sexta-feira, 4 de março de 2022

Infusa (2019): 4/10

Chega de Celorico de Basto esta Infusa de alvarinho marcadamente ácida e com pouca presença das características da casta, exceto no nariz.

Relação preço-qualidade: o preço pago é baixo, mas há melhores, mesmo a este preço.

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: €4,96
Local de compra: Caves Cruzeiro Real
Data de consumo: março 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta de Miramontes
Localidade: Fervença, Celorico de Basto
Enólogo: Winelords
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: filetes de pargo
Pode acompanhar por exemplo: 
(327)



terça-feira, 1 de março de 2022

Encosta dos Sobrais Espumante Bruto (2016): 7/10 [3ª prova]

 A primeira prova deste 2016 foi em 2018. Estava brutal!

A segunda, em 2021, foi boa mas já perdera alguma força.

Esta terceira prova confirmou a tendência: o envelhecimento, seis anos depois, não só não trouxe ganhos como até está a perder alguma intensidade /força.

Ano da produção: 2016 
Data de compra: dezembro 21
Local de compra: Solar do Alvarinho, Melgaço
Preço de compra: €12,79
Data de consumo: fevereiro 22
Produtor: Bento José de Abreu
Localidade: Remoães, Melgaço
Enólogo:
Acidez: n.d.
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: arroz de pato
Pode acompanhar: 
(119)


domingo, 27 de fevereiro de 2022

Encostas de Paderne (2020): 3/10

Quando bebi este vinho pela primeira vez fiquei com más sensações - sobretudo tratando-se de um vinho da subregião - mas, como escrevi na altura, podia ter sido azar.

Três anos depois voltei a encontrar o Encostas de Paderne à venda e dei mais uma chance.

Mas nada se alterou.

Não tem aroma nem 'boca'.

Num primeiro contacto ainda se percebem traços cítricos, mas tudo se extingue rapidadamente e fica apenas a acidez.

Claro que €5,59, para um vinho de Melgaço, é muito barato, mas, se o critério é dinheiro, então encontramos muito melhor em alguns supermercados (e mais barato).

Relação preço-qualidade: .... ou seja, €5,59 pode ser caro.
Ano da produção: 2020
Data de compra: fevereiro 22
Preço de compra: €5,59 
Local de compra: Intermarché, Ponte de Lima
Data de consumo: fevereiro 2022
Produtor e Engarrafador: Herdeiros de António Fernando da Rosa
Localidade: Paderne, Melgaço
Enólogo: Fernando Moura
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 3/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: salmão grelhado
Pode acompanhar por exemplo: 
(26)

Encostas de Paderne 2016


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Dardas (2019): 7/10

Vem de Felgueiras este Dardas, um alvarinho muito agradável e a bom preço.

Não esperem sentir a fruta a vibrar na boca, porque não é disso que se trata (há traços cítricos, ainda que não prevalecentes), mas antes um vinho com alguma complexidade, encorpado e intenso.

Uma boa surpresa, até porque se afigura muito gastronómico, sobretudo para pratos com muita elaboração.

Relação preço-qualidade: muito boa

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: €9 
Local de compra: Garrafeira Tua Vinharia, Póvoa de Varzim
Data de consumo: fevereiro 2022
Produtor e Engarrafador: Pipamolhada
Localidade: Felgueiras
Enólogo: ?
Acidez total: 6,6 gr/l
Açúcar Residual (g/l): é nulo (completamente seco), segundo o produtor
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: arroz de peixe galo
Pode acompanhar por exemplo: diversos pratos de bacalhau ou polvo
(326)


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Quinta da Pedra (2016): 6/10

Cada vez estou mais fã de alvarinhos envelhecidos em garrafa e, quando se encontram preciosidades destas, não se pode hesitar! 

Infelizmente - neste capítulo - o Quinta da Pedra 2016 desiludiu.

Não sinto que tenha envelhecido e, sem saber, diria que seria uma edição bem mais recente.

Outra ideia: talvez não faça sentido guardá-lo mais tempo.

É um vinho mau? Claro que não.

Pelo preço não podia ser.

Mas não estamos a falar, na minha opinião, de um vinho marcante. Pouco intenso e pouco profundo.

Relação preço-qualidade: caro (como é habitual, a nota final também tem isso em conta).

