Mostrar mensagens com a etiqueta mais de 20 euros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mais de 20 euros. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Rascunho 9ª edição (2023): 9/10

Começo com um esclarecimento: ao contrário do que acontece com a generalidade das marcas, e faz sentido em termos de marketing, Rascunho não é o nome de um vinho, mas de vários. Pelo menos de dois: há um Rascunho que é um vinho tranquilo (garrafa normal) e há um Rascunho, colheita tardia, em garrafa pequena (o primeiro vinho a que atribuí 10 pontos). A Quinta de Santiago acha que 'resolve' a confusão que existe (em alguns sites online) numerando as edições (desde a primeira, em 2015). Mas quem pede, por exemplo, um Rascunho 8ª edição?

Este Alvarinho é, si próprio, uma novidade: trata-se de uma edição lançada em 2025, sem ano, mas com engarrafamento em 2023. Mais importante: resulta da mistura de cinco colheitas — 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022, em que, anualmente, era retirada uma parte do vinho para reposição com a nova colheita do ano seguinte (o método solera, que - não é coincidência - é o outro vinho que aqui recebeu 10 pontos). 

A solera parece potenciar um lado salino do Alvarinho, que o torna salivante, sem descaracterizar a casta. Pelo contrário. É beber e chorar por mais 😂.

(A Quinta de Santiago diz que não houve adição de dióxido de enxofre durante a vindima e a vinificação, resultado de uma microvinificação experimental).

Relação preço-qualidade: €27,40 é um preço muito razoável para este vinho (3300 garrafas)


Ano da produção: 2023 (ano de engarrafamento)
Data de compra: setembro 26
Preço de compra: €27,40
Local de compra: Garrafeira Pepe
Data de consumo: setembro26
Produtor: Quinta de Santiago
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez: ?
Açúcar : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Vinho de mínima intervenção. Sem adição de SO₂ à entrada da adega. Prensagem manual, seguida de fermentação alcoólica livre, espontânea e natural e de fermentação malolática em cuba. O vinho estagia posteriormente sem correção de SO₂. Estágio: Mistura de cinco colheitas — 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022. Anualmente, era retirada uma parte do vinho para reposição com a nova colheita do ano seguinte. O estágio decorre sobre as borras totais, com bâtonnage para a sua suspensão e para contribuir para a proteção do vinho."
Informação sobre o local das uvas: Monção
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(167)


Rascunho 2015

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Quinta do Rol Barrica (2020): 6/10

A madeira, no Alvarinho, é como aqueles amigos que convidamos para a nossa festa de aniversário ou de casamento e se tornam eles próprios protagonistas, abafando tudo e todos.

É evidente que, tal como na metáfora, há amigos que sabem o que beber e o que dizer (👼) mas a madeira tem realmente essa capacidade de - se não for bem 'educada' - se sobrepor.

Educar a madeira é essencialmente trabalho de enólogo e no caso deste Quinta do Rol Barrica 2020 alguma coisa correu menos bem.

Essencialmente temos madeira (eu até gosto do sabor a carvalho no vinho branco), mas temos pouco Alvarinho. A madeira não foi bem educada/trabalhada e tornou-se no protagonista principal da festa.

Relação qualidade-preço: o preço deste Alvarinho está na média dos vinhos com mais de um ano de estágio em madeira, a qualidade final é que está um pouco abaixo. Quanto a terem sido produzidas apenas 810 garrafas, esse é um ónus do produtor e não do cliente.

Ano da produção: 2020
Data de compra: maio 2026
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €24,35
Dificuldade de aquisição: fácil
Data de consumo: maio 2026
Produtor: Quinta do Rol [não consta do site]
Localidade: Lourinhã, Lisboa
Enólogo: Nuno Silva
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Terminou a fermentação alcoólica em barrica usada de carvalho francês, onde estagiou com as borras finas durante 16 meses. Foram realizadas battonages periódicas. Reposou com as borras finas até ao seu engarrafamento em  junho de 2022. Foram produzidas apenas 810 garrafas"
Informação sobre o local das uvas: Lourinhã
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: superior a 13º
Acompanhou: Arroz de marisco
(516)



terça-feira, 21 de abril de 2026

Herdade da Lisboa (2022): 7/10

Este Herdade da Lisboa é produzido na Vidigueira e, pelas informações da vinificação, percebe-se que há muito trabalho de adega e enologia. Talvez o objetivo seja fazer um Alvarinho diferente dos da Subregião e mesmo da zona dos Vinhos Verdes.

