Mostrar mensagens com a etiqueta 2023. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 2023. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Rascunho 9ª edição (2023): 9/10

Começo com um esclarecimento: ao contrário do que acontece com a generalidade das marcas, e faz sentido em termos de marketing, Rascunho não é o nome de um vinho, mas de vários. Pelo menos de dois: há um Rascunho que é um vinho tranquilo (garrafa normal) e há um Rascunho, colheita tardia, em garrafa pequena (o primeiro vinho a que atribuí 10 pontos). A Quinta de Santiago acha que 'resolve' a confusão que existe (em alguns sites online) numerando as edições (desde a primeira, em 2015). Mas quem pede, por exemplo, um Rascunho 8ª edição?

Este Alvarinho é, si próprio, uma novidade: trata-se de uma edição lançada em 2025, sem ano, mas com engarrafamento em 2023. Mais importante: resulta da mistura de cinco colheitas — 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022, em que, anualmente, era retirada uma parte do vinho para reposição com a nova colheita do ano seguinte (o método solera, que - não é coincidência - é o outro vinho que aqui recebeu 10 pontos). 

A solera parece potenciar um lado salino do Alvarinho, que o torna salivante, sem descaracterizar a casta. Pelo contrário. É beber e chorar por mais 😂.

(A Quinta de Santiago diz que não houve adição de dióxido de enxofre durante a vindima e a vinificação, resultado de uma microvinificação experimental).

Relação preço-qualidade: €27,40 é um preço muito razoável para este vinho (3300 garrafas)


Ano da produção: 2023 (ano de engarrafamento)
Data de compra: setembro 26
Preço de compra: €27,40
Local de compra: Garrafeira Pepe
Data de consumo: setembro26
Produtor: Quinta de Santiago
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez: ?
Açúcar : ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Vinho de mínima intervenção. Sem adição de SO₂ à entrada da adega. Prensagem manual, seguida de fermentação alcoólica livre, espontânea e natural e de fermentação malolática em cuba. O vinho estagia posteriormente sem correção de SO₂. Estágio: Mistura de cinco colheitas — 2018, 2019, 2020, 2021 e 2022. Anualmente, era retirada uma parte do vinho para reposição com a nova colheita do ano seguinte. O estágio decorre sobre as borras totais, com bâtonnage para a sua suspensão e para contribuir para a proteção do vinho."
Informação sobre o local das uvas: Monção
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(167)


Rascunho 2015

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Ode (2023): 6/10

 Primeiro, algum contexto: este Ode Alvarinho 2023 é um vinho DOC Tejo, lançado pela primeira vez (e última, parece-me) em 2024. Não encontrei registos de uma edição posterior e não consta sequer do site da odewinery.com, onde há vinhos que estão esgotados. Não é o caso.

Sobre o vinho: a 'avaliação' é fácil: se gosta de Alvarinhos com predominância de madeira, este é um bom exemplo. Acidez final de média intensidade.

Relação preço-qualidade: a confirmar-se o valor, talvez esteja no pvp de €35,25 (e não na qualidade do vinho) a razão para não ter havido 2024 ou (ainda?) 2025. Claramente caro, tomando como referência os €18 do Regueiro Barricas.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: dezembro 25
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €29,15 (no site surgia o pvp €35,25, embora tenha encontrado referência a €31) [apenas 1500 garrafas]
Dificuldade de aquisição: acessível em dezembro de 2025
Produtor: Odewinery
Localidade: Cartaxo
Enólogo: Maria Vicente
Acidez Total: 
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "uvas envelhecidas durante 5 meses em barricas de carvalho húngaro de 500 litros"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 12º 
Acompanhou: bacalhau no forno
(530)



quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Quinta de Monforte (2023): 6/10

 Da Quinta de Monforte em Penafiel, já conhecemos o Grande Reserva Barricas, mas há outro Alvarinho no portefolio.

Estamos a falar de um colheita, vinificado em inox, um vinho despretensioso, que revelou uma interessante amendoa amarga (aniz?) no nariz, mas depois na boca se revelou curto. Alguma fruta, mas sem grande expressão. Boa acidez, em contrapartida. Bebeu-se a edição de 2023, mas não se sentiu um ganho relevante.

