terça-feira, 23 de agosto de 2022

Casa do Valle Reserva Special Edition (2015): 8/10

Uma recente deslocação ao restaurante Caneiro foi premiada com uma enorme surpresa: mestre Ricardo foi buscar uma garrafa de um vinho raro, que eu desconhecia em absoluto (fiquei com a impressão que se destina a exportação): uma edição especial do Reserva Casa do Valle (garrafa magnum), com data de 2015.

Curiosamente foi aberto ao mesmo tempo que o seu irmão mais novo e foi possível até estebelecer imediatamente as diferenças.

Trata-se de um vinho de qualidade superior, muito evoluído, com a fruta já em segundo plano e perfil bem mineral. 

Um vinho complexo mas fácil de beber!

Relação preço-qualidade: não foi possível determinar, por simpatia da casa, o preço unitário que foi pago por esta garrafa.

Ano da produção: 2015
Data de compra:
Preço de compra: ? [€40 online ou €24; garrafa magnum]
Local de compra: bebido no Restaurante O Caneiro, Arco de Baúlhe
Data de consumo: agosto 2022
Produtor: Casa do Valle
Localidade: Moimenta, Cabeceiras de Basto
Enólogo: ?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: ? [veio frio da garrafeira, foi aberto com antecedência e melhorou bastante no decorrer da refeição; terá sido bebibo a 12º/13º de temperatura]
Acompanhou: arroz de polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo: virtualmente qualquer prato
(351)



segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Casa do Valle Grande Escolha (2016): 7/10

Há três anos bebi o 2017 e tive oportunidade agora de apreciar o 2016, retirado do fundo da garrafeira do Restaurante Caneiro!

Primeira nota: envelheceu bem.

Mas sendo um vinho com vários anos em garrafa, teria beneficiado em ser aberto antes (uma hora?), o que num restaurante é virtualmente impossível, mesmo apesar da simpatia e eficiência do Ricardo Dias. Isso percebeu-se ao longo da refeição. O último copo estava bem melhor do que o primeiro.

Encontrei neste Grande Escolha notas de pessego e outras frutas de caroço, com um toque tropical, de fruta madura.

Relação preço-qualidade: porque houve mais do que um vinho na mesa, não foi possivel determinar com rigor o custo unitário da garrafa; sendo um 2016, já não tem venda comercial. 

Ano da produção: 2016
Data de compra:
Preço de compra: ?
Local de compra: bebido no Restaurante O Caneiro, Arco de Baúlhe
Data de consumo: agosto 2022
Produtor: Casa do Valle
Localidade: Moimenta, Cabeceiras de Basto
Enólogo: ?
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: ? [veio muito frio da garrafeira, mas melhorou bastante no decorrer da refeição]
Acompanhou: arroz de polvo no forno
Pode acompanhar por exemplo: cabrito, bacalhau, etc; é um vinho muito gastronómico
(173)

Casa do Valle Grande Escolha 2017


quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Quinta da Raza (2021): 7/10

Primeira observação: a pontuação atribuída, como sempre acontece neste projeto, tem em conta a relação preço-qualidade, que é ótima. Um vinho destes a 7 euros é uma ótima oportunidade (e tenho indicação de que na loja do produtor, em Peneireiros, é ainda mais barato).

Estamos perante um vinho produzido na subregião de Basto (Celorico), que se apresenta muito equilibrado, com bom aroma, fruta bem doseada e um final, sendo agradável, curto.

Relação preço.qualidade: tudo dito!

Ano da produção: 2021
Data de compra: julho 2022
Local de compra: loja online do produtor
Preço de compra: €7
Data de consumo: agosto 2022
Produtor: Quinta da Raza
Localidade: Celorico de Basto
Enólogo: ?
Acidez (g/dm3): 6,6
Açúcar Residual (g/l): 2,4
Teor alcoólico: 13,% Vol
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º
Acompanhou: pargo cozido com legumes
Pode acompanhar por exemplo:
(350)



domingo, 7 de agosto de 2022

Quinta das Arcas Reserva (2017): 7/10

Uma boa surpresa este Reserva da Quinta das Arcas, produzido em Valongo.

