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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Solar de Serrade (2025): 8/10

Só bebo vinhos do ano quando não tenho alternativa - foi o que se passou com este Solar de Serrade, bebido em restaurante.

Mas ainda bem que saiu assim: primeiro, porque já não bebia esta referência desde 2018 e depois porque, tantos anos depois, confirmou o que então escrevi.

Estamos perante um vinho muito equilibrado, com fruta (maracujá, manga), e acidez (intensidade média). Além do mais ligou muito bem com as bochechas estufadas com puré de batata doce que comemos no novo Reserva 1386, em Barbeita, Monção.

[O restaurante ainda não tem dois meses, está muito no início, mas vejo potencial. Na parte que mais me diz respeito, já havia uma lista muito decente de Alvarinhos, mas com preços, em geral, elevados. Este Solar de Serrade custa €8,45 no Coca e pagámos €21. Penso que a oferta poderia ser mais diversificada e penso, também, que o restaurante poderia, na ementa, ter harmonizações com Alvarinho - afinal a razão pela qual a maioria dos visitantes se desloca a Monção]

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: restaurante Reserva 1386, Barbeita, Monção
Preço de compra: €21 no restaurante
Dificuldade de aquisição: fácil 
Produtor: S.A.V.A.M. Lda. Quinta de Serrade 
Localidade: Mazedo e Cortes, Monção
Enólogo: José Domingues?
Acidez Total (g/l ácido tartárico) – 6,5
Açúcar (g/l) –  1.5 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Decantação e fermentação em depósitos de inox onde estagia até ao momento de engarrafar sobre borras finas, com operações periódicas de batonage."
Informação sobre o local das uvas: apenas Monção
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 7/8º
Acompanhou: bochechas estufadas com puré de batata doce
(37)

terça-feira, 19 de maio de 2026

Cá Pra Lá (2025): 8/10

Há menos de um mês contei aqui a inusitada história de um Alvarinho desconhecido que, em poucas semanas, conquistou duas medalhas de ouro em concursos internacionais.

Resumindo: mesmo sendo a primeira vez que o Solar da Pena, em Braga, produzia Alvarinho, enviaram o Cá Pra Lá ao concurso Challenge do Vin e regressaram de França com uma medalha de ouro.  Um mês tinham recebido idêntica distinção no Mundus Vini.

Percebendo a minha curiosidade e, sobretudo, a dificuldades em encontrar o vinho, enviaram-mo para prova.

E ainda bem que o fizeram.

Trata-se de um vinho com um aroma muito presente, de perfil tropical, mas sem doçura excessiva. Talvez um pouco mineral, com acidez final média.

Agora o 'escândalo': tem um pvp de €5,80! Sem palavras. A nossa nota reflete isso mesmo. Mas como a produção é muito pequena (cerca de 2500 garrafas) não haverá muito vinho disponível no mercado.

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: maio 2026
Local de compra/prova: oferta do produtor 
Preço de compra: [pvp €5,80]
Dificuldade de aquisição: muito elevado 
Data de consumo: maio 2026
Produtor: Solar da Pena [não consta do site]
Localidade: Braga
Enólogo: Nuno Baptista
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: de um produtor associado, em Braga
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: superior a 12º
Acompanhou:
(515)





quarta-feira, 6 de maio de 2026

Solar das Bouças (2020): 6/10

O contrarrótulo diz que este vinho, com origem em Amares, junto ao Cávado, apresenta um excelente potencial para estagiar na garrafa. Honestamente não senti isso - e já passaram seis anos desde o seu lançamento.

Trata-se de um Alvarinho honesto, com algum (demasiado?) trabalho de adega, mas que se bebe com mediano prazer. Achei-o um pouco alcoólico na boca (13,5º), mas gostei da fruta. 

Acidez curta.

Relação preço-qualidade: um euro menos?