Relação preço-qualidade: os €18 em resturante significam um pvp de €13, o que é um ou ou dois euros mais do que as grandes referências da subregião.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: agosto 26
Local de compra/prova: Restaurante 1000 Fronteiras, Vila do Conde
Preço de compra: €18 (pvp €13)
Dificuldade de aquisição: acessível
Produtor: Quinta de Monforte
Localidade: Penafiel
Enólogo: ?
Acidez Total: 6,4g/dm3
Açúcares residuais : ?
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Vinificação de bica aberta, com fermentação e temperatura controlada. Fermentação em cubas de inox com temperatura controlada a 15ºC."
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 10º (melhorou quando subiu um pouco)
Acompanhou: polvo assado
(529)


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Há bons Alvarinhos no supermercado? Bando Verdilhão (2023) / Auchan 6/10

Começo por distinguir Alvarinhos de marca branca, nos supermercados, e Alvarinhos que alguns supermercados vendem em exclusivo: o Auchan tem o Pedra Antiga, o Continente, o Jardim Secreto e o Pingo Doce o Pássaros (a lista não é exaustiva).

Para este contexto, interessam apenas os Alvarinhos de marca branca, no caso o Bando Verdilhão, do Auchan.

Há duas coisas que distinguem este vinho da concorrência: o preço (custa pelo menos o dobro) e o facto de não ser normal, em entradas de gama e vinhos correntes, venderem vinhos com alguma idade (ainda recentemente comprei o 2019!).

É impossível não ter em conta que este vinho custa €7,99. É a marca branca do Auchan, mas posiciona-se muito acima.

E qualitativamente também. Aroma vegeral, com fruta branca. Na boca não há nem podia haver grande complexidade, mas termina salino, como Abel Codesso bem sabe fazer. Acidez muito boa.

Relação preço-qualidade: caro para supermercado, bom como vinho.

Ano da produção: 2023
Data de compra: julho 2026
Preço de compra: €7,99
Local de compra: Auchan, Vila do Conde
Data de consumo: julho 2026
Produtor: PROVAM (para o Auchan)
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10-11º
Acompanhou: salmão fumado
Pode acompanhar por exemplo:
(266)

Bando Verdilhão 2019 (provado em 2026, em 2023 em em 2020)

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Sumius Espumante Reserva Bruto Natural (2023): 7/10

Dos quase 40 produtores presentes na última Feira de Monção, pelo menos 30 tinham empumantes à venda. Isto significa que já existe oferta diversificada. Mas sabemos que os portugueses não estão habituados a espumantes monocasta (Murganheira, Vértice, Bairrada, etc) - os hábitos estão, de qualquer forma, a mudar e o mercado irá ajustar-se.

Vem isto a propósito do novo espumante lançado pela Sumius, um Reserva Bruto Natural (zero açúcar adicionado), que foge ao tradicional estereótipo do Alvarinho: a fruta sente-se mais no nariz do que na boca. Os 24 meses em estágio fizeram surgir notas terciárias (notei sobretudo frutos secos). Um vinho claramente para a refeição.

A bolha é elegante e a acidez final de média intensidade. O produtor informa que foram feitas 500 garrafas, sinal da necessidade de perceber o que mercado pretende.

Relação preço-qualidade: os €16 propostos pelo produtor são, grossomodo, o preço normal na subregião para um espumante com estas características


Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: julho 26
Local de compra/prova: 
Preço de compra: oferta do produtor
Dificuldade de aquisição: bastante difícil (via site do produtor)
Produtor: Sumius
Localidade: Tangil, Monção
Enólogo: Patrícia Peixoto
Acidez Total (g/L): 6,5 g/l
Açúcar Total: 1,2 g/l
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "produzido a partir do método tradicional com estágio sobre borras prolongado. Vinhas em cordão Duplo com cepas com mais de 30 Anos. Desengace total da uva, prensagem suave das uvas para evitar demasiada extração. Fermentação a baixa temperatura durante 15 dias"
Informação sobre o local das uvas: Tangil, Monção
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º/10º
Acompanhou: Bolonhesa
(521)


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Rolan Colheita Selecionada (2023): 8/10

Há muitos anos provei um vinho Rolan, que custou (em mercearia) pouco mais de €3,5 e foi um desastre. 