Um vinho de cariz tropical, muito agradável, com a madeira sem protagonismos e uma acidez interessante no final.

Relação preço-qualidade: aceitável para um Reserva de 2017.

Ano da produção: 2017
Data de compra: abril 2022
Local de compra: na loja do produtor
Preço de compra: €13,6
Data de consumo: agosto 2022
Produtor: Quinta das Arcas
Localidade: Sobrado, Valongo
Enólogo:  Fernando Machado e Henrique Lopes
Acidez (g/dm3): 6
Açúcar Residual (g/dm3): 1.5
Teor alcoólico: 13,5% Vol
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Acompanhou: linguados fritos com arroz de tomate
Pode acompanhar por exemplo:
(349)


sexta-feira, 29 de julho de 2022

Quinta da Lapa Reserva (2020): 7/10

Um alvarinho muito interessante, produzido na região do Tejo.

Um vinho com excelente acidez, boa fruta, ideal para acompanhar uma entrada pouco complexa.

Relação preço-qualidade: €6 euros é um preço muito interessante e a pontuação atribuída tem isso em conta.


Ano da produção: 2020
Data de compra: julho 2022
Local de compra: Saiu com a revista Grandes Escolhas
Preço de compra: pvp €9,60 (€6 com a revista)
Data de consumo: julho 2022
Produtor: Quinta da Lapa (não faz parte do portfolio)
Localidade: Lisboa
Enólogo: ?
Acidez: ?
Açúcar: ?
Teor alcoólico: 13% Vol
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º
Acompanhou: massa com salmão
Pode acompanhar por exemplo:
(348)


 

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Solar de Serrade Colheita Tardia (2015): 7/10

Mais um esforço para diversificar a oferta da uva alvarinho, mostrando que ela se adapta a quase tudo. E já há vários produtores a oferecer esta gama.

No caso do Solar de Serrade, provámos o 2015 (apenas 500 garrafas) na Feira do Alvarinho de Monção e pudemos destacar dois pontos: um final tão delicioso quanto prolongado, mas uma certa adstringência na entrada.

Bom aroma.
Relação preço-qualidade: estamos perante uma garrafa de 0,5l, a um preço que se situa algures entre o imbatível Rascunho e o QM, claramente o mais caro.
Ano da produção: 2015
Data de compra:
Local de compra: Feira Alvarinho 22, Monção
Preço de compra: pvp €35 (provado no produtor)
Data de consumo: julho 2022
Produtor: Solar de Serrade
Localidade: Mazedo, Monção
Enólogo: José Domingues
Acidez: 6.0
Açúcar: 66,7 g/l
Teor alcoólico: 14% Vol
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: ?
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(347)


quarta-feira, 13 de julho de 2022

Irequieto (2017): 7/10

Ao apresentar um pvp de €65 euros, este alvarinho distingue-se desde logo preço (na linha do Tempo, de Anselmo Mendes, ou do Jurássico, de Paulo Rodrigues). É um vinho que junta diversos vinhos, com diferentes vinificações, todos de 2017 e que assinala os 50 anos de mestre Codesso.

Um vinho de que foram feitas 1450 garrafas, umas das quais Abel Codesso abriu, na última Feira do Alvarinho de Monção, para um grupo de amigos do projeto Senhor Alvarinho. O nosso penhorado agradecimento.

Em termos gerais: pareceu-me um vinho surpreendente, sobretudo pelo que sucede no final, uma vez que não tem aquela acidez prolongada a que estamos habituados no alvarinho da subregião. Ficam a bailar outros sabores.

Na boca é um vinho untuoso, que deixa múltiplas sensações (fruta mas não só, mel, frutos secos, alguma madeira), que provavelmente não deveria ter sido bebido naquele contexto (calor abrasador, sem qualquer contexto gastronómico), mas que nunca engana a matriz do alvarinho - a começar pelo aroma.