Ano da produção: 2020
Data de compra/prova: novembro 25
Local de compra/prova: Garrafeira Azevedo
Preço de compra: €8,90
Dificuldade de aquisição: médio (em diversas garrafeiras)
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Solar das Bouças, VR Minho
Localidade: Amares
Enólogo: Fernando Moura
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Amares
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Bacalhau na airfryer e batatas
(513)



quinta-feira, 5 de março de 2026

Martingus (2025): 7/10

Duas notas, antes de irmos ao vinho:

- sou daqueles que acham que devia ser proibido beber Alvarinhos com menos de um ano de estágio ou de garrafa. Este é apenas o segundo 2025 que provo. E, como se vai perceber, por falta de alternativa;

- felizmente há cada vez mais oferta de Alvarinhos, nomeadamente na Subregião, mas talvez haja alguma saturação de vinhos iguais (os tradicionais colheitas do ano ou, como agora se começa a chamar, os clássicos). Os novos produtores devem pensar em se afirmar, além da qualidade, pela diferença.

Juntando tudo, este Martingus é uma completa novidade (o produtor disse-me que a garrafa que trouxe era a primeira a sair para promoção), mas o vinho é esse clássico que todos conhecemos e, penso, gostamos.

Um vinho com bom nariz, fruta na boca e aquela acidez distintiva da casta. Foi bebido demasiado cedo, mas não faltarão oportunidades de voltar a provar o Martingus, daqui a um ano ou dois. Nessa altura, tenho a certeza, a nota será diferente.

Sobre a marca: António Souto produz Alvarinho em, Prado, Melgaço há várias décadas (cerca de 30 toneladas), mas vendia para a Adega de Monção. No ano passado, ele e o enólogo Abel Codesso decidiram reservar uma parcela, conhecida como Martingus, para colocar um vinho novo no mercado.

Relação preço-qualidade: os €9,50 que o produtor indicou são, hoje, o preço de muitos colheitas da Subregião, imediatamente abaixo do Soalheiro. Um preço normal, portanto, mas que demonstra a confiança do produtor na qualidade do vinho posto no mercado.

Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: fevereiro 2026
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor (pvp recomendado pelo produtor €9,5]
Dificuldade de aquisição: difícil (há à venda no Solar do Alvarinho em Melgaço)
Data de consumo: março 2026
Produtor: António José Souto + Instagram
Localidade: Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total (g/dm ): 
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Prado fica junto ao Rio Minho
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: filetes de pescada com salada russa
(506)


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Alumiada (2024): 8/10

Estava a almoçar no Restaurante Via Lidador, na Maia, quando percebo que, em várias mesas, se bebe um Alvarinho cujo rótulo não reconheci.

Pedi ao empregado que mo trouxesse e deparo-me com este Alumiada, um vinho produzido em Penso (Melgaço) por Carlos Vilarinho.

Percebendo o meu interesse, o empregado disse-me que, por coincidência, o produtor também estava a almoçar e, portanto, foi dois em um: encontrei um Alvarinho novo e pude obter informações que desconhecia por completo.

Alumiada, uma referência à tradição popular e religiosa alusiva a São Tomé, em Penso, existe desde 2022. Atualmente Vilarinho tem uma produção média de cerca de 4.000 litros, mas revelou-me que, com aquisição de mais 8.000M2 de terreno, prevê aumentar para mais 3.000 litros.

O vinho é um Alvarinho clássico (um colheita), com um aroma bastante intenso, fruta tropical na boca e acidez bem presente, como seria de esperar. Um bom Alvarinho, sem dúvida.

Relação preço-qualidade: Carlos Vilarinho diz-me que vende o seu Alumiada a €5, o que é um preço notável, e justifica a nota atribuída (no restaurante são três vezes mais, infelizmente o normal). Mas não é fácil encontrar este vinho, já que o produtor não tem uma estrutura organizada em termos comerciais. A alternativa é o site.

