Companhia [nota: a loja fechou entretanto; que pena, pois tinha um serviço diferenciado]
Data de consumo: dezembro de 24
Produtor: Quinta de Santiago [site off, nesta altura]
Localidade: Monção
Enologia: Abel Codesso
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "...".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz do mar
Pode acompanhar por exemplo: tem potencial para acompanhar quase todo o tipo de pratos
(460)


segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Gema Espumante Super Reserva (2019): 7/10

Primeira experiência do produtor Gema Wines nos espumantes, que lançou este ano a colheita referente a  2019.

Trata-se de um vnho com alguma complexidade, aliada a um nariz bem identificativo das características da casta (fruta tropical).

Em boca mantém essas características, com boa acidez. A bolha é elegante.

Relação preço-qualidade: é a velha questão de sempre; €15 na Feira de Monção é uma pechicha, €29 online na própria loja já é puxadote... Nota: este produtor, até por dirigir uma parte da pordução para o estrangeiro, nunca teve como prioridade o preço.

[e por falar em mercados estrangeiros, talvez no Dubai ninguém queira saber a origem do vinho, mas por cá já é difícil aceitar que surja a indicação no contrarrótulo de "engarrafado por Eng. 1268". Porque não mais transparência na informação, até por estarmos a falar de um vinho que 'exige' outro tipo de cliente, porventura mais exigente?]

Ano da produção: 2019
Data de compra: julho 24
Preço de compra: €15
Local de compra: Feira de Monção 2024
Data de consumo: outubro de 24
Produtor: Gema Wines
Localidade:  Merufe, Monção
Enologia: ?
Acidez Total (g/l): 6,0
Açúcar residual (g/l): 2,1 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "O mosto é clarificado a 12ºC durante 48 horas e fermentado sob temperatura controlada durante 12-15 dias. Após a fermentação inicial, o vinho passa 5 meses sobre borras finas. O espumante é então engarrafado e passa por uma segunda fermentação na garrafa, seguido de um estágio de 24 meses. O processo conclui-se com remouage e degorgement".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º [o segundo copo, 17 horas depois, foi bem melhor do que o primeiro, aberto muito em cima da refeição]
Acompanhou: arroz do mar
Pode acompanhar por exemplo:
(456)



terça-feira, 6 de agosto de 2024

Barão do Hospital Espumante Reserva Brut Nature (2020): 8/10

 Um espumante que faz uma boca complexa (intenso, como diz a publicidade, e bem), com a fruta evoluída e uma acidez bem integrada e prolongada. Tudo o que é preciso para ser um excelente espumante.

Relação preço-qualidade: €25 é o preço normal neste tipo de espumantes.



Ano da produção: 2020
Data de compra/prova: julho 2024
Preço de compra: €20 na Feira, €25 pvp
Local de compra: Feira do Alvarinho de Monção 2024
Data de consumo: agosto 24
Produtor: Falua
Localidade: Monção
Enologia: ?
Acidez total: 7º
Açúcares Totais:  AÇÚCARES REDUTORES <2 g/l 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Após prévio arrefecimento a 5ºC, as uvas foram prensadas, suavemente, sem esmagamento nem desengace. O mosto obtido foi clarificado por decantação estática, seguindo-se a fermentação alcoólica, a temperatura controlada, para se obter o vinho base de espumante, o qual permaneceu sobre as borras finas da fermentação durante 1 ano.  Após a tiragem ocorreu a segunda fermentação em garrafa (método champanhes).  O estágio sobre as borras de fermentação foi aproximadamente de 15 meses em garrafa, tendo ocorrido o dégorgement em Julho de 2023.."
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: risotto de alheira
Pode acompanhar por exemplo:
(446)



domingo, 16 de junho de 2024

Quinta de Setas Espumante Reserva Bruto Natural (2020): 8/10

O maior elogio a este espumante é que poderia ser, sem dúvidas, um super reserva.

