sábado, 27 de setembro de 2025

Soalheiro Espumante Bruto (sem data): 7/10 (Atualizado)

Bebi este Bruto em 2016 e nunca mais voltei a registar nova colheita.

Este foi oferecido pelo produtor em 2023, mas infelizmente não é possível identificar a data da colheita/produção, por falta de informação - porquê? Falha na rotulagem?

Actualizado com a explicação: é um non-vintage (uvas de vários anos), sem data específica de produção, como acontece com muitos champanhes, por exemplo. Mas podia pelo menos ter o ano de engarrafamento.

Claramente um 8/10, pela capacidade de envelhecer e limar algumas arestas mais agressivas (na bolha), mas com um preço elevado.

Se pensarmos que o Regueiro Bruto, de elevada qualidade, custa menos €6 está tudo dito.

Ano da produção: ?
Data de compra: agost0 2023
Local de compra: oferta do produtor
Preço de compra:  [€18 online]
Data de consumo: setembro 2018
Produtor: Quinta do Soalheiro (IG Minho)
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António Luis Cerdeira
Acidez Total (g/dm ) 7.2
Açúcares residuais: Bruto
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "De acordo com o método tradicional de produção de espumante, este vinho sofre uma segunda fermentação em garrafa. Permanece em cave durante vários meses, garantindo-se uma temperatura baixa e constante. Estas condições vão permitir que o espumante revele toda a elegância da casta que lhe deu origem. Findo este processo de estágio, procede-se ao “dégorgement” por forma a retirar as leveduras da garrafa e a cápsula metálica é substituída por uma rolha tradicional de cortiça, própria para espumantes."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: arroz de lavagante
(66)

Soalheiro Espumante Bruto 2016

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Maria Bonita Nostalgia (2023): sem nota atribuída

 Inicialmente chamada Lua Cheia em Vinhas Velhas, a Saven é uma empresa portuguesa com produção de vinhos em várias regiões do país. 

Na zona dos Verdes, e a confirmar-se a informação na sua página oficial, produz cinco alvarinhos diferentes - que já provei.

Em tempos bebi um chamado Maria Bonita, mas agora esse Maria Bonita tem apelido, Nostalgia.

Comprei recentemente uma garrafa da colheita de 2023, mas logo, ao tirar a rolha, estranhei sinais de humidade à volta do gargalo.

Depois, ao provar, confirmei que algo não estaria bem - o vinho estava 'morto', sem expressão na casta e sem acidez. Entendi, assim, não atribuir pontuação, para evitar alguma injustiça, e esperar pela aquisição de uma nova garrafa.

Ano da produção: 2023
Data de compra: setembro 25
Preço de compra: €9,45 
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Saven
Localidade: "Vinhas antigas de Monção e Melgaço"; produzido e engarrafado em Monção
Enologia: Francisco Baptista
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: ""
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: sem pontuação
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): polvo no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
(491)


quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Adega de Monção (2020): 5/10

Quando comprei este vinho pela primeira vez (o 2016) custava menos de €4. Hoje custa €6 na loja da Adega de Monção, aproximando-se assim do Deu-la-Deu.

Embora se perceba a intenção de valorizar o produto, este distinguia-se por ser o mais barato de entre os vinhos produzidos na subregião, em concorrência com os dos supermercados (todos eles feitos também na subregião, mas a custar menos de €4). Ou seja, nesta lógica, os €6 perderam atratividade.

Sendo um vinho próximo daqueles que Pingo Doce e Continente, por exemplo, oferecem, sai claramente a perder na comparação de preço.

Sobre o vinho: os cinco anos em garrafa não lhe trouxeram qualquer ganho. Ficou mais 'macio' mas perdeu frescura.

