sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Verdilhão (2019): 5/10

O traço mais distintivo deste alvarinho produzido em Barcelos é o gás.

Há quem goste e quem ache que está a mais.

O vinho, discreto nos aromas e no paladar, bebe-se sem sacrifício mas também sem entusiasmo.

Análise ao preço: normal.

[as caves Campelo, que o produzem, não reconhecem a sua paternidade no site oficial!; o Auchan, que vende este vinho, lançou recentemente o Bando Verdilhão; não é Verdilhão a mais?]

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 21
Preço de compra: €5
Local de compra: Auchan Maia
Data de consumo: janeiro 2021
Produtor: Caves Campelo
Localidade: Moure, Barcelos
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: petinga frita
Pode acompanhar por exemplo:
(6)

Verdilhão 2015

 

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Carlos Conde Escolha (2017): 7/10

Francamente bom, este alvarinho de entrada na tripla gama Carlos Conde.

Trata-se de um vinho de estilo clássico, sem (que se perceba qualquer) vinificação complexa, a deixar as uvas mostrarem a sua força. Houve envelhecimento em adega, antes de ser lançado ao público.

Análise ao preço: se pensarmos que, grosso modo e em termos de resultado final, está a competir por exemplo na mesma divisão que o Soalheiro, o preço é francamente mais elevado, daí a nota atribuída. O produtor explica que foram engarrafas apenas 3345 garrafas.

Ano da produção: 2017
Data de compra: dezembro 20
Preço de compra: oferta do distribuidor [PVP 14,95€]
Local de compra:
Data de consumo: janeiro 2021
Produtor: [Engarrafador nº 5927, Monção] [como várias vezes defendi, este tipo de informação é irrelevante para o consumidor, que merece mais pormenores]; Distribuído por Casa Encostas de Melgaço]
Localidade: Monção e Melgaço
Enólogo: João Pereira
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: linguados grelhados 
Pode acompanhar por exemplo:
(277)


quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Kompassus (2016): 7/10

Foi o primeiro e, tanto quanto julgo saber, continua a ser o único Alvarinho da Bairrada.
Em paralelo, e mais importante, é um vinho de caractísticas minerais, que deixam a fruta (cítrica) em segundo ou terceiro plano (aroma ténue). Mesmo a madeira (estágio de 7 meses em barricas usadas) aparece discretamente.
A acidez muito presente no final, mas bem integrada, ajuda a proporcionar um final prolongado.
Um vinho complexo e intenso, que mais uma vez mostra como esta casta é especial.
Não me custa reconhecer que será um dos melhores alvarinhos produzidos fora da subregião, sobretudo se destacarmos o aspeto da mineralidade.
Análise ao preço: um pouco puxado.


Ano da produção: 2016
Data de compra:
Preço de compra: [PVP 17,50 online]
Local de compra: bebido na Casa de Chá da Boa Nova, Matosinhos
Data de consumo: dezembro 2020
Produtor: Kompassus
Localidade: Cantanhede
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez total: 7,34º (2015)
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: diversos pratos
Pode acompanhar por exemplo:
(276)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Quinta de Gomariz Colheita Selecionada (2019): 7/10

Continua a ser um dos melhores alvarinhos produzidos fora da subregião.

Este 2019 pareceu-me ter um pouquinho menos de vivacidade, que depois se reflete na forma como a acidez surge na boca.

O preço continua a ser excelente (e obviamente que a nota atribuída reflete, como sempre, isso mesmo)

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 20
Local de compra: Auchan, Maia
Preço de compra: €6,99
Data de consumo: janeiro 2020
Produtor: Quinta de Gomariz
Localidade: Santo Tirso, Vinho Regional minho
Enólogo: António Sousa
Acidez:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: bacalhau na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(34)

sábado, 2 de janeiro de 2021

Cerveja Grape Ale Alvarinho 2018

Além dos vinhos propriamente ditos, tenho tentado, também, registar produtos derivados do Alvarinho.

Hoje falo novamente de uma cerveja, mas que se distingue da anterior por saber a... alvarinho!

Na verdade, esse é o ponto essencial para mim.

