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sexta-feira, 29 de maio de 2026

O melhor Alvarinho de sempre em Portugal: "Uma distinção que nos enche de orgulho", comenta Anselmo Mendes

A reação de Anselmo Mendes à distinção de que o seu A Torre é o melhor Alvarinho alguma vez produzido em Portugal: 

"Uma distinção que nos enche de orgulho e um vinho que é fruto de muitos anos de dedicação, estudo e profundo conhecimento de cada parcela da nossa Quinta da Torre. Um vinho que soube esperar pelo seu tempo, pacientemente, até revelar toda a sua essência no momento certo."



terça-feira, 28 de abril de 2026

Os cinco Alvarinhos melhor pontuados por Robert Parker

Não sei com 100% de rigor se as avaliações de Robert Parker são as mais consideradas do mercado mundial de vinhos, mas sei que estão lá perto. Parker fundou a Wine Advocate baseado na ideia de independência editorial e não aceita publicidade. A maior parte das provas são cegas, dizem

Conseguir um 90 ou mais pela Wine Advocate prestigia/valoriza bastante vinho em causa [Mark Squires é quem acompanhou nos últimos anos a produção vinícola portuguesa].

Relativamente ao Alvarinho, há cinco vinhos que se destacam, os únicos cinco com mais de 94 pontos.

Aparecem sete vinhos, mas, como se pode ver, há colheitas repetidas.

[Provei todos, como é lógico, o melhor pontuado foi sem dúvida A Torre. Já relativamente ao vinho de Márcio Lopes, anotei o preço, que me pareceu exagerado].

E tudo se resume a três produtores: Anselmo Mendes e Márcio Lopes (os únicos com 96 pontos) e Soalheiro.

Não está nesta lista, mas muito perto, a Quinta de Santiago (Rascunho, 94).

Como que a dar razão aos que, como eu, entendem que existe um desfamento entre o potencial do gigante Adega de Monção e a qualidade dos seus vinhos, o melhor pontuado tem 90 pontos.





domingo, 8 de março de 2026

A consagração de A Torre, de Anselmo Mendes, como melhor alvarinho de 2025

Já aqui tinha escrito (em junho de 2025) que A Torre é o melhor Alvarinho alguma vez criado por Anselmo Mendes.

Agora, nas escolhas das principais revistas da especialidade, A Torre volta a brilhar:

- foi o vencedor do Prémio Grandes Escolhas 2025 na categoria Melhor Branco;

- foi o melhor Verde de 2025 para a Revista de Vinhos, único com 96 pontos.

Pelo preço não é um vinho que todos possam comprar. Mas será uma excelente prenda de aniversário.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Quinta da Porteleira (2022): 7/10

Quinta da Porteleira, em Monção, é uma das grandes propriedades de produção de Alvarinho (diversas parcelas em Badim). Pelos vistos nunca foi marca própria, mas sempre deu vinho (esteve ao cuidado do Solar de Serrade, mais recentemente a cargo Luis Vilaça/Alvaminho; a gerência fez entretanto uma acordo com Anselmo Mendes, que assume a partir de agora a enologia - esta informação foi corrigida e atualziada).

Pelo menos desde 2020 que para a Porteleira está previsto um hotel, que foi recentemente inaugurado: o primeiro cinco estrelas do Alto Minho, que se chama Vinea Collection Hotel e, sendo temático, está dedicado ao Alvarinho.

O hotel ainda não está a 100 por cento, mas o restaurante já funciona (muito boa cozinha, pareceu-me) e o primeiro vinho Quinta da Porteleira já é servido e vendido. O rótulo ainda é provisório e falta o contrarrótulo - qual o teor alcoólico, por exemplo?

Sobre o vinho: trata-se da colheita relativa a 2022, engarrafado após um ano em inox, com battonage. A falta de informação sobre o vinho (no site e no restaurante) é algo que será certamente corrigida em breve. 

