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domingo, 12 de abril de 2026

Quinta dos Castelares (2022): 4/10

Como os leitores mais regulares deste espaço sabem, a nota que atribuo aos vinhos tem sempre em conta (umas vezes mais, outras menos) o custo.  Sei perfeitamente que a crítica especializada apenas avalia o que está dentro da garrafa, mas eu, como consumidor - e com a ambição de criar um guia para os consumidores - quero saber do preço do vinho.

A questão é relevante quando, como acontece com este vinho, o preço não corresponde à qualidade. Ainda por cima estamos a falar de quase €23, que permitem comprar excelentes Alvarinhos de Monção e Melgaço.

A garrafa explica que só foram engarrafadas 2000 unidades deste Alvarinho biológico, com origem em Freixo de Espada à Cinta (Douro) e não está, nem pode estar, em causa o direiro do produtor estabelecer o preço que acha justo. Da mesma forma que o cliente pode dizer se vale ou não vale esse dinheiro.

No caso, não vale. Trata-se de um Alvarinho quase sem Alvarinho (em prova cega não seria fácil identificar a casta, sobretudo na boca). Tanto que, inicialmente, quem estava à mesa pensou que não estaria bom. Por isso reservei imediatamente meia garrafa para beber no dia seguinte e aí mostrou-se ligeiramente melhor.

Em resumo: viva o direito à experiência (é provavelmente o Alvarinho mais interior que se produz em Portugal), mas não mais do que isso.  

Ano da produção: 2022
Data de compra/prova: janeiro 26
Local de compra/prova: Garrafeira Uncork Wines
Preço de compra: €22,86
Dificuldade de aquisição: difícil (em poucas garrafeiras)
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Quinta dos Castelares (não consta do site)
Localidade: Freixo de Espada à Cinta (Douro)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais:
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º/12º
Acompanhou: pataniscas de bacalhau com arroz de tomate
(510)


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Bando Verdilhão (2019): 4/10

Uma pergunta para €200 (o mínimo no Jocker😇): o que é suposto esperar de um vinho de supermercado, que custava €5,99, quase sete anos depois de ter sido lançado no mercado?

Antes o contexto: Bando Verdilhão é o nome da marca branca de Alvarinho do Auchan. 2019 foi o primeiro ano (antes havia um vinho chamado Verdilhão, das Caves Campelo, em Barcelos). Em 2020 comprei duas garrafas e bebi de imediato uma delas. Gostei, sinceramente. Guardei a outra garrafa, que abri apenas em 2023, à espera de perceber como iria evoluir. Uma desilusão - o vinho não aguentou a passagem do tempo.

Não é que em 2026 o Auchan continua a vender o 2019? [no mesmo dia encontrei 2019 num Auchan e o 2023 noutro, a 20kms de distância]

Vamos lá à pergunta: o que é suposto esperar de um vinho de supermercado, que custava €5,99, quase sete anos depois de ter sido lançado no mercado e que já em 2023 não estava bom?

Foi exatamente isso que aconteceu. O vinho está demasiado ácido, basicamente só tem acidez e não se bebe com prazer. Para agravar o Auchan passou a vendê-lo a €7,99, mais €2 (sim, tanto custa €7,99 o 2019 como o 2023). Contactei o Auchan para perceber a razão para uma subida tão significativa e foi esta a resposta: "o custo de produção associado à qualidade deste vinho implicou um reposicionamento do respetivo preço para o patamar atualmente praticado. Não obstante, encontram-se previstos, em articulação com o produtor, momentos promocionais ao PVP de 5,99€."

Em resumo: como seria de esperar e faz sentido, nem todos os Alvarinhos estão preparados para serem guardados e bebidos 4 ou 5 anos depois. Ainda assim, provei 24 horas depois e tinha um pouco menos de acidez, tornando mais aceitável a prova. Daí a nota final.