Ano da produção: 2020
Data de compra: fevereiro 2022
Local de compra: Pingo Doce
Preço de compra: ? (€5,99 na loja)
Data de consumo: maio 2023
Produtor: Adega Cooperativa de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: Fernando Moura
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: caldeirada de peixe
(44)

Adega de Monção 2016

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Uvas de alvarinho deixam de ser as mais bem pagas na Galiza

Durante pelo menos três décadas, nada valia mais na viticultura galega do que o alvarinho, que chegou a ser pago a €3,5 o quilo (cerca de metade ou menos em Portugal).

Na vindima de 2025 assistiu-se a um fenómeno completamente novo: as uvas da casta Gouveio (Godello, por lá) passaram a ser as mais ricas da região - uma uva que, pode dizer-se, não existe na zona dos vinhos verdes mas é forte no Douro, por exemplo. 

A explicação tem a ver com o excesso de produção: depois de três vindimas seguidas a superar os 40 milhões de quilos, os preços começaram a baixar para valores entre os €1,7 e os €2,5. De acordo com o jornal La Region, este ano o preço oferecido aos produtores não passou dos €1,8 (já a Gouveio foi paga a €2,5 o quilo).

PS - não há dados relativamente à nossa subregião, mas a vindima de 2025 foi a maior de sempre nas Rias Baixas.




quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Há alvarinho na África do Sul!

 Como podem ver, é alvarinho (em português)

Margaux Nel, enóloga de sexta geração na Boplaas Family Vineyards desde 2007, tem "uma profunda paixão pelas cultivares portuguesas", desde a Touriga Nacional aos vinhos generosos do Porto do Cabo, pelos quais "a família Nel é internacionalmente reconhecida."

O Boplaas Alvarinho 2024 foi selecionado pela The Wine Society como "Vinho do Futuro" em 2024. "Os compradores destacaram a sua adequação para os próximos 50 anos de consumo global de vinho, dadas as realidades das alterações climáticas: o aumento das temperaturas e a escassez de água exigem castas capazes de prosperar nestes extremos."

O Alvarinho tem sido o foco das viagens, pesquisas e provas de Margaux nos últimos três anos.
Na Boplaas, a primeira vinha de Alvarinho foi plantada em 2020 em solos arenosos nas margens do Rio Nel. Um segundo lote logo se seguiu, e ambos prosperam agora no clima de Calitzdorp, "produzindo vinhos com acidez crocante, notas cítricas vibrantes e frescura refrescante."

O Boplaas Alvarinho 2024 ganhou o prémio de Melhor Casta Invulgar no Klein Karoo nos Terroir Wine Awards 2024.

(mais aqui)
PS-  Povall’s Flower Girl 2019  é outro alvarinho porduzido na África do Sul, mas no rótulo surge albariñoLINK 




quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Ipiranga (2022): 9/10

Excluindo os vinhos envelhecidos, este é o melhor alvarinho que bebi em 2025.

Não tenho dúvidas em afirmar que é um vinho extraordinário, no aroma (arrebatador), na boca (com um toque sublime de madeira e frutos secos, entre outros) e uma acidez tão equilibrada quando (in)tensa.

Tinha tudo para ser um nota 10.

Infelizmente, do meu ponto de vista, falha em algo imperdoável: a informação. No rótulo há informação a que só se acede com uma lupa (literalmente, a imagem abaixo mostra-o). Com o zoom do telemóvel percebi que foi engarrafado em Melgaço. Mas as uvas são de onde? Porque não é dada essa informação? 

Também não entendo que, sendo um vinho da subregião Monção e Melgaço, isso seja propositadamente ignorado.

Por teimosia, fui procurar o site, mas, em vez de ser simples e intuitivo, é complexo e não consegui aceder à ficha técnica, que imagino que exista.

Alguém que gasta €35 num vinho quer, com muita probabilidade, informação sobre o que está a beber. Eu quero. Isso é respeitar o consumidor.

Relação qualidade-preço: já bebi alvarinhos de €40 euros claramente inferiores a este.