Foi provavelmente o mais vinho com complexo/difícil que bebi. 
Será melhor (a)guardar ou beber já?

Relação preço-qualidade: correndo o sério risco de parecer mal agradecido, coisa que não me passa passa pela cabeça, admito que o valor comercial esteja inflacionado.
Ano da produção: 2017
Data de compra:
Local de compra: Feira Alvarinho 22, Monção
Preço de compra: pvp €65 (oferecido pelo enólogo)
Data de consumo: julho 2022
Produtor: Provam [não consta do site]
Localidade: Mazedo, Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º-13º
Acompanhou:
Pode acompanhar por exemplo:
(346)

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Rascunho Colheita Tardia (2015): uma prova muito especial

Quase 350 alvarinhos depois, o Rascunho Colheita Tardia (na sua versão doce) continua a ser o melhor que provei.

Trata-se de um vinho absolutamente singular (10 pontos em 10!) e pelos vistos irrepetível - não há outra edição igual, o que foi feito em 2017 é bastante diferente, como já se percebeu.

Foi com este ponto de partida que desafiamos Abel Codesso a explicar-nos o vinho, provando-o connosco na última Feira de Monção (o vinho está esgotado, levámos uma das últimas garrafas...).

Super-acessível, mestre Codesso contou finalmente a história deste Rascunho: no ano em questão não choveu (pelo menos) de agosto até novembro, razão pela qual as uvas puderam ficar realmente passas, mas sem apodrecerem (no sentido de cheirarem mal).
Com uma matéria prima desta qualidade, tratou-se de as levar para a adega e fazer o vinho que este grupo teve oportunidade de admirar, uns pela primeira vez, outros em repetição.
Curiosamente, no ano seguinte, a chuva de outubro precipitou a apanha das uvas e o resultado saiu igualmente fantástico mas bastante diferente. Curiosamente, Abel Codesso confessou ao grupo que prefere a edição seco/dry...
Um agradecimento especial do projeto Senhor Alvarinho a um dos mestres do alvarinho em Portugal: pela sua simpatia, disponibilidade e colaboração com a ideia.
Haveremos de fazer mais

segunda-feira, 4 de julho de 2022

Anselmo Mendes by Alvim (2020): 7/10

Foi uma das novidades da última Feira do Alvarinho de Monção: Anselmo Mendes apresentou um novo vinho que fez em 'parceria' com Fernando Alvim - ele que também tem ligações familiares a Melgaço.

Como explicou o enólogo, é vinho de uma parcela da sua Quinta da Torre (Monção), com aproximações talvez mais ao Private 5 Barricas do que ao Expressões, e que tenta conjugar a personalidade dos dois 'criadores' - é possível??
Uma pequena produção (mil garrafas?), com madeira (9 meses em barricas usadas) e os tradicionais aromas florais e frutados da casta.
Um vinho bastante interessante, mas um pouco caro (€25 tanto quanto percebi).

Ano da produção: 2020
Data de compra:
Local de compra: Feira Alvarinho 22, Monção
Preço de compra: €25 (bebido no lançamento)
Data de consumo: julho 2022
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Quinta da Torre, Moreira, Monção
Enólogo: Anselmo Mendes
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10º-13º
Acompanhou: 
Pode acompanhar por exemplo: 
(345)


segunda-feira, 27 de junho de 2022

Foral de Felgueiras (2019): 7/10

 Uma excelente surpresa, este Foral de Felgueiras, vinho que tem pvp de €5 euros.

A este preço e com esta qualidade, fora da subregião, confesso, que não encontrei muitos mais.

Um vinho que equilibra bem a fruta com a acidez, um alvarinho que parece e é alvarinho e que, insisto, a este preço, recomendo vivamente (nota: alguns acharão um pouco doce de mais)

Relação preço-qualidade: fantástico.