Ano da produção: 2019
Data de compra: fevereiro 2026
Preço de compra: €7,99
Local de compra: Auchan, Vila do Conde
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: PROVAM (para o Auchan)
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 3/10
Primeiro copo servido a: 11-12º
Acompanhou: pizza
Pode acompanhar por exemplo:
(266)



quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Terras de Conclave Reserva Bruto Natural (2022): 4/10

O pior deste 'trabalho' é quando surgem vinhos maus ou, vá lá, fracos. Não apenas porque tive de pagar por um vinho de que não gostei, mas também porque não é agradável deixar a critica publicamente.

Quando isso acontece, a generalidade da crítica especializada opta por não escrever, por 'respeito' aos produtores; eu escrevo, por respeito aos leitores.

Terras de Conclave Reserva Bruto Natural é um espumante demasiado ácido, com pouco aroma e sem frescura na boca. Há uma certa doçura na boca, que parece artificial.

Sendo 'produzido e engarrafado' pelo proprietário e enólogo do projeto Rebouça, que sabe fazer bons espumantes, resta a qualidade das uvas.

Relação qualidade-preço: se pensarmos que o excelente Regueiro Espumante Bruto custa cerca de €12, vemos como estes €15 [€18 online] são demasiado.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 25
Preço de compra: €14,79
Local de compra/prova: Coca, Monção
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Terras de Conclave (não consta do site)
Localidade: Monção
Enologia: Luís Euclides Rodrigues
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "a segunda fermentação ocorre em garrafa, seguida de um longo estágio mínimo de 24 meses antes do dégorgement"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): panados (carnes brancas) com arroz malandro
Pode acompanhar, por exemplo:
(489)


sexta-feira, 23 de maio de 2025

Casa de Oleiros (2023): 4/10

Este vinho custou €6 na última edição da UVVA em Amarante. Não se pode dizer que seja um vinho caro, embora saibamos que as grandes superfícies têm alvarinhos muito semelhantes ou até melhores, mas mais baratos. É, portanto, ingrato querer competir neste patamar.

Este Casa de Oleiros é um vinho que não se bebe com sacrifício, embora seja desinteressante. Destaca-se pelo aroma. No resto é curto.

Ano da produção: 2023
Data de compra: outubro 24
Preço de compra: €6
Local de compra/prova: UVVA, Amarante
Data de consumo: maio 25
Produtor: Casa de Oleiros
Localidade: Amarante
Enologia: Jorge Sousa Pinto
Acidez Total (g/dm):7,0
Açúcar residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Após a escolha criteriosa das uvas, segue-se uma vinificação cuidada para enaltecer todo o potencial da casta Alvarinho. O Casa de Oleiros Alvarinho apresenta aspeto límpido e cor cítrica. Aroma predominante frutado, exibido em notas exóticas e revelando uma harmonia com notas florais delicadas. Fim de boca envolvente e prolongado." [haja criatividade!]
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(477)


quarta-feira, 9 de abril de 2025

Quinta do Peso (2023): 4/10

Talvez inspirados pelo sucesso da Quinta da Lixa, o vinho começou a ganhar grande preponderância no concelho de Amarante, sendo que o alvarinho passou a ser uma das apostas.

Já encontrei bons vinhos no concelho (Quinta do Carapeço, ABWines) mas também alguns desinteressantes.

É o caso deste QdP (Quinta do Peso), que tem um aroma indistinto e em que as características essenciais do alvarinho não se percebem. Para agravar, pareceu-me mais doce do que seria de desejar. Ponto positivo: a acidez.

Mais uma observação: 14º de teor alcoólico é exagerado.

Relação preço-qualidade: €8 em feira (€10 ao público?) é caro.

Ano da produção: 2023
Data de compra: out 24
Preço de compra: €8,00
Local de compra/prova: UVVA, Amarante
Data de consumo: abril 25
Produtor: Quinta do Peso
Localidade: Amarante
Enologia: ?
Acidez Total (g/L): 6,5
Açúcar residual (g/L): 2,2 
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "A fermentação e estágio de 6 meses ocorreram em cubas de inox. "
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: filetes de pescada frita
Pode acompanhar por exemplo:
(472)


terça-feira, 1 de abril de 2025

Seleção de Enófilos Reserva (2023): 4/10

Seleção de Enófilos é a marca branca do Intermarché. 

