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terça-feira, 21 de julho de 2026

Conexão (2024): 7/10

Ainda há Alvarinhos diferentes, foi a frase que anotei, no final de provar este Conexão 2024.

Um vinho que, apesar de ser Monção e Melgaço, tem poucas das características destes vinhos.

Começa logo no aroma, que sugere baunilha, coco e menos fruta (talvez líchia).

Depois, em boca, tem uma entrada poderosa, cheio de sabores terciários, em resultado da madeira bem associada, mas que se esgota rapidamente. Há uma acidez de intensidade média. Um vinho que se poderia descrever como leve, seja isso bom ou mau - mas dificilmente se pode considerar o Alvarinho uma casta que gera vinhos leves (12,5º de álcool). Gostei.

[o produtor, Mendes e Morais, fala em 'terroir' mas não indica onde estão situadas as parcelas que dão origem ao vinho. E se o terroir também é o contexto em que vinho é feito, que sentido faz dizer que foi 'Engarrafado por Eng nº 5066 - quem é? Mais, há uma ficha técnica que não dá qualquer informação sobre a forma de vinificar este vinho]

Relação preço-qualidade: paguei €17,10, mas o produtor indica €19, no seu site. É um pouco caro, muito mais para quem o vir no restaurante a €40!

Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: Uncork Wines
Preço de compra: €17,10
Dificuldade de aquisição: fácil, online
Produtor: Mendes e Morais Winemakers
Localidade: Gaia (vinho com origem em Monção e Melgaço)
Enólogo: ?
Acidez Total (g/L): 5,9
Açúcar residual: <2,5 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Borras finas e Barrica Carvalho usada"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8º
Acompanhou: salmão na brasa
(523)



quinta-feira, 2 de abril de 2026

Antaia Espumante Brut Nature (2023): 6/10

Antaia é a marca do produtor Domingues & Bessada, que lançou um colheita relativo a 2022 no ano seguinte. Dois anos depois surge o primeiro espumante, relativo à vindima de 2023.

[Apesar de ser um produtor novo, com gente nova, e já terem passado alguns meses desde o lançamento deste espumante, não há qualquer referência no site, pelo que a informação é escassa; pelos vistos também há um reserva... Por falar ainda em informação, o QR Code no contrarrótulo já remete para o espumante de 2024]

Gostei do colheita mas nem tanto deste espumante, que tem uma bolha de tal maneira forte que se sobrepõe a quase tudo o resto. Pode haver, admito, quem goste de vinhos assim, eu não.

Só no final é que o aroma se abriu para fruta tropical. Boa acidez.

Relação preço-qualidade: há excelentes espumantes da Subregião na ordem dos €15. Os €14,40, pagos no Solar do Alvarinho, em Melgaço, onde os preços são tradicionalmente mais baixos do que em garrafeiras, são um preço elevado.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: fevereiro 26
Local de compra/prova: Solar do Alvarinho, Melgaço
Preço de compra: €14,40
Dificuldade de aquisição: muito difícil
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Domingues & Bessada (IG Minho)
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais:
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: camarões panados
(509)
 

segunda-feira, 2 de março de 2026

Cêpa Vélha (2022): 7/10

A empresa 'Vinhos de Monção Lda', produtora do Cêpa Vélha, foi, como os próprios fazem questão de dizer na garrafa, "a primeira firma [desde 1938] a comercializar o vinho verde da casta Alvarinho". 

Quase a fazer 90 anos, a empresa tem alguns elementos que a distinguem: pouco ou nada se sabe sobre os proprietários e quem é o enólogo, sobre a vinificação e sobre a localização das uvas. Numa altura em que a informação é fundamental, Cêpa Velha está ainda n(a primeira metade d)o século XX: não tem site, não tem redes sociais; não está em feiras, mas encontra-se no mítico Coca (agora também em Melgaço) e em algumas garrafeiras online. Preço imbatível.

[Há uns anos estive na adega, um armazém que se situa na zona industrial de Lagoa, mas não tive a sorte de encontrar alguém responsável]

Cêpa Velha é um vinho feito como se fosse em 1938, dizem os responsáveis. 

E eu acredito, parcialmente. Pouco ou nada de intervenção enológica, resulta num vinho simples (curto na boca), frutado, com alguma acidez. Bebi o 2022 em 2026 e segurou-se bem. Não ganhou nem perdeu com o tempo. Tenho é dúvidas de que um vinho de 1938 pudesse ser bebido em 1942 sem perdas.