Ano da produção: 2024
Data de compra: Jan. 26
Local de compra: Restaurante Via Lidador, Maia
Preço de compra: €5 no produtor e €15 no restaurante (oferta particular)
Dificuldade de aquisição: alta (só via site)
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: Carlos Vilarinho
Localidade: Penso, Melgaço
Enólogo: Paulo Mendes
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: massa com salmão
(504)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Encostas de Melgaço (2020): 8/10

Desde 2017 que os novos proprietários da Quinta da Pigarra, em Melgaço, vêm traçando um caminho que parece sustentado: bons vinhos, a preços decentes.

Começaram com este Encostas de Melgaço (rótulo azul) e com o Único (amarelo) e juntaram, alguns anos depois, um espumante que, desde logo, se tornou uma referência.

Provei agora a colheita de 2020 do rótulo azul e não desiludiu. Pelo contrário. Alguma mineralidade, fruta amadurecida e a acidez que não podia faltar. [Curiosidade: este Encostas de Melgaço 2020 foi distinguido com a Grande Medalha de Ouro no concurso “Os Melhores Verdes 2022”]

Relação preço-qualidade: €9,90 é excelente [nota para o facto de ter comprado em 2025 a colheita de 2020, o que é uma felicidade; agora está esgotado, o que é perfeitamente normal].



Ano da produção: 2020
Data de compra: maio 25
Preço de compra: €9,99
Local de compra: Vinhalvarinho.pt
Data de consumo: janeiro 2026
Produtor e Engarrafador: Quinta da Pigarra
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
[a falta de informação é um dos problemas detetados desde o início, não corrigido entretanto; aparentemente há um site... que não funciona]
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: lulas estufadas
Pode acompanhar por exemplo:
(299)

Encostas de Melgaço 2018

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Alv (2021): 5/10

 Ao beber os dois primeiros copos deste alentejano Alv lembrei-me de uma frase do falecido Padre Américo, que dizia 'não existem rapazes maus'. É como acontece com os vinhos, basta ler... No caso em apreço, não quero afirmar que existem vinhos maus, mas alguns não passam de... fracos.

As primeira impressões deste Alv foram realmente muito desinteressantes: o aroma ainda prometia, mas na boca havia muito pouco. O final era demasiado curto e quase sem acidez. Fiquei frustrado.

Como sempre acontece, e por defesa, optei por esperar e voltar a provar na refeição seguinte, 15 horas depois. Melhorou, sem passar do 10.

Isto remete-nos para uma questão mais vasta: porquê fazer um alvarinho no Alentejo se é pior do que a esmagadora maioria dos que se fazem na zona dos Vinhos Verdes (já nem falo da subregião)? Uma coisa é ter a casta pata equilibrar lotes, outra é fazer vinhos extreme, sem qualidade mínima.

Relação qualidade-preço: paguei €7,75, mas num supermercado, por menos dois ou três euros, comprava melhor.

Ano da produção: 2021
Data de compra: setembro 2025
Local de compra: Portugal Vineyeards
Preço de compra: €7,75
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: Terra d'Alter (Imparwines)
Localidade: Fronteira (VR Alentejano)
Enólogo: Peter Bright
Acidez Total (g/dm ) 6.0
Açúcares residuais: 0,3
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Uvas vindimadas à mão de vinhas pl antadas em solos calcários. Esmagamento suave, arrefecimento do mosto, seguido de contacto pelicular durante 24 horas. Defecação durante 48 horas, seguida de fermentação prolongada (50 di as) em cuba de inox, à temperatura de 12ºC e permanência sobre as borras finas at é ao engarrafamento"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: frango assado no forno
(496)


segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Camaleão Espumante Bruto (sem data): 8/10

Começo por dizer que comprei esta garrafa juntamente com a Revista de Vinhos (em dezembro de 2024) e que avalio em função dos €7 que paguei. Já percebi que, online, custa quase o dobro, o que faria necessariamente baixar um ponto na nota atribuída.

