sexta-feira, 31 de dezembro de 2021

Casa Santa Eulália Terroir Velho Mundo (2018): 6/10

Melhor este 2018 do que o 2016 (bebido em 2018).

O ponto forte deste vinho é o final, que nos deixa ótimas sensações, depois de bebido - daí não ligar bem com qualquer comida. O aroma é pouco presente.

Não é um vinho 'fácil' (acidez bem marcada) mas é um vinho muito interessante; pelos vistos, está 12 meses em barrica de carvalho, mas a madeira aparece diluída.

O problema é o preço. Parece-me um exagero.

Ano da produção: 2018
Data de compra: Junho 2021
Local de compra: Portugal Vineyards
Preço de compra: €23,35
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor: Casa Santa Eulália
Localidade: Atei, Mondim de Basto
Enólogo: ?
Acidez: n.d.
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Acompanhou: lulas estufadas
Pode acompanhar: marinada de carne de aves
(117)

Casa Santa Eulália Terroir Velho Mundo (2016)




segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Head Rock Reserva (2015): 8/10 [segunda prova]

Bebi este transmontano Head Rock Reserva 2015 pela primeira em 2019.

E logo fiquei impressionado.

Voltei a bebê-lo agora, quase 3 anos depois, e ainda se mostrou melhor.

Sobretudo a segunda metade da garrafa, que foi bebida algumas horas depois.

Está lá a 'génese' do alvarinho, mas abundam sabores complementares, que só a idade pode proporcionar.

Excelente! 

(segundo o produtor, da edição de 2015, foram engarrafadas 1950. Pelos vistos ainda há algumas à venda; por falar nisso, não percebi se há colheitas posteriores)

Ano da produção: 2015
Data de compra: setembro 21
Preço de compra: €13,50
Local de compra: Portugal Vineyeards
Data de consumo: dezembro 21
Produtor: Head Rock Wines
Localidade: Nozedo, Vila Pouca de Aguiar
Enólogo: Carlos Bastos?
Acidez: nd
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: bacalhau cozido e bochechas de porco estufadas
Pode acompanhar por exemplo: 
(162)


sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

Regueiro Reserva (2020): 8/10 [segunda prova]

Bebi novamente este Regueiro Reserva 2020, agora já com mais algum tempo em garrafa, e, sem surpresa, mostrou-se francamente melhor.

Abaixo dos 10 euros, um dos melhores.

Uma sugestão: é comprar uma caixa e guardar!

Ano da produção: 2020
Data de compra: 
Preço de compra: €18
Local de compra: Restaurante Marinheiro, Póvoa de Varzim
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo:
Acidez total:
Quantidade de garrafas consumidas:
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 10º?
Passou pelo arejador? Não.
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(55)


domingo, 19 de dezembro de 2021

Casa Grande Sant'Ana (2017): 7/10

Uma surpresa agradável, este alvarinho produzido no Marco de Canavezes.

Aroma personalizado, na boca há uma predominância cítrica mas com espaço para a sensação de outras frutas. Acidez bem integrada.

Sem ser um reserva, consegue surpreender pela capacidade de acompanhar comida que não seja apenas aquela que o vinho branco tradicionalmente segue.

Relação preço-qualidade: acho que o produtor arrisca com este preço próximo dos 10 euros, uma vez que por este valor se compra o Soalheiro ou Regueiro, para dar apenas dois exemplos. Mas o vinho tem qualidade 


Ano da produção: 2017
Data de compra: novembro 21
Preço de compra: €9,49
Local de compra: vinha.pt
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor e Engarrafador: Casa Grande de Sant'Ana (Carlos Lucas)
Localidade: Marco de Canavezes (VR Minho)
Enólogo: Carlos Lucas
Acidez total: 6.2º
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 13º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: perú assado
Pode acompanhar por exemplo: carnes brancas no forno ou 'lagareiros'
(317)


terça-feira, 14 de dezembro de 2021

Quinta do Tamariz (sem data): 2/10

É possível comprar alvarinhos a menos de 5 euros com um mínimo de qualidade (temos alguns exemplos registados - e em alguns casos até bons), mas não é o caso deste Quinta do Tamariz.

Trata-se de um vinho demasiado ácido e com pouco alvarinho (muito pouco aromático e quase sem fruta).

(por que é que não há informação sobre a data de colheita?)

Relação preço-qualidade: às vezes o barato sai 'caro'...