Nesse sentido, o resultado foi alcançado. A fruta (cítrica) fica-se pelo nariz, na boca é um vinho que conjuga mineralidade com madeira, terminando com uma frescura muito viva e uma acidez de média duração.

Um vinho para abrir com antecedência e acompanhar comidas de tacho (sendo que surpreendeu na ligação com doces). Ganha em ser servido entre os 10º e os 12º.

Relação preço-qualidade: talvez €5 mais barato fosse perfeito, mas percebe-se o trabalho de adega.

Ano da produção: 2022
Data de compra/prova: janeiro 26
Local de compra/prova: Garrafeira Uncork Wines
Preço de compra: €22,86
Dificuldade de aquisição: médio (em garrafeiras e no site da empresa)
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Família Cardoso / Herdade da Lisboa
Localidade: Vidigueira, Alentejo
Enólogo: Ricardo Xarepe Silva | António Selas
Acidez Total (g/L): 5,5
Açúcar Residual (g/L): 0,6
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "M a c e r a ç ã o  p e l i c u l a r  d u r a n t e  q u a t r o  h o r a s , s e g u i d a  d e            p r e n s a g e m  a  v á c u o  e  d e c a n t a ç ã o  a  f r i o  d o  m o s t o  d u r a n t e  4 8 h .  F e r m e n t a ç ã o  e m  b a r r i c a s  d e  c a r v a l h o   f r a n c ê s  d e  5 0 0 L             d u r a n t e  2 0  d i a s . A p ó s  a  f e r m e n t a ç ã o  a l c o ó l i c a ,  e s t a g i o u       s e i s  m e s e s  s o b r e  a  b o r r a  f i n a  ( s u r l i e s )  c o m  b â t o n n a g e s           p e r i ó d i c a s "

Informação sobre o local das uvas: Vidigueira
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: polvo no forno
(512)


 

domingo, 12 de abril de 2026

Quinta dos Castelares (2022): 4/10

Como os leitores mais regulares deste espaço sabem, a nota que atribuo aos vinhos tem sempre em conta (umas vezes mais, outras menos) o custo.  Sei perfeitamente que a crítica especializada apenas avalia o que está dentro da garrafa, mas eu, como consumidor - e com a ambição de criar um guia para os consumidores - quero saber do preço do vinho.

A questão é relevante quando, como acontece com este vinho, o preço não corresponde à qualidade. Ainda por cima estamos a falar de quase €23, que permitem comprar excelentes Alvarinhos de Monção e Melgaço.

A garrafa explica que só foram engarrafadas 2000 unidades deste Alvarinho biológico, com origem em Freixo de Espada à Cinta (Douro) e não está, nem pode estar, em causa o direiro do produtor estabelecer o preço que acha justo. Da mesma forma que o cliente pode dizer se vale ou não vale esse dinheiro.

No caso, não vale. Trata-se de um Alvarinho quase sem Alvarinho (em prova cega não seria fácil identificar a casta, sobretudo na boca). Tanto que, inicialmente, quem estava à mesa pensou que não estaria bom. Por isso reservei imediatamente meia garrafa para beber no dia seguinte e aí mostrou-se ligeiramente melhor.

Em resumo: viva o direito à experiência (é provavelmente o Alvarinho mais interior que se produz em Portugal), mas não mais do que isso.  

Ano da produção: 2022
Data de compra/prova: janeiro 26
Local de compra/prova: Garrafeira Uncork Wines
Preço de compra: €22,86
Dificuldade de aquisição: difícil (em poucas garrafeiras)
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Quinta dos Castelares (não consta do site)
Localidade: Freixo de Espada à Cinta (Douro)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais:
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º/12º
Acompanhou: pataniscas de bacalhau com arroz de tomate
(510)


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Ninfa da Teresa (2019): 6/10

João Barbosa começou por produzir, a partir de vinhas no sopé da Serra dos Candeeiros (Rio Maior), um Alvarinho chamado Ninfa, que provei e de que gostei muito. Em 2023 lançou um novo vinho, novamente Alvarinho, com características e preço diferentes. É este Ninfa da Teresa (sua filha).

