segunda-feira, 29 de março de 2021

O preço do alvarinho

Ninguém no seu juizo perfeito quer pagar mais por um mesmo produto. 

Mas é forçoso reconhecer que a subregião vende alvarinhos de elevada qualidade a preços muito acessíveis (baratos!).

Na semana passada comprei no Pingo Doce uma garrafa de arinto (Quinta do Pinto, Alenquer) e paguei pouco mais de 11 euros.

Não me atrevo a escrever que este Quinta do Pinto Arinto é um vinho caro. Mas se custa mais de 11 euros, o Soalheiro, o Casa de Cerdedo, o Regueiro Reserva, o Reguengo de Melgaço, o Casa de Canhotos, o Dona Paterna, o Carvalho Gomes, o Casa do Capitão-Mor, o Alvaianas biológico, o Foral de Monção, o Casa de Midão, o Muros Antigos, o Solar de Serrade, o Messala ou o Encostas da Cabana, para apenas referir vinhos da subregião abaixo dos 10 euros, estão muito baratos!

terça-feira, 23 de março de 2021

Adega Mãe 221 (2015): 8/10

Ao juntar (pela primeira vez) uvas de Monção e Melgaço e da zona de Lisboa, este alvarinho é mais um exemplo da experimentação, traço mais forte da obra de Anselmo Mendes como enólogo de alvarinho.

Trata-se de um vinho inovador  no processo mas também no resultado. No aroma é um alvarinho quase convencional, com fruta, mas na boca vence o lado atlântico das uvas da Adega Mãe, em detrimento dos traços da subregião.

Devo dizer que o vinho foi bebido em dois momentos diferentes, separados por 24 horas (devidamente 'acondicionado') e que a segunda foi francamente melhor: foi na segunda que se revelou o final fantástico, prolongado, complexo, exigente com múltiplas sensações, um dos melhores que provei nos últimos meses. No final da primeira prova, este 221 não me convenceu, sobretudo por causa de uma certa salinidade e um final muito curto, mas ainda bem que esperei! [estamos a falar de um vinho de 2015]

Análise ao preço: haverá certamente razões na vinificação que justificam o preço, mas a mim parece-me caro, mesmo sendo produzidas apenas 2703 garrafas.

Ano da produção: 2015
Data de compra: novembro 20
Preço de compra: €29,55
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: março 2021
Produtor: Adega Mãe, Torres Vedras
Localidade: Torres Vedras e Monção, IVV
Enólogo: Anselmo Mendes e Diogo Lopes
Acidez total: 6,25º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: Pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo: marisco!
(284)



 

sexta-feira, 19 de março de 2021

Estreia Reserva (2018): 6/10

A Adega Cooperativa de Ponte da Barca produz vários alvarinhos mas este Estreia é feito com uvas da 
subregião (e não, deduz-se, com uvas dos associados da Cooperativa, uma vez que "A Adega Ponte da Barca, inserida na sub-região do Lima, tem a sua área de produção nos concelhos de Ponte da Barca e Arcos de Valdevez").

Não me vou meter com as estratégias comerciais da Cooperativa, mas anoto a falta de informação: uvas de "Monção e Melgaço" mas de onde?

Sobre o vinho: agradável, alguma fruta, pouca acidez, pouco intenso (para um Reserva da subregião).

Análise ao preço: Bom

Ano da produção: 2018
Data de compra: dezembro 20
Preço de compra: €6,45
Local de compra: Garrafeira Portugal, Valença
Data de consumo: março 2021
Produtor: Adega Cooperativa de Ponte da Barca
Localidade: "Monção e Melgaço"
Enólogo: José Oliveira
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: bacalhau no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(283)



sexta-feira, 12 de março de 2021

Anselmo Mendes Parcela Única (2017): 7/10

Mantenho, três anos depois de ter provado o 2016, que este não é um vinho fácil de caracterizar - pelo menos para mim, como é óbvio.

Pelo aroma e pelo primeiro contacto em boca, não fica (nem podia ficar) a dúvida de que é um alvarinho, mas, por outro lado, é um vinho pouco intenso. Não é defeito, pode até ser virtude, assumindo que a aposta foi fazer um vinho diferente, para experiências e momentos diferentes.

