sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Pingo Doce Espumante Bruto (2021): 6/10

Não encontrei diferenças significativas entre este 2021 e o 2020, apenas um ligeiro aumento do preço.

Continua a ser o único espumamente de alvarinho encomendado por um grande (ou pequeno...)  supermercado e continua a ser o único espumante que Anselmo Mendes faz.

Se não estou enganado, é o espumante de alvarinho mais barato do mercado e obviamente que a qualidade há de refletir-se.

Mas, atenção, não é um vinho de Monção & Melgaço. Trata-se de um IG Minho, o que significa que as uvas podem ter vindo de muitos locais (pena não se dizer de onde).

Ano da produção: 2021
Data de compra: setembro 23
Preço de compra: €4,54 [pvp recomendado fora da feira de vinhos €5,99)
Local de compra: Pingo Doce, Póvoa de Varzim
Data de consumo: outubro 23
Produtor e Engarrafador: Anselmo Mendes para Pingo Doce
Localidade: Penso, Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: cabrito no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(324)

Pingo Doce Espumante Bruto 2020

domingo, 1 de outubro de 2023

Vale dos Santos (2022): 6/10

Um produtor da zona de Vila Meã (Amarante) apresentou este alvarinho na recente Festa do Vinho Verde (uvas de produção própria).

Um vinho bastante jovem, como se deduz, sem ambições, fácil de beber, com uma base tropical.

Relação preço-qualidade: foi-nos indicado €9, o que poderá ser um ou dois euros acima da melhor concorrência.



Ano da produção: 2022
Data de compra:
Preço de compra: €9
Local de compra: provado na Festa do Vinho Verde, Porto,
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: dos Santos
Localidade: Vila Meã, Amarante
Enólogo: ?
Acidez Total: <6 g/l
Açúcar residual: <2 g/l
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor:  estágio de seis meses em inox
Quantidade de garrafas consumidas:
Pontuação: 6/10 
Primeiro copo servido a: 10º-12º
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(403)

Quinta de Alderiz Colheita Selecionada (2016): 8/10

Bebi o 2012 em 2018 e fiquei muito bem impressionado.

Agora pude beber o 2016 em 2023 e o resultado foi ainda melhor.

Duas observações:

- embora nãoi seja a entrada de gama da Quinta, não estamos perante um vinho que, na vinificação, seja sofisticado. Se envelhece bem isso deve-se em primeiro lugar à qualidade das próprias uvas.

- apesar de produzir todos os anos este vinho (e já haver por exemplo o 2021), o produtor levou este 2016 para a Feira do Alvarinho de Monção, sinal de que há cada vez mais procura por alvarinhos antigos.

Sobre o vinho, é aquilo que se espera: o alvarinho quando envelhece bem torna-se 'noutra' bebida, tão boa ou melhor do que a que 'original' (ou seja, este 2016 é certamente melhor do que o 2021).

Relação preço-aqualidade: se o 2021 custa €13,90, este 2016 a €14 é um achado.

Ano da produção: 2016
Data de compra: julho2023
Preço de compra: €14
Local de compra: Feira do Alvarinho, Monção
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: Casa do Pinheiro/Quinta de Alderiz
Localidade: Alderiz, Monção
Enólogo: João Garrido?
Acidez : ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: bacalhau à Gomes de Sá
Pode acompanhar por exemplo: 
(152)


domingo, 24 de setembro de 2023

S. Caetano (2018): 7/10

Uma das muitas novidades que pude conhecer durante a Festa do Vinho Verde, que por estes dias decorre no Porto (organização Essência do Vinho) foram os vinhos S. Caetano, com origem no Marco de Canavezes.

Sem contar, e por gentileza do produtor, organizou-se informalmente uma prova vertical do alvarinho. 

Começámos com o 2022 e as impressões não foram as melhores: vinho muito novo, pouco estruturado, demasiado leve.

Mas a seguir saiu o 2018. Completamente diferente. Evolução nítida, acidez bem relacionada com a fruta tropical. Francamente bom.

O 2019 estava muito semelhante, merecedor de elogios.

Ainda provámos o 2017 mas aqui pareceu que já estaria em perda, demasiado tempo em garrafa?

(2016 foi o primeiro ano de produção deste vinho, feito com uvas próprias, na Quinta da Torre).

Em resumo: ainda bem que não nos ficámos pelo 2022!

Relação preço-qualidade: €9 para o 2018 ou 2019 é um preço excelente.