Embora, como regra, a cor do vinho no copo não me impressione (ou seja, não considero um elemento válido para a decisão sobre a qualidade do vinho), este deixou-me espantado.
Pareceu-me claramente um curtimenta, mas a verdade é que não há, em lado nenhum, informação que o confirme. Não é, portanto. Siga.

Sendo um vinho de 2019, aberto em 2026, esperava uma riqueza de sabores, uma boca complexa e um aroma diversificado. Mas não foi isso que sucedeu. Mesmo aberto uma hora antes, o vinho mostrou-se fechado e tenso.

Por outro lado, há pouco de Alvarinho (talvez em prova cega poucos acertassem), mas isso já seria de esperar, se compensado por outro tipo de qualidades. Mas o vinho, basicamente, não envelheceu nem parece ter evoluido.

Não é sacrifício bebê-lo, mas esperava muito mais.

Relação preço-qualidade: ... portanto, caro.

Ano da produção: 2019
Data de compra: setembro 25
Local de compra: Portugal Vineyards
Preço de compra: €25,95
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: João M. Barbosa
Localidade: Rio Maior (DOC Tejo)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ) 7
Açúcares residuais: 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação em cuba de inox e estágio em barrica. "
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: frango no forno e arroz
(502)


sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Vale dos Ares Curtimenta (2021): 7/10

Em 2001 Anselmo Mendes lançou o primeiro curtimenta de alvarinho em Portugal, mais um marco que Anselmo deixa na história do alvarinho e da subregião.

Mas este passo não foi seguido, nomeadamente em Monção e Melgaço, onde, até há pouco tempo, apenas existiam duas referências: Gema e Ag.Hora do Soalheiro, que nem se identifica como tal.

Conheço mais dois, mas fora da subregião, nomeadamente o Adega Belém Curtimenta (que recebeu 8/10, a melhor pontuação entre todos) e o 6000 AC, da Adega de Ponte da Barca, vendido a €50...

Esta escassez diz-nos que os produtores não gostam do resultado da técnica ancestral de contacto com as películas e o engaço (mais o estágio em barrica) e que existirá uma eventual rejeição por parte do público: a curtimenta acentua certos sabores do vinho, uma certa adstringência e a sua acidez final. E há muita gente que não gosta de vinhos com uma acidez final marcante.

Miguel Queimado, o mais consistente de todos os pequenos/médios produtores da subregião, lançou este ano o seu Vale dos Ares Curtimenta, relativo a 2021.

A curtimenta sente-se logo no aroma forte, que já não é fácil de identificar, mas é muito agradável. Fruta madura?

Como seria de esperar a curtimenta releva a adstringência e potencia a acidez final, dando lhe frescura/secura mas também intensidade, que se prolonga depois de bebido o vinho.

[A propósito, grande potencial de guarda].

Gostei, sem dúvida, porque gosto de vinhos com final seco e fresco, mas continuo sem perceber se o alvarinho e a curtimenta funcionam para o público em geral.

Relação preço-qualidade: €25 estão dentro do normal para um vinho de nicho ou até mesmo barato se tivermos em conta que é um vinho de 2021 lançado em 2025 - quantos produtores fazem isso? (Já agora, o preço 'respeita' os cerca de €30 do icónico vinho de Anselmo Mendes...).

Se o preço é razoavel e se gostei, porque não uma nota mais alta? É que, ao contrário da maior parte dos alvarinhos, um curtimenta não é para qualquer comida. Eu bebi-o a acompanhar filetes de pescada e não foi muito agradável - parece que o vinho acentuou demasiado o sabor do peixe e do filete. Ou seja, trata-se de um vinho exigente, que não vai com todas as comidas e que cria uma dificuldade a quem o consome (Miguel Queimado diz que acompanha bem comidas 'de Inverno', mais pesadas, com carne, suponho; irei experimentar).
Ano da produção: 2021
Data de compra: novembro 2025
Local de compra: no produtor
Preço de compra: oferta do produtor (pvp €25)
Data de consumo: dezembro 2025
Produtor: Vale dos Ares
Localidade: Monção
Enólogo: Mguel Queimado e Gabriela Albuquerque
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentado integralmente com as películas, em contacto com oxigénio, até terminar. O vinho estagiou durante 24 meses em barricas de castanho e 12 meses em cubas de inox. Antes de ser lançado no mercado estagiou na garrafa durante 12 meses."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: filetes de pescada [péssima ligação, como já disse, que foi retificada parcialmente com figos secos na sobremesa]
(499)




terça-feira, 2 de setembro de 2025

Opção B Reserva Estágio em Barricas (2017): 6/10

Bebi o 2016 em 2023 e agora o 2017 em 2025. E, no essencial, as ideias mantêm-se: um vinho com muita madeira( eu gosto...), mas um pouco curto em boca. Por aqui nada a assinalar de diferennte entre o 2016 e o 2017.

