quinta-feira, 21 de dezembro de 2023

Dona Paterna Espumante Bruto (2019): 7/10

Basicamente, mantenho tudo o que escrevi há quase quatro anos, sobre o 2016. Acrescento apenas que, por gosto, prefiro uma bolha mais delicada e elogio o final, que fica na boca durante um tempo muito bom.

Relação preço-qualidade: genericamente o normal nestas circunstâncias.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 2023
Preço de compra: oferta do produtor [€15,9 online]
Local de compra: 
Data de consumo: dezembro 2023
Produtor: Carlos Alberto Codesso
Localidade: Paderne, Melgaço
Enólogo: Fernando Moura
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salmão grelhado
Pode acompanhar por exemplo:
(232)

Dona Paterna Espumante Bruto 2016



terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Bagagem (2022): 7/10

[texto atualizado com informações que chegaram posteriormente, a negrito]

Bagagem é um novo alvarinho produzido na zona de Monção pelo responsável (desde 2017) pela viticultura e enologia da empresa Lua Cheia/Saven. Este vinho, contudo, resulta do trabalho realizado por Luís Moreira, 29 anos, nos seus 2,5ha de vinha, ele que é natural de Monção.

[Segundo o enólogo e produtor, o nome Bagagem pretende ser uma homenagem à história de Monção, em concreto, ao fluxo migratório ocorrido nos anos 50 a 70 e ao contrabando desenvolvido ao longo das margens do Rio Minho].

A primeira edição foi limitada a 1800 garrafas, com engarrafamento em maio e lançamento em agosto deste ano.

Sobre o vinho: abri a garrafa meia hora antes e mantive-a no frigorífico. O primeiro copo foi bebido a 12º e o resultado deixou-me dececionado: um vinho muito fechado (mesmo no aroma), curto, com a acidez demasiado presente. Acontece que Luís Moreira me tinha sugerido que o vinho se viria revelar com o aumento da temperatura. E assim aconteceu. A 15º/16º o vinho ganhou outra vida e abriu-se, revelando um perfil cítrico já bem relacionado com a acidez final.

Relação preço-qualidade: com 1800 garrafas o produtor entendeu subir o preço. Acredito que as vá vender todas, mas na prateleira não é fácil optar por um vinho desconhecido a €18 (é preciso ter em conta de que estamos a falar de um convencional colheita) quando há outras referências, de qualidade superior, ao mesmo preço ou mais baratas. Pela minha experiência €15 seria o teto. [O Luís enviou entretanto estas observações para justificar o preço, o que agradeço: vinha com baixa produção por hectare, vinificação em barricas, impressão premium dos rótulos, rotulagem e aplicação do lacre manual].

Ano da produção: 2022
Data de compra: novembro 23
Preço de compra: €18
Local de compra: Saudáveis e Companhia, Monção
Data de consumo: dezembro 2023
Produtor: Luís Moreira
Localidade: Monção
Enologia: Luís Moreira
Acidez Total: ?
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Para a produção do vinho foram usadas uvas colhidas numa vinha própria com 22 anos de idade na freguesia de Segude em Monção. A vinificação foi realizada com recurso a maceração pelicular durante 12 horas com temperatura controlada, para extrair a essência da casta. A totalidade do lote fermentou e o estagiou durante 4 meses em Barricas de Carvalho Francês, com bâtonnage regular, para desta forma, aumentar a complexidade do vinho e potencializar os aromas".
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º 
Acompanhou: arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo:
(413)








 . Em todo o processo priorizou-se a identidade da Casta Alvarinho. 

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Singellus Private (2017): 6/10

Preço: caro. €22,49 por este vinho ( mais ou menos o preço do Soalheiro Reserva, por exemplo) é caro.

2017: seria de esperar um 'amadurecimento' do vinho, o que não se verifica (a madeira, por exemplo, não se sente, direta ou indiretamente).

Anselmo Mendes: aumenta as expetativas, que neste caso não se confirmam.

Dito isto, é um vinho com um bom aroma e uma acidez bastante marcada. Nesse aspeto, é fantástico como o alvarinho permite vinhos frutados mas também vinhos em que a acidez é o elemento em destaque.