Agora tive oportunidade de, em restaurante, conhecer o Colheita Selecionada e passei do 8 ao 80 😃.

Um Alvarinho de muita qualidade, que poderia estar perfeitamente na Subregião. Tem aroma, tropicalidade e acidez. Equilibrado.

Relação preço-qualidade: €10,17 na loja do produtor é um excelente preço. O dobro em restaurante. (Elogio: o produtor diz que só produziu 2980 garrafas deste vinho, mas não castigou os compradores por essa opção]
Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: junho 26
Local de compra/prova: restaurante Casa Lau, Cerveira
Preço de compra: €21 no restaurante, €10,17 no produtor
Dificuldade de aquisição: 
Produtor: Adega Rolan
Localidade: Silva, Valença
Enólogo: J. M. Martínez Juste
Acidez Total (g/L):  6,0 g/l ácido tartárico
Açúcar Total gr./dm3: 1,2g/l 
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Prensagem suave e decantação de 12 a 24 horas a temperatura controlada entre 12ºC - 16ºC. Fermentação até 15 dias com controlo de temperatura entre 15ºC – 17,5ºC. Estágio em cubas de inox com temperatura controlada e movimento regular das borras durante 2 meses."
Informação sobre o local das uvas: Quinta da Pertigueira, Valença
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 8/9º
Acompanhou: bacalhau à lagareiro
(520)



quinta-feira, 2 de abril de 2026

Antaia Espumante Brut Nature (2023): 6/10

Antaia é a marca do produtor Domingues & Bessada, que lançou um colheita relativo a 2022 no ano seguinte. Dois anos depois surge o primeiro espumante, relativo à vindima de 2023.

[Apesar de ser um produtor novo, com gente nova, e já terem passado alguns meses desde o lançamento deste espumante, não há qualquer referência no site, pelo que a informação é escassa; pelos vistos também há um reserva... Por falar ainda em informação, o QR Code no contrarrótulo já remete para o espumante de 2024]

Gostei do colheita mas nem tanto deste espumante, que tem uma bolha de tal maneira forte que se sobrepõe a quase tudo o resto. Pode haver, admito, quem goste de vinhos assim, eu não.

Só no final é que o aroma se abriu para fruta tropical. Boa acidez.

Relação preço-qualidade: há excelentes espumantes da Subregião na ordem dos €15. Os €14,40, pagos no Solar do Alvarinho, em Melgaço, onde os preços são tradicionalmente mais baixos do que em garrafeiras, são um preço elevado.

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: fevereiro 26
Local de compra/prova: Solar do Alvarinho, Melgaço
Preço de compra: €14,40
Dificuldade de aquisição: muito difícil
Data de consumo: abril 2026
Produtor: Domingues & Bessada (IG Minho)
Localidade: Melgaço
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais:
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Informação sobre o local das uvas: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: camarões panados
(509)
 

domingo, 1 de março de 2026

Quinta de Monforte Grande Reserva Barricas (2023): 7/10

Ainda não há muito tempo seria impensável um produtor de fora da Subregião lançar um Alvarinho como Grande Reserva e custar entre €32 e €40.

O facto de isto agora estar a acontecer é sinal de, pelo menos, duas coisas: estes produtores deixaram de ser sentirem amarrados ao que se passa na Subregião (que, assim, parece ter deixado de ser o benchmark) e não existem apenas clientes para vinhos caros desta casta em Monção e Melgaço.

Em Quinta de Monforte vem de Penafiel e esteve um ano em barrica (100%).

Logicamente, é um vinho de madeira, bem presente, mas com outros sabores terciários (além da fruta muita madura, há mel e um pouco de baunilha, por exemplo). A acidez é de intensidade média.

Nota também para a garrafa, muito distinta, uma forma interessante de introduzir valor e identidade ao produto.

