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terça-feira, 14 de julho de 2026

TerraVallis (2022): 8/10

 "TerraVallis (...) um sonho a dois, um projeto de família", diz o contrarrótulo desta absoluta novidade no mercado dos Alvarinhos.

Os dois são Antonina Barbosa e Nuno Torres, ela apresentada como enóloga (além disso, é a admnistradora e enóloga da Falua Vinhos, que, entre outras marcas, tem o Barão do Hospital, em Monção), ele como viticultor (não sei mais). Um casal, que tem agora um novo 'filho', este TerraVallis.

Gostaria de dar mais informação sobre as origens do vinho, mas apenas há o contrarrótulo: 2927 garrafas desta primeira edição, relativa a 2022. Produzido e engarrafado por TerraVallis Lda, Monção (sede em Barbeita, empresa criada em 2022). Qualquer pesquisa no Google devolve zero resultados, o que é incomum, atualmente.

Sobre o vinho: muito bom. O primeiro copo revelou madeira, mas curiosamente esse sabor foi desaparecendo, sinal do equilíbrio que o vinho demonstra. Aroma com fruta tropical, madurinha, e uma acidez final muito apetitosa, quase salina.

Relação preço-qualidade: não sei quanto custa o vinho, que estava à venda no Reserva 1386 por €30. Custará metade, provavelmente, o que é um preço excelente para quem tiver o privilégio de o encontrar à venda (mas trata-se de uma dedução da minha parte, porque, lá está, falta informação).  

Ano da produção: 2022
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova:
Preço de compra: oferta particular
Dificuldade de aquisição: que eu saiba, apenas no restaurante Reserva 1386, Barbeita, Monção
Produtor: TerraVallis lda.
Localidade: Barbeita, Monção
Enólogo: Antonina Barbosa
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Total: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "..."
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 9º/10º
Acompanhou: talharim salteado com camarões (japonês)
(522)


terça-feira, 16 de junho de 2026

Herdade da Comporta Private Selection (2022): 7/10

Apesar de existirem albariños em Castela e Leão (frequentemente sob designações Vino de la Tierra, como o Mar de Frades Atlântico, bastante conhecido, até pela garrafa azul) e alguns projetos na Catalunha, é certo dizer que, mais do que em Portugal, do outro lado da fronteira, falar em Albariños, é falar das Rias Baixas (ou, com alguma generosidade, da Galiza em geral).

Em Portugal a casta expandiu-se muito rapidamente e, pegando apenas no exemplo do Alentejo, já estão registados nesta página 15 vinhos diferentes, com mais 5 em lista de espera (incluindo um, Scala Coeli, a custar quase €50!).

Noutras regiões, como a Península de Setúbal, ainda são raros. O Herdade da Comporta 2022, com origem em Álcácer do Sal, é o terceiro a ser registado.

É um vinho bastante agradável, de perfil tropical, com boa acidez (o seu ponto forte, a descair para o salino), em que a casta foi bem tratada.

Relação qualidade-preço: €17 pode ser justificável para a enologia, mas caro quando comparado com os benchmarks de Monção e Melgaço. Sobretudo porque o 2023 está a ser vendido pelo produtor a €12, um preço muito mais razoável. Cada um que tire as suas conclusões.

 

Ano da produção: 2022
Data de compra: dez 25
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €16,95
Dificuldade de aquisição: fácil
Data de consumo: junho 2026
Produtor: Herdade da Comporta
Localidade: Alcácer do Sal (Península de Setúbal)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação em cubas de inox com temperaturas entre os 14º e 15 º C. Estágio em borra fina durante 6 meses."
Informação sobre o local das uvas: Alcácer do Sal
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: risotto de gambas
(518)


sexta-feira, 12 de junho de 2026

Repartido Dois Pontos (2022): 10/10

Em junho de 24 provei pela primeira vez este Repartido Dois Pontos, relativo a 2022, e atribuí pela primeira vez 10 pontos a um vinho tranquilo (estou a excluir, e não é justo, o Rascunho Colheita Tardia 2016, o primeiro a receber essa nota).

Dois anos depois fui provar a segunda garrafa e só não posso dizer que ainda estava melhor porque os 10 pontos já estavam entregues.💪

Repartido, a marca criada por David Gomes e António Mendes, continua a ser o segredo mais bem guardado do Alvarinho (embore usem uvas da subregião, Monção e Melgaço, dois pontos, dispensam a burocracia da Comissão dos Vinhos Verdes e usam IVV).