Sendo um vinho que resulta leve e equilibrado, já com a fruta amadurecida (manga, por exemplo), bebe-se com prazer. Mas a maior surpresa estava no preço. €10 na loja (€15 no restaurante) parece-me um valor muito atrativo, tendo em conta que estamos num hotel de 5 estrelas, O vinho foi-se revelando ao longo da refeição: veio muito frio, retirou-se o frappé e foi ficando claramente melhor.

Ano da produção: 2022
Data de compra: 
Local de compra: Vinea Colection Hotel, Monção
Preço de compra: €10,00 em loja e €15 no restaurante (oferta)
Data de consumo: fevereiro 2026
Produtor: Vinea Colection Hotel
Localidade: Monção
Enólogo: Jose Rodrigues
Acidez Total (g/dm ): ?
Açúcares residuais: ?
Teor Alcoólico (%vol): ?
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação em cuba de inox com battonage "
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º/11º
Acompanhou: polvo [lamento, mas não consigo descrever o prato, que estava excelente]
(503)


segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Anselmo Mendes - Alvarinho do Gonçalo (2021): 8/10

Gonçalo é filho de Anselmo Mendes e tem aqui o primeiro alvarinho em seu nome.

Na apresentação disse, entre outras coisas, que quis fazer um vinho mais suave. E essa palavra define bem o resultado final.

Talvez por ser um jovem (e porque não fazia sentido 'imitar' o que o pai faz), Gonçalo apresenta-nos um vinho que se pode descrever como mais leve, sem que isso seja defeito. Leve no sentido em que não é intenso, arrebatador na fruta, como (pelo menos) os da subregião se caracterizam.

Leve e equilibrado, no sentido em que, por exemplo, pode agradar tanto a mulheres como a homens.

Destaque para o final fresco e salivante.

Como agora está na moda dizer, mais uma boa interpretação da casta.

Relação preço-qualidade: os €22,50 são justificados pela vinificação, mas para uma vinho novo não é barato. Depende do que pretende o produtor.

[Curiosidade: os filhos de António Luis Cerdeira e Anselmo Mendes lançam num curto espaço de tempo novos vinhos, ambos com fermentação malolática, que vai trazer suavidade e alguma cremosidade ao vinho]

Ano da produção: 2021
Data de compra: julho 25
Preço de compra: €22,5 na Feira de Monção
Local de compra/prova: Feira de Monção
Data de consumo: agosto 25
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Monção/Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes/Gonçalo Mendes
Acidez Total : ?
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Depois de um estágio em barricas usadas durante 9 meses, onde fez fermentação malolática completa, entregou-se ao tempo, repousando em garrafa durante três anos."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): arroz de marisco
Pode acompanhar, por exemplo: além do óbvio, acompanará bem carnes não muito temperadas
(484)



terça-feira, 17 de junho de 2025

Anselmo Mendes A Torre (2019): 9/10

É certo que o Parcela Única é um alvarinho de referência, mas faltava a Anselmo Mendes um vinho topo de gama (Tempo, pelo preço, destaca-se, mas continuava a faltar alguma coisa).

Provam e QM já tinham arriscado no patamar dos €50, fazia sentido que outros produtores, como Anselmo, fizessem o mesmo.

E este ano Anselmo Mendes decidiu resolver esse 'problema', com o lançamento de A Torre (2019), uma seleção das melhores vinhas da Quinta da Torre, que comprou vai para 20 anos, em Monção.

Como seria de esperar, trata-se de um vinho sofisticado, sobretudo na boca, com forte mineralidade. No nariz percebe-se os cítricos característicos da casta, mas na boca são muitas camadas, perfeitamente harmonizadas com a madeira das barricas usadas, que está lá, mas discretamente.

O ponto alto é o final: além de longo, mostra uma acidez vibrante, que o torna fresco e meio salino.

Daqui a 10 anos terá nota 10!

Relação preço-qualidade: é um dos mais caros da subregião (produção pequena), mas também um dos mais distintivos. 