Em segundo lugar, uma observação crítica para a falta de informação. É um non-vintage e por isso não tem data de produção, mas, não sendo um champanhe, poderia ter pelo menos o ano em que foi lançado ao público. No contrarrótulo há o endereço online do produtor/enólogo, mas não funciona. E finalmente o produtor/enólogo opta por esta indicação nesse mesmo espaço: "Preparado por João Cabral Almeida". Preparado significa o quê? Em inglês, logo a seguir, diz 'engarrafado por'. 

Sobre o vinho: um espumante acima da média, com a casta bem tratada e bem potenciada. Guloso e muito gastronómico.

Relação preço-qualidade: a €7 é uma verdadeira pechincha!

Ano da produção: ?
Data de compra: dezembro 2024
Local de compra: promoção Revista de Vinhos
Preço de compra: €7
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: João Cabral de Almeida (IG Minho)
Localidade: 
Enólogo: João Cabral de Almeida
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: Bruto
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: cabrito no forno
(495)


 

domingo, 26 de outubro de 2025

Condes de Barcelos Reserva (2024): 6/10

 Este alvarinho custou €6,35 e a este preço não vamos esperar um alvarinho com muita complexidade nem vibrante. Mas também não queremos um vinho enjoativo ou, em alternativa, que pouco tenha pouco alvarinho.

Este Condes de Barcelos Reserva está nesse ponto de equilíbrio.

Precisou de algum tempo para ser revelar, mas no final já se bebeu com relativa satisfação e pode dizer-se que vale bem o dinheiro [se há ou não, nos supermercados, melhor e mais barato - e há! - é outra questão]

Ano da produção: 2024
Data de compra: setembro 25
Preço de compra: €6,35
Local de compra/prova: Braga Wine Experience
Data de consumo: outubro 25
Produtor: Agribarwines
Localidade: Barcelos
Enologia: ?
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Possui estágio de 2 meses sobre borras finas e bâtonnage regulada"
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º 
Acompanhou (prato principal): pargo assado no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
(494)


sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Maria Bonita Nostalgia (2023): sem nota atribuída

 Inicialmente chamada Lua Cheia em Vinhas Velhas, a Saven é uma empresa portuguesa com produção de vinhos em várias regiões do país. 

Na zona dos Verdes, e a confirmar-se a informação na sua página oficial, produz cinco alvarinhos diferentes - que já provei.

Em tempos bebi um chamado Maria Bonita, mas agora esse Maria Bonita tem apelido, Nostalgia.

Comprei recentemente uma garrafa da colheita de 2023, mas logo, ao tirar a rolha, estranhei sinais de humidade à volta do gargalo.

Depois, ao provar, confirmei que algo não estaria bem - o vinho estava 'morto', sem expressão na casta e sem acidez. Entendi, assim, não atribuir pontuação, para evitar alguma injustiça, e esperar pela aquisição de uma nova garrafa.

Ano da produção: 2023
Data de compra: setembro 25
Preço de compra: €9,45 
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Saven
Localidade: "Vinhas antigas de Monção e Melgaço"; produzido e engarrafado em Monção
Enologia: Francisco Baptista
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: sem pontuação
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): polvo no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
(491)


sábado, 23 de agosto de 2025

Quinta de Linhares (2023): 6/10

Pouco a dizer deste colheita produzido em Penafiel: um alvarinho discreto, sem vivacidade, que não se bebe com sacrífício mas a que faltam vários predicados. Salva-se a acidez final, de média intensidade.

Ano da produção: 2023
Data de compra: junho 25
Preço de compra: ? [por erro, não tomei nota do preço pago] [€7,71 online]
Local de compra/prova: Festa do Vinho Verde, Porto
Data de consumo: agosto 25
Produtor: agri-roncao.pt
Localidade: Penafiel (DOCVV)
Enologia: António Sousa
Acidez Total :  4.9 g/dm³
Açúcares totais:  2.70 g/dm³
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: " A fermentação ocorreu em cuba de inox a uma temperatura controlada entre 15 a 16ºC - durante aproximadamente 30 dias. Estágio em cuba de inox de 3/4 meses, durante o qual o vinho esteve em contacto com as borras"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou (prato principal): zamburinhas na chapa
Pode acompanhar, por exemplo:
(487)


 

sexta-feira, 23 de maio de 2025

Casa de Oleiros (2023): 4/10

Este vinho custou €6 na última edição da UVVA em Amarante. Não se pode dizer que seja um vinho caro, embora saibamos que as grandes superfícies têm alvarinhos muito semelhantes ou até melhores, mas mais baratos. É, portanto, ingrato querer competir neste patamar.

