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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Regueiro Secreto (2015): 7/10

1. Mais um vinho de 2015, o melhor ano dos últimos 30 na subregião.

2. Um vinho que custou, em 2017, €6,95 e que guardei para continuar a testar os limites e a perceber a capacidade de envelhecimento, nomeadamente em garrafa.

3. Um vinho que se revelou, em fevereiro de 2026, muito melhor do que bebido nos dois/três anos seguintes.

4. Ainda assim, um vinho que, nesta altura, já estava em fase descendente. Talvez 5/7 anos tivesse sido o prazo ideal. Maturou, afinou sabores primários, mas perdeu fulgor na boca.

Ou seja, reforço a minha convicção: mesmo quando não recebem grande cuidados na enologia, os Alvarinho estão, em geral, pelo menos 7 anos sempre a melhorar. A partir daí, tudo pode acontecer. Nota: este foi um dos primeiros Alvarinhos de Monção e Melgaço a fazer estágio prolongado sobre borras

Ano da produção: 2015
Data de compra: 2017
Local de compra: Froiz
Preço de compra: €6,95
Data de consumo: fevereiro 26
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Jorge Sousa Braga?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: filetes ed polvo
Pode acompanhar por exemplo:
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Regueiro Secreto Reserva 2016

Regueiro Secreto Reserva 2018

Regueiro Secreto Maceração Pelicular 2020

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

"Como o estágio com as borras está a transformar o Albariño no vinho branco mais surpreendente de Espanha". E em Portugal?

"How Lees Aging Is Transforming Albariño Into Spain’s Most Surprising White Wine" é o título de uma peça da Food & Wine sobre como o contacto com as borras "can do some magical things: It adds roundness and texture to the mouthfeel, helps protect the wine from future oxidation, and can impart a distinctive savory edge to its flavors — think baked bread, nuts, and a kind of overall umami depth." ["acrescenta corpo e textura à sensação na boca, ajuda a proteger o vinho da oxidação futura e pode conferir um toque salgado distinto aos seus sabores — pense em pão cozido, nozes e uma espécie de profundidade umami geral."].Exemplo: O melhor vinho de Espanha, relativo a 2025, tem estágio em borras durante 24 meses!

E em Portugal?

A primeira nota é que ainda há poucos vinhos que se declaram com estágio em borras; nenhum dos big-5 da subregião (Adega de Monção, Soalheiro, Anselmo Mendes, Provam e Quintas de Melgaço) apresenta um vinho com esse designativo.

A segunda é que os produtores hesitam entre o uso da palavra (sobre) lias, que é uma expressão em castelhano, e borras, neste caso acrescentando o adjetivo 'finas'. A Comissão dos Vinhos Verdes regista as duas palavras e até distingue borras finas ("Conjunto de lementos insolúveis dos mostos ou vinhos, que se depositam depois das borras grossas.") de borras grossas ("Elementos insolúveis que, por maior densidade, são os primeiros a depositarem-se nos vinhos e nos mostos, e constituem a camada inferior das borras").

A Quinta de Paços terá sido pioneira em Portugal ao lançar o Casa do Capitão-Mor Alvarinho sobre lias, relativo a 2016. Com uma exceção, todos os conheço são da subregião.

Da lista que se segue, percebe-se que ainda não houve um vinho (dos que apresentam essa designação no rótulo) que me tenha surpreendido.

Todos os vinhos registados que tenham essa designação:







Além destes, há outros vinhos que fazem estágio sobre borras, mas não o anunciam nos rótulos. Um exemplo: o excelente Sou (2018): 8/10 (tem estágio de 9 meses em borras finas)

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Cortinha Velha sobre Lias (2022): 7/10

Mais um vinho vinificado com as borras finas (lias, em galego), uma das novidades da Feira de Monção deste ano.

O resultado é o habitual neste tipo de situações: produz-se um vinho complexo em boca, rico em sobores secundários, mas de final um pouco curto.

Atenção especial ao rótulo: muito bonito mas, na minha opinião, pouco informativo (com pouca leitura). O produtor avisa que se trata de uma edição muito limitada.

Relação preço-qualidade: por falha própria, não consegui saber o preço.

