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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Como uma garrafa de espumante de albariño acabou a fazer sangria

Alma Atlántica é uma marca criada pelo super-produtor de albariños Martin Codax. Na última deslocação à Galiza vi um espumante desta referência a menos de €10 euros e comprei uma garrafa - afinal os galegos também fazem espumantes a preços ridículos?😎

A perplexidade tinha uma explicação e eu só a entendi tarde de mais: pus a garrafa no frigorífico, ficou bem fresquinha e abri. O que meti à boca foi cuspido quase instintivamente - o raio do vinho é doce que até enjoa!

A razão: um vinho com 7º de álcool (mosto de uva alvarinha parcialmente fermentado, "que provoca un dulzor perfecto para equilibrar la acidez de este varietal. La fermentación tiene lugar en depósitos isobáricos en los que se crean de forma natural las finas burbujas que refuerzan aún más la sensación de frescor").

Dizem que os jovens gostam assim e eu não tenho elementos para contestar. Sei é que dificilmente alguém da geração que gosta de vinho beberá um albariño destes.

(o resto ficou para fazer sangria. Foi só juntar fruta...)


 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Alvorone (2020): 9/10

A Quinta de Soalheiro lançou algumas novidades no ano passado, apresentadas como vindas da sua cave de inovação.

Já tinha provado o Mosto Flor, o Pé Franco, o Revirado e faltava este Alvorone, que resulta da associação entre um grupo de jovens enólogos (APRT3). 

A vinificação deste Alvorone é realmente inovadora, uma vez que associa o alvarinho à técnica de produção dos vinhos amarone italianos: as uvas são desidratadas, o que potencia a concentração de açúcares e os ácidos. E aqui está a chave para este vinho.

Este Alvorone tem semelhanças com os colheitas tardias de alvarinho (especialmente o Rascunho, da Quinta de Santiago), embora as uvas não tenham a chamada podridão nobre (14,5º de álcool).

Há uma acidez quase crocante, que se torna viciante e permite beber este vinho sem acompanhamento. Trata-se de um vinho seco, cujos níveis de açúcar provavelmente ainda podem ser afinados.

Desconheço se a Quinta vai voltar a produzir este vinho, mas, para mim, tem todas as condições para se tornar o símbolo (da imagem de marca) da inovação da Soalheiro.

Relação preço-qualidade: por tudo isto, só posso dizer que vale os €45.
Ano da produção: 2020 
Data de compra: novembro 23
Preço de compra: oferta do produtor [tentei comprar o vinho, incluindo na própria loja, mas ou porque a produção foi prequena ou porque demorei algum tempo, não o encontrei] (pvp recomendado €45)
Local de compra: 
Data de consumo: janeiro 24
Produtor: Quinta do Soalheiro (VR Minho)
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enologia: A. L. Cerdeira
Acidez total (g/dm3): 5,6
Açúcar (g/l) seco
Teor Alcoólico (%vol): 14,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas de Alvarinho sem podridão nobre, tal como no processo de produção do vinho Amarone, são desidratadas para concentrarem os açúcares e os ácidos. Após 3 a 4 semanas são prensadas e o mosto obtido, com uma concentração de açúcares elevada, fermenta e estagia durante um ano em barricas de madeira novas. O vinho é engarrafado após um período mínimo de 6 meses em depósito de inox"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º/12º
Acompanhou: slamão fumado
Pode acompanhar por exemplo: tem um pouco mais de álcool do que o normal, mas pode ser bebido sme qualquer acompanhamento
(416)

Vallado (2024): 6/10

 Penso que existem duas formas de encarar o Alvarinho produzido fora da Subregião ou, no limite, da Região dos Vinhos Verdes: é um desperdíc...

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