Este é um projeto (totalmente independente) de identificação, registo e crítica de todos os Alvarinhos portugueses, um dos melhores vinhos brancos do mundo. (Os pontos são de 0 a 10, sendo que a relação preço-qualidade é um critério muito importante). “Provar não é descobrir aromas e sabores que quase ninguém conhece.” (Abel Codesso, Revista de Vinhos, nov.18)
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Anselmo Mendes lança novo espumante de Alvarinho. E volta a surpreender com o preço
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Aveleda Solos de Granito (2020): 8/10
Este Aveleda Solos de Granito é um dos melhores Alvarinhos produzidos fora da subregião. Além de ter um preço notável, apresenta uma qualidade elevada. Poderia ser de Monção ou Melgaço.
Mais interessante ainda: trata-se da colheita de 2020, comprado em 2026 num supermercado. Não só não perdeu, como ainda ganhou mais complexidade.
Relação preço-qualidade: €7,99 é excelente, sendo que o 2018, comprado em 2021, custou €9,49 (deixo o registo, com a salvaguarda que pode não ter havido uma redução de preço, apenas diferenças conjunturais).
Ano da produção: 2020Data de compra: julho 26
Preço de compra: €7,99
Local de compra: Auchan
Data de consumo: outubro 2026
Produtor e Engarrafador: Aveleda [Vinho Regional Minho]
Localidade: Penafiel (não é referido o local onde as vinhas deste vinho estão localizadas)
Enólogo: Susete Rodrigues
Acidez total: 5,7º
Açúcar Residual: <1,5 g/l
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: bresaola e salada
Pode acompanhar por exemplo:
(294)
Solos de Granito 2028 (bebido em 2021)
terça-feira, 13 de outubro de 2026
Rafaela (2025): 7/10
Rafaela é uma jovem bem disposta e simpática, mas que sabe bem o que quer - não quer ser o que não é nem tem a mania das grandezas. Descomplexada, não deixa de afirmar a sua personalidade, sobretudo quando gosta de ter a última palavra. Causa boa impressão logo à primeira vista.
Traduzindo, Rafaela é um Alvarinho típico da subregião, com alguma fruta, mas sem exageros, um aroma interessante e sobretudo uma acidez muito vincada, que o torna fresco e quase salivante,
[Rafaela é o nome da neta mais velha do fundador da Saven, empresa proprietária da Lua Cheia, produtora de vinhos em diversas zonas de Portugal]
Relação preço-qualidade: €6,26 (no produtor)!!!!
Data de compra/prova: setembro 26
Local de compra/prova: Saven
Preço de compra: €6,26
Dificuldade de aquisição: difícil [tive de contactar o produtor]
Produtor: Saven - Lua Cheia (não consta do site)
Localidade: Produzido em Monção, engarrafado em Alijó (Vinho Verde DOC)
Enólogo: ?
Acidez Total: ?
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "..."
Informação sobre o local das uvas: vinhas antigas em Monção
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: partir dos 13º
Acompanhou: salada de búzios
(534)
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Vinha Antiga Escolha (2015): 8/10 [segunda prova]
Em novembro de 2017 provei o Vinha Antiga 2015 e na altura não me impressionou positivamente. Acontece que comprei duas garrafas e a segunda foi aberta agora, 11 anos depois do lançamento e 9 anos depois da primeira prova.
A minha expetativa era: ou está estragado, e nem vale a pena falar do assunto, ou mostra que aguenta o tempo, melhorando. Foi o que aconteceu. A madeira quase desapareceu, para dar lugar a novos sabores, como o figo ou o caramelo. A fruta desapareceu. A acidez ficou curta.
Nota importante: custou €6,35 em 2017.
Ano da produção: 2015
Data de compra: setembro 2017
Local de compra: Continente de Vila do Conde
Preço de compra: €9,80 (€6,35 com desconto)
Data de consumo: outubro 2026
Produtor: Provam
Localidade: Barbeita, Monção
Enólogo: Abel Codesso
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
(27)
quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Vallado (2024): 6/10
Penso que existem duas formas de encarar o Alvarinho produzido fora da Subregião ou, no limite, da Região dos Vinhos Verdes: é um desperdício de tempo e dinheiro, porque o resultado final nunca será o mesmo, ou se a casta é tão boa, se é a melhor casta branca portuguesa e uma das melhores do mundo, então é normal que outras regiões queiram também experimentar.
A minha perspetiva é a segunda, embora muitos tenham a noção, como eu, de que realmente o resultado final é deficitário face a Monção e Melgaço.
