Pode uma garrafa criar ou fortalecer a identidade de um vinho? A garrafa azul do Foral de Monção mostra bem que sim - a garrafa 'promete' um vinho alegre, agradável, sol e calor, sem que isso signifique menos qualidade.
Claro que não é possível encontrar uma garrafa que marque a diferença para cada vinho, mas isso não significa que não se tente. E o que me parece é que, pelas mais variadas razões, até financeiras, poucos tentam.
Davide, um albariño do Val do Salnés, é um bom exemplo. Uma garrafa que transmite elegância e sofisticação; no fundo uma garrafa que conta uma história. O vinho é bom, tenta também ser sofisticado e elegante, mas não tanto como a garrafa🙂🙂
O vinho foi comorado no Gádis, de Tui, e custou cerca de €20. Boa relação preço-qualidade.
Mais duas características: os produtores apresentam-se como praticando viticultura reflexiva, expressão que nunca tinha ouvido mas que em Portugal parece ser sinónima de viticultura regenerativa. Onde é que explicam o conceito? Na rolha!























