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quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Follies (2006): 7/10 [atualizado com informações de Martim Guedes]

 Várias coisas a dizer sobre este vinho:

- Pelo que percebi este 2006 foi o primeiro alvarinho produzido pela Aveleda, que ainda não tinha uvas da casta e foi comprá-las a Monção (ver no contrarrótulo a curiosidade sobre a 'sub-região de Monção'.

- É o alvarinho mais antigo que registei e, outra curiosidade, continua à venda na loja da Quinta da Aveleda (enquanto o stock não se esgotar; imagino que já não haja muitas).

- Pedir €18 por um vinho com quase 20 anos é de espantar. É sinal de que a marca confia que ele não se estragou.

E, na verdade, têm (alguma) razão. Apesar da rolha se ter desfeito, o vinho aguentou bem os quase 20 anos. Talvez tenha um pouco de acidez a mais, mas é fruto da evolução que sofreu e que, reconheço, tenho dificuldade em descrever, por nunca ter bebido um vinho parecido - parece-me que está muito mais mineral do frutado. É um vinho sem madeira, com muitos sabores secundários (no aroma, frutos secos e caramelo, por exemplo).

A nota atribuída, embora tenha conta que o preço é um pouco elevado, é sobretudo uma homenagem à capacidade de envelhecimento do alvarinho - nunca mais digam que tem de ser bebido ao fim de três ou quatro anos!

[gostaria de partilhar mais informação sobre este vinho, nomeadamente se continua a ser produzido, pelo menos para exportação, mas a Aveleda não esteve disponível para tal; Martim Guedes deixou algumas explicações como comentário a este texto. Ver pf]

Ano da produção: 2006
Data de compra: agosto 24
Preço de compra: €18,18
Local de compra: Loja da Quinta da Aveleda [online não surge qualquer referência]
Data de consumo: setembro 24
Produtor: Aveleda
Localidade: Penafiel
Enólogo: ?
Acidez Total (d/dm3):?
Açúcar residual (g/dm3):?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Bacalhau assado no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(449)


sexta-feira, 19 de julho de 2024

Porque não há uma Denominação de Origem de Monção e Melgaço?

Pelo menos desde 2022 que se fala na hipótese de criar uma Denominação de Origem (DO) específica para Monção e Melgaço. Anselmo Mendes, enquanto presidente da Associação de Produtores de Alvarinho (APA) foi a voz que mais falou sobre o assunto, juntando-se aos dois presidentes de câmara. Joana Santiago, a atual presidente da APA, também disse que essa seria a principal prioridade da sua Direção.

Mas a DO não avançou nem consta que vá avançar, apesar de um dos autarcas ser PS (Melgaço) e Monção, PSD - no sentido de que poderiam influenciar nos centros de decisão.

O que se passa é que Monção e Melgaço são uma pequena mancha no contexto dos vinhos verdes e os restantes produtores (nomeadamente aqueles que produzem alvarinho em toda a restante região) não querem essa DO. A presidente da Comissão dos Vinhos Verdes, à semelhança do seu antecessor, também nada faz nesse sentido.

Só que, na verdade, ninguém assume publicamente esse desconforto e mesmo desinteresse com a nova DO.

Até que numa recente reportagem da revista Harpers está lá o que não vimos antes na imprensa especializada de Portugal: "As iniciativas para criar uma denominação enfrentam uma forte oposição por parte dos influentes produtores de Vinho Verde, incluindo a Aveleda. “Somos mais fortes juntos como denominação única”, contrapôs [Martim] Guedes, co-CEO of Quinta da Aveleda.

À mesma revista, Guedes revela que "Fizemos uma grande aposta no Alvarinho”. Desde 2014, a Aveleda triplicou a sua propriedade de vinha para cerca de 450ha. “Compramos mais vinhas para controlar o terroir à medida que investimos nos nossos vinhos premium”.

Resta acrescentar que a Quinta da Aveleda é o maior produtor de Vinho Verde, tendo investido desde 2018 perto de 7 milhões de euros em 85ha de plantações em Cabração, Ponte de Lima.



Aviz (2021): 8/10

Aviz é uma referência da Casa do Vale (ou do Valle?) em Cabeceiras de Basto. As uvas de 2020 foram engarrafadas em 2021 e ficaram 4 anos em ...

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