quinta-feira, 19 de maio de 2022

Regueiro Maturado (2019): 8/10

A Quinta do Regueiro vem-se afirmando como uma das mais importantes casas de alvarinho da subregião e este novo Maturado limitase a confirmá-lo.

Impressiona a maneira como o estágio prolongado em madeira (18 meses, com batonage) não ofusca a fruta, bem madura. A madeira da barrica também lá está, mas em boa harmonia.

O aroma, de base tropical, é sinal da complexidade atingida por este vinho. 

O melhor de tudo: o final, com uma acidez que parece crocante e deixa a salivar por mais.

(a nota só não é mais elevada porque, tenho a certeza, este mesmo vinho, daqui a 3 ou 4 anos está ainda melhor e nessa altura não terei dúvidas em atribuir um 9!)

Relação preço-qualidade: o preço faz sentido.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €20 no produtor; €23 pvp recomendado
Local de compra: no produtor
Data de consumo: maio 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Paulo Rodrigues /Jorge Sousa Pinto?
Acidez total: 7g /DM3
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: arroz de gambas
Pode acompanhar por exemplo:
(340)


quinta-feira, 12 de maio de 2022

Herdade das Servas (2016): 8/10

Sim, leu bem, 2016!

Um alvarinho que envelheceu notavelmente, cheio de sabores secundários e frutas muito maduras, sem recurso a madeira (apenas fermentação em inox e depois sobre borras).

Mas devo dizer que, tendo sido bebido em dois momentos, com 24 horas de intervalo, o segundo (também com mais dois graus de temperatura) foi muito melhor.

No primeiro estava um pouco fechado e menos 'explosivo'.

A cor parecia conhaque!

Relação preço-qualidade: €6? Extraordinário!

Ano da produção: 2016
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: €6 referência online €14,85]
Local de compra: Caves Cruzeiro Real, Santa Maria da Feira
Data de consumo: maio 2022
Produtor e Engarrafador: Herdade das Servas
Localidade: Estremoz
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º [segundo a 14º]
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: bacalhau com todos
Pode acompanhar por exemplo:
(339)


sábado, 7 de maio de 2022

Terras de Conclave (2015): 6/10

Andamos todos a descobrir os méritos no envelhecimento do alvarinho, mas ainda não passou  tempo suficiente para ter mais certezas - por exemplo, quantos anos pode continuar a envelhecer até deixar de ficar bom?

Por outro lado, parece óbvio que um vinho não fica melhor apenas por envelhecer na garrafa, tem de ter qualidades intrínsecas que o suportem.

Foi com admiração que encontrei na última Feira do Alvarinho, em Melgaço, os produtores do Terras de Conclave a venderem 2015, 2016 e 2017.

Comprei o 2015 e estava naturalmente curioso.

Mas não confirmou. Acho até que perdeu qualidade / intensidade / força (comparando com o 2016, que bebi em 2018).

Relação preço-qualidade: €10 euros para um vinho de 2015 é barato, mas...

Ano da produção: 2015
Data de compra: abril 2022
Local de compra: Feira Alvarinho, Melgaço
Preço de compra: €10
Data de consumo: maio 22
Produtor: Terras de Conclave
Localidade: Barbeita, Monção
Enólogo?
Acidez: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: polvo no forno
(95)

Terras de Conclave 2016


quinta-feira, 5 de maio de 2022

Quinta São Gião Colheita Selecionada (2019): 6/10

Antes de mais: esta Quinta São Gião foi fundada pelo Comendador Joaquim Almeida Freitas, que chegou a ser (co-?)proprietário do restaurante São Gião em Moreira de Cónegos, mesmo ao lado do Estádio Comendador Joaquim Almeida Freitas.

A Quinta mantém-se na família e é de lá que vem este alvarinho interessante. Tem um aroma muito floral, um perfil entre o cítrico e o mineral, mas pouco completo na boca (extingue-se rapidamente).

Relação preço-qualidade: dois euros mais caros dos que os melhores clássicos da subregião.

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: €11
Local de compra: garrafeira Tua Vinharia, Póvoa de Varzim
Data de consumo: maio 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta São Gião
Localidade: Moreira de Cónegos, Guimarães
Enólogo: Fernando Moura e Pedro Campos
Acidez total:
Açúcar Residual: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: filetes de pargo com arroz de açafrão
Pode acompanhar por exemplo: 
(338)





domingo, 1 de maio de 2022

Encosta dos Sobrais Espumante Bruto (2019): 8/10

A este preço, e com estas características, este é provavelmente o melhor espumante de alvarinho em Portugal.