Ano da produção: 2018
Data de compra: 
Preço de compra: €9
Local de compra: provado na Festa do Vinho Verde, Porto,
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: S. Caetano
Localidade: Marco de Canavezes
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm3): 
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol):
Método de vinificação, segundo o produtor: 
Quantidade de garrafas consumidas: 2017, 2018, 2019, 2022
Pontuação: 7/10 (para 2018)
Primeiro copo servido a: 11º ?
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo:
(402)



terça-feira, 19 de setembro de 2023

Côto de Mamoelas Bruto Reserva (2018): 7/10

O que mudou entre a prova deste 2018 e o 2016, que tanto critiquei? É simples: desta feita não encontrei aquilo que me pareceu excesso de gás nem a bolha se mostrou agressiva. E porque quis ter a certeza que assim era, foram abertas duas garrafas, provadas por vários convivas.

Assim sendo, só tenho coisas boas a dizer deste Côto de Mamoelas Bruto Reserva, versão 2018.

Ano da produção: 2018
Data de compra: setembro 2022
Local de compra: Auchan
Preço de compra: €12,49
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: PROVAM
Localidade: Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez: 7,3ºº (total)
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º-10º
Acompanhou: diversas entradas (carne) e arroz de pato
Pode acompanhar por exemplo:
(77)


sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Molares (2019): 7/10

Este vinho mostrou duas faces.

Uma primeira, bebido logo após ser aberto, mostrou-se agradável, mas parecia um pouco 'morto', o que interpretei como um sinal do envelhecimento (2019).

Ainda assim, havia sinais de um potencial escondido e por isso voltei a bebê-lo ao almoço do dia seguinte, tendo relevado mais personalidade, mais frutas (manga e papaia bem maduras) e uma acidez um pouco mais prolongada.

Valeu.

Relaçã preço-qualidade: muito boa. 

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 2023
Preço de compra: €9,25
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: Adega Molares
Localidade: Celorico de Basto
Enólogo: ?
Acidez Total (g/dm3): 5,6 g.'l (acidez fixa)
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: Solo xistoso a 200 metros de altitude; Fermentação alcoólica longa em cuba de inox com temperaturas controladas de I8C*.
Aberto quanto tempo antes: menos de 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: pizza caseira
Pode acompanhar por exemplo:
(401)


sábado, 9 de setembro de 2023

Legátu Cardadeiro Escolha do Mário (2018): 7/10

Este Legátu é um vinho que pretende evocar a fundação do Reguendo de Melgaço, pequeno mas interessante hotel em Melgaço que oferece bons vinhos aos consumidores.

Mário Cardadeiro é uma das figuras mais conhecidas do alvarinho de Melgaço, pelo seu dinamismo.

Por tudo isto, e porque Abel Codesso é o enólogo, esperava um vinho de excelência [daí tê-lo escolhido para ser o 400!].

É um vinho bom, sem dúvida, mas não é excelente.

A principal característica é a madeira, onde estagia durante um ano, mas esperava um casamento ainda melhor com a acidez final, que me pareceu média e não penetrante, como gosto.

Só ao terceiro copo senti mais força no vinho, que começou discreto, apesar de aberto com antecedência.

Relação preço-qualidade: percebe-se o preço, para um vinho que está um ano em barricas, mas...

Ano da produção: 2018
Data de compra: junho 2023
Preço de compra: €15
Local de compra: Feira do Alvarinho de Melgaço
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: Reguengo de Melgaço
Localidade: Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez Total (g/dm3): 6.2 (ácido tartárico)
Açúcar residual: <1.5
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: As uvas são suavemente prensadas antes de entrarem no processo de fermentação em barricas com capacidade de 400 litros. Após permanecer em barrica durante 1 ano, é engarrafado seguindo-se estágio em garrafa.
Aberto quanto tempo antes: 1 hora
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12-13ºº
Acompanhou: arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo: 
(400)


quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Coisas que se escrevem (4) - cássis

 O vinho Família Margaça Touriga Nacional Talhão 01, colheita 2020, e o B Adega de Borge 2022 têm aromas de cássis, na Revista de Vinhos de agosto de 2023. (nunca provei nem nunca vi à venda, confesso)



Soalheiro Granit (2018): 8/10

Impressiona como a Quinta do Soalheiro consegue fazer vinhos tão diferentes (e não estou a falar de inovação). Basta comparar o clássico Soalheiro com este para perceber que são dois vinhos completamente distintos, feitos com as 'mesmas' uvas da mesma subregião (embora territórios diferentes).