Ano da produção: ?
Data de compra: outubro 21
Preço de compra: €4,25
Local de compra: Preços Baixos, Póvoa de Varzim
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor e Engarrafador: Quinta do Tamariz
Localidade: Barcelos (VR Minho)
Enólogo:
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 2/10
Primeiro copo servido a: 14º 
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo: 
(316)


sábado, 11 de dezembro de 2021

O Guia de Vinhos 2021 de João Paulo Martins dedicado a Monção e Melgaço

Acaba de sair um pequeno mas muito interessante livro de João Paulo Martins (JPMartins) dedicado aos vinhos de Monção e Melgaço (quase só alvarinhos, mas não só).

Trata-se de uma obra pioneira (por exemplo fornece informações sobre os produtores e as colheitas, que muitas vezes não estão disponíveis ao público), que já li duas vezes. Ainda por cima JPMartins é o crítico de vinhos que sigo com mais atenção.

Dito isto, apenas uma nota discordante:

JPMartins excluiu marcas que, sendo feitas com uvas de Monção e Melgado, são engarrafadas fora da subregião, tal como as marcas de supermercado. Segundo explica, quis "abranger apenas produtores-engarrafadores e empresas da própria região e não outros operadores". Percebo e aceito, embora alguns dos casos que ficaram de fora se trate de 'operadores' que compram o produto acabado (produção, engarrafamento e se calhar rotulagem) no próprio viticultor de Monção e Melgaço.

Já tenho mais dificuldade em entender que o livro tenha sido feito apenas com os vinhos que os produtores lhe enviaram e não com 'todos' os que cumprissem aquele critério.

Dir-se-á que os produtores são os primeiros a ter interesse em enviar o máximo de vinhos, mas nem sempre isso é verdade. Pelas mais variadas razões (até pela falta de colaboração do produtor ou apenas por estarem esgotados), alguns podem ficar de fora. E ficaram.

Por isso não será possível encontrar no guia de JPMartins o único 10/10 do Senhor Alvarinho ou aquele que para mim é um dos melhores espumantes da subregião, o Encosta dos Sobrais. Outro exemplo: as Quintas de Melgaço produzem três espumantes e só está o Velha Reserva. Também não está o excelente Dom Ponciano Espumante Extra-Bruto e, para concluir, faltam dois vinhos da Quinta de Soalheiro, o Bruto Nature e o 9%.

Pode ser ingenuidade da minha parte, mas um guia de vinhos de uma determinada região deve tentar ter todos - é pelo menos isso o que persigo nesta página.

Dito isto, que não pretende por em causa a qualidade da obra, insisto nos méritos do livro de JPMartins.

PS - também encontrei (pelo menos 8) vinhos na lista de JPMartins que (ainda?) não estão por aqui. Alguns pelo preço (Tempo, Quinta das Pereirinhas Reserva Familiar, Jurássico, Valados de Melgaço 5º Aniversário) e outros por distração ou desconhecimento (Quinta da Pedra, Rebouça Espumante Reserva Bruto Natural, Quinta de Setas, Terrunho D'Além). Vamos tentar corrigir...




terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Quinta de Gomariz Colheita Selecionada (2020): 6/10

O maior elogio que se pode fazer a este Quinta de Gomariz é que podia ter sido produzido na subregião.

É um vinho de perfil tropical, talvez um pouco 'doce' demais para certas bocas, mas com boa harmonização final (na acidez). Eu gosto.

Relação preço-qualidade: custou mais um €1,5 do que o 2019 e a nota agora atribuída reflete isso mesmo (passou de 7/10 para 6/10).

Ano da produção: 2019
Data de compra: dezembro 21
Local de compra: Auchan, Maia
Preço de compra: €8,39
Data de consumo: dezembro 2021
Produtor: Quinta de Gomariz
Localidade: Santo Tirso, Vinho Regional Minho
Enólogo: António Sousa
Acidez:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(34)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Ninfa (2019): 8/10

Alvarinhos, como este, produzido com características muito específicas, valorizam claramente o potencial da casta.

Sou insuspeito ao dizê-lo: os (bons) alvarinhos clássicos são os meus preferidos, mas por vezes há a  felicidade de encontrar, da mesma casta, vinhos muito diferentes.

É verdade que há uma base cítrica neste Ninfa, produzido a 15kms do mar, no sopé da Serra dos Candeeiros (Rio Maior), com uvas biológicas em solos argilo calcários e com muita salinidade, refletida numa clara sensação mineral. E está lá o final bem equilibrado pela acidez.

Mas em tudo o resto é um alvarinho diferente. Como li algures, um verdadeiro vinho de terroir.