As revistas da especialidade atribuem elevadas pontuações a este Parcela Única, o que corresponderia na minha ótica a pelo menos um 8/10. Não o faço por duas razões, interligadas: o final extingue-se muito rapidamente, o que para mim é a maior fragilidade deste vinho, associada a um preço exagerado.

Análise ao preço: tudo dito.

Ano da produção: 2017
Data de compra: março 2021
Local de compra: Garrafeira Roque, Vila do Conde
Preço de compra: €29,95
Data de consumo: março 2021
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Servido a: 13º
Acompanhou: arroz de lavagante.
(40)

segunda-feira, 8 de março de 2021

Trinta Raios (2017): 8/10

Não é um alvarinho frutado, mas não tem de ser para ser um excelente vinho.

Adorei a acidez deste Trinta Raios, que me soube muito melhor agora do que há 3 anos.

José Domingues continua a fazer grandes vinhos!

Análise ao preço: impressionante!

Ano da produção: 2017
Data de compra: outubro 20
Preço de compra: €6,5 [€12,5 online]
Local de compra: Museu do Alvarinho, Monção
Data de consumo: março 2021
Produtor: Encosta do Castelo Lda.
Localidade: Milagres, Cambeses, Monção
Enólogo: José Domingues
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: pargo grelhado e sobremesa doce de amêndoa e avelã
Pode acompanhar por exemplo:
(21)

Trinta raios 2016


segunda-feira, 1 de março de 2021

Cepa Boa (2019): 7/10

Este Cepa Boa é produzido em Melgaço por Maximiano Fernandes (CastaBoa), em exclusivo para a loja Artesanali's (Póvoa de Varzim), associada à empresa de animação turística Bebipedala.

É, por isso, um vinho que apenas se vende nesta loja e quase informalmente (basta dizer que não tem contrarrótulo).

Mas vejo potencial neste Cepa Boa. Um bom vinho, típico da subregião, frutado no início e com boa acidez no final.

Bebe-se com prazer!
Análise ao preço: bom.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 20
Preço de compra: €7,5
Local de compra: Loja Artesanali's, Póvoa de Varzim
Data de consumo: fevereiro 2021
Produtor: Maximiano Fernandes /Bebipedala
Localidade: Melgaço
Enólogo:
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: risotto de gambas
Pode acompanhar por exemplo:
(282)


sábado, 20 de fevereiro de 2021

Magnate (2019): 5/5

Depois da prova feita ao vinho de 2015, provei agora o 2019. E gostei mais.

Está mais equilibrado, com a casta a sobressair melhor.

Não é um vinho de eleição, mas a este preço (abaixo dos €5) não é muito fácil encontrar melhor (há alguns, estão aqui...).

Este Magnate é um vinho que acompanha bem uma refeição despretenciosa de peixe e não desmerece carnes brancas.

Análise ao preço: muito bom para a qualidade oferecida.

Ano da produção: 2019
Data de compra: fevereiro 2021
Preço de compra: abaixo de €5.00
Local de compra: oferta do produtor via Mercearia Torres, Vila do Conde
Data de consumo: fevereiro 2021
Produtor: Caves Costa
Localidade: Santo Adrião, Vizela, Vinho Regional Minho 
Enólogo:
Acidez : ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: bife de atum
Pode acompanhar por exemplo: ?
(153)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Encosta da Capela Espumante Reserva Extra Bruto (2018): 7/10

É o quarto extra bruto de alvarinho que provo (dois deles também reserva) e acho que posso dizer que é uma aposta ganha: também neste domínio a casta adapta-se com evidente qualidade quando há pouco açúcar adicionado.

Este Encosta da Capela Espumante Reserva Extra Bruto 2018 é uma novidade e, para primeiro ano, seria difícil pedir melhor.

Num extra-bruto de alvarinho o que se quer é que a acidez não se sobreponha às características próprias da casta e isso aqui é conseguido: aroma muito presente e alguma fruta na boca.

Análise ao preço: o valor que paguei, diretamente ao produtor, é excelente. O preço recomendado é mais ou menos aquele que é praticado pela concorrência, que me parece um pouco elevado.