Por falta de conhecimentos, não vou comentar a cerveja propriamente dita (trata-se de uma grape ale, muito diferente de uma cerveja convencional, portanto), mas importa destacar algo que nem sempre tem sido possível encontrar nestes derivados: a presença do alvarinho.

Esta Grape Ale Alvarinho 2018, com a colaboração de Anselmo Mendes, (também) sabe a alvarinho! E esse é o maior elogio que posso deixar.

Grape Ale Alvarinho 2018, produzida por Letra e com a colaboração de Anselmo Mendes. €3,5 no Portugasl Vineyards.


sábado, 26 de dezembro de 2020

Soalheiro Espumante Bruto Nature (2018): 7/10

Depois de um ano de pousio, aqui está o novo espumante Bruto Nature da Quinta do Soalheiro.

Um vinho especial sub vários prismas, que marca a diferença desta casa para a 'concorrência' - não por acaso foi o vinho da ceia de Natal aqui por casa.

Aprecio particularmente a bolha elegante, a acidez bem controlada e 'cheiro' a vinho como se fazia antigamente, e de que tenho várias memórias.

Em comparação com o 2016, este 2018 pareceu-me ligeiramente menos intenso (ou seja, um pouco de menos fruta do que seria de esperar).

Ano da produção: 2018
Data de compra: dezembro 2020
Preço de compra: Oferta do produtor [€16,50 online]
Local de compra:
Data de consumo: dezembro 2020
Produtor: Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António Luís Cerdeira
Acidez: 5.9º total (2016)
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: bacalhau assado no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(238)

Soalheiro Espumante Bruto Nature 2016

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

João Clara Reserva (2016): 5/10

Primeiro destaque: é um alvarinho produzido no Algarve; o único?

Segunda nota: muita madeira, a dominar por completo a boca, também porque se trata de um vinho com pouca estrutura, que morre muito cedo. Boa acidez.

Análise ao preço: muito caro.

Ano da produção: 2016
Data de compra: 
Preço de compra: [PVP 19,90€ no site oficial]
Local de compra: bebido na Casa de Chá da Boa Nova, Matosinhos
Data de consumo: dezembro 2020
Produtor:  João Clara
Localidade: Alcantarilha, Algarve [Vinho Regional Algarve]
Enólogo: Cláudia Favinha
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: diversos pratos 
Pode acompanhar por exemplo:
(275)


quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Carlos Conde Reserva (2017): 7/10

Quero começar por destacar o facto deste ser um vinho que segue um processo de distribuição alternativo: nem está nas garrafeiras nem é vendido pelo próprio produtor das uvas. Este é um vinho que pode ser comprado no site da distribuidora ou - coisa nova para mim - em leilões online (foi nesse contexto que o descobri, por acaso). Pequena produção, segundo me informaram.

Produzido em Melgaço, é um Reserva que tem um pouco madeira, sem sobreposição, mantendo as características tropicais de muitos vinhos da subregião. Bom final, acidez bem controlada.

Análise ao preço: está dentro do preço médio de um Reserva de Melgaço.

Ano da produção: 2017
Data de compra: dezembro 20
Preço de compra: oferta do distribuidor [PVP 19,95€]
Local de compra: 
Data de consumo: dezembro 2020
Produtor: [Engarrafador nº 4683, Melgaço] [como várias vezes defendi, este tipo de informação é irrelevante para o consumidor, que merece mais pormenores]; Distribuído por Casa Encostas de Melgaço]
Localidade: Melgaço
Enólogo: José Gonçalves
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: massa de salmão 
Pode acompanhar por exemplo:
(274)


segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Provam (2018): 4/10

No essencial, mantém-se o que foi escrito para o Provam 2017: um vinho da gama baixa, com 'pouco' alvarinho, mas que se bebe sem sacríficio.

O pior é o preço, francamente elevado quando comparado com a concorrência mais imediata  (a começar no Bando Verdilhão que a mesma Provam faz para o Auchan).