Sobre o vinho pouco há a dizer a não ser que continua excelente - esta era o 2018, aberto cinco anos depois (não senti um ganho de envelhecimento mas também não houve qualquer perda). Provalmente estaria igual ao 2022, por exemplo.

Última nota: este é um dos poucos vinhos que assumidamente se afirma como tendo um perfil mineral em toda a produção Monção e Melgaço.

Ano da produção: 2018
Data de compra: 
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra:
Data de consumo: setembro 2023
Produtor e Engarrafador: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enólogo: A. L. Cerdeira
Acidez total: 6,4º
Açúcar Residual (g/l):
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: salmão grelhado
Pode acompanhar por exemplo: queijo trufado
(90)

Soalheiro Granit 2017

Soalheiro Granit 2018


domingo, 3 de setembro de 2023

Chapeleiro Reserva (2017): 6/10

Este Chapeleiro 2017 foi comprado há ano e meio e, visto agora, deveria ter sido bebido imediatamente. É certo que nada garante que estivesse melhor do que agora, mas a verdade é que com seis anos apresentou-se com perda de fulgor.

A rolha já indiciava que alguma coisa estava menos bem e na boca basicamente só havia madeira. Poucos sabores secundários e acidez muito curta.

Bebê-lo não foi sacríficio, mas podia ter sido melhor, acredito, se bebido dois anos antes.

Relação preço-qualidade: se atendermos a que se trata de um vinho de 2017 (do qual foram produzidas 650 garrafas), os €13,7 foram um preço aceitável.

Ano da produção: 2017
Data de compra: janeiro 2022
Preço de compra: €13,7
Local de compra: Garrafeira Winehouse, Santo Tirso
Data de consumo: setembro 2023
Produtor: Chapeleiro Vinho Verde
Localidade: Marco de Canavezes
Enólogo: António Sousa?
Acidez Total (g/dm3):
Açúcar residual:
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: fermenta a estagia e barrica de carvalho franc~es durante  12 meses
Aberto quanto tempo antes: 45 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: salmonetes grelhados 
Pode acompanhar por exemplo: [foi feita a experiência de ligação com figos secos, sem bom resultado]
(399)



terça-feira, 29 de agosto de 2023

Coisas que se escrevem nas críticas de vinho (2) - "tosta de madeira"

 Antes de mais: cada um tem o direito a expressar-se da forma que entender e longe de mim querer limitar a liberdade dos críticos que escrevem sobre vinhos. O meu pressuposto é que quem escreve, na comunicação social, é para ser lido. Crítica de vinhos não é literatura ou filosofia, pelo que deve existir a preocupação de 'garantir' que o leitor compreenda o que é dito - a menos que os leitores sejam enólogos ou sommeliers.

Nos últimos dias encontrei (no Expresso e na Revista de Vinhos) três vinhos com sabor a tosta de madeira.

Como não sei o que é, fui procurar ("Chamamos de tosta a ação de expor a madeira ao calor do fogo provocando a queima da superfície interna da barrica"). Ou seja, madeira de barrica queimada. A barrica queimada tem um sabor diferente da madeira em geral? Ou depende do tipo de madeira da barrica? Já agora, há realmente enólogos que usam barricas já tostadas para dar sabor ao vinho ou é apenas uma sensação?

Em resumo: acho perfeitamente natural que um vinho apresente sensações de fumo, de madeira queimada, mas acredito que quem escreve deve usar uma linguagem mais acessível.


domingo, 27 de agosto de 2023

By Élio Lara Gold Espumante Bruto Natural (2020): 8/10

O primeiro espumante produzido sob a referência By Élio Lara é, em termos de sabor, dos melhores que bebi, ao nível por exemplo do Côto de Mamoelas Grande Reserva ou do Dom Ponciano Extra Bruto, ambos aqui classificados com 9 pontos.

O que falta, então, para o 9 neste Gold? Tem uma bolha muito forte e a espumantização demasiado intensa para o meu gosto. 

Tirando isso, na boca é perfeito, em sabor (a madeira está muito bem integrada) e acidez.

Relação preço-qualidade: ótima.