No primeiro vinho que elaboraram, juntamente com Abel Codesso, já fizeram a diferença, através do método Solera; já este acentua ainda mais um vinho tão distinto quanto complexo, um Alvarinho realmente diferente dos outros. Um exemplo: a madeira está presente, mas de forma elegante, só a dar estrutura ao vinho. [uma confissão: estou a escrever e a beber o resto do último copo👏🙏]

Para nossa sorte, custa menos de €30!

Ano da produção: 2022
Data de compra: junho 2024
Preço de compra: €20 no produtor
Local de compra:
Data de consumo: junho 26
Dificuldade de aquisição: medianamente fácil (está nas principais garrafeiras online)
Produtor: Vírgula Volátil
Localidade: IVV mas uvas de Monção e Melgaço (daí os dois pontos)
Enologia: Abel Codesso
Acidez Total: 5,84 g/l
Açucares Totais:
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Após a receção das uvas, estas foram prensadas diretamente e o mosto foi decantado naturalmente durante 24 horas em cuba de inox. De seguida, fermentou numa mistura de barricas de carvalho francês de 228L e 500L, sem qualquer tipo de controlo de temperatura e sem adição de leveduras, fermentando espontaneamente. O vinho estagiou durante 12 meses, sem batonnage nas mesmas barricas, com borras finas"
Pontuação: 10/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: caldeirada de petinga
Pode acompanhar por exemplo: 
(439)

Repartido Dois Pontos 2022 (bebido em 2024)

terça-feira, 21 de abril de 2026

Herdade da Lisboa (2022): 7/10

Este Herdade da Lisboa é produzido na Vidigueira e, pelas informações da vinificação, percebe-se que há muito trabalho de adega e enologia. Talvez o objetivo seja fazer um Alvarinho diferente dos da Subregião e mesmo da zona dos Vinhos Verdes.

Nesse sentido, o resultado foi alcançado. A fruta (cítrica) fica-se pelo nariz, na boca é um vinho que conjuga mineralidade com madeira, terminando com uma frescura muito viva e uma acidez de média duração.

Um vinho para abrir com antecedência e acompanhar comidas de tacho (sendo que surpreendeu na ligação com doces). Ganha em ser servido entre os 10º e os 12º.

Relação preço-qualidade: talvez €5 mais barato fosse perfeito, mas percebe-se o trabalho de adega.

Ano da produção: 2022
Data de compra/prova: janeiro 26
Local de compra/prova: Garrafeira Uncork Wines
Preço de compra: €22,86
Dificuldade de aquisição: médio (em garrafeiras e no site da empresa)
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Família Cardoso / Herdade da Lisboa
Localidade: Vidigueira, Alentejo
Enólogo: Ricardo Xarepe Silva | António Selas
Acidez Total (g/L): 5,5
Açúcar Residual (g/L): 0,6
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "M a c e r a ç ã o  p e l i c u l a r  d u r a n t e  q u a t r o  h o r a s , s e g u i d a  d e            p r e n s a g e m  a  v á c u o  e  d e c a n t a ç ã o  a  f r i o  d o  m o s t o  d u r a n t e  4 8 h .  F e r m e n t a ç ã o  e m  b a r r i c a s  d e  c a r v a l h o   f r a n c ê s  d e  5 0 0 L             d u r a n t e  2 0  d i a s . A p ó s  a  f e r m e n t a ç ã o  a l c o ó l i c a ,  e s t a g i o u       s e i s  m e s e s  s o b r e  a  b o r r a  f i n a  ( s u r l i e s )  c o m  b â t o n n a g e s           p e r i ó d i c a s "

Informação sobre o local das uvas: Vidigueira
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: polvo no forno
(512)


 

domingo, 12 de abril de 2026

Quinta dos Castelares (2022): 4/10

Como os leitores mais regulares deste espaço sabem, a nota que atribuo aos vinhos tem sempre em conta (umas vezes mais, outras menos) o custo.  Sei perfeitamente que a crítica especializada apenas avalia o que está dentro da garrafa, mas eu, como consumidor - e com a ambição de criar um guia para os consumidores - quero saber do preço do vinho.