Ano da produção: 2018
Data de compra: novembro 2020
Preço de compra: €7,90
Local de compra: Pingo Doce, Póvoa de Varzim
Data de consumo: dezembro 2020
Produtor: Provam (mas continua a não constar do site...)
Localidade: Barbeita, Monção
Enólogo: Abel Codesso?
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de marisco.
Pode acompanhar por exemplo:
(127)

Provam 2017

domingo, 13 de dezembro de 2020

Bolo-rei de alvarinho (Confeitaria Colonial, Barcelos)

Começo por lembrar - seria necessário? - que nada percebo de pastelaria e que provei este bolo-rei como qualquer outro bolo; deem por favor um desconto ao que a seguir se segue. Muito mais porque o que veio a público é bastante diferente do que aí vem...

Começo por dizer que o primeiro equívoco que detetei foi chamar bolo-rei a este bolo. É muito mais o que o afasta do que aquilo que o aproxima do conceito (clássico) de bolo-rei. Mas neste ponto não me custa aceitar a 'criatividade' dos criadores;

Em segundo lugar, queria dizer que não é a primeira vez que se tenta incorporar alvarinho em pastelaria; em Melgaço, pelo menos, há quem o faça há vários anos;

Só que, nesses casos, o alvarinho é misturado com a massa, enquanto aqui foi criada uma geleia (a partir do Muros de Melgaço, de Anselmo Mendes), que está concentrada no meio do bolo.

Essa geleia, que sabe principalmente a rosas, tem alvarinho, mas só se sente quando se encontra. No resto (95%), é um bolo como qualquer outro.

Finalmente, o recheio de chocolate branco, em cima da geleia, não serve nem quem procura o alvarinho nem quem busca o chocolate.

Em resumo: não me atrevo a dizer que é uma experiência falhada, mas - a continuar - tem de ser afinada. Até porque o preço (€20 por bolo de quilo) atira as expetativas para cima. 

Ou então é tão revolucionário que um básico como eu não chega lá e só me resta pedir desculpa...

(foto: Ernesto Fonseca)



   

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Alvaianas Bruto Natural (2018): 6/10

 5º espumante bruto natural a sair da subregião.

Como outros, ainda não afinou completamente a relação entre a acidez e o 'perfume' da casta, que aqui aparece um pouco diluído - só no aroma e aí não engana. Muito mais porque é o primeiro ano de lançamento.

A bolha é bastante persistente, pelo que se guardou meia garrafa (devidamente acondicionada na rolha) para o dia seguinte: perdeu intensidade mas bebeu-se melhor.

Análise ao preço: é o mais barato da concorrência

Ano da produção: 2018
Data de compra: novembro 20
Preço de compra: €12
Local de compra: Loja do produtor
Data de consumo: dezembro 2020
Produtor: Quinta das Alvaianas
Localidade: Melgaço
Enólogo: 
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º 
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: pargo cozido
Pode acompanhar por exemplo: 
(273)

 

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Borges (2018): 7/10

 Mais uma prova ao Borges, que confirma que se trata de um bom alvarinho.

O vinho, de perfil ácido, remete-nos para fruta de caroço, embora autorize uma certa ideia de mineralidade.

[o que não se justifica é a falta de informação: este é um vinho da subregião, mas de onde? O cliente não tem direito a saber de onde vieram as uvas e até a quem foram compradas?) 

Ano da produção: 2018
Data de compra: novembro 2020
Local de compra: Jumbo, Maia
Preço de compra: €8,99
Data de consumo: dezembro 2020
Produtor: Sociedade Vinhos Borges
Localidade: "Monção e Melgaço" [engarrafado em Felgueiras por Sociedade Vinhos Borges, Gondomar]
Enólogo:
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: salmão fumado
Pode acompanhar por exemplo:
(22)

Borges 2016

Borges 2017

domingo, 6 de dezembro de 2020

Quinta d'Amares (2019): 7/10

 'Mão amiga' já me tinha dito que o Quinta d'Amares estava muito diferente (face ao 2016, que provei há 3 anos) e que valia uma nova prova.

Assim fiz e ainda bem. Este 2019 está um vinho excelente!

Um vinho que podia rivalizar com os da subregião e este é o maior elogio que se pode fazer.

Análise ao preço: subiu, face a 2016, mas continua muito bom.