Ano da produção: 2019
Data de compra: abril 25
Preço de compra: oferta (online varia entre os €43 e os €53]
Local de compra/prova: Feira do Alvarinho Melgaço
Data de consumo: junho 25
Produtor: Anselmo Mendes (alguns meses depois ainda não consta do site da empresa)
Localidade: Monção
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/dm): ?
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentou em barricas usadas durante nove meses, com bâtonnge suave."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Acompanhou: panados e arroz de le
Pode acompanhar, por exemplo: tudo, menos, talvez, carnes vermelhas mal passadas
(480)


quarta-feira, 21 de maio de 2025

ADN Anselmo Mendes & Dirk Niepoort (2024): 7/10

Desconheço quando Anselmo Mendes e Dick Niepoort começaram a produzir este alvarinho, a que deram o nome de ADN, mas provei o 2023 e agora o 2024, para confirmar que estamos perante um vinho 'de Verão'. Leve, forte aroma frutado, cítrico, salino.

Quando se juntaram, Anselmo Mendes e Dick Niepoort poderiam ter feito o alvarinho que quisessem. Optaram por um vinho que me parece menos gastronómico e mais de esplanada ao fim da tarde. Refrescante

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2024
Data de compra: maio 25
Preço de compra: €12,90
Local de compra/prova: garrafeira Vinhalvarinho
Data de consumo: maio 25
Produtor: Anselmo Mendes & Dick Niepoort
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes & Dick Niepoort
Acidez Total (g/dm): ?
Açúcar residual (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas inteiras desengaçadas foram prensadas, e de seguida decantadas a frio durante 48-72h. Foi feita uma longa fermentação a baixas temperaturas entre 14 a 18ºC. Estagiou sobre borras finas durante um período de 4 meses com bâtonnage regular. Vindima manual, fermentação em cuba de inox, estágio de 4 meses em cuba de inox."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Bacalhau assado
Pode acompanhar por exemplo:
(473)

ADN 2023

quarta-feira, 14 de maio de 2025

Abel Codesso junta-se a Anselmo Mendes

Abel Codesso, que deixou a Provam, assume a partir de hoje o cargo de responsável pelo departamento de enologia da empresa Anselmo Mendes Vinhos. Ou seja, vai passar a trabalhar com o seu velho amigo e mentor Anselmo.

Ao nível da subregião, é uma contratação de peso, quase como juntar Messi e Ronaldo na mesma equipa.

Abel vai trabalhar numa das mais prestigiadas e desenvolvidas empresas de vinhos de Monção e Melgaço (com mais de 30 referências e exportação para mais de 40 países), o que tanto pode ser um conforto como um desafio.

Uma coisa parece certa: sendo provavelmente o melhor espumanteiro da subregião, uma área que Anselmo tem pouco desenvolvida e onde ainda não se destacou, a mais valia parece evidente.




segunda-feira, 24 de março de 2025

Casa de Rodas (2023): 7/10

Casa de Rodas é o primeiro vinho produzido pela parceria Mendes & Symington. A aposta foi jogar pelo seguro, com Anselmo Mendes a titular. Claro que se pode perguntar quantos vinhos, de uma mesma casta, um enólogo pode fazer sem que comece a repetir, mas por outro lado há a certeza de que sairá um vinho bom.

Não é contudo um vinho marcante ou diferenciador: na minha perspetiva, não se tornará uma referência entre os apreciadores de alvarinho, subsistindo todavia a certeza de que se a garrafa vier para a mesa estamos bem servidos.

Felizmente este segmento até aos €20 está cheio de boas opções, pelo que fica a curiosidade em saber qual será o próximo passo da Mendes & Symington.

Sobre o vinho: destaca-se o aroma, muito intenso e floral. Na boca, sendo um vinho bastante equilibrado, revela frutos secos, como figos. Boa acidez. O final, sem ser arrebatador, é interessante.

Relação preço-qualidade: já vi vários preços, entre os €16 e os €19 euros. Bom no primeiro caso, puxadote no segundo.

