domingo, 5 de julho de 2026

Feira do Alvarinho de Monção está cada vez melhor (com uma chamada de atenção)

A Feira do Alvarinho de Monção está para o Alvarinho como Cambados, na Galiza, está para o albariño.

Embora se tratem de duas feiras com objetivos diferentes (Monção serve para os produtores escoarem produto, daí a 'maior wine party' de Portugal; em Cambados nota-se uma preocupação em valorizar o produto), há pelo menos um ponto em comum: a divulgação dos vinhos da casta ao maior número de pessoas.

Embora Cambados tenha outra dimensão (esperam-se 200 mil pessoas este ano), Monção recebe melhor quem a visita, a todos os níveis. Neste aspeto, as melhorias no recinto introduzidas neste ano são claramente uma mais valia e fazem desta edição a melhor de sempre.

Os produtores são os primeiros a perceberem isso e comparecem em força. Este ano estão presentes 39 (dos principais, só falta a Vinevinu, de Manuel e António Cerdeira), que aproveitam a Feira para lançar novas produtos (registei - e trouxe! - nove novos vinhos).

A destoar apenas o facto de ontem, pelas 13h, cerca de um quarto dos produtores ainda estar com o stand fechado - a Feira abriu às 11h.
Eu percebo que quem está até altas horas da madrugada, e não tem staff suficiente, pensa duas vezes se vale abrir o stand para vender meia dúzia de garrafas. Mas, neste caso, é mais honesto para com os visitantes, por parte da organização, dizer que só abrem às 14h ou às 15h. Se calhar todos ficavam a ganhar.



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