O problema é o preço: este vinho foi comprado no produtor na Essência do Vinho Verde deste ano e custou €25. Esse é o preço do Soalheiro Reserva (o benchmark nesta gama!) e bem mais do que o extraordinário Regueiro Barricas. Ou seja, claramente excessivo. Ainda por cima, encontrei online a €18, o que é uma diferença significativa. Daí a nota cair um ponto - foi comprado no produtor, insisto.

Ano da produção: 2017
Data de compra: junho 25
Preço de compra: €25
Local de compra: Essência do Vinho Verde 25
Data de consumo: setembro 25
Produtor: AB Wines
Localidade: Amarante, Vinho Regional Minho
Enólogo: António Sousa
Acidez Total: 6,6 g/L (2016)
Açúcares residuais (g): 4,7 g/L (2016)
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: Estágio em barricas de carvalho francês (quanto tempo?)
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 14º
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(372)


segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Anselmo Mendes - Alvarinho do Gonçalo (2021): 8/10

Gonçalo é filho de Anselmo Mendes e tem aqui o primeiro alvarinho em seu nome.

Na apresentação disse, entre outras coisas, que quis fazer um vinho mais suave. E essa palavra define bem o resultado final.

Talvez por ser um jovem (e porque não fazia sentido 'imitar' o que o pai faz), Gonçalo apresenta-nos um vinho que se pode descrever como mais leve, sem que isso seja defeito. Leve no sentido em que não é intenso, arrebatador na fruta, como (pelo menos) os da subregião se caracterizam.

Leve e equilibrado, no sentido em que, por exemplo, pode agradar tanto a mulheres como a homens.

Destaque para o final fresco e salivante.

Como agora está na moda dizer, mais uma boa interpretação da casta.

Relação preço-qualidade: os €22,50 são justificados pela vinificação, mas para uma vinho novo não é barato. Depende do que pretende o produtor.

[Curiosidade: os filhos de António Luis Cerdeira e Anselmo Mendes lançam num curto espaço de tempo novos vinhos, ambos com fermentação malolática, que vai trazer suavidade e alguma cremosidade ao vinho]

Ano da produção: 2021
Data de compra: julho 25
Preço de compra: €22,5 na Feira de Monção
Local de compra/prova: Feira de Monção
Data de consumo: agosto 25
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Monção/Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes/Gonçalo Mendes
Acidez Total : ?
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Depois de um estágio em barricas usadas durante 9 meses, onde fez fermentação malolática completa, entregou-se ao tempo, repousando em garrafa durante três anos."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): arroz de marisco
Pode acompanhar, por exemplo: além do óbvio, acompanará bem carnes não muito temperadas
(484)



quarta-feira, 4 de junho de 2025

Soalheiro O Cubo (2022): 8/10

Uma curiosidade, para começar: se o leitor procurar informação sobre etse vinho não vai encontrar... a não ser no site do Soalheiro. Esta será, portanto, a primeira crítica online a um vinho de 2022, resultado daquilo a que Luis Cerdeira chamou a Cave da Inovação e que não teve distribuição/venda ao público. Acabei por o conseguir, solicitando uma garrafa ao produtor (não tenho, também por isso, informação sore o preço).

Outra nota: à semelhança de outras novidades que o Soalheiro lançou em ou até 2023, não houve, até agora, edição posterior.

Sobre o vinho: diz-se que está tudo inventado no vinho e no alvarinho, mas Cerdeira voltou realmente a inovar, com este vinho fermentado numa cuba de vidro (o Cubo): trata-se de um vinho muito salino, tão salino que as papilas gustativas ficam aos saltos! Chega a parecer picante, mas é só perceção. Boa acidez.

O aroma revela-se complexo, quer com fruta tropical madura quer com maçã verde (mais vegetal).

