Em Setembro de 2028 faria 90 anos. É a mais antiga marca de alvarinho em atividade contínua (o recentemente relançado Casa de Rodas é mais antigo, mas esteve muitos anos sem produção).
É verdade que nos últimos anos Cêpa Vélha passou a ter uma existência demasiado discreta: nunca teve site nem redes sociais e não me lembro de ver a marca nas feiras da especialidade. Mas era possivel encontrá-lo em algumas garrafeiras e em supermercados de Monção, por exemplo.
A empresa proprietária da marca, Vinhos de Monção Lda, tinha sede num armazém do Pólo Empresarial de Lagoa, Monção, mas procurei-o recentemente e não encontrei - pode ter sido falha minha. Há um número de telefone, mas ninguém atende.
Finalmente, pela consulta de documentos online, nomeadamente no Ministério da Justiça, percebi que a última vez que entregaram contas foi relativamente a 2022, o que tecnicamente significa que, para as empresas especializadas que fazem a análise e vigilância dos relatórios, "Não existe informação comercial recente sobre esta empresa, não cumpre há mais de 24 meses, a obrigação legal de prestar contas. Os indícios de atividade comercial não são portanto suficientes para que seja considerada ativa". Ou pelo menos está "temporariamente inativa".
Em 2022, a empresa gerou menos de €9000 em 'vendas e prestação de serviços', mas fechou o ano com resultados líquidos negativos de €5000. Ainda assim tinha ativos claramente superiores ao passivo. O último vinho que encontrei foi precisamente o 22.
Tentei, mas não consegui saber mais. Mas há uma coisa que sei: independentemente de haver muito ou pouco vinho na adega, a marca, talvez o seu principal ativo, vale dinheiro. Não acredito que não haja um investidor que não esteja interessado em comprar os direitos de utilizar Cêpa Vélha.
[Se houver mais informação, que confirme ou contrarie estas indicações, voltarei ao tema]

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