A questão é relevante quando, como acontece com este vinho, o preço não corresponde à qualidade. Ainda por cima estamos a falar de quase €23, que permitem comprar excelentes Alvarinhos de Monção e Melgaço.

A garrafa explica que só foram engarrafadas 2000 unidades deste Alvarinho biológico, com origem em Freixo de Espada à Cinta (Douro) e não está, nem pode estar, em causa o direiro do produtor estabelecer o preço que acha justo. Da mesma forma que o cliente pode dizer se vale ou não vale esse dinheiro.

No caso, não vale. Trata-se de um Alvarinho quase sem Alvarinho (em prova cega não seria fácil identificar a casta, sobretudo na boca). Tanto que, inicialmente, quem estava à mesa pensou que não estaria bom. Por isso reservei imediatamente meia garrafa para beber no dia seguinte e aí mostrou-se ligeiramente melhor.

Em resumo: viva o direito à experiência (é provavelmente o Alvarinho mais interior que se produz em Portugal), mas não mais do que isso.  

Ano da produção: 2022
Data de compra/prova: janeiro 26
Local de compra/prova: Garrafeira Uncork Wines
Preço de compra: €22,86
Dificuldade de aquisição: difícil (em poucas garrafeiras)
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Quinta dos Castelares (não consta do site)
Localidade: Freixo de Espada à Cinta (Douro)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais:
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º/12º
Acompanhou: pataniscas de bacalhau com arroz de tomate
(510)


terça-feira, 10 de março de 2026

Regueiro Reserva (2022): 8/10

Regueiro Reserva é um dos meus Alvarinho de referência (um dos melhores, se não o melhor, na relação preço-qualidade). E, por isso, um dos que mais compro e recomendo.

Recordo que atribuí 10 pontos (máximo) ao 2019, bebido em 2025.

No caso deste 2022 nada a dizer a não ser que, tenho a certeza, daqui a dois anos estará melhor e daqui a quatro poderia receber novamente um 10.

Ou seja, a nota (que reflete um vinho excelente) não encerra qualquer crítica  menos boa, apenasa  certeza de que sáo atingirá a plenitude lá para 2030. Tenho duas garrafas deste 22 guardadas...

Ano da produção: 2022
Data de compra: 2024
Preço de compra: ?
Local de compra: Coca, Monção
Data de consumo: marçoi 2026
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Jorge Sousa Braga
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas:
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? 
Acompanhou: massa de salmão
Pode acompanhar por exemplo:
(55)


segunda-feira, 2 de março de 2026

Cêpa Vélha (2022): 7/10

A empresa 'Vinhos de Monção Lda', produtora do Cêpa Vélha, foi, como os próprios fazem questão de dizer na garrafa, "a primeira firma [desde 1938] a comercializar o vinho verde da casta Alvarinho". 

Quase a fazer 90 anos, a empresa tem alguns elementos que a distinguem: pouco ou nada se sabe sobre os proprietários e quem é o enólogo, sobre a vinificação e sobre a localização das uvas. Numa altura em que a informação é fundamental, Cêpa Velha está ainda n(a primeira metade d)o século XX: não tem site, não tem redes sociais; não está em feiras, mas encontra-se no mítico Coca (agora também em Melgaço) e em algumas garrafeiras online. Preço imbatível.

[Há uns anos estive na adega, um armazém que se situa na zona industrial de Lagoa, mas não tive a sorte de encontrar alguém responsável]

Cêpa Velha é um vinho feito como se fosse em 1938, dizem os responsáveis. 

E eu acredito, parcialmente. Pouco ou nada de intervenção enológica, resulta num vinho simples (curto na boca), frutado, com alguma acidez. Bebi o 2022 em 2026 e segurou-se bem. Não ganhou nem perdeu com o tempo. Tenho é dúvidas de que um vinho de 1938 pudesse ser bebido em 1942 sem perdas.

Relação preço-qualidade: dificilmente €6,29 não seria um bom/excelente preço.