Ano da produção: 2019
Data de compra: outubro 21
Preço de compra: €6,73 (produtor recomenda pvp €5]
Local de compra: E.Leclerc 
Data de consumo: junho 2022
Produtor e Engarrafador: "Engarrafado por ENG.n1639, Vizela; distribuído por David, Distribuição de Vinhos, Felgueiras"
Localidade: Vizela
Enólogo: Isidro Costa e Rita Costa
Álcool (vol.): 12,5º
Acidez total: 5,8 (g/dm3)
Açúcar Residual: 5,3 (g/gm3)
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12-13º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou:arroz de marisco e bolo de chocolate (melhor com o arroz, embora seja um pouco 'doce' de mais para esta ligação)
Pode acompanhar por exemplo:
(344)


quinta-feira, 23 de junho de 2022

Quinta da Pedra (2017): 7/10

Bebi há quatro meses o Quinta Da Pedra 2016 e na altura não fiquei grande fã.

Achei-o pouco intenso e profundo, como que a dizer que não envelheceu como esperava.

Já este 2017 revelou-se bastante melhor. Aroma bem frutado, acidez muito bem integrada.

Relação preço-qualidade: é o principal senão, cerca de €30 parece-me 'pesado'.

Ano da produção: 2017
Data de compra: 
Preço de compra: [pode custar mais de 30 euros!)
Local de compra: bebido em casa de amigos
Data de consumo: junho 2022
Produtor e Engarrafador: Ideal Drinks [o 2017 ainda não consta do site]
Localidade: Quinta da Pedra, Monção
Enólogo: Carlos Lucas?
Acidez total: ?
Açúcar Residual (g/l): ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11-13º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: naco do lombo grelhado na brasa (e ligou muito bem!)
Pode acompanhar por exemplo:
(325)

Quinta da Pedra 2016



segunda-feira, 20 de junho de 2022

Rascunho Colheita Tardia Dry Edition (2017): 9/10

Evoco aqui o Colheita Tardia da Quinta de Santigo, que mereceu a única nota 10 deste projeto.

Agora pude provar uma espécie de 'irmão mais novo', mas que se distingue por uma característica única: tem um perfil 'salino', o que é um 'choque' para quem está à espera de um vinho de vindima tardia. Trata-se de um vinho seco (menos de 3g/l açúcar residual), com fermentação natural e envelhecido durante 4 anos em adega. Na garrafa pode ler-se que é um vinho de uvas sobreamadurecidas,

O produtor diz que 2017 foi "um ano seco e quente" que criou "as condições ideais para esta experiência de desidratação da uva, concentrando os seus sabores, aromas e teor alcoólico."

Excelente!

A casta está lá em pleno e é uma experiência única provar um vinho de perfil salino muito bem casado com a acidez final. 

O final, então, é brutal e prolonga-se.

Relação preço-qualidade: vale muito os €20!



Ano da produção: 2017 [6ª edição?]
Data de compra: maio 22
Preço de compra: €20 no produtor [não encontrei à venda online]
Local de compra: no produtor
Data de consumo: junho 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta de Santiago [não consta do site]
Localidade: Cortes, Mazedo, Monção
Enólogo: Abel Codesso?
Álcool (vol.): 17º
Acidez total: ?
Açúcar Residual: menos de 3g/l 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 9/10
Primeiro copo servido a: 15º-16º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: cheesecake e diversos queijos, de pasta mole ou curados
Pode acompanhar por exemplo: (melhor com o cheesecake)
(343)



segunda-feira, 13 de junho de 2022

Foral de Monção Reserva (2020): 7/10

Pelos vistos passaram quatro anos desde que bebi o Foral de Monção Reserva pela última vez.

Obviamente não perdeu as características que fazem dele um vinho a ter em conta em certos contextos: um vinho frutado, tropical, leve, alegre (a distintiva garrafa azul é disso um sinal), mais para acompanhar 'entradas' do que pratos muito confecionados.

No caso, acompanhou umas gambas cozidas e soube magnificamente.