Ano da produção: 2018
Data de compra: dezembro 20
Preço de compra: €10 [pvp recomendado €18]
Local de compra: ao produtor
Data de consumo: fevereiro 2021
Produtor: José Manuel Fernandes
Localidade: S. Paio, Melgaço
Enólogo:
Acidez total: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salmão na brasa e queijo da ilha com marmelada
Pode acompanhar por exemplo:
(281)

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Casa de Vila Verde (2018): 5/10

Francamente melhor este 2018 do que a prova feita relativamente ao 2015.

Não é um vinho de eleição, nem podia ser pelo preço, mas gostei do aroma e percebem-se notas cítricas (toranja? casca de laranja?).

Há contudo alguma acidez, que na minha opinião é excessiva, e que 'anula' parte substancial do sabor a alvarinho. 

Análise ao preço: muito concorrencial nas gamas de entrada.

(Nota: o site da empresa apresenta este 2018 já com um rótulo diferente)

Ano da produção: 2018
Data de compra: Dezembro 2020
Preço de compra: €4,49
Local de compra: Auchan, Maia
Data de consumo: fevereiro 2021
Produtor: Casa de Vila Verde /Casa Santos Lima
Localidade: Lousada
Enólogo:
Acidez total: 6,9º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: linguados grelhados
Pode acompanhar por exemplo:
(3)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Cortinha Velha Colheita Tardia (2015): 7/10

O incrível Rascunho Colheita Tardia ainda está muito presente e as comparações são inevitáveis, até porque legítimas, tratando-se de dois vinhos da mesma gama.

Há duas diferenças significativas: uma negativa (aqui a acidez é menos marcada, menos vibrante, menos picante, 11º no Rascunho, 6º neste vinho) e uma positiva (o preço, ainda por cima em garrafa de meio litro).

Um bom Colheita Tardia, com excelente aroma, sabor de várias compotas, e um final que se esgota muito rapidamente (a tal falta de acidez).

Preço: imbatível, parece-me!

Ano da produção: 2015
Data de compra: utubro 20
Preço de compra: €14,75 [€16,89 online]
Local de compra: Museu do Alvarinho, Monção
Data de consumo: fevereiro 2021
Produtor: Cortinha Velha
Localidade: Monção
Enólogo: 
Acidez total: 6º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: pão de deus 
Pode acompanhar por exemplo:
(280)


domingo, 31 de janeiro de 2021

Rascunho Colheita Tardia 3ª edição (2015): 8/10

Um vinho absolutamente desconcertamente!

Começa por quebrar o padrão dos colheitas tardias, que são vinhos doces. Este - apesar de se apresentar no rótulo como um vinho doce - não o é. Pelo contrário, é um vinho com uma acentuada acidez, mas uma acidez viciante (crocante é o feliz adjetivo usado no contrarrótulo), que se casa na perfeição com os aromas da casta, vem visíveis logo no contacto do nariz.

A acidez com o sabor proveniente do fungo, que provoca alguma podridão e decomposição nas uvas, cria um sensação ligeiramente picante na boca (tipo queijo Roquefort!).

Foram experimentadas três sobremesas: um cheesecake (ótimo), um queijo de Serpa (não ligou) e biscoitos cantuccini, por causa da amêndoa (muito bom).

Uma parte da garrafa foi bebida na hora e outra 12 horas depois (ambas a 15º, quando o recomendado é que seja mais fresco). A primeira estava bem 'crocante', mas a segunda apresentou-se mais completa.

Análise ao preço: os €35,75 que paguei são um preço muito elevado por uma garrafa de 375 ml, mas os €22,5 da concorrência já seriam bem compreensíveis. E fariam com que atribuísse um 9 a este vinho. [a casa recomenda €25 como "preço mínimo recomendado]

Ano da produção: 2015
Data de compra: janeiro 21
Preço de compra: €35,75
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: janeiro 2021
Produtor: Quinta de Santiago
Localidade: Monção
Enólogo: José Domingues e Abel Codesso?
Acidez total: 11º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 15º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: diversas sobremesas (ver texto acima)
Pode acompanhar por exemplo:
(279)


quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Casa de Vila Verde Reserva (2016): 6/10

Um bom alvarinho com bastante madeira, é o resumo que se pode fazer deste vinho produzido em Lousada.

