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quinta-feira, 2 de julho de 2026

A relação dos portugueses com o albariño (o negócio da Sogrape)

Ontem falei aqui da relação (quase inexistente) entre produtores da Galiza e o nosso Alvarinho. E escrevi "pode dizer-se que os produtores de cada um dos países vivem verdadeiramente separados... por um rio".


Não é verdade: em 2012, Sogrape, a maior empresa vitivinícola nacional, adquiriu a totalidade do grupo Bodegas LAN, sediado em Rioja, que incluía a histórica marca Santiago Ruiz, localizada na subzona de O Rosal (D.O. Rías Baixas), imediatamente na margem norte do rio Minho. 

Ainda hoje se mantém no seu portfolio.

Fundada por Santiago Ruiz, pioneiro na modernização tecnológica da região na década de 1980 (ao substituir as tradicionais pipas de madeira por depósitos de aço inoxidável), a marca é gerida pela Sogrape, mantendo a sua filha, Rosa Ruiz, como embaixadora global. A direção técnica da adega galega foi entregue em 2025 ao enólogo José María Ureta (ex-diretor técnico da Bodegas La Val).

São produzidos dois albariños, um colheita (vendido a €21,90 no Continente) e um (Rosa Ruiz) 100% de vinhas velhas, com estágio sobre borras finas.

quarta-feira, 1 de julho de 2026

A relação dos galegos com o Alvarinho

Diz-se que alguns produtores galegos compram uvas Alvarinhas em Monção e Melgaço, mas talvez seja mito (são mais baratas por cá, é verdade).

Tirando isso, pode dizer-se que os produtores de cada um dos países vivem verdadeiramente separados... por um rio.

Não há nesta altura qualquer investimento galego em Monção e Melgaço. A famosa marca Mar de Frades foi proprietária da Quinta da Granja (Moreira, Monção), onde produzia o Alvarinho Quintessência, mas isso terminou há mais de uma década.

Outro investimento que terminou (mal...) foi o de Marcial Dorado na Quinta do Dorado, Melgaço. Esta notícia refere outro negócio: "Depois da intervenção judicial de três quintas produtoras de vinho alvarinho do Clã dos Charlins em Monção, novamente por solicitação da Audiencia Nacional de Madrid"

Os dois únicos investimentos conhecidos nesta altura são, curiosamente, em Valença: Edmun do Val e Rolan são os dois únicos produtores com origem na Galiza instalados deste lado do rio.

Assim sendo, resta assinalar o facto de Asun Carballo ser a enóloga do Soalheiro nesta altura.



terça-feira, 16 de setembro de 2025

Excesso de quantidade na colheita deste ano de albariño: "a situação é grave" (ATUAL.)

Atualizado a 22/10/25: "La Denominación de Origen (DO) Rías Baixas ha cerrado la mayor vendimia de su historia al cosechar 47,5 millones de kilos de uva, un 12,7% más que en 2024




La Voz de la Galicia dá conta de que a vindima de albariño deste ano foi mais abundante do que o previsto. 

Alguns elementos:

"Se sabía ya que este año la uva no se iba a pagar a 3 o a 2,5 euros, pero nadie se esperaba que llegara a los 1,5 euros. Tampoco, que los viticultores arousanos tuvieran problemas para vender su cosecha [colheita]. Y eso es, según la Asociación Agraria de Galicia (Asaga) lo que está sucediendo en esta denominación de origen.

Asaga asegura que está recibiendo quejas de muchos viticultores de Rías Baixas porque no encuentran quien le compre la uva y recuerda que lleva ya tiempo alertando de que las bodegas [produtores] han aumentado su superficie de viñedo hasta el punto de que, en los últimos seis años, «aparecieron muchas más hectáreas nuevas de albariño de las que necesitaba el sector», explica en un comunicado. 

Considera, además, que actualmente la situación es grave, porque las bodegas tienen un excedente de 13 millones de litros de vino en sus depósitos de cosechas anteriores. «Esta situación empeorará cuando finalice la vendimia de este año, en la que está previsto que se recojan más de 50 millones de kilos de uva», sostiene Julio César Reboredo, portavoz de la asociación. Con ellos se elaborarán 35 millones de litros de vino, «¿cómo van a hacer las bodegas para sacar al mercado más de 48 millones de litros?», se pregunta el portavoz de Asaga.

(continuação da noticia aqui)
(aparentemente é apenas um problema do outro lado da fronteira, até porque, deste lado, ainda ninguém se queixou, mas na verdade seria estranho se fosse apenas um problema do outro lado da fronteira, seja no excesso de produção seja no excesso de plantio)

Aviz (2021): 8/10

Aviz é uma referência da Casa do Vale (ou do Valle?) em Cabeceiras de Basto. As uvas de 2020 foram engarrafadas em 2021 e ficaram 4 anos em ...

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