Relação preço-qualidade: excelente.

Ano da produção: 2019
Data de compra: novembro 21
Preço de compra: €9,49
Local de compra: vinha.pt
Data de consumo: novembro 2021
Produtor e Engarrafador: Sociedade Agrícola João T. M. Barbosa
Localidade: Rio Maior (Tejo)
Enólogo: 
Acidez total: 6,6º
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 8/10
Primeiro copo servido a: 13º (mas podia ter sido a mais dois graus)
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: arroz de peixe galo
Pode acompanhar por exemplo: peixes no forno
(315)



segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Céu na Terra (2020): 7/10

Apesar do nome bem português, Céu na Terra é um alvarinho de exportação (sobretudo mercado britânico?), que por sorte encontrei num site nacional.

É um produto da Quinta de Santiago, feito conjuntamente por Liam Steevenson MW (CEO da empresa Global Wine Solutions Ltd, que importa e distribui o vinho) e por Joana Santiago e resulta num vinho 'tradicional' da subregião: frutado (mais cítrico do que tropical), com bom aroma e boa acidez, na linha dos vinhos convencionais da Quinta.

[não consta do portfolio da Quinta]

Relação qualidade-preço: €15,40 é caro para a média portuguesa; já em libras...

Ano da produção: 2020
Data de compra: novembro 21
Preço de compra: €15,40
Local de compra: vinha.pt
Data de consumo: novembro 2021
Produtor e Engarrafador: Quinta de Santigo[importado e distribuído por Global Wine Solutions Ltd]
Localidade: Monção
Enólogo: Liam Steevenson + ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 12º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo: queijos meios curados
(314)



sábado, 20 de novembro de 2021

Borges (2020): 7/10

Um vinho que mantém as características desde que foi provado pela primeira vez neste contexto: a fruta é de caroço, com um perfil cítrico, algo de figo, e um final muito agradável. Imbatível no aroma, menos expressivo no primeiro contacto em boca.

[volto a escrever sobre o mesmo assunto: este é um vinho que se apresenta como sendo de 'Monção e Melgaço', engarrafado em Felgueiras, por uma empresa de Gondomar. Sem problema. Mas qual é a origem das uvas? 'Monção e Melgaço' é um território demasiado vasto. O cliente tem direito a mais e melhor informação para poder decidir melhor]

Relação preço-qualidade: está um pouco mais caro mas aceita-se 

Ano da produção: 2020
Data de compra: novembro 2021
Local de compra: Auchan, Maia
Preço de compra: €9,49
Data de consumo: novembro 2020
Produtor: Sociedade Vinhos Borges
Localidade: "Monção e Melgaço" [engarrafado em Felgueiras por Sociedade Vinhos Borges, Gondomar]
Enólogo:
Acidez: 6,8º
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 13º
Acompanhou: lulas estufadas
Pode acompanhar por exemplo:
(22)

Borges 2016

Borges 2017

Borges 2018

domingo, 14 de novembro de 2021

Paciência Grande Reserva (2020): 6/10

 Começo por notar que não é nornal um alvarinho Grande Reserva não é nada comum, muito menos fora da subregião. Este Paciência esteve 6 meses em barrica de carvalho francês, mas tem pouca madeira.

Outra nota: foram aberta duas garrafas em duas refeições seguidas: a primeira, na hora, não vingou; a segunda, com duas horas de antecedência, melhorou bastante.

Ainda assim, estamos perante um vinho 'leve', pouco sofisticado ao nível de sabores secundários (há algum mel), com final interessante.

Numa palavra: agradável.

Relação preço-qualidade: um Grande Reserva não devia custar €7,99! , mas este vinho não vale mais de 10 euros.

Ano da produção: 2020
Data de compra: novembro 21
Preço de compra: €7,99
Local de compra: Supermercado Lidl
Data de consumo: novembro 2021
Produtor e Engarrafador: Casa Agrícola Paciência
Localidade: Alpiarça,  Vinho regional Tejo
Enólogo: 
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 2
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: arroz de marisco
Pode acompanhar por exemplo:
(313)

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Cepa Velha (2019): 5/10

Muito cítrico este 2019.

Em resultado, a acidez sobressai mais do que seria desejável.

Final muito rápido.

Relação preço-qualidade: este 2019 custou €5,59, menos do que o 2017 comprado diretamente no produtor em Monção!