A madeira não anula as sensações minerais que a casta aqui apresenta, mas não faz, do meu ponto e vista, o casamento perfeito com a acidez bem vincada, logo no primeiro contacto com a boca.

Análise ao preço: sendo um reserva, com bastante estágio em madeira, o preço é bastante simpático.



Ano da produção: 2016
Data de compra: dezembro 20
Preço de compra: €7,49
Localidade: Lousada
Enólogo: 
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: pargo cozido
Pode acompanhar por exemplo:
(278)


sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Verdilhão (2019): 5/10

O traço mais distintivo deste alvarinho produzido em Barcelos é o gás.

Há quem goste e quem ache que está a mais.

O vinho, discreto nos aromas e no paladar, bebe-se sem sacrifício mas também sem entusiasmo.

Análise ao preço: normal.

[as caves Campelo, que o produzem, não reconhecem a sua paternidade no site oficial!; o Auchan, que vende este vinho, lançou recentemente o Bando Verdilhão; não é Verdilhão a mais?]

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 21
Preço de compra: €5
Local de compra: Auchan Maia
Data de consumo: janeiro 2021
Produtor: Caves Campelo
Localidade: Moure, Barcelos
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: petinga frita
Pode acompanhar por exemplo:
(6)

Verdilhão 2015

 

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Carlos Conde Escolha (2017): 7/10

Francamente bom, este alvarinho de entrada na tripla gama Carlos Conde.

Trata-se de um vinho de estilo clássico, sem (que se perceba qualquer) vinificação complexa, a deixar as uvas mostrarem a sua força. Houve envelhecimento em adega, antes de ser lançado ao público.

Análise ao preço: se pensarmos que, grosso modo e em termos de resultado final, está a competir por exemplo na mesma divisão que o Soalheiro, o preço é francamente mais elevado, daí a nota atribuída. O produtor explica que foram engarrafas apenas 3345 garrafas.

Ano da produção: 2017
Data de compra: dezembro 20
Preço de compra: oferta do distribuidor [PVP 14,95€]
Local de compra:
Data de consumo: janeiro 2021
Produtor: [Engarrafador nº 5927, Monção] [como várias vezes defendi, este tipo de informação é irrelevante para o consumidor, que merece mais pormenores]; Distribuído por Casa Encostas de Melgaço]
Localidade: Monção e Melgaço
Enólogo: João Pereira
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: linguados grelhados 
Pode acompanhar por exemplo:
(277)


quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Kompassus (2016): 7/10

Foi o primeiro e, tanto quanto julgo saber, continua a ser o único Alvarinho da Bairrada.
Em paralelo, e mais importante, é um vinho de caractísticas minerais, que deixam a fruta (cítrica) em segundo ou terceiro plano (aroma ténue). Mesmo a madeira (estágio de 7 meses em barricas usadas) aparece discretamente.
A acidez muito presente no final, mas bem integrada, ajuda a proporcionar um final prolongado.
Um vinho complexo e intenso, que mais uma vez mostra como esta casta é especial.
Não me custa reconhecer que será um dos melhores alvarinhos produzidos fora da subregião, sobretudo se destacarmos o aspeto da mineralidade.
Análise ao preço: um pouco puxado.


Ano da produção: 2016
Data de compra:
Preço de compra: [PVP 17,50 online]
Local de compra: bebido na Casa de Chá da Boa Nova, Matosinhos
Data de consumo: dezembro 2020
Produtor: Kompassus
Localidade: Cantanhede
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez total: 7,34º (2015)
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: diversos pratos
Pode acompanhar por exemplo:
(276)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Quinta de Gomariz Colheita Selecionada (2019): 7/10

Continua a ser um dos melhores alvarinhos produzidos fora da subregião.

Este 2019 pareceu-me ter um pouquinho menos de vivacidade, que depois se reflete na forma como a acidez surge na boca.

O preço continua a ser excelente (e obviamente que a nota atribuída reflete, como sempre, isso mesmo)

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 20
Local de compra: Auchan, Maia
Preço de compra: €6,99
Data de consumo: janeiro 2020
Produtor: Quinta de Gomariz
Localidade: Santo Tirso, Vinho Regional minho
Enólogo: António Sousa
Acidez:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: bacalhau na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(34)

sábado, 2 de janeiro de 2021

Cerveja Grape Ale Alvarinho 2018

Além dos vinhos propriamente ditos, tenho tentado, também, registar produtos derivados do Alvarinho.