[Nota final: bebi este Singellus em casa de um familiar no fim de semana e não me encheu as medidas. Decidi, então, abrir a garrafa que tinha para comprovar. Bateu certo]

Ano da produção: 2017
Data de compra: novembro 23
Preço de compra: €22,49
Local de compra: Continente, Vila do Conde
Data de consumo: dezembro 2023
Produtor: Realejo [é uma empresa dos herdeiros de Belmiro de Azevedo]
Localidade: Marco de Canavezes
Enologia: Anselmo Mendes
Acidez Total: ?
Açúcar residual: 
Teor Alcoólico (%vol): 112,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1 + 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º (segunda garrafa)
Acompanhou: salada de salmão fumado
Pode acompanhar por exemplo:
(412)


sábado, 9 de dezembro de 2023

Muros de Melgaço (2017): 6/10

Esperava que tivesse envelhecido melhor.

Dá a ideia de que perdeu alguma força, o que, para um vinho com estágio em madeira, é um pouco surpreendente.

O resultado é que, mesmo mantendo um aroma muito personalizado, há um pouco de acidez a mais.

Ano da produção: 2017
Data de compra: outubro 2023
Preço de compra: €15,99
Local de compra: 
Data de consumo: dezembro 2023
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez: 6,4º (2015)
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: massa com salmão
Pode acompanhar por exemplo:
(80)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

Um (notável) livro sobre o clube de viticultores do Soalheiro

Vários fatores contribuem para que a Quinta do Soalheiro seja o mais importante produtor de alvarinho em Portugal. Entre eles, a visão estratégica e coerente que têm demonstrado, o crescimento sustentado do volume de negócios ou a elevada qualidade de muitos dos seus vinhos (de quase todos...). Um dos segredos está no clube de viticultores, iniciativa pioneira em Portugal (pelo menos com este nível de organização), que é uma fórmula claramente vencedora: em vez de se limitarem a vender os seus vinhos, estes viticultores envolvem-se e são envolvidos no projeto e ajudam a crescer o Soalheiro. Ganham ambos.

Para que os viticultores sejam mais do que meros fornecedores de uva, António Luís e Maria João vêm desenvolvendo diversas politicas de atratividade, que visam o tal nível de comprometimento que garanta o sucesso.

"Manta de Retalhos" é um desses exemplos: é um notável livro de fotografias e pequenos textos que mostra quem são os viticultores do clube (que já é uma associação legalmente constituída, desde 2018).

O projeto inclui também uma exposição fotográfica, que começou pelo Porto (Galeria Fernando Santos), mas - acredito - chegará também a Melgaço (ou a outras zonas de Portugal)




domingo, 3 de dezembro de 2023

Tojeira Grande Escolha (2021): 7/10

Há muito que procurava este vinho, que não é fácil de encontrar.

Durante a primeira Paixão pelo Vinho Braga Wine Party (setembro) conversei com o produtor, que tinha diversos vinhos em prova, mas não este alvarinho.

Finalmente fui encontrá-lo numa garrafeira de Gondomar.

Uma boa surpresa, este alvarinho de Cabeceiras de Basto: fruta muito presente, sobretudo tropical, mas sem excessos, e uma excelente acidez, que não se limita ao final.

Relação preço-qualidade: aceitável.

Ano da produção: 2021
Data de compra: setembro 23
Preço de compra: €7,95
Local de compra: Garrafeira da Carvalha, Gondomar
Data de consumo: dezembro 2023
Produtor: Casa da Tojeira lda
Localidade: Cabeceiras de Basto
Enologia: Filipe Ribeiro e Nuno Grosso
Acidez Total: 6,2 g/L
Açúcar residual: – 4,0 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "As uvas são colhidas manualmente e desengaçadas, sendo depois submetidas a uma prensagem suave. O mosto é inoculado com leveduras selecionadas, decorrendo a fermentação durante 15 a 20 dias à temperatura de 14-16ºC. Estagiou durante 5 meses com batonnage em cubas de inox."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: salmonetes grelhados
Pode acompanhar por exemplo:
(411)



Quinta da Raza (2022): 7/10

Tal como escrevi, quando provei o 2021, a nota que atribuí a este vinho está 'condicionada' pelo preço: se €7 já era um excelente preço na loja online, menos um euros na loja física, em Celorico, ainda o torna mais atrativo (não consigo ser preciso, porque perdi a informação, mas sei que foi menos de €6).