Ano da produção: 2019
Data de compra: outubro 2021
Preço de compra: €5,59
Local de compra: E.Leclerc, Darque
Data de consumo: novembro 21
Produtor: Vinhos de Monção
Localidade: Monção
Enólogo: ?
Acidez:
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 5/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? Não
Acompanhou: pescada cozida com legumes
Pode acompanhar por exemplo:
(124)

Cepa Velha 2017 

Cepa Velha 2018

domingo, 7 de novembro de 2021

1944 (2018): 4/10

1944 é um alvarinho das Caves Casalinho, marcado por uma significativa mineralidade e pouca expressão das características da casta - nesse sentido, a relação com a acidez fica um pouco desequilibrada.

Relação preço-qualidade: os €4,59 pagos no supermercado são muito diferentes dos €21 que surgem no site da empresa!!!!! €21 seriam um preço completamente irreal.

Ano da produção: 2018
Data de compra: outubro 21
Preço de compra: €4,59
Local de compra: Supermercado E.Leclerc
Data de consumo: novembro 2021
Produtor e Engarrafador: Caves Casalinho
Localidade: Santo Adrião, Vizela (VR Minho)
Enólogo: Nuno Vieira Silva?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 10º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: filetes de pescada com arroz de coentros 
Pode acompanhar por exemplo:
(312)




segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Casa de Compostela (2018): 7/10

Primeira observação: €4,65 é um preço notável. A nota atribuída tem isso em conta (como sempre, aliás, acontece aqui).

Trata-se de um alvarinho que procura as características típicas e tradicionais da subregião (e da casta), mas a que falta alguma expressividade.

O final, marcado pela desejável acidez, é bom; o aroma, 20 minutos após a abertura, revelou-se interessante (talvez estivesse muito frio, quando o primeiro copo foi servido).

Preço-qualidade: muito bom!

Ano da produção: 2018
Data de compra: outubro 21
Preço de compra: € 4,65
Local de compra: Supermercado Preços Baixos, Póvoa de Varzim
Data de consumo: outubro 2021
Produtor e Engarrafador: Casa de Compostela
Localidade: Famalicão
Enólogo: ?
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 8-9º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: sardinhas assadas na brasa
Pode acompanhar por exemplo:
(311)


sábado, 30 de outubro de 2021

Contacto (2020): 6/10

Não me custa admitir que este 2020 bebido menos de um ano depois de ter sido posto à venda não é o mesmo se bebido daqui a dois ou três.

No essencial mantenho a avaliação anterior, mas este 2020 pareceu-me ainda pouco 'maduro', com pouco corpo e os sabores menos vivos.

Relação preço-qualidade: com a promoção, foi ótimo

Ano da produção: 2020
Data de compra: outubro 2021
Local de compra: Continente
Preço de compra: €7,99
Data de consumo: outubro 2021
Produtor: Anselmo Mendes
Localidade: Melgaço
Enólogo: Anselmo Mendes
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
(30)

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Aqui Começa Portugal (2020): 6/10

Aqui Começa Portugal é uma iniciativa de um empresário do lugar de Cevide, Melgaço, onde se situa o marco nº1 de Portugal.

O desafio foi feito à equipa Soalheiro, tendo resultado um vinho que se distingue pelo facto de não ter sido filtrado ["este alvarinho foi criado tal como os primeiros alvarinhos"] e de ter muito depósito - basicamente é um vinho que está sempre turvo [O Pequeno Rebentos à Moda Antiga, de Márcio loprs, também não foi filtrado, mas quase não tem depósito].

O resultado é curioso: apesar dos 13º, parece levezinho, quase sangria de alvarinho, sem acidez.

Tem uma entrada em boca muito boa mas não passa disso, extingue-se rapidamente, mas falta o 'final', tão típico dos alvarinhos.

Relação preço-qualidade: um euro acima.

Ano da produção: 2020
Data de compra: junho 21
Preço de compra: € 9,11 
Local de compra: Solar do Alvarinho, Melgaço
Data de consumo: outubro 2021
Produtor e Engarrafador: Vinusoalleirus [Soalheiro] 
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo: António L. Cerdeira
Acidez total: ?
Açúcar Residual: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 6/10
Primeiro copo servido a: 10º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: robalo no forno
Pode acompanhar por exemplo: 
(310)



domingo, 24 de outubro de 2021

Regueiro Secreto Maceração Pelicular Reserva (2020): 7/10

1) Cada vez gosto mais deste alvarinho;

2) €6,99 é um preço incrível;

3) No site da Quinta do Regueiro este Secreto Reserva não aparece;

4) Este é o único alvarinho que identifica no rótulo a 'maceração pelicular' (relativo a 50% do lote)

Dito isto, continuo a melhorar a nota deste Secreto e continuarei a bebe-lo!