Ano da produção: 2019
Data de compra: novembro 20
Preço de compra: €6,95
Local de compra: Garrafeira Portugal Vineyards
Data de consumo: dezembro 2020
Produtor: Produzido na Quinta d'Amares, "engarrafado por Eng. nº796, Póvoa de Vazrim"
Localidade: Amares
Enólogo: António Sousa
Acidez total: 6º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: robalo do mar no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(25)

Quinta d'Amares 2016


terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Quinta do Mascanho (2017): 7/10

 Um alvarinho que quer ser apenas e só um alvarinho (de base tradicional, portanto).

Mas não é apenas mais um alvarinho, é um excelente vinho, que honra qualquer mesa.

Ano da produção: 2017
Data de compra: oferta do produtor
Preço de compra: 
Local de compra: 
Data de consumo: novembro 2020
Produtor: Quinta do Mascanho
Localidade: Ceivães - Monção
Enólogo: 
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º 
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: Arroz de tamboril e gambas
Pode acompanhar por exemplo: carnes brancas, por exemplo
(4)

domingo, 29 de novembro de 2020

Alvarinho, coisa de homens

São mais de 270 alvarinhos registados neste projeto - quantos tiveram mulheres como enólogas? Que me recorde, nenhum; pela consulta das fichas também não cheguei lá.

O alvarinho parece terra de homens, em que 'menina não entra'.

De Anselmo Mendes a António Luis Cerdeira, de Paulo Rodrigues a Abel Codesso, de Miguel Queimado a Jorge Sousa Pinto só encontramos homens!

Há algumas mulheres a produzir alvarinho, como Joana Santiago (Quinta de Santiago), mas quando se trata de criar os vinhos, Joana chama Abel Codesso ou outros enólogos. Leonor Rodrigues é a cara do Terras de Real, mas José António Gonçalves e Abel Codesso os enólogos.

Para quando o primeiro alvarinho feito por uma mulher?



Atualizo a 18/3 Em Monção, serão poucos aqueles que já terão ouvido falar deste grupo. No entanto, a familiaridade ficará mais forte ao explicarmos que a empresa Falua é a filial do grupo em Portugal. À frente desta última, está… Antonina Barbosa, premiada e reconhecida enóloga natural de Monção. https://www.radiovaledominho.com/moncao-vem-ai-um-tubarao-frances-investir-no-alvarinho-traz-moncanense/  


quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Sou (2018): 8/10

O pioneirismo de Anselmo Mendes deixou vários 'filhos' e um deles está na Quinta de Santiago.

Este Sou, resultado da colaboração da Joana com o enólogo Nuno Mira do Ó, é um vinho diferente dos alvarinhos convencionais, destacando-se pela forma como conjuga, sem hesitações, a acidez com as características mais profundas da casta - nomeadamente laivos de lima ou alguma fruta de caroço (maçã verde, por exemplo). Em contrapartida, a madeira não se nota.

No final, quando tudo acaba, fica na boca aquele sabor delicioso a vinho 'antigo' (no sentido de tradicional, de lavrador)

Mas o que mais distingue este vinho é que, pelo resultado obtido, ele pode ser combinado com quase todos os pratos da gastronomia portuguesa. Perfeito para um arroz de pato ou um cabrito no forno, acompanhará magistralmente um bacalhau à gomes de sá ou um arroz de peixe galo - e isto é, penso, o maior elogio que se pode fazer a este vinho.

(é um 8 e não um 9 porque gosto de alvarinhos menos ácidos, só isso)

(mais um vinho a experimentar o estágio de 9 meses em borras finas)

Análise ao preço: caro, evidentemente, mas ainda assim há mais caros e piores!

Ano da produção: 2018
Data de compra: novembro 20
Preço de compra: €33
Local de compra: Garrafeira Tua Vinharia, Póvoa de Varzim
Data de consumo: novembro 2020
Produtor: Quinta de Santiago
Localidade: Cortes, Monção
Enólogo: Nuno Mira do Ó
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º (pode ser servido a 14 ou 15º)
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: pataniscas de bacalhau com arroz de feijão
Pode acompanhar por exemplo: tirando cozido à portuguesa, talvez tudo!
(272)


segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Deu-la-Deu Premium (2018): 5/10

A Adega de Monção diz que este vinho é feito com vinhas velhas, fermentado em barricas de carvalho francês, seguidos de 7 meses em borras finas (battonage) e mais 3 meses de repouso na Adega.