Relação preço-qualidade: o produtor sugere um PVP de €32 para este 2023, mas a verdade é que em diversas garrafeiras online encontramos preços muito díspares nas diversas colheitas (um máximo de €41,90!). A produção é muito pequena (1200 garrafas), mas sejamos francos: é muito melhor do que o Soalheiro Reserva ou o Regueiro Barricas, mais baratos?

Ano da produção: 2023
Data de compra/prova: fevereiro 2026
Local de compra/prova: Essência do Vinho, Porto
Preço de compra: pvp recomendado pelo produtor €32
Dificuldade de aquisição: fácil em garrafeiras online
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: Quinta de Monforte
Localidade: Penafiel
Enólogo: Francisco Gonçalves
Acidez Total (g/dm ): 6,6 (2021)
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º 
Método de vinificação, segundo o produtor: "O mosto limpo inicia depois a fermentação com
controlo de temperatura a 17ºC, em cuba de inox. A meio da fermentação, o vinho passa para barricas de carvalho francês novas de 500 litros, onde termina a fermentação e estagia com processo de bâtonnage nas mesmas barricas durante 12 meses. Estágio em garrafa durante 14 meses"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º?
Acompanhou:
(505)



sábado, 10 de janeiro de 2026

Pingo Doce Espumante Bruto (2023): 7/10

Em 2020 o Pingo Doce inovou, quando pediu a Anselmo Mendes que fizesse o seu primeiro espumante de Alvarinho. O seu, do Pingo Doce e o seu, de Anselmo Mendes. Custava então €5,99, menos €1 na feira de vinhos.

Ainda hoje continua a ser o único espumante de Alvarinho de marca branca, mas já não é o único de Anselmo nem custa €5,99.

O último a ser lançado no mercado custa, na verdade, €6,99, mas continua a ser um preço incrível: um pesadelo para a concorrência (o Muros Antigos, de Anselmo, custa mais do dobro, por exemplo, sendo que €15 é o preço médio de espumante bruto na subregião), uma grande oportunidade para o público.

Bebi este 2023 no início de 2026 e admito que ainda beneficiaria de mais um ou dois anos em garrafa. Ficou macio, sem perder fulgor, ganhou um pouco de complexidade, num vinho que é se sabe ser simples e óbvio.

Ano da produção: 2023
Data de compra: 2025
Preço de compra: €5,99 
Local de compra: Pingo Doce, Póvoa de Varzim
Data de consumo: janeiro 2026
Produtor e Engarrafador: Anselmo Mendes para Pingo Doce (IG Minho)
Localidade: Penso, Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º/14º
Passou pelo arejador? 
Acompanhou: Leitão
Pode acompanhar por exemplo:
(324)

Pingo Doce Espumante Bruto 2020

Pingo Doce Espumante Bruto 2021


sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Encosta dos Sobrais (2023): 8/10

Agora que se aproxima o vinho nº 500, têm-me pedido para falar das coisas boas e más deste projeto. As más são raras e as boas, muitas. Uma delas é o privilégio de conhecer pequenos produtores da subregião, cujos vinhos raramente estão à venda fora de Monção e Melgaço. E mesmo aí nem sempre são fáceis de encontrar. O Solar, em Melgaço, e o Museu, em Monção, continuam a ser boas opções.

Encosta dos Sobrais é um desses casos. Conheço o seu vinho (um colheita e dois espumantes, um deles magnífico) desde 2018 e continuo a acompanhar o trabalho do produtor (Bento José Abreu) e do enólogo (Abel Codesso).

Chegou a vez de provar o colheita relativo a 2023, que confirmou as expetativas: além do típico aroma, que quase todos os alvarinhos da subregião têm, mostra uma excelente relação entre fruta (sobretudo tropical) e a acidez final, bem prolongada. 

Ano da produção: 2023
Data de compra: 
Local de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor [preço inferior a €10,00]
Data de consumo: janeiro 2026
Produtor: Bento José de Abreu
Localidade: Remoães, Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: 
(98)


segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Quinta da Calçada Reserva (2023): 6/10

Começo pelo preço: este Quinta da Calçada Reserva foi bebido num dos restaurantes do grupo da Quinta da Calçada e custou €30. Do meu ponto de vista faria sentido que os vinhos 'da casa' tivessem preços mais baixos.

