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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Pequenos Rebentos (2025): 6/10

Os colheitas do ano, geralmente apenas com meia dúzia de meses de estágio em inox, repesentam certamente mais de 90 por cento do vinho produzido em Monção e Melgaço. A sua importância é, pois, indiscutível.

Por isso é que uma 'discussão' sobre se devem ser mais ou menos doces não é irrelevante e ultrapassa em muito o universo da enologia - é uma questão relevante para o consumidor.

Ao longo dos quase 10 anos que leva este projeto o meu gosto evoluiu (atenção, eu não disse 'melhorou'...) e hoje já não aprecio com tanta facilidade vinhos que me parecem ter açúcar a mais. É o caso deste Pequenos Rebentos.

Infelizmente a ficha técnica que o produtor disponibiliza não tem informação sobre o acúcar presente (e essa seria das informações mais relevantes da ficha técnica).

Não falta fruta, a acidez torna-o bastante fresco, mas...

E não tenho dúvidas de que daqui a três ou quatro anos esta doçura estará limada e o vinho será mais equilibrado.

Relação preço-qualidade: o último que bebi (o 2019) custava €9,90, agora o 2025 custa €11,5 na loja do produtor (o que que dizer que segue a linha definida pelo Soalheiro). Mas enquanto o Regueiro Reserva custar menos de €10, como é possível encontrar em muitas garrafeiras, esse é o meu benchmark. Mais uma curiosidade: ainda se encontra o 2023 a €9.90

Ano da produção: 2025
Data de compra e consumo: junho 26
Preço de compra: €22 [€11,5 na loja do produtor]
Local de compra: restaurante Vila Azur, Vila do Conde
Produtor: Márcio Lopes Winemaker
Localidade: Paderne (vinhas 70% Melgaço + 30% Monção) 
Enólogo: Márcio Lopes
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º ?
Acompanhou: joelho de porco e arroz de marisco e peixe (este claramente mais indicado)
Pode acompanhar por exemplo:
(58)

terça-feira, 28 de abril de 2026

Os cinco Alvarinhos melhor pontuados por Robert Parker

Não sei com 100% de rigor se as avaliações de Robert Parker são as mais consideradas do mercado mundial de vinhos, mas sei que estão lá perto. Parker fundou a Wine Advocate baseado na ideia de independência editorial e não aceita publicidade. A maior parte das provas são cegas, dizem

Conseguir um 90 ou mais pela Wine Advocate prestigia/valoriza bastante vinho em causa [Mark Squires é quem acompanhou nos últimos anos a produção vinícola portuguesa].

Relativamente ao Alvarinho, há cinco vinhos que se destacam, os únicos cinco com mais de 94 pontos.

Aparecem sete vinhos, mas, como se pode ver, há colheitas repetidas.

[Provei todos, como é lógico, o melhor pontuado foi sem dúvida A Torre. Já relativamente ao vinho de Márcio Lopes, anotei o preço, que me pareceu exagerado].

E tudo se resume a três produtores: Anselmo Mendes e Márcio Lopes (os únicos com 96 pontos) e Soalheiro.

Não está nesta lista, mas muito perto, a Quinta de Santiago (Rascunho, 94).

Como que a dar razão aos que, como eu, entendem que existe um desfamento entre o potencial do gigante Adega de Monção e a qualidade dos seus vinhos, o melhor pontuado tem 90 pontos.





sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Produtor de Guimarães lança dois alvarinhos a €53,9 e a €73

 O produtor chama-se Quinta Linhas da Primavera e está situado em Ronfe, Famalicão, Guimarães😖.

O primeiro vinho é um Alvarinho colheita, relativo a 2024, vendido a €53,90, e o segundo será um barrica, posto no mercado a €73 euros. Não provei nenhum.

A única informação é que o enólogo será Márcio Lopes.

Uma excelente escolha, sem dúvida, mas que me faz pensar o seguinte: este é o enólogo responsável por um dos Alvarinhos mais caros em Portugal (e mais apreciados), o Pequenos Rebentos Viagem ao Princípio do Mundo 2021. Custa €59,90, tem mais de 36 meses de estágio e uvas de Melgaço. Ainda assim, certamente nunca lhe passou pela cabeça pedir €70 ou mais por ele... 