Ano da produção: 2023
Data de compra: fevereiro 2025
Preço de compra: oferta particular
Local de compra/prova: 
Data de consumo: março 25
Produtor: Mendes & Symington 
Localidade: Quinta de Rodas, Monção
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l): 
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Clarificação estática do mosto por frio a 12ºC durante 48h. Fermentação durante 3 semanas com temperaturas entre os 14ºC e os 22ºC. Estágio sobre borras finas durante 6 meses."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: Bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar por exemplo:
(470)


terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Tempo (2020): 7/10

Começo por dizer que já provei este vinho várias vezes, ao longo dos últimos anos, mas sempre em circunstâncias que não me habilitavam a poder escrever. Preferi esperar pela possibilidade de ter uma garrafa à frente para o poder fazer.

Estamos perante aquele que foi, durante muitos anos, o alvarinho mais caro no mercado. Nesta altura será o segundo mais caro. Isto é bastante importante, porque - como os leitores regulares sabem - as minhas avaliações têm em conta aquilo que considero ser a relação qualidade-preço.

O produtor tem toda a legimitidade para recomendar um preço de venda, baseado em vários pressupostos (como o número reduzido de garrafas ou a vinificação quase tradicional, como acontece com este Tempo), da mesma forma que o comprador tem de fazer escolhas em face do seu orçamento.

Ora, não tendo eu comprado a garrafa e não sabendo exatamente quanto custa (uma ronda pelas garrafeiras aponta para €80 ou quase), não tenho problemas em afirmar que me parece caro. Não apenas caro em termos absolutos (€80 por um vinho!), mas também termos relativos - a tal relação qualidade-preço.

A crítica especializada não poupa nos elogios ao vinho e tem razão. Mas não é nem de perto o melhor alvarinho que bebi nem o melhor que Anselmo Mendes faz. O Parcela Única é um vinho mais completo e mais estimulante.

Sobre o Tempo, é, como seria de esperar, um vinho muito complexo (o produtor diz que pode aguentar até 20 anos!), com um aroma excelente (figos secos). Muito seco, como o enólogo gosta, há, na boca, fumados e casca de laranja, por exemplo. O final é bom mas não muito longo. [um segundo copo bebido 24 horas depois mostrou um vinho mais aberto e a presença mais acentuada de taninos, certamente em resultado do contacto com as películas].

Ano da produção: 2020
Data de compra: 
Preço de compra: 
Local de compra: 
Data de consumo: fevereiro 25
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l): 5,2
Açúcar residual (g/l): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Metade do lote faz fermentação total com as películas. A outra metade efetua fermentação com o cacho inteiro não desengaçado. Após fermentação os lotes são reunidos em barrica de carvalho francês onde efetuam um estágio de 9 meses com bâttonage regular".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º-12º
Acompanhou: arroz de pato
Pode acompanhar por exemplo:
(468)



segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

O melhor vinho do mundo (Contacto 2023 - 7/10)

Embora se trate apenas de uma escolha, ou seja 'vale o que vale', como se diz sempre nestes casos, ninguém em Portugal ficou indiferente ao facto da Food & Wine ter escolhido o Contacto 2022 como o melhor vinho (branco) do mundo. Tratando-se de um alvarinho, muito mais justificada a (minha e não só) atenção.

Começo por dizer que, quaisquer que sejam os 'mas...' que se associem à escolha, este é um motivo de orgulho. A revista tem prestígio internacional e colocar um alvarinho como melhor vinho do mundo (na verdade, quando se lê percebe-se que é o melhor vinho branco do ano) deveria levar Marcelo Rebelo de Sousa a condecorar Anselmo Mendes (já o fez por muito menos).

É o melhor vinho do mundo? Claro que não. O próprio Anselmo tem vinhos muito melhores.

O autor da escolha justifica a escolha também com o preço ("Este branco português de Anselmo Mendes é elegante e mineral, com muito mais nuances do que seria de esperar pelo preço e ganha o prémio de meu vinho branco favorito do ano") na medida em que é o mais barato dos 15 selecionados.