Ano da produção: 2022
Data de compra: agosto 2025
Local de compra: Coca, em Monção
Preço de compra: €6,29
Dificuldade de aquisição: apenas em Moção e em garrafeiras online
Data de consumo: mar
CEpaço 2026
Produtor: Vinhos de Monção Lda
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: cabrito no forno
Pode acompanhar: 
(124)

Cepa Velha 2017 

Cepa Velha 2018

Cepa Velha 2019

 



terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Quinta da Porteleira (2022): 7/10

Quinta da Porteleira, em Monção, é uma das grandes propriedades de produção de Alvarinho (diversas parcelas em Badim). Pelos vistos nunca foi marca própria, mas sempre deu vinho (esteve ao cuidado do Solar de Serrade, mais recentemente a cargo Luis Vilaça/Alvaminho; a gerência fez entretanto uma acordo com Anselmo Mendes, que assume a partir de agora a enologia - esta informação foi corrigida e atualziada).

Pelo menos desde 2020 que para a Porteleira está previsto um hotel, que foi recentemente inaugurado: o primeiro cinco estrelas do Alto Minho, que se chama Vinea Collection Hotel e, sendo temático, está dedicado ao Alvarinho.

O hotel ainda não está a 100 por cento, mas o restaurante já funciona (muito boa cozinha, pareceu-me) e o primeiro vinho Quinta da Porteleira já é servido e vendido. O rótulo ainda é provisório e falta o contrarrótulo - qual o teor alcoólico, por exemplo?

Sobre o vinho: trata-se da colheita relativa a 2022, engarrafado após um ano em inox, com battonage. A falta de informação sobre o vinho (no site e no restaurante) é algo que será certamente corrigida em breve. 

Sendo um vinho que resulta leve e equilibrado, já com a fruta amadurecida (manga, por exemplo), bebe-se com prazer. Mas a maior surpresa estava no preço. €10 na loja (€15 no restaurante) parece-me um valor muito atrativo, tendo em conta que estamos num hotel de 5 estrelas, O vinho foi-se revelando ao longo da refeição: veio muito frio, retirou-se o frappé e foi ficando claramente melhor.

Ano da produção: 2022
Data de compra: 
Local de compra: Vinea Colection Hotel, Monção
Preço de compra: €10,00 em loja e €15 no restaurante (oferta)
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: Vinea Colection Hotel
Localidade: Monção
Enólogo: Jose Rodrigues
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): ?
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação em cuba de inox com battonage "
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º/11º
Acompanhou: polvo [lamento, mas não consigo descrever o prato, que estava excelente]
(503)


quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Regueiro Espumante Bruto (2022): 8/10

Para os leitores mais recentes deste espaço, gostava de partilhar que, aqui, o preço é, ao contrário do que acontece noutros espaços de opinião sobre vinhos, muito importante. Avalio sempre em função do qualidade, mas também do preço.

E se vos falo do Regueiro Bruto quase seis anos depois de o ter feito pela primeira e única vez é porque este espumante tem um preço incrível.

Eu sei que online aparece quase sempre à volta dos €15, mas também é possível encontrá-lo a €11,5 e, incrivelmente, a €9,50!!!!!!.

Habitualmente, compro-o no supermarcado Coca, em Monção, e custa €9,99 (desconheço o preço na loja do produtor, até porque este não vende online).

Não tenho dúvidas em afirmar que se trata do melhor espumante de alvarinho, na relação preço (falo dos €9,99...) - qualidade, e para isso também contribui a nítida evolução que tenho sentido desde a tal primeira vez que o bebi. É o espumante que mais sai lá em casa... 


Ano da produção: 2022
Data de compra: julho 25
Preço de compra:€9,99 
Local de compra: Coca, Monção
Data de consumo: outubro 2025
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Paulo Cerdeira Rodrigues e Jorge Sousa Pinto
Acidez: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1 (5...)
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo: muito completo, já o experiementei com todo o tipo de peixes e mariscos e mesmo com algumas aves
(235)

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Ipiranga (2022): 9/10

Excluindo os vinhos envelhecidos, este é o melhor alvarinho que bebi em 2025.

Não tenho dúvidas em afirmar que é um vinho extraordinário, no aroma (arrebatador), na boca (com um toque sublime de madeira e frutos secos, entre outros) e uma acidez tão equilibrada quando (in)tensa.

Tinha tudo para ser um nota 10.

Infelizmente, do meu ponto de vista, falha em algo imperdoável: a informação. No rótulo há informação a que só se acede com uma lupa (literalmente, a imagem abaixo mostra-o). Com o zoom do telemóvel percebi que foi engarrafado em Melgaço. Mas as uvas são de onde? Porque não é dada essa informação? 