Sobre o vinho também mantenho o que então escrevi: com bom aroma, fruta bem doseada e um final, sendo agradável, curto.


Ano da produção: 2022
Data de compra: setembro 2023
Local de compra: loja do produtor
Preço de compra: menos de €6
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: Quinta da Raza
Localidade: Celorico de Basto
Enólogo: ?
Acidez (g/dm3): 6,6
Açúcar Residual (g/l): 2,4
Teor alcoólico: 13,% Vol
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º-13º
Acompanhou: salmonetes grelhados
Pode acompanhar por exemplo:
(350)

Quinta da Raza 2021

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Muros Antigos Espumante Bruto Natural (2022): 8/10

A última festa do Espumante, em Melgaço, tinha uma (boa) surpresa reservada: o primeiro espumante de alvarinho produzido por Anselmo Mendes [se excluirmos, claro, o espumante que produz para o Pingo Doce desde 2020]

Há muito que Anselmo Mendes procurava um espumante que estivesse ao seu nível e acertou em cheio: aroma frutado, bolha muito fina, um vinho suave, muito tropical (manga, papaia) com um final muito bom.
Um oito quase nove na minha classificação.

[Acaba de ser lançado mas já devia estar no site oficial do produtor, onde não há qualquer informação; assim ficamos sem saber, por exemplo, porque é que se trata de um IG Minho, como o do Pingo Doce, e não de um Monção & Melgaço]

Relação preço-qualidade: excelente, no pressuposto de que o pvp será inferior aos €15.
Ano da produção: 2022
Data de compra: nov23
Preço de compra: €15 (na Festa do Espumante, não há ainda preço de venda ao público)
Local de compra: Festa do Espumante 2023, Melgaço
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço [IG Minho]
Acidez Total (d/dm3): ?
Açúcar residual (g/dm3): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º-11º
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(410)


domingo, 26 de novembro de 2023

Comprar alvarinhos? Intermarché de Monção

O novo Intermarché de Monção trouxe a oferta de alvarinhos para outro patamar.

Ao contrário de outros supermercados, o Intermarché beneficia da possibilidade comprar local e decidiu apostar na venda de alvarinhos (isso também se verifica, ainda que em menor grau, no Intermarché de Melgaço).

A imagem diz (quase) tudo:

A oferta é muito diversificada (estão representadas todas as gamas, incluindo vinhos a mais de €50) e completa - a mais completa que conheço numa loja física, já que tem vinhos de Monção e de Melgaço.

Com um pouco mais de critério seria possível separar os vinhos que são apenas alvarinho dos que, tendo alvarinho, resultam da mistura com outras castas, mas este é um detalhe.

(Os preços? Foi apenas a primeira observação, mas parece-me que o Coca, também em Monção, continua imbatível).

Com o Intermarché, o Coca e o Saudáveis e Companhia, Monção é definitivamente o melhor local para comprar alvarinhos.

PS - As câmaras de Monção (Museu do Alvarinho) e de Melgaço (Solar do Alvarinho) mantêm abertos espaços de promoção e venda de alvarinhos, mas nem a exposição é boa nem a oferta tão completa (até porque cada uma das autarquias só vende os 'seus' vinhos e há basicamente uma referência por produtor)


sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Casa de Vila Pouca Reserva (2021): 5/10

Mesmo aberto com uma hora de antecedência, este Casa de Vila Pouca Reserva mostrou-se muito fechado. 

O aroma é muito ténue e a presença do alvarinho mostra-se discreta.

Sabe a madeira, mas fiquei na dúvida se é a madeira que salva o vinho ou se a madeira esconde a casta.

(Bebi um segundo copo 24 horas depois e, embora um pouco mais aberto, as diferenças não foram significativas, o que se percebe, porque se trata de um vinho relativamente recente).