Ano da produção: 2022
Data de compra/prova: julho 2024
Preço de compra: ?
Local de compra: Feira do Alvarinho de Monção 2024
Data de consumo: 
Produtor: Cortinha Velha
Localidade: Monção
Enologia: Luis Euclides Rodrigues
Acidez total: ?
Açúcares Totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): ?º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Desengace total. Prensagem direta, suave. Sem maceração pelicular pré-fermentativa.Fermentação e estágio em cubas de inox, onde estagia por 12 meses, sobre as borras totais de fermentação, sem bâtonnage."
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo:
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quarta-feira, 8 de maio de 2024

Borges Estagiado em Borras Finas (2022): 6/10

Uma das mais recentes tendências é deixar o vinho estagiar com as borras (finas) durante alguns meses. O obejtivo é permitir que o vinho ganhe outros sabores que resultam desse contacto.

Até agora provei cinco vinhos com essa vinificação mas só um era verdadeiramente excelente

Este Borges está um furo abaixo dos restantes. Sendo um vinho agradável, não se percebe um ganho que resulte desse estágio, talvez por estar apenas 4 meses no processo. Um leve, com pouca estrutura.

Relação preço-qualidade: paguei €7,37 pela garrafa no distribuidor, o que é um preço incrível, mas na loja online do mesmo distribuidor está agora a €17,90, claramente inflacionado.

Ano da produção: 2022
Data de compra: fevereiro 24
Preço de compra:  €7,37 [na loja online está a €17,90
Local de compra: Armazém da JMV, Gondomar
Data de consumo: maio 24
Produtor: Vinhos Borges
Localidade: Monção e Melgaço
Enologia: ?
Acidez Total: 6,9 g Ac.Tart./l.
Açúcar: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "O mosto proveniente das uvas prensadas é arrefecido para 8-12 ºC de forma a decantar. Após decantação o mosto limpo é separado das borras e inicia-se a fermentação com controlo de temperatura (16-17 ºC). No final da fermentação o vinho estagia sobre as borras finas durante 4 meses."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: salmão grelhado
Pode acompanhar por exemplo:
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Quinta das Pirâmides Reserva Estagiado em Borras Finas (2020): 7/10

A primeira coisa surpreendente é este produtor de Vila Nova de Famalicão produzir 4 alvarinhos diferentes (que aqui iremos apresentar, ao longo das próximas semanas). Mesmo na subregião não são muitos os produtores que têm quatro referências diferentes.

A segunda nota vai para a qualidade do vinho, de perfil elegante, com aroma frutado e alguma sensação mineral em boca. Excelente acidez, mas não muito prolongada.

Terceira observação: preço interessante.

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 2022
Preço de compra: €10,17
Local de compra: no produtor
Data de consumo: janeiro 23
Produtor: Quinta das Pirâmides
Localidade: Famalicão, Vinho Verde DOC
Enólogo: Gabriela Albuquerque
Acidez Total: - 7,2 - 7,7
Açucares residual (g): 1.3-1,4
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 14º
Acompanhou: arroz de robalo e gambas (acompanhou também figos secos de sobremesa e o resultado não foi famoso)
Pode acompanhar por exemplo:
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terça-feira, 7 de setembro de 2021

Edmun do Val Sobre Lias (2018): 7/10

Este vinho, segundo o produtor de Valença, estagiou 10 meses sobre as borras (lias, do outro lado do Minho), que foram 'agitadas' periodicamente.

O resultado é um vinho interessante, mas que - acredito - precisa de mais tempo para mostrar o que vale.

Com estas características não é nem nunca será um vinho de sabores primários (frutas...), mas acredito que com o tempo vai tornar-se mais intenso.

Relação preço-qualidade: daqui a uns anos será um excelente preço...

Ano da produção: 2018
Data de compra: agosto 21
Preço de compra: €17,50
Local de compra: Garrafeira Prova Cega, Caminha
Data de consumo: setembro 2021
Produtor e Engarrafador: Quinta Edmun do Val
Localidade: São Julião, Valença
Enólogo: Ollala Ruibal?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º [o produtor aconselha entre 14º e 16º]
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salada de buzios
Pode acompanhar por exemplo:
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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Sou (2018): 8/10

O pioneirismo de Anselmo Mendes deixou vários 'filhos' e um deles está na Quinta de Santiago.