Ano da produção: 2016
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: €23 [pode custar mais de 30 euros!)
Local de compra: Garrafeira Wine House Portugal
Data de consumo: fevereiro 2022
Produtor e Engarrafador: Ideal Drinks
Localidade: Quinta da Pedra, Monção
Enólogo: Carlos Lucas?
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: pataniscas de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(325)


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

Pingo Doce Espumante Bruto (2020): 6/10

Sim, é o primeiro espumante de alvarinho encomendado por uma grande superfície; o Pingo Doce continua a marcar a diferença;

Sim, é o primeiro espumante de alvarinho produzido por Anselmo Mendes, que assim continua ligado à marca. Não deixa de ser surpreendente que Anselmo Mendes crie o seu primeiro espumante de alvarinho para uma grande superifície.

Sim, é um vinho que está de acordo com o preço que custa. Por €4,99 (ou mesmo €5,99) não podemos pedir muito mais.

No nariz até surpreende, uma vez que o aroma entra com grande força, mas na boca extingue-se rapidamente, um vinho levezinho, portanto. Nota, ainda, para a bolha, que não é muito forte (intensidade média).

Relação preço-qualidade: ajustada.

Ano da produção: 2020
Data de compra: fevereiro 22
Preço de compra: €4,99 [pvp recomendado fora da feira de vinhos €5,99)
Local de compra: Pingo Doce, Póvoa de Varzim
Data de consumo: fevereiro 2022
Produtor e Engarrafador: Anselmo Mendes para  Pingo Doce
Localidade: Penso, Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 14º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: perú assado
Pode acompanhar por exemplo:
(324)


sábado, 5 de fevereiro de 2022

Terrunho d'Alma (2018): 7/10

José Domingues é um dos mais competentes enólogos da subregião e o seu projeto Terrunho confirma-o.

Este Terrunho d'Alma é um vinho de perfil claramente cítrico, talvez até um pouco mineral, com aroma intenso e casta muito presente na boca. O final poderia ser um pouco mais prolongado, para deixar harmonizar a acidez com mais presença.

Relação preço-qualidade: atendendo aos cuidados de vinificação, o preço compreende-se. Mas €20 é um pouco caro.

Ano da produção: 2018
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €16 [pvp recomendado €20)
Local de compra: Museu do Alvarinho, Monção
Data de consumo: fevereiro 2022
Produtor e Engarrafador: José Domingues
Localidade: Cortes, Mazedo, Monção
Enólogo: José Domingues
Acidez total: 7º
Açúcar Residual (g/l): 1,8º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: solha grelhada 
Pode acompanhar por exemplo:
(323)


domingo, 30 de janeiro de 2022

Pouco Comum (2019): 5/10

Este vinho tem uma identidade própra: é um vinho de perfil ácido, marcadamente cítrico e muito exigente à mesa.

Haverá quem goste e corrijo a nota anterior, admitindo que, nesse segmento, até está bem conseguido.

Mas para mim é demasiado.

Relação qualidade-preço: €4,79 é um preço aceitável.

Ano da produção: 2019
Data de compra: julho 2020
Preço de compra: €4,79
Local de compra: Continente
Data de consumo: janeiro 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta da Lixa
Localidade: Lixa
Enólogo: Carlos Teixeira
Acidez total: 6,1º
Açúcar Residual: <2.5 g/l
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 13º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: bacalhau na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(35)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Vinha do Pardal (2020): 9/10

Primeira e menos importante nota: este vinho 'não existe'! Não existe no site da Quinta de Santiago, não existe em qualquer página da net, só na loja em que o comprei... [é um mistério, para mim, como é que estas coisas acontecem quando uma grande parte dos negócios se fazem cada vez mais online].

Contactei a empresa, solicitando mais informações, mas sem resultados. Gostaria por exemplo de saber que tipo de vinificação recebeu e se esta parcela em concreto tem algo que a distinga.

Ainda relacionado com isto: no final de 2021 a Quinta de Santiago lançou aquele que anuncia como o seu primeiro vinho de parcela. E não é este...

Segunda nota e mais importante: é um vinho fenomenal. Lembra-me aquele colheita tardia da mesma casa, com uma acidez crocante e viciante, sem perder a matriz da casta. Vale o que vale, mas não me lembro de ter bebido outro alvarinho parecido com este.

Relação preço-qualidade: fantástica!

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €15,00
Local de compra: Saudáveis e Companhia, Monção
Data de consumo: janeiro 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta de Santiago
Localidade: Cortes, Mazedo, Monção
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 14º /15º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: arroz de gambas e queijo de S. Jorge (cura 12 meses)
Pode acompanhar por exemplo:
(322)



domingo, 23 de janeiro de 2022

Quinta de Setas (2020): 7/10

Ouvi falar deste Quinta de Setas pela primeira e única vez no guia de João Paulo Martins.