Muitas vezes dizem-me: 'estás a comparar duas coisas diferentes'. Não acho. Dois Alvarinhos são dois Alvarinhos, sejam feitos em Paderne ou na Vidigueira.
Dito isto, este Vallado, com origem no Douro, é um vinho interessante, ainda que discreto nos sabores que entrega, com boa acidez. É evidente que não podemos esperar um Alvarinho vibrante, mas não desilude.
Relação preço-qualidade: paguei €17,65, que é um preço elevado quando comparado com os vinhos da Subregião. E, lá está, se podemos comparar para uma coisa, podemos comparar para outra. Por €18 compro o Regueiro Primitivo ou o Barricas e fico muito melhor servido. O Palácio da Brejoeira aparece cada vez mais a menos de €20 e está tudo dito.Ano da produção: 2024Data de compra/prova: abril 26
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €17,65
Dificuldade de aquisição: fácil
Produtor: Quinta do Vallado
Localidade: Peso da Régua, Douro
Enólogo: Francisco Olazabal & Francisco Ferreira
Acidez Total: 5,1 g/dm³
Açúcares residuais : < 0,6 g/dm³
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "O vinho estagiou durante 8 meses, 25 % em barricas de 500 L de carvalho francês usadas e o restante em cubas de aço inoxidável."
Informação sobre o local das uvas: vinha de Alvarinho plantada em 2017 na Quinta do Vallado
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 11º
Acompanhou: postas de pescada frita com arroz seco
(533)
sexta-feira, 2 de outubro de 2026
Já existem três espumantes de supermercado!
De um momento para o outro, Mercadona e Continente responderam ao pioneirismo do Pingo Doce que no início de 2022 lançou o primeiro espumante de Alvarinho, produzido por Anselmo Mendes.
Agora Mercadona (em associação com a Provam) e Continente (QM) puseram no mercado duas opções.
No caso do Mercadona, trata-se de um Grande Reserva Bruto, com o nome de Vila Paraíso (€7,80), enquanto o Continente tem o QM Terrae Alvarinho Reserva Espumante Bruto Branco (a €9,99). O do Pingo Doce continua a rondar os €5.
Algumas notas:terça-feira, 29 de setembro de 2026
Anselmo Mendes A Torre (2020): 9/10
Quando provei o primeiro A Torre, relativo a 2019, tive imediatamente a perceção de que estávamos perante o melhor Alvarinho que Anselmo Mendes alguma vez produziu. As distinções que recebeu depois, incluindo a de melhor Avarinho alguma produzido em Portugal, só reforçaram essa ideia.
Provei agora o 2020 e no essencial mantenho tudo o que então escrevi. É um vinho extraordinário, quase 'científico', no sentido de ter tudo o que deve ter e na medida certa. E nesse sentido é impossível ser mais equilibrado entre aroma, entrada de boca e acidez final.
Ser um 9/10 e não um 10/10 deve-se não tanto ao facto de custar €50, um preço que aceito, mas sim a uma questão de gosto pessoal: eu gosto que o Alvarinho me deixe arrebatado, que mexa comigo (sobretudo via salinidade e crocância do final) e foi a esse tipo de vinhos que atribuí a nota máxima, até hoje.
Ano da produção: 2020Data de compra: setembro 26
Preço de compra: €51
Local de compra/prova: Garrafeira Pepe, Porto
Data de consumo: setembro 26
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Monção
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/dm): 6,5 g/L
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: " Prensagem muito suave de uvas inteiras desengaçadas. Longa clarificação com frio. Fermentação em barricas usadas de carvalho francês de 400 litros. Estágio em barricas durante 9 meses com bâttonage sobre borras totais"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: arroz de pato no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
(480)
domingo, 27 de setembro de 2026
O outro lado do negócio dos vinhos de supermercado
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Casa de Compostela Terroir Marítimo Reserva (2025): 6/10
Embora os Cerdeiras tenham o foco em Monção e Melgaço, não podiam ignorar o património vinícola da Casa de Compostela e por isso acabam de por no mercado dois novos vinhos, incluindo um Alvarinho, apresentado como Terroir Marítimo (25 quilómetros em linha reta até ao mar).
Ano da produção: 2025
Data de compra/prova: Setembro 26
Local de compra/prova: Auchan
Preço de compra: €11,49
Dificuldade de aquisição: só neste supermercado?