Honestamente, parece-me trabalho a mais para um vinho que não faz a diferença.

Um vinho sem grandes defeitos, é certo, mas poucas virtualidades (a madeira não enriquece o resultado final, a fruta parece apagar-se).

Um alvarinho discreto, em suma.

[Uma opinião muito pessoal: a Adega aposta sobretudo em fazer alvarinhos baratos, sejam eles o surpreendente Adega de Monção seja o clássico Deu-la-Deu, para já não falar dos 4 que faz para grandes superfícies. Mas com quase 2000 produtores, a Adega também se podia distinguir nos segmentos mais exigentes, o que me parece que - ainda? - não acontece]

Análise ao preço: o preço fora da Adega é bastante caro.

Ano da produção: 2018
Data de compra: julho 20
Preço de compra: €10,00 na Adega [€16,40 online]
Local de compra: Adega de Monção
Data de consumo: novembro 2020
Produtor: Adega de Monção
Localidade: Monção
Enólogo:
Acidez total: 5,2º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 10º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: linguados grelhados
Pode acompanhar por exemplo:
(271)


segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Aveleda Solos de Xisto (2018): 6/10

Começo por confessar uma limitação: embora o vinho, no contra-rótulo, prometa a possibilidade de se descobrirem as diferenças de solos, sendo esta vinha plantada em solo de xisto, não chego lá e por isso não me atrevo a dizer que é apenas marketing.

Para mim é um alvarinho agradável, de perfil muito mais cítrico do que tropical (embora outras frutas que não cítricas possam surgir na boca), a testar os limites da acidez, sem no entanto 'descair'. 

Análise ao preço: um euro a menos e estaria perfeito.

Ano da produção: 2018
Data de compra: outubro 20
Preço de compra: €9,69
Local de compra: Auchan, Maia
Data de consumo: novembro 2020
Produtor: Aveleda [Vinho Regional Minho]
Localidade: [engarrafado] Penafiel
Enólogo:
Acidez total: 6º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: arroz de peixe galo
Pode acompanhar por exemplo:
(270)


terça-feira, 10 de novembro de 2020

Vidigal (2016): 4/10

 As Caves Vidigal, de Leiria,  entenderam que faltava um alvarinho ao seu portfolio. E trataram de o encomendar em Valença, ao produtor registado com o número 2585.

(a quem interessa esta omissão de informação? Ao comprador, certamente não.)

O Vidigal Alvarinho (que não consta da lista de vinhos da empresa, por ter sido descontinuado? O último que se econtra é o 2016, precisamente) não é uma aposta ganha. Um vinho com um aroma interessante, mas na boca falta casta e consistência e prevalece a acidez.

Análise ao preço: há melhores por este preço


Ano da produção: 2016
Data de compra: Outubro 20
Preço de compra: €8,75
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: fevereiro 2020
Produtor: Eng. nº 2585 [Vinho Regional Minho]
Localidade: Valença
Enólogo: 
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 9º 
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salmão no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(269)


quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Rebouça Sweet Experience (2010): 6/10

Este Rebouça Sweet Experience é de certeza - apesar da ausência de informação (mesmo tratando-se de um vinho 2010) - um colheita tardia, com 12,5%.

Um vinho agradável na boca, mas a que lhe falta alguma presença da casta.

Positivo: aguentou bem o envelhecimento.

Análise ao preço: sendo uma colheita tardia, é um preço muito barato.

Ano da produção: 2010
Data de compra: julho 20
Preço de compra: €5,31
Local de compra: Garrafeira Covas, Monção
Data de consumo: novembro 2020
Produtor: Rebouça
Localidade: "Monção e Melgaço"
Enólogo: Luis Euclides Rodrigues
Acidez total: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 19º (segundo a 11º). Melhor o primeiro.
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: queijo de serpa
Pode acompanhar por exemplo:
(268)



Aviz (2021): 8/10

Aviz é uma referência da Casa do Vale (ou do Valle?) em Cabeceiras de Basto. As uvas de 2020 foram engarrafadas em 2021 e ficaram 4 anos em ...

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