Já existia um Seleção de Enófilos alvarinho (colheita), agora encontrei um Reserva, ambos produzidos pelas Quintas de Melgaço.

A diferença não é muito grande.

Estamos a falar de um vinho abaixo dos €5, com muitas limitações, sobretudo em boca, onde parece demasiado ácido e com pouca fruta. No nariz não desilude.

Relação preço-qualidade: é um vinho barato (mas não o melhor abaixo dos 5 euros) e a qualidade é fraca.

Ano da produção: 2023
Data de compra: nov 24
Preço de compra: €4,29
Local de compra/prova: Intermarché de Monção
Data de consumo: março 25
Produtor: QM para Intermarché
Localidade: Melgaço
Enologia: ?
Acidez Total (g/l):
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(471)


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Anégia (2017): 4/10 [2ª prova]

Qual é a probabilidade de um vinho, que neste momento está a ser vendido a pouco mais de 5 euros (já custou mais de €10), envelhecer bem em garrafa durante mais de sete anos? Acho que todos concordarão que é muito baixa.

E foi exatamente isso que aconteceu com este Anégia de 2017.

Dirá o leitor: que culpa tem o vinho se o deixei tanto tempo à espera?

Sim, isso já aconteceu antes, mas este não é o caso. O vinho foi comprado há menos de dois meses e neste momento continua à venda.

Para agravar, sabia a rolha, apesar desta aparentar estar impecável.

Resta acrescentar que o vinho se transformou de tal maneira que já nem parecia alvarinho. Perdeu força, perdeu acidez. Ainda assim, o copo bebido 24 horas depois estava mais aberto e até com mais aromas do que o primeiro.

Em resumo: sem o sabor a rolha, apesar de não ser um grande vinho, não teria sido sacrifício bebê-lo. Comparando com a primeira prova, em 2020, melhorou muito o preço, mas tive o azar da rolha,
Ano da produção: 2017
Data de compra: dezembro 24
Preço de compra: €6,35
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: fevereiro 25
Produtor: Caves Velhas/Enoport Wines
Localidade: não é identificado o local de origem das uvas (Anégia é nome antigo para as terras do Vale do Sousa). Vinho Regional Minho
Enologia: ?
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "...".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 13-14º
Acompanhou: Pescada cozida com legumes
Pode acompanhar por exemplo:
(261)


sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Coroa do Vale (2023): 4/10

Este vinho é excessivamente doce.

Não tenho acesso à ficha técnica, mas chega a ser enjoativo - embora possa admitir que haja quem gosta.

Mas esta doçura demasiado presente adultera as características do alvarinho, sobretudo ao nível da acidez final, que fica escondida.

Relação preço-qualidade: apesar de ter custado apenas €7,5 (em Feira), não voltarei a comprá-lo.

Ano da produção: 2023
Data de compra: junho 24
Preço de compra: €7,50
Local de compra: UVVA Amarante
Data de consumo: outubro de 24
Produtor: Vitimarante
Localidade: Fridão, Amarante
Enologia: ?
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º-12º
Acompanhou: arroz do mar
Pode acompanhar por exemplo:
(454)


sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Casa de Vila Pouca (2021): 4/10

Este produtor de Celorico de Basto também produz um reserva de alvarinho que já tive oportunidade de provar e que achei, genericamente, agradável.

O mesmo não se passa com este colheita, que surge demasiado leve em boca, sem intensidade; desinteressante, em suma. Salva-se a acidez final.

Acresce a isto um pouco de sabor a rolha (mas pode ter sido azar, só nesta garrafa, por isso não penalizo).

Finalmente, o preço: €14 online é um exagero (mesmo €12 para o colheita de 2022 parece-me caro, quanto mais €14...).

