Quando provei o primeiro A Torre, relativo a 2019, tive imediatamente a perceção de que estávamos perante o melhor Alvarinho que Anselmo Mendes alguma vez produziu. As distinções que recebeu depois, incluindo a de melhor Avarinho alguma produzido em Portugal, só reforçaram essa ideia.
Provei agora o 2020 e no essencial mantenho tudo o que então escrevi. É um vinho extraordinário, quase 'científico', no sentido de ter tudo o que deve ter e na medida certa. E nesse sentido é impossível ser mais equilibrado entre aroma, entrada de boca e acidez final.
Ser um 9/10 e não um 10/10 deve-se não tanto ao facto de custar €50, um preço que aceito, mas sim a uma questão de gosto pessoal: eu gosto que o Alvarinho me deixe arrebatado, que mexa comigo (sobretudo via salinidade e crocância do final) e foi a esse tipo de vinhos que atribuí a nota máxima, até hoje.
Ano da produção: 2020Data de compra: setembro 26
Preço de compra: €51
Local de compra/prova: Garrafeira Pepe, Porto
Data de consumo: setembro 26
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Monção
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/dm): 6,5 g/L
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: " Prensagem muito suave de uvas inteiras desengaçadas. Longa clarificação com frio. Fermentação em barricas usadas de carvalho francês de 400 litros. Estágio em barricas durante 9 meses com bâttonage sobre borras totais"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: arroz de pato no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
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