Ano da produção: 2022
Data de compra: seetembro 25
Preço de compra: €35,55 (promoção: €28,95)
Local de compra/prova: Portugal Vineyards
Data de consumo: setembro 25
Produtor: António Braga Wines
Localidade: Uvas de Monção e engarrafado em Melgaço?
Enologia: António Braga
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentado em barricas de 500 Litros e com estágio em borras totais"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar, por exemplo:
(490)




terça-feira, 16 de setembro de 2025

Excesso de quantidade na colheita deste ano de albariño: "a situação é grave" (ATUAL.)

Atualizado a 22/10/25: "La Denominación de Origen (DO) Rías Baixas ha cerrado la mayor vendimia de su historia al cosechar 47,5 millones de kilos de uva, un 12,7% más que en 2024




La Voz de la Galicia dá conta de que a vindima de albariño deste ano foi mais abundante do que o previsto. 

Alguns elementos:

"Se sabía ya que este año la uva no se iba a pagar a 3 o a 2,5 euros, pero nadie se esperaba que llegara a los 1,5 euros. Tampoco, que los viticultores arousanos tuvieran problemas para vender su cosecha [colheita]. Y eso es, según la Asociación Agraria de Galicia (Asaga) lo que está sucediendo en esta denominación de origen.

Asaga asegura que está recibiendo quejas de muchos viticultores de Rías Baixas porque no encuentran quien le compre la uva y recuerda que lleva ya tiempo alertando de que las bodegas [produtores] han aumentado su superficie de viñedo hasta el punto de que, en los últimos seis años, «aparecieron muchas más hectáreas nuevas de albariño de las que necesitaba el sector», explica en un comunicado. 

Considera, además, que actualmente la situación es grave, porque las bodegas tienen un excedente de 13 millones de litros de vino en sus depósitos de cosechas anteriores. «Esta situación empeorará cuando finalice la vendimia de este año, en la que está previsto que se recojan más de 50 millones de kilos de uva», sostiene Julio César Reboredo, portavoz de la asociación. Con ellos se elaborarán 35 millones de litros de vino, «¿cómo van a hacer las bodegas para sacar al mercado más de 48 millones de litros?», se pregunta el portavoz de Asaga.

(continuação da noticia aqui)
(aparentemente é apenas um problema do outro lado da fronteira, até porque, deste lado, ainda ninguém se queixou, mas na verdade seria estranho se fosse apenas um problema do outro lado da fronteira, seja no excesso de produção seja no excesso de plantio)

domingo, 14 de setembro de 2025

8 anos do Senhor Alvarinho, em plena vindima

Este projeto nasceu há oito anos. Com todas as limitações que resultam de ser uma iniciativa amadora, mantém-se fiel aos princípios pensados em 2017. Até ao fim do ano devem estar registados 500 alvarinhos. E, sempre que possível, fala-se de outros aspetos ligados à realidade desta casta.

Este ano assinalámos o aniversário em plena vindima. Aproveitando o convite do produtor de Encosta dos Sobrais, Bento José Abreu, ajudámos e convivemos à mesa.

Nestes oito anos houve coisas boas e más, mas as boas suplantaram claramente as más. Bebi excelentes vinhos e fiz amigos. O sr. Bento, um pequeno produtor de Remoães, Melgaço, é um deles: alguém que conheci depois de comprar uma garrafa do seu excelente Encosta dos Sobrais no Solar do Alvarinho. Nada vai desfazer esta amizade. 

Foi na sua casa que partimos o bolo do 8º aniversário.

Um agradecimento muito especial a todos os que nos receberam muito bem, nomedamente à família do Sr. Bento, inexcedíveis.



quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Terras de Conclave Reserva Bruto Natural (2022): 4/10

O pior deste 'trabalho' é quando surgem vinhos maus ou, vá lá, fracos. Não apenas porque tive de pagar por um vinho de que não gostei, mas também porque não é agradável deixar a critica publicamente.

Quando isso acontece, a generalidade da crítica especializada opta por não escrever, por 'respeito' aos produtores; eu escrevo, por respeito aos leitores.