Este Casa de Oleiros é um vinho que não se bebe com sacrifício, embora seja desinteressante. Destaca-se pelo aroma. No resto é curto.

Ano da produção: 2023
Data de compra: outubro 24
Preço de compra: €6
Local de compra/prova: UVVA, Amarante
Data de consumo: maio 25
Produtor: Casa de Oleiros
Localidade: Amarante
Enologia: Jorge Sousa Pinto
Acidez Total (g/dm):7,0
Açúcar residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Após a escolha criteriosa das uvas, segue-se uma vinificação cuidada para enaltecer todo o potencial da casta Alvarinho. O Casa de Oleiros Alvarinho apresenta aspeto límpido e cor cítrica. Aroma predominante frutado, exibido em notas exóticas e revelando uma harmonia com notas florais delicadas. Fim de boca envolvente e prolongado." [haja criatividade!]
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(477)


sexta-feira, 9 de maio de 2025

Quinta da Lixa Escolha (2024): 3/10

 Não há muito a dizer deste Quinta da Lixa Escolha: há uma aroma tropical muito intenso, na boca a fruta continua forte mas não há 'casamento' com a acidez, que está bem presente. Parece artificial.

(em 2019 bebi o 2017 e escrevi que no rótulo havia referência a vinho de Monção e Melgaço; isso agora desapareceu).

Relação preço-qualidade: há alvarinhos melhores e mais baratos.

Ano da produção: 2024
Data de compra: abril 25
Preço de compra: €7,49
Local de compra/prova: Continente, Norte Shopping
Data de consumo: maio 25
Produtor: Quinta da Lixa
Localidade: Lixa, Amarante. VV DOC
Enologia: ?
Acidez fixa (g/L): 5,7º
Açúcar residual (g/L): 3.0 g/l 
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 3/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar por exemplo:
(159)



quarta-feira, 9 de abril de 2025

Quinta do Peso (2023): 4/10

Talvez inspirados pelo sucesso da Quinta da Lixa, o vinho começou a ganhar grande preponderância no concelho de Amarante, sendo que o alvarinho passou a ser uma das apostas.

Já encontrei bons vinhos no concelho (Quinta do Carapeço, ABWines) mas também alguns desinteressantes.

É o caso deste QdP (Quinta do Peso), que tem um aroma indistinto e em que as características essenciais do alvarinho não se percebem. Para agravar, pareceu-me mais doce do que seria de desejar. Ponto positivo: a acidez.

Mais uma observação: 14º de teor alcoólico é exagerado.

Relação preço-qualidade: €8 em feira (€10 ao público?) é caro.

Ano da produção: 2023
Data de compra: out 24
Preço de compra: €8,00
Local de compra/prova: UVVA, Amarante
Data de consumo: abril 25
Produtor: Quinta do Peso
Localidade: Amarante
Enologia: ?
Acidez Total (g/L): 6,5
Açúcar residual (g/L): 2,2 
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "A fermentação e estágio de 6 meses ocorreram em cubas de inox. "
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: filetes de pescada frita
Pode acompanhar por exemplo:
(472)


quarta-feira, 19 de março de 2025

Bustelo (2023): 6/10

Bustelo é uma nova marca de vinhos verdes, embora tenha começado pela exportação (Inglaterra, Brasil).

Na origem está a Cas’Amaro (produtor de Alenquer, com cinco quintas de Norte a Sul) que adquiriu a Quinta do Bustelo, uma propriedade de 25ha com vinhas, entre o Marco e Amarante.