(Eu, quando o bebi, achei caro!)

terça-feira, 13 de maio de 2025

Pequenos Rebentos Espumante Bruto Cuvée (2021): 8/10

É o primeiro espumante de alvarinho que Márcio Lopes produz. E, num mercado que já está muito bem ocupado, Márcio quis fazer algo diferente. Conseguiu-o.

Desde logo por se apresentar como um cuvée, ou seja, quando o suco extraído da primeira prensagem da uva é realizado de forma mais leve, o que, dizem os técnicos, permite conferir maior acidez, riqueza aromática e coloração mais clara.

Depois porque resulta da mistura de vários lotes. 

Finalmente, e mais importante para mim, porque tem uma bolha tão fina que quase parece um vinho tranquilo. Sem tanto gás, é naturalmente mais suave. Segundo o produtor, este cuvée, lançado na última Feira de Melgaço, não fermentou na totalidade, daí ter menos pressão (e, já agora, a rolha também é mais pequena que o habitual).

Devo dizer que, para um espumante, primeiro se estranha, mas depois...

Relação preço-qualidade: €19,5 está dentro daquilo que é o preço normal para um espumante com estas características e qualidade.

Ano da produção: 2021
Data de compra: abril 25
Preço de compra: €15 (€29,90 online)
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho 2025, Melgaço
Data de consumo: maio 25
Produtor: Márcio Lopes Winemaker
Localidade: Melgaço
Enologia: Márcio Lopes
Acidez Total (g/dm): ?
Açúcar residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "100% Alvarinho de Melgaço, com base na mistura de vários lotes. Fez estágio 24 meses com borras finas (70% em barricas + 30% em inox) e 18 meses estágio em garrafa. É um espumante bruto, que não fermentou na totalidade"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo:
(476)


sábado, 30 de março de 2024

Pequenos Rebentos Viagem ao Princípio do Mundo (2020): 7/10

Começo por avisar que a nota atribuída é claramente mais baixa do que aquela que as revistas da especialidade atribuíram. A explicação é simples (pelo menos para mim): o preço. 

Este vinho vale €60 euros? Na minha opinião, não.

Todos sabemos como há uma dose de subjetividade na fixação do preço do vinho pelo produtor, que tem naturalmente todo o direito de, fazendo as suas contas e previsões, marcar o que entende (aqui são 1000 garrafas, por exemplo).

Da mesma forma, os consumidores também podem e devem fazer as suas 'análises'.

O meu ponto é este: com €60 euros comprava outros vinhos iguais ou melhores (o Sou ou o Ânfora, da Quinta de Santiago, o Parcela Única, o Alvorone, do Soalheiro, o Revirado, etc. para não referir alguns espumantes fantásticos ou os colheitas tardias, que são a minha perdição) e ainda recebia troco.

Sobre o vinho: começa a destacar-se no aroma, que é bastante complexo (e isto é um elogio). Na boca, parece haver um pouco de tudo: de fruta, de mineral, de salino. Gostei da acidez final mas talvez um pouco curta.

[nota final: este é mais um vinho com lacre de cera na rolha, uma moda cada vez mais comum. Para mim, como consumidor, esse lacre é uma chatice]

Relação preço-qualidade: tudo dito.

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 2023
Preço de compra: oferta particular [€59,90 pvp recomendado, mas já o encontrei a muito mais]
Local de compra: 
Data de consumo: março 24
Produtor: Márcio Lopes Winemaker
Localidade: Melgaço
Enologia: Márcio Lopes
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "este vinho macerou e fermentou nas peliculas durante aproximadamente 30 dias, com posterior estágio com as borras totais durante 18 meses, em barricas de Jerez, com véu de flor. Estágio de 18 meses em garrafa"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo:
(427)





sábado, 12 de março de 2022

Casa do Barroso Estágio Prolongado (2020): 8/10

Bebido em restaurante, este vinho padece do 'problema' de muitos outros (mesmo quando o serviço é excelente, como acontece com o Ricardo, no Caneiro): precisa de tempo para respirar e à mesa nem sempre esse tempo existe - embora no aroma diga logo ao que vem.