Produtor: Vinevinu (não consta do site)
Localidade: Requião, Famalicão
Acidez Total:
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: Requião
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 12º
Acompanhou: salmão no forno
(532)
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Cerdeiras (Vinevinu) fazem o primeiro Alvarinho para o supermercado Apolónia
O supermercado Apolónia (3 lojas no Algarve) acabam de lançar o seu primeiro Alvarinho (marca branca).
Eis o que distingue (sem ter provado):
- é produzido pela Vinevinu (Manuel e Luís Cerdeira), que assim se estreia neste segmento; julgo mesmo que é a primeira vez que António Luis Cerdeira faz um vinho de supermercado, pois não me lembro de o ter feito na Soalheiro.
- custa €12,95, o que é mais do que qualquer outro Alvarinho de supermercado e, ironia máxima, mais do que o Gerações que a Vinevinu tem à venda no mesmo Apolónia (€10,95). É, aliás, mais do que o Soalheiro, Contacto, Portal do Fidalgo ou Regueiro, para citar os óbvios
Se era para fazer a diferença, conseguiram, mas (insisto, sem ter provado) parece-me um preço desfasado da realidade.
terça-feira, 22 de setembro de 2026
Os Alvarinhos de supermercado estão mais baratos do que em 2021. Não faz sentido
Cinco anos depois voltei a repetir a experiência, cujos resultados tenho apresentado nas últimas semanas, e agora, que a tarefa está concluída, chego à conclusão que sucedeu o impensável: os vinhos estão mais baratos, com uma exceção.
Bom para o cliente, mas mau para a indústria em geral.
Mais: se usarmos o critério da inflação, usando o IPC de Portugal, o resultado é uma inflação acumulada de aproximadamente 22,3% entre setembro de 2021 e agosto de 2026, o que se deveria ter refletido, de alguma forma, nos preços finais. Ver a coluna da inflação na imagem seguinte:Este pequeno estudo só dá razão a quem afirma que os produtores, sobretudo os de Monção e Melgaço, estão a vender o vinho aos supermercados sem lucro ou quase. Não tenho a certeza de que assim seja, mas que parece...
sábado, 19 de setembro de 2026
Quinta de Setas O Legado do Doutor (2024): 7/10
Este vinho foi lançado durante a última Feira do Alvarinho de Monção. Apenas 500 garrafas de um vinho que, nestes meses, passou completamente despercebido - nem no Instagram da Quinta de Setas aparece.
Na origem, O Legado do Doutor é uma homenagem dos filhos de Ângelo Gomes Fernandes, médico veterinário da Bairrada, que adquiriu a Quinta de Setas em Monção há cerca de 30 anos.
Sobre o vinho: estagiou em barricas de carvalho francês (nem sei quanto tempo, mas imagino que alguns meses, pelo menos) e a madeira é o elemento mais forte. Não abafa completamente a fruta, mas impõe-se de forma categórica. Boa acidez
Relação qualidade-preço: €20 na Feira competem com os €18 (em supermercado) do Regueiro Barricas. É certo que foram engarrafadas apenas 500 unidades, e que as vendas devem ser a menor das preocupações do produtor, mas eu aconselharia a não passar precisamente dos €18.
Ano da produção: 2024Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: Feira Alvarinho Monção
Preço de compra: €20 [apenas 500 garrafas]
Produtor: Quinta de Setas
Localidade: Ceivães, Monção
Enólogo: Élio Lara?
Acidez Total:
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "estágio em barricas de carvalho francês"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: partir dos 13º
Acompanhou: bacalhu à Gomes de Sá
(531)
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Uma vindima farta. Até demais (II)
Atualização das informações divulgadas a 6/9/26.
1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 10 milhões de quilos [10 mil toneladas] de uvas da casta Alvarinho por parte dos produtores associados. É o maior número de sempre. “Foi um ano excelente. Uma produção muito maior que os anos anteriores, motivada por um ano vitícola muito bom. Soma-se ainda a entrada em produção do emparcelamento de Barroças e Taias e também de Moreira que são duas áreas bastante grandes e com enorme impacto na produção da adega”, disse. O futuro avizinha-se risonho para a Adega. “Vamos ter uma produção enorme. Rondará os oito milhões de garrafas”, gizou Armando Fontainhas. (LINK)terça-feira, 15 de setembro de 2026
Rascunho 9ª edição (2023): 9/10
Começo com um esclarecimento: ao contrário do que acontece com a generalidade das marcas, e faz sentido em termos de marketing, Rascunho não é o nome de um vinho, mas de vários. Pelo menos de dois: há um Rascunho que é um vinho tranquilo (garrafa normal) e há um Rascunho, colheita tardia, em garrafa pequena (o primeiro vinho a que atribuí 10 pontos). A Quinta de Santiago acha que 'resolve' a confusão que existe (em alguns sites online) numerando as edições (desde a primeira, em 2015). Mas quem pede, por exemplo, um Rascunho 8ª edição?