Relação preço-qualidade: caro.

Ano da produção: 2021
Data de compra: set23
Preço de compra: €14 [€18 na loja do produtor!]
Local de compra: DouviCoisas, Vila do Conde
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: Fernando Carvalho Teixeira
Localidade: Celorico de Basto (Regional Minho)
Acidez Total (d/dm3): 5,3
Açúcar residual (g/dm3): <1,5
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: Estágio 4 meses em Inox e de 12 meses em Barrica de Carvalho Francês
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(409)




sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Passo de Gigante (sem data): 6/10

Primeira curiosidade: em lado nenhum se diz que é alvarinho. Só na loja onde foi comprada (e respetivo site) se obteve a informação. O que, tratando-se de um vinho da zona dos Verdes, é anormal.

Segunda curiosidade: o vinho não tem qualquer data. 2021? 22?

Terceira curiosidade: pelas minhas contas é o quarto curtimenta de alvarinho produzido em Portugal (com liderança de Anselmo Mendes, recentemente secundado por Élio Lara).

Finalmente: em prova cega não diria que é alvarinho - nem pelo aroma. Tem boa acidez, é verdade, mas quase todas as castas do Verde a têm. [resta acrescentar que é um vinho de vinificação natural].

Relação preço-qualidade: caro.

Ano da produção: ?
Data de compra: set23
Preço de compra: €19 
Local de compra: Cave Bombarda, Porto
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: João Pedro da Mota Pires
Localidade: Vila Verde (IVV)
Enólogo: Ana Zarricueta e Rui Oliveira
Acidez Total (d/dm3): ?
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: fermentação com as películas durante 13 dias. Estágio 12 meses.
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Robalo no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(408)


domingo, 12 de novembro de 2023

Borges (2018) [2ª prova]: 6/10

Em novembro de 2020 comprei duas garrafas deste Borges 2018.

A primeira foi bebida em dezembro de 2020 e guardei a segunda para 'uns anos mais tarde.'

Foi bebida esta semana.

Ou seja, um vinho de 2018 foi provado cinco anos depois.

A primeira observação, que me parece a mais importante, é que tenho vindo a constatar que estes colheitas, com vários anos, não podem ser bebidos logo após a abertura.

Este foi mais um caso em que a primeira prova, menos de meia hora após a abertura, se revelou uma desilusão: vinho muito fechado, sem força e sem revelar a personalidade da casta.

Parei após o primeiro copo e guardei o restante para a refeição seguinte, 12 horas depois.

E, aí, o Borges já se revelou diferente: já apareceram os sabores secundários, a fruta madura, a revelar um bom envelhecimento.,

Talvez cinco anos tenha sido demais, sobretudo para um colheita sem sofisticação na vinificação, mas, ainda assim, valeu.

Ano da produção: 2018
Data de compra: novembro 2020
Local de compra: Jumbo, Maia
Preço de compra: €8,99
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: Sociedade Vinhos Borges
Localidade: "Monção e Melgaço" [engarrafado em Felgueiras por Sociedade Vinhos Borges, Gondomar]
Enólogo:
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11-13º
Acompanhou: pargo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(22)

Borges 2016

Borges 2017

Borges 2018

domingo, 5 de novembro de 2023

Encostas de Melgaço Espumante Bruto (2020): 9/10

Começo por dizer que este é o melhor espumante de alvarinho que bebi e classifiquei este ano [sim, porque houve um, com, pelo menos, igual apreciação a que não pude dar classificação). Um 9 quase 10.

2020 foi a primeira produção de espumante da renovada Quinta da Pigarra e acertaram em cheio! Aroma inconfundível, bolha do mais elegante que é possível imaginar, na boca sabores muito evoluídos, como se fosse um reserva em madeira (caramelo, manga madura, frutos secos), e a acidez a corresponder.

Um espumante suave e delicado. 

Relação preço-qualidade: €15 é um excelente preço para um espumante tão bom.