Ano da produção: 2021
Data de compra: set23
Preço de compra: €14 na loja do produtor
Local de compra: DouviCoisas, Vila do Conde
Data de consumo: agosto 24
Produtor: Fernando Carvalho Teixeira
Localidade: Celorico de Basto (Vinho Regional Minho)
Enólogo:?
Acidez Total (d/dm3): 5,4 gramas
Açúcar residual (g/dm3): <1,5
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: fermentação em tanque de aço inoxidável durante 4 semanas. Repousou sobre borras finas durantes sete meses com batonage regular
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: salmão grelhado
Pode acompanhar por exemplo:
(447)




sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Castelo de Moinhos (2022): 4/10

O alvarinho do Mercadona, feito na Adega de Monção.

Trata-se de um vinho com pouca intensidade, muito levezinho.

O aroma tem fruta e a acidez é interessante, mas na boca falta profundidade.

Ano da produção: 2022
Data de compra: outubro 23
Local de compra: Mercadona, Vila do Conde
Preço de compra: €3,80
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: [Engarrafado por Adega Cooperativa de Monção]
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: robalos na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(211)

Castelo de Moinhos 2018


quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Sete Tentações (2019): 4/10

Este Sete Tentações posiciona-se numa faixa bastante concorrencial: alvarinhos a menos de 4 euros, que são basicamente as marcas brancas dos hipermercados (Pingo Doce, Continente e Mercadona, pelo menos). Este foi comprado no Auchan, que até agora não tinha essa oferta, mas tanto quanto percebi não é exclusivo, até porque o produtor, em Famalicão, o vende online. Neste hipermercado é uma proposta recente, mas encontrei referências à produção de, pelo menos, 2016.


No aroma, frutado, até se apresenta bem, mas na boca 'morre' quase imediatamente, revelando apenas acidez, um pouco excessiva. 

[não faria mais sentido vender a colheita de 2021, por exemplo? Este é um vinho para beber novo]

Relação preço-qualidade: apesar de não ser um bom vinho, vamos dizer que é caro?😁
Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 22
Preço de compra: €3,99
Local de compra: Auchan, Maia
Data de consumo: janeiro 23
Produtor: Castro Vinhos
Localidade: Cavalões, Famalicão, Vinho Regional Minho
Enólogo: Joaquim Vasconcelos?
Acidez Total: ?
Açúcares residuais (g): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação: ?
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 13º 
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(371)

domingo, 8 de janeiro de 2023

Encosta dos Castelos Espumante Bruto (sem data): 4/10

Encontrar este espumante do produtor Encosta dos Castelos foi uma surpresa, basicamente porque pensava conhecer todos os espumosos da subregião e porque o próprio produtor nunca o apresentou nas feiras da especialidade. Não há, aliás, qualquer referência a este vinho, que não seja esta de 2020!

Com a garrafa na mesa, a surpresa continuou: o vinho não tem contra rótulo e até para descobrir a palavra 'bruto' no rótulo, por baixo de 'alvarinho', foi preciso ligar a lanterna do telemóvel... 

Ao longo destes anos de publicações, sempre me tenho batido pela necessidade de informar o consumidor, com transparência (a crítica, neste caso, é sobretudo para o produtor, mas também para o restaurante, que aposta numa boa garrafeira). A apreciação final deste vinho também tem isso em conta.

Finalmente, o mais importante: o vinho. Pela cápsula, pelos cristais e pela leveza da bolha, pensei tratar-se de um pet nat. Mas se o produtor diz que é um 'bruto'...

Aroma pouco presente, pouco intenso na boca e sem acidez final. Ainda assim, não é um vinho desagradável e até acompanhou razoavelmente bem o arroz de coelho bravo, que estava bem (preparado e) condimentado. Outros convivas à mesa optaram depois por diferentes hipóteses, mas eu mantive a aposta até ao fim.

Relação preço-qualidade: €15 euros (em restaurante) é caro, mas imagino que custará menos de €10 no produtor, se estiver à venda. 