Ano da produção: 2020
Data de compra:junho 22
Preço de compra: €25 (três garrafas)
Local de compra: no posto de venda da nacional 101
Data de consumo: junho 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta das Pereirinhas
Localidade: Troviscoso, Monção
Enólogo: João Pereira
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 3
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: entre 12 e 15º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: gambas e depois caldeirada de peixes
Pode acompanhar por exemplo:
(93)

Foral de Monção Reserva 2016 

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Vinha do Chapim (2020): 7/10

 A Quinta de Santiago lançou nos últimos tempos dois vinhos de parcela ou vinhedo único. O mais divulgado é este Vinha do Chapim, mas também provámos o Vinha do Pardal... que se revelou fenomenal.

Este é um vinho mais discreto.

Tem tudo o que deve ter um bom alvarinho (na fruta, noutros aromas), mas a intensidade é média e talvez por isso deixe a acidez revelar-se um pouco mais.

Relação preço-qualidade: um pouco caro (sobretudo se comparado com o irmão).

Ano da produção: 2020
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €19,15
Local de compra: Garagewines, Matosinhos
Data de consumo: junho 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta de Santiago [não consta do site]
Localidade: Cortes, Mazedo, Monção
Enólogo: Abel Codesso
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: codornizes estufadas com arroz e legumes
Pode acompanhar por exemplo:
(342)



segunda-feira, 6 de junho de 2022

Encostas do Mouro Premium (2020): 6/10

 [de regresso após uma ausência motivada por problema de saúde, nomeadamente perda de paladar covidiano...]

Este Encostas do Mouro é uma estreia.

Os produtores começaram com duas referências e calhou provar este Premium primeiro.

Tratando-se de um vinho da subregião, com pouca adega, em estilo clássico, cumpre na fruta, mas pareceu-me com um pouco de acidez a mais.

Relação preço-qualidade: preço aceitável, abaixo dos vizinhos mais diretos e consagrados (Soalheiro ou Regueiro)

Ano da produção: 2020
Data de compra: maio 2022
Preço de compra: €7 no produtor (€8,90 online)
Local de compra: feira do alvarinho de Melgaço 2022
Data de consumo: junho 2022
Produtor e Engarrafador: Encostas do Mouro
Localidade: Podame, Monção
Enólogo: José Vilarinho
Acidez total: 7g /DM3
Açúcar Residual: < 1,5g/dm3
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: risotto de gambas
Pode acompanhar por exemplo:
(341)


quinta-feira, 19 de maio de 2022

Regueiro Maturado (2019): 8/10

A Quinta do Regueiro vem-se afirmando como uma das mais importantes casas de alvarinho da subregião e este novo Maturado limitase a confirmá-lo.

Impressiona a maneira como o estágio prolongado em madeira (18 meses, com batonage) não ofusca a fruta, bem madura. A madeira da barrica também lá está, mas em boa harmonia.

O aroma, de base tropical, é sinal da complexidade atingida por este vinho. 

O melhor de tudo: o final, com uma acidez que parece crocante e deixa a salivar por mais.

(a nota só não é mais elevada porque, tenho a certeza, este mesmo vinho, daqui a 3 ou 4 anos está ainda melhor e nessa altura não terei dúvidas em atribuir um 9!)

Relação preço-qualidade: o preço faz sentido.

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 21
Preço de compra: €20 no produtor; €23 pvp recomendado
Local de compra: no produtor
Data de consumo: maio 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: Paulo Rodrigues /Jorge Sousa Pinto?
Acidez total: 7g /DM3
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º/13º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: arroz de gambas
Pode acompanhar por exemplo:
(340)


quinta-feira, 12 de maio de 2022

Herdade das Servas (2016): 8/10

Sim, leu bem, 2016!

Um alvarinho que envelheceu notavelmente, cheio de sabores secundários e frutas muito maduras, sem recurso a madeira (apenas fermentação em inox e depois sobre borras).

Mas devo dizer que, tendo sido bebido em dois momentos, com 24 horas de intervalo, o segundo (também com mais dois graus de temperatura) foi muito melhor.