Tentei saber mais - não foi fácil, já que nem no Museu do Alvarinho em Monção me souberam ajudar - mas ao fim de algum tempo obtive resposta do produtor, um médico veterinário da Bairrada que em 1988 adquiriu esta Quinta de Setas em Ceivães. "Apesar da nossa família estar ligada à Vitivinicultura há muitos anos, só em 2020 decidimos 'profissionalizar' este projeto e, portanto, estamos a dar os primeiros passos", pelo que esta é uma novidade absoluta.

E para quem está a começar, os resultados são bastante positivos. Um alvarinho de perfil clássico, claramente cítrico, agradável de beber e com uma acidez bastante interessante. Tenho algumas dúvidas sobre o resultado do estágio em barricas de carvalho francês durante dois meses (mais batonnage) - não será pouco tempo?

Na análise que faz ao vinho, João Paulo Martins acentua que, com estas características, o Quinta de Setas tem tudo para evoluir bem em garrafa. Vou (tentar....) guardar a outra garrafa que o produtor teve a amabilidade me oferecer para daqui a uns anos!

Relação preço-qualidade: o produtor recomenda um pvp de €12, que está um ou dois euros acima dos vinhos de referência na mesma gama.

Ano da produção: 2020
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: oferta do produtor, já que referência relativa a 2020 está esgotada [pvp recomendado €12]
Local de compra: 
Data de consumo: janeiro 2022
Produtor e Engarrafador: Ângelo Gomes Fernandes
Localidade: Ceivães, Monção
Enólogo: Élio Barreiros
Acidez total: 6,8º
Açúcar Residual: < 1.5 g/dm3
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 14/15º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo: risotto de berbigão
(321)



domingo, 16 de janeiro de 2022

Delaforce (2013): 9/10

Um amigo do Senhor Alvarinho descobriu numa garrafeira este Delaforce 2013 - que estava na minha lista de compras mas nunca encontrara à venda.

O proprietário da garrafeira, convencido de que 9 anos tinham estragado o vinho, não o quis vender - e ofereceu a garrafa (para temperos...).

Pois ainda bem que libertou espaço, cedendo-a: se no nariz é um alvarinho de aroma mais ou menos convencional, no resto é um vinho tão bom quanto dificil de descrever.

Transformou-se em algo parecido com vinho do Porto, pleno de sabores (frutos secos, caramelo, baunilha, marmelada, casca de toranja, etc).

Delicioso, em suma (a cor parece uísque envelhecido em casco)

(uma dúvida: este foi bebido a uma temperatura a rondar os 15º, mas talvez o frio ainda o desenvolvesse mais; outra dúvida: este vinho está à venda em Portugal?)

Ano da produção: 2013
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: oferta da garrafeira Caves Cruzeiro Real
Local de compra: garrafeira Caves Cruzeiro Real
Data de consumo: janeiro 2022
Produtor e Engarrafador:Real Companhia Velha
Localidade: Quintas do Cipreste e Cidrô (Vinho Regional Duriense)
Enólogo: ?
Acidez total: 6,52º
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 14/15º
Passou pelo arejador? 
Acompanhou: queijo da serra
Pode acompanhar por exemplo: cabrito no forno
(320)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Terras de Monção Reserva (2020): 5/10

Este Terras de Monção Reserva distingue-se pela acidez.

No nariz até entra bem, mas depois, em boca, não é para qualquer um. O final, ainda por cima, esgota-se rapidamente.

(o site do Solar de Serrade, que o produz, não tem qualquer informação sobre este vinho, muito menos sobre o nível de acidez).

Sendo um Reserva, (ainda? por ser um 2020) não se percebe o ganho que daí resulta.

Relação qualidade-preço: gostei mais do Terras de Monção clássico, que é mais barato, mas para um Reserva não se pode dizer que seja caro (a menos que o comparemos com o Regueiro Reserva...).

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €8,90
Local de compra: Saudáveis e Companhia, Monção
Data de consumo: janeiro 2022
Produtor e Engarrafador: SAVAM- Solar de Serrade 
Localidade: Mazedo, Monção
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 14º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: pataniscas de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo: 
(319)




terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Edmund do Val Reserva (2017): 7/10

 Em 2018 provei o 2011 e foi uma excelente surpresa.

Três anos depois foi a vez de beber o 2017 - e não me impressionou tanto.

Apesar de ter aberto a garrafa com quase uma hora de antecedência, o primeiro copo não mostrou a riqueza de sabores que esperava.