Terras de Conclave Reserva Bruto Natural é um espumante demasiado ácido, com pouco aroma e sem frescura na boca. Há uma certa doçura na boca, que parece artificial.

Sendo 'produzido e engarrafado' pelo proprietário e enólogo do projeto Rebouça, que sabe fazer bons espumantes, resta a qualidade das uvas.

Relação qualidade-preço: se pensarmos que o excelente Regueiro Espumante Bruto custa cerca de €12, vemos como estes €15 [€18 online] são demasiado.

Ano da produção: 2022
Data de compra: abril 25
Preço de compra: €14,79
Local de compra/prova: Coca, Monção
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Terras de Conclave (não consta do site)
Localidade: Monção
Enologia: Luís Euclides Rodrigues
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "a segunda fermentação ocorre em garrafa, seguida de um longo estágio mínimo de 24 meses antes do dégorgement"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): panados (carnes brancas) com arroz malandro
Pode acompanhar, por exemplo:
(489)


quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Valados de Melgaço Natura (2022): 8/10

Artur Meleiro começou a produzir este Natura em 2016, quando ainda era raro falar-se em vinificação natural e, como este se apresenta, para clientes vegan. O 2022, que provei, foi o último lançamento e ainda gostei mais do que o 2017, cinco euros mais caro.

O que o comprador pode esperar é um vinho com excelente aroma e uma acidez bem longa.

Relação preço-qualidade: aceitável (edição limitada)

Ano da produção: 2022
Data de compra: julho 25
Preço de compra: €18
Local de compra/prova: Feira de Monção 2025
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Valados de Melgaço
Localidade: Peso, Melgaço
Enologia: ?
Acidez Total : 7.0
Açúcares residuais: menor do que 1,5 gr/l
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Utilizamos técnicas de vinificação tradicionais–fermentação sem adição de sulfitos e não adição de proteínas de origem animal –adequado para veganos. Fermentação: Em cuba de aço inoxidável, com temperatura controlada de 17ºC, até desdobramento completo dos açúcares. Estágio: Em cuba de aço inoxidável, com batonnage durante 2 meses, permanecendo depois mais 8 meses, em estágio sobre borras finas, em contacto com madeira, até à sua preparação para engarrafamento. Adicionalmente, 3 meses de estágio em garrafa."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): petingas fritas com arroz de feijão 
Pode acompanhar, por exemplo:
(191)

Valados de Melgaço Natura 2017


domingo, 7 de setembro de 2025

Cozido à portuguesa e alvarinho (1ª tentativa)

Já todos sabemos que os mitos que rodearam décadas (centenas?) de anos de vinho branco estão felizmente a desfazer-se a uma grande velocidade.

No caso do verde e do alvarinho em concreto, assiste-se ao mesmo (tem de ser bebido no ano, só envelhece se tiver madeira; no máximo 3/4 anos em garrafa, etc. etc). 

Um dos mitos que rodeiam o vinho verde, e o alvarinho em concreto, é que serve para entradas, peixe e mariscos (sushi, agora). Pouco mais.

Ao longo dos anos oito que leva este projeto, sobretudo nos últimos quatro, gastei muitas da minhas energias a mostrar que o alvarinho vai bem com várias carnes e com vários pratos da gastronomia portuguesa que têm carne. Se em Monção acompanham a 'foda' com alvarinho e se em Ponte de Lima há cada vez mais gente a pedir alvarinho no sarrabulho, isso só pode ser verdade.

Há, contudo, alguns pratos que - sempre ouvi dizer - não faz sentido serem acompanhados por este vinho.

O cozido à portuguesa é um deles.

Ontem um grupo de amigos juntou-se à volta de um cozido bem caseiro e eu levei duas garrafas para uma primeira tentativa.

Pensei num vinho com fruta domesticada e isso é garantido pelo estágio em madeira. Claro que perde na acidez, menos efusiva, mas - como disse - foi uma primeira tentativa.