Relação preço-qualidade: dificilmente €6,29 não seria um bom/excelente preço.

Ano da produção: 2022
Data de compra: agosto 2025
Local de compra: Coca, em Monção
Preço de compra: €6,29
Dificuldade de aquisição: apenas em Moção e em garrafeiras online
Data de consumo: mar
CEpaço 2026
Produtor: Vinhos de Monção Lda
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: cabrito no forno
Pode acompanhar: 
(124)

Cepa Velha 2017 

Cepa Velha 2018

Cepa Velha 2019

 



sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Encostas de Melgaço (2020): 8/10

Desde 2017 que os novos proprietários da Quinta da Pigarra, em Melgaço, vêm traçando um caminho que parece sustentado: bons vinhos, a preços decentes.

Começaram com este Encostas de Melgaço (rótulo azul) e com o Único (amarelo) e juntaram, alguns anos depois, um espumante que, desde logo, se tornou uma referência.

Provei agora a colheita de 2020 do rótulo azul e não desiludiu. Pelo contrário. Alguma mineralidade, fruta amadurecida e a acidez que não podia faltar. [Curiosidade: este Encostas de Melgaço 2020 foi distinguido com a Grande Medalha de Ouro no concurso “Os Melhores Verdes 2022”]

Relação preço-qualidade: €9,90 é excelente [nota para o facto de ter comprado em 2025 a colheita de 2020, o que é uma felicidade; agora está esgotado, o que é perfeitamente normal].



Ano da produção: 2020
Data de compra: maio 25
Preço de compra: €9,99
Local de compra: Vinhalvarinho.pt
Data de consumo: janeiro 2026
Produtor e Engarrafador: Quinta da Pigarra
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
[a falta de informação é um dos problemas detetados desde o início, não corrigido entretanto; aparentemente há um site... que não funciona]
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: lulas estufadas
Pode acompanhar por exemplo:
(299)

Encostas de Melgaço 2018

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Alvarinho Monção e Melgaço já pode ser comercializado sem ano de colheita

Penso que o primeiro a 'desafiar' o que sempre esteve estabelecido foi Paulo Rodrigues, na Quinta do Regueiro. O seu Jurássico juntava colheitas de diferentes anos, mas a Comissão dos Vinhos Verdes, para poder usar a denominação Monção e Melgaço, obrigava a que fosse indicado um ano como referência. Ou seja, se o vinho é feito com lotes de 2019, 2022 e 2023, por exemplo, o produtor teria que escolher um ano (ao calhas?) para por no rótulo.

Finalmente a Comissão cedeu e passou a autorizar, a partir deste mês, que vinhos de Monção e Melgaço possam ser feitos de diversos lotes, sem necessidade de indicar um ano em particular.

A decisão de permitir a comercialização de vinhos sem indicação de colheita (frequentemente chamados de NV ou Non-Vintage) aproxima o Vinho Verde de práticas comuns em regiões como Champagne ou o  Vinho do Porto e traz rigor e verdade aos vinhos loteados.

Portanto, para os produtores é bom, até porque podem por exemplo escoar lotes que tenham em abundância (ou, em anos de fraca produção, manterem-se vivos no mercado) e porque dá mais liberdade aos enólogos para afinar determinado vinho.

Para os consumidores a eventual perda de informação nunca é boa. É o que se passa com alguns espumantes da subregião, que não têm qualquer indicação de data. Resultado: não sabemos se estamos a beber um vinho com dois ou seis anos (na região de Champagne muitos produtores resolvem isso com a indicação do ano do degorgement - o último engarrafamento).

Além disso, para colecionadores ou restaurantes, gerir uma garrafeira sem datas de colheita torna-se mais complexo, exigindo um controlo mais rigoroso de rotação de stocks.

A subregião pediu. Agora vamos ver como a vai utilizar.




quinta-feira, 6 de novembro de 2025

Alvarinho Nórtico, o mistério

A primeira vez que ouvi falar do Nórtico foi em 2021 quando recebeu a medalha de prata do Concurso de Vinhos Verdes. Percebi, na altura, que era um vinho produzido pela Adega de Monção para ser vendido no mercado internacional (Estados Unidos, sobretudo).

Mais recentemente descobri que afinal o vinho também se vende em Portugal (online) e que são dois e não um (colheita e reserva).