Uma hora mais tarde, a outra temperatura (o produtor recomenda 14º-16º, mas o primeiro copo estaria a 11º/12º), já foi diferente, mas ainda mais contido.

(continua a ser um vinho com  90% de Alvarinho, 7% de Loureiro e 3% de Trajadura?)
Ano da produção: 2017
Data de compra: 2021
Local de compra: Garrafeira Portugal
Preço de compra: €13,95
Data de consumo: janeiro 22
Produtor: Quinta Edmun do Val
Localidade: Valença
Enólogo: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: arroz de gambas
(84)

domingo, 2 de janeiro de 2022

Soalheiro Espumante Pet Nat (2020): 7/10

Estamos perante o primeiro pet nat de alvarinho - e esse lado experimental tem de ser elogiado. Trata-se de um caminho que outros, em breve, irão percorrer, porque o método permite obter espumantes leves e agradáveis de beber, o que diversifica a oferta de alvarinhos espumantizados.

É naturalmente o caso.

Mas também para o consumidor é necessária uma aprendizagem de algo que é recente em Portugal. Por exemplo, como envelhecerá? Qual a melhor temperatura para ser servido?

Relação preço-qualidade: um pouco mais caro do que os espumantes clássicos, mas sem exagero. Corrigi o preço, que estava errado: No produtor trata-se de um preço muito acessível.

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €11,25 [desconheço o pvp]
Local de compra: no produtor
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor e Engarrafador: Quinta do Soalheiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: A. Luis Cerdeira
Acidez total: 6º
Açúcar Residual: Extra-Seco (16 g/l)
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: bacalhau assado na brasa
Pode acompanhar por exemplo: a experimentar com assados no forno
(318)



sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Casa Santa Eulália Terroir Velho Mundo (2018): 6/10

Melhor este 2018 do que o 2016 (bebido em 2018).

O ponto forte deste vinho é o final, que nos deixa ótimas sensações, depois de bebido - daí não ligar bem com qualquer comida. O aroma é pouco presente.

Não é um vinho 'fácil' (acidez bem marcada) mas é um vinho muito interessante; pelos vistos, está 12 meses em barrica de carvalho, mas a madeira aparece diluída.

O problema é o preço. Parece-me um exagero.

Ano da produção: 2018
Data de compra: Junho 2021
Local de compra: Portugal Vineyards
Preço de compra: €23,35
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor: Casa Santa Eulália
Localidade: Atei, Mondim de Basto
Enólogo: ?
Acidez: n.d.
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: lulas estufadas
Pode acompanhar: marinada de carne de aves
(117)

Casa Santa Eulália Terroir Velho Mundo (2016)




segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Head Rock Reserva (2015): 8/10 [segunda prova]

Bebi este transmontano Head Rock Reserva 2015 pela primeira em 2019.

E logo fiquei impressionado.

Voltei a bebê-lo agora, quase 3 anos depois, e ainda se mostrou melhor.

Sobretudo a segunda metade da garrafa, que foi bebida algumas horas depois.

Está lá a 'génese' do alvarinho, mas abundam sabores complementares, que só a idade pode proporcionar.

Excelente! 

(segundo o produtor, da edição de 2015, foram engarrafadas 1950. Pelos vistos ainda há algumas à venda; por falar nisso, não percebi se há colheitas posteriores)

Ano da produção: 2015
Data de compra: setembro 21
Preço de compra: €13,50
Local de compra: Portugal Vineyeards
Data de consumo: dezembro 21
Produtor: Head Rock Wines
Localidade: Nozedo, Vila Pouca de Aguiar
Enólogo: Carlos Bastos?
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: bacalhau cozido e bochechas de porco estufadas
Pode acompanhar por exemplo: 
(162)


sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Regueiro Reserva (2020): 8/10 [segunda prova]

Bebi novamente este Regueiro Reserva 2020, agora já com mais algum tempo em garrafa, e, sem surpresa, mostrou-se francamente melhor.

Abaixo dos 10 euros, um dos melhores.

Uma sugestão: é comprar uma caixa e guardar!

Ano da produção: 2020
Data de compra: 
Preço de compra: €18
Local de compra: Restaurante Marinheiro, Póvoa de Varzim
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo:
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas:
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Passou pelo arejador? Não.
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(55)


domingo, 19 de dezembro de 2021

Casa Grande Sant'Ana (2017): 7/10

Uma surpresa agradável, este alvarinho produzido no Marco de Canavezes.

Aroma personalizado, na boca há uma predominância cítrica mas com espaço para a sensação de outras frutas. Acidez bem integrada.