Voltei, por causa disto, a provar o Contacto, colheita 2023. Gosto da sua acidez, que não achei excessiva, com um perfil cítrico e mineral. Além do mais penso que o bebi cedo demais (está um vinho muito jovem).

O preço tem vindo a subir ao longo dos últimos anos. 




Ano da produção: 2023
Data de compra: janeiro 2025
Local de compra: Auchan
Preço de compra: €11,95
Data de consumo: janeiro 2025
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
(30)


Contacto 2015

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Pássaros Reserva de Família (2022): 7/10

 Há várias coisas a dizer sobre este vinho:

1) É produzido por Anselmo Mendes, mas não consta do seu site (ao contrário do Pássaros Alvarinho e Loureiro ou do Pássaros Loureiro); 

2) Segundo percebi é vendido em exclusivo, pelo menos em Portugal, pelo Pingo Doce, o mesmo acontecendo com o Pássaros Alvarinho. A ser assim, são quatro os Alvarinhos que Mendes produz para o Pingo Doce (o Alvarinho Pingo Doce, o Espumante e estes dois Pássaros), o que faz desta cadeia de distribuição certamente o seu principal cliente em Portugal e a que tem mais Alvarinhos em exclusivo (há ainda um excelente Reserva, com origem na Adega de Monção, o que dá cinco). Este vinho não consta do site do Pingo Doce.

3) Não consegui perceber quanto custa realmente, mas sei quanto paguei: €9,9 (beneficiando, pelos vistos, de um descontos de 50%). €20 euros é um preço absurdo para este vinho, mas €10 é bastante razoável;

4) Não encontrei qualquer informação sobre a vinificação (quanto tempo em barrica, por exemplo), o que me leva a dizer que um produtor como Anselmo Mendes tem de ter um comportamento a este nivel compatível com o seu prestígio (parece um vinho clandestino, do qual nada temos direito a saber).

5) Agora o vinho: foi aberto uma hora antes, mas mostrou-se fechado, com as notas cítricas muito presas (lima, um pouco de toranja) e a acidez curta; o segundo copo, 16 horas depois, já revelou mais abertura e mais madeira. Mas quem é que abre um vinho com 16 horas de antecedência? Considerei o segundo copo também para a nota.

Ano da produção: 2022
Data de compra: março 2024
Preço de compra: €9,99 (€19,99 antes do desconto)
Local de compra: Pingo Doce
Data de consumo: outubro de 24
Produtor: Anselmo Mendes (não consta do site)
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: lasanha
Pode acompanhar por exemplo:
(452)





quinta-feira, 25 de julho de 2024

Chegou ao mercado o primeiro vinho da Mendes & Symington

Enquanto não chega o novo Casa das Rodas, a sociedade que a Symington fez com Anselmo Mendes pôs no mercado o primeiro vinho em resultado dessa parceria: é o 'velhinho' Contacto, marca que Mendes vendeu à nova empresa e que, sendo basicamente o mesmo vinho, tem uma pequena diferença no rótulo.



quinta-feira, 6 de junho de 2024

ADN Anselmo Mendes & Dirk Niepoort (2023): 7/10

O que é suposto acontecer quando o mais famoso enólogo de alvarinho se junta com um dos mais conhecidos enólogos do Douro para fazerem um vinho?

Anselmo Mendes e Dirk Niepoort surprenderam ao fazerem o menos provável: lançaram um vinho de preço acessível.

[o projeto começou com dois loureiros e um vinhão, lançados no final de 2022. Pelo que percebi também houve um alvarinho 2022, mas a informação é escassa]

Este alvarinho de aroma vegetal e perfil cítrico, tem uma acidez bem marcada. Não é, nem se esperaria, pelo preço, que fosse um vinho com alguma complexidade e intensidade.