Ano da produção: ?
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €15
Local de compra: Restaurante O Dias, Covas, Vila Nova de Cerveira
Data de consumo: janeiro 23
Produtor: Encosta dos Castelos
Localidade: Penso, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total: ?
Açúcares residuais (g): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Aberto quanto tempo antes: na hora
Quantidade de garrafas consumidas: várias (para duas dezenas de convivas)
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: ?10º
Acompanhou: arroz de coelho bravo
Pode acompanhar por exemplo:
(369)


quinta-feira, 14 de abril de 2022

Dom Salvador Espumante Bruto (2019): 4/10

Sendo um produtor de Melgaço, espanta porque é que este espumante não se apresenta como sendo de "Monção e Melgaço", mas antes como "espumante de qualidade de vinho verde", enquadrado no "Regional Minho" - qual a necessidade? Mais espanta que em lado nenhum, na garrafa [acho que procurei em todo o lado...], se apresente como um espumante de alvarinho - e só a informação do site fez com que a dúvida ficasse esclarecida. Há ainda uma terceira nota, igualmente negativa, que registo: sobre o produtor, apenas se diz "preparado por Eng. nº 5368". Sinceramente, não percebo - o que signfica "preparado"? Produzido? Engarrafado? Estas dúvidas também influenciaram, negativamente, a nota atribuída.

Mas não só: falta alvarinho neste vinho. Mais na boca do que no nariz. Há um lado floral no primeiro contacto, mas apaga-se muito rapidamente na boca, ficando quase só a acidez. A bolha é de intensidade média.

2019 foi a primeira edição deste espumante; acredito que o produtor poderá melhorar e tentar corrigir alguns dos erros aqui apontados; acredito que será uma forma de valorizar a sua marca, respeitando os clientes.

Relação preço-qualidade: os €10,39 no Solar do Alvarinho são mais acessíveis do que os €14,95 que encontrei online, claramente exagerados.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €10,35 
Local de compra: Solar do Alvarinho
Data de consumo: abril 2022
Produtor: Dom Salvador
Localidade: Peso, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salmão na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(336)


sexta-feira, 4 de março de 2022

Infusa (2019): 4/10

Chega de Celorico de Basto esta Infusa de alvarinho marcadamente ácida e com pouca presença das características da casta, exceto no nariz.

Relação preço-qualidade: o preço pago é baixo, mas há melhores, mesmo a este preço.

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: €4,96
Local de compra: Caves Cruzeiro Real
Data de consumo: março 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta de Miramontes
Localidade: Fervença, Celorico de Basto
Enólogo: Winelords
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: filetes de pargo
Pode acompanhar por exemplo: 
(327)



domingo, 7 de novembro de 2021

1944 (2018): 4/10

1944 é um alvarinho das Caves Casalinho, marcado por uma significativa mineralidade e pouca expressão das características da casta - nesse sentido, a relação com a acidez fica um pouco desequilibrada.

Relação preço-qualidade: os €4,59 pagos no supermercado são muito diferentes dos €21 que surgem no site da empresa!!!!! €21 seriam um preço completamente irreal.

Ano da produção: 2018
Data de compra: outubro 21
Preço de compra: €4,59
Local de compra: Supermercado E.Leclerc
Data de consumo: novembro 2021
Produtor e Engarrafador: Caves Casalinho
Localidade: Santo Adrião, Vizela (VR Minho)
Enólogo: Nuno Vieira Silva?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 10º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: filetes de pescada com arroz de coentros 
Pode acompanhar por exemplo:
(312)




quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Aveleda (2019): 4/10

 A Aveleda faz (muito) bons alvarinhos mas este seu clássico continua a não me convencer.

É um alvarinho que pouco ou nada sabe a alvarinho (demasiado cítrico), um verde apenas aceitável.

Relação preço-qualidade: comparando com o que paguei, há melhores e mais baratos!

Ano da produção: 2019
Data de compra: abril  21
Preço de compra: € 4,69 [3,99 online]
Local de compra: Granvine
Data de consumo: outubro 2021
Produtor e Engarrafador: Aveleda [Regional Minho]
Localidade: Penafiel
Enólogo: ? “Wine Consultant”: Valérie Lavigne
Acidez total: 6,5º
Açúcar Residual: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: petinga frita com arroz de legumes
Pode acompanhar por exemplo:
(10)

terça-feira, 10 de novembro de 2020

Vidigal (2016): 4/10

 As Caves Vidigal, de Leiria,  entenderam que faltava um alvarinho ao seu portfolio. E trataram de o encomendar em Valença, ao produtor registado com o número 2585.