Este Alvarinho é, si próprio, uma novidade: trata-se de uma edição lançada em 2025, sem ano, mas com engarrafamento em 2023. Mais importante: resulta da mistura de cinco colheitas — 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022, em que, anualmente, era retirada uma parte do vinho para reposição com a nova colheita do ano seguinte (o método solera, que - não é coincidência - é o outro vinho que aqui recebeu 10 pontos).
A solera parece potenciar um lado salino do Alvarinho, que o torna salivante, sem descaracterizar a casta. Pelo contrário. É beber e chorar por mais 😂.
(A Quinta de Santiago diz que não houve adição de dióxido de enxofre durante a vindima e a vinificação, resultado de uma microvinificação experimental).
Relação preço-qualidade: €27,40 é um preço muito razoável para este vinho (3300 garrafas)Data de compra: setembro 26
Preço de compra: €27,40
Local de compra: Garrafeira Pepe
Data de consumo: setembro26
Produtor: Quinta de Santiago
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Vinho de mínima intervenção. Sem adição de SO₂ à entrada da adega. Prensagem manual, seguida de fermentação alcoólica livre, espontânea e natural e de fermentação malolática em cuba. O vinho estagia posteriormente sem correção de SO₂. Estágio: Mistura de cinco colheitas — 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022. Anualmente, era retirada uma parte do vinho para reposição com a nova colheita do ano seguinte. O estágio decorre sobre as borras totais, com bâtonnage para a sua suspensão e para contribuir para a proteção do vinho."
Informação sobre o local das uvas: Monção
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(167)
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
Há bons Alvarinhos de supermercado? Castelo de Moinhos (2025) / Mercadona: 6/10
Provei este Castelo de Moinhos, quando passou a ser produzido pela Provam, e deixei aqui estas notas. Voltei a provar, mas o 2025, e mantenho a avaliação. Tem aroma, tem acidez, tem também um pouco de fruta a mais, como seria de esperar neste tipo de vinho. É um vinho agradável, em suma.
(comprei 20 cêntimos mais barato do que o 2024!)
Ano da produção: 2025Data de compra: setembro 26
Local de compra: Mercadona, Vila do Conde
Preço de compra: €3,60
Data de consumo: setembro 26
Produtor: [Engarrafado por Provam]
Localidade: Monção
Enólogo: Élio Lara
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: pizza de camarão
Pode acompanhar por exemplo:
(211)
Castelo de Moinhos 24 (bebido em 25)
terça-feira, 8 de setembro de 2026
Ode (2023): 6/10
Primeiro, algum contexto: este Ode Alvarinho 2023 é um vinho DOC Tejo, lançado pela primeira vez (e última, parece-me) em 2024. Não encontrei registos de uma edição posterior e não consta sequer do site da odewinery.com, onde há vinhos que estão esgotados. Não é o caso.
Sobre o vinho: a 'avaliação' é fácil: se gosta de Alvarinhos com predominância de madeira, este é um bom exemplo. Acidez final de média intensidade.
Relação preço-qualidade: a confirmar-se o valor, talvez esteja no pvp de €35,25 (e não na qualidade do vinho) a razão para não ter havido 2024 ou (ainda?) 2025. Claramente caro, tomando como referência os €18 do Regueiro Barricas.
Ano da produção: 2023Data de compra/prova: dezembro 25
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €29,15 (no site surgia o pvp €35,25, embora tenha encontrado referência a €31) [apenas 1500 garrafas]
Dificuldade de aquisição: acessível em dezembro de 2025
Produtor: Odewinery
Localidade: Cartaxo
Enólogo: Maria Vicente
Acidez Total:
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "uvas envelhecidas durante 5 meses em barricas de carvalho húngaro de 500 litros"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 12º
Acompanhou: bacalhau no forno
(530)
domingo, 6 de setembro de 2026
Uma vindima farta. Até demais.
2026 terá sido das melhores vindimas deste século em Monção e Melgaço. A generalidade dos produtores com quem falei nos últimos dias confirmou isso mesmo.
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Há bons Alvarinhos de supermercado? Seleção de Enófilos (2025) /Intermarché: 6/10
As Quintas de Melgaço produzem, neste momento, para três dos sete principais supermercados em Portugal. É obra. Continente, Lidl (dois dos três primeiros na quota de mercado) e Intermarché.