Claramente, foi melhorando à medida que a refeição evoluia. Uma hora depois estava no ponto, com a fruta (sobretudo cítrica, mas não só) a revelar-se muito bem relacionada com a acidez final, autoritária. 

Aposta ganha, esta da Casa do Barroso, que se vem afirmando pela qualidade e originalidade.

Um vinho complexo (estagiou cubas de inox e barricas usadas), para acompanhar diversos tipos de pratos (e não apenas os convencionais).

Relação preço-qualidade: o pvp é bom. 

(não fotografei a garrafa e apenas encontrei esta imagem Winestuff, a quem peço autorização para reproduzir)

Ano da produção: 2020
Data de compra: março 22
Preço de compra: €24 em restaurante (pvp €15?)
Local de compra: Restaurante Caneiro, Arco de Baúlhe
Data de consumo: março 2022
Produtor e Engarrafador: Casa do Barroso
Localidade: Cabeceiras de Basto
Enólogo: Márcio Lopes
Acidez total: 6.8º
Açúcar Residual (g/l): açúcares totais - 5.3 g/dm3
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 8º?
Passou pelo arejador? 
Acompanhou: arroz de polvo e batatas da escola
Pode acompanhar por exemplo: tem uma amplitude muito grande, incluindo carnes bem passadas
(329)

segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Pequenos Rebentos À Moda Antiga (2019): 8/10

Márcio Lopes produzia este 'À Moda Antiga' com alvarinho e arinto, mas a colheita de 2019 trouxe uma novidade: apenas alvarinho.

Tratando-se de um vinho com estágio em barricas durante 9 meses, acompanhado com “battonâge”.

'À Moda Antiga' porque as uvas foram pisadas a pé, tendo a fermentação sido realizada com as leveduras indígenas. E porque não foi filtrado (a garrafa que bebi não tinha quase depósito).

Com tudo isto, só podemos esperar um vinho em que as características da casta estão muito transformadas (evoluídas), proporcionando menos fruta (está lá por exemplo a lima e maçã verde) e mais sensações secundárias (especiarias?). 

Acidez muito boa.

Relação qualidade-preço: aceitável.

Ano da produção: 2019
Data de compra: junho 21
Preço de compra: €19
Local de compra: Garrafeira Tua Vinharia, Póvoa de Varzim
Data de consumo: setembro 2021
Produtor e Engarrafador: Márcio Lopes
Localidade: Monção e Melgaço
Enólogo: Márcio Lopes
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º 
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: cabrito assado no forno com castanhas
Pode acompanhar por exemplo: um vinho para acompanhar gastronomia exigente e bem confecionada
(305)


quarta-feira, 23 de junho de 2021

Pequenos Rebentos O Caminho (2019): 7/10

Sabe-se pouco sobre este vinho, a não ser que é uma novidade (lançada em maio) e que Mário Lopes, o enólogo, diz que é "o resultado de dez anos de estudos de castas, solos, processos de vinificação e pessoas especiais que fui conhecendo." [falta informação sobre a vinificação, por exemplo]

Da minha prova retive duas notas essenciais: um aroma excelente e um final brutal, prolongado, com uma acidez exatamente 'no ponto'.

Falta-lhe alguma coisa para ser o grande vinho que Mário Lopes promete? Um pouco mais de intensidade num primeiro contacto em boca.

Análise ao preço: dentro dos limites do aceitável

Ano da produção: 2019
Data de compra: junho21
Preço de compra: €15,0
Local de compra: Tua Vinharia, Póvoa de Varzim
Data de consumo: junho 2021
Produtor e Engarrafador: Márcio Lopes, 
Localidade: engarrafado em Melgaço
Enólogo: Mário Lopes
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: entre os 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(296)



domingo, 18 de outubro de 2020

Pequenos Rebentos (2019): 6/10

Apenas falta vivacidade para que este Pequenos Rebentos se torne num vinho de excelência.

