quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Vallado (2024): 6/10

 Penso que existem duas formas de encarar o Alvarinho produzido fora da Subregião ou, no limite, da Região dos Vinhos Verdes: é um desperdício de tempo e dinheiro, porque o resultado final nunca será o mesmo, ou se a casta é tão boa, se é a melhor casta branca portuguesa e uma das melhores do mundo, então é normal que outras regiões queiram também experimentar.

A minha perspetiva é a segunda, embora poucos tenham a noção, como eu, de que realmente o resultado final é deficitário face a Monção e Melgaço.

Muitas vezes dizem-me: estás a comparar duas coisas diferentes. Não acho, Dois Alvarinhos são dois Alvarinhos, sejam feitos em Paderne ou na Vidigueira.

Dito isto, este Vallado, com origem no Douro, é um vinho interessante, ainda que discreto nos sabores que entrega, com boa acidez. É evidente que não podemos esperar um Alvarinho vibrante, mas não desilude.

Relação preço-qualidade: paguei €17,65, que é um preço elevado quando comparado com os vinhos da Subregião. E, lá está, se podemos comparar para uma coisa, podemos comparar para outra. Por €18 compro o Regueiro Primitivo ou o Barricas e fico muito melhor servido. O Palácio da Brejoeira aparece cada vez mais a menos de €20 e está tudo dito.
Ano da produção: 2024
Data de compra/prova: abril 26
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Preço de compra: €17,65
Dificuldade de aquisição: fácil
Produtor: Quinta do Vallado
Localidade: Peso da Régua, Douro
Enólogo: Francisco Olazabal & Francisco Ferreira
Acidez Total: 5,1 g/dm³
Açúcares residuais : < 0,6 g/dm³
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "O vinho estagiou durante 8 meses, 25 % em barricas de 500 L de carvalho francês usadas e o restante em cubas de aço inoxidável."
Informação sobre o local das uvas: vinha de Alvarinho plantada em 2017 na Quinta do Vallado
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: partir dos 11º
Acompanhou: postas de pescada frita com arroz seco
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