(a quem interessa esta omissão de informação? Ao comprador, certamente não.)

O Vidigal Alvarinho (que não consta da lista de vinhos da empresa, por ter sido descontinuado? O último que se econtra é o 2016, precisamente) não é uma aposta ganha. Um vinho com um aroma interessante, mas na boca falta casta e consistência e prevalece a acidez.

Análise ao preço: há melhores por este preço


Ano da produção: 2016
Data de compra: Outubro 20
Preço de compra: €8,75
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: fevereiro 2020
Produtor: Eng. nº 2585 [Vinho Regional Minho]
Localidade: Valença
Enólogo: 
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 9º 
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salmão no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(269)


sexta-feira, 17 de julho de 2020

Tordo (2019): 4/10

Antes de mais: este Tordo tem o rótulo mais bonito de todos os alvarinhos aqui registados até este momento!
Diz-se que os olhos também comem, mas neste não bebem! É que, sendo um verde agradável, nomeadamente para os tempos de canícula que vivemos, 'tem pouco alvarinho', nomeadamente na boca, onde é preciso fazer um esforço para perceber o que lá está.
Já o aroma é bastante interessante, com traços frutados.
Análise ao preço: não disponível.
Ano da produção: 2019
Data de compra:
Preço de compra: não disponível (oferta do distribuidor)
Local de compra:
Data de consumo: julho 2020
Produtor: Carneiro Wines (Sete Castas de Basto)
Localidade: Atei, Mondim de Basto
Enólogo: ?
Acidez total: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 9º-11º
Passou pelo arejador? Não.
Acompanhou: arroz de bacalhau e ameijoas
Pode acompanhar por exemplo:
(255)

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Pêra-Grave (2018): 4/10

Um alvarinho produzido no Alentejo que não aquece nem arrefece.
Não é sacrifício bebê-lo, mas em casos como este pergunta-se o que ganha a empresa em produzir um vinho que não se distingue em nada.
Há um aroma interessante? Sim.
Mas pouco mais.
Na boca os traços frutados eclipsam-se rapidamente, como se este alvarinho tivesse pouco mais para dar.
Análise ao preço: um exagero!
Ano da produção: 2018
Data de compra: fevereiro 2020
Preço de compra: €13,65
Local de compra: Portugal Vineyeards
Data de consumo: julho 2020
Produtor:  Quinta de São José de Peramanca
Localidade: Évora
Enólogo: Nuno Cancela de Abreu
Acidez total: 4,8º
Quantidade de garrafas consumidas: 1+1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 9º
Passou pelo arejador? Não.
Acompanhou: salmão grelhado
Pode acompanhar por exemplo:
(254)

domingo, 19 de abril de 2020

Mingorra (2018): 4/10

Mais um alvarinho alentejano que, não sendo desinteressante, não parece... alvarinho.
Há um aroma muito leve no primeiro contacto, mas depois, em boca, o alvarinho está demasiado 'transformado' (pelo terroir, supõe-se).
Pode dizer-se que o resultado deste Mingorra é sinal das potencialidades e plasticidade da casta, que se transforma completamenete, porque o vinho evoluiu para outra coisa diferente (pareceu-me mais riesling) e que se bebe sem sacrifício, mas ... ainda será alvarinho?
Análise ao preço: caro.
Ano da produção: 2018
Data de compra: fevereiro 2020
Preço de compra: €10,15
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: abril 2020
Produtor: Herdade da Mingorra,
Localidade: Beja
Enólogo: Pedro Hipólito
Acidez: 5,8º total
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 9º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salmão grelhado
Pode acompanhar por exemplo:
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Alvarinhos mais baratos do que os albariños - 18%-24% menos

Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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