Ano da produção: 2020
Data de compra:
Preço de compra: €22
Local de compra: Festa do Alvarinho de Monção
Data de consumo: agosto 2023
Produtor: By Élio Lara [nesta altura a informação no site não está atualizada]
Localidade: Merufe, Monção
Enólogo: Élio Lara
Acidez Total (g/dm3):
Açúcar residual:
Teor Alcoólico (%vol): 12º
Método de vinificação, segundo o produtor: estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês.
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: ameijoas à bulhão pato
Pode acompanhar por exemplo:
(398)
 


quinta-feira, 24 de agosto de 2023

Coisas que se escrevem nas críticas de vinho (1) - "notas de pedra molhada"

João Paulo Martins descreve um vinho do Alentejo (Terrenus Vinhas Velhas) num dos últimos Expressos com, entre outros atributos, "notas de pedra molhada" (trata-se de um atributo algo comum em muitas apreciações vínicas, acrescento).

A minha dúvida é dupla: por um lado, a que sabe pedra molhada?

Mas se a resposta pode ser "és ignorante, não percebes nada disto" (o que aceito), então pergunto: a que pedra se refere o crítico? Granito molhado sabe à mesma coisa que xisto? E calcário molhado é igual a mármore húmido?

Quantos leitores saberão o sabor da pedra molha?


quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Quanto custa este alvarinho?

Muito mais do que em Monção (onde há garrafeiras e vários supermercados, com destaque para o Coca), o Solar do Alvarinho desempenha um papel importante na promoção e venda de alvarinhos dos produtores de Melgaço, sobretudo dos mais pequenos, que não estão em garrafeiras ou na grande distribuição.

A Câmara investiu recentemente cerca de 300 mil na remodelação interior do espaço, que tive oportunidade de visitar na segunda semana de agosto.

Entre as novidades conta-se a existência de um tablet com informações de cada produtor exposto, que, na maior parte dos casos, têm mais do que um vinho. Está tudo no tablet. Tudo exceto o preço!

No espaço também se fazem provas, as funcionárias dão diversas informações mas, caramba, o preço é fundamental. 

Como posso decidir o que vou comprar se não sei o preço (no momento em que visitei era necessário perguntar um a um os preços, já que nem uma lista afixada [como penso que a lei exige] existia)?





quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Landcraft (2021): 7/10

Uma boa surpresa este novo alvarinho da Geographic Wines, mas apenas para quem - como eu - gosta deles com boa acidez (7,8 g/L). 

No aroma a marca floral e fresca do alvarinho está bem presente e na boca predominam os sabores cítricos mas não só. Maçã verde e pêra também se podem sentir.

Termina com a tal acidez...

Relação preço-qualidade: €12,99 está pelo menos dois euros acima da concorrência mais direta (refiro-me a colheitas da subregião). E €15,25 online é manifestamente exagerado, embora o podutor não possa controlar os preços finais.

Ano da produção: 2021
Data de compra: julho 2023
Preço de compra: €12,99 
Local de compra: El Corte Inglés (Gaia)
Data de consumo: agosto 2023
Produtor:  Geographic Wines
Localidade: Monção e Melgaço (os locais em concreto não são nomeados)
Enólogo: Nuno Morais Vaz e Daniela Matias
Acidez Total (g/dm3): 7,8 g/L
Açúcar residual: 1,2 g/L
Teor Alcoólico (%vol): 12,5º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Maceração pré fermentativa 12 horas, fermentação espontânea com leveduras indígenas e temperatura controlada. Estágio sob borras totais durante 8 meses com bâtonnage periódica."
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: Filetes de pescada e doçaria variada
Pode acompanhar por exemplo:
(397)



terça-feira, 15 de agosto de 2023

Faz falta um concurso de alvarinhos da Subregião

Ao contrário do que acontece do outro lado da fronteira, não existe um concurso de alvarinhos em Portugal e, ainda menos, da chamada Subregião (enquanto não surge a denominação de origem Monção e Melgaço).

Já se sabe que ninguém gosta de concursos até os ganhar mas eles são importantes como forma de valorização das marcas e, neste caso, da casta. Um concurso de vinhos alvarinhos, produzidos na Subregião, seria uma forma de afirmar a qualidade, a importância, a identidade do alvarinho.

Existe uma Associação de Produtores de Alvarinho, que deveria/poderia ter a liderança do processo.