Relação preço-qualidade: como escrevi antes, não sei o preço ao certo, mas deduzo que andará pelos €20 já que o preço deste pack é €45.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 25
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra/prova: 
Data de consumo: junho 25
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enologia: António Luís Cerdeira
Acidez Total (g/dm): 6,5
Açúcar residual (g/L): seco
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "utilizamos uma seleção de uvas de Alvarinho provenientes do vale de Monção e Melgaço, uvas de perfil semelhantes ao nosso Soalheiro Alvarinho Clássico, mas que fermentam e estagiam num recipiente de vidro." 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Bacalhau no forno
Pode acompanhar por exemplo: fiquei com vontade de experimentar com queijos
(478)



terça-feira, 6 de maio de 2025

Exemplar (2020): 9/10

Exemplar é o último alvarinho que Abel Codesso produziu para a Provam e é também o seu melhor vinho nestes anos de gestão da empresa de Monção.

Exemplar ficará, assim, como uma imagem de marca, que Élio Lara tem de saber continuar.

É vinho só de uma parcela, com fermentação integral em madeira, uma parte teve contacto pelicular.

O aroma de alvarinho é profundo e rico, com destaque para a fruta. Mas é na boca que revela a sua complexidade e riqueza. Um vinho cremoso, quase meloso, em que a madeira não assume protagonismo mas enriquece. No fim, a tradicional acidez, muito bem integrada e prolongada.

Relação preço-qualidade: nem sequer é o vinho mais caro da Provam; €30 é um bom preço. E não é por serem menos de 2000 garrafas que tem de custar €50 ou €60...
Ano da produção: 2020
Data de compra: abril 25
Preço de compra: prova na Feira de Melgaço 2025 (€29,90 online)
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho 2025, Melgaço
Data de consumo: abril 25
Produtor: Provam
Localidade: Monção
Enologia: Abel Codesso
Acidez Total (g/dm): 
Açúcar residual (g/L): 
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "."
Quantidade de garrafas consumidas: 
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(475)


segunda-feira, 14 de abril de 2025

Encostas de Melgaço Espumante Bruto Reserva (2022): 7/10

Da Quinta da Pigarra saem alguns dos melhores vinhos de Melgaço. Dos quatro que nesta altura produzem, faltava provar o Espumante Reserva, lançado na última Feira do Espumante (novembro de 2024).

Antes ainda de ir ao vinho, uma observação: há muitos produtores que se limitam a comunicar via Instagram, mas, para quem já produz milhares de garrafas e tem uma aposta tão clara na qualidade, isso não pode dispensar uma página. Se quisermos saber alguma coisa da Quinta da Pigarra temos de ir ao Instagram, porque o site não existe. E se quisermos ler algum elemento da ficha técnica?

Vamos a um exemplo concreto: paguei €20 pela garrafa na Feira e agora queria saber quanto custa ao público. Não encontrei uma única referência. Salvo melhor opinião, parece-me coisa de amador.

Sobre o vinho: pelo que já disse antes, as expetativas eram altas (vários dos seus vinho receberam um 9/10), mas desta feita não saíram completamente confirmadas. Esperava que fosse excelente e não chega a esse patamar.É na boca que se sente alguma falta de complexidade, de resto quer no aroma quer na bolha quer na acidez final tudo bom.

Relação preço-qualidade: como disse, não sei quanto custa; sei que na Feira custou €20 euros, mas se tivermos em conta que o Espumante Bruto custa agora €18 euros, é difícil imaginar que o Reserva fique a muito menos de €25. Não o encontrei à venda online.
Ano da produção: 2022
Data de compra: nov 24
Preço de compra: €20,00
Local de compra/prova: Feira do Espumante, Melgaço
Data de consumo: abril 25
Produtor: Quinta da Pigarra
Localidade: Melgaço
Enologia: ?
Acidez Total (g/L): 
Açúcar residual (g/L): 
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: filetes polvo com arroz do mesmo
Pode acompanhar por exemplo:
(473)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Quinta das Pereirinhas Grande Reserva (2020): 6/10

O produtor apresenta este Grande Reserva como "um vinho singular no mundo dos vinhos." Já se sabe que cada um diz o que quer nos rótulos e mesmo nas fichas técnicas, mas há algo de verdadeiro na frase: este vinho começa por ser um curtimenta (a cor mostra-o), que depois vai 18 meses para barricas de castanho.