Ano da produção: 2023
Data de compra: maio 2024
Preço de compra: €12,49
Local de compra: Garrafeira Soares, online
Data de consumo: junho 24
Produtor: ADN (pelos visto é o nome do projeto de Anselmo Mendes & Dirk Niepoort)
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes & Dirk Niepoort
Acidez Total: ?
Açúcar: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: não há qualquer informação disponível, na garrafa ou online
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo: 
(437)





domingo, 26 de maio de 2024

Monsão 1261 (2023): 7/10

Primeiro a história: um grupo de quatro amigos, ligados a Monção, inovou há alguns anos lançando o segundo gin de alvarinho, o primeiro da subregião.

A seguir acharam, com toda a legimitidade, que fazia falta ao seu portfolio um alvarinho e criaram este Monsão 1261 com a ajuda de Anselmo Mendes.

A minha questão é: num mercado que está cada vez mais saturado, nomeadamente de colheitas, um novo alvarinho tem de distinguir-se, tem de trazer - como agora se diz - diferenciação.

Este Monsão 1261 é um vinho bom, com excelente acidez (Anselmo Mendes fala num potencial de guarda grande, mínimo 10 anos), mas no fundo não se pode dizer que seja muito diferente de outros que existem na subregião, novos ou antigos. É pouco? Claro que não. Falta saber se será suficiente para o afirmar entre a elevada concorrência. 

Espero que sim. 

[uma segunda prova, na refeição seguinte, revelou mais complexidade]

Relação preço-qualidade: um pvp de €18 não é fácil (para apenas 2300 garrafas)

Ano da produção: 2023
Data de compra: Abril 2024
Preço de compra: €15 (pvp de €18]
Local de compra: Feira do Alvarinho, Melgaço, 2024
Data de consumo: maio 24
Produtor: Monsão (não consta do site)
Localidade: Monção
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total: 6,9 g/L
Açúcar: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Prensagem da uva inteira desengaçada. Clarificação pelo frio a 12ºC. Fermentação com velocidade e temperatura controlada. Estágio mínimo de 3 meses sobre borras finas com bâtonnage regular."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: dourada do mar no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(435)




sexta-feira, 24 de maio de 2024

Anselmo Mendes by Alvim, um vinho que esperou dois anos

Na Feira do Alvarinho de Monção, em 2022, Anselmo Mendes supreendeu ao apresentar um novo alvarinho em colaboração com Fernando Alvim. Chamava-se precisamente Anselmo Mendes by Alvim e dizia respeito à colheita de 2020.

Tive a oportunidade de estar no lançamento, de provar o vinho e de escrever sobre ele

Fiquei, a seguir, à espera de ver o vinho no mercado, mas ele nunca apareceu.

Até agora.

Segundo Anselmo Mendes o vinho (que, confirmei, é o mesmo, incluindo a data da colheita) acaba de ser lançado e já está à venda (€24,95). 

O produtor diz que tem um potencial de guarda de 15 anos.





quinta-feira, 4 de abril de 2024

Pássaros Reserva (2022): 8/10

Pássaros é uma marca da produção Anselmo Mendes. Nos últimos tempos ouvi falar de um alvarinho+loureiro mas agora acabam de sair (pelo menos*) dois mono-varietais de alvarinho: este Reserva e um colheita, de que falarei em breve. 

Independentemente dos objetivos do produtor (tem para o mesmo segmento de preço o Muros Antigos e o Contacto, mas é preciso lembrar que vendeu recentemente a marca Contacto à família Symington), este é um vinho que parece ter condições para o por a competir, no mercado interno, com o Regueiro Reserva ou mesmo com o Soalheiro: aroma intenso, frutado q.b. e uma boa acidez. Um vinho fresco e jovem, um alvarinho a menos de €12~- preço a que o comprei, desconheço se era uma prmoção.