Neste contexto, seria um disparate da minha parte procurar diferenças entre eles. Que não existem. É o mesmo vinho.
O que varia então? O preço.
Acontece que o preço deste tipo de vinho (marca branca) é extremamente volátil, pelo que. apesar deste Seleção de Enófilos custar quase mais um euro do que o do Continente, aqui tratava-se de uma promoção. Optei, portanto, por manter a nota.
Ano da produção: 2025
Data de compra: agosto 2026
Local de compra: Intermarché de Âncora
Preço de compra: €3,79 (o 2016 custou €3,99!!!!)
Data de consumo: setembro 2026
Produtor: ? "Engarrafado por Quintas de Melgaço"
Localidade: uvas da sub-região, local não identificado
Enólogo: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
(24)
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Quinta do Mascanho Grande Reserva (2018): 8/10 [segunda prova]
Se há alguma coisa que os leitores sabem que podem encontrar neste espaço é um conhecimento o mais completo possível da realidade do vinho Alvarinho em Portugal - tambem era melhor que assim não fosse, com quase 10 anos a escrever apenas sobre esse assunto.
Uma das coisas que dá para perceber nesta altura é que existe uma tentação dos novos produtores em elevar o preço do vinho que produzem e, por outro lado, a perceção, por parte de quem já cá anda há muito tempo, de que é preciso ter calma.
Vem isto a propósito deste Quinta do Mascanho Grande Reserva, 2018, que encontrei no Intermarchá de Monção (em maio deste ano) a €14,99.
É um vinho que vale claramente mais (pelo menos mais 4 euros), mas o produtor fez as suas contas e percebeu que fazia sentido metê-lo no mercado em promoção. Liberta espaço na adega e faz dinheiro para pagar as despesas da nova vindima.
Sobre o vinho, remeto para o que escrevi em 2023. Está basicamente igual.
Ano da produção: 2018Data de compra: maio 26
Preço de compra: €14,99
Local de compra: Intermarché, Monção
Data de consumo: agosto 2026
Produtor: Quinta do Mascanho
Localidade: Ceivães, Monção [este produtor tem vinhas em Monção e Melgaço, de onde, aliás, vem o nome Mascanho]
Enólogo: José António Lourenço?
Acidez Total: (g/dm3) - 6,5º
Açucares residual Seco <1,5 g/dm3
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: "Os anos de estágio em inox, em contacto com borras finas, acrescentam uma nova estrutura e complexidade a este vinho."
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: coelho assado no forno
domingo, 30 de agosto de 2026
Quinta das Pereirinhas Grande Reserva (2020): 7/10 [segunda prova]
1. Este Grande Reserva é na base um curtimenta - penso que se trata de caso único.
2. O vinho vai depois 18 meses para barricas de castanho, também muito pouco comum (o produtor diz que "foram recuperadas e restauradas e que são utilizadas pela nossa família há mais de 80 anos na elaboração deste vinho de uma forma tradicional.")
3. O vinho que o produtor tem neste momento à venda é o 2020, coisa rara.
4. Finalmente, o preço: estou a imaginar um vnho destes a ser lançado a pelo menos 30 euros por um produtor inexperiente. João Pereira vende o vinho a €19, sinal de bom senso.
Resta falar do que não pode deixar de ser mais importante: o vinho. Como seria de esperar, o tempo tem vindo a limar os eventuais excessos de acidez e de fruta. A barrica continua super discreta (talvez se esperasse um pouco mais). Diversos sabores terciários, desde caramelo a figos secos, com fruta madura.
Um vinho com algum complexidade, que se tornou suave, sem que isso signifique perder qualidade ou interesse.Ano da produção: 2020Data de compra: agosto 26
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra:
Data de consumo: agosto 26
Produtor: Quinta das Pereirinhas
Localidade: Troviscoso/Monção
Enologia: João Pereira
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "uvas provenientes de uma única parcela, onde maceraram e fermentaram com a pelicula em regime de curtimenta total, finalizando com um estágio longo com batonage em Toneis Velhos de Castanho, que foram recuperados e restaurados e que são utilizados pela nossa família há mais de 80 anos na elaboração deste vinho de uma forma tradicional".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: Douradas grelhadas na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(464)
Anselmo Mendes lança novo espumante de Alvarinho. E volta a surpreender com o preço
O primeiro espumante de Alvarinho produzido por Anselmo Mendes, antes ainda da chegada de Abel Codesso, foi o Pingo Doce, um vinho que conti...
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