Por incrível que possa parecer, não encontrei este vinho à venda online, mas imagino que custe cerca de €15. Caro. Pelo que disse antes, €30 no restaurante é exagerado.

Quanto ao vinho, passa discretamente. Aroma interessante, boca com pouca estrutura e final curto.

Não é sacrifício bebê-lo, mas não marca nem deixou saudades.

Ano da produção: 2023
Data de compra: novembro 2025
Local de compra: Restautante Real by Quinta da Calçada, Porto
Preço de compra: €30
Data de consumo: novembro 2025
Produtor: Quinta da Calçada, (VV DOC)
Localidade: Amarante
Enólogo: João Cabral de Almeida
Acidez Total (g/dm ) ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11/12º
Acompanhou: polvo com puré de batata doce
(497)





quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Maria Bonita Nostalgia (2023): 6/10 (segunda prova)

 Há menos de um mês provei o Maria Bonita Nostalgia (2023) e não gostei. Logo, ao tirar a rolha, estranhei sinais de humidade à volta do gargalo. Depois, ao provar, confirmei que algo não estaria bem - o vinho estava 'morto', sem expressão na casta e sem acidez. Entendi, assim, não atribuir pontuação, para evitar alguma injustiça, e esperar pela aquisição de uma nova garrafa.

Foi o que aconteceu agora.

Apesar de ser mais um vinho que precisa de bastante tempo para libertar os sabores da barrica, não tem nada a ver com a garrafa anterior.

Não é um grande vinho, mas - sobretudo com algumas horas de abertura ou bem oxigenado - bebe-se com prazer (moderado).

Ano da produção: 2023
Data de compra: outubro 25
Preço de compra: €8,95
Local de compra/prova: Garrafeira D. Chica, Braga
Data de consumo: outubro 25
Produtor: Saven
Localidade: "Vinhas antigas de Monção e Melgaço"; produzido e engarrafado em Monção
Enologia: Francisco Baptista
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): salada fria de salmão e queijo feta
Pode acompanhar, por exemplo:
(491)


sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Portas de Monção Reserva Barrica (2023): 7/10

 Há quase 20 anos existia um vinho, produzido pela PROVAM, chamado Portas de Monção.

A marca continuou no portefólio, mas adormecida. Até que a empresa MCunha decidiu relançá-la, em duas versões, este Reserva Barrica e um colheita.

Relativamente ao Reserva Barrica, foi aberto uma hora antes, mas revelou-se muito fechado, demasiado tenso, a esconder a pluralidade da casta. Desconfiei. Guardei devidamente a garrafa e no dia seguinte voltei a bebê-lo. Revelou-se bastante diferente. Abriu, soltou-se, mostrou a madeira, mostrou a fruta (tropical).

Relação qualidade-preço: muito boa.
Ano da produção: 2023
Data de compra: setembro 25
Preço de compra: €12,05 
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Data de consumo: outubro 25
Produtor: Provam (distribuido por MCunha Vinhos]
Localidade: Monção
Enologia: Èlio Lara
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "fermentado e estagiado em barricas de carvalho Francês que expressa as características mais genuínas da casta, numa envolvência equilibrada com a madeira."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º {segundo copo servido 15 horas depois]
Acompanhou (prato principal): caldeirada de peixe
Pode acompanhar, por exemplo:
(493)




sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Maria Bonita Nostalgia (2023): sem nota atribuída

 Inicialmente chamada Lua Cheia em Vinhas Velhas, a Saven é uma empresa portuguesa com produção de vinhos em várias regiões do país. 

Na zona dos Verdes, e a confirmar-se a informação na sua página oficial, produz cinco alvarinhos diferentes - que já provei.

Em tempos bebi um chamado Maria Bonita, mas agora esse Maria Bonita tem apelido, Nostalgia.

Comprei recentemente uma garrafa da colheita de 2023, mas logo, ao tirar a rolha, estranhei sinais de humidade à volta do gargalo.