Também não entendo que, sendo um vinho da subregião Monção e Melgaço, isso seja propositadamente ignorado.

Por teimosia, fui procurar o site, mas, em vez de ser simples e intuitivo, é complexo e não consegui aceder à ficha técnica, que imagino que exista.

Alguém que gasta €35 num vinho quer, com muita probabilidade, informação sobre o que está a beber. Eu quero. Isso é respeitar o consumidor.

Relação qualidade-preço: já bebi alvarinhos de €40 euros claramente inferiores a este.

Ano da produção: 2022
Data de compra: seetembro 25
Preço de compra: €35,55 (promoção: €28,95)
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Data de consumo: setembro 25
Produtor: António Braga Wines
Localidade: Uvas de Monção e engarrafado em Melgaço?
Enologia: António Braga
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentado em barricas de 500 Litros e com estágio em borras totais"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar, por exemplo:
(490)




quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Terras de Conclave Reserva Bruto Natural (2022): 4/10

O pior deste 'trabalho' é quando surgem vinhos maus ou, vá lá, fracos. Não apenas porque tive de pagar por um vinho de que não gostei, mas também porque não é agradável deixar a critica publicamente.

Quando isso acontece, a generalidade da crítica especializada opta por não escrever, por 'respeito' aos produtores; eu escrevo, por respeito aos leitores.

Terras de Conclave Reserva Bruto Natural é um espumante demasiado ácido, com pouco aroma e sem frescura na boca. Há uma certa doçura na boca, que parece artificial.

Sendo 'produzido e engarrafado' pelo proprietário e enólogo do projeto Rebouça, que sabe fazer bons espumantes, resta a qualidade das uvas.

Relação qualidade-preço: se pensarmos que o excelente Regueiro Espumante Bruto custa cerca de €12, vemos como estes €15 [€18 online] são demasiado.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 25
Preço de compra: €14,79
Local de compra/prova: Coca, Monção
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Terras de Conclave (não consta do site)
Localidade: Monção
Enologia: Luís Euclides Rodrigues
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "a segunda fermentação ocorre em garrafa, seguida de um longo estágio mínimo de 24 meses antes do dégorgement"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): panados (carnes brancas) com arroz malandro
Pode acompanhar, por exemplo:
(489)


quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Valados de Melgaço Natura (2022): 8/10

Artur Meleiro começou a produzir este Natura em 2016, quando ainda era raro falar-se em vinificação natural e, como este se apresenta, para clientes vegan. O 2022, que provei, foi o último lançamento e ainda gostei mais do que o 2017, cinco euros mais caro.

O que o comprador pode esperar é um vinho com excelente aroma e uma acidez bem longa.

Relação preço-qualidade: aceitável (edição limitada)

Ano da produção: 2022
Data de compra: julho 25
Preço de compra: €18
Local de compra/prova: Feira de Monção 2025
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Valados de Melgaço
Localidade: Peso, Melgaço
Enologia: ?
Acidez Total : 7.0
Açúcares residuais: menor do que 1,5 gr/l
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Utilizamos técnicas de vinificação tradicionais–fermentação sem adição de sulfitos e não adição de proteínas de origem animal –adequado para veganos. Fermentação: Em cuba de aço inoxidável, com temperatura controlada de 17ºC, até desdobramento completo dos açúcares. Estágio: Em cuba de aço inoxidável, com batonnage durante 2 meses, permanecendo depois mais 8 meses, em estágio sobre borras finas, em contacto com madeira, até à sua preparação para engarrafamento. Adicionalmente, 3 meses de estágio em garrafa."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): petingas fritas com arroz de feijão 
Pode acompanhar, por exemplo:
(191)

Valados de Melgaço Natura 2017


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Casa de Compostela Estagiado em Barrica (2022): 6/10

A Casa de Compostela, em Famalicão, destacou-se recentemente na atenção dos apreciadores de alvarinho porque foi aqui que António Luis Cerdeira e o filho Manuel alugaram vinhas (20 anos) e adega para fazerem os seus primeiros vinhos.