No mercado há Loureiro, Azal, Arinto e Alvarinho.

E foi este que provei na última edição da Essência do Vinho, onde a Cas'Amaro fez a sua estreia.

Trata-se de um vinho frutado, fresco, por isso agradável. A acidez é média.

Relação qualidade-preço: faço a pergunta do costume - quem é que em Portugal vai comprar este Bustelo, quando tem o Regueiro Reserva ao mesmo preço. Um euro menos e estaria mais adequado.
Ano da produção: 2023
Data de compra:
Preço de compra: €9,50 (segundo o produtor)
Local de compra/prova: Essência do Vinho 2025
Data de consumo: fevereiro 25
Produtor: Cas'Amaro /Quinta do Bustelo
Localidade: Marco de Canavezes
Enologia: Ricardo Santos
Acidez Total (g/l): 5,90g/L
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "O mosto é sujeito a refrigeração até 8ºC e faz a decantação estática durante 2 dias. Após separação das borras, inicia a fermentação que ocorre durante cerca de 3 semanas, a 12-14ºC. Após a fermentação estagia durante 3 meses sobre borras finas, seguindo-se o engarrafamento"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(469)



domingo, 9 de março de 2025

Pedra Antiga (2023): 7/10

O primeiro Pedra Antiga (uma marca da Provam, exclusiva do Auchan) que provei foi o 2016. Provei depois o 2018 e o 2021, o que, penso, me permite ter uma ideia da forma como este vinho tem vindo a evoluir. Este 2023 é um vinho mais equilibrado, menos cítrico. O aroma é bem frutado (já a acidez é curta).

Se a qualidade tem vindo a aumentar, o preço também: o 2016 custava €4,99, depois passou para €5,99 (2021) e agora €7,99. Não é o melhor vinho abaixo dos 8 euros, mas não se pode falar em exagero.
(também a imagem tem vindo a mudar, este é o terceiro rótulo que registo, completamente diferente dos anteriores)

Ano da produção: 2023
Data de compra: fevereiro 2025
Preço de compra: €7,99
Local de compra: Auchan, Maia
Data de consumo: março 2025
Produtor: Provam
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total (g/dm3):
Açúcar (g/dm3):
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11-12º
Acompanhou: filetes de pescada e arroz de feijão
Pode acompanhar por exemplo:
(14)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Cadão (2023): 5/10

Este não é, nem de perto nem de longe, o primeiro alvarinho do Douro que bebi (é o nono!) e isso permitiu-me confirmar uma ideia: se é para fazer alvarinhos no Douro que não sejam meras colheitas em cubas de inox e battonage, mas sim algo mais complexo/elaborado.

Se este Cadão interpreta bem o terroir onde está plantado (Valongo dos Azeites, São João da Pesqueira), como os enólogos e produtores tanto gostam de proclamar, então é o terroir que não dá mais. O tempo de longevidade previsto pelo produtor é de apenas dois anos.

Um vinho banal, que pouco ou nada acrescenta. Ainda assim, noto que este vinho já vem sendo produzido nos últimos anos, sinal de que tem um público.

Relação preço-qualidade: compreendo que fazer vinhos em pequena escala (ainda por cima, naturais) obrigue a subir o preço, mas quem vai pagar €10 euros por este Cadão quando, pelo mesmo preço, tem alvarinhos muito mais interessantes (ainda que diferentes)?

Ano da produção: 2023
Data de compra: dezembro 24
Preço de compra: €8,95 (promoção; preço tabelado €11,25]
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: fevereiro 25
Produtor: Mateus & Sequeira Vinhos
Localidade: Valongo dos Azeites, São João da Pesqueira
Enologia: Francisco Lemos
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação alcoólica com controlo Receção das uvas com desengace total sem esmagamento das massas. Prensagem suave e decantação estática. Fermentação alcoólica regular e controlada. Cuba de inox com batonnage regular".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: arroz de tamboril
Pode acompanhar por exemplo:
(467)


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Anégia (2017): 4/10 [2ª prova]

Qual é a probabilidade de um vinho, que neste momento está a ser vendido a pouco mais de 5 euros (já custou mais de €10), envelhecer bem em garrafa durante mais de sete anos? Acho que todos concordarão que é muito baixa.