Tentei comprar, mas sem resultados. Como se o site não funcionasse (coincidência ou não, a última publicação no Instagram é de 2023...).
Pedi a um amigo para fazer o mesmo, despistando eventuais problemas, mas novamente sem resultados.
Honestamente não percebi o que se passou (até porque o site está em português e os preços em euros). Este texto, de julho deste ano, na Forbes, mostra que o negócio está ativo.

Fiquei contudo a saber que as uvas destes dois Nórticos têm origem em Monção & Melgaço (onde?) e que o enólogo é o espanhol Alberto Orte, que faz vinhos noutras zonas da Península Ibérica. O vinho aparece à venda em sites internacionais (outro exemplo). 

Apenas um enorme amadorismo? 


segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Camaleão Espumante Bruto (sem data): 8/10

Começo por dizer que comprei esta garrafa juntamente com a Revista de Vinhos (em dezembro de 2024) e que avalio em função dos €7 que paguei. Já percebi que, online, custa quase o dobro, o que faria necessariamente baixar um ponto na nota atribuída.

Em segundo lugar, uma observação crítica para a falta de informação. É um non-vintage e por isso não tem data de produção, mas, não sendo um champanhe, poderia ter pelo menos o ano em que foi lançado ao público. No contrarrótulo há o endereço online do produtor/enólogo, mas não funciona. E finalmente o produtor/enólogo opta por esta indicação nesse mesmo espaço: "Preparado por João Cabral Almeida". Preparado significa o quê? Em inglês, logo a seguir, diz 'engarrafado por'. 

Sobre o vinho: um espumante acima da média, com a casta bem tratada e bem potenciada. Guloso e muito gastronómico.

Relação preço-qualidade: a €7 é uma verdadeira pechincha!

Ano da produção: ?
Data de compra: dezembro 2024
Local de compra: promoção Revista de Vinhos
Preço de compra: €7
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: João Cabral de Almeida (IG Minho)
Localidade: 
Enólogo: João Cabral de Almeida
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: Bruto
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: cabrito no forno
(495)


 

sábado, 27 de setembro de 2025

Soalheiro Espumante Bruto (sem data): 7/10 (Atualizado)

Bebi este Bruto em 2016 e nunca mais voltei a registar nova colheita.

Este foi oferecido pelo produtor em 2023, mas infelizmente não é possível identificar a data da colheita/produção, por falta de informação - porquê? Falha na rotulagem?

Actualizado com a explicação: é um non-vintage (uvas de vários anos), sem data específica de produção, como acontece com muitos champanhes, por exemplo. Mas podia pelo menos ter o ano de engarrafamento.

Claramente um 8/10, pela capacidade de envelhecer e limar algumas arestas mais agressivas (na bolha), mas com um preço elevado.

Se pensarmos que o Regueiro Bruto, de elevada qualidade, custa menos €6 está tudo dito.

Ano da produção: ?
Data de compra: agost0 2023
Local de compra: oferta do produtor
Preço de compra:  [€18 online]
Data de consumo: setembro 2018
Produtor: Quinta do Soalheiro (IG Minho)
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António Luis Cerdeira
Acidez Total (g/dm ) 7.2
Açúcares residuais: Bruto
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "De acordo com o método tradicional de produção de espumante, este vinho sofre uma segunda fermentação em garrafa. Permanece em cave durante vários meses, garantindo-se uma temperatura baixa e constante. Estas condições vão permitir que o espumante revele toda a elegância da casta que lhe deu origem. Findo este processo de estágio, procede-se ao “dégorgement” por forma a retirar as leveduras da garrafa e a cápsula metálica é substituída por uma rolha tradicional de cortiça, própria para espumantes."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: arroz de lavagante
(66)

Soalheiro Espumante Bruto 2016

quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Ipiranga (2022): 9/10

Excluindo os vinhos envelhecidos, este é o melhor alvarinho que bebi em 2025.

Não tenho dúvidas em afirmar que é um vinho extraordinário, no aroma (arrebatador), na boca (com um toque sublime de madeira e frutos secos, entre outros) e uma acidez tão equilibrada quando (in)tensa.

Tinha tudo para ser um nota 10.

Infelizmente, do meu ponto de vista, falha em algo imperdoável: a informação. No rótulo há informação a que só se acede com uma lupa (literalmente, a imagem abaixo mostra-o). Com o zoom do telemóvel percebi que foi engarrafado em Melgaço. Mas as uvas são de onde? Porque não é dada essa informação? 