Mas a Casa de Compostela tem o seu próprio percurso (e já aqui tinha sido provado o seu colheita) e sinal disso é este vinho (2872 garrafas) que assinala 50 anos de fundação da atividade da Casa Agrícola de Compostela (1974-2024)

Trata-se de um vinho com estágio em madeira, algo relativamente comum na subregião, mas ainda raro no resto da região dos Vinhos Verdes.

Sobre este vinho o que se pode dizer é que espanta pelo aroma e pela forma como entra na boca, mas depois não confirma as boas indicações. Dá a ideia de que a madeira se sobrepôs às características da casta, sendo isso sentido, sobretudo, no final, que é curto.

Relação preço-qualidade: para um alvarinho com 9 meses de estágio os €16 percebem-se; na relação preço-qualidade fica um pouco a dever...

Ano da produção: 2022
Data de compra: fevereiro 25
Preço de compra: €16
Local de compra/prova: Douvicoisas, Vila do Conde
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Casa de Compostela
Localidade: Famalicão (DOCVV)
Enologia: ?
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "estágio em barrica de carvalho francês durante nove meses"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): Pargo no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
(488)



quarta-feira, 4 de junho de 2025

Soalheiro O Cubo (2022): 8/10

Uma curiosidade, para começar: se o leitor procurar informação sobre etse vinho não vai encontrar... a não ser no site do Soalheiro. Esta será, portanto, a primeira crítica online a um vinho de 2022, resultado daquilo a que Luis Cerdeira chamou a Cave da Inovação e que não teve distribuição/venda ao público. Acabei por o conseguir, solicitando uma garrafa ao produtor (não tenho, também por isso, informação sore o preço).

Outra nota: à semelhança de outras novidades que o Soalheiro lançou em ou até 2023, não houve, até agora, edição posterior.

Sobre o vinho: diz-se que está tudo inventado no vinho e no alvarinho, mas Cerdeira voltou realmente a inovar, com este vinho fermentado numa cuba de vidro (o Cubo): trata-se de um vinho muito salino, tão salino que as papilas gustativas ficam aos saltos! Chega a parecer picante, mas é só perceção. Boa acidez.

O aroma revela-se complexo, quer com fruta tropical madura quer com maçã verde (mais vegetal).

Relação preço-qualidade: como escrevi antes, não sei o preço ao certo, mas deduzo que andará pelos €20 já que o preço deste pack é €45.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 25
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra/prova: 
Data de consumo: junho 25
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enologia: António Luís Cerdeira
Acidez Total (g/dm): 6,5
Açúcar residual (g/L): seco
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "utilizamos uma seleção de uvas de Alvarinho provenientes do vale de Monção e Melgaço, uvas de perfil semelhantes ao nosso Soalheiro Alvarinho Clássico, mas que fermentam e estagiam num recipiente de vidro." 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Bacalhau no forno
Pode acompanhar por exemplo: fiquei com vontade de experimentar com queijos
(478)



segunda-feira, 14 de abril de 2025

Encostas de Melgaço Espumante Bruto Reserva (2022): 7/10

Da Quinta da Pigarra saem alguns dos melhores vinhos de Melgaço. Dos quatro que nesta altura produzem, faltava provar o Espumante Reserva, lançado na última Feira do Espumante (novembro de 2024).

Antes ainda de ir ao vinho, uma observação: há muitos produtores que se limitam a comunicar via Instagram, mas, para quem já produz milhares de garrafas e tem uma aposta tão clara na qualidade, isso não pode dispensar uma página. Se quisermos saber alguma coisa da Quinta da Pigarra temos de ir ao Instagram, porque o site não existe. E se quisermos ler algum elemento da ficha técnica?

Vamos a um exemplo concreto: paguei €20 pela garrafa na Feira e agora queria saber quanto custa ao público. Não encontrei uma única referência. Salvo melhor opinião, parece-me coisa de amador.

Sobre o vinho: pelo que já disse antes, as expetativas eram altas (vários dos seus vinho receberam um 9/10), mas desta feita não saíram completamente confirmadas. Esperava que fosse excelente e não chega a esse patamar.É na boca que se sente alguma falta de complexidade, de resto quer no aroma quer na bolha quer na acidez final tudo bom.