Sem ser um reserva, consegue surpreender pela capacidade de acompanhar comida que não seja apenas aquela que o vinho branco tradicionalmente segue.

Relação preço-qualidade: acho que o produtor arrisca com este preço próximo dos 10 euros, uma vez que por este valor se compra o Soalheiro ou Regueiro, para dar apenas dois exemplos. Mas o vinho tem qualidade 


Ano da produção: 2017
Data de compra: novembro 21
Preço de compra: €9,49
Local de compra: vinha.pt
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor e Engarrafador: Casa Grande de Sant'Ana (Carlos Lucas)
Localidade: Marco de Canavezes (VR Minho)
Enólogo: Carlos Lucas
Acidez total: 6.2º
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: perú assado
Pode acompanhar por exemplo: carnes brancas no forno ou 'lagareiros'
(317)


terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Quinta do Tamariz (sem data): 2/10

É possível comprar alvarinhos a menos de 5 euros com um mínimo de qualidade (temos alguns exemplos registados - e em alguns casos até bons), mas não é o caso deste Quinta do Tamariz.

Trata-se de um vinho demasiado ácido e com pouco alvarinho (muito pouco aromático e quase sem fruta).

(por que é que não há informação sobre a data de colheita?)

Relação preço-qualidade: às vezes o barato sai 'caro'...

Ano da produção: ?
Data de compra: outubro 21
Preço de compra: €4,25
Local de compra: Preços Baixos, Póvoa de Varzim
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor e Engarrafador: Quinta do Tamariz
Localidade: Barcelos (VR Minho)
Enólogo:
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 2/10
Primeiro copo servido a: 14º 
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo: 
(316)


sábado, 11 de dezembro de 2021

O Guia de Vinhos 2021 de João Paulo Martins dedicado a Monção e Melgaço

Acaba de sair um pequeno mas muito interessante livro de João Paulo Martins (JPMartins) dedicado aos vinhos de Monção e Melgaço (quase só alvarinhos, mas não só).

Trata-se de uma obra pioneira (por exemplo fornece informações sobre os produtores e as colheitas, que muitas vezes não estão disponíveis ao público), que já li duas vezes. Ainda por cima JPMartins é o crítico de vinhos que sigo com mais atenção.

Dito isto, apenas uma nota discordante:

JPMartins excluiu marcas que, sendo feitas com uvas de Monção e Melgado, são engarrafadas fora da subregião, tal como as marcas de supermercado. Segundo explica, quis "abranger apenas produtores-engarrafadores e empresas da própria região e não outros operadores". Percebo e aceito, embora alguns dos casos que ficaram de fora se trate de 'operadores' que compram o produto acabado (produção, engarrafamento e se calhar rotulagem) no próprio viticultor de Monção e Melgaço.

Já tenho mais dificuldade em entender que o livro tenha sido feito apenas com os vinhos que os produtores lhe enviaram e não com 'todos' os que cumprissem aquele critério.

Dir-se-á que os produtores são os primeiros a ter interesse em enviar o máximo de vinhos, mas nem sempre isso é verdade. Pelas mais variadas razões (até pela falta de colaboração do produtor ou apenas por estarem esgotados), alguns podem ficar de fora. E ficaram.

Por isso não será possível encontrar no guia de JPMartins o único 10/10 do Senhor Alvarinho ou aquele que para mim é um dos melhores espumantes da subregião, o Encosta dos Sobrais. Outro exemplo: as Quintas de Melgaço produzem três espumantes e só está o Velha Reserva. Também não está o excelente Dom Ponciano Espumante Extra-Bruto e, para concluir, faltam dois vinhos da Quinta de Soalheiro, o Bruto Nature e o 9%.

Pode ser ingenuidade da minha parte, mas um guia de vinhos de uma determinada região deve tentar ter todos - é pelo menos isso o que persigo nesta página.

Dito isto, que não pretende por em causa a qualidade da obra, insisto nos méritos do livro de JPMartins.

PS - também encontrei (pelo menos 8) vinhos na lista de JPMartins que (ainda?) não estão por aqui. Alguns pelo preço (Tempo, Quinta das Pereirinhas Reserva Familiar, Jurássico, Valados de Melgaço 5º Aniversário) e outros por distração ou desconhecimento (Quinta da Pedra, Rebouça Espumante Reserva Bruto Natural, Quinta de Setas, Terrunho D'Além). Vamos tentar corrigir...




Aviz (2021): 8/10

Aviz é uma referência da Casa do Vale (ou do Valle?) em Cabeceiras de Basto. As uvas de 2020 foram engarrafadas em 2021 e ficaram 4 anos em ...

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