Honestamente estranhei a ausência de tantos produtores de Monção na Festa do Alvarinho de Melgaço, que ontem terminou. Pelas minhas contas foram pelo menos 10 os que costumam estar e que, acredito, estarão na Feira de Monção - em contraponto com os de Melgaço, que estiveram em força.
Claro que cada um terá as suas razões, certamente muito válidas, mas não vejo como a Adega de Monção possa justificar a ausência num dos dois momentos mais importantes de afirmação da Subregião, ainda por cima com tantos cooperantes/fornecedores de Melgaço. A Falua/Barão do Hospital também não estará a fazer contas aos 500 euros do stand, certamente.
Uma Subregião que quer ser (justamente) uma Denominação de Origem com estatuto próprio tem de se mostrar forte e unida. Se os produtores não fizerem isso por eles, quem fará? A Comissão dos Vinhos Verdes???
Por isso gostei de ler, no Facebook do presidente da Câmara de Monção, que "mais do que celebrar a excelência do Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço, celebramos a força de um território que, hoje mais do que nunca, se afirma unido. A nossa sub-região é um verdadeiro exemplo de cooperação, identidade e ambição partilhada". Já não percebi muito bem o que significa, lido na conta oficial da autarquia no Instagram, que o "Autarca monçanense visitou os expositores monçanenses e desejou-lhes um excelente fim de semana de promoção do vinho Alvarinho".
Do meu ponto de vista, embora cada um tenha naturalmente a sua origem/morada, quando se trata do Alvarinho os produtores devem por a Subregião acima da sua 'paróquia'. Uma futura D.O. precisa de se afirnar realmente forte e unida. Anselmo Mendes é de Melgaço e fez o seu grande investimento em Monção, da mesma forma que o Soalheiro não recusa produtores de Monção no seu clube. Outros bons exemplos de produtores sem limites fronteiriços poderiam ser dados.
(António Barbosa, diz-se em Monção, poderá vir a ser o futuro presidente da Adega Cooperativa; mais uma razão para esperar dele uma liderança estratégica)
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