Também não entendo que, sendo um vinho da subregião Monção e Melgaço, isso seja propositadamente ignorado.

Por teimosia, fui procurar o site, mas, em vez de ser simples e intuitivo, é complexo e não consegui aceder à ficha técnica, que imagino que exista.

Alguém que gasta €35 num vinho quer, com muita probabilidade, informação sobre o que está a beber. Eu quero. Isso é respeitar o consumidor.

Relação qualidade-preço: já bebi alvarinhos de €40 euros claramente inferiores a este.

Ano da produção: 2022
Data de compra: seetembro 25
Preço de compra: €35,55 (promoção: €28,95)
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Data de consumo: setembro 25
Produtor: António Braga Wines
Localidade: Uvas de Monção e engarrafado em Melgaço?
Enologia: António Braga
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentado em barricas de 500 Litros e com estágio em borras totais"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar, por exemplo:
(490)




segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Os Lenas (2023): 5/10

Élio Lara sentiu necessidade de colocar no mercado vinhos para concorrer com os mais baratos produzidos na (sub)Região: um alvarinho e um alvarinho e trajadura, a que deu o nome de Os Lenas, em homenagem ao seu avô, que tinha precisamente essa alcunha.

Mas a verdade é que em lado nenhum aparece o nome do enólogo/produtor, que, assim, quis diferenciar este vinho daqueles que tem sob a marca "By Élio Lara", alguns dos quais muito bons.

(por falar em falta de informação, estou a considerar que é vinho de 2023 pela informação da loja online onde o comprei, porque também não há essa informação).

Este Os Lenas será um dos mais baratos da (sub)Região, ao nível do Deu la Deu, por exemplo. Mas já são raros os alvarinho de Monção e Melgaço abaixo dos €8 - o que se percebe e aceita.

A qualidade neste caso é propocional: um vinho com poucos predicados, de perfil cítrico, mas sem estrutura nem acidez.

Ano da produção: 2023 (?)
Data de compra: dezembro 24
Preço de compra: €7,11
Local de compra: loja online VinhAlvarinho
Data de consumo: janeiro 25
Produtor:  I Am, Turismo e Produtos Regionais (Élio Lara)
Localidade: Merufe/Monção
Enologia: Élio Lara
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "...".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(465)


sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Quinta da Pegadinha Escolha (2022): 6/10

Primeiro destaque: pela primeira vez encontrei um rótulo que nos dá verdadeiramente informação em vez do rol de adjetivos, muitos deles apenas tretas, que são habituais em quase todos os vinhos.
Caro leitor, veja como Miguel Lemos, viticultor e proprietário da Quinta, resolveu o problema:
Tem a minha admiração, mesmo não havendo site a suportar o produto!

Sobre o vinho: estamos perante um aroma menos frutado (quando muito cítrico) e mais vegetal.
Em boca não se revela muito personalizado, mas claramente distingue-se pela acidez final, bem marcante.

Relação preço-qualidade: caro. Custou €14,45 e percebo que a produção seja pequena (996 garrafas, segundo o produtor), mas não está ao nível de muitos alvarinhos da (sub)Região de Monção e Melgaço. No final, o cliente, quando vai comprar, tem uma enorme capacidade de escolha; duvido que escolha este, se puder comprar um vinho (vamos dizer igual, para não dizer melhor) a €10 euros (veja-se este exemplo recente)
Ano da produção: 2022
Data de compra: dezembro de 24
Preço de compra: €14,45
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: dezembro de 24
Produtor: Quinta da Pegadinha
Localidade: Barcelos (VV DOC)
Enologia: Miguel Lemos
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "fermentação em inox, estágio em borras finas".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: robalos na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(462)


quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Borges Estagiado em Barrica (2022): 6/10 [ATUAL.]

Como os leitores saberão, valorizo diversos elementos, além do apreciação intrínseca do vinho.

É o caso deste Borges.

Comecemos pelo preço.

A Sociedade dos Vinhos Borges recomenda um preço de venda ao público de €17,90, que é o preço na loja do distribuidor oficial, mas comprado na loja física custou €20,80. Não percebi.
ATUALIZAÇÂO a 10/1/25: a empresa contactou-me, de uma forma muito correta, e explicou-me que houve uma falha, no momento da compra e emissão da fatura, explicação que eu aceitei.
A origem das uvas: a garrafa não nos dá qualquer informação sobre a origem das uvas, apenas pela leitura da imprensa se fica a saber que vêm da Quinta do Ôro (Felgueiras). Quem compra um alvarinho de quase €20 euros, fora da região Monção e Melgaço, 'exige' mais informação.