E foi exatamente isso que aconteceu com este Anégia de 2017.

Dirá o leitor: que culpa tem o vinho se o deixei tanto tempo à espera?

Sim, isso já aconteceu antes, mas este não é o caso. O vinho foi comprado há menos de dois meses e neste momento continua à venda.

Para agravar, sabia a rolha, apesar desta aparentar estar impecável.

Resta acrescentar que o vinho se transformou de tal maneira que já nem parecia alvarinho. Perdeu força, perdeu acidez. Ainda assim, o copo bebido 24 horas depois estava mais aberto e até com mais aromas do que o primeiro.

Em resumo: sem o sabor a rolha, apesar de não ser um grande vinho, não teria sido sacrifício bebê-lo. Comparando com a primeira prova, em 2020, melhorou muito o preço, mas tive o azar da rolha,
Ano da produção: 2017
Data de compra: dezembro 24
Preço de compra: €6,35
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: fevereiro 25
Produtor: Caves Velhas/Enoport Wines
Localidade: não é identificado o local de origem das uvas (Anégia é nome antigo para as terras do Vale do Sousa). Vinho Regional Minho
Enologia: ?
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "...".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 13-14º
Acompanhou: Pescada cozida com legumes
Pode acompanhar por exemplo:
(261)


segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Os Lenas (2023): 5/10

Élio Lara sentiu necessidade de colocar no mercado vinhos para concorrer com os mais baratos produzidos na (sub)Região: um alvarinho e um alvarinho e trajadura, a que deu o nome de Os Lenas, em homenagem ao seu avô, que tinha precisamente essa alcunha.

Mas a verdade é que em lado nenhum aparece o nome do enólogo/produtor, que, assim, quis diferenciar este vinho daqueles que tem sob a marca "By Élio Lara", alguns dos quais muito bons.

(por falar em falta de informação, estou a considerar que é vinho de 2023 pela informação da loja online onde o comprei, porque também não há essa informação).

Este Os Lenas será um dos mais baratos da (sub)Região, ao nível do Deu la Deu, por exemplo. Mas já são raros os alvarinho de Monção e Melgaço abaixo dos €8 - o que se percebe e aceita.

A qualidade neste caso é propocional: um vinho com poucos predicados, de perfil cítrico, mas sem estrutura nem acidez.

Ano da produção: 2023 (?)
Data de compra: dezembro 24
Preço de compra: €7,11
Local de compra: loja online VinhAlvarinho
Data de consumo: janeiro 25
Produtor:  I Am, Turismo e Produtos Regionais (Élio Lara)
Localidade: Merufe/Monção
Enologia: Élio Lara
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "...".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Adega do Mato Colheita Selecionada (2022): 3/10

A explicação para a pontuação tão baixa é simples: este é um vinho doce!

Tão doce que em certos momentos deixa de ser agradável bebê-lo.

Com uvas produzidas em Ribeira de Pena (concelho conhecido pelos bons vinhos azal ou arinto), mesmo no limite da zona dos vinhos verdes, é imposível que elas deem origem a um vinho tão doce. 

É o primeiro alvarinho que bebo com origem neste concelho.

Relação preço-qualidade: ninguém dirá que €7,5 é caro, mas todos sabemos que há vinhos (muito) melhores a 5 ou 6 euros.

Ano da produção: 2022
Data de compra: maio24
Preço de compra: €7,5
Local de compra: Wine & Blues Festival Viana do Castelo
Data de consumo: janeiro 25
Produtor: Vítor Magalhães
Localidade: Ribeira de Pena
Enologia: Winelords
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "...".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 3/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: filetes de pescada
Pode acompanhar por exemplo:
(463)


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Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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