Não me parece feliz o resultado. Parece-me que nem é uma coisa nem outra. Não tem a complexidade que se esperava nem se destaca pela sua acidez.

Bebe-se sem sacríficio, mas um Grande Reserva, com este preço, tem de oferecer mais. Haverá o 2021?

[Uma nota que não é, infelizmente, particular a este vinho: a quem interessam os lacres de cera ou sinteticos que cada vez mais aparecem nas garrafas? Ao consumidor? São difíceis de retirar]

Relação preço-qualidade: caro.

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 24
Preço de compra: €20,61
Local de compra: loja online VinhAlvarinho
Data de consumo: janeiro 25
Produtor: Quinta das Pereirinhas
Localidade: Troviscoso/Monção
Enologia: João Pereira
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "uvas provenientes de uma única parcela, onde maceraram e fermentaram com a pelicula em regime de curtimenta total, finalizando com um estágio longo com batonage em Toneis Velhos de Castanho, que foram recuperados e restaurados e que são utilizados pela nossa família há mais de 80 anos na elaboração deste vinho de uma forma tradicional".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar por exemplo:
(464)


quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Borges Estagiado em Barrica (2022): 6/10 [ATUAL.]

Como os leitores saberão, valorizo diversos elementos, além do apreciação intrínseca do vinho.

É o caso deste Borges.

Comecemos pelo preço.

A Sociedade dos Vinhos Borges recomenda um preço de venda ao público de €17,90, que é o preço na loja do distribuidor oficial, mas comprado na loja física custou €20,80. Não percebi.
ATUALIZAÇÂO a 10/1/25: a empresa contactou-me, de uma forma muito correta, e explicou-me que houve uma falha, no momento da compra e emissão da fatura, explicação que eu aceitei.
A origem das uvas: a garrafa não nos dá qualquer informação sobre a origem das uvas, apenas pela leitura da imprensa se fica a saber que vêm da Quinta do Ôro (Felgueiras). Quem compra um alvarinho de quase €20 euros, fora da região Monção e Melgaço, 'exige' mais informação.

Finalmente o vinho: o aroma tropical é intenso, mas depois 'morre' um pouco na boca, onde lhe falta intensidade. Percebe-se a madeira, que está equilibrada, mas também falta que a acidez seja um pouco mais prolongada.

Relação preço-qualidade: se o extraordinário Regueiro Barricas custa mais ou menos o mesmo, concluo que este vinho é caro.

Ano da produção: 2022
Data de compra: fevereiro 24
Preço de compra: €20,80
Local de compra: JMV (Rio Tinto)
Data de consumo: dezembro de 24
Produtor: Vinhos Borges
Localidade: Uvas de Felgueiras?
Enologia: ?
Acidez Total (g/l):  7 g ac.tart (2023)
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "o mosto proveniente das uvas prensadas é arrefecido para 8-12 ºc de forma a decantar. Após decantação o mosto limpo é separado das borras e inicia-se a fermentação com controlo de temperatura (15-17 ºC). No final da fermentação o vinho estagia sobre as borras finas em barricas de carvalho francês durante 5 meses".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: bacalhau assado na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(459)

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Gema Espumante Super Reserva (2019): 7/10

Primeira experiência do produtor Gema Wines nos espumantes, que lançou este ano a colheita referente a  2019.

Trata-se de um vnho com alguma complexidade, aliada a um nariz bem identificativo das características da casta (fruta tropical).

Em boca mantém essas características, com boa acidez. A bolha é elegante.

Relação preço-qualidade: é a velha questão de sempre; €15 na Feira de Monção é uma pechicha, €29 online na própria loja já é puxadote... Nota: este produtor, até por dirigir uma parte da pordução para o estrangeiro, nunca teve como prioridade o preço.

[e por falar em mercados estrangeiros, talvez no Dubai ninguém queira saber a origem do vinho, mas por cá já é difícil aceitar que surja a indicação no contrarrótulo de "engarrafado por Eng. 1268". Porque não mais transparência na informação, até por estarmos a falar de um vinho que 'exige' outro tipo de cliente, porventura mais exigente?]