Finalmente o vinho: o aroma tropical é intenso, mas depois 'morre' um pouco na boca, onde lhe falta intensidade. Percebe-se a madeira, que está equilibrada, mas também falta que a acidez seja um pouco mais prolongada.

Relação preço-qualidade: se o extraordinário Regueiro Barricas custa mais ou menos o mesmo, concluo que este vinho é caro.

Ano da produção: 2022
Data de compra: fevereiro 24
Preço de compra: €20,80
Local de compra: JMV (Rio Tinto)
Data de consumo: dezembro de 24
Produtor: Vinhos Borges
Localidade: Uvas de Felgueiras?
Enologia: ?
Acidez Total (g/l):  7 g ac.tart (2023)
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "o mosto proveniente das uvas prensadas é arrefecido para 8-12 ºc de forma a decantar. Após decantação o mosto limpo é separado das borras e inicia-se a fermentação com controlo de temperatura (15-17 ºC). No final da fermentação o vinho estagia sobre as borras finas em barricas de carvalho francês durante 5 meses".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: bacalhau assado na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(459)

segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Gema Espumante Super Reserva (2019): 7/10

Primeira experiência do produtor Gema Wines nos espumantes, que lançou este ano a colheita referente a  2019.

Trata-se de um vnho com alguma complexidade, aliada a um nariz bem identificativo das características da casta (fruta tropical).

Em boca mantém essas características, com boa acidez. A bolha é elegante.

Relação preço-qualidade: é a velha questão de sempre; €15 na Feira de Monção é uma pechicha, €29 online na própria loja já é puxadote... Nota: este produtor, até por dirigir uma parte da pordução para o estrangeiro, nunca teve como prioridade o preço.

[e por falar em mercados estrangeiros, talvez no Dubai ninguém queira saber a origem do vinho, mas por cá já é difícil aceitar que surja a indicação no contrarrótulo de "engarrafado por Eng. 1268". Porque não mais transparência na informação, até por estarmos a falar de um vinho que 'exige' outro tipo de cliente, porventura mais exigente?]

Ano da produção: 2019
Data de compra: julho 24
Preço de compra: €15
Local de compra: Feira de Monção 2024
Data de consumo: outubro de 24
Produtor: Gema Wines
Localidade:  Merufe, Monção
Enologia: ?
Acidez Total (g/l): 6,0
Açúcar residual (g/l): 2,1 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "O mosto é clarificado a 12ºC durante 48 horas e fermentado sob temperatura controlada durante 12-15 dias. Após a fermentação inicial, o vinho passa 5 meses sobre borras finas. O espumante é então engarrafado e passa por uma segunda fermentação na garrafa, seguido de um estágio de 24 meses. O processo conclui-se com remouage e degorgement".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º [o segundo copo, 17 horas depois, foi bem melhor do que o primeiro, aberto muito em cima da refeição]
Acompanhou: arroz do mar
Pode acompanhar por exemplo:
(456)



terça-feira, 8 de outubro de 2024

Pássaros Reserva de Família (2022): 7/10

 Há várias coisas a dizer sobre este vinho:

1) É produzido por Anselmo Mendes, mas não consta do seu site (ao contrário do Pássaros Alvarinho e Loureiro ou do Pássaros Loureiro); 

2) Segundo percebi é vendido em exclusivo, pelo menos em Portugal, pelo Pingo Doce, o mesmo acontecendo com o Pássaros Alvarinho. A ser assim, são quatro os Alvarinhos que Mendes produz para o Pingo Doce (o Alvarinho Pingo Doce, o Espumante e estes dois Pássaros), o que faz desta cadeia de distribuição certamente o seu principal cliente em Portugal e a que tem mais Alvarinhos em exclusivo (há ainda um excelente Reserva, com origem na Adega de Monção, o que dá cinco). Este vinho não consta do site do Pingo Doce.

3) Não consegui perceber quanto custa realmente, mas sei quanto paguei: €9,9 (beneficiando, pelos vistos, de um descontos de 50%). €20 euros é um preço absurdo para este vinho, mas €10 é bastante razoável;

4) Não encontrei qualquer informação sobre a vinificação (quanto tempo em barrica, por exemplo), o que me leva a dizer que um produtor como Anselmo Mendes tem de ter um comportamento a este nivel compatível com o seu prestígio (parece um vinho clandestino, do qual nada temos direito a saber).