Em concreto, foram duas garrafas de Regueiro Barricas (2022), imbatível na sua espécie.

O resultado não foi o esperado, talvez porque fizesse falta um pouco mais de acidez (como o vinhão faz com comidas gordas e o cozido à portuguesa, com tanto porco, é sem dúvida uma comida gorda).

Voltarei a tentar oportunamente, desta vez com um alvarinho marcadamente mineral e boa acidez final.


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Casa de Compostela Estagiado em Barrica (2022): 6/10

A Casa de Compostela, em Famalicão, destacou-se recentemente na atenção dos apreciadores de alvarinho porque foi aqui que António Luis Cerdeira e o filho Manuel alugaram vinhas (20 anos) e adega para fazerem os seus primeiros vinhos.

Mas a Casa de Compostela tem o seu próprio percurso (e já aqui tinha sido provado o seu colheita) e sinal disso é este vinho (2872 garrafas) que assinala 50 anos de fundação da atividade da Casa Agrícola de Compostela (1974-2024)

Trata-se de um vinho com estágio em madeira, algo relativamente comum na subregião, mas ainda raro no resto da região dos Vinhos Verdes.

Sobre este vinho o que se pode dizer é que espanta pelo aroma e pela forma como entra na boca, mas depois não confirma as boas indicações. Dá a ideia de que a madeira se sobrepôs às características da casta, sendo isso sentido, sobretudo, no final, que é curto.

Relação preço-qualidade: para um alvarinho com 9 meses de estágio os €16 percebem-se; na relação preço-qualidade fica um pouco a dever...

Ano da produção: 2022
Data de compra: fevereiro 25
Preço de compra: €16
Local de compra/prova: Douvicoisas, Vila do Conde
Data de consumo: setembro 25
Produtor: Casa de Compostela
Localidade: Famalicão (DOCVV)
Enologia: ?
Acidez Total : ?
Açúcares totais: ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "estágio em barrica de carvalho francês durante nove meses"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): Pargo no forno
Pode acompanhar, por exemplo:
(488)



terça-feira, 2 de setembro de 2025

Opção B Reserva Estágio em Barricas (2017): 6/10

Bebi o 2016 em 2023 e agora o 2017 em 2025. E, no essencial, as ideias mantêm-se: um vinho com muita madeira( eu gosto...), mas um pouco curto em boca. Por aqui nada a assinalar de diferennte entre o 2016 e o 2017.

O problema é o preço: este vinho foi comprado no produtor na Essência do Vinho Verde deste ano e custou €25. Esse é o preço do Soalheiro Reserva (o benchmark nesta gama!) e bem mais do que o extraordinário Regueiro Barricas. Ou seja, claramente excessivo. Ainda por cima, encontrei online a €18, o que é uma diferença significativa. Daí a nota cair um ponto - foi comprado no produtor, insisto.

Ano da produção: 2017
Data de compra: junho 25
Preço de compra: €25
Local de compra: Essência do Vinho Verde 25
Data de consumo: setembro 25
Produtor: AB Wines
Localidade: Amarante, Vinho Regional Minho
Enólogo: António Sousa
Acidez Total: 6,6 g/L (2016)
Açúcares residuais (g): 4,7 g/L (2016)
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação: Estágio em barricas de carvalho francês (quanto tempo?)
Aberto quanto tempo antes: 60 minutos antes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 14º
Acompanhou: polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(372)


sábado, 23 de agosto de 2025

Quinta de Linhares (2023): 6/10

Pouco a dizer deste colheita produzido em Penafiel: um alvarinho discreto, sem vivacidade, que não se bebe com sacrífício mas a que faltam vários predicados. Salva-se a acidez final, de média intensidade.

