Começo por dizer que não vejo solução para o problema que suscito, mas também não compete a mim encontrar soluções.
Para isso existem quer a Comissão dos Vinhos Verdes quer os produtores.
Mas 1) sabendo-se que a Alvarinha é a casta de excelência da Região (todos o dizem), é estranho que o Concurso realizado anualmente pela Comissão não reflita isso (desta vez ganhou um avesso); 2) sabendo-se da excelência que certos produtores têm atingido, é estranho que nenhum tenha sido premiado - ou, principalmente, concorrido; 3) finalmente, sabendo-se, porque todos o dizem, e eu também, que a subregião Monção e Melgaço produz os melhores Alvarinhos de Portugal, é estranho que isso não se traduza nos resultados (três medalhas de ouro, apenas uma para a subregião; 10 pratas, cinco ficaram na subregião).
Como já várias vezes aqui escrevi, há um divórcio dos principais produtores da sub-Região relativamente a este concurso. Isso é óbvio. Deve a Comissão desistir de o realizar? Penso que isso não faz muito sentido. Mas alguma coisa deveria ser feita para evitar embaraços como os que aconteceram este ano e já nos anos anteriores. [como é óbvio, não há qualquer crítica da minha parte aos 50 jurados que fizeram parte deste concurso, certamente mais habilitados do que eu para a função. O problema, insisto, é outro]
Apenas nos vinhos verdes com estágio houve domínio da Alvarinha, com duas medalhas em quatro a seguirem para a subregião
















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