5) Agora o vinho: foi aberto uma hora antes, mas mostrou-se fechado, com as notas cítricas muito presas (lima, um pouco de toranja) e a acidez curta; o segundo copo, 16 horas depois, já revelou mais abertura e mais madeira. Mas quem é que abre um vinho com 16 horas de antecedência? Considerei o segundo copo também para a nota.

Ano da produção: 2022
Data de compra: março 2024
Preço de compra: €9,99 (€19,99 antes do desconto)
Local de compra: Pingo Doce
Data de consumo: outubro de 24
Produtor: Anselmo Mendes (não consta do site)
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: lasanha
Pode acompanhar por exemplo:
(452)





domingo, 21 de julho de 2024

Rebouça Design (2022):7/10

Luis Euclides Rodrigues apresentou na última Feira de Monção uma novidade - a vários títulos.

Começa pelo facto de não ter um nome visível (em geral, fala informação na garrafa), depois pelo rótulo, completamente inovador, e acaba na vinificação: um ano de battonage.

Trata-se, é preciso dizê-lo, de uma experiência, 500 garrafas apenas, que provavelmente não voltará a ser produzido.

A prova mostrou um alvarinho de excelente aroma, frutado e vegeral, mas um pouco curto na acidez final.

Relação preço-qualidade: o produtor recomenda um pvp de cerca de €17, o que se justifica pelo facto de serem 500 garrafas e ainda pelo rótulo, completamente inovador. Só pelo vinho, é caro.

Ano da produção: 2022
Data de compra/prova: julho 2024
Preço de compra: ?
Local de compra: Feira do Alvarinho de Monção 2024
Data de consumo:
Produtor: Rebouça [não consta das propostas online]
Localidade: Monção
Enologia: Luis Euclides Rodrigues
Acidez total: ?
Açúcares Totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): ?º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Battoange durante um ano."
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(444)


domingo, 25 de fevereiro de 2024

Firmamento (2022): 6/10

Começo por algo que, para mim, é difícil de entender: uma empresa de S. João da Pesqueira (Firma, Viticultores & Viticultores) comprou vinho na subregião de Monção e Melgaço e lançou este Firmamento - até aqui tudo bem.  Mas qual é a origem deste vinho? 'Monção & Melgaço' é uma região suficientemente vasta para precisar de mais detalhe. Monção ou Melgaço? E quem é o produtor?

Trata-se de uma questão de respeito e, como agora se diz, de 'accountability' pelo consumidor. Esta falta de transparência pode, no limite, fazer um consumidor mais atento hesitar.

Esta é uma preocupação que venho manifestando desde a origem desta página. Penso que a Comissão dos Vinhos Verdes deveria dar o exemplo e ser mais exigente.

Quanto ao vinho: vale sobretudo pelo final, com boa acidez e bastante frescura. Um vinho agradável (perfil cítrico), leve de se beber.

Relação preço-qualidade: sendo mais caro do que o Deu la Deu, Regueiro, Portal do Fidalgo, QM e Soalheiro  (os cinco mosqueteiros da frente de ataque da subregião), a pergunta é: quem vai comprar este vinho?

Ano da produção: 2022
Data de compra: fevereiro 24
Preço de compra: €12 
Local de compra: El Corte Inglés
Data de consumo: fevereiro 24
Produtor: ? [Engarrafado por Firma, Viticultores &Viticultores, S. João da Pesqueira]
Localidade: ?
Enologia: Constantino Ramos
Acidez Total (g/l): 6,3 g/L (ácido tartárico)
Açúcar (g/l) 1 g/L (glucose, frutose e sacarose)
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "A colheita das uvas é precoce para obtermos uma frescura aromática e única. Prensagem suave em prensa pneumática, seguida de uma fermentação longa a baixa temperatura para preservar os aromas varietais da casta. Estágio em inox de 6 meses com bâtonnage regular"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: risotto de alheira
Pode acompanhar por exemplo:
(422)


sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Passo de Gigante (sem data): 6/10

Primeira curiosidade: em lado nenhum se diz que é alvarinho. Só na loja onde foi comprada (e respetivo site) se obteve a informação. O que, tratando-se de um vinho da zona dos Verdes, é anormal.

Segunda curiosidade: o vinho não tem qualquer data. 2021? 22?