(* também encontrei um Reserva de Família no mercado brasileiro)

Relação preço-qualidade: boa, se estes€11,99 forem mesmo o preço do Pássaros

Ano da produção: 2022
Data de compra: março 2024
Preço de compra: €11,99
Local de compra: Pingo Doce
Data de consumo: abril 24
Produtor: Anselmo Mendes (não consta do site)
Localidade: Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total (g/l): ?
Açúcar (g/l) ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: massada de salmão
Pode acompanhar por exemplo:
(428)


quarta-feira, 3 de abril de 2024

Um espumante de alvarinho que custa metade dos outros

No supermercado Coca, de Monção (a loja de referência em termos de preços de alvarinho) o espumante de alvarinho mais barato custa cerca de €10. Penso que nem na Feira do Espumante, de Melgaço, se encontra mais barato.

Mas o espumante de alvarinho mais barato custa metade, pouco mais de €5, marca Pingo Doce.

A minha admiração é a seguinte: os supermercados arrasam na venda de vinhos de marca branca, mas se virmos os preços dos alvarinhos (colheita) a diferença não é assim tão grande: o Adega de Monção bate-se com os preços das marcas brancas, para referir apenas um vinho da subregião (todos à volta de €4). Na zona dos vinhos verdes há ainda outros exemplos.

Ou seja, como se explica uma diferença tão grande (o Pingo Doce custa metade do Bruto Regueiro, no Coca, por exemplo)? O produtor e o distribuidor estão a esmagar margens de lucro e a ganhar cêntimos? Ou são os outros produtores que 'exageram' no preço?

Resta acrescentar, para quem não saiba, que o espumante do Pingo Doce é produzido por Anselmo Mendes, o que só aumenta(ria) o seu valor.



sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Singellus Private (2017): 6/10

Preço: caro. €22,49 por este vinho ( mais ou menos o preço do Soalheiro Reserva, por exemplo) é caro.

2017: seria de esperar um 'amadurecimento' do vinho, o que não se verifica (a madeira, por exemplo, não se sente, direta ou indiretamente).

Anselmo Mendes: aumenta as expetativas, que neste caso não se confirmam.

Dito isto, é um vinho com um bom aroma e uma acidez bastante marcada. Nesse aspeto, é fantástico como o alvarinho permite vinhos frutados mas também vinhos em que a acidez é o elemento em destaque.

[Nota final: bebi este Singellus em casa de um familiar no fim de semana e não me encheu as medidas. Decidi, então, abrir a garrafa que tinha para comprovar. Bateu certo]

Ano da produção: 2017
Data de compra: novembro 23
Preço de compra: €22,49
Local de compra: Continente, Vila do Conde
Data de consumo: dezembro 2023
Produtor: Realejo [é uma empresa dos herdeiros de Belmiro de Azevedo]
Localidade: Marco de Canavezes
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total: ?
Açúcar residual: 
Teor Alcoólico (%vol): 112,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1 + 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º (segunda garrafa)
Acompanhou: salada de salmão fumado
Pode acompanhar por exemplo:
(412)


terça-feira, 28 de novembro de 2023

Muros Antigos Espumante Bruto Natural (2022): 8/10

A última festa do Espumante, em Melgaço, tinha uma (boa) surpresa reservada: o primeiro espumante de alvarinho produzido por Anselmo Mendes [se excluirmos, claro, o espumante que produz para o Pingo Doce desde 2020]

Há muito que Anselmo Mendes procurava um espumante que estivesse ao seu nível e acertou em cheio: aroma frutado, bolha muito fina, um vinho suave, muito tropical (manga, papaia) com um final muito bom.
Um oito quase nove na minha classificação.

[Acaba de ser lançado mas já devia estar no site oficial do produtor, onde não há qualquer informação; assim ficamos sem saber, por exemplo, porque é que se trata de um IG Minho, como o do Pingo Doce, e não de um Monção & Melgaço]

Relação preço-qualidade: excelente, no pressuposto de que o pvp será inferior aos €15.
Ano da produção: 2022
Data de compra: nov23
Preço de compra: €15 (na Festa do Espumante, não há ainda preço de venda ao público)
Local de compra: Festa do Espumante 2023, Melgaço
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço [IG Minho]
Acidez Total (d/dm3): ?
Açúcar residual (g/dm3): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º-11º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(410)


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