No primeiro estava um pouco fechado e menos 'explosivo'.

A cor parecia conhaque!

Relação preço-qualidade: €6? Extraordinário!

Ano da produção: 2016
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: €6 referência online €14,85]
Local de compra: Caves Cruzeiro Real, Santa Maria da Feira
Data de consumo: maio 2022
Produtor e Engarrafador: Herdade das Servas
Localidade: Estremoz
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 12º [segundo a 14º]
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: bacalhau com todos
Pode acompanhar por exemplo:
(339)


sábado, 7 de maio de 2022

Terras de Conclave (2015): 6/10

Andamos todos a descobrir os méritos no envelhecimento do alvarinho, mas ainda não passou  tempo suficiente para ter mais certezas - por exemplo, quantos anos pode continuar a envelhecer até deixar de ficar bom?

Por outro lado, parece óbvio que um vinho não fica melhor apenas por envelhecer na garrafa, tem de ter qualidades intrínsecas que o suportem.

Foi com admiração que encontrei na última Feira do Alvarinho, em Melgaço, os produtores do Terras de Conclave a venderem 2015, 2016 e 2017.

Comprei o 2015 e estava naturalmente curioso.

Mas não confirmou. Acho até que perdeu qualidade / intensidade / força (comparando com o 2016, que bebi em 2018).

Relação preço-qualidade: €10 euros para um vinho de 2015 é barato, mas...

Ano da produção: 2015
Data de compra: abril 2022
Local de compra: Feira Alvarinho, Melgaço
Preço de compra: €10
Data de consumo: maio 22
Produtor: Terras de Conclave
Localidade: Barbeita, Monção
Enólogo?
Acidez: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: polvo no forno
(95)

Terras de Conclave 2016


quinta-feira, 5 de maio de 2022

Quinta São Gião Colheita Selecionada (2019): 6/10

Antes de mais: esta Quinta São Gião foi fundada pelo Comendador Joaquim Almeida Freitas, que chegou a ser (co-?)proprietário do restaurante São Gião em Moreira de Cónegos, mesmo ao lado do Estádio Comendador Joaquim Almeida Freitas.

A Quinta mantém-se na família e é de lá que vem este alvarinho interessante. Tem um aroma muito floral, um perfil entre o cítrico e o mineral, mas pouco completo na boca (extingue-se rapidamente).

Relação preço-qualidade: dois euros mais caros dos que os melhores clássicos da subregião.

Ano da produção: 2019
Data de compra: janeiro 22
Preço de compra: €11
Local de compra: garrafeira Tua Vinharia, Póvoa de Varzim
Data de consumo: maio 2022
Produtor e Engarrafador: Quinta São Gião
Localidade: Moreira de Cónegos, Guimarães
Enólogo: Fernando Moura e Pedro Campos
Acidez total:
Açúcar Residual: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: filetes de pargo com arroz de açafrão
Pode acompanhar por exemplo: 
(338)





domingo, 1 de maio de 2022

Encosta dos Sobrais Espumante Bruto (2019): 8/10

A este preço, e com estas características, este é provavelmente o melhor espumante de alvarinho em Portugal.

Há uma harmonização, que diria imbatível, entre os aromas e sabores essenciais da casta, bem presentes, a bolha (elegante) e o final, que tem a acidez bem controlada.

(curiosamente, o produtor ainda não lançou o 2017, que está guardado mais mais tarde. Esperemos que não demasiado)

Ano da produção: 2019
Data de compra: março 22
Local de compra: no produtor
Preço de compra: €7,5
Data de consumo: abril 22
Produtor: Bento José de Abreu
Localidade: Remoães, Melgaço
Enólogo: Abel Codesso
Acidez: n.d.
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: vários mariscos cozidos
Pode acompanhar:
(119)

Uma vindima farta. Até demais (II)

 Atualização das informações divulgadas a 6/9/26 . 1) "A Adega de Monção recebeu este ano cerca de 1 0 milhões de quilos [10 mil tonela...

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