Terceira curiosidade: pelas minhas contas é o quarto curtimenta de alvarinho produzido em Portugal (com liderança de Anselmo Mendes, recentemente secundado por Élio Lara).

Finalmente: em prova cega não diria que é alvarinho - nem pelo aroma. Tem boa acidez, é verdade, mas quase todas as castas do Verde a têm. [resta acrescentar que é um vinho de vinificação natural].

Relação preço-qualidade: caro.

Ano da produção: ?
Data de compra: set23
Preço de compra: €19 
Local de compra: Cave Bombarda, Porto
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: João Pedro da Mota Pires
Localidade: Vila Verde (IVV)
Enólogo: Ana Zarricueta e Rui Oliveira
Acidez Total (d/dm3): ?
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: fermentação com as películas durante 13 dias. Estágio 12 meses.
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Robalo no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(408)


domingo, 5 de novembro de 2023

Encostas de Melgaço Espumante Bruto (2020): 9/10

Começo por dizer que este é o melhor espumante de alvarinho que bebi e classifiquei este ano [sim, porque houve um, com, pelo menos, igual apreciação a que não pude dar classificação). Um 9 quase 10.

2020 foi a primeira produção de espumante da renovada Quinta da Pigarra e acertaram em cheio! Aroma inconfundível, bolha do mais elegante que é possível imaginar, na boca sabores muito evoluídos, como se fosse um reserva em madeira (caramelo, manga madura, frutos secos), e a acidez a corresponder.

Um espumante suave e delicado. 

Relação preço-qualidade: €15 é um excelente preço para um espumante tão bom.

Ano da produção: 2020
Data de compra: nov22
Preço de compra: €15 [online encontrei diversos preços]
Local de compra: feira do espumante de Melgaço
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: Quinta da Pigarra [não existe qualquer informação online, que possa explicar por exemplo que a quinta é de Melgaço, mas o produtor esteja em Famalicão)
Localidade: Famalicão
Enólogo: Jorge Sousa Pinto
Acidez Total (d/dm3): ?
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 9-10º
Acompanhou: douradas grelhadas
Pode acompanhar por exemplo: trata-se de um espumante altamente gastronómico, que pode acompanhar quase toda a gastronomia.
(407)


 

sábado, 28 de outubro de 2023

Quinta das Pirâmides Premium (2019): 7/10

Este é o quarto alvarinho da Quinta das Pirâmides, Famalicão, que provo.

E claramente é o melhor.

Um alvarinho com aroma muito vincado e com as características da casta muito presentes em boca (perfil mineral, com alguns traços cítricos). Acidez excelente.

[inexplicavelmente, quem compra este vinho não fica a saber que é alvarinho e só através da ficha técnica é que isso se torna claro. Será porque existe um Quinta das Pirâmides alvarinho? Não provei]

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dez22
Preço de compra: €9.61
Local de compra: no produtor
Data de consumo: outubro 2023
Produtor: Darumi
Localidade: Famalicão
Enólogo: ?
Acidez Total (d/dm3): 6.2-6.8 
Açúcar residual: 3.6g
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: salmonetes fritos
Pode acompanhar por exemplo:
(406)




sábado, 1 de abril de 2023

Só Vinha (2021): 6/10

 Este Só Vinha surgiu há poucos meses no El Corte Inglés, pelo menos tanto quanto me foi dado perceber.

Trata-se de um vinho produzido na zona de Amarante e distribuído por uma garrafeira de Lisboa chamada wineman (curiosamente, há muitos vinhos online, mas não há pormenores sobre este Só Vinha...).

Trata-se de um vinho bastante frutado (de mais?), com um final seco e agradável.

A questão é que este vinho, ao preço a que é vendido, concorre diretamente com o a referência nº1 do mercado para o segmento dos €10, Soalheiro, ou com o Regueiro Reserva, para dar dois exemplos. E fica a perder. Dois euros a menos colocá-lo-iam num patamar mais razoável.

Relação preço-qualidade: caro (já explicado)

Ano da produção: 2021
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €10,99
Local de compra: El Corte Inglés
Data de consumo: março 23
Produtor: wineman
Localidade: [Engarrafado por: Eng. nº 6683, Amarante]
Enólogo: António Sousa
Acidez volátil (g/dm³): ?
Acidez Total (g/dm³): ?
Açúcares residuais (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12/13º
Acompanhou: pataniscas de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(381)


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Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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