Ano da produção: 2020
Data de compra: nov22
Preço de compra: €15 [online encontrei diversos preços]
Local de compra: feira do espumante de Melgaço
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: Quinta da Pigarra [não existe qualquer informação online, que possa explicar por exemplo que a quinta é de Melgaço, mas o produtor esteja em Famalicão)
Localidade: Famalicão
Enólogo: Jorge Sousa Pinto
Acidez Total (d/dm3): ?
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 9-10º
Acompanhou: douradas grelhadas
Pode acompanhar por exemplo: trata-se de um espumante altamente gastronómico, que pode acompanhar quase toda a gastronomia.
(407)


 

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Castelo de Moinhos (2022): 4/10

O alvarinho do Mercadona, feito na Adega de Monção.

Trata-se de um vinho com pouca intensidade, muito levezinho.

O aroma tem fruta e a acidez é interessante, mas na boca falta profundidade.

Ano da produção: 2022
Data de compra: outubro 23
Local de compra: Mercadona, Vila do Conde
Preço de compra: €3,80
Data de consumo: novembro 2023
Produtor: [Engarrafado por Adega Cooperativa de Monção]
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: robalos na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(211)

Castelo de Moinhos 2018


segunda-feira, 30 de outubro de 2023

Terras de Real (2018) [2ª prova]: 7/10

Bebi pela primeira vez o 2018 no ano seguinte e adorei.

Esta segunda garrafa ficou guardada para beber uns anos depois (neste caso, cinco!) e este foi o momento.

Está um vinho completamente diferente, como aliás seria de esperar, muito mais evoluído, ainda que com alguma 'perda' em boca. No nariz e na acidez manteve a pujança.

Envelheceu bem, mas acredito que se o tivesse bebido ao quarto ano estaria excelente.

Ano da produção: 2018
Data de compra: julho 2019
Local de compra: Feira Alvarinho 2019, Monção
Preço de compra: €8 na Feira 
Data de consumo: outubro 23
Produtor: Leonor da Conceição Rodrigues
Localidade: Real, S. Paio, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º 
Acompanhou: salmonetes fritos
Pode acompanhar por exemplo:
(59)


sábado, 28 de outubro de 2023

Quinta das Pirâmides Premium (2019): 7/10

Este é o quarto alvarinho da Quinta das Pirâmides, Famalicão, que provo.

E claramente é o melhor.

Um alvarinho com aroma muito vincado e com as características da casta muito presentes em boca (perfil mineral, com alguns traços cítricos). Acidez excelente.

[inexplicavelmente, quem compra este vinho não fica a saber que é alvarinho e só através da ficha técnica é que isso se torna claro. Será porque existe um Quinta das Pirâmides alvarinho? Não provei]

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dez22
Preço de compra: €9.61
Local de compra: no produtor
Data de consumo: outubro 2023
Produtor: Darumi
Localidade: Famalicão
Enólogo: ?
Acidez Total (d/dm3): 6.2-6.8 
Açúcar residual: 3.6g
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: salmonetes fritos
Pode acompanhar por exemplo:
(406)




sexta-feira, 20 de outubro de 2023

Repartido (2021): 9/10

O Repartido 2018 foi um dos melhores vinhos que bebi este ano. Um vinho tão diferente quanto excitante. Fiquei à espera de nova edição, sempre limitada a poucas garrafas, e acabo de encontrar a produção relativa a 2021- acreditem que não foi nada fácil...

No essencial mantém tudo o que de bom escrevi: a técnica de solera permite-lhe uma salinidade que não encontro em qualquer outro alvarinho produzido em Portugal e que, sem surpresa, casa perfeitamente com as características da casta.

Continua a ser um vinho com enologia de Abel Codesso, a partir de uma ideia de dois jovens que têm vários projetos para a produção de vinho.
As uvas são da sub-região, mas desta vez temos um IVV, para não ficar limitado às exigências técnicas da Comissão do Vinho Verde.  