Este Sou, resultado da colaboração da Joana com o enólogo Nuno Mira do Ó, é um vinho diferente dos alvarinhos convencionais, destacando-se pela forma como conjuga, sem hesitações, a acidez com as características mais profundas da casta - nomeadamente laivos de lima ou alguma fruta de caroço (maçã verde, por exemplo). Em contrapartida, a madeira não se nota.

No final, quando tudo acaba, fica na boca aquele sabor delicioso a vinho 'antigo' (no sentido de tradicional, de lavrador)

Mas o que mais distingue este vinho é que, pelo resultado obtido, ele pode ser combinado com quase todos os pratos da gastronomia portuguesa. Perfeito para um arroz de pato ou um cabrito no forno, acompanhará magistralmente um bacalhau à gomes de sá ou um arroz de peixe galo - e isto é, penso, o maior elogio que se pode fazer a este vinho.

(é um 8 e não um 9 porque gosto de alvarinhos menos ácidos, só isso)

(mais um vinho a experimentar o estágio de 9 meses em borras finas)

Análise ao preço: caro, evidentemente, mas ainda assim há mais caros e piores!

Ano da produção: 2018
Data de compra: novembro 20
Preço de compra: €33
Local de compra: Garrafeira Tua Vinharia, Póvoa de Varzim
Data de consumo: novembro 2020
Produtor: Quinta de Santiago
Localidade: Cortes, Monção
Enólogo: Nuno Mira do Ó
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º (pode ser servido a 14 ou 15º)
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: pataniscas de bacalhau com arroz de feijão
Pode acompanhar por exemplo: tirando cozido à portuguesa, talvez tudo!
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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Casa do Capitão-Mor Sobre-Lias (2016): 7/10

Será esta a nova tendência do alvarinho português, vinhos produzidos sobre borras (lias, em galego)?

Já tinhamos o Vale dos Ares Borras Finas, a que se junta agora o novo vinho de Paulo Graça Ramos.

Uma vinificação complexa não visa valorizar os aromas primários, como é evidente, procurando outras sensações (encontrei caramelo, por exemplo), objetivo que é plenamente conseguido, ainda que a fruta não desapareça: trata-se de um vinho com um final muito bom, em que a acidez marca a sua presença de forma clara, sem se sobrepor, mostrando-se um vinho 'fresco'.

Análise ao preço: bastante mais caro do que o seu vizinho monçanense... [e a nota atribuída tem também a ver com isso]

Ano da produção: 2016
Data de compra: Outubro 20
Preço de compra: €23,49
Local de compra: Clube Gourmet, El Corte Inglés
Data de consumo: outubro 2020
Produtor: Quinta de Paços
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez total: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º?
Passou pelo arejador? Sim
Acompanhou: arroz de berbigão
Pode acompanhar por exemplo: 
(265)



domingo, 21 de julho de 2019

Vale dos Ares in Borras Finas (2017): 7/10

Alguns produtores da subregião continuam a procurar formas de reinventar o alvarinho e isso só pode ser de louvar - muito mais porque, em paralelo, continuam a produzir o tradicional alvarinho que é, e deve continuar a ser, a imagem de marca. Ou seja, diversificam a oferta, tentam chegar a novos públicos.
É o que se passa com este Vale dos Ares in Borras Finas, que fermenta apenas em inox e depois estagia com as borras finas durante 18 meses.
O resultado é um vinho em que a fruta passa para segundo plano, sem desaparecer. É um vinho que vale sobretudo pelo final, penetrante, em que a acidez parece desenhada ao milímetro para não desequilibrar.
Nota: O último copo foi bebido com o vinho a 15 graus de temperatura. Soube bem. Talvez seja de experimentar não o servir a menos de 12 graus.
Análise ao preço: atendendo à novidade e ao tempo de estágio, aceitável.
Ano da produção: 2017
Data de compra: julho 2019
Local de compra: Feira Alvarinho 2019, Monção
Preço de compra: €13,90 online
Data de consumo: julho 2019
Produtor: Vales dos Ares
Localidade: Monção
Enólogo: Miguel Queimado?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: linguados grelhados
Pode acompanhar por exemplo:
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Alvarinhos mais baratos do que os albariños - 18%-24% menos

Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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