Antes, algumas observações prévias:
- Jorge Moreira faz um dos melhores Alvarinhos fora da subregião (o Poeira) e seguramente o melhor do Douro. O preço do último lançamento já me parece um exagero, mas o vinho é de muita qualidade.
- Depois disso lançou um mais barato, Pó de Poeira, e mais recentemente (pelo menos nas minhas contas) um Curtimenta. Fora da zona dos vinhos verdes, ninguém tem uma aposta tão estruturada no Alvarinho.
- Curiosamente, Alvarinho é uma palavra que nunca aparece nos vinhos de Jorge Moreira. Alguns sites 'garantem' que a base é Alvarinho, mas muitos outros são omissos. E como não há uma página do produtor... Perguntei a Jorge Moreora, mas sem sucesso.
Parto, pois, do princípio que estamos perante um curtimenta de Alvarinho.
E há duas coisas que quero dizer:
- este vinho servido até 16º revelou-se fechado, sem, capacidade de expandir a acidez, apenas agradável.
- o mesmo vinho servido a partir dessa temperatura (chegou aos 19º) foi uma surpresa, com complexidade.
A questão é: quem vai o servir a mais de 16º? Em que restaurante o serviço terá esse cuidado? O contrarrótulo deveria ser o primeiro a dar essa 'sugestão'.
(Provavelmente, sendo um 2019, também ganhou com o tempo em que esteve no copo, a oxigenar-se)
Relação preço-qualidade: fiquei dividido entre 7/10 do primeiro copo e o 8/10 do segundo. Valeu a primeira impressão, pela falta de informação e, já agora, o preço.
Ano da produção: 2019Data de compra: maio 2026
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €36,75
Dificuldade de aquisição: fácil
Data de consumo: junho 2026
Produtor: Jorge Moreira
Localidade: Sabrosa, Douro
Enólogo: Jorge Moreira
Acidez Total (g/L): ?
Açúcar Residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Informação sobre o local das uvas: Lourinhã
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: Bacalhau assado na brasa
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