Relação preço-qualidade: como disse, não sei quanto custa; sei que na Feira custou €20 euros, mas se tivermos em conta que o Espumante Bruto custa agora €18 euros, é difícil imaginar que o Reserva fique a muito menos de €25. Não o encontrei à venda online.
Ano da produção: 2022
Data de compra: nov 24
Preço de compra: €20,00
Local de compra/prova: Feira do Espumante, Melgaço
Data de consumo: abril 25
Produtor: Quinta da Pigarra
Localidade: Melgaço
Enologia: ?
Acidez Total (g/L): 
Açúcar residual (g/L): 
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: filetes polvo com arroz do mesmo
Pode acompanhar por exemplo:
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domingo, 9 de fevereiro de 2025

Graça da Pedra (2022): 8/10

Já aqui tinha dado conta do lançamento do primeiro alvarinho depois da compra da Quinta da Pedra, em Monção, pelo grupo Fladgate, o Graça da Pedra.

Tive oportunidade de o provar agora, com grande satisfação.

É um mais um colheita de qualidade, que respeita bem a essência da (sub)Região: aroma marcante, fruta (cítrica) e aquela acidez tradicional e longa, a um bom preço (pelo menos aquele que eu paguei... Isto porque é possível encontrar este vinho num intervalo de preços entre os €14 e os €12

Ano da produção: 2022
Data de compra: dezembro 24
Preço de compra: €11,45 (promoção; preço tabelado €14,45]
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: fevereiro 25
Produtor: Fladgate Wines
Localidade: Quinta da Pedra/Monção
Enologia: José Maria Machado/Márcia Gonçalves?
Acidez Total (g/l): 5,5 gr/lt (expressa Ac. Tartarico)
Açúcar residual (g/l): <1,5 gr/lt
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Maceração pré-fermentativa levemente refrigerada. Pressão suave. Fermentação em aço inoxidável com temperatura controlada. Após 6 a 9 meses, o vinho é clarificado, filtrado e engarrafado para ser lançado no mercado.".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º [o produtor aconselha servir a uma temperatura de 6 a 8 Cº, o que me parece muito exagerado, sobretudo no Inverno].
Acompanhou: Arroz de lavagante
Pode acompanhar por exemplo:
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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Adega do Mato Colheita Selecionada (2022): 3/10

A explicação para a pontuação tão baixa é simples: este é um vinho doce!

Tão doce que em certos momentos deixa de ser agradável bebê-lo.

Com uvas produzidas em Ribeira de Pena (concelho conhecido pelos bons vinhos azal ou arinto), mesmo no limite da zona dos vinhos verdes, é imposível que elas deem origem a um vinho tão doce. 

É o primeiro alvarinho que bebo com origem neste concelho.

Relação preço-qualidade: ninguém dirá que €7,5 é caro, mas todos sabemos que há vinhos (muito) melhores a 5 ou 6 euros.

Ano da produção: 2022
Data de compra: maio24
Preço de compra: €7,5
Local de compra: Wine & Blues Festival Viana do Castelo
Data de consumo: janeiro 25
Produtor: Vítor Magalhães
Localidade: Ribeira de Pena
Enologia: Winelords
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "...".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 3/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: filetes de pescada
Pode acompanhar por exemplo:
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sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Quinta da Pegadinha Escolha (2022): 6/10

Primeiro destaque: pela primeira vez encontrei um rótulo que nos dá verdadeiramente informação em vez do rol de adjetivos, muitos deles apenas tretas, que são habituais em quase todos os vinhos.
Caro leitor, veja como Miguel Lemos, viticultor e proprietário da Quinta, resolveu o problema:
Tem a minha admiração, mesmo não havendo site a suportar o produto!

Sobre o vinho: estamos perante um aroma menos frutado (quando muito cítrico) e mais vegetal.
Em boca não se revela muito personalizado, mas claramente distingue-se pela acidez final, bem marcante.

Relação preço-qualidade: caro. Custou €14,45 e percebo que a produção seja pequena (996 garrafas, segundo o produtor), mas não está ao nível de muitos alvarinhos da (sub)Região de Monção e Melgaço. No final, o cliente, quando vai comprar, tem uma enorme capacidade de escolha; duvido que escolha este, se puder comprar um vinho (vamos dizer igual, para não dizer melhor) a €10 euros (veja-se este exemplo recente)
Ano da produção: 2022
Data de compra: dezembro de 24
Preço de compra: €14,45
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: dezembro de 24
Produtor: Quinta da Pegadinha
Localidade: Barcelos (VV DOC)
Enologia: Miguel Lemos
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "fermentação em inox, estágio em borras finas".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: robalos na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
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quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Borges Estagiado em Barrica (2022): 6/10 [ATUAL.]