Relação preço-qualidade: excelente.

Ano da produção: 2020
Data de compra:outubro21
Local de compra: E.Leclerc, Viana
Preço de compra: €6,99
Data de consumo: outubro 21
Produtor: Quinta do Regueiro
Localidade: Alvaredo, Melgaço
Enólogo:
Acidez: ?
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 10?
Acompanhou: arroz de camarão
Pode acompanhar por exemplo:
(28)

Regueiro Secreto Reserva 2016

Regueiro Secreto Reserva 2018

sábado, 16 de outubro de 2021

Barão do Hospital (2020): 7/10

Primeira edição deste Barão do Hospital, que resulta do investimento do grupo francês Roullier (através da sua participada portuguesa, Falua) na Quinta do Hospital, em Monção.

A partir dos 10 hectares de alvarinho da Quinta, surgiu este Barão do Hospital, um vinho muito interessante, com boa harmonia entre acidez e fruta (mais tropical do que critrina), ainda que talvez lhe falta (ou não, depende dos gostos) um pouco de vivacidade. 

Uma coisa tenho como certa: além do seu elevado potencial gastronómico, daqui a cinco anos estará ainda melhor.

Relação preço-qualidade: está claramente a posicionar-se acima da concorrência direta, pelo que nesta altura acaba por ser três ou quatro euros mais caro.

Ano da produção: 2020
Data de compra: junho 21
Preço de compra: € 14,99 [sem promoção: €13,45]
Local de compra: El Corte Inglês
Data de consumo: setembro 2021
Produtor e Engarrafador: produzido e engarrafado por Falua, 
Localidade: Almeirim [vinho Monção e Melgaço]
Enólogo: Antonina Barbosa
Acidez total: 6,5º
Açúcar Residual: -2º GL
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: petinga frita com arroz de tomate
Pode acompanhar por exemplo: cabrito no forno, carnes brancas grelhas, bacalhau à lagareiro
(309)



quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Aveleda (2019): 4/10

 A Aveleda faz (muito) bons alvarinhos mas este seu clássico continua a não me convencer.

É um alvarinho que pouco ou nada sabe a alvarinho (demasiado cítrico), um verde apenas aceitável.

Relação preço-qualidade: comparando com o que paguei, há melhores e mais baratos!

Ano da produção: 2019
Data de compra: abril  21
Preço de compra: € 4,69 [3,99 online]
Local de compra: Granvine
Data de consumo: outubro 2021
Produtor e Engarrafador: Aveleda [Regional Minho]
Localidade: Penafiel
Enólogo: ? “Wine Consultant”: Valérie Lavigne
Acidez total: 6,5º
Açúcar Residual: 
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 4/10
Primeiro copo servido a: 11º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: petinga frita com arroz de legumes
Pode acompanhar por exemplo:
(10)

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Santos da Casa Fazem Milagres Reserva (2019): 7/10

Primeira nota: este Santos da Casa é um dos muitos vinhos lançados no mercado pela Santos e Seixo, uma empresa com sede em Santa Marta de Penaguião. No contrarrótulo pode ler-se que é engarrafado em Melgaço. Mas com que origem? De onde vêm as uvas? Quem é o produtor? Há muito que nos batemos neste espaço por mais transparência. O consumidor tem direito a essa informação.

Enquanto vinho, é um 'típico' alvarinho da subregião, com fruta e bom aroma e a acidez final bem características. 

Relação preço-qualidade: com promoção, tratando-se de um reserva, é um bom preço. 

Ano da produção: 2019
Data de compra: junho 21
Preço de compra: € 10,45 [sem promoção: €13,45] 
Local de compra: Portugal Vineyards
Data de consumo: outubro 2021
Produtor e Engarrafador: [engarrafado em Melgaço por Santos e Seixo]
Localidade: Santa Marta de Penaguião
Enólogo: ?
Acidez total: 6,8º
Açúcar Residual: 2,8º GL
Quantidade de garrafas consumidas: 1
Pontuação: 7/10
Primeiro copo servido a: 9º-10º
Passou pelo arejador? não
Acompanhou: arroz de bacalhau
Pode acompanhar por exemplo:
(308)


Aviz (2021): 8/10

Aviz é uma referência da Casa do Vale (ou do Valle?) em Cabeceiras de Basto. As uvas de 2020 foram engarrafadas em 2021 e ficaram 4 anos em ...

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