Numa altura em que a subregião parece ter perdido alguma capacidade de inovar e está sobretudo a apostar no que já foi feito, este é realmente um vinho diferente e altamente gastronómico. Mas experimente o leitor bebê-lo ao fim da tarde ou antes da refeição. Vai ter mais uma surpresa.
Ano da produção: 2021
Data de compra: outubro 2023
Preço de compra: Oferecido pelo produtor (preço em garrafeira: €22/€23)
Local de compra: 
Data de consumo: outubro 23
Produtor: Repartido Wines (engarrafado na Provam)
Localidade: uvas da subregião, mas vinho IVV
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total: ?
Açúcares residuais (g): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 10º (parece-me que pede frio)
Acompanhou: caldeirada de petinga
Pode acompanhar por exemplo: também ligou bem com doces;
(370)

terça-feira, 17 de outubro de 2023

Uivo (2022): 5/10

Uivo é um vinho com intervenção mínima na adega, aquilo que hoje se designa por vinhos naturais.

Isso faz dele um vinho melhor ou pior?

Uma coisa é certa, não faz dele um vinho para recordar.

Trata-se de um vinho leve, que explora muito pouco o potencial e as características da casta. O aroma é agradável e a acidez interessante, mas em boca percebe-se que é um vinho frágil (salino?).

Apenas 11 graus de álcool.

[Como costumo fazer, guardei um copo para a refeição seguinte, devidamente arrolhado, mas estava já em perda]

Relação preço-qualidade: por €12 euros há muito melhor, mas não como vinhos naturais.

Ano da produção: 2022
Data de compra: set23
Preço de compra: €12
Local de compra: Cave Bombarda, Porto
Data de consumo: outubro 2023
Produtor: Folias de Baco
Localidade: Sanfins do Douro, Alijó (IVV)
Enólogo: ?
Acidez Total: ?
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 11º
Método de vinificação, segundo o produtor: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar por exemplo:
(405)


domingo, 15 de outubro de 2023

Bando Verdilhão (2019): 2/10

Em outubro de 2020 comprei duas garrafas deste (então novo) Bando Verdilhão, que a Provam faz para o Auchan, e, bebida a primeira garrafa nessa semana, não tive dúvidas em classificá-lo como o melhor alvarinho de supermercado.

A segunda ficou guardada e foi bebida agora.

Não podia estar pior. Ou melhor, poderia, se fosse vinagre.

Não era vinagre mas perdeu toda a vivacidade, sem fruta, sem acidez. Morto. A rolha estava muito húmida na metade de baixo, seca e sem perda no topo. Difícil de descrever, porque não sabia mal, mas não sabia a nada.

A culpa é certamente minha, que guardei durante três anos um vinho que não tinha condições para tal. Apesar disso, penso continuar a fazê-lo para perceber que alvarinhos podem ou não ser guardados.


Ano da produção: 2019
Data de compra: Outubro 20
Preço de compra: €5,99
Local de compra: Auchan, Maia
Data de consumo: outubro 2023
Produtor: PROVAM (para o Auchan)
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 2/10
Primeiro copo servido a: 11-12º
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo:
(266)

 


terça-feira, 10 de outubro de 2023

Quinta São Gião Barrica (2020): 8/10

Mais uma novidade provada na Festa do Vinho Verde, realizada no Porto em setembro.

Trata-se de um lançamento da Quinta de S. Gião (que muitos conhecem pelo restaurante), um vinho com dois anos de estágio, o primeiro em madeira e outro em inox (sempre com battonage).

Obviamente que se distingue pela madeira, mas vai para além disso: é um vinho bastante evoluído, com um nariz vegetal e um final de acidez bem vincada.

Um excelente vinho.

Relação preço-qualidade: o produtor aponta para um pvp de €25, o mesmo daquele que é a referência do mercado em alvarinhos com reserva e madeira (Soalheiro).

Ano da produção: 2020
Data de compra:
Preço de compra: €25
Local de compra: provado na Festa do Vinho Verde, Porto,
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: Quinta de S. Gião (não referido)
Localidade: Moreira de Cónegos, Guimarães
Enólogo: Fernando Moura (consultor)
Acidez Total: ?
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): ?
Método de vinificação, segundo o produtor: ois anos de estágio, o primeiro em madeira e outro em inox (sempre com battonage).
Quantidade de garrafas consumidas: 1 (prova)
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(404)
 

Uma vindima farta. Até demais (II)

 Atualização das informações divulgadas a 6/9/26 . 1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 1 0 milhões de quilos [10 mil tonela...

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