É um vinho com uma complexidade pouco habitual em reservas (ou seja, os espumantes mais correntes), oferecendo uma gama de sabores (caramelo, mel, figos secos, manga muito madura) que o tornam delicioso.

Ainda por cima, a bolha é delicada e elegante.

Para ser excelente só lhe falta uma acidez mais prolongada.

Relação qualidade-preço: muito boa, tomando o preço de €15 da Feira como referência.

Ano da produção: 2020
Data de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor [preço na Feira, €15]
Local de compra: Feira do Alvarinho, Melgaço, 2024
Data de consumo: junho 24
Produtor: Ângelo Gomes Fernandes
Localidade: Ceivães, Monção
Enologia: Élio Barreiros
Acidez Total: 6.5 g/(ácido tartárico)/dm3 
Açucares Totais: < 0.5 g/dm3 |
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Estágio em barricas de carvalho francês durante 12 meses.
Após o dégorgement estagia em garrafa durante um período mínimo de 24 meses, em cave com temperatura e humidade controlada".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: risotto de alheira
Pode acompanhar por exemplo:
(438)



terça-feira, 7 de maio de 2024

Quinta de Santiago Espumante Extra-Bruto Reserva (2021): 7/10

O que mais se destaca neste espumante da Quinta de Santiago é, para além da bolha muito elegante, a acidez (8,2 g/dm3 é um valor relevante).
Discreto no aroma (perfil mais cítrico?), compensa depois com o final em grande.

Uma nota lateral: os espumantes da Quinta de Santiago distinguem-se de todos os outros vinhos da subregião pelos rótulos. Muito bonitos, sem margem para dúvida. Não tenho a certeza, contudo, que sejam tão informativos quanto o público pode desejar (nomeadamente, quando estão à venda em garrafeira).

Relação preço-qualidade: os €13,99 pagos no Coca são (como sempre...) um excelente preço e é com base nesse preço que faço o meu juizo. 
Ano da produção: 2021
Data de compra: fevereiro 2024
Preço de compra: €13,99
Local de compra: Coca, Monção
Data de consumo: maio 24
Produtor: Quinta de Santiago
Localidade: Monção
Enologia: ?
Acidez Total: 8,2 g/dm3
Açúcar: 3 g/l
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Prensagem direta, decantação, fermentação e estágio sobre borras finas 8 meses. Após esse período vinho base faz a 2ª fermentação em garrafa e estágio sobre as borras, conforme o método clássico pelo período de 1 ano. Garrafas são sujeitas ao
processo de remuage e dégorgement manual."
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º-11º
Acompanhou: arroz de polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(432)

quarta-feira, 3 de abril de 2024

Um espumante de alvarinho que custa metade dos outros

No supermercado Coca, de Monção (a loja de referência em termos de preços de alvarinho) o espumante de alvarinho mais barato custa cerca de €10. Penso que nem na Feira do Espumante, de Melgaço, se encontra mais barato.

Mas o espumante de alvarinho mais barato custa metade, pouco mais de €5, marca Pingo Doce.

A minha admiração é a seguinte: os supermercados arrasam na venda de vinhos de marca branca, mas se virmos os preços dos alvarinhos (colheita) a diferença não é assim tão grande: o Adega de Monção bate-se com os preços das marcas brancas, para referir apenas um vinho da subregião (todos à volta de €4). Na zona dos vinhos verdes há ainda outros exemplos.

Ou seja, como se explica uma diferença tão grande (o Pingo Doce custa metade do Bruto Regueiro, no Coca, por exemplo)? O produtor e o distribuidor estão a esmagar margens de lucro e a ganhar cêntimos? Ou são os outros produtores que 'exageram' no preço?

Resta acrescentar, para quem não saiba, que o espumante do Pingo Doce é produzido por Anselmo Mendes, o que só aumenta(ria) o seu valor.



Alvarinhos mais baratos do que os albariños - 18%-24% menos

Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

Textos mais vistos