Depois, ao provar, confirmei que algo não estaria bem - o vinho estava 'morto', sem expressão na casta e sem acidez. Entendi, assim, não atribuir pontuação, para evitar alguma injustiça, e esperar pela aquisição de uma nova garrafa.

Ano da produção: 2023
Data de compra: setembro 25
Preço de compra: €9,45 
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Saven
Localidade: "Vinhas antigas de Monção e Melgaço"; produzido e engarrafado em Monção
Enologia: Francisco Baptista
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: sem pontuação
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): polvo no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
(491)


sábado, 23 de agosto de 2025

Quinta de Linhares (2023): 6/10

Pouco a dizer deste colheita produzido em Penafiel: um alvarinho discreto, sem vivacidade, que não se bebe com sacrífício mas a que faltam vários predicados. Salva-se a acidez final, de média intensidade.

Ano da produção: 2023
Data de compra: junho 25
Preço de compra: ? [por erro, não tomei nota do preço pago] [€7,71 online]
Local de compra/prova: Festa do Vinho Verde, Porto
Data de consumo: agosto 25
Produtor: agri-roncao.pt
Localidade: Penafiel (DOCVV)
Enologia: António Sousa
Acidez Total :  4.9 g/dm³
Açúcares totais:  2.70 g/dm³
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: " A fermentação ocorreu em cuba de inox a uma temperatura controlada entre 15 a 16ºC - durante aproximadamente 30 dias. Estágio em cuba de inox de 3/4 meses, durante o qual o vinho esteve em contacto com as borras"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou (prato principal): zamburinhas na chapa
Pode acompanhar, por exemplo:
(487)


 

domingo, 10 de agosto de 2025

Quinta de Gomariz Espumante Bruto (2023): 7/10

Até agora provei apenas dois espumantes de alvarinho fora da subregião: o Quinta de Carapeços (Amarante) e este Quinta de Gomariz (Santo Tirso). Existe pelo menos mais um, o Camaleão.

Neste caso, estamos perante um espumante muito leve, elegante, com uma bolha extraordinariamente final. Falta alguma estrutura em boca, que é (pelo menos parcialmente) compensada pela acidez final, muito fresca.

Relação preço-qualidade: tem o preço de um espumoso da subregião, o que não deve ajudar na hora do consumidor decidir.

Ano da produção: 2023
Data de compra: julho 25
Preço de compra: €15 no produtor [€17,95 online]
Local de compra/prova: 
Data de consumo: agosto 25
Produtor: Quinta de Gomariz (não consta do site)
Localidade: Santo Tirso
Enologia: António Sousa
Acidez Total : ?
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º
Acompanhou (prato principal): arroz de berbigão com filetes de pescada
Pode acompanhar, por exemplo: 
(485)



sexta-feira, 23 de maio de 2025

Casa de Oleiros (2023): 4/10

Este vinho custou €6 na última edição da UVVA em Amarante. Não se pode dizer que seja um vinho caro, embora saibamos que as grandes superfícies têm alvarinhos muito semelhantes ou até melhores, mas mais baratos. É, portanto, ingrato querer competir neste patamar.

Este Casa de Oleiros é um vinho que não se bebe com sacrifício, embora seja desinteressante. Destaca-se pelo aroma. No resto é curto.

Ano da produção: 2023
Data de compra: outubro 24
Preço de compra: €6
Local de compra/prova: UVVA, Amarante
Data de consumo: maio 25
Produtor: Casa de Oleiros
Localidade: Amarante
Enologia: Jorge Sousa Pinto
Acidez Total (g/dm):7,0
Açúcar residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Após a escolha criteriosa das uvas, segue-se uma vinificação cuidada para enaltecer todo o potencial da casta Alvarinho. O Casa de Oleiros Alvarinho apresenta aspeto límpido e cor cítrica. Aroma predominante frutado, exibido em notas exóticas e revelando uma harmonia com notas florais delicadas. Fim de boca envolvente e prolongado." [haja criatividade!]
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(477)


quarta-feira, 9 de abril de 2025

Quinta do Peso (2023): 4/10

Talvez inspirados pelo sucesso da Quinta da Lixa, o vinho começou a ganhar grande preponderância no concelho de Amarante, sendo que o alvarinho passou a ser uma das apostas.