Há uma harmonização, que diria imbatível, entre os aromas e sabores essenciais da casta, bem presentes, a bolha (elegante) e o final, que tem a acidez bem controlada.

(curiosamente, o produtor ainda não lançou o 2017, que está guardado mais mais tarde. Esperemos que não demasiado)

Ano da produção: 2019
Data de compra: março 22
Local de compra: no produtor
Preço de compra: €7,5
Data de consumo: abril 22
Produtor: Bento José de Abreu
Localidade: Remoães, Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez: n.d.
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: vários mariscos cozidos
Pode acompanhar:
(119)

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Quinta de Setas Ruínas (2020): 8/10

Da 'nova' Quinta de Setas já conheciamos um vinho, mas o melhor estava para vir.

Este Ruínas é um vinho excelente, complexo, pleno de sabores secundários, trazidos sobretudo pelos 6 meses de barrica, como a baunilha e caramelo, traços de aniz e amêndoa amarga. Tudo isto sem perder o sentido floral e o aroma tão característico da casta. O final é prolongado, como se impõe.

Este Ruínas 2020 é o primeiro que o produtor lança no mercado, mas fica a vontade de conhecer mais.

Relação preço-qualidade: boa.

Ano da produção: 2020
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: oferta do produtor [pvp recomendado €18]
Local de compra:
Data de consumo: abril 2022
Produtor e Engarrafador: Ângelo Gomes Fernandes
Localidade: Ceivães, Monção
Enólogo: Élio Barreiros
Acidez total: 6.9 g/(ácido tartárico)/dm3
Açúcar Residual: Açucares Totais: < 1.5 g/dm3
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salmão no forno com legumes
Pode acompanhar por exemplo: queijo da ilha; 
(337)


domingo, 24 de abril de 2022

Alvaianas (2021): 7/10

Mantém as qualidades e características evidenciadas anteriormente.

Não estamos perante um vinho de fruta vibrante, embora os cítricos apareçam.

Final muito bom, num vinho bebido muito jovem.

Ano da produção: 2021
Data de compra:
Preço de compra: €11 no Restaurante Cantinho do Adro, Melgaço [€9 online]
Local de compra: 
Data de consumo: abril21
Produtor: Quinta das Alvaianas
Localidade: Melgaço
Enólogo:
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8-9º?
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: bacalhau à cantinho (frito)
Pode acompanhar por exemplo: 
(31)

Alvaianas 2018

Alvaianas 2016

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Regueiro Primitivo (2020): 8/10

A parte pior deste projeto é quando se encontram alvarinhos 'não-bons' [na comunicação de vinhos sabe-se que não há vinhos maus...]: não só ter de os beber como ter depois de escrever sobre eles.

A parte boa é quando podemos beber (muito) bons e ou mesmo vinhos excelentes.

É o caso deste Regueiro Primitivo, que nos enche as medidas.

Alvarinho puro, mas ao mesmo tempo sofisticado. Com a certeza de que, daqui a quatro ou cinco anos, este "de vinhas muito velhas" estará ainda melhor. Fui impaciente...

Relação preço-qualidade: excelente! (e ainda se encontra mais barato, online]

Ano da produção: 2020
Data de compra: março 22
Preço de compra: €15,99
Local de compra: Auchan, Maia
Data de consumo: abril 2022
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: 7g/DM3
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 11-13º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: Robalo no forno
Pode acompanhar por exemplo:
(85)

Regueiro Primitivo 2015

quinta-feira, 14 de abril de 2022

Dom Salvador Espumante Bruto (2019): 4/10

Sendo um produtor de Melgaço, espanta porque é que este espumante não se apresenta como sendo de "Monção e Melgaço", mas antes como "espumante de qualidade de vinho verde", enquadrado no "Regional Minho" - qual a necessidade? Mais espanta que em lado nenhum, na garrafa [acho que procurei em todo o lado...], se apresente como um espumante de alvarinho - e só a informação do site fez com que a dúvida ficasse esclarecida. Há ainda uma terceira nota, igualmente negativa, que registo: sobre o produtor, apenas se diz "preparado por Eng. nº 5368". Sinceramente, não percebo - o que signfica "preparado"? Produzido? Engarrafado? Estas dúvidas também influenciaram, negativamente, a nota atribuída.

Mas não só: falta alvarinho neste vinho. Mais na boca do que no nariz. Há um lado floral no primeiro contacto, mas apaga-se muito rapidamente na boca, ficando quase só a acidez. A bolha é de intensidade média.