Ano da produção: 2023
Data de compra: junho 25
Preço de compra: ? [por erro, não tomei nota do preço pago] [€7,71 online]
Local de compra/prova: Festa do Vinho Verde, Porto
Data de consumo: agosto 25
Produtor: agri-roncao.pt
Localidade: Penafiel (DOCVV)
Enologia: António Sousa
Acidez Total :  4.9 g/dm³
Açúcares totais:  2.70 g/dm³
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: " A fermentação ocorreu em cuba de inox a uma temperatura controlada entre 15 a 16ºC - durante aproximadamente 30 dias. Estágio em cuba de inox de 3/4 meses, durante o qual o vinho esteve em contacto com as borras"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou (prato principal): zamburinhas na chapa
Pode acompanhar, por exemplo:
(487)


 

domingo, 17 de agosto de 2025

Gorro (2021): 6/10

Este Gorro, apresentado como sendo da subregião de Monção e Melgaço, resulta da compra de vinho de Melgaço e engarrafado em Moncorvo pela Portugal Boutique Wines.

Já vou ao vinho, mas queria destacar a questão do preço: paguei pela garrafa €10,57, mas vejo que pode custar mais de €15, o que é uma diferença de quase 50% e um preço claramente inflacionado em termos de qualidade (e a nota que aqui se atribui tem quase sempre a ver, também, com o preço). É preciso ter em conta que, sendo de Monção e Melgaço, este vinho está a concorrer com o Soalheiro, Regueiro ou Portal do Fidalgo, para citar três exemplos óbvios, mais baratos e... melhores.

Estamos perante um alvarinho de perfil mineral, pouca fruta, aqui e ali um pouco de cítricos, que se tornam muito presentes sobretudo no final, para alguns, talvez em demasia.

Ano da produção: 202    
Data de compra: maio 25
Preço de compra: €10,57 no produtor [€17,95 online]
Local de compra/prova: garrafeira Vinh'Alvarinho
Data de consumo: agosto 25
Produtor: Portugal Boutique Wines 
Localidade: Moncorvo, (vinho de Melgaço DOC Vinho Verde)
Enologia: ?
Acidez Total : 7,5 g/dm3
Açúcares residuais (g/L): 1,5 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Decantação a frio durante 2 dias à temperatura de 10 °C, fermentação em cubas de inox com temperatura controlada de 16 °C. Estágio em inox sobre borras finas durante 5 meses."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou (prato principal): cantaril grelhado na brasa
Pode acompanhar, por exemplo:
(486)


domingo, 10 de agosto de 2025

Quinta de Gomariz Espumante Bruto (2023): 7/10

Até agora provei apenas dois espumantes de alvarinho fora da subregião: o Quinta de Carapeços (Amarante) e este Quinta de Gomariz (Santo Tirso). Existe pelo menos mais um, o Camaleão.

Neste caso, estamos perante um espumante muito leve, elegante, com uma bolha extraordinariamente final. Falta alguma estrutura em boca, que é (pelo menos parcialmente) compensada pela acidez final, muito fresca.

Relação preço-qualidade: tem o preço de um espumoso da subregião, o que não deve ajudar na hora do consumidor decidir.

Ano da produção: 2023
Data de compra: julho 25
Preço de compra: €15 no produtor [€17,95 online]
Local de compra/prova: 
Data de consumo: agosto 25
Produtor: Quinta de Gomariz (não consta do site)
Localidade: Santo Tirso
Enologia: António Sousa
Acidez Total : ?
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "?"
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º
Acompanhou (prato principal): arroz de berbigão com filetes de pescada
Pode acompanhar, por exemplo: 
(485)



quarta-feira, 6 de agosto de 2025

"A borla é um extraordinário intensificador de sabor"

 "Quando é à borla, o jornalista excede-se na hipérbole, os croquetes de rabo de touro tornam-se “do outro mundo”, o bloguista pinta a foto e a metáfora para salvar “a musse de garum” e até o cronista que estudou o “Larousse Gastronomique” arranja maneira de injetar na prosa o chefe amigo. Quando é à borla, a comida sabe melhor. A borla inebria, a borla é um tónus, a borla é um extraordinário intensificador de sabor.