Ano da produção: 2019
Data de compra: julho 24
Preço de compra: €15
Local de compra: Feira de Monção 2024
Data de consumo: outubro de 24
Produtor: Gema Wines
Localidade:  Merufe, Monção
Enologia: ?
Acidez Total (g/l): 6,0
Açúcar residual (g/l): 2,1 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "O mosto é clarificado a 12ºC durante 48 horas e fermentado sob temperatura controlada durante 12-15 dias. Após a fermentação inicial, o vinho passa 5 meses sobre borras finas. O espumante é então engarrafado e passa por uma segunda fermentação na garrafa, seguido de um estágio de 24 meses. O processo conclui-se com remouage e degorgement".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º [o segundo copo, 17 horas depois, foi bem melhor do que o primeiro, aberto muito em cima da refeição]
Acompanhou: arroz do mar
Pode acompanhar por exemplo:
(456)



sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Dona Paterna Reserva (2022): 8/10

É indiscutível que a qualidade geral dos alvarinhos produzidos na subregião tem vindo a subir nos últimos anos, sendo isso mais visivel nas categorias superiores.

Bebi o Reserva 2015 em 2018 e, tendo gostado, notei uma ou outra fragilidade.

Este 2022 é excelente (madeira qb, num vinho pujante, cheio de vitalidade). Um dos melhores reservas que bebi este ano. Provavelmente daqui a um ou dois anos ainda estará melhor.

É, pois, natural que o aumento de qualidade seja acompanhado por uma subida de preço.

Relação preço-qualidade: normal.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 24
Preço de compra: oferta do produtor [€24,5 online]
Local de compra: 
Data de consumo: agosto 24
Produtor: Dona Paterna
Localidade: Paderne, Melgaço
Enólogo: Fernando Moura
Acidez Total (d/dm3): 6,7 
Açúcar residual (g/dm3): 6,8
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Produzido a partir das vinhas mais antigas, fermentado e estagiado em casco de carvalho francês durante dez meses."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: Massada de salmão
Pode acompanhar por exemplo: 
(146)

Dona Paterna 2015


quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Repartido 14.22 (2022): 9/10

 Sobretudo nos últimos anos tenho sido contactado por produtores que se querem iniciar no alvarinho, para algum tipo de 'aconselhamento'.

Se, nos próximos tempos, algum me perguntar o que fazer eu vou responder: comprem a produção Repartido! [sei lá eu se está à venda ou não...]

Para quem não sabe, Repartido é um marca lançada em 2018 por dois jovens, com enologia de Abel Codesso.

Rapidamente se afirmaram como a novidade mais transformadora do alvarinho da subregião (muito embora usem o selo IVV).

[o Repartido Dois Pontos obteve a primeira nota 10, atribuída a um vinho de mesa].

Os seus vinhos dão nova expressão ao alvarinho, potenciando o essencial da casta, mas com ganhos evidentes e surpreendentes.

Este 14.22 (no fundo, a continuação do vinho que lançaram pela primeira vez em 2018) é só mais um exemplo.

[este projeto também parece mostrar que o verdadeiro potencial de Abel Codesso está de alguma forma 'escondido' na Provam]

Relação preço-qualidade: imbatível.

Ano da produção: 2022
Data de compra: julho 24
Preço de compra: Oferecido pelo produtor (preço em garrafeira: €25)
Local de compra:
Data de consumo: agostos 24
Produtor: Repartido Wines (engarrafado na Provam)
Localidade: uvas da subregião, mas vinho IVV
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total: ?
Açúcares residuais (g): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 10º (melhorou à medida em que foi aquecendo]
Acompanhou: polvo à lagareiro
Pode acompanhar por exemplo:
(370)



terça-feira, 6 de agosto de 2024

Barão do Hospital Espumante Reserva Brut Nature (2020): 8/10

 Um espumante que faz uma boca complexa (intenso, como diz a publicidade, e bem), com a fruta evoluída e uma acidez bem integrada e prolongada. Tudo o que é preciso para ser um excelente espumante.

Relação preço-qualidade: €25 é o preço normal neste tipo de espumantes.