2019 foi a primeira edição deste espumante; acredito que o produtor poderá melhorar e tentar corrigir alguns dos erros aqui apontados; acredito que será uma forma de valorizar a sua marca, respeitando os clientes.

Relação preço-qualidade: os €10,39 no Solar do Alvarinho são mais acessíveis do que os €14,95 que encontrei online, claramente exagerados.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €10,35 
Local de compra: Solar do Alvarinho
Data de consumo: abril 2022
Produtor: Dom Salvador
Localidade: Peso, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: salmão na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(336)


segunda-feira, 11 de abril de 2022

QM Vindima Tardia Superior (2016): 8/10

O primeiro impacto é visual: impressiona como é uma casta branca fica da cor de uma colheita de vinho do Porto (não é alourado, como habitualmente, mais mais avermelhado).

O aroma comprova o que diz o rótulo: alvarinho, com traços a casca de laranja caramelizada e rebuçado de mel.

Depois, na boca, a confirmação de tudo o que se disse e esperava.

Apenas lhe falta (por falta de mais acidez? de mais álcool [12%]) um final mais prolongado. No final há uma prevalência do fungo “botrytis” (que todos conhecemos das uvas passas comidas ainda em cacho).

Relação preço-qualidade: os €32,65 que paguei são aceitáveis, mas os €43 da Garrefeira Nacional, por exemplo, não.

[de qualquer forma, é impossível não fazer a comparação com o melhor alvarinho que bebi até hoje, que também é um colheita tardia, quer em termos de preço quer de prova em boca]

Ano da produção: 2016
Data de compra: abril 21
Preço de compra: €32,65 [37,5cl]
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: abril 2022
Produtor: Quintas de Melgaço
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Élio Barreiros?
Acidez total: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 14º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: pudim e queijo da serra [melhor com o queijo]
Pode acompanhar por exemplo:
(335)



quinta-feira, 7 de abril de 2022

Valados de Melgaço 5º Aniversário Grande Reserva (2016): 8/10

Para assinalar o 5º aniversário da Valados de Melgaço, Artur Meleiro 'perdeu a cabeça' e fez um vinho que uma empresa com cinco anos (em princípio) não faria: um grande reserva com estágio em cubas de inox (com “bâtonnage”) durante 46 meses, a que acresce mais meio ano na garrafa em garrafa.

Mas ainda bem que o fez.

Este Valados de Melgaço 5º aniversário Grande Reserva é um vinho excelente, que conjuga muito bem as notas de fruta (sobretudo cítricas) com uma acidez insinuante e um final que se prolonga com grande prazer.

Tendo sido provado sem comida, na Essência do Vinho, fiquei com a ideia de que ainda pode proporcionar melhores sensações, se bem acompanhado (um peixe no forno? marisco grelhado? um polvo à lagareiro?)

[porque a feira abrira entretanto, o vinho foi provado primeiro a 15º de temperatura e não me pareceu 'em forma'; voltei 30 minutos depois e, já a 12º, revelou-se muito diferente]

Relação qualidade-preço: caro, mas aceitável, para um vinho que (quem consegue esperar tanto tempo'?...) daqui a cinco anos ainda estará melhor!

Ano da produção: 2016
Data de compra:
Preço de compra: pvp de €39,90 
Local de compra: provado na Essência do Vinho 2022
Data de consumo: abril 2022
Produtor e Engarrafador: Valados de Melgaço
Localidade: Peso, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: 7,1º (g/l)
Açúcar Residual (g/l): menos do que 1,5 gramas
Quantidade de garrafas consumidas: 
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 15º 
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo: ver texto acima
(334)




quarta-feira, 6 de abril de 2022

João Portugal Ramos Espumante Grande Reserva (2014): 7/10 [Atualizado a 18/7/24]

É o terceiro espumante Grande Reserva que provo e continuo fã.

Um grande vinho, sem dúvida, que parece ter um pouco mais de madeira do que aquela que efetivamente tem (apenas 5% do lote fermentou em barricas de carvalho francês de 3 e 4 anos onde permaneceu sobre as borras durante 8 meses, segundo produtor).

Uma acidez crocante e uma bolha muito agradável fazem desta novidade uma experiência (apenas 600 garrafas) a repetir.

Relação preço-qualidade: mesmo com (pelo menos) 72 meses de estágio sobre borras, parece-me que cerca de €40, como é indicado pelo produtor, é um pouco caro para espumante (será preconceito?) e, na avaliação que faço, faz perder um ponto na nota atribuída.