Já encontrei bons vinhos no concelho (Quinta do Carapeço, ABWines) mas também alguns desinteressantes.

É o caso deste QdP (Quinta do Peso), que tem um aroma indistinto e em que as características essenciais do alvarinho não se percebem. Para agravar, pareceu-me mais doce do que seria de desejar. Ponto positivo: a acidez.

Mais uma observação: 14º de teor alcoólico é exagerado.

Relação preço-qualidade: €8 em feira (€10 ao público?) é caro.

Ano da produção: 2023
Data de compra: out 24
Preço de compra: €8,00
Local de compra/prova: UVVA, Amarante
Data de consumo: abril 25
Produtor: Quinta do Peso
Localidade: Amarante
Enologia: ?
Acidez Total (g/L): 6,5
Açúcar residual (g/L): 2,2 
Teor Alcoólico (%vol): 14º
Método de vinificação, segundo o produtor: "A fermentação e estágio de 6 meses ocorreram em cubas de inox. "
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: filetes de pescada frita
Pode acompanhar por exemplo:
(472)


terça-feira, 1 de abril de 2025

Seleção de Enófilos Reserva (2023): 4/10

Seleção de Enófilos é a marca branca do Intermarché. 

Já existia um Seleção de Enófilos alvarinho (colheita), agora encontrei um Reserva, ambos produzidos pelas Quintas de Melgaço.

A diferença não é muito grande.

Estamos a falar de um vinho abaixo dos €5, com muitas limitações, sobretudo em boca, onde parece demasiado ácido e com pouca fruta. No nariz não desilude.

Relação preço-qualidade: é um vinho barato (mas não o melhor abaixo dos 5 euros) e a qualidade é fraca.

Ano da produção: 2023
Data de compra: nov 24
Preço de compra: €4,29
Local de compra/prova: Intermarché de Monção
Data de consumo: março 25
Produtor: QM para Intermarché
Localidade: Melgaço
Enologia: ?
Acidez Total (g/l):
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(471)


segunda-feira, 24 de março de 2025

Casa de Rodas (2023): 7/10

Casa de Rodas é o primeiro vinho produzido pela parceria Mendes & Symington. A aposta foi jogar pelo seguro, com Anselmo Mendes a titular. Claro que se pode perguntar quantos vinhos, de uma mesma casta, um enólogo pode fazer sem que comece a repetir, mas por outro lado há a certeza de que sairá um vinho bom.

Não é contudo um vinho marcante ou diferenciador: na minha perspetiva, não se tornará uma referência entre os apreciadores de alvarinho, subsistindo todavia a certeza de que se a garrafa vier para a mesa estamos bem servidos.

Felizmente este segmento até aos €20 está cheio de boas opções, pelo que fica a curiosidade em saber qual será o próximo passo da Mendes & Symington.

Sobre o vinho: destaca-se o aroma, muito intenso e floral. Na boca, sendo um vinho bastante equilibrado, revela frutos secos, como figos. Boa acidez. O final, sem ser arrebatador, é interessante.

Relação preço-qualidade: já vi vários preços, entre os €16 e os €19 euros. Bom no primeiro caso, puxadote no segundo.

Ano da produção: 2023
Data de compra: fevereiro 2025
Preço de compra: oferta particular
Local de compra/prova: 
Data de consumo: março 25
Produtor: Mendes & Symington 
Localidade: Quinta de Rodas, Monção
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l): 
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Clarificação estática do mosto por frio a 12ºC durante 48h. Fermentação durante 3 semanas com temperaturas entre os 14ºC e os 22ºC. Estágio sobre borras finas durante 6 meses."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar por exemplo:
(470)


Pássaros Espumante Brut Nature (2024): 7/10

Já aqui tinha dado conta de um novo espumante produzido por Anselmo Mendes , o Pássaros Brut Nature.  Faltava provar. Sobre a prova, uma peq...

Textos mais vistos