No nariz entra muito bem, mas depois, em boca, as características da casta não assume o protagonismo  que é supostos os alvarinhos da subregião - e muito bem! - terem. Já a acidez está muito bem integrada.

Um vinho agradável mas 'brando', que tem certamente o seu público.

[tanto quanto consegui saber este Pequenos Rebentos 2019 foi o primeiro que Márcio Lopes produziu na recentemente adquirida adega Terras da Aldeia, em Paderne, juntamente com o respetivo vinhedo. mas falta informação naquele rótulo!]

Análise ao preço: concorre diretamente com o Soalheiro, mas não lhe fica a ganhar.

Ano da produção: 2019
Data de compra: Outubro 20
Preço de compra: €11,90 [€9,90 online]
Local de compra: Restaurante Tasquinha da Portela, Paderne
Data de consumo: outubro 2020
Produtor: Márcio Lopes Winemaker
Localidade: Paderne ?
Enólogo: Márcio Lopes
Acidez total: 6º (para a colheita de 2017)
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º ?
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: filetes de polvo com arroz de feijão
Pode acompanhar por exemplo:
(58)

quarta-feira, 27 de março de 2019

Ensaios Soltos (2016): 6/10

Antes de mais, um 'protesto': este vinho não traz qualquer referência ao local de produção das uvas, o que é mais curioso porque o rótulo anterior, também relativo à colheita de 2016 e disponível na net, dizia "Monção e Melgaço". Mistério... Apenas ficamos a saber que é engarrafado em Amarante.
Na dúvida, comparem em baixo por favor.
Este Ensaios Soltos é um vinho muito agradável, sem deixar de ser complexo. Ainda assim, parece óbvio que o 'estágio prolongado' lhe retirou alguma vivacidade, ficando o alvarinho 'lá muito no fundo' (não ter uvas de Monção e Melgaço é causa?).
Um vinho de paladar cítrico (laranja, salpicos de limão), com algumas sensações minerais interessantes, que parece sobretudo uma experiência para os dois enólogos.
Análise ao preço: caro. Faz uma boa refeição, mas não é vinho para ir a Fátima a pé...
Ano da produção: 2016
Data de compra: março 2019
Preço de compra: €15
Local de compra: Garrafeira JBF, Vila do Conde
Data de consumo: março 2019
Produtor: Márcio Lopes
Localidade: ????
Enólogo: Márcio Lopes e Fernando Moura
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: queijo da ilha, cura quatro meses.
Pode acompanhar por exemplo:
(180)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Casa do Barroso Reserva (2017): 7/10

Uma excelente surpresa este alvarinho feito em Cabeceiras de Basto.
Não é fácil encontrar bons alvarinhos fora da sub-região e este é por isso uma exceção.
Uma entrada de frutos cítricos e uma saída com notas de canela, caramelo e manga fazem deste um vinho a seguir com atenção (crédito para Márcio Lopes).
Análise ao preço: bom
Ano da produção: 2017
Data de compra: novembro 2018
Preço de compra: €7,90
Local de compra: Guimarães Wine Fair
Data de consumo: dezembro 2018
Produtor: Casa do Barroso.
Localidade: Vilar de Cunhas, Cabeceiras de Basto
Enólogo: Márcio Lopes
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: polvo no forno com batata doce

Pode acompanhar por exemplo: queijos de ovelha ou cabra.
(155)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Pequenos Rebentos (2016): 4/10

Um vinho ténue...
Pouco intenso, frágil.
Um pouco de acidez a mais
Boa presença no nariz, mas desaparece na boca.
Preço exagerado.
(Trata-se de um vinho da subregião, mas que - como outros - não descreve com mais rigor o local; engarrafado em Matosinhos)
Ano da produção: 2016
Data de compra: 
Local de compra: Bebido no Restaurante Theatro, Póvoa de Varzim
Preço de compra: € 15,00 (9,90 online)
Data de consumo: fevereiro 2018
Produtor: Mário Lopes [facebook]
Localidade: ? (apenas refere Monção/Melgaço)
Enólogo: Márcio Lopes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou: folhado de alheira de caça
(58)

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