Ano da produção: 2014
Data de compra: 
Preço de compra: pvp de €39,90 [ainda não encontrei online]
Local de compra: provado na Essência do Vinho 2022
Data de consumo: abril 2022
Produtor e Engarrafador: João Portugal Ramos
Localidade: 'DOC Monção e Melgaço'
Enólogo: 
Acidez total: 7,6º
Açúcar Residual (g/l): menos do que 4 gramas
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: ?º [produtor aconselha entre 6-8ºC mas estava a mais, penso]
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo: bom para qualquer momento
(333)

Atualizado a 18/7/24: custa agora €24 no Continente!



sábado, 2 de abril de 2022

Quinta de Lourosa (2018): 5/10

Há pouco alvarinho neste alvarinho produzido em Lousada.

Pela descrição do produtor, fica a saber-se que houve estágio em barrica de carvalho durante seis meses - mas não consegui perceber.

Sem ser um vinho fraco, é vinho que não marca (o final extingue-se rapidamente).

Relação preço-qualidade: por este preço há melhores.

Ano da produção: 2018
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: oferta [€7,99 online]
Local de compra: Garrafeira Arte do Vinho, Gondomar
Data de consumo: abril 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta de Lourosa
Localidade: Lousada, Vinho Regional Minho
Enólogo: Joana de Castro
Acidez total: 6,8º (referente a 2019)
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(332)

sexta-feira, 25 de março de 2022

Casa de Canhotos Escolha (2019): 6/10

Este Casa de Canhotos é um vinho sem grandes pretensões, alvarinho simples e levezinho, ao contrário da edição de 2018 (premium), que me pareceu muito bom.

Destacam-se as notas cítricas (casca de laranja).

[Escolha ou superior são algumas dos designativos de qualidade atribuídos pelo Instituto da Vinha e do Vinho, tal como “Grande escolha”, “Colheita seleccionada”, “Reserva”, “Garrafeira”, “Reserva Especial” ou “Grande Reserva”]

Relação preço-qualidade: aceitável.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €7,08 
Local de compra: Solar do Alvarinho, Melgaço
Data de consumo: março 2022
Produtor e Engarrafador: Casa de Canhotos 
Localidade: Penso, Melgaço
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador?
Acompanhou: petinga frita com arroz branco
Pode acompanhar por exemplo: 
(331)

domingo, 20 de março de 2022

Soalheiro Ag.hora (2020): 6/10

Este Ag.hora é um vinho feito na Quinta do Soalheiro, numa parceria com um jovem enólogo da Geórgia.

Trata-se de um vinho que, embora baseado na tradição, se apresenta muito experimental face a tudo o que conhecemos do alvarinho em Portugal ("a vinificação foi inspirada no estilo georgiano. O vinho que fermentou com leveduras espontâneas em Terracotta ficou em contacto com as peliculas por um período de três meses antes de ser cuidadosamente prensado numa prensa vertical. Após o estagiado em barricas usadas de carvalho", diz o Soalheiro).

Quem já bebeu 'vinho americano', muito tradicional no Norte, encontrará algumas semelhanças, sinal dessa base tradicional que o vinho reclama.

Mas apesar de se apresentar interessante no nariz, é um pouco adstringente e a acidez final 'morre' muito rapidamente, por falta de 'acompanhamento'.

Além do mais, é caro.

Por isso, admitindo estar enganado, acredito que possa continuar a ser produzido, mas em poucas quantidades e com um perfil pouco comercial.

Relação preço-qualidade: caro.

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €21 na loja da Quinta [€25 online]
Local de compra: Loja da Quinta
Data de consumo: março 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: A. L. Cerdeira e Gio Chezhia
Acidez total: 4.9º
Açúcar Residual (g/l): seco
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador?
Acompanhou: linguados grelhados
Pode acompanhar por exemplo: O produtor recomenda pratos bem diferentes daqueles que estamos habituados a ver ligados ao alvarinho, como por exemplo borrego, ou que incluam molho de natas ou cogumelos
(330)






quarta-feira, 16 de março de 2022

Soalheiro Granit (2021): 8/10

Como tenho escrito, cada vez gosto mais de alvarinhos com (alguma) idade.

Por isso abrir este 2021 foi uma prova que fiz a mim mesmo. Estaria bom? Seria demasiado cedo?

Ainda bem que o abri.

Está ótimo!

Devo contudo dizer que a garrafa foi bebida em dois momentos: um, sem frio, e outro, com a garrafa (devidamente acondicionada, 24 horas depois), a 12º.

O frio potenciou as evidentes notas minerais e a acidez deste vinho, que é um dos valores mais seguros da subregião.

Relação preço-qualidade: €11,90 (na Garrafeira Nacional) parece-me um bom preço.