Ano da produção: 2020
Data de compra/prova: julho 2024
Preço de compra: €20 na Feira, €25 pvp
Local de compra: Feira do Alvarinho de Monção 2024
Data de consumo: agosto 24
Produtor: Falua
Localidade: Monção
Enologia: ?
Acidez total: 7º
Açúcares Totais:  AÇÚCARES REDUTORES <2 g/l 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Após prévio arrefecimento a 5ºC, as uvas foram prensadas, suavemente, sem esmagamento nem desengace. O mosto obtido foi clarificado por decantação estática, seguindo-se a fermentação alcoólica, a temperatura controlada, para se obter o vinho base de espumante, o qual permaneceu sobre as borras finas da fermentação durante 1 ano.  Após a tiragem ocorreu a segunda fermentação em garrafa (método champanhes).  O estágio sobre as borras de fermentação foi aproximadamente de 15 meses em garrafa, tendo ocorrido o dégorgement em Julho de 2023.."
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: risotto de alheira
Pode acompanhar por exemplo:
(446)



sexta-feira, 26 de julho de 2024

Gema Curtimenta (2020): 7/10

Mais um curtimenta, desta vez produzido pelos vinhos Gema.

Uma vez que, como 'manda' a curtimenta, as uvas passam por uma fermentação em contato com as películas, é normal encontrar um vinho com aroma profundo e todos os sinais, em boca, de um alvarinho da subregião. 

Achei, ainda assim, o final curto, sobretudo com pouca acidez.

Relação preço-qualidade: os vinhos Gema distinguem-se por não serem baratos e €22 por este curtimenta é disso um bom exemplo.

Ano da produção: 2020
Data de compra/prova: julho 2024
Preço de compra: €15 na Feira, €22 pvp
Local de compra: Feira do Alvarinho de Monção 2024
Data de consumo:
Produtor: Gema Wines
Localidade: Monção
Enologia: ?
Acidez total: ?
Açúcares Totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): ?º
Método de vinificação, segundo o produtor: "as uvas passam por uma fermentação em contato com as películas."
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(445)



quarta-feira, 26 de junho de 2024

Opção Colheita Tardia (2017): 7/10

Este será provavelmente o primeiro (e único? Nesta página não temos outra referência) colheita tardia feito com alvarinho fora da subregião. Vem de Amarante e, pelo que percebi, foi feito duas vezes, 2016 e 2017. Desde então a chuva tem estragado os planos do produtor e do enólogo e ainda não houve nova edição.

É portanto um privilégio ainda poder provar este 2017.

Sei que é tarefa quase impossível, por razões climatéricas, fazê-lo regularmente, mas a casta tem uma capacidade incrível de se casar com este forma de produção. 

Sobre este Opção, duas coisas a dizer: que é francamente bom mas que precisava de um pouco mais de acidez final para fazer a tal ligação perfeita. Sem isso, é um pouco fugaz na boca.

Relação preço - qualidade: se é verdade que ainda há à venda por €21, acho um preço muito interessante.

Ano da produção: 2017
Data de compra: junho 2024
Preço de compra: provado na UVVA em Amarante [€21,35 online]
Local de compra:
Data de consumo: junho 24
Produtor: AB Wines
Localidade: Amarante
Enologia: António Sousa
Acidez Total: 6,7 g/L
Açucar residual: 66,0 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Elaborado a partir de Botrytis Fungus, Podridão Nobre"
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9-10º?
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo: 
(440)


quarta-feira, 6 de março de 2024

Quinta de Santa Cristina Grande Reserva (2020): 8/10

Gosto de alvarinhos com madeira, desde que a madeira encontre o equilíbrio com as características da casta: não gosto que se sobreponha mas também não aprecio que seja tão discreta que (quase) não se perceba.

Por isso gostei muito deste Quinta de Santa Cristina Grande Reserva.

Um vinho muito equilibrado, com boa madeira, a valorizar a casta.

Relação preço-qualidade: tem o preço do Soalheiro Reserva, a referência neste segmento. Poderia portanto ser um ou dois euros mais barato.

Ano da produção: 2020
Data de compra:
Preço de compra: €24,90 
Local de compra: provado na Essência do Vinho 2024
Data de consumo: fevereiro 24
Produtor: Garantia das Quintas,
Localidade: Celorico de Basto IG Minho
Enologia: Jorge Sousa Pinto
Acidez Total (g/l): 5,8 g/dm3 (tartárico)
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Estagiou durante 7 meses em barrica de carvalho francês usado com “batonnage” no primeiro mês"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(424)


Uma vindima farta. Até demais (II)

 Atualização das informações divulgadas a 6/9/26 . 1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 1 0 milhões de quilos [10 mil tonela...

Textos mais vistos