Como os leitores saberão, valorizo diversos elementos, além do apreciação intrínseca do vinho.

É o caso deste Borges.

Comecemos pelo preço.

A Sociedade dos Vinhos Borges recomenda um preço de venda ao público de €17,90, que é o preço na loja do distribuidor oficial, mas comprado na loja física custou €20,80. Não percebi.
ATUALIZAÇÂO a 10/1/25: a empresa contactou-me, de uma forma muito correta, e explicou-me que houve uma falha, no momento da compra e emissão da fatura, explicação que eu aceitei.
A origem das uvas: a garrafa não nos dá qualquer informação sobre a origem das uvas, apenas pela leitura da imprensa se fica a saber que vêm da Quinta do Ôro (Felgueiras). Quem compra um alvarinho de quase €20 euros, fora da região Monção e Melgaço, 'exige' mais informação.

Finalmente o vinho: o aroma tropical é intenso, mas depois 'morre' um pouco na boca, onde lhe falta intensidade. Percebe-se a madeira, que está equilibrada, mas também falta que a acidez seja um pouco mais prolongada.

Relação preço-qualidade: se o extraordinário Regueiro Barricas custa mais ou menos o mesmo, concluo que este vinho é caro.

Ano da produção: 2022
Data de compra: fevereiro 24
Preço de compra: €20,80
Local de compra: JMV (Rio Tinto)
Data de consumo: dezembro de 24
Produtor: Vinhos Borges
Localidade: Uvas de Felgueiras?
Enologia: ?
Acidez Total (g/l):  7 g ac.tart (2023)
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "o mosto proveniente das uvas prensadas é arrefecido para 8-12 ºc de forma a decantar. Após decantação o mosto limpo é separado das borras e inicia-se a fermentação com controlo de temperatura (15-17 ºC). No final da fermentação o vinho estagia sobre as borras finas em barricas de carvalho francês durante 5 meses".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: bacalhau assado na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(459)

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Pássaros Reserva de Família (2022): 7/10

 Há várias coisas a dizer sobre este vinho:

1) É produzido por Anselmo Mendes, mas não consta do seu site (ao contrário do Pássaros Alvarinho e Loureiro ou do Pássaros Loureiro); 

2) Segundo percebi é vendido em exclusivo, pelo menos em Portugal, pelo Pingo Doce, o mesmo acontecendo com o Pássaros Alvarinho. A ser assim, são quatro os Alvarinhos que Mendes produz para o Pingo Doce (o Alvarinho Pingo Doce, o Espumante e estes dois Pássaros), o que faz desta cadeia de distribuição certamente o seu principal cliente em Portugal e a que tem mais Alvarinhos em exclusivo (há ainda um excelente Reserva, com origem na Adega de Monção, o que dá cinco). Este vinho não consta do site do Pingo Doce.

3) Não consegui perceber quanto custa realmente, mas sei quanto paguei: €9,9 (beneficiando, pelos vistos, de um descontos de 50%). €20 euros é um preço absurdo para este vinho, mas €10 é bastante razoável;

4) Não encontrei qualquer informação sobre a vinificação (quanto tempo em barrica, por exemplo), o que me leva a dizer que um produtor como Anselmo Mendes tem de ter um comportamento a este nivel compatível com o seu prestígio (parece um vinho clandestino, do qual nada temos direito a saber).

5) Agora o vinho: foi aberto uma hora antes, mas mostrou-se fechado, com as notas cítricas muito presas (lima, um pouco de toranja) e a acidez curta; o segundo copo, 16 horas depois, já revelou mais abertura e mais madeira. Mas quem é que abre um vinho com 16 horas de antecedência? Considerei o segundo copo também para a nota.

Ano da produção: 2022
Data de compra: março 2024
Preço de compra: €9,99 (€19,99 antes do desconto)
Local de compra: Pingo Doce
Data de consumo: outubro de 24
Produtor: Anselmo Mendes (não consta do site)
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: lasanha
Pode acompanhar por exemplo:
(452)





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Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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