(Ricardo Dias Felner, Expresso, 31/7/25)

terça-feira, 5 de agosto de 2025

Provam substitui Adega de Monção no Mercadona

É, certamente, um dos negócios do ano: a Provam passou a produzir e engarrafar a marca branca de alvarinho (e não só, também, alvarinho e trajadura e ainda um verde tinto) que a Mercadona vende em Portugal.

O Castelo de Moinhos era produzido antes pela Adega de Monção.



segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Anselmo Mendes - Alvarinho do Gonçalo (2021): 8/10

Gonçalo é filho de Anselmo Mendes e tem aqui o primeiro alvarinho em seu nome.

Na apresentação disse, entre outras coisas, que quis fazer um vinho mais suave. E essa palavra define bem o resultado final.

Talvez por ser um jovem (e porque não fazia sentido 'imitar' o que o pai faz), Gonçalo apresenta-nos um vinho que se pode descrever como mais leve, sem que isso seja defeito. Leve no sentido em que não é intenso, arrebatador na fruta, como (pelo menos) os da subregião se caracterizam.

Leve e equilibrado, no sentido em que, por exemplo, pode agradar tanto a mulheres como a homens.

Destaque para o final fresco e salivante.

Como agora está na moda dizer, mais uma boa interpretação da casta.

Relação preço-qualidade: os €22,50 são justificados pela vinificação, mas para uma vinho novo não é barato. Depende do que pretende o produtor.

[Curiosidade: os filhos de António Luis Cerdeira e Anselmo Mendes lançam num curto espaço de tempo novos vinhos, ambos com fermentação malolática, que vai trazer suavidade e alguma cremosidade ao vinho]

Ano da produção: 2021
Data de compra: julho 25
Preço de compra: €22,5 na Feira de Monção
Local de compra/prova: Feira de Monção
Data de consumo: agosto 25
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Monção/Melgaço
Enologia: Anselmo Mendes/Gonçalo Mendes
Acidez Total : ?
Açúcares totais (g/L): ?
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Depois de um estágio em barricas usadas durante 9 meses, onde fez fermentação malolática completa, entregou-se ao tempo, repousando em garrafa durante três anos."
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou (prato principal): arroz de marisco
Pode acompanhar, por exemplo: além do óbvio, acompanará bem carnes não muito temperadas
(484)



sexta-feira, 1 de agosto de 2025

O principal evento de albariño (que nos devia inspirar)

O Conselho Regulador da Denominação de Origem Rias Baixas faz coincidir a grande feira do alvarinho, por estes dias a decorrer em Cambados, Pontevedra, com um evento que merecia ser replicado em Portugal: o Túnel del vino.

Quase 200 produtores expõem os seus vinhos, podendo fazer-se representar com mais do que uma referência. Durante três dias são organizadas diversas sessões (90 minutos) em que profissionais e profissionais podem provar o que entenderem. Há também um concurso. Por €25. Num ambiente muito agradável, com a presença de um sommelier, etc - no fundo, tudo o que não temos em Melgaço ou Monção.

Pelo que percebo os produtores aderem em massa, sendo uma forma de muitos deles, com produções de menos de 5000 garrafas, darem nas vistas junto de quem os pode encomendar.

A maior parta são vinhos do ano (2024), mas o mais antigo era de 2011! Faz tudo parte do mesmo bilhete.


Estes foram os meus três preferidos.

PS - uma nota a desenvolver depois: dá para perceber que o alvarinho português está muito mais desenvolvido ao nível da vinificação do que do outro lado do rio Minho: por lá, mais de 90 % são vinhos em inox com battonage e borras. Ou seja, demasiado iguais. Nos espumantes isso ainda é mais visível.




Alvarinhos mais baratos do que os albariños - 18%-24% menos

Começo por dizer que este é apenas o primeiro contributo para perceber se os Alvarinhos são realmente mais baratos do que os seus vizinhos d...

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