Ano da produção: 2021
Data de compra: março 22
Preço de compra: oferta do produtor
Local de compra: 
Data de consumo: março 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta do Soalheiro
Localidade: Melgaço
Enólogo: A. L. Cerdeira
Acidez total: 7,1ºº
Açúcar Residual (g/l): 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 1º copo a 15º, segundo a 12º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: salmão no forno
Pode acompanhar por exemplo: aguenta bem qualquer prato de polvo ou bacalhau, mas também mariscos
(90)

sábado, 12 de março de 2022

Casa do Barroso Estágio Prolongado (2020): 8/10

Bebido em restaurante, este vinho padece do 'problema' de muitos outros (mesmo quando o serviço é excelente, como acontece com o Ricardo, no Caneiro): precisa de tempo para respirar e à mesa nem sempre esse tempo existe - embora no aroma diga logo ao que vem.

Claramente, foi melhorando à medida que a refeição evoluia. Uma hora depois estava no ponto, com a fruta (sobretudo cítrica, mas não só) a revelar-se muito bem relacionada com a acidez final, autoritária. 

Aposta ganha, esta da Casa do Barroso, que se vem afirmando pela qualidade e originalidade.

Um vinho complexo (estagiou cubas de inox e barricas usadas), para acompanhar diversos tipos de pratos (e não apenas os convencionais).

Relação preço-qualidade: o pvp é bom. 

(não fotografei a garrafa e apenas encontrei esta imagem Winestuff, a quem peço autorização para reproduzir)

Ano da produção: 2020
Data de compra: março 22
Preço de compra: €24 em restaurante (pvp €15?)
Local de compra: Restaurante Caneiro, Arco de Baúlhe
Data de consumo: março 2022
Produtor e Engarrafador: Casa do Barroso
Localidade: Cabeceiras de Basto
Enólogo: Márcio Lopes
Acidez total: 6.8º
Açúcar Residual (g/l): açúcares totais - 5.3 g/dm3
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 8º?
Passou pelo arejador? 
Acompanhou: arroz de polvo e batatas da escola
Pode acompanhar por exemplo: tem uma amplitude muito grande, incluindo carnes bem passadas
(329)

segunda-feira, 7 de março de 2022

Encosta de Sende Espumante Bruto Reserva (2016): 8/10

 Ainda recentemente bebi um espumante de 2016 que já não estava a 100 por cento.

Já este Encosta de Sende, também de 2016, mostrou-se em grande forma.

Bem frutado (lima) e uma bolha elegante cruzam-se no final com uma acidez bem no limite, mas perfeitamente integrada.

[nota negativa para a fraca qualidade da informação prestada]

Relação preço-qualidade: bom

Ano da produção: 2016
Data de compra: dezembro21
Preço de compra: €11,9
Local de compra: Saudáveis e Companhia, Monção
Data de consumo: março 2022
Produtor e Engarrafador: Eis o que diz o contrarrótulo: "Preparado por eng. 6707 e Comercializado por Sérgio Diz Afonso, Monção"
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo:
(328)


sexta-feira, 4 de março de 2022

Infusa (2019): 4/10

Chega de Celorico de Basto esta Infusa de alvarinho marcadamente ácida e com pouca presença das características da casta, exceto no nariz.

Relação preço-qualidade: o preço pago é baixo, mas há melhores, mesmo a este preço.

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: €4,96
Local de compra: Caves Cruzeiro Real
Data de consumo: março 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta de Miramontes
Localidade: Fervença, Celorico de Basto
Enólogo: Winelords
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: filetes de pargo
Pode acompanhar por exemplo: 
(327)



terça-feira, 1 de março de 2022

Encosta dos Sobrais Espumante Bruto (2016): 7/10 [3ª prova]

 A primeira prova deste 2016 foi em 2018. Estava brutal!

A segunda, em 2021, foi boa mas já perdera alguma força.

Esta terceira prova confirmou a tendência: o envelhecimento, seis anos depois, não só não trouxe ganhos como até está a perder alguma intensidade /força.

Ano da produção: 2016 
Data de compra: dezembro 21
Local de compra: Solar do Alvarinho, Melgaço
Preço de compra: €12,79
Data de consumo: fevereiro 22
Produtor: Bento José de Abreu
Localidade: Remoães, Melgaço
Enólogo:
Acidez: n.d.
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: arroz de pato
Pode acompanhar: 
(119)


Uma vindima farta. Até demais (II)

 Atualização das informações divulgadas a 6/9/26 . 1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 1 0 milhões de quilos [10 mil tonela...

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