Hoje falo novamente de uma cerveja, mas que se distingue da anterior por saber a... alvarinho!

Na verdade, esse é o ponto essencial para mim.

Por falta de conhecimentos, não vou comentar a cerveja propriamente dita (trata-se de uma grape ale, muito diferente de uma cerveja convencional, portanto), mas importa destacar algo que nem sempre tem sido possível encontrar nestes derivados: a presença do alvarinho.

Esta Grape Ale Alvarinho 2018, com a colaboração de Anselmo Mendes, (também) sabe a alvarinho! E esse é o maior elogio que posso deixar.

Grape Ale Alvarinho 2018, produzida por Letra e com a colaboração de Anselmo Mendes. €3,5 no Portugasl Vineyards.


sábado, 26 de dezembro de 2020

Soalheiro Espumante Bruto Nature (2018): 7/10

Depois de um ano de pousio, aqui está o novo espumante Bruto Nature da Quinta do Soalheiro.

Um vinho especial sub vários prismas, que marca a diferença desta casa para a 'concorrência' - não por acaso foi o vinho da ceia de Natal aqui por casa.

Aprecio particularmente a bolha elegante, a acidez bem controlada e 'cheiro' a vinho como se fazia antigamente, e de que tenho várias memórias.

Em comparação com o 2016, este 2018 pareceu-me ligeiramente menos intenso (ou seja, um pouco de menos fruta do que seria de esperar).

Ano da produção: 2018
Data de compra: dezembro 2020
Preço de compra: Oferta do produtor [€16,50 online]
Local de compra:
Data de consumo: dezembro 2020
Produtor: Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António Luís Cerdeira
Acidez: 5.9º total (2016)
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: bacalhau assado no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(238)

Soalheiro Espumante Bruto Nature 2016

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

João Clara Reserva (2016): 5/10

Primeiro destaque: é um alvarinho produzido no Algarve; o único?

Segunda nota: muita madeira, a dominar por completo a boca, também porque se trata de um vinho com pouca estrutura, que morre muito cedo. Boa acidez.

Análise ao preço: muito caro.

Ano da produção: 2016
Data de compra: 
Preço de compra: [PVP 19,90€ no site oficial]
Local de compra: bebido na Casa de Chá da Boa Nova, Matosinhos
Data de consumo: dezembro 2020
Produtor:  João Clara
Localidade: Alcantarilha, Algarve [Vinho Regional Algarve]
Enólogo: Cláudia Favinha
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: diversos pratos 
Pode acompanhar por exemplo:
(275)


quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Carlos Conde Reserva (2017): 7/10

Quero começar por destacar o facto deste ser um vinho que segue um processo de distribuição alternativo: nem está nas garrafeiras nem é vendido pelo próprio produtor das uvas. Este é um vinho que pode ser comprado no site da distribuidora ou - coisa nova para mim - em leilões online (foi nesse contexto que o descobri, por acaso). Pequena produção, segundo me informaram.

Produzido em Melgaço, é um Reserva que tem um pouco madeira, sem sobreposição, mantendo as características tropicais de muitos vinhos da subregião. Bom final, acidez bem controlada.

Análise ao preço: está dentro do preço médio de um Reserva de Melgaço.

Ano da produção: 2017
Data de compra: dezembro 20
Preço de compra: oferta do distribuidor [PVP 19,95€]
Local de compra: 
Data de consumo: dezembro 2020
Produtor: [Engarrafador nº 4683, Melgaço] [como várias vezes defendi, este tipo de informação é irrelevante para o consumidor, que merece mais pormenores]; Distribuído por Casa Encostas de Melgaço]
Localidade: Melgaço
Enólogo: José Gonçalves
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: massa de salmão 
Pode acompanhar por exemplo:
(274)


Uma vindima farta. Até demais (II)

 Atualização das informações divulgadas a 6/9/26 . 1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 1 0 milhões de quilos [10 mil tonela...

Textos mais vistos