Dir-se-á que existe um concurso dos Vinhos Verdes, mas é no mínimo embaraçoso que, como aconteceu este ano, o vencedor tenha sido um alvarinho... de Amares e o melhor espumante de alvarinho... de Santo Tirso. Na categoria DOC alvarinho, dos oito premiados, só um é da Subregião (Quintas de Melgaço). [as minha sobservações não são contra estes vinhos, entenda-se, mas contra o 'estado das coisas']

Desconheço se a generalidade dos produtores de Monção e Melgaço participam, mas sei que a situação, como está, não prestigia o alvarinho.

(em 2021 um dos vinhos premiados foi este Nórtico... que se vende apenas nos Estados Unidos!)


segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Soalheiro (2022): 8/10

Tenho vindo a alternar entre o 8/10 e o 9/10 e tudo depende de quanto mais doce o vinho me parece. Por isso deixei de o beber no ano da própria colheita. Ontem bebi o 2022 em restaurante e achei-o um pouco mais doce do que seria de desejar.

De resto, o que dizer do alvarinho mais conhecido (e mais vendido?) em Portugal?
É um vinho excelente, por representar o que é o alvarinho da subregião, com vitalidade, boa fruta, acidez vibrante, ainda por cima a um preço fantástico, mesmo que tenha encarecido ligeiramente.
 
Ano da produção: 2022
Data de compra: 
Local de compra: Restaurante Estaleiro, Vila Chã, Vila do Conde
Preço de compra: €16
Data de consumo: Agosto 2022
Produtor: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enólogo: António Luís Cerdeira
Acidez: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo: 
(45)

Soalheiro 2020
Soalheiro 2021
Soalheir0 2022

sábado, 5 de agosto de 2023

Cambados vs Monção

Termina amanhã em Cambados a maior feira do alvarinho das Rias Baixas.

A comparação com Monção é inevitável, até pelos pontos em comum: produtores vendem o seus vinhos (ao copo ou à garrafa) em stands espalhados ao longo de uma rua, onde há mesas para o pessoal 'pinchar' (também se vende comida na rua paralela) e beber/conviver.

Mas também existem diferenças: Monção parece cada vez mais apostada em ser uma 'wine party', o que significa que o negócio se faz a partir do fim da tarde e sobretudo durante a noite (sendo que 1/3 são provas, grátis...).

Neste sentido há diferenças que, na minha opinião, fazem de Cambados um modelo que Monção (ou até Melgaço) poderia repetir: no Túnel del Vino podem provar-se mais de 160 vinhos por 20 euros (e encontrei lá alguns mesmo muito bons), além de um concurso para premiar os melhores alvarinhos.

Isto significa, da parte da organização, um esforço de valorização do vinho e não a sua banalização, o beber por beber, o beber até cair [esperemos sinceramente que não, mas quando um dia houver um caso grave de coma alcóolico em Monção vamos finalmente acordar para a realidade].

(exemplo de excelentes vinhos que se podem beber no Túbel del Vino)





 


quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Antaia (2022): 8/10

Uma excelente surpresa, este novo alvarinho, apresentado pela primeira vez na última Festa do Alvarinho de Monção.

Trata-se de um alvarinho proveniente de uma vinha em Melgaço, plantada a cerca de 120 m de altitude em terreno granítico fértil. 

Nasce, segundo os seus responsáveis, como um pequeno projeto (pequena produção), que teve início em meados dos anos 70, renascendo em 2023, pelas mãos de um jovem casal (o nome, Antaia, é uma homenagem ao fundador António Domingues).

Trata-se de um colheita com uma excelente acidez, muito floral no nariz e notas cítricas.

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2022
Data de compra: julho 2023
Preço de compra: €8 na Feira (pvp recomendado €10,5)
Local de compra: Feira do Alvarinho de Monção
Data de consumo: agosto 2023
Produtor: Domingues & Bessadas
Localidade: Melgaço
Enólogo: Constantino Ramos
Acidez Total (g/dm3): 6,5 g/l
Açúcar residual: ?
Teor Alcoólico (%vol): 13º
Método de vinificação, segundo o produtor: "Fermentação a temperatura controlada em cuba de inox. No final da fermentação o vinho estagiou 6 meses em cuba com as borras finas.," segundo o produtor
Aberto quanto tempo antes: 30 minutos
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: Bacalhau cozido com legumes
Pode acompanhar por exemplo: 
(396)


Uma vindima farta. Até demais (II)

 Atualização das informações divulgadas a 6/9/26 . 1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 1 0 milhões de quilos [10 mil tonela...

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